30/07/2012

Creepypasta dos Fãs: Tia




Devo assumir que a ideia era simples e muito fácil de colocá-la em prática. Eu e Will concordamos logo de cara com a proposta de Claire, não havia como falhar, impossível, três jovens de 16 anos superestimando a inteligência um do outro essa era a verdade, maldita Claire!


Nós três éramos desde sempre melhores amigos, sabíamos absolutamente tudo um do outro, a única informação que mantive escondida era que eu já havia perdido minha virgindade com uma prima no ultimo verão, os dois não sabiam disso, Claire indiretamente expressara o desejo de perder a virgindade dela comigo...Me certifiquei que nenhum dos dois soubessem então para que o magia não fosse estragada, nutri durante os últimos três anos uma paixão incondicional por ela. Ainda bem...


O natal estava próximo e eu havia arrumado uma maneira de presentear meus entes queridos sem mexer no dinheiro das minhas drogas, trabalhava apenas para essa finalidade, sustentar meus vícios precoces. O caso foi o seguinte: A tia de Claire havia voltado da China com um lote de 60 notebooks para sua nova loja no centro da cidade, os mantinha então em seu porão juntamente com todos os outros utensílios da inauguração de seu novo comércio.


A mulher não comemorava o natal segundo nossa amiga, a família nunca a chamava para a festa familiar, uns diziam que tinha pacto com o Diabo e a outra metade afirmava que simplesmente não acreditava em Jesus, logo não via sentido em tal celebração.
Mas Claire nos confidenciou que o real motivo da não comemoração da data festiva se dava a razão de ter perdido sua irmã mais velha e seu noivo em um acidente de carro. Sem as duas pessoas mais importantes de sua vida ela se tornou mesquinha e intragável, a própria amargura em pessoa, desprezava a ajuda de seus familiares e passara a se distanciar de um por um sempre os ferindo, cutucando as feridas mais profundas, a única que mantinha ainda uma relação com a megera era sua sobrinha, minha amiga.


Não deixando então brecha para que Will e eu sentíssemos qualquer tipo de pena dela, poderíamos levar os notebooks, revende-los e tudo estaria certo.
Claire entendia seu sofrimento, porém não era de seu feitio se importar muito com a dor alheia, apesar de gostar de sua tia, tinha um pequeno ódio no peito, pois sua família passava sempre por dificuldades, titia tinha muito dinheiro e não ajudava a NENHUM deles com uma única moeda, porém fazia questão de agradar a única que sempre estivera do seu lado.
Invadiríamos sua casa na véspera de natal, a mesma estaria no Japão, a família julgou que seria a negócios com a iminência da abertura de sua loja, mas Claire sabia que no Japão praticamente não se comemorava o Natal, não havia enfeites pelas cidades, ceias, e o mais importante, não haveria lembranças de sua irmã e noivo...


Naquele inicio de noite me encontrei primeiramente com Will, antes de por o plano em pratica, bebemos, fumamos e nos drogamos um pouco para encarar a “missão” mais tranquilos, Claire se ocupara de vigiar a residência e se certificar que tudo daria certo.
Usei um telefone público para contatá-la e confirmar o próximo passo de nossa investida, minha adrenalina estava a mil, tinha esperança também que nessa mesma noite pudesse transar com Claire, afinal a casa estaria vazia e Will estava muito chapado, nem parecia ele mesmo, não chegamos a abusar.


Chegando então ao quarteirão, percebi que a casa onde Claire estava nos esperando era a única sem enfeites e iluminação de natal, provocando uma pontada de tristeza em meu peito... Assim que nos avistou fez um sinal com a cabeça para que seguíssemos diretamente para o quintal dos fundos, me senti mais seguro quando vi que as casas tinham uma boa distância umas das outras, não teríamos problemas com os sons que pudéssemos produzir invadindo o local.


No quintal de trás então nos encontramos, ela sorriu de imediato quando viu o estado em que 
Will se encontrava que lançou seu olhar ao jardim de flores carmesim e parecia ter entrado em um transe único e extremamente pessoal. Ao se aproximar de mim ela me cumprimentou com um beijo na bochecha bem próximo aos meus lábios, e “sem querer” encostou sua mão esquerda levemente lá...lá embaixo. Como quem quisesse a me encorajar a não desistir, talvez eu fosse recompensado mais tarde.


Entramos pela porta da cozinha, Claire tinha a chave, não entramos pela frente por motivos óbvios, assim que coloquei meus pés no local, senti a verdade em volta de mim, aquela mulher não comemorava o natal por ser adoradora de Lúcifer, tive certeza, as esculturas, os quadros, símbolos, como se Claire soubesse o que passava na minha cabeça tentou me tranquilizar: “Ela coleciona artefatos também, não deixe se enganar...” Tentei acreditar nela, minhas pernas não deixavam, tremiam descontroladamente. Virei para trás para que Will me encorajasse a sair dali também, mas ele permanecia quieto, a combinação das drogas e das bebidas caiu muito mal pra ele... justo naquela noite... ele apenas bufava e respirava rapidamente, seus passos estavam pesados. Tirei o celular do bolso para provocar um mínimo de iluminação, é difícil se guiar em um lugar desconhecido no escuro, ainda mais quando você esta se borrando de medo, ascender qualquer luz do local, até mesmo uma vela poderia levantar suspeita na vizinhança, ainda que as casa fossem distantes e a iluminação fosse típica do natal, poderia alertar qualquer um, durante 7 anos seguidos aquela casa ficava vazia nessa época.


Atingimos a sala de estar, Will tomou a frente, como se conhecesse muito bem o local e se atirou no sofá, encobriu seu rosto com a touca da blusa e ficou ali, estava passando mal, eu sabia, a droga também estava trabalhando seus efeitos em mim, como sempre meus sentimentos se amplificavam ao usa-las, só assim conseguia escrever meus poemas. Claire sussurrou no pé de meu ouvido fazendo meu corpo inteiro se arrepiar: “Nós vamos perder a virgindade hoje, não posso esperar mais!” O poder que uma mulher tem sobre um homem apaixonado, só é possível saber quando se passa por isso, cada célula do meu corpo queria acabar com isso rapidamente apenas para chegar as vias de fato.
Com seu corpo roçando levemente ao meu continuou sussurrando em meu ouvido: “Vamos fazer isso hoje, e depois de conseguir dinheiro com os notebooks, vamos alugar um quarto em um hotel 5 estrelas e passar uma semana inteira lá, fazendo a mesma coisa” não podia estar mais excitado.


Foi me conduzindo até o porão, eu ia atrás dela iluminando meus passos com o celular, e a sensação ruim que tive quando pus meus pés ali me dominara outra vez, não tinha coragem de olhar ao meu redor, as drogas me ajudavam com minha inspiração, mas também intensificava TODOS meus sentimentos e percepções, ampliar aquele pânico que me assolava poderia me levar a um ataque do coração na véspera de completar 17 anos, seria injusto.


Ela tomou a frente de forma muito rápida, quando iniciei a descida dos degraus já havia 
perdido de vista e não ouvira mais, seus passos, chamei por ela baixinho e ouvi um “aqui” no meio da escuridão, segui o som da melhor maneira que pude e esperei por outro contato, assim que abri a boca para chama-la novamente, a voz irrompeu : “vou buscar o Will, é muito peso pra nós dois” Iluminei sua face e concordei com o que dissera. “enquanto isso vai procurando com o celular os notebooks, cuidado para não tropeçar no meio das tralhas”
Ouvi Claire se distanciando, queria acabar logo com isso, queria muito “perder minha virgindade” com ela, bom, esta seria minha primeira vez com a mulher pela qual estou apaixonado, com a minha prima eu diria que contou apenas para aliviar essa tensão pré-sexo logo de uma vez.


Fui iluminando com o meu celular e não conseguia achar nada, o local parecia ser muito vasto, percebi até um pouco de eco, o que era muito estranho, decidi voltar para alcançar Claire, era a única que conhecia bem o território, assim que me virei ouvi o estrondo da porta do porão fechando, as luzes se acenderam instantaneamente, foi como uma tijolada na cabeça, meus olhos já estavam acostumados a escuridão a muito tempo, demorei para retomar o foco ocular.


