31/03/2012

Foco.

Você alguma vez já viu um destes vídeos onde pedem pra você observar bem, ou ficar olhando uma coisa especifica no vídeo? Então, no fim, eles revelam que enquanto você estava assistindo, alguma coisa grande ou e perceptível mudou de lugar no cenário. e você nem se quer notou. É impressionante como isso costuma acontecer várias vezes, como por exemplo, eu acabei de me mover da sua porta de entrada para o seu quarto enquanto você lia isso.

Comportamento Repetitivo.


Você recebe uma ligação de sua mãe. Por causa que o carro dela está no concerto, ela pede a você para ir ao mercado comprar algumas coisas pra ela. Pão, leite, cereais e peito de frango. Depois de anotar em um papelzinho, relutante, você vai para o carro para pegar as coisas no mercado. A moça do caixa faz uma estranha observação pra você "Você sabe, nós não estamos em risco de uma escassez de leite". Chegando na casa dela você bate varias vezes na porta. Sem resposta. Você tenta abrir a porta, e ela se abre. Você põem as sacolas na mesa. Estranhamente, na mesa, há mais seis sacolas do mercado, com coisas idênticas da que você trouxe dessa vez. Em duas delas, a galinha e o leite estão podres. "Mãe" você chama, mas sem resposta. Você faz o caminho da cozinha para a sala de estar. Sentada no sofá, com a cabeça cortada fora e pousada no colo, está sua Mãe. Naturalmente, você chama a policia para investigar. Eles mencionam que ela está morta há pelo menos uma semana. Depois, o psiquiatra da policia está no local e fala com você depois de dar seu primeiro depoimento. Sentado nos degraus, você ouve o psiquiatra falando com o investigador. "Não é incomum as pessoas sofrerem de esquizofrenia e ficarem presos a comportamentos de repetições em série," ele fala. Você pensa consigo mesmo, Eles não podem estar falando de mim.Esquizofrenia? Sem chance. "Comportamento repetitivo? Eles pensam que eu fiz isso?"

De repente seu telefone toca, "Olá?"

"Oi querido, sou eu. Você poderia passar no mercado e pegar frango e leite pra mim? Ah, eu preciso de pão e cereal também."

"Sem problemas, mãe. Já já estou..."


Animaniacs: O episódio perdido (One Flew Over the Cuckoo Clock: A Versão Original)




Você se lembra daquele desenho, Animaniacs? Se sim, há um episódio que você provavelmente deve conhecer, chamado "One Flew Over the Cuckoo Clock", em que a esquila Slappy é colocada em uma instituição mental para personagens de desenhos animados aposentados. Você pode encontrar as duas partes da versão final no YouTube, mas um vídeo que eu ainda estou na procura pra ver na internet, é a versão original e mais sombria do episódio. Se pararmos pra pensar, este já era um dos episódios mais sombrios da série, mas a versão que você provavelmente viu é incrivelmente infantil comparada com a versão que originalmente seria exibida. Os produtores do desenho, no entanto, gostaram da história, e decidiram dar uma “amenizada” para torná-lo adequado pra ir ao ar.

O episódio original é o seguinte: Como de costume, o episódio começa com Slappy passando os canais da TV, assistindo os tópicos ridículos dos talk shows. O episódio continua como na versão final, até a parte onde Skippy entra na cozinha e vê a torradeira queimando. "Tia Slappy! O que você está fazendo?" Ele pergunta a ela. "Queimando meu chapéu, o que mais?" Ela responde. Skippy então corre em direção a torradeira, puxando o chapéu pra fora, que acabou pegando fogo durante seu tempo na torradeira. Skippy, então, tenta sacudir o fogo pra apaga-lo, mas ele acaba se espalhando pela sua pele, as chamas engolfando-o enquanto seus gritos agudos queimavam o ar e o relógio da casa da arvore gritando "CUCKOO!" sem parar.

Slappy grita o nome de seu sobrinho, horrorizada, ao perceber que havia sido morto pelas chamas. Uma pequena lágrima brilha em seu olho, e ela diz: "Hum, esquilo assado. Esquilos que comem outros esquilos, que maravilha!". A insanidade começa a ficar cada vez mais clara em seu rosto. Em seguida, Slappy começa a descascar a pele queimada da carne de Skippy, arrancando pedaços de sua carne e empurrando-os em sua boca. Sirenes podem ser ouvidas à distância, o único som além de Slappy repetindo a palavra "CUCKOO" uma vez ou outra por cerca de um minuto, antes que haja uma batida na porta.

Dois policiais aparecem em frente a porta. "Senhora esquila, está tudo bem?", eles perguntam, espreitando pra dentro da casa. Um policial vê Skippy deitado no chão da cozinha, e o outro empurra Slappy pra longe dele em direção a sala. Após um breve interrogatório com Slappy, eles chegam a conclusão de que ela estava mentalmente instável, e decidem leva-la pra uma instituição mental para personagens de desenhos animados aposentados.

Slappy foi levada para a instituição, onde tenta escapar várias vezes, cada vez repetindo as palavras: "Skippy precisa de mim. Onde está ele? Onde está Skippy?"

“Senhora Slappy, você não se lembra do que aconteceu com Skippy?" A enfermeira perguntou calmamente depois de Slappy tentar escapar uma ultima vez.

"Claro que que me lembro! Skippy chegou da escola, nós assistimos televisão juntos e almoçamos."

"Senhora Slappy", disse a enfermeira em um sussurro simpático, "Aconteceu um acidente, você se lembra? Skippy foi queimado. Fatalmente. Você arrancou a carne de seus ossos e comeu-o. Você o canibalizou. Seu próprio sobrinho. Skippy está morto, senhora.”

Slappy começa a gritar em agonia com as palavras da enfermeira. Os gritos tornaram-se cada vez mais agudos, até chegarem a um tom quase ensurdecedor, e em seguida, uma outra enfermeira se aproxima de Slappy com uma agulha. A tela fica preta.

Após cerca de dez segundos, a imagem volta, mostrando Slappy em uma camisa de força. Ela se senta em sua cama, balançando pra frente e pra trás, sussurrando: "Slappy precisa de mim, ele precisa de mim". Slappy grita mais uma vez, antes de brutalmente bater sua cabeça contra a parede. O som chama a atenção de um dos médicos, e ele entra na sala com a mesma enfermeira que havia dado o sedativo pra Slappy anteriormente, o que faz com que a Slappy se acalme. O médico olha pra ela com uma expressão de genuína tristeza, uma coisa estranha de se ver em Animaniacs. Em seguida algumas palavras quase inaudíveis são sussurradas entre o enfermeiro e o médico; a única que eu consegui entender foi "Lobotomia".

A imagem corta para Slappy em uma pequena sala estéril, ainda em sua camisa de força. O médico moveu-se lentamente em sua direção, para não assustar a paciente. Quando chegou perto o suficiente, ele insere o “Leucótomo” em seu olho esquerdo, e a tela fica completamente em branco, exceto pelo rosto de Slappy, enquanto ela olhava fixamente para a câmera. Os créditos então aparecem, tocando a música do fechamento do desenho.


As Pistas de Blue: O episódio perdido



Supostamente, os produtores do programa infantil "As Pistas de Blue” tentaram contrabandear um episódio proibido do programa para o ar. O boato diz que o tal objetivo foi parcialmente bem-sucedido: os primeiros 30 segundos do episódio foram ao ar, mas depois ele fora tirado do ar e um diferente foi transmitido em seu lugar. Algumas pessoas afirmam terem visto esses ditos 30 segundos, e dizem que a única coisa que viram foi Steve olhando pra câmera com uma expressão bastante preocupada, tentando dizer ao espectador algo que havia acontecido referente à estreia do programa.

Isso tudo foi considerado como uma brincadeira, até que um DVD foi encontrado por uma mulher chamada Alyssa Goodman, uma mãe solteira de 3 filhos que vive em um pequeno apartamento do Texas. Ela afirma que isso foi o que ela viu quando colocou o DVD em seu aparelho:

A tela fica escura durante uns 30 segundos, e então Steve aparece na sala. Ele está sentado em sua "Poltrona das Ideias", com uma expressão bastante preocupada, e seu suéter verde desabotoado e muito amassado, como se acabasse de ser tirado da maquina de lavar. Então ele diz para o espectador:

“Por favor, se você estiver assistindo isso, nos ajude, por favor. Eles tiraram a mim, Blue e todos os outros de nossos lares. Nós estamos escravizados. Fomos obrigados a atuar em uma espécie de show ou algo assim... 'As Pistas de Blue'. Eles abusam e torturaram-nos se não obedecermos, até mesmo se o fizermos. Eles nos odeiam. Queremos voltar pra casa. Mas estamos presos. Por favor, não nos deixe mais sofrer. Tire-nos daqui. POR FAVOR!!!”

Em seguida ele se levanta e corre desesperadamente em direção a câmera com uma expressão aterrorizada em seu rosto, e então a tela escurece rapidamente e o DVD trava nessa tela preta.

Ela diz que agora tem fobia de programas infantis. Ela teme que os personagens de outros programas podem ter tido o mesmo destino, e não pode suportar a ideia de que isso seja verdade.


Transformice


Antes de começar, quero dizer que já se passaram três meses desde o ocorrido. Só agora tive coragem de ligar novamente meu computador. Eu tenho que contar o que aconteceu comigo, para que não aconteça nada a mais ninguém.

Transformice é um jogo online mega viciante criado em 2010. Você controla um rato, e seu objetivo é pegar o queijo e entrar na toca em primeiro lugar. Aparentemente é bem simples, mas a dificuldade devido ao nível de habilidade dos jogadores acaba deixando-o bem divertido.

Eu costumava jogar esse jogo nas madrugadas de sábado para domingo, já que não iria trabalhar no outro dia, e como estava sem sono e não há absolutamente nada para fazer nessas horas, era um bom passatempo.

Era por volta de 1:36 da manhã quando eu loguei na minha conta. Como grande parte dos jogadores são pré-adolescentes, não se espera ver muita gente online a essa hora. Então eu poderia jogar tranquilo na sala 1, que geralmente é bem cheia na parte da tarde. Tinha cerca de 22 ratos lá.

