25/01/2012

Chaves: O verdadeiro motivo da saida de Villagran


No final dos anos 90, um estudante de jornalismo da PUC-PR, em Curitiba, elaborou um trabalho de conclusão de curso sobre o seriado infantil Chaves. O trabalho foi bastante elogiado pela banca avaliadora, que exaltou a capacidade investigativa do aluno.

Esse TCC dedica um de seus capítulos ao estudo da saída de Carlos Villágran, o Quico, da equipe do programa. Embora não apresente provas conclusivas, o trabalho tras uma teoria intrigante sobre os motivos que o levaram a sair.

Todos os trechos abaixo foram retirados da monografia em questão.

No final de 1977, Carlos Villagrán, que desde o início da série interpretava o Quico no “Chaves”, deixa a série. Os motivos reais nunca foram oficialmente divulgados, e inúmeras hipóteses foram levantadas na tentativa de explicar sua saída. O que é certo, é que Villagrán e Roberto Gomes Bolaños, criador da série e intérprete do personagem-título, nunca mais retomaram a amizade que mantinham desde o início dos anos 70.

Em 1977, quando da saída de Villagrán, o jornal mexicano “El Universal” publicou uma matéria que explicava as razões da rusga entre Villagrán e Bolaños. Segundo o periódico, a saída do Quico deu-se por diferenças criativas. Durante as filmagens de um episódio piloto, que abriria a temporada de 1978 do programa, Villagrán teria considerado o conteúdo do programa como “repulsivo”, e deixado a equipe na seqüência. Contudo, o jornal não dizia qual era o conteúdo do episódio em questão.

Vilagran, até hoje, recusa-se a comentar esse assunto. Qualquer entrevista em que seja abordado esse imbróglio é imediatamente encerrada pela equipe de assessores de Villagrán.

Supostamente, o jornal teve acesso a uma cópia do roteiro do episódio em questão, mas não publicou nem mencionou nada acerca de seu conteúdo. Isso seria fruto de um acordo entre a diretoria do periódico com altos executivos da Televisa, que desembolsaram uma quantia substancial em dinheiro para evitar a publicação deste roteiro. É dito que cópias do tal roteiro sobreviveram, guardadas por funcionários do jornal.

O episódio piloto chegou a ser gravado, e mesmo editado, para posterior apresentação perante os executivos da Televisa. É dito que eles teriam ficado horrorizados com o conteúdo. Um diretor de programação, à época, teria dito que o programa era “absolutamente impróprio para crianças, e, na verdade, absolutamente impróprio para qualquer um”.

A gravação original deste episódio foi destruída pela Televisa. Contudo, uma cópia clandestina foi feita por um funcionário da emissora. Essa copia teria sido vendida para um colecionador argentino em 1996, numa transação que teria envolvido algo em torno de 4 mil dólares.

O depoimento a seguir é um compêndio de declarações de alguns funcionários da Televisa que, à época, foram submetidos à exibição do programa. Todos eles pediram para não ser identificados. Poucos chegaram a ver o episódio finalizado e editado, e alguns destes já vieram a falecer.

“A partir da temporada de 1974, o Chaves foi ganhando destaque na programação da Televisa, e conseguindo cada vez mais sucesso junto ao público. Bolaños, porém, artista inquieto que era, queria introduzir mudanças no programa. Poucos sabem, mas à época, Bolaños fazia planos de escrever roteiros de mistério e horror, e abandonar os humorísticos.

Durante a temporada de 1975, Bolaños tenta introduzir alguns desses elementos no ‘Chaves’. Neste ano, vai ao ar o célebre episódio em que Chaves, Quico e Chiquinha entram na casa de Dona Clotilde, e lá, descobrem que ela era, de fato, uma bruxa. Originalmente, o roteiro previa que a incursão deles à casa da bruxa realmente aconteceria, e a descoberta deles teria implicações em episódios futuros. Executivos da Televisa interviram, e impuseram o final que foi ao ar: tudo não passava de um delírio das crianças.