Claire estava no inicio da escadaria, passou a chave pela porta, Will estava apoiado em seu ombro, com dificuldade de se manter em pé.
“Aqui esta titia, te trouxe dois rapazes virgens” Senti uma movimentação atrás de mim, ao me virar visualizei uma mulher sentada no chão próxima a algo que parecia um altar simples, alguns símbolos que nunca vi, juntamente com a figura de uma cabra de barba muito longa.Claire veio descendo trazendo William vagarosamente, não consegui proferia uma só palavra, mas entendi a pegadinha que ela tramou afinal, Will que já se drogara tantas vezes comigo não seria derrubado só com aquilo. “Eu amarro esse dai Claire, trata de amarrar esse seu amorzinho com cara de mocinha” Comecei a rir, ela tinha pregado uma peça e tanto em mim, junto com Will, aquele safado, ela entrou na dança e veio rindo em direção a mim, enquanto a tia prendia meu amigo a duas argolas de metal que saiam da parede, parecia usar tiras de couro cru.


Apesar de saber que era brincadeira, meu corpo estava gelado, como se tivesse nu em uma piscina ao ar livre no inverno, ainda estava assustado e influenciado pela droga. Claire fez menção de me abraçar e eu deixei, sabia que eles estavam prestes a rir de mim no minuto que me entregasse ao desespero, me mantive forte e me sobrepus, ainda que um pouco aos efeitos das drogas, em seus braços, eu senti que meu corpo começara a esquentar, partindo de meu abdômen, era como se o calor de seu carinho escorresse por mim, muito quente.
E escorrera mesmo, com a luzes acesas vi meu sangue manchando minha camisa cor de abobora, ganhando espaço através da minha calça jeans, atingi o solo confuso como nunca estive, nem o turbilhão de hormônios no auge de minha adolescência me proporcionara tal sentimento, minha face estava virada ao local onde Will foi preso, a mulher dizia palavras estranhas e manchava o rosto dele com sangue, exclamou de repente “Ah! Nada como o gosto da pureza em um adolescente cheio de malicia” Com um punhal atravessara a garganta dele e conduzira o instrumento até perto de sua bexiga, não senti a morte do meu amigo de imediato pois estava preocupado em reunir forças para minha sobrevivência, e ela que por si só É um ato de extremo egoísmo!


Chamei por Claire e nada, chamei mais uma vez clamando misericórdia, também não fui atendido, se talvez tivesse uma chance, só talvez, eu poderia me levantar e correr para fora do porão, a única coisa que me mantinha consciente no momento era a vontade de saber a verdade, queria também a ceia com minha família, que merda! Pensando em ceia, acho que então a “titia” comemorava o natal de uma forma diferente, talvez uma forma pagã, ou algo do tipo, me lembro de algo parecido nas aulas de história da professora Regina.


Minha dor aliviara um pouco, provavelmente por ajuda da droga que dominara de vez meu sistema, ou já estava a beira da morte. A mulher começou a caminhar em direção a mim, seu braço estava estendido, vinha com a mão molhada de sangue para desenhar os mesmos símbolos que desenhara na cabeça do William e começar a sua reza estranha outra vez, me arrependi todos meus pecados, das mentiras, das drogas, e da atenção que deixei de dar a minha família, e por ultimo pelo amor platônico que desenvolvi por Claire.


Aquela figura se aproximava com um sorriso indescritivelmente insano, parecia que eu tinha parado de sangrar, pois senti toda aquela frieza em meu corpo novamente, seus passos produziam um eco semelhante a cascos, talvez tenha até calçado seu melhor salto alto para a ocasião. Se agachou perto de mim e ao tocar em minha testa com as pontas de seus dedos seu sorriso se desfez na mesma hora, ergueu seu rosto acima de mim, revelando então a posição de Claire.


“ESTE NÃO É PURO SUA PUTINHA INÚTIL” Hmmm, tenho certeza que estava delirando devido a perda de sangue, poderia jurar que a voz da “titia” era composta por uma outra voz masculina rouca por trás do tom verdadeiro, como uma voz dupla, um eco que soasse ao mesmo tempo com a voz original. Senti um tom de choro nas frases daquela maldita Claire: “IMPOSSÍVEL, POR MESES EU FIZ COM QUE ELE ACREDITASSE QUE NÓS PERDERIAMOS NOSSA VIRGINDADE, ELE É PURO MINHA DEUSA, ELE SÓ SE ENTREGARIA A MIM” A mulher se levantara e fora de encontro a Claire, não pude ver, apenas sabia que estavam atrás de mim, uma discussão começou junto com a perda de minha consciência, o ambiente ficou escuro novamente e fechei meus olhos apenas para descansar da minha respiração ofegante. Abri meus olhos no que pareceu instantes depois e estava todo remendado em uma cama de hospital, virei o rosto vagarosamente para a esquerda e consegui focar minha mãe em uma cadeira ao meu lado, segurava tão forte seu terço que parecia que o objeto fazia parte de seu corpo.


Minha boca estava seca, senti meus lábios rachados: “Mãe... e o Will?” assim que proferi minhas primeiras palavras ela se levantara e viera me abraçar, chorou com a cabeça recostada em meu peito durante alguns minutos e disse : “O Will não veio te visitar porque viajou com a família dele, lembra? Você só está aqui a dois dias” eu rebati “Não mãe, nós estávamos no porão, junto com a Claire e a tia dela” ela ficou envergonhada, tomou fôlego para dizer de uma só vez: “ Essa foi a versão que você deu a policia querido, você foi achado no meio da rua com este furo na barriga, não tinha porão, Will viajou com a família a algumas semanas e a Claire esta no Japão com a tia dela, não tem como tudo isso ter acontecido, você teve uma overdose, antes disso provavelmente se envolveu em uma briga ou foi assaltado, você nunca esteve naquele porão muito menos naquela casa” Discuti com ela durante um tempo, até que um enfermeiro entrou e tirou minha mãe do quarto dizendo que eu precisava de repouso. Recebi alta 9 dias depois, fui até a residência de Will e ninguém se encontrava no local, procurei saber o que tinha acontecido a Claire e a família alegara que ela estava morando no exterior com a tia. Tudo contribuía contra a minha história, esperei pelo anoitecer e visitei novamente, pela segunda vez a casa da tia dela, ascendi as luzes do porão e reconheci de imediato as duas argolas na parede que serviram de “cárcere” para meu amigo, eu estive aqui, não me lembro do que relatei a força policial quando fui encontrado, hoje sou tachado como um viciado em recuperação, mas eu sei a verdade, se eu nunca estivesse vindo a este porão não haveria como saber daquelas argolas na parede, perdi meu melhor amigo e a mulher que amava, me mantive vivo por uma mentira, nunca ter contado que perdi a virgindade, apesar da mentira ter perna curta, foi a mesma que prolongou a minha vida. Sinto falta do Will,muita falta, e muito ódio da Claire.




Escrito/Enviado por Thiago Frank



Creepypasta dos Fãs: Creepypasta Pefeita


Quantas creepypastas você já leu? Quantas vezes você procurou em diversos sites a creepypasta perfeita, a que mais te assustaria, ou ao menos te deixaria pensativo?

Bem, com as creepys, você descobre muita coisa. Que existe um lado obscuro da internet, que há milhões de casos estranhos pelo mundo, mistérios sem resolução. Você descobre que games podem ser perigosos, e inocentes desenhos animados escondem seu lado satânico.  

Você descobre que o seu artista favorito pode ter um pacto com o demônio, e músicas que revelam isso.

Você descobre mensagens subliminares nas coisas mais improváveis, e você conhece correntes que não te salvarão nem se você enviá-las para todos os seus amigos. Você descobre fotos amaldiçoadas, vídeos bizarros e sem explicação.

E você também descobre coisas bem mais interessantes que tudo isso. Você descobre que talvez você não comande suas ações, que você não é... você. Que você não tem pensamentos próprios, ou que sua vida só passa de uma lembrança.

Você lê tudo isso porque gosta de sentir medo. Porque gosta de pensar sobre certas coisas, porque gosta do perigo.

Você encara todas as creepys como falsas, mas... e se alguma delas, alguma que você ainda não encontrou, seja verdadeira?

E se você ainda não encontrou, porque ela não existe? Porque é você quem vai criar, ou melhor, contar?

E se aqueles relatos de pessoas apavoradas não forem realmente falsos?

E se algum dia for VOCÊ no lugar delas... ?

E se algum dia, você descobrir que a creepypasta perfeita é o que está por trás da sua vida... da NOSSA vida?

