30/05/2013

Amor Esquecido

Eu fui capaz de manter um sadio ceticismo sobre fantasmas, assombrações e todas as coisas sobrenaturais até meus 28 anos. Achava a maioria das alegações de tais coisas serem duvidosas na melhor das hipóteses e, na pior das hipóteses, prejudiciais. Eu estava mais inclinado ao campo da ciência clássica, por ter muitos anos antes estudado física na universidade de Edimburgo. Enquanto minha profissão nunca me levou de volta para as áreas cientificas, eu tinha mantido até esse momento uma oposição implacável à pseudociência e superstições.

Com frequência, meus amigos ficam pensando sobre a mudança que eles viram em mim na época. O que os surpreendeu é que não foi uma mudança constante e lenta do coração, mas sim uma reviravolta completa da noite para o dia; uma transformação, se quiser assim chamar. Visto de certo angulo, parecia ter ocorrido muito rápido, mas na verdade aconteceu em uma escala de tempo ligeiramente mais prolongada; duas semanas para ser preciso.

Era Fevereiro, de fato era a semana do Dia dos Namorados (N.T: O dia dos namorados, que se chama "Valentine's Day" em inglês, ocorre dia 14 de fevereiro). Nessa época eu estava passando por uma fase de isolação social. É algo que muitas vezes acontece no sombrio inverno escocês, onde me torno cada vez mais agarrado a minha solidão e passando amargura para aqueles que "se encaixam". Era, e ainda é, uma ressaca neurótica da minha adolescência, algo que me atormentou por muito tempo.

Duas semanas antes encontrei-me vagando pelas ruas de Edimburgo para limpar minha mente. Andar a pé, o quão engraçado que possa parecer, sempre foi um grande conforto para mim. Você está, em todos os sentidos, a sós com seus pensamentos, mas essa parte que almeja a companhia de outra pessoa é apaziguada por um tempo.

Edimburgo é uma cidade muito antiga e tem mantido notavelmente a forma de seu passado. As ruas de paralelepípedo serpenteiam o lado íngreme do que já foi um vulcão, rompendo-se esporadicamente em ruas estreitas que ocasionalmente se abrem para pátios isolados.  Esse inúmeros pátios são geralmente ladeados por casas altas geminadas, amontoadas como se sussurrassem umas as outras segredos esquecidos do passado: a majestosidade de Edimburgo como uma cidade que frequentemente é perdida naqueles que viveram tempo suficiente para ver a beleza banal.

Como muitas vezes acontece quando tomado pela depressão, eu não tinha dormido bem. Eu tinha terminado de trabalhar por volta das cinco da tarde e quando consegui dormir um pouco, minha mente não me deixava relaxar. As seis da manhã eu tinha conseguido dormir pouco e, mesmo que fosse domingo, admiti a derrota nas minhas tentativas de ter um bom descanso e levantei-me relutante para cumprimentar o mundo.

No momento eu já tinha percebido que ainda estava cedo da manhã e o frio gelado de janeiro ardeu em minha face. Apesar de Edimburgo ser, por falta de uma expressão melhor, uma cidade turística, naquela época ainda estava relativamente deserta, mesmo para um domingo. Uma ligeira névoa subiu para fora das águas de Leith fazendo-me sentir ainda mais frio enquanto passava pelas ruas estreitas e calçadas vazias, totalmente absorto em meu caminho.

Enquanto as lojas abriam e as primeiras gotas de turistas começavam a vazar de seus hotéis para as calçadas de paralelepípedo, eu decididamente me desviei para outras ruas que geralmente são esquecidas. Minha mente distante tinha tomado conta de mim, pois quando sai de meus devaneios, eu estava de frente a um velho cemitério. Eu pensei em dar meia volta e ir para casa, mas algo deste lugar despertou uma compulsão em mim; eu tinha de explorá-lo.

Eu achei curioso que o portão, feito negras barras de metal, estavam entreabertas de manhã cedo num dia como aquele. Entrando no cemitério, eu imediatamente notei a isolação total do lugar, apreciando o som do cascalho debaixo de meus pés que quebrava o silêncio enquanto eu me direcionava lentamente por um caminho cheio de pequenas pedras brancas.

Não era um cemitério muito grande. Parecia consistir em dois lotes separados, com os velhos túmulos à frente, beirando o muro e o portão, e mais para trás, conforme o terreno se afunilava em uma colina, se encontravam os túmulos dos falecidos mais recentemente. Os túmulos mais antigos carregavam as antigas cicatrizes da idade. Encontrei um que estava datado 1776, mas o epitáfio estava ilegível. Eu senti uma tristeza olhando a lápide, e sem culpa alguma me imaginei como uma alma perdida ou esquecida.

Eventualmente eu me desloquei, subindo a colina em direção as sepulturas mais recentes. Me aproximei de um velho e grande Sicômoro que pairava acima de vários túmulos, com um comportamento quase que protetor. Eu fitei uma das lápides, lendo as palavras mas nãos as registrando, e minha mente foi engolida  por outro devaneio. O túmulo se sobressaia de algum jeito entre os outros. Ele era branco, enquanto os outros que o rodeavam eram feitos de um mármore negro profundo.

Sem pensar, eu corri minha mão pela pedra lisa sentindo ocasionalmente as marcas dos elementos nela. Nos pés da sepultura estava um vaso pequeno e inofensivo. Era feito de um metal amarronzado ( assumi que era cobre, pois na superfície deste podia-se ver pequenas veias de coloração azul por conta da exposição de variações climáticas em Edimburgo).

Enquanto fiquei de pé lá, algo britou na minha mente. Algo que me aborreceu profundamente. De primeira eu não sabia o que era, julgando que fosse apenas um senso crescente de desconforto. Quando esse sentimento atingiu seu auge, eu percebi o que estava errado.

O nome na lápide era Lisa Maine.

Eu reconhecia bem aquele nome,assim como todos moradores locais. Eu conhecia ela quando eu era adolescente, pois íamos a mesma escola. Ela era alguém que eu observava de longe, cheia de vida e exuberante, enquanto eu era tímido, recluso e reservado. Eu possuía uma paixão e desejo intenso por ela o qual apenas o primeiro amor produz. 

As palavras em sua lápide se destacaram fortemente; 15 anos. Eu fui preenchido com um sentimento tremendo de luto e perda, o que me pegou de surpresa, tanto que tive de sair do lugar; eu não conseguia aguentar. Sai do cemitério o mais rápido que pude e fui para casa ignorando as confusas ruas de Edimburgo. 

Eu não olhei para trás. 

No decorrer dos dias seguintes eu estava inquieto. Eu tinha muito trabalho e dificuldade para dormir, mas isso não era incomum de mim. O incomum era as memórias de Lisa Maine que não saiam de minha cabeça, memórias e pensamentos que me seguiam para todos os lugares.

Na época eu tinha sido afetado fortemente pela morte dela pois só tínhamos 15 anos, mas isso fazia quase uma década e eu não pensava nela fazia muitos anos. Era como se o sentimento de perda tivesse acordado quando eu olhei a lápide, um sentimento de dor que eu tinha dado um jeito de enterrar tão profundamente dentro de mim que tinha me persuadido a esquecer.

As memórias agora me assombravam;  lindas e terríveis. A qualquer momento eu era presenteado pelas lembranças do sorriso dela, o cabelo, a bondade, e depois engolido pela desesperante imagem dela enterrada a sete palmos da terra; fria e sozinha. Antes tão cheia de vida, agora uma casca em decomposição, o qual antes tinha sido a casa de uma alma tão bela.

