06/10/13

Creepypasta dos Fãs: Penumbra

Acordei com um barulho estrondoso no meio da madrugada. Um barulho que não conseguir discernir o que era, nem de onde veio.

Me levantei, fui em direção à porta e a abri cuidadosamente. Caminhei para onde possivelmente veio o barulho e me deparei com um ser pequeno e obscuro de semblante indefinível, emanando uma áurea tenebrosa. A pequena criatura veio de encontro a mim, não conseguia me mover, estava definitivamente gélido e paralisado. Tentava gritar, mas o ar me sufocava a garganta.

De repente o pequeno ser começou a se comunicar comigo de uma forma que não conseguia compreender, palavras entravam e saiam de minha mente, e só pude entender uma única coisa:

-Venha! Não irei te machucar. Prometo-te que será rápido e indolor.

Aquelas palavras me assustavam, me corrompiam e me mantinham cada vez mais gélido e imóvel.

Sentia como se estivesse sendo-me roubada a alma, cada vez mais inconsciente, meu ultimo impulso foi entregar-me a aquilo e deixar que me guiasse.

Tudo parecia um jogo. De repente estava sozinho no meio do nada, somente eu e a escuridão que não se restringia somente ao espaço. Definitivamente eu estava caindo, caindo num vazio sem fim, num vazio de um espaço obscuro e num vazio de um corpo sem alma.

Caindo ate que me repousei sobre o solo de uma rocha que pendia de um desfiladeiro. Me pus de pé e aproximei-me do precipício. Olhando para baixo me deparei com almas se debatendo e se contorcendo e chamando pelo meu nome.

Gritavam e agonizavam, queimadas pelo fogo que se materializava do fundo do precipício.

Em minha frente eis que surge uma ponte de madeira amarrada por cordas que balançavam, rangiam e ameaçavam se romper.

Algo me induzia a seguir em frente e atravessar a ponte que via, mas tomado pelo medo de estar sozinho e em um lugar estranho, decidir ficar e não seguir caminho.

Mas a força me induzia cada vez mais a ponto de não suportar tamanha tentação. Decidir prosseguir e ver onde a ponte me levaria. Caminhei por horas ou dias talvez, até que conseguir avistar o outro lado do desfiladeiro.

Aos meus olhos se materializou uma figura repousada sobre um trono de ouro e prata. Grande e majestoso, cuja feição não pôde enxergar.

A minha direita desce um livro imenso, suas paginas se abrem e vejo meu nome escrito nelas. A minha esquerda, fragmentos começam a formar outro livro, ele se abre e vejo toda minha vida escrita em suas paginas.

Então a figura postada a minha frente diz:

-Arrebata de mim, o pecador. Você queimará eternamente no fogo do inferno, pagando pelos atos que praticou em vida.

O chão se abre ao meu redor e despenco no precipício das almas atordoadas.

A morte não é o fim.

Perder a convicção e deixar de acreditar é que é o verdadeiro fim.

E então percebo que tudo não passou de um pesadelo.






Escrito/Enviado por: Weslley & Nathalia


7 comentários:

  1. Tenho preconceito com textos escritos desse modo, quer dizer, ou você faz um texto emotivo ou um texto descritivo. A união dos dois me parece uma forçação de barra...

    Claro que é um PRECONCEITO meu, pode ser que eu esteja exagerando :P

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  2. Eita porra finalzinho Trollpasta kkkkkk Gosteí até, é um Positivismo misturado com um descritivismo, apesar de como o Fabricio disse, parecer meio forçado, é algo diferente até. 7/10

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  3. Nisso que dá tomar Dolly antes de dormir

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