31/05/2012

Os Rugrats: A teoria

Os Rugrats foram uma invenção da imaginação de Angélica.

Chuckie morreu há muito tempo atrás junto com a mãe, e é por isso que Chaz é uma pilha de nervos o tempo todo.

Tommy era um natimorto, por isso Stu fica constantemente no porão, fazendo brinquedos para o filho que nunca teve uma chance de viver.

Os DeVilles fizeram um aborto, Angélica não pode saber se seria um menino ou uma menina, assim, criam-se os gêmeos.

Quanto a "Os Rugrats Crescidos", a adolescente Angelica havia se tornado viciada em vários narcóticos que ainda agravavam sua esquizofrenia, trazendo de volta à sua infância e, assim, suas criações obcecadas, por causa do lapso de tempo entre o presente e o tempo passado, ela interagia com suas criações mais uma vez, só que agora mais velhos. Angélica injetava acido em suas veias constantemente, achando que nunca conseguiria viver sem as suas criações, que eram sua única companhia. Em um mundo de julgamento, a mãe de Angélica, na verdade, morreu de overdose de heroína, e Drew, em sua depressão, se casou com uma pobre prostituta que Angélica idolatrava constantemente, porque ela fora enganada a pensar que a prostituta era sua verdadeira mãe, mas sempre teve um conceito de sua mãe de verdade, Cynthia, e com isso, pegou uma boneca Barbie e fez dela a imagem de sua mãe, usando um vestido sujo de laranja e levantando seu cabelo, daí vem o motivo dela ser tão ligada a boneca. Mais tarde em sua vida, ela seguiu os passos de sua mãe com as drogas e tudo mais, e morreu de overdose aos 13 anos de idade, quando “Os Rugrats Crescidos” fora "cancelado".

O único “Rugrat” que não era ficcional, no entanto, era Dil, o irmão do bebe natimorto Tommy. No entanto, Angélica não sabia a diferença entre Dil e suas criações, embora Dil não seguisse seus comandos. Após um choro interminável e uma recusa a desaparecer (diferente dos outros, que desapareciam quando Angélica ficava zangada com eles), ela acabou batendo nele. Devido a isto, o bebe sofreu uma hemorragia cerebral, o que resultou em uma deformação. Enquanto ele crescia, seu dano só se tornara mais evidente no tempo que ele fez 9 anos em "Os Rugrats Crescidos". Ele viveu solitariamente, sendo ridicularizado por sua estranheza e retardamento mental. A culpa imensa sobre isso foi o que levou Angélica ao seu uso de drogas, e o que a levou à “destruição” dos Rugrats brevemente, até sua experiência com alucinógenos.

Em uma viagem a Paris, para encontrar o amor de sua vida, Chaz se casou com uma mulher chamada Kira (Ele fora realmente para casar com uma mulher diferente chamada Coco, mas ela só queria seu dinheiro). Ela tinha uma filha chamada Kimi, que fora arrancada dela graças ao seu vicio em cocaína (Angélica imaginou a maior parte da história de Kira). Ele perdeu a cabeça após a morte de sua esposa, e estava em negação de que ela era uma prostituta. Ao retornar aos Estados Unidos, Chaz e Kira se casaram, fazendo com que ela conseguisse largar seu vicio. Era realmente uma história muito feliz e romântica. Kira continuamente lutava contra o vício, mas foi relativamente feliz com sua vida ao lado de Chaz

Suzie era a única amiga de Angélica, que alimentava a idéia das criações de Angélica, por causa dela. Angélica passou os últimos dias de sua vida no fundo do refeitório da escola, imaginando amigos ao seu redor e brincando com as vidas de suas criações.


Apenas Um Show - Tudo Acaba



Olá, eu gostaria de escrever isso, em caso de que algo aconteça comigo. Aconteceu dois anos atrás, quando eu e meus colegas de quarto assistíamos a um... estranho episódio de "Apenas Um Show"

Era uma noite bem normal. Era abril em um entardecer. Eu estava zapeando alguns canais na TV, Riku estava estudando, Sora e Kairi estavam "se divertindo", se é que você entende do que estou falando... Sendo um sábado, significava que teria um novo episódio. Eu chamei Sora e Kairi, e eles vieram para a sala.

O programa estava começando. O titulo do episódio era "Tudo Acaba". Eu achei que o tema seria sobre Mordecai e Rigby acidentalmente causar o fim do mundo, e ter que reverter o tempo e espaço. Mas não. Nada acontece do nosso jeito. O episodio começou. Mordecai e Rigby estavam assistindo TV quando um anuncio de uma loja de armas apareceu na tela deles. O seguinte exato anuncio foi esse:

"A loja Armas do Greg agora está aberta! Temos espingardas, revólveres, Snipers, até lançadores de mísseis! Dispare nossas armas! Mate seus amigos- espere, esqueçam a última parte! Venha para a Armas do Greg!"