Se eu tivesse contando a alguém como eu estava me sentido, esses me chamariam de emotivo ou sentimental, por um simples motivo; eu mal conheci Lisa. Observando ela por anos pela sala de aula, eu me imaginava falando com ela, compartilhando aqueles momentos que significavam tanto para um adolescente; o primeiro contanto com alguém que você adora, o primeiro sentimento de ser amado, o primeiro beijo.
Eu mal tinha falado com ela até poucas semanas antes dela morrer. Em uma dessas vergonhosas manobras sociais que os professores as vezes fazem, os alunos eram forçados a formarem pares para ir primeiro baile. Para alguém como lisa era algo a ser divertido e aproveitável, enquanto para mim era algo a ser detestado. Era constrangedor, possuindo nenhum talento relativo a dança e ainda com muito medo de passar um tempo com uma garota.

Era fim de Janeiro, e na aula de dança onde praticávamos, Lisa rapidamente me escolheu para facilitar as coisas. Eu não consigo transmitir os sentimentos simultâneos de felicidade e medo que eu senti quando ela me pediu para levá-la até em casa naquele dia. Algumas pessoas acham que as interações sociais são cansativas, muito como eu que sempre fiquei preocupado em dizer algo errado, mas alguns indivíduos podem deixar os outros à vontade sem menor esforço; Lisa era uma dessas pessoas. À medida que atravessávamos uma ponte em estilo vitoriano para a casa dela, o sol de inverno brilhava confortavelmente. Eu não poderia estar mais contente de estar na presença dessa garota tão feliz e de coração bondoso. Ela era tão linda, com um sorriso incrível e cabelos dourados que pareciam fazer parte de uma personagem de contos de fadas. 

Por semanas a gente fez o mesmo trajeto para casa. Conversando, rindo (coisa que eu fazia raramente) e ficando cada dia mais próximos. Quando você está nessa idade, tudo é potente. Eu não tinha muitos amigos, e vivia sozinho com minha mãe que não era uma mulher muito afetuosa, então naquele curto período eu me apaixonei facilmente por Lisa Maine.

No dia 13 de fevereiro, nós paramos do lado de fora da casa dela. Ficamos conversando por uns instantes e então pela primeira vez Lisa se tornou distante. Ela olhou fixamente para mim de um jeito que nunca tinha feito antes. Eu me senti inquieto, mas ao mesmo tempo alegre. Houve um momento, um breve momento onde não falamos nada um para o outro, então ela me abraçou. Os dedos dela escorregaram em meus cabelos. Eu nunca esquecerei o quão doce era seu cheiro, o quão viva ela parecia, e o quão maravilhoso era me sentir amado como nunca tinha sido antes.

Lentamente ela me soltou e foi andando para a porta. Então antes de desaparecer dentro de casa ela se virou e sorriu pra mim mais uma vez.

De imediato eu sabia o que iria fazer. Pela primeira vez na vida eu estava cheio de foco e propósito, um desejo de fazer apenas uma coisa. Eu corri o mais rápido que pude para o centro onde se encontravam as lojas. Eu tive sorte, pois a maioria já estava fechando. Um gentil senhor que administra uma antiga loja de cartões me deixou entrar, mesmo que já estivesse de saída.

Eu iria comprar meu primeiro cartão do Dia dos Namorados.

Tinha de ser perfeito. Tinha que ser a coisa certa. Depois de olhar quase todos os cartões que eu podia pagar, eu achei um. Era o destino. O cartão era vermelho com um circulo branco no meio. Dentro do circulo 
havia um menino e uma menina andando ao longe de mãos dadas, juntos. Eu não ligava o que estava escrito dentro, pois eu sempre tive um jeito com a escrita, e sabia que conseguiria fazer um bom texto vindo do fundo do meu coração. Eu comprei. Depois de sair da loja de cartões, eu fui direto para a banca de jornal local. Eu tinha salvado ainda minhas últimas 2 Libras (N.T: Dinheiro Escocês e Inglês). Minha mãe tinha me dado permissão de comprar lanche na escola toda semana, e eu sabia que ela não me daria mais para gastar. Com isso, eu tinha que ficar alguns dias sem comer na escola para ter algum dinheiro em mãos, e com o resto de minhas Libras eu comprei uma caixa de chocolate para acompanhar o cartão.  

Eu esperei pelo dia seguinte. Foi tudo muito devagar.

O dia 14 de Fevereiro. Eu nuca esquecerei o entusiasmo de me arrumar para a escola. Eu dei uma última olhada para os chocolates e o cartão antes de colocá-los na minha mochila. Eu acho que tinha deixado claro demais que eu estava carregando algo importante e delicado, enquanto andava com a mochila nos braços a maior parte do dia.

Eu estava tão entusiasmado, tão concentrado que eu iria marchar até Lisa e dar a ela o presente sem me importar no que os outros, o qual alguns podiam ser muito cruéis, iriam pensar.
Mas ela não estava lá.

Ela não estava no parquinho, ela não estava nas aulas. Nas matérias que dividíamos, eu fiquei apenas sentado olhando o lugar vazio dela. Bateu o sinal da escola e eu me vi fazendo o mesmo caminho que Lisa e eu fazíamos normalmente. Fiquei de pé do lado de fora da casa dela, segurando os chocolates. Eu não consigo descrever o sentimento que estava sentindo lá. Pode dizer que era a falta de comida ou o fato de estar totalmente preparado o resto do dia, mas a ansiedade tomou conta de mim o que resultou que eu não conseguia bater na porta dela. Voltei para casa, deprimido. Tanto que eu mal consegui comer uma garfada do presunto mal cozido de minha mãe,  então eu simplesmente subi as escadas e rastejei até a cama, mal dormi durante a noite.

Nos próximos dois dias eu me vi fazendo o mesmo caminho de sempre segurando aqueles chocolates, sem me atrever a cruzar a cerca branca que ficavam a frente da casa de Lisa. No terceiro dia eu perguntei a uma das professoras sobre as faltas de Lisa, algo que eu ainda não tinha pensado em fazer antes. Eu associava qualquer autoridade sendo um ser frio, distante e injusto, e com resultado eu normalmente evitava contato com os professores a qualquer custo. Sra. Randall, nossa professora de História, me disse que Lisa estava com uma febre muito alta e estava muito doente.

Ela poderia ficar ausente por semanas.

Com a noticia eu estava decidido; Eu iria bater na porta dela, e bater na porta dela foi o que fiz. Eu bati, bati, bati e bati mas ninguém responder. No dia seguinte fiz o mesmo, e de novo nenhuma resposta.
Agora faziam cinco dias da última vez que eu tinha visto Lisa. Era um sábado e, mais uma vez, eu fui até a casa dela, com o chocolate e o cartão em mãos. Enquanto me aproximava de sua casa, o céu se encheu de nuvens, trazendo uma tonalidade monótona em cima da rua de Lisa, fazendo-a parecer deserta. Era claro que o pai de Lisa não era um jardineiro. O gramado estava crescido demais com ervas daninhas espalhadas entre as fissuras do concreto que era usado para fazer um pequeno caminho em direção ao hall. Eu parei um instante e olhei ao redor para ver uma estátua de gnomo que estava claramente se afogando na vegetação alta; estava tristemente quebrado.

Muitos sugerem que quando algo está errado, alguém sabe. Essas pessoas podem não saber exatamente o que aconteceu, mas eles quase conseguem sentir uma sensação de pavor no ar. Eu olhei ao redor e continuei a andar para a porta da frente.

Algo estava diferente.

Eu estava certo que a casa parecia deserta como estava nos dias anteriores que eu tinha visitado, e mesmo estivesse do mesmo jeito que antes, uma coisa tinha mudado. A porta da frente estava aberta. Eu estava certo de que ela estava fechada quando eu cheguei, mas eu deixei isso passar enquanto admirava o jardim mal cuidado. Veja só, eu não consigo explicar direito, mas havia algo sufocante sobre aquela casa naquela rua silenciosa.

