29/09/2012

Sr. Anjo


Sr. Anjo sentou perto de mim em um banco em um parque. Ele é meu melhor amigo. Eu apontei para um senhor que estava sentado logo minha frente.

"O que ele está fazendo, Sr. Anjo?”

Um cigarro apagado estava no canto da boca do homem. Seus olhos estavam murchos com a idade e ele olhava cegamente para o nada. Sr.Anjo se inclinou para mim e sussurrou em minha orelha.

"Ele está procurando por uma mulher que perdeu a muito tempo atrás."

Ele murmurou. Sua palavras eram quente contra a minha bochecha enquanto eu sorria para ele. Eu gostava dos seus segredos; Sr. Anjo sabia de tudo.

"Isso é muito triste, Sr. Anjo." Eu disse. "Porque você não o ajuda?”

Eu não pude ver, sendo que ele não tinha boca, mas ele estava sorrindo. Ele levantou e andou silenciosamente até onde o senhor estava sentado e encostou um único dedo ossudo no centro do peito do homem antes de se virar e sentar novamente perto de mim. Ele puxou o manto negro que sempre vestia.

"O que você fez, Sr. Anjo?” Perguntei.

Eu pude ouvir Sr. Anjo suspirar cansadamente enquanto de apoiava na foice que carregava.

"Eu o enviei de volta para sua mulher," sua voz soou raspada. "Eu levei-a a muito tempo atrás e ela estava se tornando muito sozinha."

Eu olhei para o senhor. Ele estava debruçado em seus joelhos enquanto agarrava dolorosamente  o peito no lugar do coração. Seu rosto parecia bem fechado, e eu podia ouvi-lo bufando enquanto lutava para respirar.
 
"Sr. Anjo! O que você fez?” Chorei, "Isso não está o ajudando!"

Mas Sr. Anjo ficou sentando silenciosamente vendo o homem sofrer. Eu fiz pequenos punhos com as mãos e tentei socar pateticamente os ombros dele, mas tudo que consegui foi um ar vazio e frio. Uma lágrima escorreu pela minha bochecha.

"Sr. Anjo!" Eu gritei.
"Sr. Anjo, volte!"

As lágrimas  pingavam dos meus olhos enquanto eu enterrei meu rosto no meu colo e chorei. Eu me virei para olhar o corpo do senhor. Estava duro agora, mas seu rosto não parecia apertado e fechado. Ele não estava apertando o peito desesperadamente; ele estava deitado em suas costas com as mãos apoiadas contra o coração. Seu rosto parecia aliviado, calmo. Contente.

Eu me levantei do banco. Eu tinha a sensação de que a qualquer momento o cadáver ia pular e rir na minha face. Eu queria que fosse algum tipo de piada idiota. Eu desejava que alguém estivesse rindo, mas tudo que eu ouvia era a paz que seguia depois de alguém ter falecido. Eu pairei sobre o corpo enquanto minhas lagrimas caiam em sua pele. Eu não sabia o que fazer.

"Por favor.." eu implorei, "levante-se!"
"Por favor! Levante-se!" Eu sacudi seus ombros. Nada.
"Levante!" Eu pousei minhas mãos nas palmas das mãos do homem. Nada. Nenhum batimento cardíaco.

"O senhor está onde ele devia estar agora," Eu ouvi uma velha conhecida voz ecoar atrás de mim. "Ele está feliz." Suas palavras arrastaram-se contra minha pele.

Eu olhei para trás. Sr Anjo estava assistindo-me do banco do parque.

"Você o matou!" Eu gritei.

Meu respirar estava descompassado. Eu não sentia minhas pernas. Sr. Anjo levantou do banco e andou até mim. Ele se ajoelhou e eu pude sentir seu movimento mórbido por cima de mim em um abraço caloroso. Eu olhei para cima e o contente rosto negro de Sr. Anjo me fitou. Ele pegou sua foice com uma das mãos e com a outra ele a encostou em meu ombro. Eu não podia vem, mas eu sabia que ele estava sorrindo.

"Morte," Eu disse para ele.

Minha voz ainda estava rouca e sufocada por algumas lágrimas.

"Você realmente o ajudou?”

Morte olhou para mim e se inclinou mais perto.

"Minha doce pequenina," ele sussurrou docemente,

"A morte pode ser muitas coisas.
A morte pode ser difícil. Morte pode ser dolorosa.
A morte um dia estará em seus calcanhares.
Mas nunca se esqueça,
A melhor coisa a fazer quando a Morte lhe cumprimentar é adota-la como uma amiga."

Ele me puxou para mais perto. Eu sentia seu manto lentamente me envolver. Eu me sentia confortável e acolhida. Era bom estar perto da morte.

"Agora, não me chame de Morte. Eu sou um anjo, lembra?” Eu ri para ele e sequei uma lágrima.

"Porque você leva as pessoas para o céu, não é?”

Ele acenou com a cabeça.

"Sr. Anjo," eu falei. "Você é meu melhor amigo, não é?”

Eu parei de respirar. Seu sorriso tinha sumido e o manto estava frio enquanto acariciava minha pele.

"Sim." A Morte declarou. "Eu sou seu melhor amigo."






28/09/2012

O Caleidoscópio.


Enquanto em Lua de Mel em Maine, minha esposa e eu paramos na pitoresca cidade de Bootbay em um dia particularmente chuvoso e sombrio. Sendo que nosso plano de piquenique estava fora de questão, procuramos abrigo em uma pequena loja de antiguidades perto do porto. Enquanto minha mulher inspecionava o tampo e os lados da enorme mesa perto da porta, eu ansiosamente examinei as antigas ferramentas e equipamentos da marina dentro do balcão de vendas feito de vidro na parte de trás da loja. Sendo um colecionador de óticos e instrumentos da marinha, eu esperei encontrar um sextante, ou talvez um telescópio com capa de couro antiga.

Uma peça particularmente interessante prendeu o meu olhar. Parecia ser uma pesada lanterna de cobre, tendo uma pátina marrom desgastada mas com um notável design moderno. Eu perguntei para o vendedor sobre, mas ele só pode me dizer que tinha sido encontrada no peito de um marinheiro junto com as várias bússolas e do sextante também em exposição. Ele perguntou se eu gostaria de comprar por 5 dólares ou talvez tê-lo de graça. "É inútil para mim, ninguém quer isso." Quando eu comentei sobre o preço, ele suspirou,  então abriu a cabine e pegou para mim.
"Aqui, veja por você mesmo, amigo."

O artesanato era maravilhoso, bastante durável e aparentemente feito a mão, talvez feito em algum lugar da Europa.  Letras gastas indicavam que talvez fosse de origem germânico, ou talvez Austríaco. Eu girei o alojamento do bulbo e um fraco feixe vermelho. Indo para um canto mais escuro da loja, fui saudado com redemoinhos monótonos, se movendo e se torcendo com os outros como um poço de enguias. Enquanto eu olhava para esse diferentes imagens que o  caleidoscópio projetava, minha mente fantasiosa começou a inventar faces sinistras e tentáculos retorcidos. Fechando o instrumento, eu me virei  animadamente para vendedor.

"Fantástico!" Eu disse. "Deve ter um filtro de óleo ou algo do tipo na frente da lente! Eu tenho dois caleidoscópios vitorianos, mas nenhum deles é iluminados como esse."

"Você não entende, não é? Ninguém entende. Todos eles voltam para pegar o que é seu depois de um tempo."  O vendedor se inclinou por cima do balcão e percebi que sua respiração estava pesada e ele estava transpirando. "Todos pensam que é algum tipo de truque.... até que eles começam a ver isso quando as luzes estão apagadas." Ele continuou. "Não há projeção, senhor. Essa... essa coisa maldita, a luz... não  está 'fazendo' as criaturas. Só está mostrando ao seus olhos o que já esta aqui realmente."