Ainda nesse ano, vai ao ar um episódio em que as travessuras e trapalhadas de Chaves fazem com que vários moradores da vila comam insetos embebidos em gasolina. O roteiro original previa um programa mais sombrio e grotesco, mas novamente foi alterado por diretores da Televisa.
Nos dois anos seguintes, Bolaños continuou a introduzir elementos sobrenaturais, de horror ou mistério, nos episódios do Chaves. Episódios como aquele em que as crianças assistem um filme de terror, e a ‘saga’ dos espíritos zombeteiros são frutos dessa influência de Bolaños.

No início de 1978, Bolaños decidiu mudar radicalmente o programa. O Chaves, a partir de então, seria um programa de comédia com elementos de horror, mirando um público mais adulto. Mal comparando, algo semelhante à série de filmes ‘Evil Dead’. Ele escreveu um episódio piloto nessa linha, que chegou a ser filmado e exibido aos executivos de programação da Telesiva. A reação foi absolutamente negativa. Os executivos vetaram terminantemente a mudança de rumo proposta por Bolaños. Carlos Villágran, o Quico, ficou tão horrorizado com o resultado final do episódio que deixou a série.”

A seguir, uma sinopse do conteúdo de tão controverso episódio. Essa sinopse foi escrita a partir de diversos depoimentos de funcionários da Televisa que chegaram a ver o programa finalizado e editado, ou que participaram da gravação, ou mesmo que tiveram acesso ao roteiro.

O episódio começa com Chaves brincando no pátio da vila, indo para lá e pra cá em um patinete. Quico sai de sua casa, vê Chaves brincando e faz expressão zangada. Vai até ele, e segura o guidon do patinete com as duas mãos. Segue-se um diálogo:

-Chaves, quem te deu permissão para mexer nos meus brinquedos?

-É que o patinete estava jogado alí no outro pátio e eu... eu...

Quico fica mais zangado:

-Eu coisa nenhuma Chaves, devolve aqui meu patinete.

Ato contínuo, Quico puxa o patinete bruscamente, derrubando o Chaves. Quico deixa o patinete no chão e ri escandalosamente. Chaves levanta, pega do patinete, empunha-o e avança sobre Quico.

-Agora você vai ver só uma coisa, Quico!

Quico corre e grita “Mamãe!”. Neste meio tempo, Seu Madruga sai de sua casa, e toma o patinete de Chaves, impedindo que ele acerte Quico. Dona Florinda vem para o pátio, apressadamente.

-Mamãe, ele queria me bater com o patinete!

Dona Florinda dá um tapa em Seu Madruga. Diz:

-Vamos tesouro. Não se junte com essa gentalha.

Volta para dentro. Quico aplica o tradicional “gentalha gentalha” em Seu Madruga, e também volta para sua casa.

Nesse momento, um primeiro plano de Seu Madruga revela que seu nariz está sangrando. Ele tenta estancar o sangramento, sob o olhar preocupado de Chaves, mas sem sucesso. Ambas as narinas deitam uma grande quantdade de sangue, até que Seu Madruga cai no chão do pátio.

Corta para Quico, Chiquinha e Chaves na escada da vila. A iluminação do cenário sugere ser noite. Os três choram muito. Em Chaves, cada personagem possui um modo característico de chorar, mas neste momento, não. Eles choram de forma comum, aos soluços. Esse plano dura aproximadamente 1 minuto.

Em seguida, chegam o Professor Girafales e Seu Barriga, acompanhados de 2 policiais. Eles dirigem-se à casa de Dona Florinda. O Professor bate na porta, ninguém atende. Ele chama:

-Dona Florinda, abra a porta por favor.

Não há resposta. O professor abre a porta, os policiais entram, e saem com Dona Florinda algemada. Seu rosto exibe uma imensa apatia enquanto os policiais a levam. Quico, ao ver sua mãe sendo levada, desespera-se: tenta atacar os policiais, mas é contido por Seu Barriga. Dona Florinda nem parece tomar conhecimento da situação, mantendo sempre a expressão apática e o olhar vazio. Quico, seguro por Seu Barriga, chora muito e balbucia “mamãe” algumas vezes. Depois que os policiais deixam a vila, levando Dona Florinda, Seu Barriga tenta consolar Quico, mas ele corre para casa.