Eu levantei uma sobrancelha em um estado de confusão. Porque eles colocariam algo desse tipo em um programa de TV-PG (NT: Orientação Paternal de TV, desenhos animado que não devem ser visto sem a autorização dos pais, assim como Futurama ou Os Simpsons, dentro das leis do EUA, ou algo do tipo)? Quer dizer, eles tinham já quase passado dos limites algumas vezes, mas isso era demais.

"Mate seus amigos, é? Mordecai está para uma surpresa..."

Puta merda! Mas que merda é essa que Rigby acabou de dizer? A tela sumiu e reapareceu na loja de Armas. Dentro, Rigby estava conversando com um loiro obeso, que supostamente era Greg. único problema: A cena estava em Sueco. E nem parecia com a voz do ator que dublava Rigby. Por sorte, nascido em Estocolmo, eu entendia fluentemente de sueco, e traduzi as cenas para meus amigos.

Greg: "Que tipo de arma você quer, filho?" 

Rigby: "Vou levar um RPG-7."

"Greg: "Ah, um lançador de míssil! O que fará com isso? Ajudar com uma demolição de um prédio condenado na cidade?"

Rigby: "Não, eu vou matar meu amigo."

Greg: "...Hein?"
Rigby: "Você me ouviu. Você disse no comercial."

Greg: "Eu cometi um erro durante o comercial, então se você deseja para isso, eu não te venderei."

Rigby: "ME DE A PORRA DO LANÇA MÍSSEIS!!!"

Rigby pulou em cima de Greg. Ele tirou uma serra elétrica absolutamente de LUGAR NENHUM, e arrancou fora os testículos de Greg, assim fazendo com que o mesmo morresse por perca de sangue. O sangue nem sequer parecia fazer parte da cena. Ele parecia real, como se fosse feito de um péssimo jeito no Photoshop. Rigby saiu furioso da loja e a tela ficou preta.

A cena foi direcionada para o parque. Parecia muito assustador. As árvores e a grama estavam mortas e a chaminé na casa de Pop estava pegando fogo. Rigby abriu a porta. Ele tinha sangue em seu rosto. Ele chamou Mordecai, agora em inglês de novo. Mordecai desceu as escadas perguntando o que Rigby queria. Ele tragou em algo que parecia um baseado e mirou o míssil. Ele apertou o gatilho e disparou. O míssil atingiu a casa pela porta. Dentro, Mordecai havia sido atingido pelo Míssil. Ele estava totalmente desintegrado, suas vísceras e sangue voando para todos os lados. Nó tínhamos a visão da casa por fora. A explosão parecia muito real, e também o sangue que respingava dela. As cabeças de Pop e Mordecai estavam pousadas perto de Rigby, que ria em um tom demoníaco.

Kairi correu para fora da sala e Sora seguiu ela, então era só eu e Riku. Eu falei para ele que o que estávamos vendo ali e a gora nunca mais seria possível ser visto de novo por olhos humanos. Voltando ao episódio, Rigby estava totalmente alvoroçado. Ele jogava mísseis em todas as direções. Partes de adultos, crianças e até bebês estavam voando pelos ares. Rigby virou o lança míssil em direção ao prédio de Benson. Ele disparou, e o prédio explodiu. O corpo de Benson caiu perto de Rigby. Então Rigby falou com o tom da voz soando demoníaco:

"Esse universo já era! Tudo está destruído. Agora, sendo sucedido em destruir tudo ajudando o Satan. Começando com o novo universo DELE!" Ele apontou para o telespectador. "Você, você que esta assistindo esse episódio, estará morto muito em breve. Lembre disso.... Tudo Acaba." Ele disparou o míssil para a tela e a televisão desligou. Riku vomitou e eu corri para meu quarto.

No próximo dia, Sora me chamou para a sala de estar. Aparentemente, ele tinha visto algum grafite no lado do prédio do nosso apartamento, e parecia ter algo relativo ao episódio. Ele nos levou ara fora, e nos mostrou o grafite. Parecia ter sido escrito com sangue seco. Dizia, "DEVAGAR, O MUNDO SUCUMBIRÁ SOB MEU PODER." Riku suspirou, e pensou alto, "Alguma outra pessoa viu esse episódio?"

Kairi puxou o celular do bolso e ligou para as cabeças do canal, sendo que seu primo era um dos artistas do storyboard dos Teen Titans. Ela falou por alguns minutos, então levantou as sobrancelhas em uma expressão de preocupação. Então começou a ficar enfurecida e jogou o celular em um beco na rua.

"O que... o que aconteceu?" Sora perguntou para ela, preocupado. "Eles não sabem nada a respeito do episódio. Eles falaram que Rage Against The TV estava passando." Eu gruni, e andei até seu celular (que não estava quebrado) e liguei de novo para eles. Eu perguntei se poderia falar com J.G Quintel, o criador e dublador de Mordecai.