Eu alcancei a porta e segurei a aldrava, batendo três vezes. Sem resposta. Eu repeti minhas batidas com mais força dessa vez, mas mesmo assim ninguém veio.
A porta estava apenas levemente entreaberta, de um jeito que eu não conseguia ver muito bem o interior. Tudo que eu podia ver é que estava muito escuro  e que o ar que saia da casa parecia bolorento, como se não estivesse habitada por muito tempo. Eu comecei a ficar nervoso. Eu não sabia realmente o por que.
Limpando a minha garganta e balbuciante eu perguntei "Olá?" várias vezes sem resposta. A rua estava vazia e o lugar parecia totalmente sem vida. Então um pensamento começou a ruminar e ganhar impulso dentro mim. E se Lisa e seu pai estivessem machucados? Eu comecei a fazer todas as possibilidades na minha mente, os dois em alguma parte da casa, machucados e sem comer ou beber água por dias. Então eu lembrei que minha professora de História tinha dito que Lisa estava doente. Ela tinha que ter falado com alguém que sabia sobre isso, provavelmente o pai de Lisa. Eu esperava que ela não estivesse tão doente que seu pai tivesse a levado para o hospital.

Apesar de meus pensamentos lógicos, eu ainda não podia negar o horrível sentimento que algo estava de fato errado. O medo começou a se agarrar em mim, então fechei meus olhos por um momento e achei a memória de Lisa sorrindo que me deu o conforto que eu precisava para vencer aquilo. Eu segurei firmemente os chocolates e o cartão enquanto empurrei a porta para ficar totalmente aberta. Me movi silenciosamente, mas  o barulho que a aldrava fazia por causa do movimento repentino da porta ecoou pela casa, mas mesmo assim ninguém veio.

A casa estava banhada em escuridão.

Eu dei uma última olhada em volta e cruzei a soleira. Mesmo que Lisa não viesse de uma família muito rica, a casa tinha dois andares e no mínimo quatro quartos e um sótão. Talvez o fato que Lisa fosse filha única fazia a casa parecer maior ou mais vazia. Quando eu fui andando lentamente pelo corredor, eu sentia como se cada passo meu ecoasse pelas passagens e quartos vazios.

Começando pela sala de estar no primeiro andar, eu fui de quarto em quarto ocasionalmente perguntando se alguém estava me ouvindo, mas rapidamente percebi que estava falando sozinho. O ar estava sufocantemente quente e passando minha mão pelo radiador eu percebi que a caldeira deveria estar ligada fazia algum tempo.

Quando fui em direção da cozinha no fundo da casa, eu ouvi algo. Era quase como uma batida rítmica. Eu não conseguia identificar o que era, mas eu sabia que vinha do andar de cima. Sai da cozinha, o que eu fiquei muito feliz em fazer, porque estava cheirando a comida apodrecida, e andei em direção as escadas.
O lance de escadas era estreita e se estendia por dentro de uma parede. No topo da escada havia um corredor que dobrava para a esquerda e levava até os outros quartos. A batida tediosa estava agora mais intensa e enquanto eu escalava lentamente os degraus, o medo que tinha se agarrado quando na porta da frente voltou a mim. A realização de que eu estava vagando sem ser convidado na casa de alguém veio à tona. Parando por um momento, eu fechei meus olhos e pensei em Lisa de novo. Continuei.

Quando cheguei ao topo, a batida parou; eu me arrepio agora só de pensar nisso. Haviam três portas que davam nos três outros quartos e uma que dava no banheiro que eu já havia visto que estava vazio. A porta para o primeiro quarto estava aberta. Eu espiei lentamente esperando ver alguém lá dentro. Não havia ninguém. Era o quarto do pai de Lisa, elegante, organizado, com quase nenhum objeto. A única coisa curiosa era que as cortinas não estavam abertas.

A porta para o segundo quarto estava fechada. De novo, eu fui invadido por uma sensação de ser um intruso ali. Eu estava andando dentro da casa de alguém sem ser convidado. Eu era um transgressor. Bati levemente na porta. Esperando por um tempo eu percebi que não devia ter ninguém lá, então segurei a maçaneta e girei. Abriu. Empurrei a porta e ela travou com apenas alguns centímetros de abertura. Algo estava bloqueando a passagem. Puxei em minha direção e depois empurrei de novo, mas sem sorte. Em cada tentativa a madeira da porta batia em algo. De repente eu fiquei ciente que o barulho que fazia quando eu empurrava a porta ecoava pela casa. Não era muito diferente do que eu tinha ouvido antes.  

Eu tentei mais uma vez, empurrando contra o obstáculo com mais força possível. Sem sorte. Eu estava prestes a desistir e ir para a próxima porta quando eu vi o que estava bloqueando minha entrada. Eu nunca vou esquecer o olhar vidrado do rosto que parecia estar espiando pela fresta que fica entre a parede e a porta. A pele era de um cinza pálido, alguns cachos de cabelo cobrindo a cabeça, e algumas gotas de suor congelados na testa. A maior parte de suas feições estavam obscurecidas pela porta, mas o único olho visível continuava encarando, oculto, coberto de sombras.

Eu não gritei porque percebi não só que era o rosto do pai de Lisa, mas que ele estava prá lá de morto. Eu me senti anestesiado, mas olhando de volta, percebo que consegui controlar a situação muito melhor do que a maioria dos adolescentes naquela idade teriam, mas posteriormente eu comecei a ter uma estranha fascinação por isso, lendo muitos casos de mortes horrendas.

Eu me concentrei por um segundo, me compus, e instantaneamente meus pensamentos se voltara para Lisa e onde ela estaria. Ela esta no mesmo quarto? Ela estava no porão? Tudo que eu desejava é que ela estivesse bem.

Então algo aconteceu. Um evento que até hoje eu reprimi, ignorei, e evitei o máximo que pude. Algo que me chocou o fundo da alma. Algo que nunca contei a ninguém.

O rosto que me olhava através da lacuna escura se mexeu. No começo, era apenas um movimento rápido, e eu ignorei como efeitos do choque da morte sobre corpo. Em seguida, mudou-se novamente. De repente, a porta começou a tremer violentamente como se estivesse sendo chutada e socada pelo corpo que estava atrás dela. O rosto se virou para cima com um estalado do pescoço morto  enquanto lutava contra cada movimento brusco. Um som borbulhante e pútrido soou ofegante, enfurecido de dentro de sua garganta inchada.

Fechei meus olhos. Eu estava certo que aquilo não era real. As colisões pararam, e a casa caiu em silêncio mais uma vez. 

Eu dei um suspiro de alivio e abri meus olhos. O que vi, mal posso descrever agora. O rosto tinha mudado em direção à cima e ficou no mesmo nível que o meu. A porta balançou e sacudiu sob a tensão do seu agressor venenoso que tentava fazer seu caminho através dela. Finalmente o rosto se empurrou e se apertou contra a fresta, revelando inteiramente suas características repulsivamente repugnantes.

Morto, coberto de sangue coagulado, ofegando incansavelmente por ar, o tempo todo olhando diretamente para mim com ódio nos olhos e seus lábios repuxados para trás mostrando os dentes juntos.
Eu não me lembro muito bem o que aconteceu depois disso, e estou contente por isso. Eu sei que sai de lá, corri confuso para casa, chorando, e balbuciando feito um louco. Sei de mais uma coisa, que enquanto as memórias vem correndo por mim, eu lembro que aquela coisa conseguiu escapar e me agarrou. Como escapei eu não lembro.

A verdade era mais assustadora do que eu podia imaginar. O pai de Lisa tinha perdido seu trabalho algumas semanas antes e as contas se empilharam junto com a pressão de cuidar da sua única filha, ele enlouqueceu. Quando a policia entrou na casa encontrou o corpo da pobre e doce Lisa no porão. Seus pulsos estavam amarrados ao radiador. Tinha sido estrangulada até a morte. Depois de matar a filha, o pai de Lisa foi ao quarto dela e se enforcou. Depois de uns dias pendurado, a corda que ele tinha usado para tirar a vida de si mesmo parece ter arrebentado. A policia achou o corpo dele caído atrás da porta. A porta estava aberta.
Enquanto o tempo corroía as memórias, a explicação destes eventos se alteraram várias vezes em minha cabeça. Através dos anos na escola e na faculdade, eu li sobre pressão psicológica e como um trauma poderia fazer um ser humano alucinar. Eu me convenci que tinha encontrado o pai de Lisa morto e que o choque tinha produzido o resto da experiência. Não importa o quão real parecia, a ideia de que um cadáver se retorcia por raiva e ódio, talvez até pelo amor que sentia pela filha, poderia voltar a vida e atacar os vivos... Simplesmente não se encaixa nas minhas crenças científicas de ateístas.