E se algum dia, você relatar um experimento chocante com o sobrenatural na internet, e todos encararem como algo falso?

Como mais uma creepypasta.

E se a creepypasta perfeita for você?


Enviado/Escrito por H. O. Kaori, SP-SP.


Creepypasta dos Fãs: Era Uma Vez Em 1997


Um homem bateu na minha porta. Eu o atendi.
Ele me falara uma coisa impensável.
Ele me dissera que: Se eu pegasse em sua mão me daria tudo e qualquer coisa que há na terra.
Não sabia se aquilo era humano. 
A minha reação foi empurra-lo para fora da minha casa.
Dizem que os olhos são o espelho da alma.
Aquele sujeito tinha uma chama no lugar dos olhos. Logo se percebe que ele não tinha alma.




Enviada/Escrita por: Angeliny Mazarello



28/07/2012

Creepypasta dos Fãs: O Ônibus


Eu nunca me senti completa. Nunca estive satisfeita. Mas também nunca me interessei em fazer algo para mudar. Quando Robert, meu esposo não estava comigo, o que cuidava da minha ansiedade era passear com Billy. E ainda evitava que ele fizesse suas necessidades pela casa obviamente.
Eu fazia esse passeio pelas redondezas toda madrugada. Pelo menos até aquele dia. Eram 1 e 45 da manha, um babaca freou bem em cima de nós, por pouco não nos acertou. Apesar do susto o que mexeu comigo não foi isso, e sim aquele ônibus verde que apareceu. Lotado de passageiros, o motorista com cabelo milimetricamente penteado, com um sorriso que parecia sugar toda minha coragem. Ele estacionou, abriu a porta da frente e desceu.

- Está na hora de vir conosco Clarisse.
Ele disse com um tom acolhedor e ao mesmo tempo frio. Eu não entendia como ele sabia meu nome, nem porque passara por ali, já que havia nenhuma linha de ônibus nessa rua. Entre o medo, a desconfiança e a curiosidade, tudo que pude responder foi:
- Não, obrigado.
Virei-me e voltei para casa. Meu marido já havia chegado.
- Onde você estava amor?
- Fui passear com o cachorro.
- A essa hora de novo amor? Amor? Ei!
- Desculpe.
- O que foi?
- Robert, qual linha de ônibus passa na rua aqui em frente a nossa casa?
- Nenhuma amor. Faz quatro anos que moramos aqui e nunca passou sequer um ônibus, e caso alguma linha fosse criada aqui, acho que saberíamos. Por quê?
- Um ônibus parou pra mim hoje. E o motorista sabia o meu nome.
- O que? Como assim?
- Eu também não sei.
- Olha amor, você anda muito estressada com os preparativos do nosso casamento, ainda decidiu parar com seu remédio para ansiedade.
- Você está dizendo que eu sou louca? Eu não vi coisa. Era um ônibus, um ônibus de verdade.
- Não estou dizendo que não era amor. Apenas durma um pouco, descanse. Amanha vai perceber que pode ter sido algo da sua cabeça.
Fui-me deitar furiosa, mas sem admitir que o que ele disse fazia mais sentido. E realmente, acordei no dia seguinte mais leve e feliz por saber que finalmente seria o dia de escolher o vestido.
O olhar das moças do ateliê eram os juízes da minha escolha. Se eu escolhesse um que fizesse os olhos de todas elas brilharem, esse era o certo.
- O que é isso no seu nariz Clarisse?
Uma senhora me questionou com espanto.
- O que?
Minha calma e leveza foram embora quando levei as mãos ao rosto e percebi que o sangue escorria pelo meu nariz. Senti-me sufocada. Precisava de ar e por isso corri para fora da loja. Lá fora estava ele me esperando. Aquele mesmo ônibus. Os mesmos passageiros. E o mesmo motorista parado na porta com seu sorriso.
- Eu não posso esperar mais Clarisse. É hora de vir conosco.
- Não! Você não vai me levar!

Naquele momento tudo fez sentido. Talvez aquele carro... Aquele carro não "quase" me acertou. Aquele carro me atropelou. É isso. Estou morta, não me resta nada a não ser me entregar. Mas agora não, agora eu tenho tudo. Vou me casar. Não posso abandonar tudo isso. E não vou! Voltei para dentro da loja.
- Moça, chame a policia, por favor!
- O que houve minha jovem?
- Aquele homem está me perseguindo!
- Quem?
- Aquele dentro do onib...
Era até óbvio. O ônibus não estava mais lá.
- Menina, sente-se. O que aconteceu? Seu nariz está sangrando.
Aquela gentil senhora limpava meu rosto e eu sequer podia sentir suas mãos. A imagem do ônibus, aquele sorriso macabro, nada daquilo deixava minha mente a sós por sequer um segundo. Acho melhor ir pra casa. Um banho deve esfriar minha cabeça.
A água fria pelo meu corpo me dava uma falsa sensação de alívio. Saí do banho e fui me secar. Meu cachorro me olhava quase implorando para passear.
- Desculpe Billy, você sabe quem está lá fora esperando por mim.
Será que esse seria o meu destino? Presa dentro de casa, com medo de um ônibus que sequer existe. Presa na dúvida. A vida é minha e ninguém pode me tomar. Pela primeira vez eu não senti medo. Eu estava pronta pra enfrentar tudo aquilo. Eu não podia fugir mais. O medo deu lugar à confiança. Aprontei Billy, pus um casaco e saí. Já era tarde mesmo, quase duas da manha. Depois de uma pequena caminhada, lá estava ele me esperando. Vi o ônibus fazer uma curva e vir até a mim. Ele estacionou e como sempre, o motorista desceu.
- Clarisse, não seja egoísta, você não é a única aqui. Você tem que vir conosco.
- Não, eu não vou!
- Você tem certeza?
- Tenho!

Eu gritava tão determinada que não percebi que Billy escapava das minhas mãos e entrava no ônibus.
- Não Billy, vem cá! Devolva meu cachorro!
- Não posso Clarisse, foi ele quem escolheu.
Eu não sabia se devia continuar e deixa-lo, eu o amava demais. Mas manti minha posição.
- Eu não vou! Essa é a minha vida eu escolho!
- Não Clarisse... Essa não é a sua vida. É a vida que você poderia ter tido...
O homem voltou para seu banco, fechou a porta e foi embora. Acho que agora sim, está tudo resolvido. Nunca mais verei aquele maldito ônibus. Sinto-me mais leve, porém de um jeito estranho. Toda aquela preocupação e ansiedade se foram, agora eu só vejo uma luz. Uma luz intensa. Finalmente eu acho que terei paz.

-

- Minha nossa, que horrível!
- Eu a conheço, ela se chama Clarisse, é minha vizinha.
- Esperem! O cachorro está vivo, isso só pode ser um milagre

Escrita/Enviada por: Felipe Alves da Silva




Update: O moço que mandou a creepypasta avisou pra mim que tinha "transcrito" um episódio de além da imaginação. Eu achei uma boa, pois nem todos tem acesso a essa série. Não xinguem, por favor, o cara só transcreveu para a literatura algo que era de televisão.


25/07/2012

Quem Somos Nós



Nome: Gabriel Azevedo dos Santos
Idade: 21 Anos
Estado: São Paulo

Nasci em Diadema no dia 4 de Maio de 1994. Morei lá, ao lado de minha mãe, meus tios e tias, meus primos e primas e meus avós, até 1997 (em meu aniversario de 3 anos), onde nos mudamos aqui pra São Bernardo do Campo. Já estudei em varias escolas, terminei meus estudos em 2011 e tenho graduação em Produção Multimídia, Universidade Metodista do Rudge Ramos. Já fiz diversos cursos de inglês e informatica, durante três anos. Desde pequeno sempre fui completamente apaixonado por vídeo-games. Curto basicamente todos os estilos de jogos, desde aventura até corrida, exceto futebol. Meu jogo favorito é Alan Wake (X360), e meu personagem favorito, até hoje, sempre foi Sonic the Hedgehog. Atualmente temos um canal no Youtube, Strongstar Productions, onde nos especializamos em videos de jogos de terror e creepypasta, juntamente com outros temas, como Maldições e Reações, Digníssimo Senhor Simplório e Arquivo CP, especialmente pro CPBr.