"Olá, posso ajudá-lo?" Quintel perguntou. Eu respondi "Sim, você sabe alguma coisa sobre um episódio do Apenas Um Show chamado Tudo Acaba?" Ouve uma pausa, e achei que ele tinha desligado o telefone, mas ele respondeu "Hm, sim. Eu e uns amigos fizemos como piada por volta de 2006. Olhando de volta naquele tempo agora, me enoja. Me enoja muito mesmo. E-eu não sei, não sei como eu pude fazer algo tão sádico."

Eu acenei com a cabeça, mesmo estando no telefone e perguntei " Porque você o fez? Você tinha alguma razão para?"

Ele explicou, "Veja, tinha esse cara... não posso falar seu nome, mas ele destruiu um apartamento na minha cidade. Foi por volta desse tempo eu estava fazendo todos os personagens, e imaginei Rigby como um psicopata, sádico... basicamente, a serie se desenvolveria em volta de Mordecai tentando mudar a vida de Rigby. Então eu ouvi isso nos jornais, e pense comigo 'Uau, isso poderia estar em um episódio.' "

"Quem foram os dubladores? Porque uma cena estava em Sueco?!"

"As vozes eram...meus colegas de quarto. O que dublou Rigby gostava de ficar no comando de tudo. Não gostava de ser comandado por ninguém."

Eu olhei para Sora. Você se lembram que, mais cedo, Sora e Kairi estavam transando antes do episódio começar. Sora sempre era dominante sobre Kairi. J.G continuou.

"O que dublou Greg era um estudante de intercambio Sueco. Ele fez a voz de Rigby e Greg em sueco. Ele sempre estava com medo do cara que dublava Rigby em inglês, achando que ele o mataria enquanto dormia ou algo do tipo."

Eu olhei para Kairi. Como você pode suspeitar, ela era submissa em relação a Sora.

"Por último, Mordecai foi dublado por um cara que odiava tudo sobre a sociedade. Politica, religião - tudo. "

Riku se encaixava nesse papel. Além do mais, eu também odiava a sociedade. Eu falei.

"Parece que você descreveu eu e meus amigos."

Não ouve resposta.

"Quintel? Quintel?"

Não era como se ele tivesse desligado. A chamada ainda esta rodando. Depois uma voz muito estranha gritou no telefone:

"EU TENHO ELE. AGORA, EU ESTOU INDO ATRÁS DE VOCÊ E SEUS AMIGOS."

Eu desliguei e joguei o celular em uma lixeira, quebrando o mesmo no meio. Corri até onde estavam meus amigos. "Nós precisamos ir. Agora."

Eu expliquei toda a situação para eles, e eles acreditaram em mim. Nós pegamos tudo que precisávamos e dirigimos para longe da cidade. Até agora, nos dirigimos por volta do país em uma RV com outros amigos. Nós fazemos dinheiros fazendo shows com nossa banda, chamada The Lowlives. Eu canto, Sora e seu meio-irmão Roxas tocam guitarra, Kairi toca bateria e Riku toca baixo, a prima de Kairi, Namine toca as partes eletrônicas e nossos amigos Axel e Xion tocam percussão.

Eu mantive o episódio em uma fita de VHS. Eu tentei mostrar o episodio para os outros, mas to que aparecia era Rage Agains the TV. Até agora eu acho que a TV estava possuída ou algo do tipo. Lembram o que eu disse sobre nunca mais ser visto por humanos? Eu estava certo.





29/05/2012

Download completo


Download completo. Você diz a si mesmo quando o jogo que você queria tanto termina de ser baixado. Você sabe que não é grandes coisas conseguir um jogo novo, mas para você sempre é legal um novo.

Lembra-se de que iria na casa do seu  amigo Garry mais tarde, então veste-se. Quando volta ao seu quarto vê uma mensagem dele dizendo "Download completo".

Se perguntando o que deve ter acontecido com seu amigo, ao que ele não lhe respondia, decide ir logo a sua casa. Provavelmente só um jogo novo que ele baixou ou uma música que ele quer te mostrar.Você sabe como ele ama música.

Quando chega, vê as luzes acesas e a porta destrancada, abre levemente dando olá e a mãe dele lhe atende, sentada no sofá tomando café. "Garry está no quarto" ela diz. Você sobe a porta está trancada. Chama Garry e a porta se abre.  Entra e ele está sentado, encurvado no computador, calado. Você fala algo mas percebe que ele não escuta. Chega perto supondo que ele deve estar ouvindo música, mas percebe que ele não usa fones. Põe a mão em seu ombro ele o observa. Ele esta como rosto longo, os olhos abertos e olhando para o nada, respirando muito devagar.