25/09/2012

Karma


Registro 1

Cometi um terrível erro. Achei que fosse só paranóia, mas agora eu sei que me persegue. E nunca vai me deixar esquecer meu erro idiota.

Não tenho certeza de como "ele" se parece. Sei que seu nome é Karma. Achei que ele me protegeria... Estava errado.

Vamos começar do começo. Ouvi certa vez de um ritual, chamado Julgamento do Karma. Por razões que você virá a entender, não posso descrever o ritual. É muito perigoso.

A lenda sobre o ritual é que uma vez que você o pratica, Karma o julgará. Decidirá se você é uma pessoa boa ou ruim. Se decidir que você é uma pessoa deveras boa, ela irá fazer sua vida um paraíso, do contrário... Bem, por isso estou escrevendo.

Deve ter havido algum erro, não é possível. Sou uma ótima pessoa, ou ao menos achei que fosse. Cheguei a pensar que o ritual não havia funcionado, mas logo se tornou aparente que eu havia sido amaldiçoado. Assim que terminei o ritual, voltei para casa, e encontrei meu cachorro partido ao meio. Rezei para deuses que eu sequer acreditava para que aquilo houvesse sido trabalho de um ser humano.

Até agora, durante três dias, não consegui dormir. Independente de quantos calmantes eu tome. Toda vez que olho para uma janela ou um espelho, vejo um vulto negro que some no mesmo instante.

Espero que escrever me ajude. Pelo menos tem acalmado meus nervos. Por hoje chega de escrever.

Registro 2

Não consigo dormir. Se eu adormecer, ele me atacará. Planeja me matar enquanto eu durmo. Agora a pouco quase dormi. Fechei os olhos por 5 segundos. Quando os abri, eu o vi! Karma estava bem na minha frente. Ele assume a forma de um garotinho de 5 anos com o cabelo castanho bagunçado. Suas roupas são farrapos marrons do pescoço aos pés. Seus olhos verdes ofuscados de ódio, e sua boca é toda costurada.

Assim que mantive contato visual, ele olhou para dentro de mim e sumiu logo em seguida. Senti uma terrível dor por toda minha pele, corri ao espelho para encontrar marcas de unhas humanas por todo meu abdômen, costas e pernas.

Registro 3

Esse é o quinto dia sem dormir. para me manter acordado tenho tomado pílulas de adrenalina e energéticos e me entupido de cafeína. Comecei a me cansar, então tomei o novo hábito de fazer ínfimos cortes em meu braço para que a dor ajude a me manter entretido e acordado. Até agora são 8 cortes.

ME tranquei em minha casa desde ontem, quando voltei rápido do mercado com suprimentos para me manter acordado. Se eu sair, posso acidentalmente dividir emu azar com outra pessoa. Pelo que a lenda diz, qualquer um que entrar em contato com alguém que foi julgado ou que contem informação sobre o Karma, pode ser julgado por ele. Por isso assim que terminar de escrever isso irei queimar minha casa junto com meu computador, para que esse arquivo não chegue no conhecimento de outros ou na internet, para que todo e qualquer sinal dessa maldição suma e não possa atingir outros.

Ouço alguém na porta.

Registro 4

Perdi a noção de dia e noite. Na última noite (noite, eu acho) tranquei, fitei e bloqueei todas as minhas portas e janelas, joguei todos meus espelhos em uma pilha no meu quintal e cortei qualquer modo que ele tivesse de chegar até mim.

Os cortes no meu braço agora cobre ele todo, e não estão mais ajudando, já em acostumei. Então decidi cortar o dedo mindinho do meu pé esquerdo. Imediatamente cicatrizei o corte com o metal quente de uma panela que mantive no fogo para esse fim.

Registro 5

Ele falou comigo. Ele fala através de sussurros que ecoam em toda a casa e em minha cabeça. Me contou de como ele era antes de ser o que é agora. Quando jovem, seja lá quem estivesse responsável por ele, o batia e o torturava de maneiras terríveis. chicoteavam-o e costuravam sua boca. E toda vez que ele tentava dormir, eles o puniam de maneira mais doentia e dolorosa ainda. E então, atualmente, ele busca se vingar, proporcionando isso a toda e qualquer pessoa que mereça.

Não sei porque ele me contou essas coisas, mas eu realmente me senti um pouco mal por ele. Um pouco de pena... Mas talvez esse fosse seu objetivo.

Estou acordado desde que posso me lembrar, desde o ritual. Cortei todos meus dedo dos pés, o mindinho, anelar e médio da mão esquerda. Queimei todas as cicatrizes para parar o sangramento, é claro.

Registro 6

Achei deveras difícil cortar meu pé esquerdo. Provavelmente a maior dor que já senti na vida, mas é minha última saída para não dormir.

Estou tremendo enquanto escrevo isso. Felizmente, sempre fui obcecado por literatura, então dificilmente vou conseguir parar de escrever.

Recentemente, percebi furos em meus lábios que não estavam aqui antes. Acho que só não havia prestado atenção. Acho que a pior parte em não dormir é não conseguir pensar em mais nada a não ser em me machucar para me manter acordado.

Registro 7

Não posso crer que estou todo esse tempo sem dormir... Não acredito... Não posso acreditar... Não é humanamente possível.

Registro 8

Agora ele começou a apelar. Para todo lugar que olho o vejo, escuto seus gritos vindo lá de baixo, mas eu sequer tenho porão... Mas o que mais assusta é que, escuto alguém gritar junto com ele. Gritar ameaças. É a voz de um adulto. Provavelmente a pessoa que criava ele.

Não aguento mais. Cobri o chão da minha casa com fluido de isqueiro. Não vou dar a ele a satisfação de me matar. Esse é meu último registro. Quando terminar de escrever, colocarei fogo em minha casa.

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Avaliação psiquiátrica, Dr. henry Rouge.
Paciente sofre de um avançado caso de psicose, sendo o pior caso de insonia que já vi. Se auto mutilou, cobrindo o braço esquerdo de pequenos cortes, arrancando o pé esquerdo, todos os dedos do pé direito e todos os dedos da mão direita e três da esquerda. Ao que aparenta, isso tudo foi devido a um sério distúrbio de stress pós traumático. Seus antigos registros psiquiátricos mostram que ele era torturado quando criança pelos pais abusivos ( o que explica as envelhecidas marcas em seu abdômen, costas e pernas e as cicatrizes em seus lábios, uma vez costurados) até que ele foi forçado a matá-los. Ele continuava a me olhar com seus olhos verdes, chocados, e dizendo "Karma vai fazê-lo pagar."

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Nota pessoal, Dr. Henry Rougue,
O computador do paciente foi encontrado no meio dos entulhos. Li o arquivo com os registros que ele escreveu através de sua decadência e achei tudo muito perturbador. Mandarei esses arquivos aos meus colegas para que eles possam estudar e me ajudar a decidir no que devo fazer.

PS: desde que li aquele registro, tem ocorrido estranhas coincidências comigo. Tenho medo de dormir.


23/09/2012

Creepypastas dos Fãs - Contato misterioso


Não lembro exatamente o dia. Só sei que foi em janeiro. Eram 3:00 da manhã ou talvez um pouco mais. Estava no meu computador tranquilo vendo alguns sites, conectado no Skype e no MSN. Me lembro que estava online num site lendo sobre algumas lendas, e lembro especificamente que tinha uma loira envolvida em uma das histórias. Algo como três garotos que começaram a conversar com uma mulher loira em algum bate-papo. Dois desses garotos saíram do local, e o que ficou foi assassinado no mesmo dia...
De repente, um contato desconhecido entra no meu Messenger. Se chamava “Fabiane”, me recordo exatamente do seu nome. E da conversa que tivemos depois. Ela queria saber quem eu era, no entanto me perguntei a mesma coisa.