Continuei jogando até mais ou menos 2:42 da manhã, e já estava pronto para parar por aqui. Só estava esperando ser Shaman pela última vez para desligar o computador e ir para a cama. Porém, do nada, apareceu a tela de "carregando" do jogo e meu rato foi direcionado a outra sala. No início não estranhei, já que isso já havia acontecido outras vezes. Na sala, só haviam dois jogadores: eu e outro, que usava o nickname de "Haunteduser". Já que todas as outras salas que eu costumava frequentar estavam vazias, resolvi ficar por lá mesmo e treinar um pouco. E foi aí que as coisas começaram a ficar estranhas.

O Haunteduser, que permanecia calado durante a passagem de cinco mapas, me enviou uma frase por cochicho, a maldita frase que não sai dos meus pesadelos desde então.

"E quando o relógio badalar o reverso da ressurreição, o prenúncio do sacrifício pela existência do maligno será anunciado."

Obviamente não entendi nada, então respondi apenas com um ponto de interrogação. Então ele continuou, agora no chat da sala, enviando algumas frases que não faziam o menor sentido, seguido de vários floods do número "666". Por coincidência, notei que eu estava na sala 666, não havia notado antes. E depois de soltar algumas frases estranhas, como "There's no hope..." (Não há esperança..) e "Malicious boy..." (Garoto maldoso...) várias vezes, percebi que era apenas um idiota metido a satanista fazendo gozação comigo.

Resolvi ignorá-lo e continuar jogando. De repente, ele soltou mais uma frase:

"O que acontece quando uma alma inocente é lançada ao inferno?"

Ignorei novamente, até que ele disse o nome da minha namorada: "Melissa...", o que me fez dar um pulo da cadeira. Meio assustado, perguntei: "Quem é você?". Nenhuma resposta. "Responda, desgraçado! Qual é o problema?". Novamente nenhuma resposta. "Diga logo quem diabos é você!". Foi então que ele finalmente me respondeu: "Está com medo, Tom?" Como ele sabia o meu nome? Fiquei completamente aterrorizado, e perdi a cabeça "Você acha isso engraçado? Huh? Responda maldito! Eu vou acabar com a sua raça, seu filho de uma puta!" Não obtive nenhuma resposta aos insultos. E não obtive respostas por mais ou menos dois minutos.

Achando que ele não responderia, resolvi desistir e apenas fechar o jogo e acabar com a brincadeira de mal gosto. Mas, para a minha surpresa, quando tentei fechar a página do meu navegador, eu não conseguia. Tentei atualizar a página, porém o jogo permanecia alí. Tentei até desligar o computador, porém um som de "tum" agudo indicava que isso não era possível. Já estava pronto para desligar o computador pelo estabilizador, quando Haunteduser soltou mais uma sequência de palavras sem sentido.

"Não há esperança, Tom..."
"Maligno..."
"Menino maligno..."

E disse uma última coisa antes de sair: "É melhor se preparar, Tom. A alma dela agora é minha."
Antes de que eu pudesse perguntar sobre o que ele estava falando, ele saiu da sala. Fiquei sozinho. Quando olho no relógio, ele marca exatamente 3 da manhã. De repente, o telefone toca, e é o irmão da minha namorada, dizendo que ela passou mal no meio da noite e foi levada para o hospital.

Me troquei o mais rápido possível e fui até o hospital em que ela estava internada. Assim que acabara de chegar, sua mãe estava se desmanchando em lágrimas. Seu pai estava sentado no sofá da sala de espera, com as mãos juntas perto da boca, e os olhos vermelhos e cheios de lágrimas. Seu irmão esmurrava as paredes enquanto chorava desesperadamente, e os enfermeiros tentavam segurá-lo. Foi então que o médico chegou perto de mim, e disse que Melissa teve uma parada cardíaca e não resistiu. Ela estava morta.

Naquela noite eu não consegui dormir. Nem nas noites seguintes. Aquela maldita profecia feita por aquele maldito sádico assombrou os meus pesadelos por várias e longas noites.
O corpo de Melissa foi levado para o IML para saber a causa da morte, que até então era desconhecida. Ela não tinha nenhuma doença cardíaca, nem fumava ou bebia, o que deixou os médicos extremamente intrigados.

Ainda hoje me pergunto quem era aquele cara. Seria algum demônio que me amaldiçoou com uma profecia terrível, ou algum conhecido que só estava realmente gozando da minha cara e tudo aquilo não passava de uma coincidência macabra?

Passou-se uma semana após a morte de Melissa. Sua mãe me telefonou, avisando sobre a data do vélorio. Lá estavam todos os nossos amigos, cabisbaixos, vestidos a caráter luto. Então sua mãe chegou perto de mim, com um envelope em suas mãos, que logo me entregou, com uma expressão séria. Meio sem entender, abri o envelope. Era o resultado dos exames de Melissa do IML. Comecei a ler, e não pude acreditar no que meus olhos estavam vendo. Na segunda linha, do segundo parágrafo do exame, dizia: "Causa da morte: Infecção por mordidas de rato."

[Creepypasta extraída do site http://www.medob.blogspot.com.br]


Uma Atualização de Genocide City


Já fazia cerca de duas semanas desde que eu havia jogado aquela versão Beta de Sonic the Hedgehog 2, e eu sonhava com aquela experiência todas as noites. Os sonhos foram ficando cada vez piores; as vezes eu acordava coberto de suor, não conseguia voltar a dormir e ficava cansado demais para pensar durante o dia. Eu sabia que tinha que terminar de jogar meu cartucho do Sonic 2... Era a única maneira de esquecer isso e seguir em frente. Porem, eu estava com muito medo de joga-lo sozinho, então convidei um amigo pra joga-lo comigo, e como não queria que ele pensasse que eu era louco, sugeri jogar Sonic 2 por acaso. Liguei meu Mega Drive, ouvi o familiar "SE-GA!", e então a tela de título apareceu. Quando vi que Tails não estava lá, eu gritei até meus pulmões doerem.

Meu amigo estava compreensivelmente assustado, e perguntou que diabos havia de errado comigo. Mal segurando as lágrimas, eu lhe disse toda a história em um murmúrio quase incoerente. Quando terminei, meu amigo apenas me encarou por alguns segundos, e então disse:

"O que diabos você está falando? Tails estava na tela de título, assim como sempre está."

Não fui capaz de responder; de alguma forma, isso fez com que as coisas parecessem ainda piores, já que eu não tinha certeza se aquilo era realmente uma espécie de maldição, ou se eu tinha ficado louco. Sentei-me em completo silêncio por alguns minutos, meu amigo deu uma desculpa de que tinha que ir a algum lugar e foi embora, mas eu não podia culpá-lo. Após o choque inicial, eu tente joga-lo novamente. Tails não estava lá, e a fase de bônus era impossível. Recebi essa mensagem após perder:

"Você não pode fugir de seus fracassos."

Eu não tinha absolutamente nenhuma idéia do que fazer naquele momento. Pensei em me prender em uma instituição mental, mas a última mensagem sobre “fugir de meus fracassos” me deixou com medo de ignorar o jogo. Pensando sobre as mensagens, decidi que só tinha uma opção, mesmo que nada de bom viesse da mesma: eu tinha que terminar o jogo novamente.

Decidi fazer minha próxima jogatina em meu Mega Drive antigo; segurando um controle, sentado na frente de uma TV, usando um vídeo game de minha infância fez eu me sentir mais seguro do que jogar o beta no computador. Além da ausência do Tails e das fases de bônus, as duas primeiras zonas estavam completamente normais. Nesse ponto eu já não fiquei surpreso quando a fase perdida Dust Hill apareceu após Chemical Plant, mas depois de correr um pouco sobre ela, notei que havia algo novo em segundo plano: Tails, pendurado em uma corda em uma daquelas casas de velho oeste que você vê naqueles jogos do Hangman. Esta imagem se repetiria em segundo plano a cada mudança de tela. Quando cheguei onde tinha lutado contra o chefe anteriormente, havia outra imagem de Tails sendo enforcados no fundo, e Robotnik não estava em seu veículo especial, mas sim no seu veículo flutuante genérico que ele usa em suas fugas. Ele fez uma animação de riso, e voou para longe. Não havia tela de vitória, ele simplesmente desapareceu e foi para Aquatic Ruins.

As zonas que normalmente estão no jogo final estavam normais, mas quando cheguei na Wood Zone, houve uma outra mudança. Eu notei que as texturas da madeira que se pareciam com rostos nas minhas duas primeiras jogatinas, agora estavam muito mais claras: Era o rosto de Tails, gritando desesperadamente. Os rostos estavam esculpidos em toda a fase, até mesmo quando cheguei no chefe. Mais uma vez, Robotnik apenas fez uma animação de riso e saiu voando, fazendo com que a tela sumisse. Mystic Cave e Oil Ocean estavam normais, mas então chei na Hidden Palace. Hidden Palace tinha mudado muito mais do que Dust Hill e Wood Zone: Não havia música, nenhum inimigo, nenhum anel, nada. Corri pela fase vazia, até que cheguei à parte em que Robotnik havia matado Tails. Nada estava lá, nem a Esmeralda Mestre, Tails, ou Robotnik. Em seguida Sonic fez aquela pose de desespero, assim como aquela que ele havia feito quando Tails foi morto anteriormente, e ficou assim por cerca de 30 segundos, até que a tela desapareceu.

Genocide City começou, e ela tambem estava muito diferente. Desta vez, estava cheia de inimigos, robôs em forma de demônio cobertos com fogo. Não havia como derrota-los, e a fase ainda estava sem anéis. Havia também bolhas de lava saindo do fundo da tela, e bolas de fogo caindo do céu. Este era uma faz fases mais difíceis dos jogos de plataforma que eu já havia jogado, mas depois de várias mortes, finalmente cheguei à placa do final da fase, que ainda tinha o buraco no chão ao lado dela. Toquei lentamente na placa, e desta vez fiz o truque que lhe permite controlar o Sonic durante a contagem de pontos do final da fase. Isso funcionou, e Sonic não correu em direção ao buraco. A mensagem de vitória era um texto naquele preto familiar:

"Isso Não Irá Trazê-lo De Volta."