Você desce desesperado e conta a mãe dele o que está acontecendo, e ela chama a ambulância. Na sala de espera eles lhe dizem que está tudo bem e que ele não parece ter sofrido nenhum trauma. Apenas seus olhos não apresentam movimento algum. Te dizem que você pode ir visitá-lo no dia seguinte.

Por 3 dias ele continua naquele mesmo estado até que você decide visitar a casa dele para vasculhar o quarto com a permissão da mãe dele. Consideraram uma boa ideia, você, talvez, como amigo, pudesse achar a causa daquilo no quarto.

Você vasculha tudo e não acha nada em potencial até ligar o computador  ver uma janela avisando "Download completo", o mouse trava em cima do botão de abrir o arquivo chamado "Newsign.exe". Antes de abrir, você usa o teclado para procurar fóruns sobre o jogo e  acha pouca coisa, falando somente que esse jogo estava desaparecendo de sites especializados.

Curioso sobre como  é o jogo,  você senta confortavelmente na cadeira e clica em abrir.

Algo terrível e maravilhoso prende sua atenção, seu cérebro fervilha em profusão e seus olhos se perdem naquilo, você baba e deixa de sentir o corpo, mas bem, você pode ficar ali um tempo apreciando aquela maravilha de jogo, não é?

Quem são esses entrando no quarto? Porque estão te levando? Essa ambulância não é confortável. Porque você  não consegue se mexer? Essa cama também não é confortável. Seu cérebro está quente, isso  é bom, seus olhos veem muito e nada ao mesmo tempo. Mas olha, é o Garry ali do seu lado. Ele também parece estar jogando o mesmo jogo que você.

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"Em menos de uma semana dois jovens deram entrada no  centro emergencial em estranho estado vegetativo, sem chances aparentes de recuperação. O primeiro, que está aqui a mais tempo, agora se corta com as próprias unhas e grita enquanto ri durante a noite. Estou agora mesmo preenchendo a ficha de um técnico de computação da polícia no mesmo estado que os dois rapazes" - Anotações do diário do Diretor geral do Hospital.


28/05/2012

92%




Havia um jogo antigo que meu irmão mais velho e eu adorávamos jogar no Sega Genesis. Os anos se passaram - mas eu ainda podia me lembrar dos gráficos e dos áudios claramente.
Não me lembrava do nome do jogo propriamente, então resolvi procurar no Google por "jogos de primeira pessoa do Sega Genesis", e após alguns minutos achei o jogo. Se chamava BloodShot. A história a seguir é real, e você pode até procurar pelo jogo para checar a autencidade (diferente de muitos outros que só dizem ser reais).




Era uma noite entediante em casa, vivo com dois irmãos e meu pai, que estava trabalhando de noite e meus irmãos na casa de amigos. Resolvi jogar alguns jogos antigos do Sega Genesis no emulador do meu irmão. Nenhum jogo durava mais que dois minutos, e foi aí que lembrei de Bloodshot. Procurei na pasta e estranhei não tê-lo achado. Decidi baixar e foi bem fácil. O único problema é que travou aos 92%, e isso foi bem frustrante. de qualquer modo fui até a pasta para onde o jogo seria direcionado e resolvi abrir de qualquer jeito, mesmo sabendo que seria impedindo por avisos de que o arquivo estava incompleto.

Funcionou, não sei como e porque, mas funcionou. Tudo apareceu como de costume, os gráficos, os áudios e tudo mais. Levei um tempo até me acostumar com os controles mas finalmente peguei o jeito. As coisas só ficaram estranhas quando eu abri a porta para entrar na primeira fase e já havia outro avatar pegando as armas e munições. Eu achei realmente estranho porque não lembro dessa função de aliado do jogo, e eu também não estava no modo para dois jogadores e esse jogo é um fóssil; não tem modo online, obviamente.

Me convenci que deveria ser uma modificação do jogo que me desse um aliado e prossegui jogando. Eu apenas segui ele conforme ele matava todos os inimigos e pegava todos os itens, deixando quase nada para mim. Chegamos ao chefe e ele exterminou-o sozinho. Voltamos correndo (quando o chefe morre a fase começa a explodir, então deve-se voltar até o começo). Na segunda fase ficamos parados diante da primeira porta.



Foi ai que eu estranhei meu companheiro. Ele se virou para mim e esperou que eu passasse, então eu fui. Eventualmente, percebi que estava quase morrendo e estive lutando sozinho. Quando me virei para olhar, ele estava correndo contra as paredes até achar uma porta escondida, onde havia uma arma secreta.




Foi ai que percebi que ele estava agindo como um humano, e não como um programa.Prosseguimos na fase e eu notei a falta de algumas paredes (estavam somente invisíveis, ainda funcionavam como paredes), e quando corria até elas para atravessar, o jogo travava. Reiniciei e prossegui da terceira fase, e quando a contagem se iniciou para o começo da fase, percebi que meu aliado vinha correndo da fase que já estava explodindo.