Afinal, não me lembro de ter a adicionado.

Acabamos por conversar um pouco. Falamos sobre séries, música, animes. Incrivelmente, ela gostava das mesmas coisas que eu. Tinha os mesmos interesses que eu. Era como minha versão feminina. Tinha um ano a mais que eu, bela e loira. Lembro muito bem que comentou que morava sozinha e que tinha um emprego, que fazia todos os dias.
Foi então que comecei a ficar curioso. Perguntei a ela qual era esse trabalho que fazia com tanto gosto. Foi aí que ela misteriosamente ficou off-line.

Nunca mais falei com ela.
Na realidade, nunca mais a vi na lista de contatos.

Enviado/Escrito por: Edward Katsuya


Creepypastas dos Fãs - Hora de Dormir


Não sei bem se isso é uma CreepyPasta, porque é um relato real. Por mais difícil que seja de acreditar, tudo o que contarei aconteceu de verdade. Eu moro com minha mãe e meu padrasto. Quando meu padrasto tira folga no fim de semana, eles costumam viajar pra casa da irmã dele e passam 2 ou 3 dias por lá. Não me dou muito bem com a família do meu padrasto, então não vou com eles. E assim foi semana passada. Ultimamente tenho baixados jogos antigos para jogar no meu ex-aposentado Playstation 2. O jogo que estou jogando agora é Bully, um jogo que foi proibido em alguns países, mas isso não importa.

Sempre que começo a jogar, eu perco a noção de tempo. Quando olhei no meu celular já eram 04h15min da manhã. Então ouvi a porta do quarto da minha mãe se abrir. Pensei: "Minha mãe chegou, e se ela me vir jogando vídeo game a essa hora vai me encher o saco me chamando de irresponsável", então larguei o controle no chão, desliguei a TV e corri pra debaixo do cobertor. Ouvi-a caminhar até meu quarto, abrir a porta e permanecer por alguns segundos. Ouvi-a abrindo as portas do guarda roupa e em seguida parar bem em cima de mim. Eu estranhei por que geralmente ela só checa se estou dormindo e volta para seu quarto. Mas ela ficou quase cinco minutos me olhando. Depois abriu a janela, estava ventando muito. Mais uns 10 minutos se passaram e eu não ouvi minha mãe abrir a porta pra sair. Então eu abri os olhos e me levantei e vi que ela já tinha ido embora não sei como. Esqueci o vídeo game ligado e fui dormir dali mesmo. No dia seguinte minha mãe me acordou:

- Vem filho, já fiz seu café.
Eu fui até a sala, a mesa com café pronta. Eu perguntei:
- Você vai trabalhar hoje mãe?
- Tá louco? Claro que não. Vou tomar café e ir dormir, estou morta de sono. Cheguei agora.
- Chegou agora?
- É, cheguei tem uns 20 minutos.

Nunca saberei o que foi aquilo que entrou no meu quarto.

Enviado/Escrito por: Felipe Alves da Silva


20/09/2012

O Jogo de Cartas Illuminati


Para começar, eu gostaria de dizer que este jogo de cartas realmente existe, e ele pode ser encontrado facilmente. Eu não inventei essas coisas; esta postagem é baseada em fatos. Você pode decidir se quer acreditar que é uma teoria e que todos nós vamos morrer, mas você não pode negar que esse jogo de cartas não é mera coincidência.

Antes de contar toda a história, você precisa saber o que são os Illuminati. Se você já sabe, pode pular este parágrafo. Se você não sabe, é essencial  ler isto. Uma breve explicação dos Illuminati (também conhecido como a Nova Ordem Mundial), é que é uma teoria da conspiração. Tudo começa com os Maias. Você provavelmente já sabe sobre sua previsão de que o mundo vai acabar em 2012. No entanto, o mundo não vai acabar em 2012, mas o quinto maior ciclo vai acabar em 2012. E isso significa uma grande mudança. Crentes da teoria da conspiração dizem que os Illuminati vão começar a reconstruir o mundo a partir de 2013. Seu principal objetivo é reduzir a população mundial e criar um mundo melhor fazendo isso.

Agora que você sabe quem são os Illuminati, vou dizer outra coincidência (minha outra história era sobre os Illuminati e o aeroporto de Denver).

Tudo começou em 1995. Steven Jackson decidiu criar um novo jogo de cartas, chamada Illuminati. Quando o jogo terminou de ser criado, algo estranho aconteceu; o governo americano tentou fazer com que o jogo parasse de ser comercializado. A razão nunca foi revelada. Bem, alguns anos mais tarde, as coisas ficaram mais claras.

Exatamente seis anos após o lançamento do jogo de cartas, algo terrível aconteceu... Aviões colidiram com o World Trade Center, como resultado de um ataque terrorista. Muitas pessoas morreram. O jogo de cartas previu exatamente isso. Dê uma olhada nessa primeira carta. Até mesmo as posições dos prédios e explosões estão corretas. Outro ataque terrorista que todo mundo se lembra é o desastre no Pentágono. O jogo de cartas previu isso também.

E você se lembra do vazamento de petróleo da BP, nos Golfo do México? Sim, o jogo sabia que isso iria acontecer. Dê uma olhada na carta intitulada "Oil Spill (Vazamento de Óleo)". Você pode ver a água contaminada, um navio afundando e um pássaro morrendo graças ao petróleo. Bem como as cartas que eu mencionei antes, estas coisas aconteceram para reduzir a população mundial, e supostamente os Illuminati teriam feito isso.

Poderiam ser essas as razões pela qual o governo tentar proibir o jogo de ser publicado? O que o jogo prevê que acontecerá no futuro? Ele prevê o fim do mundo? O jogo definitivamente levanta questões. E isso é muito bom para as vendas. Mas como alguém poderia saber sobre estes desastres que ainda estavam para acontecer?

Você pode se perguntar o que o jogo Illuminati nos aguarda para um futuro próximo. Eu só vou te falar sobre as cartas mais destacáveis​​, porque há muitas com o que falar.

Há uma carta intitulada "Terceira Guerra Mundial". Ela diz que haverá outra guerra mundial, mas que nesta, armas nucleares serão usadas. Parece lógico que, se houvesse outra guerra mundial, essas armas seriam usadas, porque já teve uma ameaça de guerra nuclear entre a Rússia/Pacto de Varsóvia e os EUA/OTAN anteriormente. E hoje em dia, com certeza existem mais armas nucleares do que no passado, e é claro que elas têm sido superdesenvolvidas.

Você também pode encontrar uma carta que diz que seu objetivo é a redução da população mundial. E isso, claro, é o objetivo principal dos Illuminati. Abaixo da imagem da carta, na descrição, ele diz que "Muitas pessoas criam problemas demais, e não amor o suficiente”, e os Illuminati veem a redução como a solução para esses problemas.

E há também a carta para Reescrever a História, a Carta Universitária dos Illuminati, a Carta do Fim do Mundo, e muitas, muitas cartas mais notáveis.

[Agradecimento ao Alexsandro Gonçalves e ao Kevin Camargo, por encontrarem esta Creepypasta, e a série de DVD's "Prepare-Se", que explica muito mais afundo esta suposta teoria de conspiração].


A Estrada Sem Fim


Em Corona, Califórnia, havia uma estrada conhecida pela maioria dos moradores como a “Estrada Sem Fim”. Especificamente, o nome verdadeiro da estrada era Lester Road. Agora, mais de vinte anos depois, a paisagem de Corona mudou, e a Estrada Sem Fim não existe mais. No entanto, anos atrás, Lester Road era uma estrada sem iluminação que as pessoas afirmavam que se tornava uma estrada sem destino, à noite. As pessoas que passavam por lá neste horário, nunca mais foram vistas ou encontradas de novo.