Bem, em questão de gostos musicais, curto muitas coisas. Sou fã de Black Sabbath (Ozzy e Dio), 3 Inches of Blood, Nickelback, Phil Collins, Poets of the Fall, Skillet, System of a Down e Tenacious D, adoro musica eletrônica e também gosto muito de trilhas sonoras, em particular de trailers de filmes e jogos. Não fumo, mas bebo socialmente. Até o momento, tenho alargadores, e pretendo fazer alguma tatuagem em breve. Sou hétero, e estou namorando desde 2012.

Adoro jogar-vídeo game, sair pro shopping com os amigos, e as vezes simplesmente sair pra caminhar e curtir o tempo mesmo. Acredito em Deus, toda minha família é católica, mas nunca foram muito de ir a igreja nem nada disso (com exceção à minha avó).

Sou bastante extrovertido, principalmente para fazer novos amigos, pois depois de um tempo consigo me soltar facilmente. Sou muito paciente (as vezes até demais), simpático, divertido, e acima de tudo, sincero.


Nome: Francis "Divina" Lopes
Idade: 19 Anos
Estado: Rio Grande do Sul

Moro em Canoas no Rio Grande do Sul apesar de ter passado boa parte da minha infância e adolescência em Garopaba que fica em Santa Catarina. Prestes a me formar em técnico de Tradução e Intérprete, pretendo me especializar ainda mais na profissão. Escrevo desde meus 14 anos, tenho um estilo bem variado, mas gosto mais do terror. Pode ler meus contos no Masoquismo Mental. Foi lançado pela Editora Mundo Mirim um livro onde há uma creepypasta minha de games no livro "Mitos Virtuais". Você pode comprar o livro aqui.

Sobre música muito fã  The Smiths, Die Antwoord, Brandi Carlile, Marina and the Diamons e outros variados. Tenho uma visão muito além do que qualquer outra religião pode distinguir, então eu não posso muito bem definir o que eu sigo. Sou Feminista e Vegetariana. Namoro com o Pedro a mais de um ano e moramos juntos.

Sei lá o que mais escrever sobre mim.


21/07/2012

Creepypasta dos Fãs: Respeite seus pais


Não vou dizer se é real ou não, pois cada um pode entender de diferentes jeitos,
Mas sem duvida é atormentador, a historia de Luiz, o filho ingrato.
Foi encontrado em forma de diário nas ruinas de uma casa condenada.
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03/04/1912
Entro em meu quarto bufando de raiva e ódio, sei que para alguém de minha idade não é normal sentir isso, mas ainda sim eu sinto, quem ela pensa que é gritando comigo daquele jeito?  Ela se acha a dona da razão, quer sempre estar certa e sempre me dar ordens, meu pai sim era um grande homem, mas desde que ele morreu, ela não faz outra coisa se não mandar em mim, queria fugir, e fico feliz por faltar apenas dois anos para eu completar a maior idade e sair daqui,

06/04/1912
Bah. Odeio escrever esse diário, mas meu professor me disse que seria uma boa colocar meus pensamentos em algum lugar. Que raiva, hoje ela me disse para ajudar nas tarefas domésticas, ela não vê que eu estudo e trabalho meio período?  O que mais ela quer de mim?


08/04/1912
HAHAHA, ela me disse que me ama e que se preocupa comigo, que só quer o meu bem.
Pro inferno com isso, a única coisa que eu quero é sair um pouco da presença dela, vou até a biblioteca ler alguma coisa, afinal lá deve ser melhor do que aqui.


09/04/1912
Legal, encontrei um livro de espíritos, tem bastante coisas aqui, até um ritual para libertar almas condenadas. Minha mãe diz não querer que eu leia isso, tomou o livro de mim e o escondeu na estante. Eu sei que ele está lá é só uma questão de tempo até ela ir as compras, e me deixar aqui sozinho.


10/04/1912
Como sempre me deixei levar pela empolgação, ontem fiz um ritual do livro, no livro não dizia o que ele faz, apenas tinha o titulo de ”Criança triste” envolvia velas riscos no chão essas coisas, mas foi apenas perda de tempo, a única coisa que consegui foi outra bronca dela que quando chegou das compras me viu com o livro em mãos e me fez limpar os riscos do chão, Megera.


11/04/1912
Droga ela devolveu o livro para biblioteca.  Tudo bem aquela coisa nem funcionava mesmo, não fiz nada de mais hoje então não tenho muito que escrever aqui, deixei leite fervendo no fogão, um copo de leite sempre me ajuda a dormir.


12/04/1912
Não acredito, ela tomou meu leite ontem a noite, sabia ela nunca me enganou com aquele olhar de boazinha, mas não a confrontei por isso, afinal quando eu fui ver o leite não estava mais lá. Sei que ela bebeu, acho que foi por falta do leite que eu não consegui dormir bem ontem a noite.

17/04/1912
Chega, já faz cinco dias que ela está roubando meu leite, vou tirar satisfações com ela afinal já faz 5 dias que estou tendo pesadelos, acredito ser devido a falta de leite.


18/04/1912
Estranho ontem a noite ela jurou que não tomou o leite que fervia, sei que ela está mentindo, mas é como se uma parte de mim acredita-se nela, mas tenho problemas maiores agora, tem m buraco na parede que faz com que um ar muito gelado chegue ao meu pescoço durante a noite, mas o estranho é que durante o dia eu não encontro esse buraco. Amanhã eu procuro melhor, agora deixa ir preparar meu leite.


20/04/1912
Já faz um dia que não escrevo nada, ainda estou tentando esquecer e entender o que aconteceu na noite do dia 18, mais uma vez beberam meu leite, e minha mãe não estava em casa me assustei com a situação e logo me convenci que algum gato deve ter entrado aqui e tomado o leite. Ao me preparar para dormir senti falta da segurança que a presença daquela mulher me faz sentir, mas minha mãe teve que dormir fora está noite devido a negócios, melhor pra mim, a presença dela me da segurança, mas também me da raiva. Mas então o inexplicável aconteceu, aquele vento gelado no meu pescoço me fez acordar, ainda meio sonolento girei na cama e procurei pelo interruptor na parede. Ao acender a luz o vento gelado para, e eu olho para o lado quando vejo uma jovem criança de cabelos loiros olhos com bordas brancas e com o centro negro, com um singelo bigode de leite em seu rosto, ele se aproxima de mim e fica tão próximo que duas gotas de seu bigode de leite caem em minha testa (o leite está fervendo mas nem dou atenção) não sinto medo apenas um grande arrepio que percorre por minha coluna. Ao chegar perto de meus ouvidos ele diz as seguintes palavras:    “se você não a quer,  vou pegar ela pra mim” . Em uma voz tão inocente que chegava a assustar. E então eu acordei. Estava tonto, me levantei e fui até o banheiro, ao me olhar no espelho vejo  duas marcas de queimadura em minha testa, ainda estava um pouco húmida, eu provei... Tinha gosto de leite.


21/04/1912
Finalmente estou tranquilo, minha mãe volta hoje, melhor não contar a ela o que aconteceu, afinal não quero que ela se preocupe comigo, quero apenas ela aqui para me dar segurança, e finalmente vou ter coragem para dormir de novo. Venho tendo muitos pesadelos onde estou sozinho em uma casa abandonada e aquela criança aparece e começa a rir de mim.


22/04/1912
Minha mãe não chegou ontem, talvez ela deva ter se atrasado, sei que ela vai chegar daqui a pouco.


30/04/1912
Já faz nove dias que ela deveria ter chegado, ela só está um pouco atrasada, consegui voltar a dormir, mas venho tendo muitos pesadelos onde estou sozinho em uma casa abandonada, e aquela criança aparece e começa a rir de mim. Sinto falta da minha mãe.
31/04/1912
Recebi hoje uma carta de uma tia, ao abrir a carta não consegui conter as lagrimas e entrei em desespero, minha mãe havia cometido suicídio.
Na carta minha tia dizia para pegar minhas coisas e ir morar com ela, sentei em um canto e comecei a chorar. Me senti responsável por ela cometer tal ato, fiquei em posição fetal balançado pra lá e pra cá na parede até que sem querer bati com a cabeça na mesinha do corredor enquanto estava sentado, de um fundo falso caiu um livro, o livro dos espíritos. Junto com ele um bilhete, era a letra da minha mãe dizia:

Querido Luiz,
Saiba que se faço isso é por que te amo, mesmo que você não de valor a esse amor eu sempre te amarei, já há dias venho sendo atormentada por uma estranha criança que só existe em meus sonhos, uma criança que eu sei que é real, eu sinto. Ela me diz que vai te machucar, a menos que eu parta com ela, e eu prefiro morrer a te ver machucado, não posso fazer isso perto de você e já suportei tempo de mais esse espirito que me segue em sonhos, sempre vigiarei por ti meu filho.
Com amor, Mamãe.

