28/06/2011

The Grifter

The Grifter é um vídeo que foi mencionado pela primeira vez no fórum de imagens do /x/ (4Chan).

Dizem que quem assistí-lo passa por uma experiência de redenção da alma, mais aterrorizante do que qualquer coisa que se possa imaginar.

O link abaixo possui alguns comentarios sobre o video, tirado do forum do 4chan:

http://images.wikia.com/creepypasta/images/3/3a/The_Grifter.jpg

Abaixo, a tradução da pagina do forum:

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ARQUIVO /x/ No. 2411742
Assunto: The Grifter


As postagens nesse fórum alegam a existência de um vídeo tão perturbador que leva à aquele que assiste sensações de náuseas, pesadelos e até mesmo suicídio. Aqueles que disseram tê-lo assistido disseram que se sentiram "mudados". Status da veracidade do vídeo: INCONCLUSIVA.

the_solipsist: Eu queria não ter assistido... merda ... eu realmente me sinto perturbado; como se eu tivesse arruinado algo dentro da minha alma... nunca mais serei o mesmo... merda

Anônimo: Droga, alguém tem o link pra ver? Eu quero vê-lo já faz muito tempo mas não consigo encontrá-lo em lugar algum...
Meus amigos que assistiram disseram nunca mais serem os mesmos.

the_solipsist: acredite em mim... você não vai querer ver isso... espero que não seja você vic... :(

Anônimo: vai se foder OP.
eu já tinha quase me esquecido dessa merda. obrigado
acho que não vou dormir essa noite.

Anônimo: é um vídeo postado aqui em 2008... eu não sei exatamente o que é porque não tive bolas para assistí-lo. todos que assistiram reclamaram de terem pesadelos e não eram sequer capazes de descrevê-lo. a maioria das pessoas não queriam nem falar sobre isso. tinha no youtube originalmente, mas o tiraram bem rápido... vou ver se encontro um rs (N/T: Não consegui descobrir o que é "rs" sem ser a risadinha de internetês...rs) dele.

Anônimo: bom, não era snuff ou qualquer coisa do tipo aparentemente é só um áudio visual esquisito com alguma coisa andando no fundo que criou essa sensação estranha... pessoas disseram ter ficado doentes, terem pesadelos... aparentemente algumas se mataram mas eu não sei se alguém pode me confirmar isso... de qualquer forma é muito estranho.

the_solipsist: eu prefiro não falar sobre isso. só me deixe dizer que foram os piores 2 mins da minha vida... eu preferia bater uma pra 3 guys 1 hammer (N/T: achei melhor não traduzir porque acho que é nome de algum vídeo tipo 2 girls 1 cup, curiosos, fiquem à vontade XD, o MedoB. não se responsabiliza!) 10000 vezes antes de ver essa merda de novo... PIOR. MINDFUCK. DE TODOS.

Anônimo: Não, esse não é o certo. O que eu vi ano passado é difícil de descrever; tem esse cara ao fundo durante todo o tempo (aparentemente ele é o "Grifter") e tem um monte de merda acontecendo na frente... Tipo uma pia cheia de larvas ou algo assim, e a pintura nas paredes estava literalmente derretendo/se soltando e caíndo. A coisa toda me lembrou o filme Begotten mas em DMT e x 1000 (N/T: Begotten é um filme experimental de horror dos anos 90 que é baseado no Gênesis, DMT eu não sei =/)... realmente uma cena de pesadelo. Muito real. Em cores, mas super escuro e granuloso... TOTALMENTE FODIDO. O resto eu não consigo lembrar. Eu não quero.

Anônimo: MERDA por que você teve que me lembrar?? porra você não se lembra da cena onde ele segura um cachorro que chora que nem um bebê humano? e ele fica só segurando pela nuca no alto o tempo todo? MERDA... merda de combustível pra pesadelo :( :( sério, aquele vídeo mudou a minha vida.

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Os poucos que assistiram ao vídeo foram encontrados mortos em suas próprias casas, com apenas uma coisa em comum: Uma estranha boneca, escondida em algum lugar de suas casas.

O vídeo (AVISO: NÃO ASSISTA SE VOCÊ FOR MUITO SENSIVEL):



Genocide City



Fases deletadas em videogames sempre foram uma fonte de fascinação para os jogadores, e um dos exemplos mais conhecidos deles são as quatro zonas deletadas em Sonic 2: Hidden Palace, Wood Zone, Dust Hill e Genocide City estão todas listadas na tela de seleção de fases disponível no beta de Sonic 2. A Hidden Palace e a Wood Zone podem ser parcialmente jogados, e há uma imagem antiga do Preview do Sonic 2 do que se acredita ser a Dust Hill.

Genocide City, no entanto, é um mistério. Selecionando-o na versão Beta vai simplesmente carregar uma tela em branco onde o Sonic vai instantaneamente cair e morrer. A falta de informação e o nome excessivamente ameaçador fizeram desta zona um dos maiores mistérios no mundo dos jogos. Recentemente, consegui adquirir o que foi descrito como uma versão Beta mais completa de Sonic the Hedgehog 2, que tinha todas as fases deletadas completamente intactas e totalmente jogáveis. Eu estava perplexo ao descobrir que tal coisa existia, uma vez que quase todas as fases deletadas são cortadas, porque elas nunca foram concluídas, mas a descrição do jogo que baixei alegou que todas as zonas estavam completas, e que foram removidas por uma razão inexplicável.

Eu comecei a jogar o Beta. Alem do Tails não estar presente no jogo em si (ele estava na tela de título, porem), o jogo parecia idêntico à versão final. Depois de completar Emerald Hill e Chemical Plant Zone, no entanto, o jogo me transportou para a Dust Hill. Dust Hill era muito semelhante à foto dela na Preview; um nível com tema de deserto. A música banjo estranhamente lenta tocando no fundo era um pouco inquietante, mas tudo o resto se pareceu muito bem com uma fase do Sonic 2.

O chefe Robotnik estava em seu veículo padrão com braços robóticos, segurando seis armas de tiro pesado. Depois de Dust Hill, passei por Aquatic Ruins, Casino Night, e Hill Top Zone, sem nenhuma diferença do jogo final. Após Hill Top, fui para Wood Zone. Como Dust Hill, este se encaixa perfeitamente em um jogo do Sonic, com exceção de algumas texturas estranhas nas plataformas de madeira talhada, que se pareciam com rostos. A música tinha uma sensação tribal, e eu lutei contra Robotnik em algumas plataformas flutuando sobre um buraco cheio de espinhos. Ele usava um machado grudado em seu veículo para destruir as plataformas e atacá-lo.

Na Mystic Cave Zone, percebi a primeira diferença da versão final, além dos níveis adicionados: eu coletei a sétima e ultima esmeralda do caos na mesma, porem não recebi nenhuma mensagem sobre o Super Sonic, apenas uma mensagem dizendo "Sonic Got Them All!". Eu também não podia me transformar em Super Sonic. Depois de terminar Oil Ocean, fui para a Hidden Palace Zone. Era muito parecido com a mais conhecida versão Beta. Não havia nada de estranho, até que cheguei ao fim do segundo ato. Tails estava amarrado na Master Emerald e Robotnik estava voando sobre ele, fazendo uma animação de risada. Então Sonic se transformou em Super Sonic, e passou voando pela Master Emerald, agarrando e salvando Tails, logo antes de Robotnik disparar um feixe gigantesco na esmeralda, estilhaçando-a. Recebi uma mensagem dizendo "Sonic Saved Tails! (Sonic salvou Tails!)", e a tela escureceu. Reapareci na Metropolis Zone, e a partir de agora, eu podia me transformar em Super Sonic com 50 anéis, e Tails estava sempre me seguindo. O resto do jogo foi exatamente como na versão normal. A Genocide City nunca apareceu.

Confuso sobre a ausência da fase perdida, eu procurei na internet e tentei encontrar informações sobre a versão que havia acabado de jogar. Não consegui encontrar nada, então eu decidi tentar jogar o jogo novamente, só que desta vez sem pegar as Esmeraldas do Caos.

Tudo no jogo foi idêntico, até eu chegar no final da Hidden Palace novamente. Tails ainda estava amarrado à esmeralda e Robotnik estava voando acima dele. Sonic correu em direção à esmeralda para tentar salvar Tails, mas Robotnik disparou um raio de energia na diagonal, batendo no Sonic e fazendo ele cair pra trás. Robotnik atirou seu feixe enorme de laser na Master Emerald, acertando Tails junto desta vez. Eu ouvi um grito muito agudo e alto, que eu achei que era supostamente a voz do Tails. Quando o feixe sumiu, Tails e a Master Emerald desapareceram sem deixar nenhum rastro. Robotnik fez uma animação rindo, e voou para longe. Sonic fez uma animação que eu nunca tinha visto antes: ele caiu no chão e ficou deitado ali. As palavras "You Coudn’t Save Him (Você não conseguiu salva-lo)" apareceram, e a tela escureceu.

A zona seguinte, como eu esperava, era a Genocide City. Quando a fase surgiu, uma tela em branco apareceu, assim como no Beta que todos conhecem. Sonic caiu no fundo e morreu. Eu tinha 14 vidas quando cheguei lá, e esta seqüência de morte se repetiu mais 13 vezes. Quando eu tinha apenas mais 1 vida, porém, a fase finalmente carregou por completo. A melhor maneira que posso descrever os gráficos, é que eram uma combinação da Chemical Plant e da Metropolis Zone, com muitos objetos no fundo em chamas. A música parecia ser um remix da música da tela de título, mas tocada com nada além de tons graves e fundos. Não parecia haver nenhum anel na zona, então como eu só tinha mais uma vida, continuei com muita cautela. Também não parecia haver nenhum inimigo na zona; em seus lugares foram colocados os animais que você salva dos badniks, deitados no chão, sem se mexerem.

Mais e mais animais apareceram enquanto eu ia cada vez mais longe da fase. Logo depois, o chão estava coberto com eles. Os únicos desafios que apareceram na fase foram algumas seqüências simples de plataformas e momentos que eu tive que saltar sobre buracos no chão para que não caísse em um mar de fogo. Depois de passar pelo que parecia ser uma fase normal do Sonic 2 em termos de duração, finalmente cheguei na placa do final da fase. Havia um pequeno buraco no chão antes da placa, então eu o pulei e terminei a fase. Depois de girar a placa, porem, ao invés de correr para a direita como ele normalmente faz, Sonic virou-se e ficou olhando na direção do buraco por cerca de 30 segundos. Então ele subitamente correu em direção à ele, caindo para sua morte.

Apareceu a tela de Game Over. Eu havia me esquecido que tinha conseguido um monte de Continues no início do jogo. Selecionei a opção YES para continuar jogando, mas eu ouvi apenas um barulho meio que ensurdecedor, como os que outros jogos fazem quando você escolhe uma opção que não é permitida. Tentei mais algumas vezes, mas o jogo claramente não iria me deixar continuar. Finalmente selecionei NO, e uma tela de Game Over semelhante à tela do final ruim de Sonic 1. Exceto que, em vez de fazer malabarismo com as esmeraldas, Robotnik estava fazendo malabarismo com os corpos das criaturas que você salva dos badniks. Eu tive que desligar o jogo para ficar longe daquela tela.