A lenda se tornou tão bem conhecido que as pessoas se recusavam a dirigir naquela estrada até mesmo durante o dia. Uma noite, junto com muitos adolescentes da minha idade, eu dirigi até Lester Road, mas até uma curta distância, e que de acordo com as luzes de meus faróis, parecia que se estendia para sempre. Assustado, rapidamente dei meia volta, porque temi que se eu continuasse naquela estrada, poderia nunca mais voltar.

Os diversos relatos da lenda convenceram a polícia local a irem investigar. Lester Road fazia uma curva perigosa para esquerda no seu final, e não havia grades de proteção na estrada. Além da curva, estava um abismo, e do outro lado do abismo, se encontrava o resto da estrada, alinhada perfeitamente com Lester Road quando visto do ângulo correto, especialmente à noite, onde o abismo desaparecia de vista, e a estrada parecia continuar sobre o morro do outro lado. Após investigação do abismo, dezenas de carros foram encontrados, caídos e destroçados, com os corpos das vitimas em decomposição ainda presos a seus assentos.


Pichações


Eu não vivi na parte mais amigável do Reino Unido. Aquela cidade continha um dos maiores índices de crimes no país; não só crimes pequenos, como também assassinatos e assaltos. Nenhuma lugar era realmente seguro, e eu odiava viver lá. Mas eu aceitei porque era um bom garoto, realmente.

Com as gangues do crime, vem as pichações, pulverizadas e manchadas em todas as paredes de determinadas áreas - um dos quais é o meu parque local.

Decidi ir para lá, ontem, sozinho, conversando com alguns amigos por mensagens de texto e fazendo coisas de costume, como ficar sentado nas estruturas das escadas e escorregadores. Debaixo de uma estrutura de escada, porém, notei algumas pichações estranhas que eram fora do comum. As pichações mais comuns eram de assinaturas de pessoas, às vezes até mesmo um insulto à outra, mas essa era diferente.

Era uma pichação contendo varias linhas, como se fosse uma simples contagem, escritas em Tippex - uma espécie de branquinho, ferramenta muito comum e barata para vândalos. Eu contei todos as linhas, uma por uma, e a ultima chegava ao 49º. Passei meu dedo sobre a última contagem - que ainda estava molhada, o que era estranho, já que eu estava por lá por cerca de meia hora,  e não havia visto ninguém ao redor. Tendo visto o suficiente daquele parque, me virei para ir para casa, mas eu não conseguia me mover.

Alguém estava parado atrás de mim, respirando em  meu pescoço. Sua respiração era quente e cheirava a álcool. Virei-me, suando de medo, e me deparei com um homem de capuz cinza; ele era alto e muito musculoso, mas quando olhei um pouco mais pra baixo, percebi que ele colocara uma faca ao lado de meu pescoço. Tentei abrir a boca para falar - ou gritar - mas tudo que saiu foi um gemido patético.

"Parece que temos mais um. Isso faz com que você seja o 50º", ele sussurrou em meu ouvido, empurrando a borda serrilhada da faca lentamente em meu pescoço, me cortando.

Ele me obrigou a se virar de cara para ele, e então, ele levantou a faca e mergulhou-a em meu peito. Olhando para o buraco em meu corpo, o sangue fluindo escorrendo para fora e derramando no chão, eu imediatamente caí, e com meu ultimo suspiro, vi meu assassino desparafusar uma garrafa de Tippex e desenhar uma nova linha na pichação de contagem.


18/09/2012

Homem é possuído em loja.


Homem supostamente é possuído por espírito em loja de conveniência. Aos 00:10 começa a "possessão". Nota para as alterações de timbre do homem. Aos 01:02 o homem cai ao chão, desmaiando e dando fim ao episódio.



Se olhar atentamente para o vidro do freezer aos 01:03 em diante, no canto esquerdo, pode-se observar um tipo de vulto, e, logo em seguida, aos 01:07, caem da estante duas embalagens sem que ninguém visivelmente as derrube.

Não se está comprovando nada nem se argumentando sobre a veracidade, apenas apontando os fatos e abrindo espaço para a discussão e... É claro... O medo.


15/09/2012

Dançamos.


Passos não são incomuns de se ouvir enquanto você está sentando em seu porão, então eu não penso em nada quando eu ouço pequenas batidas vindo do andar de cima. Eu penso ser meu irmão, e continuo fazendo seja lá o que eu estiver fazendo no memento. Eles continuaram por alguns minutos e comecei a ficar irritado. Eles continuavam a ficar mais alto e mais alto e eu gemi de raiva, pensando no que meu irmão poderia estar fazendo tão tarde da noite. Eu, sentado lá, porque é impossível de manter o foco com o barulho. Quero dizer, parece que alguém está andando vigorosamente no andar de cima.

Fico sentando ouvindo as batidas ficarem mais rápidas e violentas. Eles continuam se movendo, agora quase começando a fazer um ritmo. Eles se mexem ainda mais rápido e mais violentamente e eles ficam batendo no andar de cima. Eu percebo que, seja lá o que essa porra for, não pode ser humano. Nenhum humano pode se mover desta forma.

"Mas que porra é essa?!" Eu finalmente grito. Depois disso os barulhos param. Tudo está muito quieto por um momento, e então ouço um calmo andar indo em direção a porta do meu porão. A porta é aberta pra trás e os passos param novamente. Eu fico ouvindo minha respiração nos próximos três minutos, depois suspiro, pensando tudo estar acabado. Mas parece que outra coisa também estava me ouvindo. De repente, eu ouço batuques descendo as escadas, e eu arrasto minha cadeira na ânsia de me levantar. Eu começo a correr em direção do armário mais perto, há tempo de ver uma criatura grotesca, sem pelos ou cabelos, se quatro patas, dançando em minha direção, sapateando seus pés inchados em um ritmo intoxicante. Eu mergulho para dentro do armário e fecho a porta com uma batida. Há meio segundo de pausa, e então ouço o mesmo ritmo na porta.

Ele apenas continua e continua sem pausas, sem descansos, sem alivio. Ele está nessa por horas agora, e eu me pego batendo meus dedos na porta no mesmo ritmo da música dele. Mas então no momento que eu começo, ele para repentinamente. Eu espero algum tempo, e olho para fora. Ele tinha ido embora. Eu ligo a luz e caio em uma cadeira. Estou seguro. Eu relaxo e fico pensando por alguns momentos. Mas então eu noto meus pés sapateando. Talvez essa música não seja tão ruim, eu quase sinto vontade de dança-la. Então eu me jogo no chão apoiado em minhas mãos e pés, e começo.




Sara O'Bannon



Caixões costumavam a ser construídos com furos neles, junto com 2 metros de tubos de cobre e um sino. O tubo forneceria ar para as vitimas caso fossem enterradas pela falsa impressão de que estavam mortas. Em uma pequena cidade perto Londres, Harold, o coveiro local, ouviu um sinal na noite e foi ver do que se tratava, provavelmente uma criança fingindo ser um espirito. As vezes era o vento. Mas desta vez não era nenhuma das duas coisas. Uma voz vinda de baixo implorava e pedia para ser desenterrada.

"Você é Sarah O'Bannon?" Harold perguntou.
"Sim!" A voz gruniu vindo do tubo.
"Você nasceu em 17 de Setembro de 1827?"
"Sim!"
"A escritura diz que você morreu em 20 de Fevereiro de 1857."
"Não, estou viva, foi um erro! Me desenterre, me liberte!"
"Desculpa, Madame" Harold disse, cortando o cordão do sino silenciando-o e colocando terra dentro do tudo de cobre. "Mas já estamos em Agosto. Seja lá o que estiver aí em baixo, tenho certeza que não está mais vivo, e você não vai subir."





A Dívida do Slender Man


A velha casa ficava perto da beira da Floresta de Glenwood. Era velha, decrépita, caindo aos pedaços dos alicerces às rachaduras do telhado. No entanto, ainda estava de pé, desafiando a floresta para fazer seu pior; liberar a escuridão desconhecida que se encontrava lá dentro.