A tela desapareceu novamente, e Genocide City Ato 2 apareceu. Os gráficos eram diferentes aqui; o fogo havia queimado tudo, substituído o fundo por cinzas e ruínas de fuligem. Novamente, não havia inimigos; os cadáveres dos animais que haviam se tornado badniks estavam de volta, mas desta vez, todos estavam em uma pilha de cinzas no meio da fase. Assim como minha primeira visita à zona, os únicos obstáculos eram alguns pequenos buracos no chão, mas desta vez eles pareciam buracos que haviam sido queimados e destruídos por dentro. Depois de conseguir chegar ao fim da fase, Robotnik estava em seu veículo, na extremidade direita da tela, na mesma altura do que o Sonic. Ele não se moveu, então o ataquei. Ele fez a animação de dano, piscando rapidamente, e então continuei a acerta-lo. Depois de oito pancadas, ele ainda não tinha reagido ou sido derrotado, mas o texto preto apareceu novamente:

"O Que Você Espera Conquistar Com Isto?"

Não tinha mais certeza do que fazer, então continuei atacando Robotnik. Depois de mais alguns golpes:

"Matá-lo Não Irá Trazer Seu Amigo De Volta."

Continuei atacando Robotnik, a mensagem mudando a cada poucas porradas. Vou posta-las na ordem em que apareceram pra mim:

"Você Deixou Ele Morrer, Isso Nunca Mudará."

"Vingança Não Irá Acalmá-lo Para Sempre."

"Assim Como O Passado, Ele Está Perdido Para Sempre."

"Você Não Pode Recuperar Sua Inocência."

"O Sangue De Seu Inimigo Não Poderá  Lavar Seus Erros."

"Você Não Tem Ninguém Para Responsabilizar, Exceto Você Mesmo."

"Assuma A Responsabilidade Por Seu Fracasso."

"Você Está Atacando A Pessoa Errada."

Depois de obter todas estas mensagens, descobri o que o jogo queria que eu fizesse. Ao invés de pular no Robotnik para atacá-lo, corri em direção a ele, fazendo com que Sonic fosse atacado e morresse. Uma mensagem final apareceu:

"Você Pagou O Único Preço Aceitável."

O jogo reiniciou, e a tela de título apareceu. Desta vez, Sonic também não estava mais lá... Havia apenas um círculo vazio. Comecei um novo jogo, e a tela onde o jogo te manda quando você escolhe Genocide City apareceu. Não havia timer, nem o Sonic caindo para sua morte, nada. Reiniciei o Mega Drive e tentei novamente, mas a mesma coisa aconteceu. Tentei jogar o Beta em meu computador, mas novamente sem sorte. Não havia mais jeito... Não joguei mais nenhum jogo do Sonic até hoje, mas aquela tela sempre aparece em minha mente quando estou prestes a pegar no sono.


30/03/2012

Não olhe em volta.

Não pare de ler isso.

Não desvie o olhar. Sabe, meu bem, eu estou te observando. Você não conseguiria me encontrar, então não olhe em volta. Não pare de olhar para sua tela do computador. Eu conheço você já faz um tempo. Lembra quando você podia rastejar até a cama de seus pais à noite? Não era a sua mãe que você abraçava, meu amor. E quando você ficou muito velho para ir dormir comigo, eu ía pra sua cama, então. Eu ainda deito com você de vez em quando pra mexer em você. Eu faço com que não lembre desses "pesadelos". Aqueles com que você abre seus olhos e vê o que sobrou de mim olhando de volta diretamente em seus olhos. Vem diminuindo aos poucos esses dias, mas eu ainda consigo ver o lindo pavor em seu rosto. Eu ainda consigo ver o meu cheiro de podre cobrindo você. Minha carne formigando contra sua, enquanto você sente minha mão úmida e ossuda tapando sua boca enquanto a outra toca suas bochechas. Não se preocupe, eu não vou te deixar.

 Em fato, eu estou te observando neste exato momento.Não olhe além da sua tela do computador, meu bem.

 Eu amo olhar nos seus olhos.





Parasita.

Difchil é um parasita. Uma abominação microscópica que entra no seu corpo normalmente pelos tubos de lágrimas, ou em mínimas fissuras que tenham em suas pálpebras. Ele ira trabalhar em volta de seus globos oculares e sua retina. Ele conseguirá mandar impulsos falso visuais para seu cérebro; ele reconhece a diferença de seus impulsos sem mexer com a consciência. Saberá tudo que você sempre desejou ser, tudo que odeia, e tudo que tem medo.

Primeiramente, bloqueará todos os impulsos positivos fazendo você se sentir mais desiludido do que o normal, você se sentira um pouco mais cansado, mas provavelmente apenas vá ignorar isso. Talvez seja culpa dos analgésicos que você tomou para a dor de cabeça de agora pouco.
Você começa a ter pensamentos que nunca acho que teria. Você nunca pensaria que gostaria de ver seu pai estrangulado pelas próprias tripas em uma maçaneta. Claro que vocês tem suas diferenças, mas você nunca quis machuca-lo.

Mas você está apenas pensando nisso, viu dentro da sua mente.

E você...gostou.

O parasita amplificará seus medos e projetará eles na sua vida todo o dia.
Fale que você tem medo de aranhas, e você acordará um dia de manhã e encontrará uma no seu travesseiro, na sua xícara preferida, andando no rosto de sua namorada enquanto você se inclina pra beija-la. Mas quando você tentar espantar a aranha, será como se ela nunca tivesse estado lá de verdade. Você dará um tapa no rosto de sua namorada, para espantar a aranha e você se sentirá bem por fazer isso. Porque você odeia aranhas, certo?

Logo, o parasita irá manipular você para destruir as coisas e pessoas que você mais ama, porque ele sabe que pode fazer isso sem você perceber que esta sendo controlado. Para os outros você terá apenas se tornado cruel, amargo e pirado. Um assassino? Desde quando?

Há um motivo para que as pessoas te avisam para não coçar os olhos, sabe.





Cry Baby Lane: O Filme Original



Em 1999, eu tinha 22 anos e havia acabado de me formar da Universidade de Emerson no centro de Boston, com especialização em roteiro, especificamente em desenhos animados e programas infantis. Minha dívida estava muito ruim, então quando a Nickelodeon Studios me ofereceu um cargo pra estágio no estúdio na Califórnia, eu aceitei imediatamente; Agarrei essa oportunidade para ficar longe de meu trabalho ridículo como guia de turismo.

Muitos de vocês se perguntam sobre o tal filme perdido Cry Baby Lane, mas se você deseja ver a versão original do filme, você nunca o vera, mesmo que de alguma forma a Nickelodeon decidir libera-lo para você. Você não estará vendo o que foi originalmente mostrado na TV, e com toda certeza você não estará vendo a versão que Lauer fez.

Imagino que a Nickelodeon nem tenha mais a versão original do filme com eles, e se tiverem, provavelmente são apenas algumas cópias de segurança; se estas cópias realmente existem elas devem estar trancadas em algum cofre, juntamente com todos os episódios perdidos de Ren e Stimpy e os episódios nunca antes mencionados de Bob Esponja. Tenho certeza de que o diretor, Peter Lauer, tem a cópia original guardada com ele, provavelmente ao lado de seus “Filmes Snuff”... Aquele filho da puta perturbado.

Enfim, fui contratado em 1999, e imediatamente fui colocado em uma equipe de produção para o filme Cry Baby Lane, ou seja, quase um ano antes que o filme fosse transmitido para a televisão. Apesar de tudo, era um trabalho bem amador. Havia apenas quatro pessoas na equipe de criação, e eu era o único estável; Lauer iria substituí-los em pouco tempo. Ele disse que aquilo era para deixar tudo sempre de cara nova. No inicio, pensei que era porque ele estava escondendo alguma coisa... e eu estava certo.

Nós tivemos pouco mais de um ano para fazer um filme para a TV - e não apenas escrevê-lo e escalar o elenco, mas também filmá-lo e edita-lo. Lauer não trabalhava muito rápido; após as três primeiras semanas nós só tínhamos as ideias para os primeiros 15 minutos de um filme de 85 minutos. Neste ponto, eu já havia notado que Lauer era um anormal. Ele era alto e muito magro, e andava desajeitadamente - ele gaguejava bastante quando falava e, às vezes, eu o surpreendia olhando pra mim, sorrindo sem parar.

Ele sempre olhava para longe quando você encarava-o por muito tempo, e eu acho que essa era a parte mais assustadora; ele sempre parecia ter algo a esconder. As sessões de idéias, a principio, estavam boas. Tivemos a ideia da premissa em pouco tempo: dois irmãos acidentalmente liberam um demônio, e eles precisam fazer com que tudo volte ao normal. Não era exatamente aquelas ideias de Oscar, mas até que era um bom começo. Achei que o filme deveria ser engraçado e assustador ao mesmo tempo, como uma espécie de Coragem, O Cão Covarde. No entanto, desde o início, Lauer deixou claro que queria que o filme fosse o mais assustador possível. Ele não queria que fosse um filme repleto de emoções baratas, com um final de qualidade mediana. Ele queria chegar ainda mais longe do que a série “Clube do Medo” havia chegado... e eu acho que ele conseguiu.

Estavam a cerca de três semanas de produção quando notei uma coisa: Lauer tinha o poder absoluto de persuasão sobre todos os outros da equipe de produção. Ninguém nunca discutia com ele, e na terceira semana, ele já estava sugerindo algumas coisas mórbidas demais. Lembro que ele havia dito que queria que o irmão mais novo morresse no meio do filme, sendo atingido por um caminhão de lixo. Eu imediatamente discordei da ideia. Eu era o único que dizia alguma coisa nas reuniões, e assim foi até o dia em que saí do estúdio pra nunca mais voltar.

No início, canibalismo e outras coisas fudidas e perturbadoras eram mantidas somente como piadas e comentários de mau gosto, mas com o passar do tempo, tornavam-se cada vez mais constantes. Eu lhe dava uma ideia (que na maioria das vezes ele acaba usando), como: "Que tal se o filme começasse com um agente funerário que contasse as histórias para os irmãos?", ao que ele respondia: "Sim, e então ele poderia cortá-los em pedacinhos e forçar seu cachorro a comê-los!" Ele fazia essas piadinhas algumas vezes nos estágios iniciais… E então começava a falar sério.

Ele se levantava como se fosse Jesus ou algo assim, limpava a garganta e proclamava sua ideia. Eu era o único a discutir. Toda-caralhada-de-vez.