E no final do bilhete havia uma escrita quase que ilegível. Dizia:
ELA ESTA COMIGO AGORA.

 -
15/04/2012
Jaz faz um século que estou aqui sentado, esperando que minha mãe retorne acho que ela não vai retornar, preciso de uma mãe, estou muito triste. Agora me diga como anda seu relacionamento com sua mãe? Vocês brigam muito? Se você não a quer...


Enviado/Escrito por: Mas Salomão de Souza Almeida.


O Manequim

1º de junho, 1922
Querido diário,
Minha mãe me deu um manequim para pôr meus acessórios na vitrine da loja. É estranhamente pesado para um manequim, mas um manequim afinal de contas. Agradeci muito, já que provavelmente atrairá mais mulheres para minha loja de roupas.

5 de junho, 1922
Querido diário,
Eu estava trabalhando na loja hoje quando um cliente alarmado me disse que o manequim o estava encarando. Isto é estranho, já que o manequim não possui olhos. Apenas uma face em branco. Fui verificar o manequim, e pareceu mesmo que ele estava me encarando intensamente. Estranho.

6 de junho, 1922
Querido diário,
Hoje o dono da loja de penhores vizinha sumiu. Fiquei triste, já que éramos amigos. Também parece que meu manequim desapareceu. Deve estar nos fundos.

7 de junho, 1922
Querido diário,
Achei meu manequim. Algum louco o vestiu com as roupas do dono da loja de penhores e o colocou do outro lado da janela! Eu sou agora suspeita de assassinato do pobre homem! Isso é completamente absurdo! Eu mal posso esperar até ele ser encontrado!

15 de junho, 1922
Querido diário,
Hoje eles declararam o pobre homem como morto. Eu sou a maior suspeita de tê-lo assassinado. Estou muito assustada! Porque a polícia pensa que fui eu?!

1º de julho, 1922
Não

3 de julho, 1922
Alguém arrancou uma folha inteira do meu diário. Para substituir a página, resumirei o final de junho. Minha irmã está desaparecida. Novamente, algum assassino cruel colocou as roupas no meu manequim! Meus clientes continuam me contando histórias de manequins encarando, e agora fazendo expressões faciais para eles. Eu vou tirar este manequim daqui e vendê-lo, está assustando os clientes.

4 de julho, 1922
Você vai se arrepender disso

5 de julho, 1922
Algo está acontecendo. O manequim foi movido até o fundo da loja. Eu ouço pessoas batendo na minha porta à noite, minha janela foi arrombada. Eu ainda não achei um comprador para o manequim. Eu mandei um anúncio para o jornal, mas alguém trocou-o pelas palavras "Não não não não não não!".

10 de julho, 1922
Minha mãe! Ela desapareceu também! Independente do lugar onde fico na loja, o manequim agora não para de me encarar! Minha pobre mãe! Onde será que ela está?

17 de julho, 1922
As roupas dela! As roupas dela NO MANEQUIM! Eu não acredito que me tomou tanto tempo para entender, mas eu acho que é o manequim!

18 de julho, 1922
MORRA
-

Esse diário era um dos itens encontrados na casa da desaparecida Mary Stanfield. Suas roupas foram encontradas no manequim de sua loja. O manequim foi vendido a um novo dono em NY.


Enviado/Traduzido por: Juliana David


Creepypasta dos Fãs: Ângelo




Meu nome é Júlio, tenho 16 anos e... Ainda estou muito confuso pelo o que aconteceu... Não consegui entender ainda. Minha família foi viajar uns dias atrás, e eu estava mexendo no meu PC tranquilamente. Estava na internet, vendo vídeos, visitando alguns blogs, coisas normais que qualquer pessoa normal que use internet faz. De repente o telefone tocou. Detesto ter que deixar de fazer minhas coisas para atender o telefone, mas lá fui eu atender.


- Alô, quem é?
- Me chamo Marina, gostaria de falar com o Ângelo. Quem fala? É o Ângelo? 
- Não, me chamo Júlio. E não tem ninguém chamado "Ângelo" aqui.
- Mhh... Foi engano, então. Desculpe. Tchau.


  Voltei nervoso para o PC. Odeio atender o telefone, principalmente quando é a toa. Eu decidi tirar logo a tomada do telefone.
Estava lá eu feliz vagando pela internet quando recebo um email de um tal de "silva.ange1o55@gmail.com". O email era sem assunto e o corpo tinha apenas a palavra "OI". Achei estranho, mas deletei na hora. Provavelmente spam ou alguém que não tem nada pra fazer me mandou isso. 


   Continuei na internet tranquilamente. De repente recebi outro e-mail igual, da mesma pessoa. Eu exclui de novo. Antes mesmo de sair da página, recebi outro. E depois outro, e outro. Eu fiquei lá parado com cara de bosta apenas observando essa chuva de e-mails, e não fazia nada. Quando finalmente parou, vi que o mesmo desgraçado me enviou 50 vezes o maldito e-mail. Fui excluindo um por um, e todos eram a mesma coisa, menos o último. A mensagem do último era "NÃO FOI ENGANO NÃO". Eu me arrepiei quando vi essa porra e logo em seguida parei pra ler direito o nome do cara que estava enviando os e-mails. "silva.ANGE1O55". A mulher que ligou pra cá queria falar com um tal de Ângelo. 
  Não. Na hora pensei que aquilo só podia ser pegadinha de algum amigo meu. Não fazia sentido nenhum. Confuso, a única coisa que eu pensei foi fazer um filtro pra bloquear qualquer e-mail que viesse desse cara. Continuei mexendo no computador, mas não conseguia parar de pensar em toda aquela situação. Eu estava quase esquecendo isso, quando de repente a força acabou, e eu levei um susto do caralho.


  Pra piorar a situação, meu celular toca, e meu coração quase sai pelo nariz. Vi que era um número da minha irmã, e fiquei mais tranquilo. Atendi.


 - Alô, Sofia? Porra, tá acontecendo uma merda muito estranha aqui.
- ....
- Sofia?
- OI.


  E o celular desligou. Nessa hora eu senti o pior calafrio da minha vida toda. Peguei o celular e liguei para o número da minha irmã. Não consegui acreditar na hora, mas eu ouvi o toque do celular dela vindo de seu quarto. Nessa hora, meu coração estava batendo tão rápido que parecia que ia saltar pra fora do meu corpo. Eu comecei a suar horrivelmente. Tinha alguém na minha casa! Por alguma razão meu instinto me mandou ir até o quarto dela. E eu fui.
  Decidi atender o celular. Ouvi silêncio por uns 10 segundos. Eu estava tremendo pra caralho. Estava prestes a desligar ele, quando de repente eu ouvi aquela voz maldita:


- OI. Estou chegando aí.


 Nesse momento não pensei em mais nada: Abri a janela e pulei. Saí correndo da minha casa como se não houvesse amanhã. Deixei tudo lá. Liguei pra polícia e disse que tinha um cara na minha casa, e não fazia ideia de como ele tinha entrado lá. A polícia chegou, e como em toda a situação parecida, eles não acharam nada. Aí eu lembrei da tal Marina que tinha me ligado. Decidi ligar para ela pela delegacia.


- Alô, quem é?
- QUEM É ÂNGELO?
- Calma! Quem é que está falando aí?
- SOU O JÚLIO! Não lembra não?
- Ah... Mhh... Ah tá. Por que você está ligando?
- QUEM É ÂNGELO, PORRA?!
- Não sei. É um cara que ficava ligando pra mim e falando umas coisas estranhas. Uma hora fiquei cansada e decidi retornar. 
- Desde quando ele ficava te ligando?
- Ele começou há dois dias. O número dele ERA EXATAMENTE O MESMO QUE O SEU. Achei estranho e decidi apenas bloquear o seu telefone.
- O mesmo que o meu? ELE COMEÇOU HÁ DOIS DIAS?
- É, por que você está tão nervoso?
- Olha, eu apenas sugiro que você mude de casa agora!