Chegamos até a quarta fase, e ao que aparentava, enquanto mais longe o level, menos paredes e texturas existiam. Antes de atravessar a porta da quarta fase, ele me deu alguns tiros e se virou, esperando que eu abrisse a porta. Foi se como ele estivesse me xingando por tê-lo abandonado na segunda fase. Quando atirei de volta nele, ele não fez nada.



Após derrotarmos o chefe, a fase não começou a se destruir, então percebi que meu aliado estava correndo pela fase até atrás do chefe morto, para achar outra porta secreta. Atrás dessa porta, havia o avatar de um humano. Não um robô como todos os outros, era um humano.
 O meu aliado se juntou ao humano e os dois andaram até mim, até que a tela ficou vermelha como quando se morre e o barulho de tiro se estendeu em um estrondo longo demais. Então eu surgi de novo em uma fase enorme, mas não haviam inimigo, nem armas, nem minas, mas havia um som de tiros ao longe.

Deixei o computador ligado, mas com o jogo pausado. Ele sai do pause sozinho de vez em quando e eu escuto os barulhos do jogo, já que deixei as caixas de som ligadas. Quando me levanto para pausar de novo, vejo um vulto fugir para um canto da dela no exato momento em que eu olho, mas nunca consigo ver o que é. Continuo achando que existe algo me observando.


27/05/2012

Creepypasta dos Fãs: Sarah


Estreia da nova coluna Creepypasta dos Fãs com Sarah, esta ótima minsfuck:

—Quem é essa, mãe?
—Tom, que brincadeira sem-graça! Essa é Sarah, sua irmã...
A garotinha, que tinha um longo cabelo castanho-escuro cheio de cachos, me deu um sorriso.
—O Tom é tão engraçado mamãe!
—É... É isso! Eu só estava brincando.
Disse dando um risinho nervoso.
Muito bem, o que está acontecendo aqui?! Eu tenho certeza de que nunca tive uma irmã. Eu não me esqueceria de algo assim!
—Pois bem senhor engraçadinho — disse meu pai enquanto se dirigia para a porta — não se esqueça de que prometeu cuidar de Sarah enquanto eu e sua mãe saíamos hoje à noite — pensando bem só agora percebi que os dois estavam arrumados para sair.
—Não se preocupe, não me esqueci...
—Bom, então boa noite e quando chegarmos é bom estarem na cama viu?
Dito isto partiram.
Encarei a garotinha que devia ter pelo menos uns sete anos e disse:
—Já pode falar a verdade. Quem é você?
—Tom eu sou sua irmã! Você não pode ter se esquecido de mim!
—Quem é você?!
—Tom!
Ela estava com lágrimas nos olhos, mas eu não ia cair nessa...
—Você pode ter enganado meus pais, mas não vai me enganar! Quem...
—Tom — ela me interrompeu. Notei que suas lágrimas tinham desaparecido. Em seu rosto agora reinava um sorriso que me deu calafrios — eu já te enganei...
—Que?
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—Doutor o que aconteceu com este garoto, digo, o novo paciente?
—Aparentemente a mãe dele o encontrou sentado no chão encarando a parede vazia. Por mais que ela tentasse conversar com ele, ele não respondia. Preocupada com seu único filho ela o trouxe aqui.
—Pobre garoto...
—Sim... Ah, meu horário acabou estou indo para casa. Qualquer problema me ligue.
—Pode deixar. Tchau.
—Tchau.Cheguei em casa e chamei minha esposa.
—Querida?
—Aqui na sala!
Entrei na sala e dei-lhe um beijo. Só então percebi que ela tinha companhia.
—Querida quem é essa?
—Amor, que brincadeira sem-graça! Essa é Sarah, nossa filha...


Autora: Letícia T. Antunes (Owata)

26/05/2012

Visão Periférica

Como o Pedro Vitor ficou sem net nesse sábado, irei substituí-lo hoje. Só pra vocês não estranharem mesmo...
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Alguma vez você já teve o vislumbre de algo pelo o canto do se olho? Um simples movimento pego pela visão periférica do seu olho? A maioria das pessoas simplesmente ignora isso como a sobra tremulante de uma vela, ou talvez um cachorrinho pulando de uma mobília. 99 de 100 vezes essas pessoas estão certas.

Mas então há essa visão indescritível. Seria facilmente explicada pelas condições descritas acima, mas há uma sensação errada e estranha a respeito disso. Um arrepio descendo por sua espinha, uma dor passageira. Talvez um branco completo na sua mente, para voltar apenas momentos depois.