Um dia, perto do final de nossas sessões de ideias, Lauer pigarreou e se levantou. Todos se calaram e olharam para ele, como fazemos normalmente. Então ele disse:

"Senhoras e senhores, eu tenho uma idéia."

Lembro muito bem do que ele fez - ele deu uma pausa, olhou para mim e disse:

"A história vai girar em torno da lenda de um par de gêmeas siamesas. Vocês já ouviram falar do Donner’s Party?"

Todos concordaram, exceto eu. Não gostava donde a conversa estava indo.

"Eles se comiam quando sentiam frio. Eles comiam uns aos outros."

Todos concordaram com a cabeça novamente. Eu fechei os olhos.

"O que as gêmeas siamesas fariam se não tivessem nada para comer? Uma iria esperar até a outra morrer sozinha, e então consumiria a carne de sua própria irmã? Ou será que elas arrancariam os olhos uma da outra no desespero até alguma morrer, para que a outra comesse sua carne como um abutre devorando a pele de um veado morto? Eu não sei, mas de fato é interessante."

Eu não sabia o que diabos estava ouvindo. Abri meus olhos e olhei ao redor da sala; ninguém estava sequer se mexendo. Todos os olhos estavam focados em Lauer, exceto os meus, e quando olhei para ele, ele ainda estava olhando para mim.

"Crianças gostam de violência, eles se divertem com ela. Crianças gostam de ficar com medo, então, vamos assustá-las! Não é, Johnny?" Ele se inclinou sobre a mesa, ficando muito perto de meu rosto. Seu hálito cheirava a merda em decomposição. Olhei para ele e disse.

"Acho que você está completamente maluco, pra ser honesto."

Ele sorriu e depois se afastou.

"Oh, eu estou maluco, claro! Mas você tem que ser maluco para sobreviver neste mundinho de merda!" Seu sorriso se expandiu.

"Literalmente. Agora, vou lhe mostrar algumas fotos que vão desencadear algumas de suas imaginações mais obscuras."

Então ele se levantou e trancou a porta por dentro.

Imediatamente me levantei também e perguntei: "Que porra você está fazendo?!"

"Não vamos fazer quaisquer... erros de julgamento, Jonathan. Agora sente-se."

"Não."

"Sente-se."

Por alguma razão, eu o fiz; Lauer puxou um daqueles velhos projetores antigos. Ele ligou o interruptor e gritou, numa voz assustadoramente elevada e semi-frenética:

"Esta é a PORRA da INSPIRAÇÃO que precisamos pra continuarmos essa DROGA de PROJETO! ISSO É O QUE TODAS AS CRIANÇAS DEVERIAM ASSISTIR."

Seus olhos se arregalaram em sua cabeça.

Ele colocou a imagem de cabeça pra baixo na superfície do vidro do projetor e ficou em silêncio.

A imagem era em preto e branco, mas era granulada. Eu pude vagamente distinguir um menino deitado em um chão de tijolo, com os braços cortados e pequenos pontos pretos ensanguentados. A única coisa que estava clara era seu rosto; Ele estava sangrando pela boca.

Lauer quase jogou o papel pra fora do vidro, colocando uma outra imagem.

Era um zoom do rosto do menino. Estava colorido. O sangue escorria de sua boca aberta para o chão de tijolo, seus olhos fechados e sangue sujo embaixo das sobrancelhas e cílios.

De repente, seus olhos se abriram, e eu gritei. Ninguém mais na porra da sala o fez, e eu não conseguia acreditar na merda que havia me metido.

Suas pupilas estavam completamente pretas. O resto do olho estava normal.

Quanto mais eu olhava, mais os olhos se abriam, ampliando e alargando cada vez mais, até que a pele acima das sobrancelhas parecer que iria rasgar ao meio.

Então eles começaram a sangrar. O sangue começou com uma gota, e eu juro por Deus que eu podia ouvi-lo. Mais, mais e cada vez mais sangue, até o chão de tijolos virar um lago de sangue. Eu podia ouvi-lo, como se eu estivesse caminhando e me deparasse com uma cachoeira, e nesse momento também pude sentir o cheiro do garoto. Eu podia sentir o cheiro de sua carne podre.

Inclinei-me debaixo da mesa e vomitei. Quando me levantei, as imagens já haviam terminado. Todo mundo na sala estava inexpressivo. Lauer acendeu as luzes.

"Você pode ir", disse ele, abrindo a porta.

Eu andei por aquelas portas, e nunca mais voltei.

Isso aconteceu perto do final da sessão de ideias, e no tempo que eu sai de lá, o elenco já havia sido escolhido e o roteiro estava quase pronto. Eles estavam desesperadamente atrasados; acho que Lauer planejou que fosse assim, para que não houvesse tempo para a edição apropriada. Eu não assisti aquela coisa quando foi ao ar, mas ouvi de um amigo que trabalhava no departamento de edição que eles tiveram que cortar uns bons minutos 15-20 minutos de filmagens 'perturbadores' do filme antes que ele estivesse na duração correta pra ser liberado. Eles não tiveram tempo suficiente para verificar o filme quadro a quadro.

Acho que Lauer teve seu desejo atendido, a menos que tivessem cortado todas as cenas que tivessem as imagens nelas. Todas as crianças que assistiram Cry Baby Lane tem uma memória inconsciente dessas imagens, e eu lamento por elas, de verdade; essas imagens me foderam demais, e isto que escrevo para você, será a última coisa que farei antes de cortar minha própria garganta e acabar com toda essa desgraça.

Entretanto, há algo que eu deveria lhe dizer primeiro.

Logo no início, Lauer deu uma idéia que um homem com “nariz de lula” tirasse suas calças na frente dos dois irmãos e implicitamente estuprasse-os longe das câmeras. Lula Molusco logo apareceu como um personagem principal em Bob Esponja.

Lauer também sugeriu, em uma cena do filme, que os irmãos capturassem um esquilo, colocassem-no em uma jarra e lentamente afogassem-no, antes de encher o frasco com areia e joga-lo no fundo de um lago. Logo após isso foi sugerido, Sandy Bochechas fez sua primeira aparição em Bob Esponja no episódio “Chá em Terra Firme”.

Foi sugerido também que os dois originalmente fossem meio-irmãos, forçados a viverem na mesma casa após a mãe de um deles fosse encontrada morta em uma cova rasa, o corpo dela violentamente canibalizado pelo seu próprio marido, um meteorologista local. Um seriado vagamente com a mesma premissa, Drake e Josh, estreiou em 2004, tendo o padrasto como meteorologista.

Lauer também sugeriu que o irmão mais novo tivesse uma casinha de cachorro em que ele mantinha os fetos de diversos animais, juntamente com um ácido que ele regularmente usava para envenenar sua mãe e ter relações sexuais com seu padrasto abusivo. Ginger estreou logo em seguida.

Um homem que captura os fantasmas das crianças em um aspirador de pó e os manda para o submundo? Danny Phantom.

Um robô que enlouquece os dois irmãos, mata um deles e usa sua pele no colégio, fingindo ser o irmão morto? Uma Robô Adolescente.

E a lista continua. Nickelodeon sabe disso, e eles estão continuando o legado de Lauer, às vezes de forma sutil, às vezes abertamente. E não há mais nada que possamos fazer sobre isso.


27/03/2012

Cry Baby Lane



Em 28 de outubro do ano de 2000, a Nickelodeon lançou um filme de terror feito somente para televisão, chamado Cry Baby Lane. O filme só foi ao ar uma vez, e desde então tem sido desmentido pela rede. Acabou ficando na obscuridade e quase desaparecendo por completo desde seu lançamento original.

Eu não podia analisar este filme porque nunca havia o assistido, e tenho certeza que existiam pouquíssimas pessoas que haviam o feito, e ainda menos pessoas que conseguiam lembrar em detalhes. Me deparei com isso no site Reddit a um tempo atrás e achei tudo muito fascinante; esta não era somente uma simples Creepypasta ou qualquer coisa... Este era um filme real que foi exibido, documentado e considerado muito perturbador para as crianças depois de reclamações em massa por pais preocupados logo após seu lançamento. O filme conseguiu seu objetivo, que era imitar o sucesso da série da Nickelodeon “Clube do Terror”, que eu pessoalmente achava que havia alguns episódios muito assustadores e perturbadores para seu publico alvo.

Dirigido por Peter Lauer, Cry Baby Lane segue a história de Andrew e seu irmão mais novo Carl, que adoram ouvir histórias de fantasmas contadas por um agente funerário local. Certa noite, o agente narra o conto sobre um fazendeiro, cuja esposa havia dado luz à gêmeas siamesas. Com o passar do tempo uma das gêmeas revelou uma natureza bondosa, mas a outra era claramente maligna. Certo dia, por medo dos atos que as gêmeas praticavam, ele as trancafia em seu próprio quarto, e eventualmente as duas morrem vítimas de uma doença. O fazendeiro então serra as gêmeas ao meio, enterrando a gêmea bondosa em um cemitério e a maligna em uma cova rasa próxima à casa. Ao ouvirem essa história os dois irmãos decidem fazer um ritual espiritual para chamar a gêmea bondosa, mas acabam acidentalmente invocando a gêmea maligna, que acaba por possuir praticamente todas as pessoas da cidade.

Logo de início os pais acharam, por motivos óbvios, que os temas abordados nesse filme eram um tanto quanto “pesados” para crianças. Pouco tempo depois foram descobertas imagens perturbadoras que estariam “teoricamente” inseridas no filme. Tirando isso, ninguém nunca encontrou mais nada relacionado ao filme por um longo tempo, e com isso, ele fora considerado oficialmente como indisponível.

Contudo, finalmente os arqueólogos da televisão terão algumas respostas. Uma década após o nascimento desta lenda urbana, a garota conhecida em fóruns da internet pelo nick de “firesaladpeach” postou no YouTube o tenebroso filme. Sim, ela teve a audácia de gravá-lo em uma fita de VHS e agora conseguiu divulgar este mito pelos quatro cantos da web. Infelizmente, o filme já fora removido do Youtube por infringir direitos autorais da Viacom, mas no meio tempo já fora disponibilizado para download por diversos sites de hospedagem. Você pode baixa-lo no link abaixo:


Vale lembrar que algumas pessoas afirmam que o filme que circula na internet é a versão “amenizada”. O filme original que foi exibido na TV permanece desaparecido.

Algumas imagens do filme:







26/03/2012

A lenda de Julia Legare.