Eu ainda não consigo acreditar... Um cara ficou escondido na minha casa por DOIS DIAS, E EU NÃO VI! Neste momento estou na casa dos meus tios. Ela não fica muito longe de minha casa. Minha família já foi avisada do acontecido. Eu tenho certeza que esse cara sabe onde eu estou! Fiquei sabendo que a tal Marina foi atacada por esse Ângelo pouco depois de eu ter ligado pra ela. O marido dela foi morto. 


  Ainda não consigo acreditar que fiquei tão perto dele por dois dias! Agora eu estou desconfiando de todo os lugares! Mesmo se eu for para a CHINA, eu ainda vou sentir que ele está perto de mim. Espero que ele seja pego em breve. Não aguento mais, estou ficando louco!




Enviado/Escrito por: Fernando Aurélio


Creppypasta dos Fãs: Quer Brincar?

Sua mãe saiu já faz um tempo e, seu pai, esta trabalhando. Você esta sozinho em casa, no computador. Esta um silêncio maior que o comum mais isso não te incomoda. Barulhos estranhos começam a vir do quarto e, sem pensar você vai ver o que é. Entra no quarto e vê seu irmão menor sentado no chão. Ele esta sujo de algo vermelho... Seria sangue? Em suas mãos a um pedaço de tecido rasgado muito parecido com o do vestido que sua mãe estava usando. Ele se vira lentamente em sua direção e você pode ver que ele esta mais pálido que o normal, seus olhos negros, e seu sorriso com dentes brancos e afiados mostra uma estranha mistura de satisfação e desejo. Ele olha fixamente para você e com o mesmo sorriso malicioso diz:

- Quer brincar?

E então se lembra: Você não tem um irmão mais novo.


Enviado/Escrito por: Giovanna Silva


17/07/2012

Creepypasta dos Fãs: O palhaço




Há muito tempo atrás, lá pelos anos 40 ou 50, havia um grande circo em um pequena cidade no estado de Ilinois, nos Estados Unidos. Mark Donald, era o palhaço do circo. Mark, sempre foi um homem introspectivo, amargurado e sombrio, mas que no fundo gostava de trabalhar como um palhaço, embora nunca tivesse sentido realmente o que é a felicidade. Mas por outro lado, colocar sua maquiagem e vestir sua fantasia, era como se ele assumisse outra identidade. Vestido de palhaço, Mark se sentia melhor, mais confortável e alegre, era a única coisa que o fazia se sentir realmente bem, animar as pessoas, produzir risadas.


 Ele foi criado no circo, por seu pai, um domador de animais selvagens e dono do tal circo já mencionado. Sua mãe, uma trapezista que segundo os relatos era muito talentosa, morreu durante o seu parto. Seu pai acabou por falecer mais tarde, em decorrência de uma grave doença que o levou a loucura e mais tarde a morte. Sobrou para o infeliz Mark comandar o circo, mas ele não levava jeito para comandar e aos poucos, um por um dos artistas que ali trabalhavam foram o abandonando. Por fim, o palhaço ficou sozinho. Era a decadência do grande circo. A solidão acabou o enlouquecendo também, gradativamente, até o ponto em que Mark chegou à extrema insanidade.


 Em uma atitude desesperada para levantar seu circo, prometeu a cidade um grande espetáculo, jurando que ali seu circo iria retomar o vigor de antigamente, em um show totalmente gratuito. E na data e horário combinado, ali estava toda a cidade, lotando o picadeiro, prontos para assistir o tal espetáculo. Logo Mark entrou, vestindo sua habitual fantasia de palhaço, um pouco mais suja e maltrapilha que o de costume.


 Tudo foi bem, Mark fez o seu número e como sempre, foi um sucesso, todos ali presentes foram às gargalhadas. Mas ele não quis parar ali, quis fazer todos os números que o circo fazia normalmente...porém, agora ele estava sozinho. O pobre palhaço encarnou todos os artistas e até os animais que faziam parte do show, o que resultou eu um espetáculo no mínimo, patético e bizarro. Em seu ultimo número, Mark tentou fazer o número do trapézio, mas ele não era um trapezista e logo na primeira tentativa, caiu no chão.


 Todo quebrado, machucado, caído, ali no picadeiro, sua maquiagem misturando-se as lágrimas de dor e sangue. A plateia, que por um momento estava em silencio, logo ficou tomada por um barulho ensurdecedor, barulho esse que Mark conhecia muito bem. Eram risos. Mas eles não estavam rindo com Mark e sim de Mark. Logo um sentimento de humilhação e ódio, tomou conta do palhaço. Era perturbadora a situação que o pobre palhaço se encontrava.


 Ele foi socorrido e levado ao hospital, mas fugiu assim que melhorou. Voltou ao seu circo e lá começou a confabular planos de como se vingaria das pessoas que naquela noite, riram dele e o humilharam. E logo um plano veio a sua cabeça e um sorriso maligno se formou em seu rosto. Alguns dias depois, Mark estava vendendo sanduíches para todas as crianças da cidade. O palhaço era um grande cozinheiro e logo seus sanduíches fizeram sucesso e a fama se espalhou pela cidade, em pouco tempo todas as crianças queriam experimentar a iguaria. Um grande sucesso, mas que logo foi sucedido por uma tragédia.


Na mesma noite, praticamente todas as crianças da cidade padeceram e acabaram falecendo. A causa, logo foi descoberta pelos médicos, foram todos envenenados por cianureto. A culpa recaiu sobre o palhaço e embora as autoridades tenham tentado conter a população, em vão, toda a cidade estava revoltada com a barbárie.


Todos revoltados, por terem perdido seus filhos na tragédia foram atrás do palhaço para fazerem justiça com as próprias mãos. Os revoltosos, aproveitaram que Mark estava dormindo e atearam fogo no circo. O assassino até tentou se salvar, mas acabou sendo consumido pelas chamas. Mas infelizmente, a história não acabou aí. 


Era o fim definitivo do circo, mas não o de Mark. Apesar de louco, Mark era esperto e logo que morreu, tratou de fazer um acordo com a própria morte para conseguir escapar de seu castigo. Caso a morte, permitisse que Mark ficasse na terra, vivo, ele enviaria milhares de outras para ela. Assim, o palhaço enganou a morte e voltou a terra, como um aliado da própria e responsável por lhe enviar outras pessoas para que ela pudesse leva-los. Mark se especializou, ficou rico, poderoso e continuou levando as pessoas a morte, porém agora ele mata as pessoas mais lentamente, aos poucos, mordida após mordida, sem pressa, enviando suas vitimas uma a uma, direto para os braços frios  da morte. Sim, Mark continuou matando as pessoas usando a comida como arma. E você provavelmente deve conhecê-lo, ele acabou se tornando muito famoso.


 Aliás, faz quanto tempo que você não vai ao McDonald?




Enviado/Escrito por: Luiz Gabriel
 twitter: @luizfreitas95


Creepypasta dos Fãs: 7 minutos


Depois de morrer, acredita-se que o cérebro funciona por 7 minutos, e nesses 7 minutos, você vê toda a sua vida diante dos seus olhos, em uma espécie de sonho… Porque o tempo nos sonhos é esticado. Então, se este for o caso… E se você está exatamente agora nesses 7 minutos? Como você sabe se você está vivo ou apenas revivendo velhas memórias?



Enviado/Escrito por: Tiago Durães


Creepypastas dos Fãs: Bem-vindo




Acordo. Eu não me lembro de nada que tenha acontecido antes de me levantar desse chão empoeirado, tudo ficou como um borrão em minha mente. Estou muito confuso, preciso de respostas, quem eu sou, que lugar é esse?
Parando para olhar em volta, vejo um quadro com uma fotografia. Nele há uma família, todos estão sorridentes, bem felizes. No canto esquerdo está o que aparenta ser o pai, um homem com uns 40 anos de idade, em média. No meio, um jovem garoto, aparentemente uns 19 anos. No canto direito há uma mulher, que eu chuto ter uns 35 anos de idade. Olho para a foto por algum tempo e me viro, vejo um guarda-roupas. Abro a porta, nela há um espelho. Fiquei perplexo quando vi minha imagem. Eu era o jovem que estava no meio daquela fotografia!


 Agora tudo começa a fazer um pouco de sentido.