Um tentáculo nojento emergiu das profundezas do bosque, procurando avidamente por qualquer fonte de vida fora de lá. Não encontrando nada, o membro rapidamente recuou de volta para a massa de sombras que abrigavam-no, e então, uma figura alta e esquelética apareceu em seu lugar.

A figura parecia masculina na aparência, e usava um terno comum preto. No entanto, suas proporções estavam... “erradas”; ele era muito alto, muito imóvel, rígido demais para ser real. Ele virou a cabeça, olhando para as testemunhas. Seu rosto - ou sua falta de um – ficou aparente. Sem olhos, sem nariz, sem alma, nada. Ele só possuía uma característica facial: uma terrível boca sorridente com dentes afiados.

Ele virou seu rosto horrível em direção a casa, e mostrou suas lâminas orais. Lentamente abrindo a porta, o homem se arrastou para dentro. Gritos ecoavam por toda a floresta, mas nenhuma alma sequer ouviu os sons brutais. Pois quando o Slender Man busca por uma dívida não paga, ele leva a vitima em carne e osso, as vezes não deixando nenhum rastro após sua caça.




14/09/2012

Retorno para a terra.


Eu acho que esse é o fim. Para nós, enfim. Do ser humano e tudo que conquistamos. Eu tive muito tempo para pensar sobre isso desde a última vez que pude ver a luz do dia. A última vez que a veria. Não é o fim do mundo, mas é o nosso fim.

Eu acho que começou por volta de um mês atrás, se bem que pode fazer mais tempo, só há os relógio dispersos pela casa para me dizer o tempo que passou e a maioria não funciona mais. De qualquer forma, estou me distanciando do ponto principal. Estava em todos os jornais: um cruzeiro havia naufragado sem nenhum motivo aparente. Não estava estragado, apenas tinha sido puxado para o fundo do mar. O resto das histórias estavam apenas começando. Tudo que estava na água afundava. As plataformas de petróleo desapareceram. As pessoas nas praias eram puxadas para o profundidades imensuráveis. Nada flutuava mais. Era bizarro. Essas notícias encheram os jornais por alguns dias até que a coisa ficou mais assustadora.

Foi durante uma transmissão de um jornal que tudo mudou para o pior. Era uma reportagem sobre uma praia, em um canal local falando sobre o estranho fenomeno. Eles estavam reciclando a mesma pergunta que tinha sido feita nos últimos dias. De repente pânico tomou conta do rosto da repórter, ela gritou enquanto a camera se inclinou para baixo. Seus pés estavam presos na areia abaixo de seu tornozelo. Eu lembro de rir, achando que a repórter era só super-sensivel e estava de brincadeira, mas então a câmera caiu. Nos próximos 10 segundos mais ou menos o que apareceram na tela não foi apenas a reporter afundando na areia, mas todos eles. Todo o circo que tinha sido montado por causa da reportagem na praia para cobrir a história. A reporter que tinha afundado pelas canelas momentos atrás estava agora com areia na altura do peito. Todos se contorcendo, gritando e afundando. Acabou então quando a câmera foi engolida pela areia.

A noticia ficou no ar por mais alguns dias mas não havia nada a ser dito. Alguns culpavam os sumidouros pelo o que tinham acontecido na praia, enquanto outros argumentavam contra, salvos dentro dos estúdios. Os jornais eram perca de tempo agora. Era muito mais fácil olhar para rua pela janela. Todos ficavam em casa com medo de sair de seus lares. Nao parecia fazer sentido. As estradas e pavimento estavam sendo absorvidas pela grama e sujeira. Placas de sinais e postes de luz estavam sendo consumidos por plantas. Casas também.

Algumas pessoas tentaram correr, pulando de telhado em telhado, procurando por lugares mais altos. Ocasionalmente olhando pelos canais de TV que ainda restavam, noticiavam que arranha-céus tinham se tornado campos de refúgio. Eu tinha feito uma viagem para fora de casa desde que isso começou, pelo telhado. Uma tentativa de conseguir suplimentos de um mercado próximo, mas esse plano pareceu ser uma perca de tempo depois. Estava vazio. Totalmente saqueado. Ali estava a evidência que eu precisava para ver o quão ruim toda essa situação era. 

É fácil ficar em estado de negação com algo como assim, seja lá o que isso fosse, até que isso te afetasse. Meu carro haviam sumido. Na verdade, quase. Ainda podia ver um pedaço do teto dele dentro o solo molengo. E não apenas meu carro, todos eles. Veículos maiores também estavam afundando, parcialmente obscurecidos, decendo lentamente para o seu destino.

Alguns dias depois, todo o meu andar de baixo estava soterrado. Eu tive que dar um jeito de bloquear as janelas e portas de toda a sujeira e "solo", mas agora é apenas um cubiculo. Um mausoléu. Não era um lugar que eu desejaria estar. Eu passo a maior parte do meu tempo no andar de cima, olhando pela janela o mundo hostil lá fora.

Meu vizinho morreu ontem, caindo do telhado e foi então engolido pela terra. Muitos morreram dessa forma antes, mas o jeito que ele morreu que o faz diferente. Ele estava tentando impedir que seu cachorro saísse de casa. O cão está bem, eu acho. Pelo menos não foi engolido pela terra. Eles não são afetados, os animais. Isso é apenas nosso destino, e essa novidade foi um pouco demais para mim. Essa coisa toda. Essa merda de pesadelo real. Eu bebi a noite toda até desmaiar.

Quando acordei estava cercado de escuridão. Andei até a caixa de luz e mexi nos fuzis mas a não havia energia. Eu peguei a lanterna dentro da caixa de luz e olhei pela casa para mais suplementos. Enquanto olhava para o andar de cima eu vi. O ultimo vislumbre de luz natural que eu jamais viria em vida.  Eu achava que era noite e eu tinha apenas dormido o dia todo em uma espécie de coma alcoólico. No tempo que deu para correr as escadas acima e pelo corredor a luz havia sumido. Eu estava soterrado. Eu tentei sair, me esmagando contra o gesso e telhas, mas aonde devia ter um céu só saia sujeira, terra e barro.

Eu não sei mais quanto tempo eu tenho aqui na minha casa-caixão. Tenho pouca comida e pouco ar. Um pouquinho de luz, algumas velas e caixas de fosforos. A lanterna morreu a alguns minutos atrás. Mas esse é o nosso destino. Destino dos homens. Nosso retorno para a terra.





O Livro Especial


Olá. Sou um jovem adolescente que teve uma experiência muito estranha quando criança. Sim, isso faz parte da minha memória, e não algo que eu inventei, mas eu não sei se era real ou somente um sonho. Ok, isso aconteceu quando eu estava na segunda série, e era um verdadeiro rato de biblioteca. Eu lia livros o tempo todo, então quando vi uma história sobre uma jovem e uma árvore, decidi lê-lo também. Não me lembro do título, então vamos chamá-lo de “A árvore”. Quando abri o livro, vi uma imagem de uma pequena garota, sentada numa arvore e escrevendo em um livro. A legenda dizia que ela estava escrevendo sobre o quanto ela amava “a árvore”. Ela disse que a amava como um local muito agradável para se ficar. Era um livro bem curto, e eu não me lembro de muita coisa, mas lembro que duas ou mais páginas mostravam ela ainda escrevendo seu livro sobre essa árvore. Parece estúpido agora, mas eu não me importava naquela época.