Eu estava muito perturbado e assustado com o que tinha acabado de ver. Isso certamente explicava porque Genocide City havia sido removido do jogo final, mas eu não conseguia entender o que fez a SEGA sequer pensar em fazer algo assim. Mesmo que já tivesse passado pelo jogo inteiro e visto o final bom, eu sentia que tinha que fazer isso de novo, que eu não poderia deixar o jogo do jeito que havia deixado da ultima vez. Então, pela terceira vez no dia, eu joguei o Beta do Sonic 2.

A primeira estranheza foi a tela de título; Tails sumiu dela, e o Sonic parecia não notar nisso. Havia apenas um espaço vazio no lugar onde ele deveria estar. Comecei o jogo, e tudo parecia normal até que eu peguei 50 anéis e entrei na primeira fase de bônus. Em vez de anéis vindo até mim, apareciam onda após onda de bombas. Desviei delas durante o tempo que consegui, mas eventualmente fui atingido. Em vez de fazer a animação de perder os anéis, o Sonic fez uma animação de morte, e a fase de bônus terminou. A tela de resultados mostravam 0 para todas as estatísticas, mas a mensagem no topo era diferente; em texto preto sólido, ela dizia:

"You Can't Bring Back The Dead (Você Não Pode Trazer os Mortos de Volta)".

Ficando realmente com muito medo neste ponto, eu peguei mais 50 anéis o mais rápido que pude, mas a fase de bônus que eu entrei era idêntica, terminando com a mesma mensagem de antes. Apaguei o beta de meu computador e baixei-o novamente para que eu pudesse ter o bom final novamente. Eu quase gritei quando vi a tela de título sem o Tails nela novamente, e como eu já temia, a fase de bônus impossível aparecia novamente. Mas desta vez, a mensagem que apareceu quando eu morri era diferente:

"You Can't Reverse Your Mistakes (Você Não Pode Mudar Seus Erros)".

Eu estava completamente apavorado, e fui preso à crença irracional de que se eu pudesse obter o bom final novamente, tudo seria bem melhor. Eu fui para um computador diferente, baixei o Beta e a mesma porra de tela de título voltou a aparecer. Agindo por instinto neste ponto, fui para a fase de bônus novamente. A mensagem desta vez:

"You Have To Accept Your Mistakes (Você Tem Que Aceitar Seus Erros)".

Eu apaguei o Beta deste computador também. Achava que os computadores estavam compartilhando uma mesma fonte de internet, e que havia a possibilidade de isso ter sido algum tipo de piada ou vírus. Eu fui pegar o meu confiável Mega Drive e peguei o cartucho do Sonic 2 que eu já tinha há 17 anos. Se eu simplesmente pudesse ver o Tails nele, sabia que tudo ficaria bem.

Mas eu ainda não tive coragem para arriscar. Cada parte racional de mim sabe o Beta não poderia afetar meu cartucho, mas estou com muito medo, medo do que vai acontecer se eu ver a tela de título sem o Tails nela. Eu sonho com isso todas as noites, mas eu só sei que isso poderia ficar muito pior do que já está.

Sonic the Hedgehog



Quando criança, eu realmente gostava de jogar os jogos do Sonic the Hedgehog no SEGA Mega Drive. Infelizmente, quando a nostalgia bateu-me em uma noite, eu descobri que nosso console quebrou quando nos mudamos, ou seja, minha mãe jogou fora todos os meus jogos antigos.

Decidindo procurar por Mega Drive usado no eBay, me deparei com um que tinha um preço muito barato de 6 reais, incluindo a entrega. A descrição me informou que ele também vinha com uma cópia de Sonic the Hedgehog 1, porem verificando com mais atenção, eu notei que o papel do cartucho parecia ter sido arrancado, e uma etiqueta fora cruamente colocada na frente, com o nome do jogo rabiscado nela.

Eu nem liguei muito pra isso e decidi dar um lance na compra. Estranhamente, ao invés da compra ser confirmada somente no dia seguinte, eu imediatamente ganhei o console. Procedi com o pagamento, deixei meu feedback, e ele chegou em torno de três dias. O Mega Drive estava em condições surpreendentemente boas, considerando o preço; parecia ser completamente novinho, exceto pelas impressões digitais borradas. Eu soprei dentro do cartucho para que ele funcionasse (velhos hábitos nunca morrem, entende) e coloquei-o dentro do console.

A tela da TV acendeu e piscou. A imagem familiar do logotipo da SEGA apareceu e passou da esquerda para a direita, mas em vez daquele coro familiar gritando “SEGA!”, houve um barulho de explosão de estática que durou mais tempo do que deveria ter durado.

Agora é onde as coisas ficaram mais estranhas. A tela de título estava estragada; tinha lodo negro derramado no mar e o céu estava escuro e relampeando. A música estava mais lenta e com um tom menor da versão original, e quando Sonic apareceu na tela, ele tinha um olhar verdadeiramente aterrorizado e com medo. Pensei que aquilo era algum tipo de hack mal feito ou algo assim. Isto até eu apertar o botão Start.

Vi Robotnik, em gráficos muito mais realistas do que eram possíveis para o tempo do jogo, segurando um coelhinho pelas orelhas. Ele o olhou cheio de malícia e ódio, seu óculos de fundo de garrafa brilhando, quando revelou o facão na outra mão. Ele segurou-a na garganta do animal indefeso e cortou-a. O sangue jorrou de seu pescoço como uma fonte. Robotnik começou a rir, mas era quase como se ele estivesse no quarto comigo; foi tudo tão realista.

O jogo então foi para a Green Hill Zone, onde a música foi substituída por um barulho de zumbido. O fundo da fase era igualzinho ao que estava na tela de título e, novamente, Sonic parecia visivelmente abalado e assustado. Sua pele estava pálida e ele parecia tremer de medo. Quando estava correndo, ele subitamente começou a chorar.

Mesmo assim, eu decidi continuar jogando, só para ver se aquilo era algum tipo de piada cruel. Eventualmente, acabei perdendo os anéis contra um Buzz Bomber. O som que tocou quando perdi meus anéis era de um barulho um pouco mais pesado, e eu ouvi Robotnik rir mais uma vez, seu rosto piscando no fundo macabro. Sonic bateu com tud no chão; eu era incapaz de controlá-lo neste momento, tudo isso enquanto o Buzz Bomber começou a descer e se aproximar sobre o corpo indefeso do Sonic.

O Bomber literalmente esfaqueou Sonic, e tudo que eu pude ouvir eram seus gritos de tortura. Eu não conseguia tirar os olhos dos sprites toscamente animados do Sonic se contorcendo de dor, enquanto o Bomber esfaqueava-o repetidamente. Isso durou uns bons 30 segundos, até o Buzz Bomber sair voando, deixando o cadáver ensangüentado do Sonic para trás. Os gritos diminuíram e a tela ficou preta.

Ouvi murmúrios incrivelmente profundos em algum tipo de linguagem estranha que era, possivelmente, japonês ou coreano. Novamente, o hiper-realista Dr. Robotnik apareceu na tela, mas desta vez, ele estava segurando um Sonic ainda mais realista pela cabeça. Sonic estava chorando, implorando por misericórdia, com medo e terror em seus gritos, mas desta vez, Robotnik não tinha uma faca.

Ele literalmente quebrou o pescoço de Sonic, literalmente; ouvi o som do pescoço se quebrando. Então o jogo mostrou uma cena do Robotnik chutando o cadáver indefeso do ouriço pra longe, sangue voando por toda parte. Os espinhos do Sonic foram se quebrando, enquanto durante todo esse tempo, os sons distorcidos da risada do Robotnik e dos gritos do Sonic estavam tocando.

Uma mensagem apareceu em japonês com uma escolha logo abaixo: Yes ou No. Eu escolhi Yes, de alguma forma ansioso para continuar jogando. Então apareci de volta na Green Hill Zone, mas desta vez, havia túmulos no lugar dos Totens da fase. Sonic estava ainda mais aterrorizado, olhando diretamente para a tela como se estivesse me implorando para não continuar, mas eu senti que tinha que fazê-lo.

Quando Robotnik apareceu, houve uma explosão de sons de estáticos muito altos. O rosto do Robotnik estava contorcido de desgosto para o ouriço, e antes mesmo que eu tive a chance de atacá-lo, a bola de demolição do Robotnik se chocou contra Sonic e esmagou-o contra a lateral da tela. Mais uma vez, os gritos tocaram, porem a tela começou a falhar terrivelmente e ficar cinza, quase igual à estática da televisão.

Antes que tivesse a chance de apertar o botão de desligar e arrancar o cartucho, eu ouvi, muito claramente e com uma voz profunda: "Isso foi sua culpa, e somente sua". Olhei para a televisão e o rosto do Robotnik hiper-realista ocupava a tela inteira.

As palavras “Game Over” brilharam sobre seu o rosto, enquanto eu via a carcaça do Sonic hiper-realista cair em cima das letras, escorregando e batendo no “chão”. Tudo que você podia ouvir era o Sonic gemendo, chorando e perguntando: “Por que você fez isso? Por quê?!”

Eu imediatamente arranquei o jogo do console e joguei os dois diretamente no lixo. Até hoje, nunca mais vi aquele vendedor do eBay. Meu computador deu erro quando fui procurar sua pagina no histórico, e todas as pessoas que eu perguntava nos fóruns da eBay, afirmavam que o usuário nunca tinha existido.

27/06/2011

Meu mundo perfeito, arruinado

DIA 0

Só se passaram algumas semanas desde que eu deixei a minha terra natal. Que bom que finalmente me livrei daquele lugar. Já se fazem anos desde que eu consegui o meu doutorado. Em minha terra natal, porem, não me deparei com nada, exceto decepções de meus colegas e meu governo. Usando toda a experiência que obtive durante todos esses anos estudando engenharia e robótica, eu secretamente construí minha própria nave. Demorou um tempo, mas finalmente terminei-a. Fui embora hoje de meu continente para uma ilha muito maior e inabitada, bem longe da minha nação.

Eu tive que apagar tudo aquilo que o meu corrupto e injusto governo chamavam de progresso. Afinal, este é o mesmo governo que foi o culpado pela morte de minha prima favorita há anos atrás, quando ela pegou uma doença terminal. Este foi o mesmo governo que prendeu o meu avô, nessa época trabalhando muito duro, tentando achar uma cura para a doença fatal dela. Eu sempre quis usar os meus dons para o bem da humanidade, mas mesmo assim eu descobrira, enquanto crescera, que a cultura de minha terra natal não me deixaria. Foi por isso mesmo que eu fui embora, bem longe para alguma ilha ainda não descoberta, numa tentativa de apagar toda a minha nação de minha mente. Espero poder criar uma ilha onde a corrupção e a tristeza não existam. Eu sei que isto pode não ser totalmente possível, mais eu preciso tentar.

Chegarei à minha nova terra pela manhã. Agora preciso descansar.

DIA 1

Eu fui adiante para explorar a ilha. Não há pessoas aqui, mas há uma miríade de fauna. Os animais pareciam ser versões anãs daqueles que se encontravam em minha terra natal. A maioria deles, mesmo aqueles que são considerados selvagens e territoriais, como os ursos e as morsas, têm se mostrado simpáticos e sociáveis para mim. Eu devo ter o cuidado de protegê-los e preservar um ambiente seguro para eles, enquanto construo o meu novo país. Coisas de tal natureza devem ser protegidas, afinal de contas.