Eu rejeitei toda a experiência, mas algo continua a me assombrar enquanto tempo me esconder da verdade. A policia relatou que Lisa tinha sido amarrada alguns dias antes de ser morta.

A morte foi datada em 15 de Fevereiro.

Ela estava no porão, amarrada, assustada mas mesmo assim viva quando eu fui até a casa dela dar seu presente de Dia dos Namorados. As pessoas falam sobre assombrações e espíritos, mas a memória do rosto se contorcendo atrás da fenda não era nada comparado a saber que eu tinha estado na casa dela e que talvez, apenas talvez eu podia ter a salvo. Sim, eu era uma criança, mas eu podia ter feito algo!
Eu cresci, mas nunca amei mais ninguém; aquele sentimento de conexão com outro ser humano. Eu desenvolvi uma apego que não era saudável à minha própria companhia e me encontrei mais interessado em meter a cabeça em livros do que talvez conhecer novas pessoas, ou me apaixonar de novo. Os amigos que eu tinha nunca tinham sido realmente próximos, nem nunca entenderam realmente quem eu era.

Ver o túmulo de lisa tinha trazido tudo à tona. Os momentos perdidos, a coisa na casa, a morde dela. O engraçado que de todas essas memórias, todas traumáticas e preciosas, a que não me abandonava era do presente que eu nunca dei. Mesmo ainda desejando que a morde de Lisa tivesse sido apenas um sonho e que ela estivesse ainda nesse mundo, eu ainda sentia que tinha que corrigir esta situação.

Eu ainda tinha o cartão depois de todos os esses anos, e em muitos aspectos, era o meu bem mais precioso mas ainda assim o mais detestado. Precioso pelas memórias  que estavam gravadas dentro de mim e odiadas pelo mesmo motivo. Na manhã do dia 14 eu andei pelas ruas de paralelepípedo em sentido ao lugar de descanso de Lisa, no caminho parei em uma banca de jornal e comprei uma caixa de chocolates.
Na minha primeira visita eu tinha andado até lá por acaso, vagando simplesmente em transe, mas desta vez eu estava focado e decidido. Sentimento é uma coisa interessante e que tinha me feito manter o cartão e a fita da caixa de chocolate que havia feito na época. Quando entrei no cemitério, olhei para cima em direção da colina onde ela estava. Me senti hesitante. Não porque eu não queria deixar os presentes no seu túmulo, mas porque eu não até que ponto o sentimento de remorso, tristeza e nostalgia amarga poderiam tomar conta de mim de novo. No entanto, depois de um tempo eu fiz meu caminho caminhando sobre as pedrinhas brancas, subindo a colina.

Lá eu fiquei. O sol ainda estava relativamente baixo no céu e fazia que tudo ficasse exageradamente contorcido com as sombras banhando tudo. Depois de ficar por lá pelo o que pareceu um década, tirei a fita do bolso, amarrei cuidadosamente em volta da caixa e então coloquei os chocolates e o cartão em cima da pedra fria da sepultura.

Não sei se disse algo. Naquele momento provavelmente não, pois eu não estava convencido que ela estava lá para me ouvir; que uma vez que meus entes queridos morrem, eles se vão para sempre; que a morte é o fim. Eu sei que chorei. Eu chorei como não tinha chorado desde criança. Eu cai em meus joelhos e enterrei meu rosto nas mãos. Eu esta inconsolável.

Eu tinha ouvido e lido sobre pessoas tendo experiências religiosas e espirituais, e enquanto eu não podia aceitar verdadeiramente os testemunhos dos outros, o que posso dizer é que o que eu senti naquele momento foi profundo; um sentimento dolorosamente lindo de companheirismo e amor. Eu olhei em volta. Ninguém estava lá, mas eu senti como se estivesse. Eu tentei me livrar da sensação achando que minha mente estava só estava brincando comigo, mas eu simplesmente não conseguia, por mais que tentasse.  Aquele sentimento tinha emoção dupla. Eu só tinha me sentido daquela forma uma vez antes; quando Lisa me abraçou na última vez que nos vimos. Enquanto a sensação tomava conta de mim, eu percebi que eu tinha estado procurando incansavelmente pela mesma sensação, mas nunca tinha encontrado até aquele momento.

Eu me levantei, enxuguei meus olhos e toquei a sepultura como se dissesse adeus. Andei para a entrada do cemitério com um sorriso que ia de orelha a orelha, algo que qualquer um que me conhece bem diria ser extremante raro. Quando eu cheguei ao portão eu olhei para a colina mais uma vez, que para mim não era mais um local de solidão, e sim amor e amizade.

A segunda e a última vez que posso dizer que vi um espírito foi naquele momento, de pé atrás do túmulo de Lisa estava uma imagem embaçada de uma moça em um vestido de dança rosa. Eu não corri para a sepultura, pois sabia que não precisava. Ela acenou lentamente para mim e desapareceu lentamente.
Eu andei para casa. Eu me sentia completo, contente e exuberante. É quase impossível de descrever a experiência do cemitério, mesmo que eu a tenha feito em plenitude, mas mesmo assim sem puder convencê-los.  

Meus amigos se perguntam o que aconteceu comigo naquela época. O fato é que eu encontrei algo que eu nem sabia que me faltava. Alguns lendo isso podem pensar que eu encontrei minha fé, mas não foi isso. O que eu encontrei naquele dia foi o companheirismo e aceitação da única pessoa que eu já amei. Sabia que daquele dia em diante o mundo tornara-se muito mais misterioso e maravilhoso do que eu jamais fui capaz de imaginar. Eu sabia que nunca mais temeria ficar sozinho, pois quando vago pelas ruas de Edimburgo e me encontro em um lugar calmo sem nenhum passante por perto,  eu sorrio sabendo que se eu escutar cuidadosamente,  posso ouvir os passos de Lisa, a garota que eu amei tão profundamente quando criança, andando comigo para onde quer que eu vá.


Creditos à: Micheal Whitehouse (escritor de "Hora de Dormir")



Não é uma boa ideia

Toda vez que você expira, um pouco da sua alma escapa. Com sorte, você quase sempre inspira de volta antes que alguém a roube de você. Quase sempre.

Algum dia você já embaçou um espelho com sua respiração?


Não faça isso.




28/05/2013

O aviso da Mamãe

Minha mãe sempre me proibiu de abrir a porta do porão, mas eu queria saber o que estava fazendo aquele barulho lá em baixo, porque fazia um barulho parecido com de cachorrinho e eu sempre quis ter um cachorrinho, então eu abri a porta do porão e desci um pouquinho os degraus, eu só queria dar uma espiada no cachorrinho, só isso.


Eu não vi o cachorrinho então mamãe veio e me puxou os degraus a cima e gritou para eu nunca mais ir lá em baixo de novo, nunca nunca nunca. Mamãe nunca tinha gritado antes comigo assim então fiquei assustado e chorei. Ela pediu desculpas e me deu biscoitos. Era de gotas de chocolate que é o meu favorito, e eu já estava me sentindo melhor, então não perguntei porque o menino no porão estava chorando como um cachorrinho ou porque ele não tinha mãos nem pés.




27/05/2013

Creeper da Semana: Isa Oliveira


Idade: 13 anos

Estado: Rio Grande do Sul

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Conheci o blog porque minha irmã é escritora, dai ela me mostrou e eu me interessei porque apesar de ter um pouco de medo adoro coisas de terror. Ah é, minha irmã é a Divina, hahaha'

Contato pessoal:

Email: isa_dora_@live.com
Facebook: Isa Oliveira
Skype: luaminhadivina/isaisoca

(Creeper de Semana - 27/05/2013 à 02/06/2013)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!