Então, as coisas começaram a tomar um rumo para o pior. A página seguinte mostrava-a em seu quarto, se preparando para ir ao seu local favorito, a árvore, mais uma vez. No entanto, também mostra sua mãe gritando para ela, reclamando que ela saia frequentemente de casa. Depois disso, ela estava arrumando suas coisas, até que sua mãe veio ao quarto e avisou que ela só poderia levar as coisas necessárias. A imagem seguinte mostrava a garota olhando para fora de sua janela, e o céu tinha uma cor vermelha sangue. Em seguida, mostrava-a escrevendo em seu livro, sentada na árvore uma ultima vez, chorando, dizendo que vai perder a árvore em breve, assim como sua casa e seus pertences.

Em seguida, ela estava dentro de um ônibus. Neste ponto, o motivo dela estar deixando sua casa ainda não é explicado. A página final mostrava ela olhando para a parte de trás do ônibus, e, na distância, havia um meteoro caindo em sua casa! Ele era tão grande quanto a casa, e até hoje, ainda me pergunto como ela sobreviveu. Bem, já faz cinco anos, e eu não encontrei qualquer evidência do livro. Se eu fosse mais velho, definitivamente teria mostrado para alguém, mas eu tinha sete anos na época e não sabia de nada, não sabia o que era anormal. Talvez fosse apenas um sonho, mas quem sabe. Talvez fosse real, mas até então, vou passar minha vida inteira tentando encontrar evidências. Vou voltar para a sala de aula, procurar no eBay, de qualquer maneira, eu preciso encontrar provas para a existência dele. Se você encontrar alguma coisa, por favor, mande uma mensagem para mim; preciso de provas sólidas. Eu preciso disso. Por favor, me ajude.

Relatório do Ataque às Florestas de Steinmen


Ambas as vitimas foram caçar na floresta de Steinmen, aproximadamente quatro horas antes do anoitecer.

O único sobrevivente afirma que, enquanto caçavam, começaram a ficar perturbados com o aumento súbito do nevoeiro. Um murmúrio constante acompanhado por um zumbido baixo, eventualmente, tornaram-se claros para os dois homens, depois de uma hora do aumento do nevoeiro. Um objeto caiu de uma árvore e se prendeu em um dos homens, fazendo com que ele largasse sua arma.
O dito objeto era na verdade, o cadáver de um homem de idade desconhecida. Estava completamente dissecado, com os principais órgãos internos ainda contidos na caixa torácica, no que pareciam ser sacos transparentes. O homem sobrevivente colocou um dos sacos dentro de sua mochila. Alguns minutos mais tarde, os ataques começaram, depois de eles terem ouvido uma "risada de crianças". O sobrevivente, felizmente, conseguiu correr até seu veículo, e então, dirigiu-se para um local seguro.

A mochila fora destroçada. O sobrevivente fora classificado como uma testemunha B7, cujos arquivos serão anexados na pasta “quarentena”, até a resolução.

2007: A Equipe de Investigação foi despachada; eles descobriram 22 cadáveres de ambos os sexos e várias idades empalados em galhos de árvores quebrados, em um padrão circular, com seus peitos mutilados, e a equipe afirma ter visto um homem no meio da floresta, cujas características se encaixam da do “Homem Esguio”. Após a confirmação, o investigador ********* foi chamado para uma evacuação imediata da equipa de investigação, exatamente as 17:00. Os corpos foram descobertos às 11:00. A equipe afirmou ter tido uma evidencia física do “Homem Esguio” aproximadamente as 17:25. Perdemos o contato com a equipe às 17:30. Procedimentos de segurança caíram bem dentro de protocolos estabelecidos. O motivo da anormalidade é desconhecido.

12/09/2012

Nunca mais


Eu tinha 17 anos quando aconteceu. Vivi 17 longos e dolorosos anos com minha mãe que me batia bastante. Era por volta da meia noite, e minha mãe já dormia. Então quando ouvi as batidas suaves na porta da frente, tive de ir atender. Uma menininha estranha, loira, com as bochechas pálidas e pupilas negras, assustada. Estava frio, então a coloquei para dentro de casa sem pensar duas vezes. Só vim me perguntar depois o que ela fazia ali e porque. Pensei em ligar para  a polícia, pensei em chamar minha mãe, ligar para os bombeiros, qualquer coisa, mas ela foi logo deitando em meu sofá, então só pude cobrir ela com um cobertor (mesmo que ela não estivesse tremendo com o frio). Sem muito o que fazer, me aproximei dela e perguntei seu nome.

"Qual é o seu nome, querida?"

Um longo silêncio se passou, no qual ela me olhava. Comecei a ficar desconfortável com seu olhar negro, até que ela abriu a boca fina e falou em uma voz suave.

"Lacy Morgan."

Eu sorri balançando a cabeça suavemente, como antes.

"Pode ficar aqui essa noite, Lacy." Disse, cobrindo ela melhor. Ela tratou logo de dormir, sem agradecer ou falar qualquer outra coisa. Sem entender muito o que estava acontecendo, só fui ao meu quarto dormir, ignorando a reação da minha mãe abusiva pela manhã.

Ao amanhecer, fui recebido na cozinha com a chaleira voando em meu ombro. Gritei rouco de dor, e logo ouvi minha mãe gritar.

"Que merda que você fez? Porque o sofá está sujo?!". Fui até  sala e vi que o lugar onde Morgan deveria estar, era agora só uma mancha de sujeira. Assumi a responsabilidade e recebi um belo tapa no rosto. Me arrumei e fui para  a escola. Na escola ouvi algo que gelou minha espinha.

"Encontraram Lacy Morgan morta ontem de noite."

Passei o dia esperando mais notícias sobre  o assunto, mas não descobri mais nada. De noite, no Jornal, houveram mais informações.

"Lacy Morgan, seis anos de idade, foi encontrada morta e enterrada em seu próprio quintal, por volta das nove da noite de ontem. Até agora não foram encontrados sinais de sua mãe, Marissa Morgan, suspeita de ser a assassina. Marissa já havia sido denunciada por maus tratos contra Lucy múltiplas vezes, e provavelmente é a assassina."

De repente, uma foto de Lacy apareceu na tela. Ela se parecia bastante com a Lacy que eu conheci. A diferença é que seus olhos eram azuis claros e suas bochechas rosadas. Tinha o vestidinho rosa e o cabelinho loiro. Mas isso tudo não era tão importante... O problema era que ela havia morrido antes de aparecer em minha casa. Ela havia sido enterrada, antes de aparecer na minha casa. Fui dormir mais cedo para não encontrar com minha mãe. No meio da noite acordei com dedos gélidos tocando o machucado na minha bochecha.

"Nunca mais." Lacy sussurrou antes dela sumir. Fiquei estático, e minutos depois, ouvi minha mãe gritar em seu quarto. Corri desesperadamente e quase desmaiei quando vi o que vi.

Ela se contorcia em sua cama, uma pequena criatura tinha o rosto enterrado em seu peito. Podia ouvir o som da carne rasgando, e o gritar de minha mãe aumentando de volume. Preferia não ter me levantado. Tempos depois, me convenci de que não havia me levantado. Que havia sido um pesadelo... Mas eu havia me levantado. Então, quando Lacy tirou seu rosto do peito de minha mãe, pude ver seus dentes afiados brilharem na luz fraca que incidia da janela. Pingando sangue. ela sorriu inocentemente para mim por um momento, e logo em seguida arrancou a jugular da minha mãe para fora. Então eu desmaiei. Quando levantei, eu estava em minha cama. Andei até o quarto de minha mãe, dando meu melhor. Estava vazio. Nada de sangue, ou destroços humanos ou minha mãe. Vazio. E a cama até estava arrumada. A única coisa estranha era as pegadas de criança no chão, do leito de minha mãe até a janela.

Nunca mais vi minha mãe. Nunca senti sua falta, de qualquer modo. Acabei me formando, me casando, e ficando por ali. Tive uma filha, a qual dei o nome de Lacy.