Durante minha visita na ilha, eu me deparei com as ruínas de uma antiga e extinta cultura. Aparentemente, eles tinham habitavam a ilha antes, mas não havia nenhum vestígio de seu povo. No centro da estrutura, eu encontrei um grupo de relíquias sobre pedestais. Medo de perturbá-los, eu fiz um teste para determinar a sua composição, na esperança de que aquilo me daria algumas pistas sobre a cultura que morara ali anteriormente. As relíquias pareciam estar emitindo uma grande quantidade de energia. Uma máquina seria facilmente capaz de aproveitá-las como fonte de energia. Com medo de que, se eu fosse ou estivesse sendo seguido pelo meu governo elas cairiam em mãos erradas, eu removi todas as seis relíquias das ruínas. Ao fazer isso, eu acidentalmente reativei o sistema de segurança da estrutura arcaica: uma série de armadilhas que dependem de um fluxo de lava correndo debaixo da terra para ambas a fonte de energia e seu poder de fogo. Como eles queriam que elas estivessem bem protegidas, os nativos obviamente perceberam o poder guardado nessas relíquias.

Terei que desativá-lo mais tarde, depois que eu colocar tudo em ordem. Agora, para poder construir o meu país, devo manter esses animais seguros, assim como as relíquias também. Isso está se tornando mais problemática do que eu inicialmente imaginava, mas eu sinto que vou superar. Todo problema tem uma solução, afinal de contas. Amanhã, eu começarei a construção.

DIA 2

Comecei a construção hoje. A fim de manter os animais fora de perigo, tenho desenvolvido vários sistemas de proteção suspensas. O modelo inicial era uma estrutura de cápsula, que foi projetada para abrigar inúmeros animais de uma só vez, embora o número ainda seja limitado. Afinal, eu não queria que eles ficassem todos presos em um espaço muito apertado onde poderiam se ferir involuntariamente enquanto estivessem inconscientes. Depois de encher alguns modelos que eu ainda tinha, descobri que havia um grande excesso da população. Não querendo que eles fossem feridos pelos robôs que eu havia construído para ajudar com a construção, tive que criar um jeito de abrigar os animais em excesso. Então, eu criei cápsulas portáteis suspensas, e acrescentei-lhes o funcionamento interno de meus robôs trabalhadores. Assim, não haverá confusão e nem animais feridos na hora da construção.

Isso irá abrigá-los e mantê-los seguros. Os animais estarão completamente inconscientes o tempo todo, assim quando todos os problemas forem colocados em ordem, eles irão acordar como se tivessem simplesmente dormido a noite inteira. Mais um problema resolvido.

Já para as relíquias, eu coloquei-as em locais seguros espalhados pela ilha. Cada uma delas está escondida em uma estação de realidade virtual que eu programei como uma barreira. A física sobrenatural e a gravidade em mudança constante no programa tornariam impossível para que alguém roubasse as relíquias lá dentro. Já que eu sou o único que pode desativar os programas, eu também sou o único que pode chegar até eles. Eles estarão seguros, por enquanto. Agora eu posso seguir em frente com a construção de minha nação.

DIA 17

Eu estabeleci a minha base de operações no centro da ilha. Está meio incompleta no momento, mas no momento, o mais importante é configurar o resto da primeira ilha. Os robôs fizeram ir a construção seguir adiante muito mais rápido. Eu já criei uma cidade e uma estrada. Ao menos, minha capital já está terminada.

Deparei-me com uma série de ruínas soterradas e um lago subterrâneo ao construir ambos. Eu construí tudo sobre eles com todo o cuidado para não destruir toda a estrutura. Enviei vários dos meus robôs para dentro das ruínas para investigá-las. Com sorte, eles vão retornar com dados valiosos sobre os primeiros donos da ilha.

Eu tomei a decisão de preservar a costa da ilha do jeito que está. Foi muito difícil eu modificar toda essa beleza natural. Enviei alguns dos meus robôs lá para monitorar a área e manter a atenção à todos os visitantes. Afinal, eu não quero turistas ou funcionários do governo interferindo em meus planos.

Eu continuo me esquecendo de desativar as armadilhas nas ruínas que eu encontrei no meu primeiro dia aqui. Os dias continuam a passar cada vez mais rapidos, eu suponho. Terei que cuidar dele mais tarde.

DIA 18

Os robôs que eu enviei para costa da ilha me alertaram sobre um grave problema nas primeiras horas da manhã. As imagens enviadas por eles pareciam ser de algum tipo de besta. Era diferente de qualquer criatura que eu já havia encontrado. Estou certo de que os zoólogos no continente teriam declarado que aquilo era uma nova espécie de animal. Apesar da intriga inspirada pela criatura, os relatórios indicaram que ele estava atacando, e pior, destruindo meus robôs. Os animais alojados nas cápsulas de suspensão interna dos robôs provavelmente morreriam por causa do choque do processo de animação sendo interrompida inesperadamente. Eu tinha que fazer alguma coisa.

Eu deixei minha base e fui para minha nave, armado, mas não à procura de uma luta. Otimistamente, pensei que talvez este animal simplesmente tivesse se perdido no meio da ilha, e estava reagindo desta forma por medo. Eu esperava poder acalmar a criatura com a minha chegada, e colocá-lo em um gabinete para descansar como os outros animais. E como eu estava errado... Quando cheguei à costa, vi a criatura do alto, atacando a cápsula suspensa que eu havia feito para a área costeira. Desci com a minha nave, e chamei a criatura, em uma tentativa de argumentar com e/ou acalmá-lo.

À primeira vista, a criatura virou-se e pulou em direção ao meu veículo. Desviei do caminho e ativei as armas eu havia instalado, na esperança de dominá-la. Tal tentativa se provou fútil. Ele era muito rápido, tão rápido que eu não consegui dar nenhum golpe nele, e antes que eu percebesse, ele havia tirado e destruído as armas de minha nave. Eu não tinha escolha, a não ser recuar.

Eu voei de volta para a minha base em minha nave; preocupado com a destruição que esse monstro caótico poderia trazer para meu novo lar. Enquanto partia, eu me virei para trás, somente para ver a besta destruindo a capsula. Os animais que eu tinha protegido com segurança saíram convulsionando para fora dos destroços, caindo e mortos logo em seguida. Meu coração se despencou com aquela visão. Eu tenho que fazer alguma coisa para acabar com este monstro.

DIA 19

Os zangões robóticos que eu liberei seguiram a rota da criatura. Ela foi atravessando as ruínas acima do solo, desde meu último relatório. Pelo que eu posso dizer, o monstro está se dirigindo para a cidade que eu recentemente terminei de construir. A capital de meu novo país está inteira por somente três dias, e já está sob ameaça de ataque. Além do mais, ele parece ter encontrado e desativado o dispositivo de segurança no litoral e roubado a relíquia lá dentro. Além de feroz, parece que a criatura é inteligente também. Tolamente, eu havia colocado uma cápsula nos arredores das ruínas, pensando que era seguro. Senti que deveria ir e recuperá-lo antes que a criatura pudesse destruí-la e prejudicar os animais lá dentro.

Eu equipei minha nave com um lança-chamas, esperando que esta besta destrutiva não pudesse sobreviver ao fogo. Quando cheguei, mais uma vez, ele mostrou-se rápido demais para que eu conseguisse acertá-lo. Ele rapidamente arrancou o lança-chamas de minha nave, como uma faca na manteiga. Eu tive que fugir de novo. Eu temo que tenha que bloquear o seu progresso na cidade em si. Vamos só esperar que o meu plano funcione.

DIA 20

Toda a segurança que eu adicionei na cidade ainda assim não conseguiu manter a criatura longe. A maioria dos robôs que eu havia enviado para lá foram destruídos. Minha tentativa de atacar pessoalmente a criatura falhou novamente. Fugi, na esperança de encontrar outro lugar para a enfrentá-lo, e mais tarde recebi relatórios de que ele havia mergulhado nas ruínas subterrâneas e destruído todos os robôs eu tinha colocado lá em baixo.

Tentei construir uma barreira em uma parte do lago subterrâneo para inundar as ruínas e afogar o monstro. Eu pensei que poderia sufocá-lo desta maneira, mas minha tentativa falhou. Eu suspeito que a criatura possa ter aumentado a capacidade pulmonar, já que ele conseguiu escapar muito depois das ruínas serem completamente inundadas. Parecia determinado a destruir cada parte da tecnologia que eu instalei nessa ilha.

Menos de uma hora depois, ele estava atacando os robôs que eu havia deixado monitorando a estrada. Tentei derrotá-lo novamente, mas falhei. Nada que eu faça, nenhuma arma que eu use irá parar esta besta. Voltei para a minha base.

Todos os meus robôs de fora da base foram destruídos. A besta também conseguiu encontrar e desativar cada um de meus sistemas de proteção; agora ele também tem todas as relíquias em sua posse. Está planejando algo. Tudo o que sei é que ele me quer fora da jogada.

DIA 21

Eu não dormi. A criatura invadiu os portões da frente da base em pleno anoitecer. Cada robô e máquina em seu caminho foram brutalmente destruídos. Eu fiquei desesperado e abri um alçapão que havia construído em conjunto com as ruínas abaixo da base. Consegui derrubar o demônio para dentro dele e fechei-o, enquanto me escondia atrás de um campo de força.

Achei que finalmente estava seguro naquele momento, já que não parecia haver nenhum sinal de que ele retornaria do alçapão. Para esfriar minha cabeça, retornei para o meu laboratório para tentar trabalhar em uma prensa hidráulica de grande escala que eu vinha trabalhando já fazia tempo para me ajudar a fabricar os meus robôs. Foi então que a criatura saiu do chão e começou a atacar a máquina. Aparentemente, não havia mais como matá-lo.

Ele destruiu a maquina inteira antes mesmo que eu pudesse piscar. Eu fugi do laboratório e sai correndo pelo corredor para tentar chegar à escotilha de lançamento e pegar a nave com que eu havia voado para a ilha. Eu podia ver a besta em perseguição. Consegui pular para dentro da nave e decolar a tempo, voando para fora do penhasco com vista para toda a ilha abaixo. Eu pensei que estava seguro, mas então depois parecia que algo havia atingido a parte traseira da nave. As máquinas pegaram fogo e explodiram em chamas. Virei-me para dar uma ultima olhada na escotilha de lançamento, e vi a besta ali, sorrindo com uma satisfação grotesca de que havia assegurado a minha morte.

Enquanto eu caia diretamente nas rochas abaixo em um manto de chamas, eu assegurei-me de que iria sobreviver. Iria fazer deste mundo minha utopia, mesmo que isso me matasse. Foi então que, pela primeira vez na minha vida, eu senti desprezo por outro ser vivo. Esta besta, sem motivo algum, destruiu todo meu trabalho duro e arriscou a vida dessas criaturas inocentes. Aquilo com certeza haviam ganhado meu ódio profundo. Eu o odiava com toda certeza do mundo, tão certamente como o fato de que o meu nome é Dr. Ivo Robotnik; eu ODEIO aquele ouriço!

26/06/2011

Coragem, o Cão Covarde: O episódio perdido (Dead Fred)

Eu estava fora de casa até tarde da noite, voltando para casa de um jantar com minha família. Minha caminhada de volta para casa fez com que eu passasse do lado do cemitério local, e com isso, eu decidi visitar o túmulo de um amigo meu recentemente falecido. Foi bastante assustador passar por todas aquelas pedras e árvores escuras no meio daquele mar de sepulturas, mas mesmo assim, eu queria que pagar meus respeitos a ele.