Segue-se um diálogo entre Seu Barriga e Professor Girafales:

- Que tragédia horrível tivemos aqui, Senhor Barriga.

- É verdade professor. Eu devia ter previsto que isso acabaria acontecendo.

- Qual foi a causa da morte?

- Seu Madruga foi boxeador na juventude. Os socos que ele levava causaram um afundamento no crânio. O tapa que a Dona Florinda deu hoje causou um traumatismo bem nessa região. Ele teve uma hemorragia cerebral e não resistiu.

-Uma tragédia horrível, Senhor Barriga!

-Sim.

-Quem cuidará dos preparativos do funeral?

-Eu cuido de tudo Professor. Não se preocupe. O senhor vai ficar aqui com as crianças?

-Sim, naturalmente.

Seu Barriga deixa a vila. Professor Girafales entra na casa de Dona Florinda.
Chiquinha e Chaves continuam sentados na escada. Agora, pararam de chorar, apenas olham fixamente para o vazio.

Dona Clotilde sai de sua casa e vem em direção às crianças. Ela usa uma roupa diferente do que costumamos ver, uma espécie de roupão preto com vários símbolos bordados em vermelho e roxo.

Nesse momento, os depoimentos são contraditórios. Há quem afirme que Dona Clotilde traz consigo um livro semelhante à uma Bíblia. Outros dizem que a fita falha quando ela aparece, e só volta ao normal num momento mais avançado do episódio. Uma fonte descreve que Dona Clotilde vai até a escada e conversa, aos cochichos, com Chiquinha.

O que é consenso é o conteúdo que vem na seqüência. O pátio da vila está vazio, a iluminação é mais tênue do que na seqüência anterior, provavelmente sugerindo que a noite está mais avançada. Uma panorâmica pelo cenário mostra as escadas vazias, em seguida o centro do pátio, onde está desenhado um grande pentagrama vermelho; e em seguida Chiquinha sentada à porta de sua casa, abraçando os joelhos. Seus pulsos estão enfaixados, e as bandagens sujas de algo que parece ser sangue.

Então, começa a ventar no pátio. Ouvimos um estrondo, é a porta da frente se abrindo. Corta para um reaction shot de Chiquinha: seus olhos estão arregalados, sua boca entreaberta, uma expressão de puro horror. Ouvimos o som de algo pegajoso. Nunca é possível ver claramente o que ou quem entrou no pátio, mas planos breves, de no máximo 1 segundo, mostram uma figura magra, enrolada num pano branco, deixando atrás de si um rastro de uma substância pegajosa, aparentemente negra.

A figura aproxima-se. Novo reaction shot de Chiquinha: agora ela sorri.
A partir daí, os depoimentos novamente tornam-se contraditórios. Há quem afirme que a fita só apresentava estática depois dessa cena. Outros afirmam que não, mas não souberam dizer o que acontecia depois. Outros preferiram apenas não dizer nada.

O que é certo é que o episódio teve péssima recepção junto aos executivos da Televisa, e que Carlos Villagran deixou o programa em seguida. Supostamente, uma cópia do episódio existe no acervo de um colecionador argentino, mas, procurado para este trabalho, ele negou veemente possuí-la, e pediu para não ter o nome divulgado.

Diz-se que Bolaños pretendia desdobrar os acontecimentos desse episódio ao longo daquela temporada do Chaves. Não se sabe exatamente o que ele tinha em mente, mas funcionários da Televisa que tiveram acesso à fragmentos do conteúdo, por meio de anotações que Bolaños fazia em seus cadernos; ou mesmo em conversas com o Chesperito, dizem tratar-se de um material absolutamente sombrio e perturbador, obviamente inadequado para um humorístico infantil.

O conteúdo desses fragmentos, porém, permanece desconhecido.