Recentemente mudou-se um casal com seus filhos para nossa vizinhança. Percebi que as crianças sempre estão com machucados nos braços, pernas e pescoços. Em uma noite dessas, não conseguia dormir, quando olhei pela janela para o quintal dos vizinhos e vi uma menina andando descalça até a porta da frente. Apesar da escuridão, a qual pode ter me confundido, tenho quase certeza que ela olhou para mim. E pude ler seus lábios dizendo;

"Nunca mais".


08/09/2012

O final de A Mansão Foster para Amigos Imaginários

Oi gente, sumida Divina aqui.
Lembram que a algum tempo atrás paramos de traduzir "Episódios Perdidos"? Bom, como sabem era por falta de matérial decente. Hoje, encontrei pela net esse quadrinho e resolvi traduzir pra vocês. Espero que gostem!





Uma falta de Empatia



(N.T; Empatia: Capacidade de entender emocionalmente outra pessoa colocando-se no lugar dela. Capacidade de se identificar emocionalmente com outra pessoa.)

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Eu não era como as outras crianças no jardim de infância, cresci diferente. Nunca participei das babaquices daqueles fedorentos nem dos seus jogos estúpidos. Mas eu tinha minhas próprias brincadeiras. Uma vez uma menina pediu minha caixa de giz-de-cera, e eu disse que emprestaria se ela mandasse a professora se foder. Ela foi mandada pra casa por ter feito isso, e eu pude ouvir sua mãe gritar sobre a surra que ela ia levar quando chegasse em casa. Brincadeiras divertidas né?

Não levou muito tempo até os professores notarem que as outras crianças me evitavam e que eu nunca mostrava nenhuma emoção. Eles só sussurravam pelos corredores e julgavam que eu não ouvia, mas eu sempre tive uma audição excepcional. "Monstrinho" dizia a Sra. Guthrie. "Sociopata" dizia o Sr. DePascal. Mesmo em minha tenra idade, eu tinha um vocabulário bem extenso. Nunca havia escutado o termo Sociopata antes e fiquei intrigado. Ao chegar em casa procurei a enciclopédia da minha mãe e li. Sociopata; "um desvio de personalidade caracterizado por uma falta de empatia por outros.". Tive que concordar com o Sr, Sr. DePascal.

O primário e o ensino fundamental passaram rápido. Aprendi a fingir emoções e enganava todos a minha volta, meus pais, meus professores, as pessoas em geral, exceto meus pares. Acabavam percebendo que eu tinha algo de "errado" e decidiam me deixar. Alguns decidiam se tornarem meus amigos, ai eu podia me divertir um pouco. Independente de como eu tratava esses ao meu redor, eu não os odiava. Só não me importava. E foi assim até o colegial, até quando alguém conseguiu me irritar de verdade. Esse alguém foi Travis Murphy.

Os Murphys se mudaram para minha vizinhança um pouco antes de começar o 1º ano. Tinham dois filhos. Um filho, Travis, e sua irmã, Marion. Estava apenas esperando o momento inevitável em que meus pais os convidariam para nos visitar. Nem Travis nem Marion haviam me conhecido ainda, por tanto não sabiam de minhas tendências sociopáticas. Eles me divertiriam um pouco. Mas dessa vez eu seria ignorado, e não o ignorador. Marion foi fácil, mostrando o interesse normal e a bondade daqueles que não conheciam minha condição. Após um tempo, entretanto, percebi que ela me achava bonito e estava inclusive desenvolvendo um interesse em mim. Decidi manter ela fora de meus joguinhos por um tempo . Nenhuma garota havia se interessado por mim antes, então era uma experiência totalmente nova. Decidi deixá-la por perto, então mantive os sorrisos falsos, fingindo interesse nas coisas que ela dizia. Travis era uma história totalmente diferente. Ele parecia se interessar muito pouco em mim, do mesmo jeito que eu me interessava pouco por todos os outros. Não conseguia jogar meus jogos com ele. Ele não se importava com nada. Senti raiva pela primeira vez em minha vida. Com o passar dos anos, havia descoberto que eu era especial, bem mais importante que os insetos ao meu redor. Agora, porque um desses insetos ousava me ignorar? Pela primeira vez em minha vida, eu dei o primeiro passo. Tentei falar com Travis, fingindo emoções e interesse em sua vida e tudo que pude para fazê-lo se interessar em mim.
Nada.

Fiquei furioso a princípio sobre sua total falta de interesse, mas com o passar do tempo descobri que ele era igual a mim, um sociopata. Completamente evitando se importar com os outros. Ao invés de aliviar minha frustração, isso só a aumentou. Eu era especial, único! Mas agora havia outro como eu. Se eu não era único, como eu poderia continuar sendo especial? Ou seria eu só mais um? Só outro inseto? Não! ME recusava a ser mais um na multidão. Um de nós precisava morrer. E foi assim que me decidi a partir daquele dia. Tornaria Travis Murphy só mais um dos insetos. Eu o mataria.

Guiado por essa razão eu segui, esperei. Colegial passou rápido e logo a Faculdade. Aprendi novos meios de me expressar com Marion através do sexo. Aprendi o valor da dor e como fazê-la implorar por isso. A princípio foi tudo muito fascinante, mas, como todo o resto, eventualmente perdeu seu mistério. Minha concentração se mudou novamente, de Marion para Travis. Estava completamente pronto para matá-lo. Porém cuidadoso. Não era ingênuo o suficiente para achar que os insetos me deixariam em paz se soubessem que eu havia o matado. E eu queria evitar a prisão a qualquer custo. Não temo nada, exceto tédio, e a prisão não passa disso, tédio após tédio, sem fim. Não podia agir impulsivamente. Deveria ser frio e calculista. E ao passo que levava meu tempo pensando em como fazer isso, percebi que podia me divertir um pouco!

Minha primeira chance de brincar com minha presa veio pelo segundo semestre da faculdade. Travis e sua família sairiam por uma semana para visitar parentes ou qualquer merda assim, e deixariam o cachorro em casa. Pagavam para os vizinhos tomarem conta dele, dando a ele comida e levando-o pra passear. Observei esse comportamento por dois dias, vendo a rotina e planejando minha ação. Uma noite antes dos Murphys retornarem, invadi a casa deles logo após um dos vizinhos ter deixado o cachorro lá. Marion havia me dado o código de segurança do alarme de ladrão para que eu pudesse entrar na casa escondido pra conseguirmos transar. Usando luvas e uma máscara, entrei na casa, sem ser visto por meus vizinhos que dormiam. O cachorro me conhecia pelo cheiro e não latiu. Veio até mim abanando o rabo e com a língua pendurada. Trabalhei rápido. Segurei sua cabeça entre minhas mãos e a esmaguei, enfiando meus dedões em suas órbitas e amassando seu crânio. Ele só soltou um fino e baixo ganido antes de morrer. Bom garoto.

Havia trazido comigo meu kit caseiro, meu bisturi e vários outros instrumentos roubados do laboratório de ciências. dissequei o cachorro e pendurei seus intestinos no ventilador de teto da sala. Imaginar eles entrando em casa, ligando as luzes e o ventilador junto e serem banhados por sangue e restos mortais caninos me divertiu. Usei o sangue para escrever "VOCÊ É O PRÓXIMO" na parede do quarto de Travis. Como piada interna, deixei o coração no travesseiro de Marion. Satisfeito com meu trabalho, voltei a meu dormitório na faculdade e dormi pesadamente.