Em algum momento de 1800, uma menina estava visitando sua família em Edisto Island, na Carolina do Sul. Enquanto estava lá, a menina ficou doente, tinha pego malária ou alguma outra doença fatal da época. Ela morreu pouco tempo após ficar doente, e como antigamente achavam que doenças eram possíveis ser transmitidas através dos mortos, um caixão foi construído as pressas e ela foi enterrada no túmulo da família Legare.

Anos depois, outro morte aconteceu, e o Mausoléu (uma pequenas cabanas de concreto que eram feitas para depositar caixões de famílias inteiras) foi reaberta para colocarem um novo caixão. Para o choque dos presentes, um esqueleto caiu na frente deles. Aparentemente, a menina que tinha sido enterrada anos antes estava apenas em coma, e quando acordou, lutou do seu jeito para sair do seu frágil caixão, mas estava fraca demais para que pudesse mover a porta de concreto do Mausoléu. Marcas de arranhões cobriam toda a porta mostrando o pânico que estava antes de morrer, presa. O mausoléu ainda existe, mas agora, sem porta.

Atenção:

Por favor, leia essa frase em voz alta: Olá, Molly.

Se você leu em voz alta, como eu falei para fazer, você está a salvo.

Se você leu isso mentalmente... Molly está salva agora, também.

Dentro da sua mente.

25/03/2012

Jeff, O Assassino

Trecho de um jornal local :

TERRÍVEL ASSASINO EM SÉRIE DESCONHECIDO AINDA ESTÁ A SOLTA.


Depois de semanas de assassinatos inexplicáveis, o assassino sinistro, ainda desconhecido, está com paradeiro desconhecido. Depois de pouca evidência encontradas, um jovem garoto diz ter sobrevivido a um dos ataques, e corajosamente contou sua história.

"Eu tive um pesadelo e acordei no meio da noite. Eu vi que por algum motivo, a janela estava aberta, mesmo que eu me lembre de ter fechado antes de eu ir para a cama. Levantei-me e fechei-a mais uma vez. Depois disso, eu simplesmente rastejei pra debaixo de minhas cobertas e tentei voltar a dormir. Foi quando eu tive uma sensação estranha, como se alguém estivesse me observando. Olhei para cima, e quase pulei para fora da minha cama. Lá, em um pequeno raio de luz, iluminando por entreas minhas cortinas , tinham um par de olhos. Não eram olhos normais. Eles eram escuros, ameaçadores e de um preto profundo e ... simplesmente...planando lá, me aterrorizando. Foi quando eu vi a boca. Um sorriso , muito horrendo que fez todos os pelos do meu corpo ficarem em pé. A figura estava ali, me observando. Finalmente, depois do que pareceu uma eternidade, ele disse. Uma frase simples, mas disse de uma forma que só um homem fora de si falaria.

Ele disse 'Vá dormir'. Deixei um grito escapar, e foi isso que fez ele vir até mim. Ele me apontou uma faca; direto no meu coração; E pulou para cima da minha cama. Eu lutei com ele, chutei, soquei, rolei pela cama, tentando tira-lo de cima de mim. Isso foi quando meu pai entrou no quarto. O homem jogou a faca, diretamente no ombro de meu pai. O homem provavelmente acabaria com ele, se um dos vizinhos não tivesse chamado a policia.

Eles estacionaram na frente da minha casa, e correram para a porta. O homem deu a volta e correu escadas a baixo para a entrada. Eu ouvi um barulho de vidro quebrando. Quando eu sai do meu quarto, eu vi que janela do fundo da minha casa estava quebrada. Eu olhei pra fora, e vi ele correndo já longe. Eu posso dizer uma coisa, que eu nunca vou esquecer o rosto dele. Aqueles olhos malditos, frios, e o sorriso psicótico. Isso nunca vai sair da minha cabeça."

Jeff e sua família acabaram de se mudar para uma nova vizinhança. Seu pai ganhou uma promoção no trabalho, e eles achavam que seria melhor viver em uma dessas vizinhanças 'requintadas'. Jeff e seu irmão Liu não podiam reclamar, uma casa nova e melhor. O que não tinha pra amar? Em quanto eles desempacotavam as coisas, uma vizinha foi conhecê-los.
"Oi" ela disse, "Eu sou Bárbara, moro do outro lado da rua. Bem, eu só queria me apresentar pra vocês, e meu filho também." Ela se virou e chamou seu filho. "Billy, esses são os nossos novos vizinhos." Billy disse oi, e correu de voltas para o pátio da casa onde voltou a brincar.
"Bem," disse a mãe de Jeff, "Eu sou Margaret, esse é meu marido Peter, e meus dois filhos, Jeff e Liu." Se conhecendo, Bárbara logo os convidou para o aniversário de seu filho. Jeff e Liu estavam prontos para rejeitar, quando a mãe deles disse que adorariam comparecer.Então quando eles terminaram de desempacotar as coisas, Jeff foi até sua mãe.

"Mãe, por que você aceitaria um convite de uma festinha? Não sei se você não notou, mas eu não sou mais uma criancinha."
"Jeff, nós acabamos de nos mudar pra cá; nós devíamos mostrar que queremos passar um tempo com nossos vizinhos. Agora, nós vamos à festa, e ponto final." Jeff começou a falar, mas parou logo em seguida, sabendo que não poderia fazer nada a respeito. Quando sua mãe dizia alguma coisa, era aquilo e fim de papo. Ele andou até seu novo quarto, e desmoronou na cama. Ele sentou ali e ficou olhando para o seu teto quando, de repente , ele sentiu algo estranho. Não como uma dor, mas... Um sentimento estranho. Ele ignorou aquilo como apenas um sentimento qualquer. Ele ouviu a mãe chamá-lo de baixo para pegar suas coisas, e desceu.

No outro dia, Jeff desceu as escadas para tomar café da manhã e ir para escola. Quando se sentou para comer , ele teve o mesmo sentimento estranho do dia anterior. Só que agora mais forte. Ele teve uma pequena dor, como um puxão, mas ele ignorou mais uma vez. Assim que ele e o irmão terminaram o café, eles andaram para o ponto de ônibus. Sentaram-se lá, esperando o ônibus. Então, do nada, um garoto de skate pulou por cima deles, por apenas uns centímetros de suas cabeças. Os dois deram um salto, surpresos. "Mas que porra é essa?"
A criança deu a volta foi até eles. Ele deu um pisão na ponta do skate, e pegou com a mão. O garoto parecia ter uns 12 anos; um ano mais novo que Jeff. Ele vestia uma camiseta da Aeropostale e um jeans azul rasgado.

"Ora, ora, ora. Parece que temos carne nova no pedaço." De repente, mais duas outras crianças apareceram. Um era super magro, e outro era enorme. "Bem, já que vocês são novos aqui, gostaríamos de nos apresentar; Aquele ali é o Keith" Jeff e Liu olharam para o magrinho. Ele tinha uma cara de paradão, que daria pra você um braço esquerdo se precisasse. "E o outro é o Troy" Eles olharam para o gordo. Era um rolha de poço. Aquela criança não devia ter se exercitado desde que começou a engatinhar.
"E eu," disse o garoto do skate " sou Randy. Agora, deixe-me explicar; para todas as crianças nesse bairro há um preço pequeno para a passagem de ônibus , se é que você me entende." Liu se levantou, pronto pra socar o garoto até que ele virasse do avesso, quando um dos amigos de Randy puxou uma faca e apontou pra ele "Tsc, tsc, tsc, eu pensei que vocês seriam mais cooperativos, mas parece que vamos precisar fazer do jeito mais difícil." O garoto foi até Liu, e tirou a carteira do bolso dele. Jeff teve aquele sentimento de novo. Agora estava realmente forte, uma sensação de queimação. Jeff se levantou, mas Liu pediu para que ele se sentasse de novo. Ele ignorou e andou em direção do garoto.
"Ouça aqui, seu punkzinho, você devolve a carteira do meu irmão ou..." Randy colocou a carteira no próprio bolso, e tirou sua faca.
"Ah, e o que você vai fazer?" Assim que ele terminou a frase, Jeff socou o garoto no nariz. Quando Randy tentou tocar o rosto, Jeff segurou seu pulso e o quebrou. Randy gritou e Jeff pegou a faca de sua mão. Troy e Keith correram para pegar Jeff, mas ele era muito rápido. Ele jogou Randy no chão. Keith tentou atacá-lo, mas Jeff se abaixou e apunhalou a faca em seu braço. Keith deixou a faca cair, e caiu logo em seguida no chão gritando. Troy também tentou atacá-lo, mas Jeff nem precisou da faca. Ele socou Troy diretamente no estômago, e Troy caiu de joelhos, e quando caiu, ele vomitou o todo o chão. Liu não conseguiu fazer nada, além de olhar admiradamente para seu irmão.
"Jeff, como você.. ?" Isso foi tudo que ele disse. Eles viram o ônibus vindo, e sabiam que seriam culpados por tudo aquilo. Então eles começaram a correr o mais rápido que puderam.

Enquanto eles corriam, eles olharam pra trás, e viram o motorista do ônibus correndo para Randy e os outros. Eles correram até a escola, sem se atrever a contar qualquer coisa sobre aquilo. Apenas se sentaram e assistiram as aulas. Liu achava que tinha sido apenas seu irmão batendo em algumas crianças, mas Jeff sabia que era algo a mais. E era algo, algo assustador. Quando ele tinha aquele sentimento, e via o quão poderoso era, a única coisa que desejava era machucar alguém. Ele não gostava como isso soava, mas não conseguia deter-se de se sentir feliz. Ele sentiu o sentimento estranho sumindo, e não voltou pelo o resto do dia na escola. Mesmo quando ele caminhava para casa devido à coisa toda, perto do ponto de ônibus, e como agora ele provavelmente não pegaria mais o ônibus,ele sentiu-se feliz. Quando voltaram pra casa, seus pais perguntaram como tinha sido o dia deles, e ele disse com uma voz meio sinistra "Foi um ótimo dia".

Na manhã seguinte, ele ouviu alguém batendo na porta da frente. Desceu as escadas e encontrou dois policiais na porta, com sua mãe olhando pra ele muito zangada.
"Jeff, esses policiais estão me dizendo que você atacou três crianças. E que não foi uma briga normal, que eles foram esfaqueados. Esfaqueados, filho!" Jeff olhou para o chão, mostrando para sua mãe que era verdade.