Se algum desses sintomas forem sentidos, há talvez motivos para a preocupação. Nossa visão periférica é feita para captarmos movimentos, mesmo no escuro. Isso foi desenvolvido para nos defendermos de predadores no inicio dos tempos, e como outros muitos aspectos da natureza do ser humano, ela não foi “deletada” de nosso DNA, apenas enfraquecida.

Esse ponto de vista com o canto dos olhos serve para ainda nos alertar do perigo, e mesmo que os predadores tenham caído na lista de perigo hoje em dia, eles ainda existem. Se algum dia você sentir aquele frio estranho nas costas, tente não focar nas sombras que você viu pelo canto do seu olho. Provavelmente é melhor você não ver.



Tulpa


Ano passado eu gastei mais ou menos seis meses em algo que podia se chamar "projeto psicológico". Estive procurando no jornal local anúncios de emprego e achei um convidando pessoas criativas que estivessem procurando por um dinheiro fácil. Bem, a partir do momento em que aquele era o único para o qual eu estava relativamente qualificado, liguei para o número do anúncio e arrumei uma entrevista.

Me disseram que tudo que eu precisava fazer era ficar parado, sentado em uma sala, sozinho, com sensores colocados em minha cabeça para ler atividade cerebral, e enquanto eu estivesse lá, eu visualizaria uma duplicata de mim mesmo que eles chamaram de minha "tulpa".

Parecia bem fácil, eu concordei quando disseram quanto iam me pagar. No dia seguinte, comecei.  Me levaram para uma sala simples com uma cama e colocaram sensores na minha cabeça, sensores que estavam ligados a uma pequena caixa preta em uma mesinha ao meu lado. Eles falaram comigo sobre eu visualizar minha duplicata de novo. Eu expliquei a eles que era chato, e eu ficava impaciente, invés de me mexer, eu deveria ver minha duplicata se mexendo e tentar interagir com ela e assim por diante. A idéia era manter ele comigo o tempo todo em que eu estivesse na sala.

Eu tive uns problemas nos primeiros dias. Era muito mais difícil  do que qualquer experiência extra corpórea que eu já houvesse feito. Eu imaginava e visualizava minha duplicata por alguns minutos e então me distraia.   Pelo quarto dia, eu já conseguia  manter ela por mais ou menos 6 horas por perto. Me disseram que eu estava indo muito bem.

Na segunda semana me colocaram em uma sala com auto-falantes acoplados nas paredes. Me disseram que gostariam de ver se eu conseguia manter a tulpa mesmo com estímulos para me distrair.  A música era bem desordenada, feia, inaudível e fazia o processo ser mais difícil, mas eu consegui de qualquer modo. Na semana seguinte, eles tocaram uma música ainda mais insuportável, piorada com loops, distorções, microfonias e algo que pareciam serem vozes guturais falando em idiomas estrangeiros. Eu só ria daquilo, já tinha me tornado profissional em manter a tulpa.

Comecei a ficar entediado com o passar dos dias. Para animar as coisas, comecei a interagir com minha cópia. Conversávamos, jogávamos jo-ken-po, e eu imaginava-o dançando break dance ou qualquer coisa que eu julgasse engraçado.  Perguntei aos doutores se aquilo atrapalharia os estudos, mas eles só me encorajavam a continuar.

Então brincávamos e conversávamos e foi divertido até que as coisas começaram a ficar estranhas... Um dia eu estava contando a ele sobre meu primeiro encontro e ele me corrigiu, dizendo que a garota estava vestindo uma camisa amarela, e não uma verde. Pensei no que ele disse por um momento e notei que ele estava certo. Isso me assustou um pouco, e após o expediente eu falei com os pesquisadores sobre aquilo. "Você está usando ele como forma de chegar ao seu subconsciente", eles explicaram. "Você sabia em algum lugar que estava errado, então se subconsciente lhe auto-corrigiu".

O que era assustador se tornou divertido! Eu podai consultar meu subconsciente e revirar memórias passadas muito facilmente. Minha tulpa podia citar páginas inteiras de livros que eu havia lido anos atrás e se lembrar de coisas que eu havia aprendido no ensino médio e já havia esquecido. Era incrível.

Com o tempo, comecei a levar minha duplicata para fora do centro de pesquisas. No começo tive medo mas então me senti a vontade de sempre que me entediava, o trazia e passava o tempo. Então comecei a trazê-lo tanto que começou a parecer estranho não tê-lo  por perto. Levava-o quando saia com amigos, quando ia a casa da minha mãe, e até levei ele uma vez para um encontro, e uma vez que não precisava falar em voz alta com ele, eu podia manter conversas sem que ninguém soubesse.