Pascualita



Em Chihuahua, México,há um rumor local é que esse manequim, conhecida como "Pascualita", é na verdade um corpo embalsamado à 75 anos. De acordo com a lenda, uma senhora chamada Pascuala Esparza tinha uma loja de vestidos de noiva na cidade, e fazia vestidos sob encomendas para moças que iriam casar. Sua própria filha, Pascualita, estava noiva, então Pascuala resolveu fazer para ela um vestido especial. Tudo estava planejado e pronto, quando no dia do casamento, uma tragédia aconteceu. Supostamente, Pascualita foi mordida por um inseto venenoso e morreu logo depois. Angustiada com a morte da filha, Pascuala resolveu imortalizá-la. Ela embalsamou o corpo, vestiu-a com o vestido, e a colocou na janela da loja, para todos verem.


Hoje em dia, Pascualita continua na vitrine da "La Popular", no centro de Chihuahua. Apesar de quase sempre ser tomado só como um mito, os detalhes na manequim, especialmente nas mãos, deixa os espectadores em dúvidas.






24/05/2013

Criaturas da Caverna


Essa foto foi tirada em 1895 por um fotógrafo/espeleogista amador chamado Oren Jeffries, enquanto explorava uma seção não mapeada das Grandes Cavernas, no Sudoeste da Virginia.

Na época que foi tirada, Jeffries estava fazendo experimentos fotográficos, usando longas exposições para ver se algo poderia ser fotografado em total ausência de luz. Ele ficava de pé em um lugar estável, desligava seu lampião, e abria a lente de sua câmera feita em casa pelo maior período que conseguisse ficar na escuridão.

Durante um desses experimentos, ele ouviu algo se aproximando dos cantos mais profundos da caverna. Assustado, Jeffries abandonou o seu experimento depois que usou um flash de pólvora  dentro da caverna.
De acordo com o relato que ele deu para o jornal local, Jeffries viu três criaturas "humanoides" nas sombras o encarando e ele correu na direção oposta até que tivesse fora da caverna. Alguns dias depois ele voltou com mais três homens para buscar sua câmera e o lampião que tinham ficado lá. 

Essa imagem estava no filme.




A última entrevista de Charlie Noonan


Charlie Noonan foi um folclorista amador que viajava pelo Sul e sudoeste dos Estados Unidos no começo do século 20, coletando lendas e histórias sobrenaturais. De acordo com sua esposa, Ellie, foi contada a Charlie uma história por um fazendeiro de Oklahoma sobre uma estranha mulher que vivia sozinha em uma propriedade isolada na divisa do estado. O fazendeiro afirmou que a mulher não era realmente uma mulher, mas outra coisa, algo que escondia sua verdadeira natureza com um lenço na cabeça e nunca era vista sem um enorme cachorro do seu lado. Noonan estava aparentemente muito intrigado e foi atrás dessa senhora em uma de suas viagens. Ele nunca mais foi visto.

Ellie Noonan foi contatada mais tarde por um penhorista de Tulsa que se lembrava de ter lido nos jornais sobre o desaparecimento do marido dela, depois de ver o nome dele gravado em uma câmera que tinha sido vendido em sua loja por um itinerante. O penhorista devolveu-a a câmera, e Sra. Noonan revelou o filme que estava dentro tentando achar pistas do desaparecimento o marido. Essa era a única foto no rolo. Infelizmente, nem o local da propriedade, nem o nome do fazendeiro que tinha  contado a história estava anotado nas anotações de Noonan. 




23/05/2013

O Caso de Clifford Hoyt

Clifford Hoyt, 31 anos, sofreu um sério acidente automobilístico em 1999. Após sair do coma, ele falou apavoradamente à uma enfermeira que ele tinha morrido e visitado o Inferno. Ele expôs as torturas e a agonia que foi submetido em detalhes assustadores. Ele recusou tratamento psicológico e foi liberado do hospital.

Algumas semanas depois, os vizinhos de Hoyt reclamaram ao seu senhorio sobre uma estranha música que estava tocando no apartamento dele por horas de madrugada. Depois de uma investigação, o dono do prédio achou Clifford nestas condições. O Sr. Hoyt estava um tanto lúcido e protestante quando o senhorio tentou chamar a polícia.

Preocupado com o estrago feito em sua propriedade, ele tirou fotos do apartamento, o qual a imagem acima é um exemplo. Ele foi embora e contatou a família de Clifford que então chamaram as autoridades.Clifford alegou que demônios do inferno estavam ainda tentando o capturar. Ele explicou que seu corpo queimava sem cessar a não ser que ele tocasse música para assustar os demônios. Ele apenas saia de casa por curtos períodos de tempo para pegar suprimentos, incluindo um grande bloco de gelo para acalmar a sensação de queimadura que ele sentia ao tentar dormir.

Os médicos de Clifford atribuíram as ações dele como um dano no cérebro sofrido no acidente de carro. Ele atualmente reside em uma clínica de reabilitação mental em Maryland.


Senhora da janela

Adam estava trabalhando reconstruindo um telhado em uma casa em Illinois. Ele tirou essa foto com seu celular de seus colegas. A história que ele me contou é que eles foram contratados por novos moradores para reconstruir o telhado e o forro. 

De acordo com ele a senhora que morava ali tinha morrido faziam três meses. Eles estavam trabalhando na casa vazia por dois dias e não tinham visto ninguém por lá. Eu sei que a foto parece suspeita, mas Adam não é do tipo que mente em relação ao sobrenatural. 



21/05/2013

Sasquatch

Algo estranho está à espreita nas florestas nevadas da Pensilvânia, e uma mulher alega ter capturado em sua câmera evidencias da criatura.

Uma mulher chamada Polly foi ao Facebook alguns dias atrás, a fim de postar esta foto de um "Sasquatch"que foi capturado na propriedade rural de uma amiga dela. Como todas as imagens de criaturas místicas, o zoom digital foi claramente dobrado ao máximo, ficando totalmente pixelada e impossível de distinguir detalhes, mas parece mostrar uma criatura agachada desengonçada, movendo-se nas quatro paras. Polly disse aos seus amigos do Facebook que a criatura não tinha medo dos humanos e andava como um macaco.

"Um amigo meu mora na Pensilvânia e viu isso quando estava chamando seus cachorros para dentro de casa. Ela ficou assustada, porque a coisa não correu dela. Ela tem dois grandes e negros chow-chows. Achamos que ela viu um bebê Sasquatch. E é isso que ela acha também, porque ela nunca tinha visto nada parecido. Ela sabe como um urso se parece, e ela disse que parecia um pouco com um gorila - Polly




20/05/2013

Creeper da Semana: Nicolas Alves Do Nascimento


Idade: 15 anos

Estado: São Paulo

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Bom, conheci o blog de uma maneira inusitada... Tudo começou comigo vendo um vídeo do Ambu.

Bom eu estava vendo o vídeo e sai rapidamente da frente do notebook. Então, do nada, meu gato pulou em cima do teclado e de alguma forma eu fui redirecionado para o blog. Enfim, tudo muito estranho, mas comecei a ler e me identifiquei logo de cara com o conteúdo. Eu gosto de Creepypastas desde que eu me conheço por gente. Sempre adorei traduzir Creepypastas para poder ler algumas coisas inéditas de vez em quando.

Enfim, é isso. Espero ser o Creeper da Semana ;)

Contato pessoal:
Email: chipolas_itu@hotmail.com
Facebook: chipolas_itu@hotmail.com
Skype: nicolas.alves8

(Creeper de Semana - 20/05/2013 à 26/05/2013)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!