[Creepypasta extraída do site http://www.forumchaves.com.br/]


20/01/2012

Donkey Kong Country 3 1/2



Sou um grande fanatico por jogos de video games antigos, tanto que visito a loja local de jogos todos os dias. Eu também sou amigo de um dos funcionários, que vai buscar o estoque de videogames, e eu sempre peço pra ele me trazer jogos antigos de NES e SNES. Um dia, ele me disse: "Hey, você já ouviu falar da série Donkey Kong Country?". Com entusiasmo em meu rosto, respondi que sim, e ai ele me entregou uma caixa com o jogo Donkey Kong Country 3. Porem, havia algo diferente: havia uma fita adesiva escrita “1/2” depois do titulo Donkey Kong 3. Ignorando isso, agradeci meu amigo e fui pra casa. Quando cheguei, tirei meu velho SNES do armário e comecei a jogar meu novo jogo. Havia um arquivo já salvo, o que não achei muito estranho já que pensei que os jogos antigos normalmente salvavam seus arquivos no cartucho mesmo. Era um arquivo de 1 Jogador, que acabava de ser iniciado, com 0:00 e 0%, e o nome era DEMO.

Achei que era apenas um arquivo de tutorial , então decidi jogá-lo. Quando o jogo começou, Dixie Kong imediatamente pulou de um precipício e nadou até a caverna de Wrinkly para salvar o jogo. Wrinkly estava só jogando seu Nintendo 64, e então ela disse: "Nem mesmo meu jogo favorito pode apagar aquela imagem horrível na minha cabeça", e depois disso Dixie saiu da caverna com uma cara preocupada. Fui com a Dixie para falar com o Bazzar, mas quando entrei no local, Bazzar não estava lá, e a musica “Blue Beach Hut” estava tocando, ao invés da musica normal. Dixie simplesmente saia do lugar ao comando de qualquer botão que eu apertava. Decidi ir para a loja do Funky Kong pra falar com ele, e lá dentro, Funky disse: "Aqui está o seu primo irritante". De repente, Kiddy Kong apareceu na tela e caiu no chão, gritando (igual quando você morria jogando com ele), então Funky disse com uma expressão nervosa e meio triste: "Saia da minha casa!". A tela ficou preta e, em seguida, voltou ao normal com Dixie e Kiddy Kong dentro barco na ilha ao lado da loja do Funky, assim como no começo do jogo. A partir dai, naveguei em direção à ilha “Orangatanga Lake” e entrei na primeira fase, que se chamava “Boardwalk Battle”. Fiquei aliviado ao ver algo normal no jogo; talvez tudo aquilo que havia acontecido antes era uma falha no jogo, ou algum tipo de história alternativa, não sei... Quando entrei na fase, descobri que era um nível de ponte. A primeira coisa que notei era que a música era o tema das fases aquáticas, “Water World”, e os Kobbles se moviam muito mais lentamente, com uma expressão de arrependimento. Fiquei meio assustado com a cena toda, principalmente com a musica, já que a “Water World” é uma musica meio macabra... Quando pulei na cabeça de um inimigo, ele deu um grito muito fino e esquisito. De repente, Dixie e Kiddy ficaram com expressões aterrorizadas, com olhos muito arregalados e boca meio aberta, logo após o primeiro Kobble ser derrotado.

Seguindo em frente o mais rapido possivel, terminei a fase e fui pra segunda fase do jogo: uma fase de fabrica chamada “Deadly Neckties”. Nesta fase, a câmera não ia rolando pra frente, porem quando Dixie à borda direita da tela, ela apontou para o lado e gritou, assim como ela fazia em DKC2. Então, a câmera rolou muito pra frente para mostrar um Kobble se balançando em um laço. Havia vários laços vazios espalhados por lá, que podiam ser agarrados para chegar ao fim da fase. Quando finalmente cheguei, lá estava o único inimigo em toda a fase, que era o Kobble. Quando me aproximei um pouco, ele disse "MEISTORE EHKZ", antes de dizer "Ele é horrível! Ele nos abusa muito mais dolorosamente do que K. Rool fazia!". De repente ele parou, deu uma fungada, se sentou e disse: "Por favor, acabe com meu tormento!". Quando andava em direção a ele, o jogo me parava e ele dizia "Por favor...", e nisso, Dixie dava alguns passou pra trás, antes do Kobble morrer normalmente em seguida.