Eu sei que pode soar estranho, mas era divertido. Além de ser minha subconsciência e memória sempre ao meu dispor, estava começando a ficar mais atento do que eu mesmo  as coisas ao meu redor, notando detalhes e sinais de linguagem corporal que eu não percebia. Por exemplo, nesse encontro em que o levei, eu pensei que as coisas estavam indo mal a beça, até que ele me apontou sinais de que ela estava rindo demais de minhas piadas e estava dando muitas chances para que eu falasse algo a mais, então eu realmente notei e escutei o que ele dizia e vamos apenas dizer que o encontro se saiu muito bem.

Quando fizeram 4 meses em que eu  estava no centro de pesquisas, ele estava comigo constantemente. Então os pesquisadores vieram até mim e pediram para que eu parasse de visualizá-lo. Eu me neguei, e isso agradou eles. Eu silenciosamente perguntei a minha duplicata o que deveria ter trazido essa idéia e ele simplesmente deu de ombros. Eu também.

Eu me retive um pouco do mundo naquela época. Estava tendo problemas em conviver com as pessoas. Parecia muito que elas não sabiam ou estavam confusas sobre o que falavam, enquanto e tinha uma manifestação de mim mesmo para consultar. Fez com que socializar ficasse estranho. Ninguém parecia ciente do que fazia elas ficarem bravas ou alegres, não apreciam saber a razão por trás de tudo. Eu sabia. Ou pelo menos podia  perguntar a mim mesmo.

Um amigo que confrontou em uma tarde. Ele socou a porta até eu abrir e caiu como uma tempestade em mim, raivoso. "Você não atendeu o telefone por duas semanas seu porra!" Gritou. "Qual é a porra do teu  problema?"

Eu ia pedir desculpas e provavelmente iria com ele a um bar naquela. Mas então minha tulpa ficou furiosa. "Bata nele", ela disse, e antes que eu soubesse o que estava fazendo, eu soquei ele. Ouvi seu nariz quebrar. ele caiu no chão e se levantou balançando, e batemos um no outro até arrebentar meu apartamento. Eu nunca estive tão furioso quanto naquele momento, e não tive piedade. Derrubei-o no chão e dei dois pontapés nas costelas, e foi ai que ele fugiu, machucado e choramingando.

Em alguns minutos a polícia chegou, e eu aleguei auto-defesa, e uma vez que ele não estava lá  para se defender, a polícia me deixou com uma advertência e foi embora. Minha tulpa estava animada o tempo todo, e passamos a noite falando sobre a briga e sobre como eu dei uma bela surra no meu amigo.

Na manhã seguinte vi meu olho roxo e meu corte no lábio, e lembrei do que havia ocorrido para iniciar a briga.  Minha duplicata é que havia se irritado, e não eu. Eu bati em um amigo chateado e me senti bem por isso. Tive vergonha e me senti culpado. A tulpa estava presente, é claro, e sabia meus pensamentos. Então disse: "você não precisa dele". "Você não precisa de mais ninguém". Me arrepiei.

Contei aos pesquisadores tu que se passara e eles apenas riram de mim, dizendo que eu não podia ter medo de algo que eu estava imaginando. Minha tulpa apenas balançou a cabeça e sorriu para mim.

Tentei considerar aquelas palavras seriamente e não ter medo, mas a tulpa estava realmente me incomodando com seu sorriso constante e malicioso, e não havia emprego no mundo que valesse minha sanidade. Evitava olhar ou me concentrar nele, mas sempre que olhava ele estava com os olhos rápidos e mais tenso, então comecei a tentar fazê-lo sumir. Nos primeiros dias foi bem difícil, mas finalmente conseguia manter ele longe por umas horas, mas cada vez que voltava, estava pior e pior, mais tenso, mais alto e ameaçador, com os olhos mais fundos, a pele mais acizentada, os dentes mais pontudos. E cada vez em que ele voltava, aquela música destonada que em faziam ouvir, voltava com ele. Quando estava e casa, tetando relaxar e cochilar, não mais me concentrando nele, ele aparecia, e o barulho agudo junto dele.

Ainda visitava o centro de pesquisas naquela época, e estava fazendo meu trabalho pelas próximas 6 horas, precisava do dinheiro, e achava que eles não haviam percebido que eu não  estava mais visualizando minha tulpa constantemente. Eu estava errado. Dentro de pouco tempo, dois homens me seguraram e me contiveram e alguém com uma jaleco médico aplicou uma injeção hipodérmica em mim.

Acordei de meu torpor preso em minha cama, com a música tocando e minha tulpa sobre mim. Ele mal se parecia mais  com um humano. Tinha os olhos afundados até as órbitas, os dedos longos e deformados, era muito mais alto que eu, porém corcunda. Ele era, em suma, assustador pra caralho. Tentei me concentrar em  não vê-lo, mas não conseguia me concentrar. Ele riu e deu um tapinha na intra-venosa em meu braço. Eu lutei contra as amarras da melhor maneira que pude, mas mal pude me mover.