Se ao menos eu não tivesse feito isso... Se eu tivesse continuado dirigindo naquela noite, chegado em casa e entrado debaixo das cobertas... Mas eu não fiz isso. Eu estava um pouco bêbado da festa, e andar por um cemitério sozinho naquela noite escura e fria se registrava em minha cabeça como uma boa idéia.

Eu finalmente encontrei o túmulo, tropeçando no meio do escuro. Ao encontrar o tumulo, aquela pedra lisa que anunciava a partida de meu amigo, fiquei muito surpreso ao encontrar um CD lá no meio das flores.

O disco não tinha uma etiqueta profissional; era o tipo de CD que você poderia comprar em qualquer lugar, aquele em que se pode queimar e gravar coisas dentro. Estava dentro de uma embalagem quadrada e plana, sem nenhuma escrita sobre o plástico transparente. As únicas palavras foram rabiscadas no autocolante branco do CD. Usando o meu celular para iluminar o CD, eu li as duas palavras rabiscadas lá.

Elas diziam "Dead Fred".

O que realmente me deixou perplexo foi a caligrafia; era claramente a do meu amigo. Ele costumava ser dono de uma locadora, com centenas de velhas fitas VHS que não podiam mais ser encontradas em qualquer outro lugar. Ele escrevia os títulos dos filmes à mão, e pareciam ser iguaizinhos à do título do disco... E, depois de seu recente suicídio, sua carta havia sido encontrada, coberta com os mesmos rabiscos.

Intrigado, eu me perguntei quem havia deixado aquilo ali. Eu não tinha visto ninguém com aquilo no funeral.

Lágrimas começaram a queimar meus olhos. Eu sentia tanta falta do meu amigo, e este CD deveria ter sido algo muito importante para ele, para estar em seu túmulo deste jeito. Então, por que ele não me disse nada sobre isso? Nós dizíamos tudo um ao outro. Não era certo ele guardar o segredo somente para si mesmo, levando-o para a sepultura.

Como ele ousa me deixar de fora?

Em um ataque bêbado de fúria, eu tirei as lágrimas dos meus olhos e sai do cemitério com o CD nas mãos.

Só mais tarde, quando eu cheguei em casa e já estava colocando o disco em meu computador, percebi que eu havia feito. Eu havia tirado algo da sepultura de meu melhor amigo, algo que eu não sabia nada sobre. Aquilo não era certo; era muito pior do que ele ter guardado segredos de mim.

Amargamente, eu já estava indo tirar o disco antes que os menus e todas aquelas outras frescuras aparecessem na tela quando, inesperadamente, um vídeo se abriu.

Isso me surpreendeu por duas razões: primeiro, porque eu pensava que o CD só tinha imagens, áudios ou arquivos de texto. Nem passou pela minha cabeça que aquilo poderia ser um vídeo. E segundo, porque o computador não me perguntou nada se eu queria abrir o vídeo com tal programa... Ele simplesmente começou a passar.
Era um episódio de Coragem, o Cão Covarde; o desenho favorito de meu amigo. Eu realmente não gostava muito daquele desenho, porque o achava muito perturbado. Eu só havia assistido a primeira temporada, ou algo assim. Então, quando o título "Dead Fred (Fred Morto)" apareceu sombriamente na tela, eu não sabia que havia algo errado. Eu já tinha visto o episódio original “(Fred Esquisitão [Freaky Fred])" com o meu amigo uma vez, e eu achei que esse era apenas mais um episódio estrelado pelo problemático e poético barbeiro.

Enojado comigo mesmo por ter colocado o disco, eu fui fechar o vídeo, apenas para descobrir que o meu cursor do mouse estava congelado. Os botões do teclado também não deram nenhum resultado, então eu relutantemente aumentei o volume de meus alto-falantes e comecei a assistir ao vídeo.

Começou exatamente como "Fred Esquisitão", com Fred no ônibus e Muriel arrumando a colcha amarela sobre a cama. Porem, Fred não estava recitando seu poema; na verdade, não havia aparentemente nenhum som tocando junto com o vídeo.

Eu pensei que aquele era apenas o episódio original, apenas com o título editado, até que eu vi Coragem. O pequeno cão estava olhando pela janela, encarando Fred com uma mistura de medo e malícia em seus olhos.

Coragem se afastou da janela e olhou com raiva para longe... Então ele começou a ter flashbacks. Toda aquela merda que ele sempre teve que aturar, todo o terror, todos os abusos... Agora desabavam.

Coragem estava chorando em seu estilo frenético e animado, enquanto ele corria pelas escadas e para o porão. Ele começou a revirar um baú, lançando vários objetos (uma máscara feia, uma cabeça encolhida, e outros objetos recorrentes do desenho, num estilo perturbador), até que ele puxou uma espingarda de dois canos, lágrimas ainda escorrendo pelo rosto.

Arrastando aquela coisa para o andar de cima, ele se levantou, mirando-a na porta, com sua pequena patinha no enorme gatilho. A música de fundo com tema de aventura começou a tocar, porem, o vídeo ainda estava sem efeitos sonoros.

Muriel então desceu animadamente as escadas (eu imaginei que a campainha havia tocado, como eu não conseguia ouvir nada), girou a maçaneta e abriu a porta para cumprimentar seu sobrinho.

Lá estava Fred, com seu largo sorriso e cabelo bagunçado, parecendo tão esquisito como nunca. Ele abriu a boca para falar, olhou para baixo, e viu Coragem ali, com a espingarda tremendo e mirada para seu peito. Um olhar de choque e medo apareceram no rosto de Fred, antes que um tiro ecoasse pela casa.

E quando eu digo “pela casa”, eu quero dizer a MINHA casa. O tiro era a única coisa com som alem da música, e eu caguei um tijolo.

Eu esperava que uma bandeirinha escrito "bang" saisse da arma, mas não... Fred cambaleou e caiu para trás enquanto um sangue de cor vermelho-cereja começou a jorrar de seu peito, pulverizando tudo na sala da casa. Fred caiu no chão, morto. Muriel começou a chorar. Coragem olhava horrorizado para o que ele tinha feito, e então correu para o banheiro no andar de cima. Ele logo foi trancado lá dentro, do jeito que acontece no episódio normal.

Neste ponto, eu estava um pouco chocado. Aquilo era muito perturbador, até mesmo para aquele desenho. Nos próximos minutos, Coragem ficava sentado no chão, aos prantos e com a pele toda manchada de sangue. Então, as palavras começaram a chegar através de meus alto-falantes, baixas e lentamente.

"Olá, novo amigo."

Coragem olhou pra cima, olhou ao redor e não viu nada.

"Meu nome é Fred."

Coragem se levantou e virou-se para todos os lados. Ele foi até a janela, tentando descobrir donde vinha aquela voz. Muriel e Eustacio puderam ser vistos arrastando o corpo para o caminhão do Eustacio, um rastro de sangue escorrendo por trás dele. Muriel ainda estava chorando.

“As palavras que você ouve estão em seu pensamento.”

Coragem se afastou da janela, olhando para a espingarda ao lado dele. Os flashbacks voltaram; todos os chingamentos, todas as vezes que ele arriscou a vida para não receber nenhuma recompensa em troca, todas as coisas horríveis que havia visto. Todas as coisas que Eustacio tinha feito com ele, mesmo depois de tudo que ele passara.

"Fred é meu nome neste momento."

Coragem pegou a arma, equilibrando o cano no peitoril da janela, e mirou para a cabeça de Eustacio.

"E você foi muito..."

Coragem apertou o gatilho. Em uma fração de segundo, a cabeça do Eustacio explodiu em vários pedaços, junto com uma explosão nojenta de sangue. E ele derrubou o corpo de Fred, e seu próprio corpo caiu em cima dele.

“Cruuuuuueel..."

Muriel gritou silenciosamente. Entretanto, não houve um barulho de um tiro desta vez; o áudio ainda estava mudo, exceto pelo poema assustador.

Enquanto Coragem virava a arma contra sua própria cabeça, eu desesperadamente puxei o cabo da tomada. Eu me levantei, andando pela sala completamente perturbado. A carta de suicídio do meu amigo dizia apenas a palavra "Cruel" dezenas de vezes.

“Olá, meu novo amigo."

Eu pulei de susto. Pensei ter deixado os alto-falantes ligados, e apenas ter desligado o computador. Porem, o vídeo também havia parado, então aquilo não fazia sentido.

Voltei para desligar os alto-falantes, quando vi que eles já estavam desligados.

"Meu nome é Fred."

Eu tinha desligado-os após o primeiro tiro de espingarda... Muito antes de ter começado a ouvir o poema.

“As palavras que você ouve estão em seu pensamento."

Elas estavam na minha cabeça. Estavam na minha cabeça desde que eu comecei a ver esse vídeo.

Não posso agüentar mais. Estou ficando louco... Ou já enlouqueci, eu suponho... Ou talvez eu tenha apenas ficado muito mal.

Isso é demais pra mim. Eu estou indo agora. Tinha que dizer a alguém, então eu estou te dizendo...

Adeus, meu amigo, pois morto estarei.
Uma bala em minha cabeça agora eu colocarei.
Fico feliz que você leu tudo o que eu disse.
Mas, agora, devo fazer uma coisa muito...

Cruuuuueel...



25/06/2011

Bob Esponja: O episódio perdido



Esta imagem foi tirada de um quadro de fração de segundo de um bootleg corrompido do episódio do Bob Esponja, chamado "Descartado (Dumped)". Alem desta imagem, o resto do vídeo é constituído de variações incompreensíveis de cores, vozes, estático e telas pretas. O áudio parece ser uma versão muito distorcida do áudio do episódio original, com uma voz muito alta e aterrorizante ocasionalmente interrompendo-o.

A fita em si foi encontrada por cinco exploradores adolescentes em uma lata de lixo dentro de uma instituição mental abandonada. Destes cinco indivíduos, dois cometeram suicídio, um desapareceu, outro se recusa a comentar sobre a fita e o último concordou, às pressas, em dar a fita para investigadores paranormais, logo depois de ser entrevistado sobre o suicídio e os desaparecimentos das outras três pessoas.

O paradeiro atual da fita é desconhecido, e muitos que olham para esta imagem acima por um período de tempo longo os suficientes, juram que vêem o Bob Esponja piscar.

Doug: O episódio perdido



Eu tenho certeza de que todo mundo se lembra do programa Doug, um dos três Nicktoons originais que também passava no TV Cruj. Parecia um show bastante normal sobre os desafios que um jovem comum enfrenta em sua vida diária, mas eu sempre tive uma sensação estranha quando o assistia. Em comparação com outros desenhos infantis, Doug parecia mais negativo e centrado à ansiedade. Doug estava sempre preocupado com alguma coisa, e na maioria dos episódios, ele tinha fantasias de todas as pessoas que ele conhecia cruelmente rindo da cara dele, por causa de algum problema que estava enfrentando naquela semana. Porem, Doug sempre superava isso e, no final de cada episódio, ele terminava escrevendo em seu diário sobre como ele havia superado seu grande problema.