19/05/2013

Creepypasta dos Fãs: A carta de meu irmão


O texto que segue abaixo é a única pista do desaparecimento do meu irmão. Foi encontrada no taxi em que ele voltava para casa. O taxi estava em perfeito estado, com o taxista inconciente dentro dele sem nenhum arranhão. Enquanto meu irmão, desde então, não apareceu. Ele havia sido internado em um manicomio alguns meses depois de ler uma lenda urbana na internet sobre o Slender Man. A letra dele estava incomparavelmente ilegível (por isso foi tão fácil de reconhece-la) e por isso algumas palavras estavam impossíveis de serem lidas, então ignorem qualquer frase sem nexo pois eu realmente não pudi entender algumas palavras.

"Eu era uma pessoa comum, gostava de festas, tinha amigos, estudava... Mas havia algo que eu realmente amava fazer: assustar as pessoas. Eu realmente amava pregar peças em meus amigos, contar historias de terror, dar sustos, armar surpresas, coisas do tipo. Era mesmo muito engraçado ve-los se assustando. Mas não foi nada engraçado no dia em que eu me assustei.

Eu costumava ler lendas urbanas na internet, as famosas "creepypastas" e sempre arrancava várias noites em claro dos meus amigos com medo. Porém, nenhuma delas me assustava. Na verdade eu ria da maioria delas. Porém, teve uma que realmente mexeu comigo. Uma que não me fez rir, uma que eu não gostava de contar a ninguém: A lenda do Slender Man. Ou homem esguio.

Dizia a lenda que o Slender Man era um homem alto, de terno preto, com a pele extremamente pálida e sem rosto. E que vários tentáculos saiam de suas costas. Normal, você diria. Traumatizante, eu digo. Ele aparecia para pessoas que pesquisassem sobre ele e quanto mais você pesquisasse, mais chances havia dele aparecer para você. Isso aumentou bastante a minha curiosidade (e o meu medo, que pela primeira vez na vida estava começando a trabalhar).

Passava o dia todo pesquisando sobre ele, o homem esguio. Lia relatos de pessoas que alegavam te-lo visto, via várias fotos de supostas aparições dele em público... O slender se tornou o meu vício. Eu já não saía mais de casa, eu não vivia mais, quase não ia mais para a escola... Todos estavam se preocupando comigo e dizendo que eu estava ficando louco. E isso realmente estava para acontecer.

Desde que eu comecei as pesquisas, comecei a ter pesadelos diários com o Slender Man toda vez que eu dormia. Toda santa vez. Na maioria dos sonhos eu estava voltando pra casa em um carro amarelo e saía dele encontrando o Slender em baixo de um poste de luz. Logo depois disso eu acordava. Também sonhava com cadáveres perfurados por galhos de árvore e coisas do tipo, todos pendurados sobre árvores bem altas em uma floresta escura. Esses pesadelos iam se tornando mais claros e mais nítidos a cada vez que eu pesquisava mais sobre ele.

Depois de muita persistência da minha família e amigos, comecei a frequentar regularmente um psicólogo, o qual disse que era normal sentir medo pela primeira vez. O que o preocupava era esse medo estar se tornando um vício. O ignorei. Continuei pesquisando sobre o Slender cada vez mais. Até que eu encontrei em cima da minha cama um papel e nele havia escrito 'Sempre vê, não tem olhos'. Essa era uma frase comum nas lendas sobre o Slender, e comum nos meus sonhos também. Eu enlouqueci, comecei a gritar e a chorar, quebrei tudo no meu quarto. Meus pais e meu irmão foram ao meu quarto ver o que estava havendo e eles não viram nenhuma carta. Nem eu a via mais. Ela teria sumido logo quando minha família entrou no meu quarto.

Depois daquele dia minha mãe ficou ainda mais preocupada comigo me obrigando a passar mais tempo ainda no psicólogo e me acompanhando na maioria das vezes. O psicólogo disse a mesma coisa que todos: aquela carta era algo da minha cabeça devido à minha obcessão por ele. Ignorei. Aquela carta realmente estava lá

Passei a noite em claro com medo de acordar e encontrar outro papel. Quando eu finalmente consegui dormir, sonhei com outra carta: 'Sem saída'. Acordei imediatamente com a carta ao meu lado na cama e a janela aberta. Gelei, minha respiração parou, eu estava prestes a morrer ao ver que meus pesadelos tinham se tornados reais: Por dois segundos vi o próprio Slender na minha janela. Mesmo sem olhos, eu soube que ele estava me observando. Quando finalmente voltei para mim foi quando ele sumiu e eu gritei por socorro e novamente nada da carta. Meus pais me internaram imediatamente em um manicômio depois daquele dia. E lentamente eu fui me recuperando...

Três meses se passaram... meus pesadelos foram embora. As cartas foram embora. Não tinha mais nenhuma lembrança daquilo tudo e havia recebido alta. Eu estava super feliz por estar voltando para casa, eram nove horas da noite, o taxi havia atrasado. Eu esperava ansiosamente até que ele chegou. Me despedi do pessoal e finalmente fui embora. Sozinho.

Era tarde, estava frio, uma névoa cobria a estrada. Todos esses elementos me levaram a dormir ali no taxi mesmo... Não me recordo bem do meu sonho, mas eu vi o Slender, com certeza. Aquilo me deixou bastante assustado e inquieto assim que acordei com a voz do taxista avisando que o pneu estava furado e pediu para que eu descesse para ele trocar. Desci, o observei tentar trocar o pneu e logo ele avisou que o step também estava furado. Não me preocupei pois ele disse que iria procurar algum lugar próximo onde pudessemos fazer uma ligação (nenhum dos nossos celulares tinha sinal) enquanto eu ficava de olho no taxi.

Esperei sozinho ali naquele frio cortante pensando em o quão louco eu tinha ficado... O vento começou a ficar mais forte enquanto eu rapidamente lembrava de todas as coisas que eu sabia sobre o Slender Man, todas as fotos que vi, todos os pesadelos que tive. TUDO. E agradeci a Deus por ter me livrado de tudo aquilo. Virei meu rosto para um dos postes de luz, e foi ali que eu percebi que o Slender Man saiu dos meus pesadelos para entrar na minha vida real. Eu estava de frente para ele. E sim... Ele era tão assustador quando parecia ser."

E essa foi a única pista que meu irmão deixou logo após sumir misteriosamente.

Escrito/Enviado por: Lazaro


Creepypasta dos Fãs: Sempre junto de você...



Sabe aquela sensação de estar sendo observado, mesmo quando você está sozinho e não há ninguém por perto ? Pois então, talvez você esteja realmente.

Você com certeza já sentiu isso, é normal, todos os humanos já sentiram. E eu posso explicar, se você quiser...Na maioria das vezes, não é um sentimento aleatório e sem sentido, na grande maioria das vezes, é a realidade, há algo ou alguém te observando, mas você não pode vê-la. Apenas sentir sua presença.

Não estou querendo lhe amedrontar meu amigo, isso é só uma espécie de...alerta. É que a volta dos seres humanos, pessoas assim como você que está lendo esse texto, existem outros seres, que não podem ser vistos, mas podem ser sentidos. Eles podem ser tanto entidades boa, como entidades más. Podem estar ali para cuidar de você e te proteger, como para atrapalharem sua vida, lhe fazer mal, deixa-lo assustado. E eles fazem isso para roubas suas energias e assim ficarem mais forte. Eles são movidos pelos nossos sentimentos, enquanto nas entidades boas a alegria é o que lhes dá “combustível”, nas entidades más o que lhes dá esse “gás”, é o seu medo. Mas para ambos os seres, sua atividade favorita é lhes observar, em todos os momentos da sua vida, do momento que você acorda e vai escovar seus dentes até a hora que você está dormindo.

