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Creepypasta dos Fãs: Ritual

Olá, meu nome é Alice, o que eu vou contar aqui aconteceu em 2008, eu tinha me mudado fazia duas semanas para a cidade de Florence, no Alabama, não conhecia ninguém na escola (ou na cidade) mas minhas roupas pretas logo fizeram um grupo de góticos vir falar comigo. Eu não era gótica nem nada, eu apenas gostava da cor mesmo. Quando se apresentaram, eram duas garotas e um garoto, eles contaram que gostavam de magia negra e coisas sobrenaturais, eu não acreditava nessas coisas, pra falar a verdade tinha até um pouco de medo, mas pra fazer amizade, eu disse que também gostava. Andei com eles por quase uma semana, ganhei até algumas roupas da Catherine, que era a "líder" do grupo, pra poder ficar mais no estilo deles. Não os conhecia a muito tempo, mas gostava deles.

Em uma sexta-feira a noite eu estava fazendo o trabalho de casa quando recebi uma mensagem da Catherine, que dizia "E ai Alice, tá afim de fazer alguma legal?", respondi que sim, e recebi uma nova mensagem em seguida "Nós vamos te levar para ver o país das maravilhas". Não entendi muito bem o que ela quis dizer, ela não mandou mais nenhuma mensagem. Era mais ou menos 11:30pm quando ouvi buzinas em frente a minha casa, meu pai trabalhava a noite e eu tive que ir ver quem era, pelo olho mágico vi uma caminhonete parada e com os faróis acesos, pensei que fosse no vizinho e subi novamente para o meu quarto, quando entrei no meu quarto a campainha tocou, eu desci novamente até a sala e olhei pelo olho mágico novamente, era Catherine, Vanessa e Ted, abri a porta.

- Por que a demora Alice? - ela sorriu.

Catherine tinha longos cabelos pretos e muita maquiagem branca na cara, quase sempre usava um vestido longo, acho que ela se inspirava nos filmes de terror antigo, ela era muito bonita, acho que eu adoraria parecer com ela.

- Desculpa, eu não sabia que era vocês - eu disse.

- Você não recebeu as mensagem da Cat? - Perguntou vanessa.

Vanessa era loira, usava pouca maquiagem e a roupa igualmente preta, porém mais simples, era uma camisa preta e uma saia curta.

Você tem algum cigarro ai? - Perguntou Ted.

Ted era calado, ele tinha um topete, e usava muita maquiagem preta nos olhos, a pele dele era super branca e como as outras duas, ele usava uma roupa toda preta, parecia que Ted tinha saído de um caixão.

- Não, eu não fumo. - Respondi.

- Tá. - Ted falou, enquanto ia pra cozinha.

- Hoje nós vamos fazer algo muito divertido. - disse Catherine com um grande sorriso no rosto. - Nós vamos invocar um espírito.

- Isso é possível? - perguntei, meio desconfiada.

- Não sei, mas achamos num livro da vó da Vanessa um jeito de invocar, tem que ser em uma sexta feira de lua cheia que nem essa, e isso é muito excitante - Disse Catherine - mas tem que ser a meia noite, então acho melhor a gente se apressar.

Eu tinha um pouco de medo, mas eu não acreditava que isso realmente funcionaria, então apenas concordei.

- Ted, cadê você? - gritou Vanessa.

Ted saiu da cozinha com duas garrafas de vodka do meu pai, preferi não falar nada.

Fomos até o cemitério, Catherine achou um tumulo bem grande, ela colocou uma toalha preta bem grande, que apesar do escuro podia-se ver um pentagrama invertido, ela colocou algumas velas e 3 copos de vodka em cima da toalha, o livro também, e junto com algo que parecia ser sangue. Não quis perguntar se aquilo era sangue de gente, ou de algum animal, apenas observei.

- Todos, deem as mãos. - Catherine abriu os dois braços e nós fizemos um circulo em volta da toalha.

Ela começou a falar palavras que é impossível de eu repetir aqui, olhava pro livro mas não era como se ela tivesse lendo, era como se ela já tivesse decorado o texto, uma língua estranha mas algo me dizia que era latim. Senti um vento no rosto mas não falei nada. Eu estava olhando pra Catherine quando vi uma mão tocando o ombro dela, não era a mão de ninguém do nosso grupo porque estávamos todos de mãos dadas, a Cat deu um grito e pulou pra longe. Saindo da escuridão vinha um velho em uma capa preta.