Houve uma grande comoção na semana seguinte à chegada dos Murphys. Histórias da carnificina e fotos da casa estavam em todos os jornais locais todos os dias e noites. Haviam rumores que os Murphys se mudariam logo. Aparentemente a Sra. Murphy não conseguia entrar na casa. Deveria agir rápido, não podia deixar minha presa fugir. Sentado em meu dormitório, sonhei com várias maneiras de destruir meu inimigo. Então houve uma luz incidente do lado de fora através da minha janela até a parede.Era estranho. Era quase meia noite de um sábado. Quase todos haviam ido embora. Tomado pela curiosidade, fui até a minha janela e tentei ver quem estaria vindo aos dormitórios a essa hora da noite, e confesso que me surpreendi um pouco ao ver o carro de Travis estacionado lá. Destino sorrira para mim. O prédio estava praticamente vazio, quase ninguém ficava nos fins-de-semana, era a hora perfeita de atacar. Minha presa Não desconfiava de nada e estava sozinha. Após matá-lo, esconderia o corpo em algum lugar do campus. Haviam chances quase nulas de que eu fosse pego. Não havia luz no Campus por mais  ou menos seis horas em diante. Nada de luzes, nada de câmeras de segurança. Em um humor consideravelmente animado, peguei minha lanterna e bisturi e fui atrás de minha presa.

O escuro nunca me perturba. Tendo poucas emoções, minha mente racional tende a dominar a parte da mente humana que julgar sempre ter algo nos esperando no escuro. Ou ao menos, o que achamos estar lá. Minutos após iniciar minha caçada percebi que deveria desligar minha lanterna para não alertar minha presa.  Apaguei-a e esperei meus olhos se acostumarem com a escuridão. Me encostei na parede e brinquei com meu bisturi para passar o tempo enquanto minha visão se ajustava. Uma pessoa normal não teria ouvido a respiração fraca do outro lado da parede, mas como já disse, tenho uma audição privilegiada. Virei minha cabeça na escuridão para procurar de onde vinha o som, mas minha visão ainda não distinguia muito bem figuras na escuridão, mas consegui ouvir incomuns passos suaves. Quem quer que fosse, estava tomando muito cuidado para não ser notada. Segundos depois, fui até o lugar onde havia escutado os passos e respirei fundo. Apenas uma leve essência de canela estava no ar. Travis tinha um purificador de ar de canela em seu carro. Abir um largo sorriso. Eu estava no rastro de minha presa. Segui-o pleo corredor para me deparar com um cruzamento de corredores. tentei respirar para sentir a essência de novo, mas não foi preciso. Ouvi um barulho vindo de um dos corredores e pensei que se Travis estivesse tentando me evitar, não faria tanto barulho assim. resoluto, segui cautelosamente na direção do barulho. Após um minuto, parei, Logo a minha frente, havia algo no chão. Me aproximando cautelosamente, percebi que era um corpo em uma piscina de sangue. Toquei. Ainda quente. Virei o corpo. Era o Sr. Chauncey, vigia noturno. Não havia percebido que  Travis fosse capaz de matar alguém. Em meu ódio por ele, havia me esquecido que ele era como eu. Capaz de coisas que eu faria, também. Congelei. Havia uma respiração baixa em minha frente de novo, mas eu não conseguia ver sua fonte. Pela primeira vez em minha vida, novamente, senti medo. Não me sentia mais o caçador, mas sim a caça. Minha mente racionalista foi tomada por emoções e eu corri de volta ao meu dormitório em terror. Bloqueei minha porta e esperei. Com bisturi em mãos, para o caso de Travis voltar.

Após um tempo, comecei a me sentir estúpido por ter feito aquilo. Ele era só um homem, por mais que extraordinário. O fato dele ter em assustado de verdade só me deixou mais furioso por ter deixado minha busca. Retomei-a e fui até o mesmo local novamente. O corpo do Sr. Chancey havia sumido e o sangue havia sido limpo. Os tons de canela no ar haviam a muito sumido. Deixei o prédio e fui até o carro de Travis para descobrir que ele havia ido embora. A fúria me dominou. Fui andando até sua casa. Segurei meu bisturi com força, fantasiando sobre o que eu faria a ele. Deveria ter devaneado menos e prestado mais atenção, pois não pude ver de onde Travis veio quando seu taco de beisebol atingiu meu pulso. Senti os ossos se quebrarem. Soltei o bisturi, tentei pegá-lo com minha mão boa mas um chute inutilizou ela também. Olhei para cima e vi Travis sorrindo para mim. Me bateu com o taco diversas vezes. Pensei que ele nunca pararia, mas ele parou. No meio fio, ensanguentado e quebrado, esperei a morte. Quando re-abri meus olhos, ao invés de ver o ceifador, vi o rosto de Travis sorrindo novamente. Mesmo que totalmente inutilizado e incapaz de fazer qualquer coisa contra ele, ainda queimava em ódio. Ele se aproximou de meu ouvido e sussurrou; "Nós vamos nos divertir tanto juntos!".

Passei duas semanas no hospital antes de sair, contra a vontade do meu médico. Travis claramente se conteve na surra. Só quebrei alguns ossos e algumas costelas, mas grande parte do meu corpo estava cheia de hematomas. Cada passo que eu dava doía, mas eu ignorava. Eu tinha um propósito, Eu nunca seria a vítima de novo. Travis tinha vantagem sobre mim , sabendo que ele não estava machucado como eu. Então pensei nas probabilidades. Decidi. Roubei a pistola que meu pai guardava em casa e esperei a noite cair.

Era mais ou menos 3 da madrugada quando invadi a casa dos Murphy de novo. O carro dos adultos não estava, mas o Mustang de Travis estava lá. Bom. Nós não seríamos interrompidos. Eu poderia tomar meu tempo. Desliguei o alarme de ladrões enquanto pensava o quão estúpido os Murphys haviam sido em não mudar o código. Todas as luzes estavam desligadas mas meus olhos estavam ajustados com a escuridão. Silenciosamente aproximei-me do quarto de Travis. Tomei forças e entrei. Não estava preparado para o que vi.

Travis estava em sua cama, com um olhar de surpresa em seu rosto. Sua gargante cortada de canto a canto. Sangue em todo lugar, incluindo a mensagem nas paredes que dizia "MAU MENINO". Em minha surpresa, não ouvi a respiração leve atrás de mim, e nem os passos suaves. Não lembro de mais nada dos momentos seguinte, só de uma pancada surda e forte em minha cabeça.

Acordei no porão, amarrado a uma cadeira. Meus primeiros pensamentos era de como aquilo era clichê. Meus olhos levaram uns segundos para abrirem totalmente e pude ver uma figura nua na minha frente, coberta em sangue. Presumi que fosse Travis. Através do pulsar da dor em minha cabeça, escutei a figura falar. "Não queria que fosse assim. Porque vocês rapazes não podiam simplesmente se comportar?" A figura andou para frente. "Ninguém nunca faz o deveria fazer. Você não deveria ter me encontrado e nem o Sr. Chauncey deveria ter entrado em meu caminho". A figura parou a centímetros de mim. "Travis não deveria ter the machucado. Disse a ele para não fazer aquilo, mas quando ele descobriu o que você era, ele não pode se conter. Suponho que você estava atrás dele também?" A figura acariciou meu rosto carinhosamente. "Eu vi você quando matou nosso cachorro. Você nunca soube que eu estava ali. Eu sou muito boa em me esconder. Foi tão gentil de sua parte deixar o coração em meu travesseiro. Eu ainda o guardo." Marion sorriu para mim. Eu pude ver algo em seus olhos. Algo que eu não tinha. Que Travis não tinha. A parte absurda do cérebro que mostra a diferença entre um Sociopata e um Psicopata. Nós temos os pensamentos mais bobos nas situações mais bobas, não é?

"Não queria que as coisas fossem assim, mas tudo bem. Nós daremos um jeito. Vou matar meus pais quando eles chegarem e nós vamos para bem longe, algum lugar bonito e distante onde possamos ficar juntos para sempre." Pensei em fingir uma emoção e tentar manipulá-la para que me deixasse ir, mas quando olhei em seu rosto, vi que era inútil. ela não se importava com minha situação. Só com a dela. Uma completa falta de empatia.