Eu acho que aquela era minha família, minha mãe e meu pai. Mas... onde eles estão?
Olhando pra fotografia, vejo que foi tirada nesse mesmo quarto onde estou, essa deve ser minha casa, esse deve ser meu quarto.
Ponho minha mão em meus bolsos pra ver se acho alguma coisa, e encontro uma identidade no bolso esquerdo da minha calça jeans rasgada. Parece que meu nome é Logan Johnson... Hey, eu me lembro desse nome! Acho que minha memória está voltando aos poucos.


Olhando pela janela que há no fundo do quarto eu posso ver uma rua vazia e molhada pela garoa fina que cai. Está escuro e tudo que a ilumina são os postes, com uma luz bem fraca. Do outro lado há uma cafeteria, e no alto dela tem um letreiro luminoso escrito “Newman’s Coffee”. Merda, isso me trouxe outra lembrança!
Lembro-me de na noite anterior ter ouvido um barulho de porta sendo arrombada e correr para a janela. Vi muitos policiais armados entrando na cafeteria e logo depois ter ouvido um grande estrondo, acho ter desmaiado. Agora posso me lembrar aos poucos de algumas coisas.


Decidi sair do quarto e procurar por meus pais para mais respostas. Assim que abro a porta me deparo com uma sala bem grande, nela há um sofá enorme, uma mesa de centro feita de vidro, uma televisão grande, uma janela com cortinas e também uma lareira ao fundo. Olhei por todo canto e nada, nenhum sinal de vida. Decido por abrir as cortinas e olhar se há algum movimento pelo lado de fora, grande erro.


Assim que abro as cortinas bem devagar vejo uma cena horrível, que jamais queria ter visto. Lá fora posso ver muitas criaturas, monstros horrendos. É difícil descrevê-los, mas posso tentar: Eles parecem humanóides, porém sua carne e tecido muscular estão totalmente podres, alguns com os ossos aparecendo, outros faltando grandes pedaços do corpo. Seus trajes são normais, porém rasgados e apodrecidos. Eles não parecem ser inteligentes, pelo contrário, apenas grunhem e andam de forma estranha.
Entre eles avisto meu pai e minha mãe saindo de um beco. Fiquei assustado. Eles estão um pouco desfigurados, minha mãe está com um vestido vermelho todo rasgado, e meu pai com um terno preto pela metade. Apesar de estarem dessa forma, os reconheci. Tudo que pude fazer é deitar no chão e chorar por horas e horas.


Ainda estou aqui, não sei quanto tempo se passou desde o que aconteceu. O que são aquelas criaturas? Parece que cada vez isso fica mais e mais confuso, estou muito assustado.
Depois de algum tempo tomando coragem, olho novamente pela janela. Dessa vez sem movimento. Agora posso ver que do outro lado da rua tem o que parece ser uma loja de armas. Nela há uma porta de ferro reforçado e um vidro arrebentado, provavelmente por alguém em desespero, ou por aquelas criaturas. Hey, hey! Tem um homem lá, e ele parece estar vivo!


Depois de uma boa olhada pra ver se não há criaturas por perto, decidi sair pra ajudar o homem, na esperança de saber o que está acontecendo.
Ando até a porta e giro calmamente a maçaneta, trancada. Do lado tem um chaveiro com uma chave dourada, pego ela e destranco a porta.
Assim que saio posso sentir o frio de congelar a alma. Olhando em volta vejo que tudo está abandonado e a escuridão toma conta desse lugar. Corro até o homem.
Ele parece ferido, tem sangue por toda parte e uma escopeta na mão. Assim que me aproximo ele me aponta sua arma. Paro instantaneamente.


- “Calma, não atire! Sou um humano, não sou como aquelas criaturas. Deixe-me te ajudar!”


Ele abaixou a arma e balbuciou algo que não consegui ouvir. Tinha corpos de criaturas perto dele, e estava muito ferido. Perguntei:


- “O que está acontecendo? O que são essas criaturas?”


Ele tentou responder, tossiu um pouco de sangue e morreu um meus braços.


- “Merda!” Eu sussurrei, lamentando sua morte.


Peguei sua arma e algumas caixas de munições e saí do local.


Andando para o norte avistei um beco. Nele há uma grade de ferro e quatro criaturas, uma delas deitada imóvel no chão. Rapidamente apontei minha arma para elas, mas parece que não me viram. De repente, as três de pé se ajoelharam e começaram a devorar a que estava deitada, foi uma cena horrível. Essas criaturas além de atacar humanos também são canibais!
Tudo que pude fazer foi andar calmamente para trás pra não ser notado, e sair dali com o som de carne sendo rasgada a dentadas, e continuar caminhando em busca de respostas.


Perto dali vejo uma lanchonete McDonalds, que assim que bati o olho me lembrei da minha infância. Meus pais me traziam aqui todo fim de semana de carro, tinha até uma placa bem grande da cidade e... É isso, a placa! Acho que estou perto da entrada da cidade, ela pode me dizer onde estou!
Correndo, viro a rua ao lado e me deparo com um grande muro de concreto com uns 20 metros de altura, e uma placa enorme que dizia:


   
   “BEM-VINDO A RACCOON CITY”.






Enviado/ Escrito por: Alexandre Costa (Reaper)



10/07/2012

Pausa do Blog


Primeiramente eu queria agradecer a esse primeiro semestre de blog que tivemos aqui. Agradeço todos meus amigos e colaboradores: Gabriel, Pedro e Alex. Cara, a gente segurou muitas barras muito bonito, e continuamos sem baixar a cabeça. E principalmente aos nossos leitores que leram, divulgaram, comentaram, e fizeram nosso blog crescer muuuito de janeiro pra cá. Quero agradecer também o carinho dos fãs que me adicionam no face, ou no msn, e que conversam comigo sempre. Vocês são fodas!

Terminando os agradecimentos, queria avisar a todos que vamos dar uma pausa no blog nessa terça (10/07) pra voltar apenas no inicio de agosto, sem data definida ainda. Estamos dando essa pausa porque todos nós estamos de férias das faculdades/trabalho e estamos um pouco cansados. Mas não é o fim do blog e sim, vamos voltar ativamente logo.
Mas eu ainda vou continuar colocando as  creepypastas dos fãs, provavelmente duas por semana, para o blog não ficar tão parados. 

Era isso gente, boa férias pra vocês e logo a gente volta. 


08/07/2012

O Segredo de Lil Wayne


Independentemente se você ouve hip hop ou não, eu tenho certeza de que a grande maioria de vocês já ouviu falar do rapper Lil Wayne. Sua música é hoje sem dúvidas uma parte da cultura pop, no entanto, no passado, antes de sua popularidade ser tão enorme como é hoje, ele fez uma música chamada I Feel Like Dying. Agora o assunto atual é sobre o suposto vício de drogas de Lil Wayne, no entanto, houve rumores que começaram em torno 2007-2008, dizendo que a tal musica continha uma mensagem oculta se tocada ao contrario. Como uma das muitas pessoas que a ouviram, tenho que dizer que fiquei muito assustado depois de ouvi-lo. Algumas pessoas tomaram a liberdade de criarem letras para a música invertida e, como esperado, as letras variam de vídeo para vídeo. No entanto, o conteúdo é sempre o mesmo: violência, assassinato e algo demoníaco.

Como uma pessoa curiosa, decidi fazer alguma pesquisa sobre o assunto, mas não encontrei muito. Quando a Wikipédia tinha um artigo sobre a música, eles brevemente disseram que Lil Wayne nunca havia comentado sobre os tal rumores. Ao procurar em fontes mais obscuras (tenho conexões com algumas pessoas na indústria da música), descobri que uma vez, durante uma entrevista, Lil Wayne fora questionado sobre os rumores da música. Ele simplesmente ignorou a pergunta, e quando o entrevistador insistiu, Lil Wayne apenas se levantou e saiu da sala, terminando a entrevista prematuramente.

Outro relato diz que quando um fã cruzou com ele na rua e perguntou sobre o rumor, ele começar a xingar e gritar com ele. Quando o fã continuou insistindo, Lil Wayne o agrediu e lhe disse para nunca mencionar a música novamente. Houve vários relatos de coisas como esta acontecendo, no entanto, uma das histórias envolvia uma mulher realmente sendo assassinada por colegas do rapper, Drake e Gudda Gudda, ao questionar sobre isso. Usando as mesmas conexões da indústria de musica que tenho, consegui arranjar alguns bilhetes para os bastidores de um show que estava tendo, no entanto, o show não iria acontecer até cinco meses depois, então tive que colocar minha pesquisa por respostas em a pausa até então.