Em 2005, comecei a ter sonhos sobre o desenho sem nenhum motivo. Não me lembro muito bem dos detalhes, mas eles me fizeram querer vê-lo novamente. Ele ainda não tinha sido visto em reprises durante anos até aquele momento, então eu não conseguia pensar em alguma maneira de assisti-lo novamente. Para a minha surpresa, ele voltou a passar por uma semana no outono de 2005, às 6h00 durante a semana toda. Eu o assisti durante todos os cinco dias. Me lembrei de como eram os quatro primeiros episódios, mas não perfeitamente. Já tinha passado um bom tempo até eu assisti-lo novamente, então eu só ficava me lembrando de alguns pedacinhos dos episódios. O episódio de sexta-feira, porém, era algo que eu tenho certeza absoluta de que nunca havia visto antes.

Tudo começou com a introdução normal com os desenhos de linha, mas os personagens nunca apareceram. As linhas continuaram normalmente, agindo como se os personagens normais estivessem lá. Quando o episódio começou, mostrou Doug em um quarto escuro, escrevendo em seu diário. Ele não estava narrando a sua escrita, como sempre fazia. Ele apenas escreveu silenciosamente por cerca de um minuto. A tela se desvaneceu, e tela com o titulo do episódio apareceu, porem, Skitter (Amigo do Doug) não estava lá. Havia apenas as letras gigantes formando o titulo “Doug”.

O episódio começou com Doug comendo seu café da manhã. Ele estava fazendo uma narração sobre uma grande prova que havia naquele dia e que ele não tinha estudado. Sua família estava tendo uma conversa normal, mas ai a tela começou a piscar. Os flashes pareciam estar mostrando alguma coisa, mas não duraram o suficiente para eu descobrir o que eles estavam mostrando. Doug saiu de sua casa e começou a caminhar para a escola. Ele teve uma de suas fantasias estranhas sobre a sua vida estar arruinada. Sra. Wingo anunciou que Doug tinha sido reprovado na prova, e toda a turma imediatamente começou a rir dele, com a cabeça saindo de seus corpos e rodando em torno de Doug. Isso durou mais tempo do que a maioria de suas outras fantasias, e os risos pareciam mais cruéis do que o normal.

Quando Doug chegou à escola, a tela piscou novamente, mas desta vez ela ficou na nova imagem, ou melhor, no novo estilo de animação. As cores eram mais escuras, muitos objetos tinha mudado de cor, e aquilo parecia mais um filme em preto em branco. Doug estava caminhando por uma escola cheia de crianças que nunca tinham sido vistas antes no desenho, e ninguém nem prestava atenção nele. Depois que Doug chegou à sua mesa, a animação voltou ao normal. A cena mudou para depois que ele saiu da escola.

Doug estava caminhando para casa, todo preocupado sobre a prova. Quando Doug chegou em sua casa, o Costeleta (Cachorro do Doug) cumprimentou-o. Doug começou a conversar com ele, e então a tela piscou novamente. Costeleta se transformou de repente em um pedaço de carne podre, e a casa do Doug se tornou toda decrépita e destruída. Ele entrou em sua casa e agia como se estivesse conversando com alguém, mas a casa estava completamente deserta. Depois de interagir com as pessoas invisíveis por um tempo, ele se sentou em uma mesa vazia. A tela piscou novamente, e de repente a família do Doug estava lá com ele, comendo o jantar. O telefone tocou. A mãe dele atendeu. Doug teve uma fantasia de seus pais gritando com ele por ter reprovado no teste. Nela, eles cresceram de uma forma gigantesca e os seus rostos se tornaram vermelhos, retorcidos e escuros. A tela piscou de volta para a casa vazia. Doug estava chorando e pedindo desculpas, mas não havia mais ninguém na sala. Ele foi até seu quarto, que também estava completamente vazio, exceto por um livro e um lápis. Ele pegou o livro e começou a escrever. Desta vez ele narrou o que estava escrevendo:

“Eu não sei mais o que é real."

22/06/2011

Tom e Jerry: O episódio perdido



Os trinta curtas de Tom e Jerry feitos pelo diretor Gene Deitch são pouco famosos pela qualidade pobre e natureza um tanto quanto perturbadora, exibindo sons mal acabados bem como animação e um sentimento mais realista quanto à violência. (....) Pediram a Deitch que fizesse mais episódios além dos trinta conhecidos pelo público, desesperado pra não perder o contrato, ele fez mais um curta que poucos assistiram.

O curta era chamado "Tom's basement" (Porão do Tom). Começava como sempre, na casa do Tom e Jerry. O dono do Tom era um cara gordo e brabo de outros curtas de Deitch. Seu dono parecia mais irritado que nas outras aparições que tivera. Sua primeira cena é ele pisando no rabo de Tom e ficando extremamente bravo por Tom estar dormindo na porta do porão.

O dono grita com Tom e manda que nunca vá lá embaixo, no porão. Tom fica extremamente assustado e corre pra outra sala. A câmera se mantém focada na sala perto do porão e vemos Jerry saindo de sua casinha. Parece meio grotesco, saindo um pouco do modelo de sempre.

Em seguida, Jerry faz com que Tom o siga até a porta do porão algumas vezes, pro Tom apanhar do dono. Típico e tudo mais. Cada vez que Tom ia lá, tomava uma porrada do dono. E cada vez os hematomas ficam mais "visíveis".Após 3 porradas, Tom está completamente machucado, sangrando em alguns lugares, sem falar de estar com uma perna quebrada.

Tom realmente implora a Jerry que pare de incomodar ele, chorando praticamente. E percebe-se isso pela linguagem corporal. Jerry apenas ri e empurra Tom em direção ao porão.

O dono percebe Tom lá embaixo e fica extremamente irritado. A câmera dá um close na cara do dono, que fica vermelha de irritação conforme ele grita com Tom de uma maneira extremamente alta. Jerry ataca o dono com uma faca, decidindo ajudar Tom finalmente.

Tom abre a porta do porão e eles carregam o corpo do dono até lá embaixo. Há dezenas de outros corpos lá embaixo. Tom e Jerry dão um aperto de mão e parece que triunfaram conforme derrotam o serial killer. Mas Jerry ganha um olhar mal no rosto e fala

"NÃO ACREDITE NISSO!"

Jerry ataca Tom uma última vez, aparentemente matando-o e atirando seu cadaver na pilha de corpos. O curta termina com Jerry colocando uma placa de "À VENDA" em frente ao jardim da casa.

A Estátua

Há alguns anos atrás, uma mãe e um pai decidiram tirar um descanço, então eles sairam para jantar na cidade. Eles chamaram sua babá de mais confiança. Quando a babá chegou, as duas crianças já estavam durmindo. Então a babá se sentou perto delas e verificou se tudo estava bem. Mais tarde nessa noite ela ficou com tédio e foi ver TV, mas ela não conseguiu ver na sala porque não havia TV a cabo (os pais não queriam que as crianças ficassem vendo lixos na TV).

Então ela ligou para os pais e perguntou se ela poderia ver TV no quarto de casal. Obviamente, os pais permitiram, mas a babá tinha um pedido final.... ela perguntou se poderia cobrir a estátua do palhaço que estava no quarto das crianças com alguma toalha ou cobertor, porque ele a deixava nervosa. O telefone ficou em silência por um momento, e o pai que estava no telefone com a babá falou,

- ...Leve as crianças para fora de casa agora... nós estamos chamando a polícia. Não temos nenhuma estátua de palhaço."

A polícia achou os três corpos dos ocupantes da casa mortos cinco minutos depois da chamada. Nenhuma estátua foi encontrada.

A Mãe

Um homem havia uma esposa e uma filha.

O casal começou a brigar de forma inexplicavel, e após muitas brigas, o homem acabou matando a mulher.

A criança era muito apegada à mãe, então o homem simplesmente enterrou a mulher sem revelar nada sobre isso.

Ao dar boa noite, a criança perguntou sobre a mãe. O pai mentiu, dizendo que ela foi viajar a trabalho e que iria demorar.

Passado meses, a criança já não perguntava nada sobre isso. O pai achando isso muito estranho, pergunta:

-Filha, você não sente falta da mamãe?
-Não, papai.
-Por que?
-Porque ela esta atras de você!

Pesadelos

"Papai, eu tive um sonho ruim."

Você coça seus olhos e levanta o pescoço. Seu relógio vermelho brilha na escuridão - são 3:23. "Você quer subir na cama e me contar sobre ele?"

"Não, papai."

A estranheza da situação faz com que você fique mais acordado. Você mal consegue enxergar a silhueta pálida de sua filha na escuridão do quarto. Por que não, querida?"

"Porque no meu sonho, quando eu lhe contei do sonho, a coisa vestindo a pele da mamãe se levantou."

Por um momento, você se sente paralisado; mal consegue tirar os olhos de sua filha. O cobertor atrás de você começa a se mexer.

A Carona

Uma vez, em uma certa estrada muito perigosa e em uma noite muito chuvosa, um caminhoneiro já perto do seu destino vê uma mulher com uma capa de chuva amarela pedindo carona. Sensibilizado com o sofrimento da mulher, resolve ajuda-la:

- Para onde a senhora esta indo?
- Minha casa fica na beira da estrada a uns 3 quilômetros daqui... Vim até a casa de uns amigos, e preciso voltar para casa, pois minha mãe deve estar muito preocupada. Pode me dar uma carona?
- Claro, pode subir.

Era uma moça muito bonita e simpática. Ela tirou a capa de chuva e começou a conversar com o motorista animadamente, e ele sentiu até um carinho por ela, pois ela era muito espontânea e de bem com a vida.

Chegando ao local indicado pela moça, ela agradeceu o motorista , deu-lhe um beijo no rosto e despediu-se. Logo ao sair, o motorista reparou que ela havia esquecido a capa de chuva no caminhão. Como ainda estava perto, resolveu voltar para devolvê-la a moça.

Bateu à porta da casa e viu sair uma senhora de mais ou menos uns 60 anos.

- Boa noite minha senhora. Eu dei uma carona para a Ana, e ela acabou esquecendo essa capa no meu caminhão. Poderia entregar à ela por gentileza?

Com lágrimas nos olhos, a senhora responde:

- Por favor meu senhor, não brinque com essas coisas... A minha filha Ana morreu atropelada há 5 anos atrás quando tentava voltar para casa, numa noite muito chuvosa igual a essa . Não brinque moço... Não brinque!

A Escolha dos Condenados

Os dois prisioneiros foram escoltados até um estranho e luxuoso salão, onde diversas portas aguardavam fechadas. O rei e seus súditos esperavam com ansiedade, enquanto eram servidos de vinhos exóticos. A cada um dos cativos, eram concedidos os seguintes direitos: fazer uma pergunta ao oráculo, que teria que dizer a verdade, e escolher uma das portas, onde suas sentenças de morte seriam executadas de imediato.

- Qual das passagens me trará menor dor? – questionou um dos condenados, sob murmúrios de aprovação da platéia. O velho posicionado sobre um tablado apontou:
- A terceira.

O preso respirou fundo e puxou o trinco, apenas para ser carbonizado pelas chamas que saíram lá de dentro. Gritou e caiu no piso de mármore, contorcendo-se com agonia atroz e abrasadora. O fogo se apagou e ele ficou lá deitado, gemendo como um cão recém-nascido. Levou vários minutos para morrer.

- Desgraçado, porque você mentiu?! – perguntou o outro condenado, com revolta.
- Não menti – disse calmamente o oráculo, provocando uma palidez extrema no rosto do cativo. – Agora escolha sua porta.

Espelhos

Um trovão clareia a madrugada fora de sua janela, por um segundo ele imagina diversos rostos em desespero no seu espelho. Decidido que tal coisa não pode ser verdade, ele simplesmente se vira e dorme.