"Mãe, mas eles que tinha facas e apontaram para Liu e para mim."

"Filho," disse um dos policiais, "Nós encontramos três crianças, duas esfaqueadas, um com uma contusão no estômago, e temos testemunhas de que você estava na cena. Agora, o que você tem para nos contar?" Jeff sabia que era inútil. Ele poderia dizer que ele e Liu tinham sido atacados, mas não havia provas de que não tinham sido eles que atacaram primeiro. Eles não poderiam dizer que eles não estavam fugindo, porque verdade seja dita que estavam. Então Jeff e Liu não poderiam defender-se.

"Filho, chame seu irmão." Jeff não poderia fazer isso, sabendo que só ele tinha batido nos garotos.
"Senhor, fui... fui eu. Eu fui quem bateu nos garotos. Liu tentou me segurar, mas ele não conseguiu me parar." O policial olhou para seu parceiro, e os dois acenaram com a cabeça.
"Olha garoto, isso será um ano no Centro de Detenção juvenil..."
"Espere!" falou Liu. Todos olharam para o topo da escada, para vê-lo segurando uma faca. Os policiais pegaram suas armas e apontaram para Liu.
"Fui eu, eu bati naqueles punkzinhos. Tenho as marcas pra provar." Ele levantou as mangas para revelar cortes e contusões , como se ele estivesse em uma luta.
"Filho, coloque a faca no chão," disse o policial. Liu afrouxou os dedos, e deixou-a cair no chão. Ele colocou as mãos para cima, e andou até os policiais.

"Não Liu! Fui eu, eu que fiz isso!" Jeff falou, com lágrimas escorrendo pelo seu rosto.
"Ah, pobre irmãozinho, tentando pegar a culpa pelo que eu fiz. Bem, me levem embora." O policial levou Liu até a viatura.
"Liu, fale pra eles que fui eu! Fale! Fui eu quem bateu naqueles garotos!" A mãe de Jeff colocou a mão no ombro dele.
"Por favor, Jeff, você não tem que mentir. Nós sabemos que foi Liu, você não pode impedir. Não faça isso ser mais difícil que já está sendo." Jeff ficou olhando sem poder fazer nada, enquanto o carro saia velozmente com Liu dentro. Alguns minutos depois o pai deles estacionou na frente de casa, e vendo o rosto de Jeff, sabia que algo estava errado.
"Filho, filho o que houve?" Jeff não podia responder. Suas cordas vocais estavam tensas de tanto chorar. Em vez disso, a mãe de Jeff andou até seu pai para dar a má notícia à ele, enquanto Jeff chorava na garagem.

Depois de uma hora ou mais Jeff voltou para a casa, viu que seus pais estavam ambos chocados, tristes e decepcionados. Ele não podia olhar para eles. Ele não podia ver que eles achavam que a culpa era de Liu. Ele foi dormir, tentando fazer com que a coisa toda saísse de sua mente. Dois dias se passaram, sem notícias de Liu da prisão. Não havia amigos para sair. Nada além de tristeza e culpa. Isso até sábado, quando Jeff foi acordado por sua mãe, com um rosto feliz, ensolarada.

"É hoje, Jeff." ela disse enquanto ela abriu as cortinas e deixando uma inundação de luz no quarto de Jeff.
"O que é hoje?" Jeff perguntou ainda meio dormindo.
"Ora, é a festa de Billy." Jeff estava agora totalmente desperto.
"Mãe, você está brincando, né? Você não espera que eu vá para a festa de alguma criança depois..." Houve uma longa pausa.
"Jeff, nós dois sabemos o que aconteceu. Eu acho que esta festa pode ser a coisa que vai iluminar os dias passados. Agora, vá se vestir."

A mãe de Jeff saiu do quarto e foi se preparar. Jeff lutou para se levantar. Ele pegou uma camisa qualquer, uma calça jeans e desceu escadas. Ele viu o pai e a mãe todos bem vestidos; sua mãe em um vestido e seu pai em um terno. Ele pensou: por que eles sempre usam essas roupas extravagantes para uma festa de criança?
"Filho, isso é tudo que você vai vestir?" disse a mãe de Jeff.
"Melhor do que usar algo exagerado.", disse. Sua mãe escondeu a vontade de gritar com ele e escondeu-a com um sorriso.
"Mas Jeff, você poderia se vestir melhor, se quiser causar uma boa impressão" disse o pai. Jeff grunhiu e voltou para seu quarto.
"Eu não tenho roupas extravagantes!" ele gritou ao subir as escadas.
"Basta pegar alguma coisa." disse sua mãe. Ele olhou ao redor em seu armário para o que ele chamava de fantasia. Ele encontrou um par de calças pretas, que ele tinha para ocasiões especiais, e uma camiseta. Ele não conseguia encontrar uma camisa para sair. Ele olha em volta, e só encontra camisas listradas e padronizadas. Nenhuma que combinasse com a calça. Finalmente, ele encontra um moletom branco, jogado em uma cadeira e colocou-o.
"Você vai assim?" ambos disseram. Sua mãe olhou para o relógio. "Oooh, não há tempo para mudar. Vamos embora." Ela disse enquanto puxava Jeff e seu pai para fora.

Atravessaram a rua até a casa de Bárbara e Billy. Bateram na porta e encontraram com Bárbara que, assim como seus pais, estava extravagantemente vestida. Enquanto eles caminhavam para dentro da casa, Jeff só via adultos, não crianças.
"As crianças estão lá fora, no quintal. Jeff, que tal você ir conhecer algumas das crianças?" disse Bárbara.
Jeff saiu para o jardim que estava cheio de crianças. Eles estavam correndo em trajes estranhas de vaqueiros e atirando um no outro com armas de plástico. De repente, um garoto veio até ele e lhe entregou uma arma de brinquedo e um chapéu.

"Hey. Quer brincar?" , disse.
"Aah, não mesmo, pirralho. Eu sou muito velho para essas coisas." O garoto olhou para ele com aquela cara estranha de cachorro pidão.
"Po-favô?" disse o menino. "Tudo bem", disse Jeff. Ele colocou o chapéu e começou a fingir atirar nas crianças. A princípio ele pensou que era uma ideia totalmente ridícula, mas depois ele começou a realmente se divertir. Pode não ter sido super legal, mas foi a primeira vez que ele havia feito algo que tirou seus pensamentos de Liu.

Assim, ele brincava com as crianças por um tempo, até que ouviu um barulho. Um barulho estranho de rolamento.Então algo bate nele. Randy, Troy, e Keith pulando a cerca assim como seus skates. Jeff deixou cair a arma falsa e arrancou o chapéu. Randy olhou para Jeff com um ódio ardente.
"Olá? Jeff?", disse. "Nós temos alguns negócios inacabados". Jeff viu seu nariz machucado. "Eu acho que estamos quites. Eu te dei uma surra e você enviou o Liu para o centro de detenção." Jeff falou enraivecido.
Randy tinha fúria nos olhos. "Oh não, eu não jogo para empatar, e sim para ganhar. Você pode ter acabado com a gente no outro dia, mas não hoje." Quando Randy falou, Jeff correu e Randy foi atrás dele. Ambos caíram no chão. Randy socou o nariz de Jeff, e Jeff agarrou-o pelas orelhas e deu uma cabeçada nele. Jeff empurrou Randy pra longe e ambos se levantaram. As crianças estavam gritando e os pais correndo para fora da casa. Troy e Keith puxaram armas de seus bolsos.
"Ninguém se mexe ou tripas vão voar!" eles disseram. Randy puxou uma faca e apunhalou o ombro de Jeff.

Jeff gritou e caiu de joelhos. Randy começa a chutá-lo no rosto. Depois de três chutes, Jeff pega o pé de Randy e torce-o, fazendo com que Randy caia no chão. Jeff se levantou e correu em direção a porta dos fundos. Porém, Troy agarrou-o.
"Precisa de ajuda?" Ele pegou Jeff pelo colarinho e jogou-o de volta pro pátio através da porta. Enquanto Jeff tenta ficar de pé ele é chutado para o chão novamente. Randy começa a chutar repetidamente Jeff, até que ele começa a tossir sangue.
"Vamos Jeff, lute comigo!" Ele pega Jeff e atira-o para a cozinha. Randy vê uma garrafa de vodka em cima do balcão e esmaga o vidro sobre a cabeça de Jeff. "Lute!" Ele joga Jeff de volta para a sala de estar.
"Vamos Jeff, olhe para mim!" Jeff olha para cima, o rosto cheio de sangue. "Eu sou quem mandou seu irmão pro centro de detenção! E agora você só vai só sentar ai e deixá-lo apodrecer lá por um ano inteiro! Você deveria se envergonhar!" Jeff começa a se levantar.

"Ah, finalmente! Levante e lute!" Jeff agora está de pé, sangue e vodka no rosto. Mais uma vez ele fica com aquela sensação estranha, aquela que ele já não sentia há algum tempo. "Finalmente. Ele está de pé!" Randy diz enquanto corre em direção a Jeff. É quando acontece. Algo dentro de Jeff se encaixa. Seu psicológico é destruído, todo o pensamento racional se foi, tudo o que ele pode fazer, é matar. Ele pega Randy derruba-o ao chão. Ele fica em cima dele e lhe dá um soco direto no peito onde fica o coração. O soco faz com que o coração de Randy pare. Enquanto Randy suspira. Jeff golpeia-o. Soco após soco, o sangue jorra do corpo de Randy, até que ele dá um último suspiro e morre.
Todo mundo está olhando para Jeff agora. Os pais, as crianças chorando, até Troy e Keith. Apesar de estarem assombrados, Troy e Keith apontam suas armas para Jeff. Jeff vê as armas apontadas para ele e corre para as escadas. Enquanto ele corre, Troy e Keith disparam fogo contraele, todos os tiros perdido. Jeff sobe as escadas. Ele ouve Troy e Keith seguindo-o. Enquanto eles disparam suas últimas balas, Jeff entra dentro do banheiro. Ela pega o toalheiro, e arranca da parede. Troy e Keith correm para o banheiro, com as facas em punho preparadas.