Depois que o a fase terminou, entrei na cabana da Wrinkly Kongs, mas ela não estava lá. Dixie disse: "Devemos salvar; ela gostaria que tivesse sido assim...", e as opções Salvar e Sair apareceram na tela. De volta ao mapa após salvar o jogo, nadei para a loja de Barnical só para descobrir que ele não estava atrás do balcão onde normalmente fica... Ele estava enforcado no centro da sala com uma âncora amarrada firmemente ao peito. Dei um pulo da cadeira quando vi essa cena; que porra de jogo era aquele? Mais uma vez, Dixie saiu da sala ao apertar qualquer botão. Fui para a próxima fase, temendo o que encontraria por lá, e a fase se chamava “K. Rool Kell”. Quando entrei, K. Rool estava preso em uma cela onde também havia uma casca de ovo quebrada. Ele estava sentado em sua cela, então se virou para Dixie e disse: "Bom, bom, bom, se não são aqueles macacos idiotas...". Depois disso, Dixie imediatamente saiu correndo com aquela expressão assustada em seu rosto, e foi automaticante pra próximas fases, chamadas “Skidda Row” e “Murky Mill”.

Skidda Row e Murky Mil” eram exatamente as mesmas fases, exceto que em Skidda Row, havia uma pilha de Skiddas mortos, pálidos e gelados espalhados por toda a fase, e em Murky Mill havia ratoeiras com Sneeks presos, chorando e lutando dolorosamente para escapar delas. A próxima fase, “Swanky Sideshow”, era a mesma da fase original, só que Swanky não estava lá, e no lugar dele havia uma grande placa que dizia "Fora do Negócio". Depois disso, cheguei a fase do chefe, que se chamado “Dead House”. Era apenas um enorme corridor com o fundo da fase de fabrica, e com varios cadáveres de Kremlings empilhados no chão, que serviam como obstáculos... No final, um canhão apareceu e atirou Dixie até a “Kaos Kastle”, que agora se chamava “No One Has Seen”. Aterrorizado, entrei no nível para descobrir que o chefe final, pra minha surpresa, era um chefe perdido não usado em DKC2, chamado Mr.X. Ele flutuava ao redor da sala, e em seguida, jogava uma bola de canhão em minha direção que ficava presa no chão por um gancho. Nesse momento, ele ficava flutuando acima da bola, daí eu usei Kiddy Kong pra jogar a bola de canhão de volta nele, só que no momento em que a bola encostou em seu corpo, a tela ficou completamente escura, e somente a risada do Bleak podia ser ouvida.

Eu escrevi tudo em um diário para me lembrar das partes desse jogo, caso ele quebre ou o arquivo corrompa. Se eu encontrar mais alguma coisa, com certeza anotarei aqui. Só não sei se tenho a coragem para continuar jogando...


04/01/2012

Goat Jump


Alguns jogos antigos tendem a ser fontes de alguns hacks extremamente estranhos  – especialmente os jogos de PC, obviamente, mas até os jogos de cartucho não-licenciados eram bastante fáceis de serem hackeados, e tenho certeza de que a maioria das pessoas se lembra ou já ouviu falar de algum deles (Sonic the Hedgehog 4 para SNES, por exemplo).

Gosto de colecionar esses jogos estranhos sempre quando tenho a chance - a maioria deles são apenas merdas feitas por mongolóides, mas algumas delas são realmente engraçadas, ou até mesmo assustadoras. Veja o jogo Goat Jump, por exemplo - Eu o comprei do dono de uma loja de penhores que eu sabia que ele já sabia que eu comprava jogos antigos. Eu não sabia se Goat Jump era o nome real, porque a etiqueta original havia sido arrancada e essas duas palavras haviam sido escritas no cartucho com uma caneta preta.