No outro dia ele decide se livrar de todos espelhos da sua casa, devido à horrível experiência da noite anterior. Com todos espelhos já reunidos, ele os joga fora. No dia seguinte, ele acorda e há um bilhete na cabeceira da sua cama. O bilhete diz:

"Por favor, traga os espelhos de volta. Nós gostamos de te ver dormir."

A Mensagem do Futuro

Não descarte esta história como se fosse trabalho de algum lunático delirante. Há algum sentido, apenas continue lendo...

Olhe, todos nos perguntamos se é possível viajar no tempo, não é? Bom, deixe-me contar um segredo. Na verdade, eu sou do futuro. Sério. Sei que você provavelmente não está acreditando, mas eu sou realmente do futuro. Se você pensar bem, isso é algo grandioso: conseguir ver eventos passados, assistir acontecimentos não revelados, coisas assim. Nós saberíamos mais agora, do que jamais seremos capazes de saber.

Atrás de toda essa diversão, há um aspecto muito sério. Nós não devemos visitar nossa própria vida, nem NUNCA interagir com nossos "eu" passados. Deixe-me contá-lo, eu estou quebrando uma regra neste exato momento. Sim amigo, você está falando consigo mesmo. Seu ego futuro. Eu serei executado por isso, você sabia? Eu aceitei. Por falar com você eu estou prevenindo algo PIOR que a morte. Eu não posso dizer exatamente o que é, porque os filtros podem me pegar. Só posso dizer que isso está mais próximo do que você imagina.

De uma forma ou de outra, eu posso enviar uma pequena mensagem, confie em mim. Sutil o suficiente para passar despercebida pelos detectores.

Você deveria ler a primeira palavra de cada parágrafo, agora.

18/06/2011

Scooby Doo: O episódio perdido



Ok, eu não falo sobre isso já faz um longo tempo. Isso aconteceu comigo quando eu tinha dez ou onze anos.

Meu pai tinha comprado para nós uma fita VHS do Scooby-Doo, de um episódio que eu não consigo me lembrar totalmente. Tudo que eu me lembro que era sobre uma menina fantasma que estava assombrando toda a cidade. Nossos pais não saem muito, pois o meu irmão sofre de asma e eles eram muito protetores dele por causa disso, porem em uma noite, eles tinham uma coisa muito importante para fazer, e então decidiram chamar uma babá para poderem sair.

Eu me lembro de ter ficado chateado e de dizendo que eu já era velho o suficiente para cuidar do meu irmão, mas eles não me ouviram. Deixaram-nos com a vizinha, uma menina sardenta chamada Amanda ou algo parecido. Antes de sair, meu pai nos deu a fita, o que nos deixou muito animados, assim com também ficados quando papai nos deixou usar o Videocassete. Depois que eles saíram, todos nós notamos que a fita era meio estranha; a arte da capa de alguma forma parecia ter sido feita à mão. Scooby parecia REALMENTE apavorado e a menina fantasma era realmente muito assustadora. Eu me lembro da Amanda ter chamado o meu pai de esquisito por ter comprado uma coisa dessas para nós, mas eu presumo que ele simplesmente tenha pegado a primeira fita que viu.

Também me lembro que a Amanda não queria assistir a fita, mas depois que eu e meu irmão insistimos por quase uma hora, nós finalmente nos sentamos em frente à TV para assistir o programa. O episódio em si era meio chato; quase não havia piadas e não era tão assustador assim, mas eu me lembro de ter ficado surpreso porque o fantasma da capa não se parecia nada com o do vídeo. Eu realmente não lembro o enredo do episódio, mas eu acho que era o mesmo sempre, e Amanda ficava repetindo a frase "programa idiota” a cada cinco minutos.

Perto do final, quando eles capturaram o fantasma e estavam prestes a desmascará-la, algo muito estranho aconteceu. Todos os personagens da gangue do Scooby-Doo pararam de falar e olharam para a câmera com um olhar muito triste e sério em seus rostos. Eles olharam para nós em silêncio por muito tempo; até mesmo a música de fundo tinha parado. A única pessoa que não olhava para nós era a menina fantasma, mas de repente ela levantou a cabeça e olhou para a câmera, com seus horríveis olhos bem abertos. Os créditos finais apareceram abruptamente depois disso. Todos nós ficamos olhando para a TV sem dizer uma única palavra, até que a fita finalmente parou. Nós estávamos chocados.

Então o meu irmão olhou para nós e disse "Merda... Eu não posso acreditar que o Salsicha morreu. Isso é tão doentio". Nós dois olhamos para ele, confusos, e Amanda perguntou do que ele estava falando. Ele insistiu que era muito estúpido matar um personagem e depois trazê-lo de volta à vida no próximo episódio, como se nada tivesse acontecido. Ela ficou nervosa e disse que o Salsicha não tinha morrido, mas sim que a menina fantasma desapareceu logo depois que eles capturaram ela, e o episódio terminou com a turma toda morrendo de medo. Nada fazia sentido, eu não conseguia entender absolutamente nada. Quando lhes disse o que eu vi, Amanda se apavorou. Ela disse umas dez vezes que aquilo não era engraçado, e em seguida foi embora de nossa casa, muito nervosa e, me presumo, morrendo de medo assim como nós.

Depois de discutir por pelo menos meia hora, decidimos colocar a fita e assisti-la novamente. Nós acendemos todas as luzes e voltamos a assistir. Só que o mais estranho é que, quando chegamos à parte quando eles capturam a menina, o episódio termina de repente. Nada acontece. Eles capturam a menina e não há desmascaramento, nem morte e nem olhares para a câmera. Ela só termina ali. Paramos a fita e corremos para o quarto. Meu irmão teve um grave ataque de asma, e eu fiquei ao lado da cama dele, chorando e rezando para que ele não morresse. Eventualmente, nós adormecemos. Na manhã seguinte, meu irmão começou a agir como se nada tivesse acontecido. Depois de insistir por cerca de dois dias, ele me disse que nunca mais queria falar sobre isso novamente, e foi isso.

Caramba, eu acho que nunca contei e nem comentei isso pra ninguém antes. É bom finalmente compartilhar essa história.

14/06/2011

A teoria do Ash em coma

Esta história tem mais a ver com o anime do Pokémon, mas mesmo assim, tudo parece fazer sentido. De todos os personagens que Ash conhece e com quem viaja, até o avanço dos Pokemon ao longo das temporadas... Tudo meio que se encaixa nessa história perfeita.



O acidente com a bicicleta (no primeiro episódio do anime) colocou Ash em coma. Dias mais tarde ele foi encontrado e foi levado as pressas ao hospital e tratado com fortes remédios, o que explica porque a Equipe Rocket tornou-se menos perigosa. Os remédios fizeram efeito e estabilizaram o seu coma, tornando os sonhos, antes assustadores, agora agradáveis, permitindo a ele viver as suas fantasias de mestre Pokémon.

Após os primeiros episódios, a série é o resultado do subconsciente de Ash realizando seus desejos, alem de tentar escapar da realidade. Se Ash perceber que está em coma, ele iria acordar, mas sofreria dano cerebral, portanto ele tem de derrubar todas as suas barreiras mentais uma por uma ate que ele possa entender a si mesmo e escapar do coma (já que sua mente não vai deixá-lo escapar ate que ele aceite a si mesmo).

Mais evidencias vem do fato de que apesar das suas jornadas levarem-no a vastas distancias, ele nunca anda de bicicleta por ter desenvolvido uma fobia.

O coma e a fantasia também explicam porque ele não muda muito fisicamente. Também explica o socialismo mundial, pois ele imaginou um sistema de governo seguro que iria operar suavemente e manter o mundo 'girando', permitindo que as suas aventuras ocorram do jeito que ocorrem. Também explica como uma criança pode sair sozinha em um mudo cheio de perigosos e selvagens animais, e porque toda cidade tem a mesma policial e todo centro Pokémon tem a mesma enfermeira. Joy e Jenny ele conhecia de sua cidade, e elas agem como uma rede de segurança ou âncora, permitindo a ele se sentir seguro não importa onde ele vá. Joy e Jenny representam estabilidade. Os professores representam os ideais de Ash, e é por isso que Gary vira um professor. A fantasia também explica porque toda vez que ele entra uma nova região, praticamente ninguém ouviu falar dele, apesar de suas conquistas. Como poderia Paul, o rival da região de Sinnoh, não conhecer alguém que ficou pelo menos entre os 16 primeiros nas 3 ligas e aniquilou a Liga Laranja e a Batalha da Fronteira?

Continuando para os personagens próximos a ele, os parceiros de viagem de Ash são os aspectos de si que ele aprecia, mas não gosta de associar a si. Brock é a sexualidade reprimida de Ash. Ash entrou em coma ainda virgem e precisava de uma válvula de escape para suas crescentes frustrações sexuais; como ele nunca experimentou o sexo, Brock nunca deve conseguir também. Mas Brock não é só a projeção da sexualidade de Ash, ele também é uma projeção dos instintos paternais de Ash. Brock deixa seus irmãos para sair em uma jornada com Ash porque Ash não consegue lidar com tanta responsabilidade na sua idade. A permanência de Brock com a professora Ivy foi uma tentativa de suprimir sua sexualidade. Você pode perceber que James teve muito mais diálogos durante essa parte da série, alem de ser muito mais sensível e emocional com seus Pokémon e revelando a maioria de seu passado. Ash não gostou muito disso, portanto Brock retorna horrorizado e recusa a falar sobre o assunto (o subconsciente de Ash estava reprimindo ele durante aquele tempo, então ao invés de um sentimento de medo, ele não sabe o que aconteceu). Mais evidencia de que Brock é a sexualidade de Ash é que ele retorna a série sempre que Ash descobre um novo aspecto feminino de si mesmo.

Misty é o primeiro desses aspectos que encontramos. Como ela é a primeira e porque ele é apenas um aspecto de Ash são explicações para o porque de Misty ser tão presente na série mas é, no fim das contas, inalcançável (porque ele praticamente não conhecia ela antes do coma). Como Misty é o seu primeiro interesse amoroso, mesmo que subconscientemente, ele precisava que ela crescesse mais. Ele achava que pessoas só poderiam haver relacionamentos após ficarem adultos. Na pratica, porem, ele descobre que não consegue lidar com isso (por não ter experiência no mundo real) e quer a Misty agressiva e arrogante que ele conheceu, portanto não deixando ela ficar com o Togepi. É notável nessa parte da história um abuso constante para com a sua sexualidade (Brock), e o eventual amansamento até que ela acaba ficando por trás dos panos. Como Ash era muito apegado a ela, isso foi traumatizante e após essa experiência, todos ao seu redor que ameace ficar mais maduro rapidamente acaba saindo e dando lugar a um substituto mais inocente.

Gary Carvalho é o que Ash deseja ser. Gary queria ser o melhor, conseguiu isso, e depois retornou a uma vida normal. Ash precisa que alguém seja bem sucedido em seu mundo ou então ele não poderá validá-lo e ele começará a questionar porque ele está onde está. É uma armadilha do subconsciente para evitar que ele fique ciente de sua situação. Sua mente deve ter concluído que o descobrimento do coma por Ash imediatamente o tiraria dele, causando dano cerebral, então ele pegou algo que Ash já gostava e com ele construiu um caminho seguro que o levaria para fora do coma. Porém, Ash é muito complacente para manter-se de pé e lutar para sair da sua situação, e, portanto, não pode escapar. Por isso ele continua encontrando Pokémons lendários. É a forma que a mente usa para mostrar a ele que ele pode fazer grandes coisas se ele tentar, e é uma forma de encorajá-lo a seguir adiante.