Troy move sua faca em direção a Jeff, que se afasta e bate com o toalheiro no rosto de Troy. Troy cai duro e agora tudo o que resta é Keith. Ele é mais ágil que Troy, e desvia quando Jeff tentava acerta-lo com o toalheiro. Ele larga a faca e pega Jeff pelo pescoço, empurrando-o contra a parede. Uma coisa como água sanitária que estava na prateleira caiu em cima dos dois. Ambos sentem a pele queimar e começaram a gritar. Jeff enxugou os olhos da melhor forma que pôde, e puxou o toalheiro, acertando direto na a cabeça de Keith. E antes que Keith sangrasse até a morte, ele deixou escapar um sorriso sinistro.
"O que há de tão engraçado?" Jeff perguntou. Keith pegou um isqueiro e ligou-o. "O que é engraçado?", disse, "é que você está coberto de água sanitária e álcool." Jeff arregalou os olhos ao ver Keith jogando o isqueiro para ele. Assim que o isqueiro aceso fez contato com ele, as chamas iniciaram. Enquanto o álcool o queimava, a água sanitária branqueava sua pele. Jeff gritava terrivelmente enquanto ardia em fogo. Ele tentou rolar para fora do fogo, mas não adiantava, o álcool tinha feito dele um inferno ambulante. Ele correu pelo corredor, e caiu das escadas. Todos começaram a gritar quando viram Jeff, agora uma tocha-humana, cair no chão, quase morto. A última coisa que Jeff viu foi sua mãe e os outros pais que tentavam apagar as chamas. Foi quando ele desmaiou.

Quando Jeff acordou tinha um molde de gesso envolvido em torno de seu rosto. Ele não conseguia ver nada, mas sentiu um molde em seu ombro, e pontos por todo seu corpo. Tentou se levantar, mas ele percebeu que havia alguns tubos em seu braço, e quando ele tentou levantar-se ele caiu, e uma enfermeira correu para ajudá-lo.
"Eu não acho que você pode sair da cama ainda." ela disse, enquanto colocava-o de volta em sua cama e reinserido o cateter em seu braço. Jeff sentou-se ali, sem-nenhuma visão, nenhuma ideia do que estava ao seu redor. Finalmente, depois de horas, ele ouviu sua mãe.
"Querido, você está bem?", perguntou ela. Jeff não poderia responder embora,pois seu rosto estava coberto por gesso. "Oh querido, eu tenho grande notícia. Depois que todas as testemunhas disseram à polícia que Randy tinha atacado você, eles decidiram soltar o Liu."
Isso fez com que Jeff quase pulasse, parando, lembrando-se do tubo sair do seu braço. "Ele estará fora amanhã, e então você dois poderão estar juntos de novo". A mãe do Jeff abraça-o e se despede.

As semanas seguintes foram formadas apenas onde Jeff era visitado pela sua família. Até o dia onde os seus curativos deveriam ser retiradas. Sua família estava lá para vê-lo, como estaria agora sua aparência. Quando os médicos desembrulharam as ataduras do rosto do Jeff todos estavam na ponta das cadeiras. Eles esperaram até o último curativo sobre o rosto de Jeff serem removidos.
"Vamos esperar o melhor," disse o médico. Ele rapidamente puxa o último pano, deixando agora o rosto de Jeff amostra.
A mãe de Jeff grita ao ver seu rosto, Liu e o pai de Jeff olham horrorizados para ele.
"O quê? O que aconteceu com meu rosto?" Jeff disse. Ele se levanta rapidamente, ignorando a tontura, e corre para o banheiro. Ele olhou no espelho e viu a causa da aflição de todos. Sua cara. Era... Era simplesmente horrível. Seus lábios foram queimados a um profundo tom de vermelho. Seu rosto se transformou em uma cor branca pura, e seu cabelo chamuscaram de marrom a preto. Ele lentamente colocou a mão em seu rosto. Era como se encostasse em couro agora. Ele olhou de volta para sua família depois de volta para o espelho.
"Jeff", disse Liu."Não é assim tão ruim...."

"Não é tão ruim!?", disse Jeff, "é perfeito!" Sua família toda ficou surpreendida. Jeff começou a rir incontrolavelmente seus pais percebendo que seu olho esquerdo e a mão tremiam.
"Umm... Jeff, você está bem?"
"Bem? Eu nunca me senti mais feliz! Ha ha ha ha ha haaaaaa , olhe para mim. Esse cara caí perfeitamente comigo!" Ele não conseguia parar de rir. Ele acariciou seu rosto sentindo-o. Olhando no espelho. O que causou isso? Bem, você deve se lembrar que quando Jeff estava lutando Randy algo em sua mente, sua sanidade, estalou. E desta vez tinha sido permanente. Agora ele foi deixado como uma máquina descontrolada de matar, e seus pais não tinham noção disso.
"Doutor", disse a mãe de Jeff, "Meu filho...é, você sabe.. Está bem? Na cabeça?"
"Ah sim, este comportamento é típico para os pacientes que tomam muitas grandes quantidades de analgésicos. Se seu comportamento não mudar em poucas semanas, traga-o de volta aqui, e nós vamos dar-lhe um teste psicológico."
"Ah,sim. Obrigada doutor." A mãe de Jeff até ele. "Jeff, querido. É hora de ir."
Jeff olha de longe o espelho, seu rosto ainda formando um sorriso louco. "Tudo bem, mamãe. Ha ha haaaaaahahaaaaa!" sua mãe segurou-o pelos ombros e o levou para pegar suas roupas.
"Isto é o que veio", disse a moça no balcão. A mãe de Jeff olhou para baixo para ver as calças pretas e o moletom branco seu filho usara no dia da festa. Agora eles estavam limpos do sangue e costuradas. A mãe de Jeff levou-o para seu quarto e fez com que ele colocasse sua roupa. Então eles deixaram, não sabendo que este era seu último dia de vida.


Mais tarde naquela noite, a mãe de Jeff acordou com um som vindo do banheiro. Soou como se alguém estivesse chorando. Ela lentamente caminhou para ver o que era. Quando ela olhou para o banheiro ela viu uma visão horrenda. Jeff tinha pego uma faca e esculpido um sorriso em seu rosto.
"Jeff, o que você está fazendo?", perguntou sua mãe. Jeff olhou para eles. "Eu não conseguia me manter sorrindo mamãe. Doeu depois de algum tempo. Agora, eu posso sorrir para sempre." A Mãe de Jeff percebeu seus olhos, anelados em preto. "Jeff, os seus olhos!” Os seus olhos aparentemente nunca fechavam.
"Eu não podia ver meu rosto. Eu comecei a ficar cansado e meus olhos começaram a fechar. Eu queimei as pálpebras para então me ver pra sempre; este meu novo rosto". A mãe do Jeff lentamente começou a se afastar, vendo que seu filho estava totalmente louco. "O que há de errado mamãe? Eu não sou bonito?"
"Sim filho," ela disse, "Sim, você é. Lindo... Deixe eu ir chamar o Papai, para que ele possa ver seu lindo rosto." Ela correu para o quarto e sacudiu o pai de Jeff do seu sono. "Querido, pegue a arma nós..." Ela parou quando viu Jeff na porta, segurando uma faca.
"Mamãe, você mentiu." Foi a última coisa que os dois ouviram enquanto Jeff corria na direção deles com a faca, esfaqueando ambos.
Seu irmão Liu acordou, assustado com algum ruído. Ele não ouviu mais nada, então ele apenas fechou os olhos e tentou voltar a dormir. Enquanto ele estava na fronteira do sono, ele teve a sensação estranha de que alguém o estava observando.
Ele olhou para cima, antes que a mão de Jeff cobrisse sua a boca. Lentamente, ele ergueu a faca pronta para mergulhá-la em Liu. Liu debateu-se tentando escapar de Jeff.




"Shhhhhhh", Jeff disse: "Vá dormir."



Agradecimento especial para Mateus, que me deu uma adiantada na tradução dessa CreepyPasta.




Bonecas

Em uma cidade rural, uma companhia de brinquedos começa a vender bonecas de bebês "realísticos" para mães que estão grávidas. Mas aparentemente, depois que a mãe ganha seu filho, o boneco começaria a chorar. Eventualmente, o embalar que era explicado na caixa não funcionaria para "acalmar" o boneco, e você não conseguiria fazê-lo parar sem chacoalhá-lo.

Quando começasse a chorar de novo, a mãe teria que bater nele para que parasse de chorar, e as batidas teriam que ser cada vez mais fortes para que o fizesse ficar quieto. A única coisa que parecia fazer o bebê ficar permanentemente quieto seria bater com a cabeça dele contra a parede até destruir o mecanismo que o fazia chorar.

Em mais de uma ocasião, vizinhos chamaram as autoridades para denunciar abuso contra menor, e quando a policia chegava, eles encontravam sangue e restos infantis pelas paredes e chão. Na maioria dos casos, as mães não conseguiam entender porque a policia estava lá, ela apenas "tinha se livrado da maldita boneca" enquanto ela balançava nos braços um pacotinho em forma de bebê.

24/03/2012

O medo humano

Muitos ícones clássicos do terror, como Alien (do alien vs predador), Pyramid Head do Silent Hill, e outras criaturas horrendas, carregam características em comum. Pele pálida, olhos profundos negros, rosto alongado, dentes afiados, e coisas assim. Essa imagem inspiram muitos terrores e suspenses por um bom motivo. Essas características em comum com esses rostos são impressos na mente humana.

Muitas coisas assustam os humanos instintivamente. O medo é natural, e não precisa ser reforçado afim de aterrorizar. O medo está em todas as espécies , vinda dos tempos escuros do passado, quando um raio poderia significar a queima de sua casa de árvore, trovões poderiam ser associados a aproximação de uma debandada ,os predadores podiam se esconder na escuridão, e altura era letal para pobres bípedes.

A pergunta que você deve fazer a si mesmo é essa:
O que aconteceu, a fundo, escondido nas eras antes da história começar, que pode afetar toda a raça humana tão amargamente para dar a espécie inteira uma funda, instintiva, e profundo medo de criaturas pálidas, com olhos escuros, dentes afiados e rostos alongados?

...Seja cauteloso por aí.

Sim.

Já parou pra perceber como ficamos quietos e calados quando estamos sozinhos? Aposto que não percebeu, ao menos até agora. Até porque, não tem com quem falar, certo?
Certo?