- O que vocês crianças idiotas estão fazendo? - Disse o velho, eu permaneci em silêncio.
- Você é um esp-esp - Ted gaguejava - espírito?

O velho riu.

- Espírito? já me chamaram de muita coisa, mas espírito? - ele deu uma gargalhada.
- Mas então quem é você? - Perguntou Catherine.

- Sou Harry, sou o guarda do cemitério. - agora ele estava sério. - É melhor vocês limparem essa bagunça ou eu vou ter que chamar a policia.

Todos nós começamos a juntar as coisas que levamos.

- Por que vocês, crianças vem pro cemitério pra procurar ver espíritos? O que vocês tem na cabeça? Toda maldita semana tem alguma criança idiota aqui. - Ele riu outra vez. - Por que vocês não se sentam?

Todos nós nos sentamos em silêncio.

- Olha só senhor, nos desculpa, por favor não chame a policia - Dizia Catherine.

- Cala a boca. - disse o velho - Você gostam de espíritos, vou contar uma coisa pra vocês, vocês não podem invocar um espírito, o espírito vem até vocês, sabe, eu estou nesse cemitério faz muito, muito tempo e já vi muita coisa, enterros a noite são os mais sinistros, eu já vi o próprio morto vendo seu caixão ser enterrado, coisas acontecem aqui, mas não é um grupo de jovenzinhos metidos a caça-fantasmas que vão ver alguma coisa. Vocês acham que esses espíritos estão de brincadeira? muitos deles nem sabem que morreram, outros sabem e não querem aceitar, alguns são doidos, vocês deviam ficar longe desse tipo de coisa, magia negra, espíritos, isso não é bom pra ninguém, agora vão embora daqui seus idiotas.

Nós pegamos nossas coisas e simplesmente fomos embora sem dizer nada "Não acredito que ainda levamos sermão do guarda idoso" dizia Cat no carro, enfurecida. Eu fui pra casa e jurei a mim mesma que não aceitaria ir fazer invocação nenhuma se me convidassem, apesar de não ter acontecido nada eu levei um susto e tanto. Acordei as 7 da manhã com a Catherine no meu quarto.

- Foi mal, seu pai me deixou subir, você pode ir  lá no cemitério comigo? - ela perguntou.

- Fazer o que? - perguntei enquanto esfregava meus olhos.

- Eu esqueci minha bolsa lá, me ajuda a procurar vai, tinha todos meus documentos e dinheiro.

Eu concordei em ir com ela, me levantei e coloquei uma roupa, pedi pro meu pai nos dar uma carona até lá perto, eu não disse a ele que iríamos no cemitério.

- Aposto que foi aquele velho idiota que pegou minha bolsa, só pode. - disse ela.

- Calma Cat, a gente nem sabe. - tentei acalma-la.

Chegamos no cemitério e logo de longe vimos um coveiro levando um carrinho de mão com terra.

- Ei, onde é que tá o Harry, aquele velho idiota? - Catherine disse.

- Quem? - disse o coveiro, confuso, que parecia ter uns 30 anos de idade.

- Desculpa senhor - eu disse - Ontem nós estivemos aqui, e minha amiga perdeu a bolsa, e um guarda chamado Harry estava aqui, achamos que talvez ele tenha guardado pra devolver pra ela.

O homem parou e pensou um pouco.

- Desculpe garotas, aqui não trabalha nenhum Harry, é sério, eu trabalho aqui faz 3 anos, inclusive a noite eu faço ronda as vezes.

- Tudo bem, obrigado. - eu disse. Mas quem era aquele cara? e por que será que ele falou aquele monte de palhaçada?

Demoramos alguns minutos pra achar o tumulo onde estávamos na noite anterior, mas achamos.

- Ei, ali está sua bolsa. - eu disse.

- Alice, eu acho que você vai querer ver isso. - ela me disse.

Andei até perto dela e ela estava olhando pra lápide do tumulo onde estava a bolsa dela.

Olhei pra lápide e lá dizia. "Aqui jaz Harry Johnson, que guardou esse cemitério por 30 anos até a sua morte"

Catherine olhou pra mim e permanecemos caladas por alguns segundos.


- Cat - fiz uma pausa. - eu acho que seu ritual funcionou.



Escrito/Enviado por: Bruno Á.