Quando o dia do show finalmente chegou, eu me sentei ao lado de alguns fãs fanáticos, que não paravam de gritar. Como a maioria das pessoas, eu sempre me perguntei como ele havia se tornado tão popular, apesar de suas habilidades de rap não serem das melhores. Mas eu não estava a questionar como um homem havia conseguido subir na vida, então eu simplesmente me sentei e aproveitei o show. O concerto em si foi inacreditavelmente sensacional. Havia tanta energia que era como um céu para os músicos. Após o show ter terminado, algumas horas depois, fui até os bastidores para conhecer Lil Wayne pessoalmente. Apesar de suas letras profanas, ele parecia ser um cara muito doce e gente fina. Quando fui apresentado a ele pelos guarda-costas, ele estava sentado lendo uma Bíblia. Ele se levantou, me cumprimentou e me apresentou para o resto do grupo Young Money.

Drake apertou minha mão, e então saiu da sala. Nicki Minaj me deu um abraço, e eu não vou mentir, queria que aquele abraço tivesse durado para sempre. Depois de apertar o resto das mãos do grupo e conversar brevemente com Tyga, me sentei para conversar com Lil Wayne. Nós discutimos sobre religião e nossa fé (pra quem não sabe, Lil Wayne é um cristão praticante), as histórias de fundo por trás de suas músicas (a canção “Lollipop”, era na verdade um desafio feito por um dos produtores da canção, Jim Jonsin, que era criar uma musica sobre boquetes e fazer com que fosse um sucesso de lançamento), e basicamente nossas vidas.

Fiquei impressionado com o quão inteligente esse homem era; ele teve uma vida difícil crescendo na área “Hollygrove” de Nova Orleans, e disse que foi uma grande bênção ter uma carreira tão bem sucedida quanto a dele. Então decidi, depois de cerca de 30 minutos de conversa, puxar o assunto da musica I Feel Like Dying.

Quando puxei isso, seu rosto passou de uma expressão feliz e alegre para uma expressão séria e pálida, como se algo tivesse o apavorado. Enquanto conversávamos sobre a música, ele me disse que estava em um momento muito difícil em sua vida quando escreveu a canção, e que achava que sem drogas iria morrer, e então tentou mudar de assunto. Quando perguntei sobre os rumores de uma mensagem oculta na música, ele ficou visivelmente furioso e negou que houvesse uma mensagem escondida.

Quando eu lhe disse que havia fontes dizendo outras coisas, ele já estava a ponto de lacrimejar, e me disse para dar o fora de lá. Enquanto o segurança me acompanhava, consegui pegar um vislumbre dele segurando sua Bíblia e recitando versos da mesma varias vezes. O homem obviamente ficara apavorado com isso, e isso só me deixara ainda mais curioso: por que este homem simplesmente surtou e me chutou pra fora de lá, do nada? Eu sabia que havia uma razão, e me propus a descobri-la.

Depois de algum tempo, consegui me comunicar com Cool e Dre. Pra quem não sabe, eles são produtores de hip hop que produziram muitas das músicas de Lil Wayne, e também são velhos amigos de meus pais. Conversei com eles durante um bom tempo, e mencionei a suposta mensagem subliminar em I Feel Like Dying; Dre simplesmente saiu do quarto, e Cool apenas ficou lá com uma expressão congelada em seu rosto.

Quando perguntei mais uma vez, ele sussurrou para mim: "Não posso explicar aqui, eles vão nos ouvir, siga-me." Quando perguntei quem eram "eles", ele só me disse para segui-lo até seu carro, e agora mais curioso do que nunca, eu o fiz. Quando chegamos lá, ele me disse para nunca mencionar o que ele ia me dizer para ninguém, e então ligou o carro e começou a dirigir. Após quinze minutos de viagem e Cool ficar em silêncio, chegamos a uma grande igreja.
A igreja já estava aberta, e eu podia ver uma multidão de pessoas reunidas lá dentro. Segui Cool para dentro da igreja e ele disse: "Tudo bem, eles não podem nos ouvir aqui." Quando perguntei quem, ele respondeu: "Os produtores reais da canção." Aparentemente, pouco antes de popularidade de Lil Wayne explodir, ele fez um pacto com um demônio chamado Murmur, que em troca de sua alma, de sua permissão para que o demônio o possuísse por um curto período de tempo, e do recrutamento de mais pessoas, ele faria com que ele fosse um dos rappers mais populares do mundo inteiro, e que sua vida se prosperasse.

Lil Wayne concordou, e começou a procurar por novos talentos para recrutar. Ele disse que Murmur foi o verdadeiro escritor da canção, e que vários de seus discípulos eram os produtores. Quando Lil Wayne gravou a canção, na verdade, não era ele: era Murmur possuindo-o, com o único propósito de fazer com que a musica se tornasse realidade. Lil Wayne não tem nenhuma lembrança da gravação da canção, e depois de alguns anos, encontrou novos recrutas. Quem são eles? Nós os conhecemos como Young Money.

Todos os rappers do grupo Young Money fizeram o mesmo pacto, e o acordo Lil Wayne estava completa. Murmur manteve sua parte do negócio e ajudou para que a carreira de Wayne e do grupo Young Money se tornasse bem sucedido. No entanto, Lil Wayne agora se arrepende do acordo, porque ele agora teme pela sua alma, e por isso participa regularmente da igreja, reza fanaticamente, e lê sua Bíblia a cada chance que tem, esperando que isso seja suficiente para Deus perdoá-lo e retirar o negócio.

Cool também contou sobre uma vez em que foi a uma sessão de estúdio quando a música estava sendo gravado. Ele disse que Murmur parecia um soldado, usando um uniforme que lembrava a Legião Estrangeira Francesa. A cor do uniforme, porém, era uma mistura de vermelho, preto e laranja, como as cores de fogo e enxofre. Seu rosto parecia estranhamente humano, não tudo aquilo que você esperaria de um demônio, exceto pelos seus olhos; suas pupilas eram dilatadas e muito negras.

Ao lado dele estava um animal estranho, que se parecia com um abutre gigante. Ele disse que o animal ficou o encarando constantemente, e que isso o deixou extremamente desconfortável. Murmur conversou brevemente com Lil Wayne, e em seguida, colocou sua mão sobre o ombro dele. Nisso, Wayne subitamente caiu para trás e começou a engasgar e a vomitar violentamente. Quando terminou, ele se levantou, caminhou lentamente para a cabine de gravação, e começou a gravar a música normalmente.

Ele olhou para trás e viu dois homens de óculos escuros e sobretudos mixando as músicas e brincando com os instrumentais. Um deles olhou para Cool, encarou-o durante alguns segundos, e em seguida disse em uma voz baixa para sair da sala.

Então Cool me disse: "Agora você sabe de tudo. Nunca diga a ninguém que você ouviu isso de mim, pois todos os envolvidos no processo de criação da canção não podem revelar suas verdadeiras origens. É por isso que Lil Wayne fica tão agressivo quando perguntado sobre isso; eles arrastaram todos nós direto para o inferno, se souberem que dissemos alguma coisa. Você já parou pra escutar Lil Wayne ou os outros artistas do Young Money? Suas letras não são boas. Na verdade, elas são uma porcaria. É por causa do pacto que eles são tão bem-sucedidos assim; as forças do inferno se certificam de que as pessoas de mente fraca ouçam suas musicas, se apaixonem por elas incompreensivelmente, e que peçam por mais. Agora me diga seu endereço, vou levá-lo pra casa". Depois de me dar uma carona até em casa, eu o vi dirigir para longe, extremamente rápido e descuidado.

Eu continuei repetindo tudo isso em minha mente, não podia acreditar que aquilo era verdade. Mas pensando bem, acho que isso é muito comum. Existem artistas musicais que realmente não tem muito talento, mas que hoje são muito famosos. Embora fosse idiotice pensar que eles fizeram o mesmo pacto que Lil Wayne, não faz mal manter uma mente aberta. Da próxima vez que ouvir teorias da conspiração sobre artistas populares que venderam suas almas ao diabo, mantenha sua mente aberta, porque com algumas pesquisas, você pode se surpreender com o que encontrar.