Você escuta música, tenta rir pra disfarçar a ansiedade, mas se ficar pensando muito nisso, ah, não é bom, você vai começar a olhar pra os cantos em ansiedade, vai pensar então em falar consigo mesmo, tentar fazer alguma coisa soar a seus ouvidos, algo são, porque esses barulhos que você fica ouvindo não são muito confiáveis. De onde vem, hein? hã?
O que?

Falar consigo mesmo não foi uma ideia legal, e se alguém quiser entrar na conversa? Se alguém quiser falar algo?Você vai ouvir? Você vai saber de onde veio a voz? Vai ficar só esperando ela falar ou vai convidar gentilmente pra uma conversa? E se eu falar com você agora? Acho que vou bater na sua porta.

Mas antes me diga.

Que voz sou eu na sua cabeça? E quem são essas outras? Quando se deitar parra dormir, vamos ter uma conversa.


Fonte: Fornit Some Fornus

23/03/2012

Leia isto

Foi declarado que algumas vítimas de tortura, durante o ato, se colocam em um mundo de fantasia do qual eles não podem acordar. Neste estado catatônico, a vítima vive em um mundo igual ao dela, exceto que não há torturas. O único modo de fazê-la notar que PRECISA ACORDAR é uma nota que eles encontram neste mundo de fantasia.

A nota explica a condição dela, e pede para que a pessoa ACORDE. Mesmo assim, pode levar meses para que eles estejam prontos para saírem do mundo de fantasia e POR FAVOR ACORDE!


Futuro Mutante

22 de janeiro de 2027: Dr. Hagiru Sato e sua equipe de cientistas do Japão, América, Canadá e Grã-Bretanha começam a trabalhar em uma máquina de transferência de matéria-energia.

11 fevereiro de 2033: Primeira máquina é testada com sucesso depois de mais de uma centena de testes desastrosos. Controvérsias sobre a natureza destrutiva da tecnologia inflama.

18 de julho de 2033: Um incidente catastrófico com uma máquina de matéria-energia destrói a cidade de Hiroshima, com uma devastação que não se via desde as bombas atômicas que foram lançadas quase 90 anos antes. Funcionários do governo japonês implementaram o fechamento e proibição de trabalhos com esta tecnologia, embora as potências ocidentais permitiram que os trabalhos continuassem, apesar do acidente.

22 de abril de 2035: Primeiro avistamento de indivíduos infectados. A maioria são animais, porém alguns humanos também se mostram suscetíveis à infecção. Os infectados são vistos aos arredores das ruínas de Hiroshima.

13 de maio, 2035: A parte norte do Japão fica em quarentena completa. Anarquia logo se espalha através das regiões infectadas. 15% dos seres humanos expostos à doença são imunes e não mostram efeitos colaterais, 84,9% são afetados fatalmente pela doença que causa tumores cancerosos. 0,1% das pessoas expostas são mostradas com mutação de sucesso. O "vírus" é encontrado para examinarem seu material genético, que causa mutações rápidas em indivíduos infectados. Toda a vida animal de grande porte é logo infectada.

01 de janeiro de 2040: 98% de todos os animais no Japão são extintos; os ecossistemas agora são governados por seres infectados com o vírus.

8 de maio de 2048: Força de Defesa Japonesa prende indivíduos infectados para prevenir a quarentena. São vistos ataques coordenados por humanos infectados e pelos animais. Ato nível de inteligência confirmado.

10 de maio de 2048: Eles não conseguem, a nação do Japão deixa de existir.

13 de outubro de 2048: Um navio dos Estados Unidos é atacado e afundado por uma força desconhecida. Mais tarde revelou ser um ataque coordenado por infectados. Uso de armas atômicas para destruir toda a vida no Japão foi considerado, mas negado.

12 de fevereiro de 2052: Alguns habitantes não-infectados do Japão são vistos por observadores exteriores. Os sobreviventes começaram a adotar os infectados em suas religiões. Parte desta religião é uma proibição total de armas e a proibição da violência contra indivíduos infectados. Aquilo é surpreendentemente eficaz para cessar o conflito com indivíduos infectados.

02 de abril de 2055: Casos de infectados se espalharam para a América do Norte. Militares estão preparados para uma tentativa de conter a infecção. Centenas de milhares de pessoas começam a morrer nos Estados Unidos, Canadá e México.

11 março, 2061: O Exército dos Estados Unidos começa a experimentar com a proeza de combate de animais infectados, que são mostrados terem uma ligação amigável aos seres humanos que os tratam bem, muito parecido com os cães. Os testes iniciais excederam as expectativas. Mais tarde, naquele mesmo ano, China, Rússia, Vietnã e Coréia do Norte reagem ao assinar o Pacto Kommu, garantindo a proteção contra o Ocidente agora totalmente dominado.

02 de julho de 2063: A aliança Kommu declara guerra aos Estados Unidos. Infectados usados com grande efeito.

09 de novembro de 2066: A guerra termina. Estados comunistas são dissolvidos, China e Rússia (e todos os da Ásia) estão agora sob a jurisdição da NATO.

25 de dezembro de 2072: As regiões agora divididas que uma vez foram o Japão, começam a se abrir para o mundo exterior. Principalmente através científica trade-off.

01 de fevereiro de 2081: cientistas japoneses começam a se esgueirar para o Brasil que está fortemente infectado. Eles recuperam o DNA de uma das pessoas que acreditam ser um dos primeiros infectados.
Crenças são de que os infectados são, na verdade a próxima fase na evolução, e para encontrar um dos originais seria melhor ajudar o seu entendimento. Há muitas tentativas de clonagem que tentaram mas falharam, porém o experimento final é bem sucedido. O resultado desta experiência, capaz de auto-indução de transferência de energia-matéria, é responsável pela morte de dezenas, antes de fugir.

22 de maio de 2081: Ash Ketchum completa 10 anos de idade, e sai em uma missão para capturar alguns dos maiores animais mutantes conhecida pelo homem.




22/03/2012

Aminésia Seletiva.

Você sente algo preso a sua garganta.

Você tenta tossir para que aquilo saia, mas não sai.

Você põem os dedos na garganta tentando vomitar, bebe muita água, mas seja lá o que for, continua preso lá.

Você procura uma caixa de leite na geladeira, e espirra e tosse assim que pega a caixa de leite. Cospe algo que cai no chão, que estava preso a sua garganta.

Você olha para o chão e vê um pequeno botão em forma de flor.
Então você olha pra cima. Na caixa de leite, você nota o anuncio de uma menina desaparecida. Na blusa dela, os mesmos botões.




19/03/2012

O estranho.

Se você é do tipo que come fora regularmente, um dia um estranho pode se juntar a você na sua mesa. Esse estranho sempre aparecerá com o mesmo sexo e idade que você, e ele (se for um "ele") só aparecerá se você estiver sozinho. Não importa o estilo que o restaurante for, ele vai estar carregando seu próprio prato de comida.

Depois de alguns segundos, ele olhará diretamente pra você e falará, "Você parece ser uma pessoa interessante. Posso te conhecer melhor?" Diga sim, e ele começará a fazer perguntas sobre você entre as garfadas. Essas perguntas no começo serão "inocentes" no inicio: Qual seu nome, o que você faz para viver, e assim por diante. Mas assim que abrir sua boca, você será forçado a dizer a verdade, mesmo que você não saiba conscientemente a verdade. Se ficar em silencio, o estranho ficará emburrado, pegará o prato e sairá. Você nunca mais o verá de novo. Se você saciar as perguntas dele, as perguntas ficaram cada vez mais obscuras a cada garfada que ele dá, e ficará cada vez mais irresistível de responder. Não ouse deixar a mesa antes que ele o faça, sob nenhuma circunstância.

Quando o prato dele estiver limpo, ele se levantará e irá embora, mas não antes de perguntar uma ultima e irresistível pergunta: "O que faria você tirar a própria vida?" Você perceberá que será capaz de mentir nessa pergunta, e eu sugiro que o faça, porque seja lá o que você responde, irá acontecer na semana seguinte. Aqueles que são espertos talvez usem essa resposta para ganhar seja lá o que eles desejam, mas se isso não fizer você se matar, o estranho começara a tentar adivinhar o que faria. E considere que agora, ele sabe muita coisa sobre você.





O que mais tem para nós?

Eu estava deitado no chão, e conseguia ver o céu. Percebi que o frio estava de congelar os ossos. A próxima coisa que me veio, foi o cheiro. O cheiro era de decadência, mas ao mesmo tempo era muito indistinto, como se o frio extremo estivesse-o mascarando de alguma forma. Tentando descobrir do que era o cheiro que eu sentia, me levantei.

Olhei em volta e percebi que eu estava em um tipo de pátio, com muros altos por toda sua volta. Não havia nenhum jeito de sair que eu pudesse enxergar, e os muros deviam ter mais de 20 metros de altura. Ainda um pouco desorientado, eu percebi então como o chão abaixo de meus pés era irregular, e olhei pela primeira vez ao redor de mim sem ser olhando pra cima.

Corpos. Corpos em vários estados de decomposição, praticamente cobrindo todo o chão. Pilhas e montanhas deles. E alguns deles não estavam mortos.

Alguns gemiam, e tentavam em vão mover os braços. Outros rastejavam, e outros estavam inclinados sobre os muros. Os mais fortes mancavam pela área, sem ter nenhum lugar de verdade para ir. Todos eram magros demais, mas eu só podia dizer isso pelos seus rostos sujos e com barba por fazer, já que a maioria usava casacos esfarrapados e grossos.

Eu notei que um deles estava de joelhos perto de mim, e eu observei ele pegar um maxilar sem rosto do chão, com suas gengivas brancas e dentes pretos apodrecidos. Ele olhou apreensivo por alguns segundos, mas começou a morder e raspar com os dentes, comendo qualquer coisa que podia dali. Depois que o osso estava praticamente limpo, ele desmaiou.

Do outro lado do pátio, um homem estava balbuciando consigo mesmo, deitado em um canto, em posição fetal. Outro estava raivosamente comendo o próprio braço esquerdo. Vários andaram em minha direção ameaçadoramente, e depois se agacharam junto com o que tinha comido o maxilar, devorando-o.

O esqueleto de um homem,perto de uma parede, que eu presumi obviamente estar morto, vagarosamente estendeu a cabeça de osso e sussurrou, com a voz grosseira e crua "O que mais tem para nós?".