Deveria ser normal para qualquer um, afinal nós somos presença constante em suas vidas. Mas, vocês insistem em se assustar, nos chamar de assombrações. Por favor, nós não somos nada disso. Somos apenas, anjos. Sim, anos da guarda e anjos caídos, que estamos aqui na terra para cuidar de vocês ou lhes atormentar. E acredite, é você mesmo quem escolhe quem fica ao seu lado. Se você for bom, vai ter um anjo da guarda, bondoso e puro ao seu lado, cuidando de você. Agora, se você for uma má pessoa, se gostar de fazer o mal, logo você terá um anjo caído junto de ti. Mas é como eu já disse, o que todos eles mais gostam é te observar. E quando eles se “concentram” demais, você pode sentir um ligeiro incomodo, é justamente nessas horas que você mais consegue “sentir” a presença deles.

Olhar não mata, deixe de ser chato e não se importe. Quando essa sensação lhe ocorrer novamente, ignore. Nós estamos escondidos nos cantos escuros do seu quarto, embaixo da sua cama, atrás do seu roupão no banheiro, em cima do seu armário. Nós somos a sua sombra. Estamos só te observando, em todos os lugares e momentos, não precisa se sentir mal, não vamos te machucar.

Atrás de qualquer ser humano, sempre há um de nós. Acredite. Nesse exato momento, em que você está aí lendo o que eu digo, há um atrás de você,  apenas  te observando...

De um sorriso e agrade essa pobre criatura que passa a eternidade, só de olho em você. Nós fazemos tanto por você, o mínimo que você poderia fazer é sorrir para nós. Vocês fazem tanto isso quando vão se olhar no espelho. Sabe o que você vê? O seu reflexo? Pois então, não é você. Somos nós. Mais uma vez, ali, do outro lado do espelho, no nosso singelo universo particular apenas...te observando.

Você de estar pensando, afinal qual tipo de anjo está ao seu lado? Um anjo da guarda ou um caído ? Bom, é fácil descobrir. Olhe para dentro de si e veja, reflita, pense bem...você tem sido uma boa ou uma má pessoa? Você tem cometido muitos pecados? Tem praticado boas ações? Afinal, que anjo você acha que você merece? Difícil né?

 Hahahaha Obrigado, sua confusão mental me fez sorrir um pouco. Mas é fácil descobrir, é só procurar o seu anjo, ás vezes você consegue enxerga-los. Só precisa saber onde ele está. Quer saber onde ele está? Releia a primeira palavra de cada bloco, meu caro amigo...

Escrito/Enviado por: Luiz Gabriel


Creepypasta dos Fãs: Velório


De uns tempos para cá, comecei a me interessar por uma parte do mundo virtual que poucos conhecem, a Deep Web. O principal problema que encontrei em minhas pesquisas é o fato de que a maioria dos sites que resolvem falar disso tem as mesmas fontes, provavelmente achadas apenas escrevendo “Deep Web” no google e lendo os primeiros resultados, o que acaba criando posts praticamente iguais. Seja por medo instaurado por esses sites, de que a DW é perigosa, muitos nem se arriscam a adentrar esse mundo secundário. E não é para menos, já que ali eles falam que encontrar pedofilia e assassinatos é algo garantido, tornando aqueles mais fracos cautelosos de apenas buscar isso no google. Fui em frente em minhas pesquisas e fiz o que parecia garantido em alguns sites: baixei o TOR e comecei a andar pelos sites .onion, que não são nada mais do que isso, uma cebola, camadas e mais camadas que adentram um mundo cada vez mais diferente do que somos acostumados.

Nesse mundo paralelo vi de tudo, o que achavam que tinha e ainda mais, como assassinatos a plena luz do dia, sangue chovendo dos céus, experiências em seres humanos e animais em busca da quimera perfeita, abduções, operações, autópsias e todo tipo de coisa que nunca seria levada em consideração num mundo aberto. Contei algumas dessas minhas experiências a meus amigos e muitos se interessaram, o que nos levou a criar a nossa própria camada da cebola. Esse foi só o primeiro de meus problemas, mas como todas as péssimas ideias, na hora pareceu que eu era um gênio. Eu e mais uns 5 amigos com conhecimentos de códigos e criptografia nos dedicamos a criar um fórum, algo simples, para que pudéssemos falar uns com os outros sem sermos incomodados por pessoas irrelevantes e que eram alheias a nossas conversas.

Nos primeiros 3 meses tudo corria bem, falávamos sobre pessoas de nossos colégio, fatos sobre a vizinhança, lá eu colocava algumas fotos que eu tirava de maneira secreta, como aquela vizinha tomando banho, o carteiro roubando cartas ou um casal de mendigos brigando por causa de um pedaço de repolho estragado e meus amigos faziam o mesmo, com relatos de transas, do que pensavam realmente em algumas conversas, fotos de animais mortos e de acidentes de automóvel que por sorte, éramos as vezes os primeiros a chegar e ver os corpos, estendidos no chão, estraçalhados pelo para-brisa.

Como fundador do fórum, eu tinha algum poder ali, mas não precisava usar muito ele, já que todos sabiam o que postar sem passar dos limites.

Mas uma vez, um deles (agora posso falar seu nome verdadeiro, pois não fará diferença) o Marcos, não seguiu as regras e fez o que não devia. Ele estava sumido havia algumas semanas do colégio e numa tarde de quinta, ele aparece, nos olha e sabíamos o que aquilo significava,que teríamos nossas respostas quando chegássemos em casa, no nosso espaço. Aquela tarde passou de um jeito que pareceu ser uma década, e quando o sinal tocou e nos dirigimos a nossas casas, ativei minhas proteções e adentrei o nosso lugar, onde já tinha um tópico chamado "como se fossem pequenas baquetas". O tópico se entendia por diversas postagens, a maioria dos meus outros amigos, indagando e especulando o que poderia ter acontecido. Sempre nos deixando curiosos, eles postava apenas uma linha, dizendo: "aguardem, estou escrevendo e colocando as fotos. E vídeos."

Eram quase 3 da manhã quando ele postou o que estava planejando. Apesar de termos visto tudo na internet, a visível e a invisível, nenhum de nós estava preparado para aquilo que havia caído em nossos colos. Vou colocar uma versão resumida dos fatos abaixo, o que meu cérebro consegue lembrar e que, depois de todos esses dias, ainda não bloqueou.

"Olá a todos, me ausentei essas semanas pois tive uma viagem a fazer com meus pais. Foi uma ótima viagem e dela, tenho uma história que se encaixa muito bem em nosso espaço e que acredito, todos vocês gostarão de ler. Era uma tarde quente e eu e minha mãe andávamos pelo calçadão, mas a andada dela por diversos shoppings e lojas idiotas me deixou cansado, foi onde a deixei para trás e resolvi fazer meu próprio passeio. Ruela após ruela, acabei chegando a um lugar onde haviam muitas pessoas ao chão, se drogando e uma dessas pessoas me chamou a atenção, pois era uma garota de uns 20 anos, já seca de tanto que havia consumido em seus poucos tempos de vicio. Mas isso não era o impressionante, do seu lado, havia uma criança, devia ter um ano, nunca saberei. Vendo aquilo, me aproximei para falar com a mãe, a qual me pediu dinheiro para sua próxima dose. como tinha alguns trocados no bolso, me ofereci para comprar sua criança. ela aceitou e comprei o jovem garoto por 30 reais. Nas proximidades dali, encontrei um lugar que consegui alugar um quarto por 10 reais.