De qualquer forma, Goat Jump aparentemente era um jogo não-licenciado para NES. No momento que você o coloca no seu console, ele imediatamente começa. Sem créditos, sem tela de início, nada. Os gráficos consistem em um rancho/pradaria se repetindo no fundo varias vezes, e o jogador é um pequeno cowboy com gráficos de merda. As "cabras" não se parecem nada com cabras, mas eu acho que elas não se pareciam com qualquer outra coisa, pra ser sincero. O botão A faz você pular, enquanto o B não faz nada. Pressionando Start irá pausar o jogo - a tela é preenchida quase completamente com a palavra "STOP" em letras maiúsculas brancas – e pressionando Select irá fazer com que seu personagem pare de se mover, e um som muito alto toque (Mas que porra...). A música é feita somente por barulhos pseudo-ocidentais de baixa qualidade. Quando você encosta em uma cabra, o jogo faz o mesmo barulho de quando você aperta Select, e a tela muda para um fundo preto com a palavra "LOSE" preenchendo toda a tela. A partir daí, o jogo deve ser reinicializado para voltar a funcionar.

A jogabilidade consiste somente em saltar sobre cabras. Aparentemente, sua única recompensa aparente para isso é 1 ponto por cabra, com a velocidade de deslocamento e o número de cabras aumentando aos poucos. Em torno da marca de 15 minutos (tenho uma mania estranha de ficar cronometrando minha jogatinas, mas enfim...), as coisas começam a ficar estranhas. A música é ocasionalmente interrompida com sinais sonoros altos e tons estranhos fora de sincronia com a música. Os sprites da cabra começam a mudar repetidamente, com erros de cores e tal; na verdade, alguns são apenas massas incoerentes de pixels coloridos. Seu sprite de cowboy fica mudando ocasionalmente de posição, por isso, as vezes parece que ele está fazendo um moonwalk. Os erros se tornam cada vez mais graves, e o terreno finalmente é afetado, também. Céu cinzento, árvores marrons, e alguns pixels vermelhos espalhados pelo local, que eu suponho que seja sangue. Neste ponto, a música já está totalmente incoerente; somente sons estranhos e sem melodia nenhuma. Seu sprite fica deslizando ao longo da fase dando moonwalks ocasionais, e os sprites da cabra ficam semi-afundados no terreno. Você chega ao final de sua jornada em torno de meia hora, onde você entra no primeiro (e único) edifício do jogo, com gráficos cinzentos e nojentos. Lá dentro, seu personagem desliza para dentro de uma espécie de amassador de lixo ou algo assim, e então um “grito” tenso e muito alto pode ser ouvido; depois disso, você ganha 100.000 pontos. Uma tela preta com as palavras "VOCÊ VENCEU" aparece, com uma cabra toda fudida dançando abaixo das palavras.

Novamente, o jogo deve ser reinicializado manualmente. Falhas gráficas e sonoras aparecem aleatoriamente em jogatinas diferentes; Cabras são substituídas pelo seu sprite de cowboy, que por sua vez está deitado em uma poça de "sangue" em volta dele e, ocasionalmente, faltando alguns pedaços (pernas, braços, cabeça, etc). Às vezes, o cowboy também é substituído por uma cabra ou, intrigantemente, por uma bota gigante.

Como eu disse antes, estranho... Nunca encontrei qualquer informação sequer sobre Goat Jump em lugar algum. Suponho que era somente uma brincadeira, um projeto pessoal ou algo assim... Que jogo fudido.


Mr. Potato Head Saves Veggie Valley



Quando era mais jovem, digamos que em torno dos 4 ou 5 anos, eu tinha um jogo de computador chamado “Mr. Potato Head Saves Veggie Valley”. Era um jogo bem divertido e bem simples. Tudo o que você tinha que fazer era clicar nas coisas do cenário, e o objetivo era ajudar o Sr. Cabeça de Batata e sua filha Cabeça de Batata Doce a trazerem uma nuvem de chuva de volta para sua casa antes que os Bebês Batatas morressem. Ainda no outro dia, quando estava dando uma olhada em meus jogos de computador antigos, me deparei com o jogo, e pensei em ver se ele ainda funcionava para relembrar os bons tempos.