"Eles estão te enchendo com aquela merda, eu acho. Como vai a cabeça? Tudo confuso?" Ele chegava mais e mais perto conforme falava. Tive náuseas, seu hálito era como carne passada. Me concentrei muito, mas não era capaz de baní-lo.

As próximas semanas foram terríveis. Quase sempre entrava alguem em um jaleco e me injetava algo ou me forçava a engolir uma  pílula. Me mantiveram tonto e inconsciente, e as vezes me mantinham alucinado e  tendo visões. Minha tulpa estava lá, o tempo todo, zombando. Ele interagia, ou talvez até fosse o motor das minhas alucinações. Cheguei a alucinar que minha mãe veio me visitar, me abraçando e chorando, e então ele cortava a garganta dela  e me banhava em seu sangue. Foi tão real que pude sentir o  gosto.

Os médicos nunca falavam comigo. Eu implorava, gritava, pedia em grunhidos e nada. Mas falavam com minha tulpa. Ao menos eu acho... estava tão dopado e alucinado que não sei dizer, mas comecei a me convencer de que ele era real e eu era a cópia. Algumas vezes ele encorajava essa linha de pensamento, outras vezes ria de mim.

Então, um dia, enquanto ele me contava uma história de como ia degolar todos que eu amava, começando por minha irmã, ele parou, um ar tenso cruzou seu rosto e ele colocou a mão em minha testa, como minha mãe fazia para saber se eu estava febril. Ficou parado por um bom tempo e sorriu. "Todos os pensamentos estão criativos", ele me disse, então saiu pela porta.

Após três horas vieram a meu quarto e me injetaram algo muito forte, de modo que desmaiei, e quando acordei, estava deitado, desamarrado e livre. Levantei, corri até a porta e estava destrancada. Abri e corri por um longo corredor vazio, abri outra porta e tropecei escadas a baixo até a porta dos fundos do prédio. Desmaiei de novo, devido a dor, gritando feito uma criancinha. Sabia que deveria continuar correndo, mas não conseguia.

Cheguei em casa, de algum modo. Tranquei a porta e coloquei um armário na frente.Tomei um longo banho e dormi por um  dia e meio. Ninguém veio a minha casa naquele dia, nem no seguinte, nem no próximo nem no outro, por uma  semana me mantive naquele quarto. Havia acabado. Pareceu um século. Eu havia tirado tanta coisa da minha vida que ninguém se importo com o fato de eu estar desaparecido.

A polícia não achou nada. O centro de pesquisas estava vazio quando investigaram. A documentação foi inútil e os nomes que eu dei não resultaram em nada. Até o dinheiro que eu havia recebido era irastreável.

Eu me recuperei o máximo que pude. Não saio muito de casa, e quando saio, tenho ataques de pânico. E choro. Choro muito. Não durmo muito, e meus pesadelos são horríveis. Acabou, tento me convencer, eu sobrevivi. Uso as técnicas de concentração que aqueles bastardos me ensinaram, e até que funciona um pouco.

Não hoje. A três dias,  recebi uma ligação de minha mãe. Uma tragédia havia ocorrido. Minha irmã havia sido a última vítima de uma série de assassinatos, dizia a polícia. O assassino sangra as vítimas, então as degola.

Houve o funeral essa tarde, o mais bonito que se pode imaginar, eu suponho.  Eu estive um pouco distraído. Não conseguia pensar direito ouvindo uma música muito baixa, com estática, distorção, sem tom e com microfonia, vindo de longe. Ainda estou ouvindo - mais alto agora.


24/05/2012

Teoria Phineas e Ferbs


Danville é o Céu. Isso não nem uma metáfora, é literalmente o Céu. Assim:

 Phineas e Ferb são Deus e Jesus respectivamente. Isso explicaria como ele conseguem construir tantas coisas em um dia, comparado com o tanto de anos que pessoas normais precisam para construir as mesmas coisas.
 Isabella e as Garotas Companheiras são anjos; isso explicaria por que elas ouvem Phineas e Ferb, todos os caprichos de Deus e Jesus.
 Major Monograma é o Espírito Santo, o terceiro da Santa Trindade.

Perry e o resto dos agentes secretos são Anjos Guardiões. Eles estão prontos pra proteger qualquer pessoas no céu das garras no Diabo, o que me direciona a duas outras coisas:

Primeiramente, são todos crianças e adultos. Eles são espíritos recentes que morreram e atingiram o Céu. A recompensa deles por terem vivido uma boa vida é serem parte do plano de Deus e Jesus todos os dias.
Segundo, Doofensmirtz é o Diabo. Algumas pessoas teorizam que o Diabo não é mau, é apenas o trabalho dele cuidar do inferno e assistir as almas más. O criador do desenho provavelmente crê nisso e fez Doof semi-mau. Por isso ele dá a Perry algumas chances de pará-lo.