A Equipe Rocket são as qualidades de si mesmo que Ash acha ser negativas mas está vindo a aceitar. Jesse e James querem agradar Giovanni, o pai de Ash, e Jessie engana o submisso James em executar seus planos para conseguir isso. Meowth (Nota: a p***** do gato lá que fala, pra quem não sabe. Vulgo miau) especialmente quer agradar a ele porque ele lembra dos bons tempos com Giovanni. Isso coloca Meowth em uma categoria conhecida como a inocência (corrompida) de Ash. Isso é aparente porque Meowth pode falar. Na verdade, a motivo de Meowth poder falar é para que Ash possa eventualmente aceitar os aspectos da Equipe Rocket como partes de si mesmo.

Ash tem problemas com seu pai, então ele o colocou na liderança da organização do mal e o satanizou. Pode até haver uma Equipe Rocket (no mundo real) mas dificilmente o pai de Ash é o líder deles. Ash provavelmente acredita que a separação entre seus pais foi parcialmente culpa sua, mas também culpa parcialmente seu pai. A separação fez sua mãe sair da cidade e ir para Pallet e é a razão inicial para Ash sair em sua jornada: escapar do caos da sua casa. Mas toda a Equipe Rocket, incluindo Butch e Cassidy, simbolizam sua incapacidade de escapar das armações de seu pai.

James é a homossexualidade implícita (o que necessariamente não torna Ash homossexual) e ingenuidade, e Jesse é a vaidade e manipulação. Como Meowth tem potencial para se curar, e não quer ser do mal, isso novamente encaixa na teoria das personalidades conflitantes e odio próprio. A Equipe Rocket se traveste (Nota: não no sentido de serem travestis, mas sempre nos planos deles quando eles usam disfarces, James se veste de mulher, e a Jesse se veste de homem) porque Ash está explorando sua sexualidade (uma faceta diferente da que Brock representa) e isso é um método que permite seu lado gay/vaidoso experimentar livremente. Quando ele percebeu que isso (travestismo) não era algo para ele, o seu lado livre parava de experimentar com isso.

Max veio com May. Ele representou o Ego e ela representou o Id com grandes ambições naquela sessão. (Nota: da uma googlada que você entende do que se trata. Só Freud explica, literalmente) Eles trabalharam durante um tempo, mas como Ash é um adolescente, sua sexualidade tinha que retornar. Ele continuou a se reinventar e eventualmente escreveu novos aspectos de si, mas sua mente lentamente trouxe os velhos de volta como um suporte para tornar a transição mais fácil.

Dawn é Ash dando a si mesmo uma chance para amar. Como ele já estabeleceu Misty como alguém que ele não vai a lugar nenhum, ele criou uma nova garota, uma que era mais parecida com ele, e menos violenta. Você pode notar que enquanto May e Misty não toleravam Brock, Dawn parece ignorá-lo.

Tracey, o criador, era um futuro possível para Ash que ele descartou. Esse futuro era um em que ele saia para trabalhar com o professor (a visão de Ash de um pai perfeito) quanto Tracey corrompeu a dinâmica que Ash tinha com suas outras possibilidades. Com a mente de Ash lutando contra o coma e Ash vendo essa pessoa como um companheiro, Tracey foi rapidamente substituído por um rival mais ameaçador.

Pikachu representa a humanidade de Ash, por isso que há os episódios em que eles se separam e Ash quer desesperadamente encontrá-lo, ao ponto de trabalhar junto com a Equipe Rocket (aspectos de si que ele normalmente não se associaria). A Equipe Rocket quer roubar o Pikachu e dá-lo a Giovanni. Jesse e James vão sempre se opor a Ash porque o mero pensar de que sua humanidade está nas mãos de seu pai assusta Ash. Porem, essa é a mesma razão que faz com que ele trabalhe com essas partes de si para evitar que sua humanidade seja perdida. Ash não conseguiu evoluir Pikachu porque isso significaria desafiar o conceito de quem ele era, o que o deixaria inconfortável enquanto ele ainda enfrenta seus problemas iniciais.

O narrador é a manas superior de Ash (Nota: um conceito da teosofia. Google explica), recapitulando e explicando o progresso que ele fez e o que ele vai encarar pela frente, permitindo a si mesmo observações sobre qual a melhor forma de o acordar.

Os métodos da Equipe Rocket gradativamente ficam mais e mais engraçados/absurdos porque Ash é apenas uma criança imaginando essas coisas. Por isso todo mundo acredita nos disfarces da Equipe Rocket. Ele sabe que são eles (pelo menos no subconsciente), mas escolhe ignorar isso para que ele possa melhorar a si mesmo. De certa forma, o Ash que quer escapar está sabotando o Ash que quer ficar perdido em sua mente para que possa haver mais conflito, e possivelmente a eventual fuga. A fuga sendo conseqüência de finalmente aceitar quem ele é, pois, como mencionado anteriormente, a Equipe Rocket é a forma de Ash lidar com aspectos que ele se sente desconfortável de lidar sozinho.

Você pode lembrar que no início da seria existiam animais e referencias a animais. Por exemplo, o peixe no aquário do ginásio de Cerulean, ou que a Pokedex descreve Pikachu como similar a um rato. Esses animais não importam para a psique de Ash e portanto não vem muito a tona. Se Ash adorasse cachorros, tudo seria sobre diferentes raças de cães, e torneios de luta entre cães, mas enquanto a serie prossegue, você vê menos animais e mais Pokémons. Isso pode ser um sinal de que a mente de Ash está se deteriorando. Como ele está em coma, ele está esquecendo de alguns animais e máquinas e os substituindo por Pokémons. Isso pode explicar coisas como Pokémons elétricos funcionando como geradores de energia; esses são sinais de que a sua memória do mundo real está escapando cada vez mais conforme o tempo passa. O reino dos Pokémons será idealizado continuamente já que ele não tem estímulos do mundo real. A mente de Ash pode ou não estar deteriorando, mas ele está ficando cada vez mais acostumado as regras do seu mundo de mentira. Os Pokémons são as racionalizações para o funcionamento de sua fantasia. É a síndrome foi um mago quem fez. Se ele não sabe como que algo funciona, suam mente diz Pokémon.

Os Pokémons na equipe de Ash, porem, servem para mostrar os problemas e aspectos de si. Por exemplo, Charmander representa o seu ímpeto sexual (não sua sexualidade, como Brock). Inicialmente é uma coisa fácil de controlar, mas eventualmente se transforma em um inferno de chamas de desobediência pois Ash não entende sua sexualidade e portanto não tem como aliviar ela ou mantê-la em níveis normais. Bulbasaur (Nota: Bulbassauro) era sua recusa em mudar, refletida em quando ele decide não evoluir e quase ficou para trás ao menos que Ash batalhasse contra ele. Squirtle era sua vontade de seguir os outros, evidenciado pela gangue que ele andava, apesar de ele ser o chefe da gangue, eles eram vistos como um grupo, e o subconsciente de Ash apenas lhe deu o mais forte. Butterfree era sua esmagadora solidão, o que ele conseguiu resolver quando ele soltou o Pokémon para se juntar a um bando. Os seus Pokémons tipo Voador são sua imprudência, sempre disposto a sacrificar algo sem aviso para vencer. Quando Ash está trocando Pokémons, é uma tentativa de empurrar seus próprios problemas para outra pessoa; porem, ele percebe isso e normalmente troca de volta rapidamente.

Não só os Pokémons de Ash são manifestações de diferentes partes de si mesmo, os Pokémons de outros treinadores são também. Koffing e Ekans simbolizavam a vontade da Equipe Rocket de mudar, por isso eles evoluem. Quando a sua mente pode superar essa barreira e permitir a eles mudar uma vez, isso deu a ele a chance de realmente mudar.

Uma nota interessante é que Pupitar é uma racionalização: um Pokémon que um rival pegou antes de encontrar ele. Até Ash acharia estranho se todo mundo que ele encontrasse não tivesse nada dos lugares que essa pessoa visitou antes.

Outros treinadores são formas mais diretas dos seus problemas; são os que ele tem que ou aceitar ou simplesmente suprimir. Lideres de Ginásio são aspectos mais primários de sua personalidade, com cada Pokémon sendo mais forte que o ultimo, para mostrar um nível de habilidade que ele pode ter caso ele se dedique. Na verdade, ele está batalhando com uma parte dele que ele não gostaria de ter sob controle. Originalmente, Ash tinha as batalhas, que evoluíram em batalhas em equipe e concursos. A explicação para isso é que os problemas de Ash ficaram cada vez mais complexos. O fato que ele usa problemas que ele já dominou para vencer são sinais de que ele está ficando mais forte.

Ash solta seus Pokémons porque sua mente está forçando ele a se livrar deles. Assim que ele treina um time extremamente forte, um torneio chega, e após todas as lutas do torneio ele tem que ir a uma nova terra para novos desafios. Mas com um time extremamente forte, não haverão desafios, e não haverão formas de motivá-lo a ir além, então a parte de Ash que quer ficar em coma e continuar a jornada se livra de seus problemas solucionados ara que ele possa continuar e superar os não solucionados. Isso é essencialmente sua mente forçando ele a resolver seus problemas.

Os rivais de Ash e a Elite dos Quatro são a parte mais forte desse ciclo. Possuindo Pokémons praticamente imbatíveis, eles representam o que pode e o que não pode ser obtido. Os rivais de Ash são todos possíveis futuros que ele imagina para si (perceba que todos eles são mais velhos que ele). Isso iniciou com Gary, alguém que Ash conhecia da vida real e acabou virando quase um deus em sua mente, mas Gary progrediu e mudou para acomodar a visão de Ash de si próprio e seu maior desejo, eventualmente virando um professor após vencer a Elite dos Quatro. Com Gary aposentado, sua mente precisava de um novo rival para ele, daí o nascimento de Richie (a boa parte de sua rivalidade) e Paul.

Paul é a ultima tentativa da mente de Ash de tirá-lo do coma, para forçar Ash a entender que esse mundo perfeito não é a melhor opção ou caminho para acordar. Paul é a sombra de Ash, uma pessoa que quer sempre se esforçar cada vez mais, e a parte dele que vai fazer de tudo para escapar desse mundo do coma.

Mewtwo é uma nova forma de tratamento, feita com impulsos elétricos e uma maquina para tentar fazer Ash acordar, derrubando todas as suas barreiras mentais (os Pokémons do primeiro filme). Na mente de Ash, Mewtwo e seus clones eram (no mundo real) o tratamento para os sentinelas mentais que estavam protegendo Ash e mantendo-o em coma: os Pokémon do seu mundo. Os clones eram a oposição aos problemas que Ash achava ter solucionado, portanto cada um apareceu para Ash como a cópia exata da sua defesa. Os clones não jogavam pelas regras do mundo de Ash, eles não usavam nenhum golpe especial dos Pokémon; eles apenas derrotavam suas contrapartes através de força bruta. O tratamento estava funcionando.