Coloquei o jogo no drive de meu laptop e por algum motivo estranha, a tela inteira ficou completamente vermelha. No começo pensei que era só porque aquele era um jogo antigo, por isso tirei o disco e comecei a limpá-lo na esperança de obter algum resultado. Tentei de novo, mas ainda sem sorte.

No dia seguinte, voltei ao meu computador e decidi tentar colocar o jogo uma última vez. Desta vez, ele finalmente funcionou. Eu estava muito animado para finalmente jogar-lo novamente, já que não tinha jogado-o a muitos anos. O jogo começou, e nada de anormal aconteceu… pelo menos até a parte final do jogo.

O jogo me disse que eu havia aberto um "Final Secreto Especial", que eu nunca havia visto antes. Nem sabia que existia um final secreto, e também não fazia idéia de como havia o aberto... Porem, fiquei chocado e muito assustado com o que eu vi. A tela não mostrava absolutamente nada no começo; era só escuridão, com um som estranho de gaita de foles tocando no fundo, tão desafina que parecia que o som vinha de um disco riscado. Segundos depois, o Sr. Cabeça de Batata e a Cabeça de Batata Doce foram as únicas coisas que podiam ser vistas, o fundo completamente escuro.

Mas a coisa que mais me chocou, foi quando eu reparei que o Sr. Cabeça de Batata estava literalmente... estuprando sua filha! Que diabos era aquilo? Não pude acreditar em meus olhos... Fora isso, várias fotos de crianças mutiladas piscavam rapidamente e repetidamente na tela. Eu fiquei tão assustada que desliguei o computador na hora, só que os gritos da Cabeça de Batata Doce continuavam a sair da caixa de som, até mesmo quando puxei a tomada do computador... Não sabendo o que fazer, sai correndo de meu quarto completamente desesperada, e só voltei pra lá depois de 40 minutos, acompanhada de minha melhor amiga (que achava que eu estava delirando, pra variar). Porem, quando entramos no quarto, a tela do computador estava completamente vermelha, e havia um bilhete grudado nela... Ele dizia somente: “Você é a próxima, vadia”, e logo abaixo havia uma imagem do Sr. Cabeça de Batata, com um olhar de malicia e as pupilas vermelhas-sangue.

Dois anos se passaram desde aquele dia, e aquele olhar malicioso e as fotos das crianças mutiladas me perseguem até hoje. Acabei quebrando o CD e jogando-o no lixo naquele dia.
Nunca falei sobre isso com mais ninguém, mas minha melhor amiga... Bom, ela fora raptada, violentada e morta por um homem de capuz vermelho, duas semanas depois daquele dia. Nunca descobriram quem era o estuprador...


01/01/2012

Os Padrinhos Magicos: O episódio perdido



Ok, pra começar, sou um GRANDE fã do desenho Padrinhos Magicos. Assisto sempre que posso. Ultimamente, tenho estado muito ocupado com a vida real, então acabei perdendo um monte dos episódios novos da 5 ª temporada. Uma vez que o DVD com a temporada completa foi lançado, tentei comprá-lo, mas não tinha dinheiro suficiente. Um dos meus amigos também era um grande fã do desenho, e ele acabou me emprestando sua cópia do DVD para que eu pudesse ver os episódios que perdi. Quando peguei a cópia, vagamente percebi que o logotipo da Nickelodeon estava faltando na capa. Porem, não parei para analisar isto quando peguei o DVD. Nas próximas semanas, assisti aos poucos todos os episódios sempre que podia. Quando eu estava prestes a terminar, no entanto, notei algo estranho. Havia um episódio #21. Todas as temporadas, inclusive esta, tinham somente 20 episódios. O episódio 21 se chamava "Doce Vingança". Pesquisei o episódio acima, mas sem sucesso. Então, como você pode adivinhar, escolhi o episódio e comecei a assisti-lo... E é ai que as coisas começam a ficar fudidas.