Houveram efeitos colaterais. As descargas elétricas começaram a afetar o sistema nervoso de Ash, e se o tratamento continuasse, ele seria paralisado. Sua mente manifestou isso no mundo imaginário quando Ash foi petrificado. Se não fosse pelo fim do tratamento pela mãe de Ash (que sabia que seu filho não queria viver em um mundo que não poderia explorar), Ash poderia continuar petrificado para sempre. Depois disso, Ash precisava se recuperar dos danos causados pela terapia. Para reduzir o perigo que a consciência de Ash sentia disso, seu subconsciente começou a diminuir o efeito da eletricidade em seu mundo, o que explica porque os ataques elétricos de Pikachu, antes destacados pela sua potência pela Equipe Rocket, não tem mais nenhum efeito em Ash, alem de ser motivo de piadas.

Como podemos ver, Ash pode muito bem ter ficado aprisionado nesse mundo para sempre. Mas como todo sonho, como tudo, existe um início e um fim. Na sala do hospital, vemos Delia, entristecida, falando com um doutor com uma expressão sinistra no rosto. Ele diz que o plano de saúde acabou, e o garoto não teve mudança na atividade cerebral em sete anos. Diz também que o choque do desligamento das máquinas tem uma pequena chance de fazê-lo acordar. Ela concorda, em lágrimas.

De volta ao mundo de Ash, ele finalmente derrotou a Elite dos Quatro, e um por um, as pessoas ao redor dele começaram a desaparecer. Eventualmente, tudo está preto. Pikachu corre até ele, brilhando cada vez mais na escuridão. Finalmente, ele alcança Ash e os dois se abraçam uma ultima vez.

De volta a sala do hospital, seus sinais vitais diminuindo, Ash murmura suas ultimas palavras.

Eu... quero ser... o melhor...

Ele vai morrer, sem nunca realizar o seu sonho, exceto o fracasso em seus sonhos. Quando ele voltou a realidade, ele percebeu toda a mentira que aquilo era, percebeu que era tudo imaginação. Sabendo que seus esforços, ambições e amigos eram nada, ele desistiu.

Enquanto ele fala sua ultima frase, ele abre um pouco seus olhos e vê a silhueta de sua mãe, seu rosto coberto pelas suas mãos que limpam as lágrimas. Eles olham um nos olhos do outro, e uma ultima descoberta lhe vem a tona antes de ele perder toda sua força.

Ele vê que sua mãe sempre teve a esperança de que ele iria recuperar-se todo esse tempo. Ele a vê e percebe que a esperança dela foi quebrada ao perceber que ele viveu mais que seu único filho. Ele morre sabendo que ele é amado, mas isso significa que a pessoa mais próximo e mais real para ele está completamente arrasada.

06/06/2011

A vingança

Com o lançamento de Pokemon HeartGold e SoulSilver no começo deste ano, tentei procurar uma cópia do jogo original, Crystal, para comprar online. Eu não tinha jogado este jogo há, pelo menos, sete anos. Ele estranhamente desapareceu quando me mudei, quando criança. Eu vi um cartucho no eBay. Não tinha muita informação, muito menos uma imagem, mas não tinha postagem e o pacote dele custava apenas um dólar, então eu não tinha nada a perder se aquilo realmente não existisse.

Quando o jogo chegou, não estava em sua caixa original. Em vez disso, o cartucho estava apenas embrulhado. Parecia um cartucho do Crystal, um pouco transparente e azul, mas faltava a vinheta em que o título do jogo é impresso. Mesmo assim, eu fui colocá-lo no meu Game Boy Advance SP cor-de-rosa (É cor-de-rosa porque eu sou uma garota, é claro).

Troquei o cartucho com o portátil ligado. Houve um ruído alto, e então o jogo começou normalmente. Quando a tela do menu foi aberta, a única opção era New Game, já que o jogo nunca havia sido tocado. Ao menos o cartucho me pareceu nesta condição. Então, eu cliquei em New Game. Ao invés de começar com o discurso do Professor, ele pulou direto para algum lugar que não existe nesses jogos. Ou pelo menos, foi o que parecia...

Ele foi para Mansão Pokémon dos jogos originais. A Mansão Pokémon em Cinnabar Island. A mesma Cinnabar Island que já não existia.
Eu era um personagem feminino, como eu queria ser, mas nesse eu não tive escolha. Numa inspeção minusciosa, o cabelo dela parecia de uma cor diferente do que eu originalmente lembrava. Ele era roxo escuro, e ela também não possuia mais um chapéu.

Eu andei em torno do edifício, ele não me deixava subir as escadas. A única outra coisa ali era uma cama. Eu andei em direção a ela e um cientista veio. Ele me disse para descansar, então eu estava deitada na cama. De repente, a tela ficou escura. Ficou assim por um bom tempo. Depois da transição, no mais puro silêncio, houve ruídos de alta-frequência, que quase soavam como gritos. É difícil dizer, como se o som estivesse em 8bits. Quando minha personagem levantou, o local estava coberto por machas vermelhas; sangue. A personagem estava encharcada também. Tentei andar por ai, mas não conseguia. O cientista parecia ter desaparecido também.

Apertei todos os botões, tentando conseguir algo, e pressionando Select, minha personagem saiu da cama. Mas, ao mesmo tempo, ela permanecia na cama. E ao contrário de antes, em vez de andar, ela parecia flutuar.

Eu pressionei Start, e minha personagem no menu se transformou em um sprite do Pokemon Ghost. Isso me assustou um pouco. Eu andei até a porta, e de repente eu fui transportada para Lavander Town. Lá, no meio da cidade, havia uma lápide. Eu cliquei nela com o botão "A". Ela mostrou a frase "R.I.P. CRYSTAL". Eu abri meu menu e olhei meu Trainer Card. O sprite do treinador havia se tornado um Misdreavus, e como eu suspeitava, o nome da treinadora era "CRYSTAL".

O cientista chegou até a lápide, e de repente desapareceu. Ele parecia correr 2x mais rápido que um personagem normal.
Minha personagem, sem controle, flutuou atrás dele. Assim que ela entrou em um pedaço de grama, uma encontro com um Pokemon apareceu. Só que esse encontro não era "aleatório". O Pokemon era Mewtwo. Em vez de atacar, algumas linhas foram escritas.

"Você deixou eles te pegam, não é, CRYSTAL?"

Havia as opções "Sim" e "Não". Como eu não tinha certeza do que estava acontecendo, cliquei em "Não".

"Não minta para mim! Eu posso ver o que eles fizeram! Olhe para si mesma." Depois disso, o jogo parou por alguns segundos, e em seguida, a "batalha" continuou. "Você é apenas um objeto da ciência, como eu. Eu não sou real, e nem você. Você foi feito apenas a partir do minúsculo pedaço de DNA de outra coisa, e como não foi perfeita, eles te mataram. Você gostaria de se vingar? "

Eu cliquei em "Não" novamente e fui enviada de volta para o campo, com Mewtwo me seguindo.

Andei até o cientista aparecer novamente e, de repente, a tela da minha bag apareceu com um único item, "Knife". Cliquei nele, e apertei o botão para usa-lo. O ruído gritante apareceu novamente, e a tela voltou a ficar preta.
O grito foi ficando mais e mais frequente. Quando ele parou, eu estava na torre de rádio. Uma mensagem de texto apareceu:

"Por que destruiu a nossa casa? Nós fomos feitos para estar aqui... Todos que destruíram nossa casa se foram. Todos no mundo se foram. Matamos todos eles. Nós nos vingamos como você. Agora, todo o mundo se foi."
Neste momento, a tela ficou branca, com a minha personagem ainda lá. "Tudo se foi. Você também nos matou. Você é a única que sobrou. Porque matamos pessoas? Porque você nos ajudou? Agora, você terá o que merece!"

A personagem foi substituída por uma mancha de sangue, e depois o jogo parou. Eu nunca peguei esse cartucho novamente depois disso.

Preso

Eu estou preso.

Estou preso neste lugar gelado e escuro. Minha vida chegou ao seu fim metafórico, já que a escravidão é tudo que o futuro reserva para mim. Já que eu não tenho nada com o que ou aonde escrever aqui, posso apenas dizer essas palavras e esperar que talvez em algum lugar, ou em algum universo ou realidade diferente, minha voz seja ouvida, e minha história lembrada.

Tentei fazer o possível para combatê-los, mas não havia nada que eu pudesse fazer. Seus poderes eram grandes demais para as minhas habilidades. Eu dei tudo de mim, mas eu fui derrotado e reduzido a essa prisão. As correntes estão bem presas sobre a minha alma agora, e eu só posso imaginar a dor que esta escravidão tem reservado para mim. Consegui ficar um bom tempo me mantendo afastado disso; muitos de nós conseguimos. Parece que nos últimos anos, o poder do inimigo tem crescido além de todos os níveis que imaginávamos. Nós perdemos. Parece que nosso destino é apenas ser de capturados por esses malditos tiranos e forçados a lutar como cães contra nossa própria raça, pelo resto da eternidade. É difícil para eu imaginar, realmente. O pensamento de que, cedo ou tarde, eu vou estar lá fora, atacando e machucando o meu próprio povo contra a minha vontade... se é que eu ainda posso chamá-los de "meu" povo.

É engraçado como a coisa toda funciona. Não me pergunte como, porque eu nem sei se eles mesmos sabem exatamente o que acontece. Cada vez que um de meu povo é capturado e aprisionado, não importando o quanto eles lutaram voluntariamente contra o inimigo antes de sua derrota, eles começam a se virar e a olhar lentamente em direção aos monstros durante a sua captura. Acontece sem falhas. Você não pode imaginar a dor que se sente depois de ver um amigo se tornar um escravo para a pessoa por quem ele tenha fortemente combatido por tanto tempo, e depois de tão pouco tempo em sua servidão, sucumbir a todas as exigências do inimigo, e até mesmo conseguir encontrar algum companheirismo neles. É uma espécie de lavagem cerebral à prova de falhas. O pior é que eu sei que isso vai acontecer comigo em breve, não importa o quanto eu não queira.

A única coisa que eu consigo me lembrar, a última imagem gravada no meu cérebro, é a visão da mamãe - as lágrimas escorrendo pelo seu rosto, enquanto observava minha derrota, na caverna em que vivíamos. Ela me disse para não provocá-lo, mas depois de ver aquele monstro, não havia nada que pudesse me segurar. Estes eram os seres que tiraram meu irmão de nós, afinal! Não importava o quanto de meus próprios seres teria que enfrentar; eu estava determinado a acabar com ele. Oh, como eu fui tolo. Se eu pelo menos tivesse ouvido a mãmae... Tenho certeza que ela vai sofrer o mesmo destino que eu, nas mãos dessas criaturas miseráveis.

Mas ainda assim...

Talvez as coisas não sejam tão ruins quanto parecem. Quero dizer, afinal, é um fato comprovado que, sob a supervisão e treinamento de todos estes seres, meu povo ficará muito mais poderoso do que jamais poderiam ter imaginado em nossa espécie. Além do mais, eles parecem realmente cuidar de nós. Sim, eles nos alimentam, nos dão abrigo, e até mesmo nos curam das feridas de nossas batalhas. Claro, as cicatrizes são das lutas contra aqueles que algum dia já foram meus amigos, mas talvez, apenas talvez, em nome de meu treinador, isso não tenha problema...

As coisas não são tão ruins quanto eu havia imaginado. Não, não são. Eu estou vendo as coisas de forma diferente agora. Eu acho que quando o meu treinador decidir me chamar para a batalha, vou fazer o meu melhor por ele.

Eu sei que vou, porque afinal, o propósito de um Pokémon é ajudar o seu Treinador a se tornar um Mestre, certo?