O episódio começa com uma qualidade extremamente boa, quase melhor do que a dos os outros episódios. Já o episódio em si começa como qualquer outro episódio: Timmy acorda, seus padrinhos mágicos o cumprimentam, etc, etc. Cerca de 1 minuto depois, depois que ele sai de seu quarto, ele desce as escadas por cerca de 5 segundos, até que seu pai entra pela porta da frente segurando um enorme facão todo sujo de sangue em suas mãos. Timmy, tão apavorado quanto eu estava neste momento, grita meio choroso: "Papai, o que você fez?!?"

Seu pai resmunga alguma coisa, mas você mal consegue entender uma palavra sequer do que ele diz, exceto pela palavra "berg". Minha mente estava apavorada demais para processar alguma coisa. Então seu pai anda normalmente (mas com aquela sensação maldosa de quem sucedeu algo) até a sala para a cozinha, onde ele limpa o facão com um pano e o guarda no armário como se nada tivesse acontecido. Minha mente queria parar, mas continuei assistindo.

A cena seguinte mostrava Timmy brincando em seu quarto, com uma expressão de medo, como se tivesse acabado de ver um fantasma matar seu pai. A câmera muda para um ângulo diferente, onde você pode ver por fora da porta, e então, a forma de seu pai anda vagamente pelo corredor com o facão na mão. Cosmo instantaneamente avisa Timmy o que estava acontecendo, e eles tentam desaparecer para longe, mas o pai do Timmy freneticamente entra no quarto e tenta pega-lo, e com isso, acaba jogando o facão em Timmy, terrivelmente errando e acertando bem no meio de um dos olhos do Cosmo. Cosmo solta um grito muito agudo a desesperado e começa a correr em circulos, enquanto muito sangue é derramado por todo o quarto. Wanda, pensando que Cosmo já teria desaparecido, também desaparece, não sabendo o que aconteceu ao seu marido. Timmy, sendo tele transportado a uma parte da cidade pouco movimentada, tenta achar um telefone e ligar pra polícia. Quando ele finalmente encontra um e pega o telefone público, ele instantaneamente ouve uma voz... Era a voz de seu pai, exceto que sua voz estava sendo abafada por uma voz um pouco mais demoníaca. Assustado, ele fecha os olhos com força e tenta acordar, como se estivesse dentro de um sonho. Porem, antes que perceba, ele não consegue mais abrir os olhos, e aparentemente eles estavam derretendo sem parar, como cera de vela, impossibilitando que Timmy abra-os novamente.

Depois disso, ele acorda assustado em sua cama como se nada tivesse acontecido. Só que suas fadas não estavam lá para cumprimentá-lo, mas ele podia ouvir uns sons de choro vindo do outro lado do quarto. Quando Timmy, desta vez com uma expressão muito séria no rosto, olha para seu lado direito, ele vê que os sons de choro estavam vindo de Wanda; ela estava deitada no chão chorando sem parar, e 5 segundos depois, pude entender porque... A câmera se afasta para mostrar o cadáver de Cosmo, o facão ainda enfiado em seu crânio, com seus olhos arrancados e o sangue escorrendo em volta dele. Timmy olha para fora de sua janela, somente para ver alguns de seus vizinhos empalados pela cabeça em um espinho gigante no meio da rua. Então a câmera muda para mostrar o rosto de Timmy. Seus olhos se enchem de sangue, e vários flashes de uma espécie de código binário aparecem ao redor da tela, e então, os créditos finais aparecem. Rapidamente olhei para um dos códigos binários, e consegui traduzi-lo: "Ele foi o primeiro, você é o próximo. Quando ver a luz vermelha, sua vida irá acabar."

Eu estava completamente pálido de tão apavorado, porem mais tarde naquele dia, fiquei sabendo que um lunático havia assassinado 3 pessoas, enfiando-as em uma estaca pela cabeça, perto dali. Eu estava tão assustado que meu coração quase parou por completo. No dia seguinte, meus pais LITERALMENTE tiveram que me obrigar a ir à escola. Quando cheguei lá, fechei meus olhos, quase em posição fetal, quando de repente vi um flash de uma luz muito brilhante e vermelha. Eu fiquei tão assustado que quase me caguei de medo. Quando abri meus olhos, eu vi o amigo que havia me emprestado o DVD, morrendo de rir.