Quarto era bondade, pois ali só havia uma cama, uma banqueta e uma pequena pia, que usei

para lavar o garoto imundo. Passei água em todas as dobrinhas dele, lavei o cabelo o melhor que pude, e depois, o deitei na cama. Tirei minha roupa também, e sentei do lado dele e para vê-lo dormir o sono dos justos e dos condenados, o sono daqueles que sabem que a Morte se aproxima. Morte essa que, dessa vez, usava minhas mãos como seu instrumento para destruição, trazendo o fim para aquela pequena figura. Levantei, peguei a banqueta e a acertei em sua cabeça, bem no meio da testa, onde seus cabelos logo se molharam de sangue. As coisas são bem diferentes nos filmes, digo a vocês, pois tive que acertar 4 vezes até o crânio rachar e sua massa encefálica se espalhar pelo lençol sujo que tinha na cama. Fiquei admirando aquilo tudo se espalhando pela cama, cada pedaço daquela massa cinzenta que poderia era um ser humano poucos segundos atrás e, com meu celular, filmei o vídeo e tirei as fotos que vocês podem conferir abaixo. O que seriam as pequenas baquetas do titulo? Ele tinha pernas lindas, e os ossos de sua coxa eram de uma brancura impecável. Raspar aqueles ossos e músculos de sua perna foi a coisa mais difícil daquele dia, pois aquela carne era muito macia e escorregava de minhas mãos, mas no fim, valeu a pena. os ossos eram duas lindas baquetas, que coloquei no bolso, enquanto moía o restante dos ossos e jogava descarga abaixo, que sugou tudo sem nenhum problema. rapidamente, me lavei na pia o pouco de sangue que havia respingado em mim e me vesti.

Na saída, ninguém me perguntou onde estava o menino que me acompanhava na entrada, mas eu sabia, quem ia ali não queria ser incomodado por perguntas, pois ninguém iria querer saber as respostas. Voltei até onde havia deixado minha mãe e aqui estou contando essa história a vocês. O que acharam?"

Aqui acabava o post de Marcos. Fiquei sem palavras. Encarei a tela de meu computador durante um tempo que me pareceu horas, mas quando o telefone tocou, vi que não havia se passado mais do que 30 minutos da hora da postagem dele. Era uns de meus outros amigos, perguntando o que eu faria. Porque eu? hoje, sei que todos estavam apavorados, e que minha decisão ali não foi a melhor de todas. Chamei a policia. Expliquei a história a eles, e recebi a promessa de que iam mandar uma viatura à casa de Marcos. Soube depois, pelo jornal, que naquela hora Marcos já havia matado seus pais e que, da maneira que acharam os corpos, ele estava na cozinha com o gás ligado. De acordo com a transmissão final dos dois guardas, que iam passando de cômodo em cômodo olhando o rastro de morte e a crueldade estampada nos corpos, observando que aquilo era obra de uma pessoa muito perturbada. Ao entrarem a cozinha, a ultima frase deles foi uma observação sobre o cheiro de gás, logo seguida de uma explosão e o corte da comunicação.

O corpo dos policiais foi encontrado alguns metros dali, pelo menos alguns pedaços. Imagino que ao trancar o tópico, ele tenha entendido minha intenção e fez o que fez. Mas isso não é o final.

Não ainda.

Hoje, 3 dias após o tópico ser postado, após o velório simbólico, entro novamente em nosso fórum para reler o relato que nos trouxe até esse desfecho aterrorizante. Mas algo estava errado. O tópico, que eu tinha a certeza que tinha trancado, estava aberto e nele, mais uma postagem o encerrava. ela dizia o seguinte: "A morte chegou para meus pais e para meu primo, aquele que nos acompanhou na nossa viagem de volta. E você, que não soube guardar segredo, teremos nossa conversa." Logo após essa postagem, tinha uma foto, que apenas mostrava a porta de meu guarda-roupa. Minha espinha parecia que tinha congelado, pois a data da foto mostrava o dia de hoje. Me levantei e fui até a porta, que abri e o que tinha lá me assombra os sonhos até hoje. A cabeça de um gato que rola até meus pés e o corpo dele, em pedaços, espalhando o cheiro de podre em minhas roupas. e na porta, escrito com o sangue daquele animal, apenas duas palavras: nos falamos.

Sei que sou uma futura vitima, mas quando?

Escrito/Enviado por: Carlos Santhyago


Du, Dudu e Edu: O Episódio Perdido


Como você deve saber, o famoso desenho "Du, Dudu e Edu" foi transmitido durante um longo tempo. Estreou em 1999, e saiu do ar em 2009, com o lançamento do filme “Todos Contra os Dus”, que concluiu a série. No entanto, entre 7 de outubro de 2003 e 21 de outubro de 2003, o episódio 34 foi acidentalmente lançado uma semana antes da data que havia sido agendada. Também fora descoberto por alguns funcionários do escritório que o escritor primário estava gripado nesse dia, e ao invés de transmitir o episódio 34, ele teria que reprisar um episódio antigo, como havia sido agendado. Às 05h00 do horário ocidental, algumas pessoas relataram sobre um novo episódio muito preocupante que havia estreado no Cartoon Network - algumas crianças foram infelizes o suficiente para assisti-lo.

Aparentemente, a qualidade do episódio era medíocre quando comparada aos padrões normais. A animação era tremida e instável, e o som era muito abafado. Relatos de uma linha passando para cima e para baixo, semelhante a uma fita VHS de baixa qualidade, também estavam presentes. O cenário fora descrito como "predominantemente escuro e depressivo, sem alterações de ambientes e outros objetos de fundo; tudo parecia bastante nebuloso".

Os personagens também se comportavam de forma estranha. Ao invés das personalidades patetas de cada personagem, os telespectadores reclamaram que eles pareciam extremamente agitados, bastante odiosos entre eles mesmos, e sempre parecendo prestes a começar a chorar após as falas. Aa vozes dos protagonistas também tinham uma entonação muito estranha - não se sabe o porque, mas eles falava em um tom relativamente sexual, o que incomodara os telespectadores.

Eu era um desses telespectadores.

O episódio começou com Edu andando pela rua com Du. Notei que o Dudu estava ausente. Havia um ângulo frontal deles, que mostrava os dois caminhando em direção ao tespectador. Ele (Edu) estava com um olhar irritado em seu rosto (que ele faz quando algo vai mal); seus olhos estavam vermelhos ao redor da íris. Du parecia absolutamente arrasado e estava praticamente se arrastando atrás do Edu, com lágrimas nos olho. Seu olhar parecia cansado e ao mesmo tempo assustado. 


Kevin, o antagonista da série, estava andando de bicicleta em frente aos Dus, indo em direção a eles. A imagem ficara bastante desfocada nessa parte, e somente gemidos podiam ser ouvidos vindo de Edu, antes de Kevin bater nele com a bicicleta, o que não fora mostrado já que a tela ficara preta.

A tela então voltou ao normal e Kevin estava novamente dirigindo pra cima do Edu – a imagem estava tão embaçada desta vez, que tudo que eu conseguia ver era uma mancha verde indo em direção a uma amarela. Mais uma vez, o som do gemido, só que desta vez ele soava como se o microfone estivesse quebrado, já que um barulho alto de estática veio junto, quase ofuscando o gemido.

Em seguida, a tela cortou para mostrar uma seqüência em “claymation” de Dudu dormindo na cama roxa do Edu. Honestamente, pode ter sido apenas o modo abrupto como isso apareceu, mas eu pulei e estremeci de susto. Ele então acorda e sai da cama, e anda estranhamente ao redor do pequeno quarto circular, o som dos passos sendo o único áudio de toda a cena. E então, a câmera se afasta e mostra uma visão periférica de todo o quarto.

Não havia portas visíveis.

Dudu começou a rosnar (parecia até um gato) enquanto ele se movia freneticamente ao redor da sala. Ele caminhava cada vez mais rápido, até que a tela começou a borrar mais uma vez; a cor roxa da sala roxa se transformara agora em um borrão laranja.

Em seguida, um close extremo da porta da frente; Edu estava sentado em frente à porta, em silêncio absoluto para um irritantemente longo tempo - pelo menos dois minutos de silêncio mortal e uma porta.

Na próxima cena, vemos Jimmy e Sarah dentro de algum tipo
 de hospital (provavelmente, algum hospital dental). Jimmy, cuja vista estava totalmente obstruída por uma lâmpada pendurada, gritava em voz alta enquanto Sarah tentava confortá-lo de uma forma invulgarmente calma. "Isso dói, Sarah... Dói muito...”. De repente, a porta do quarto se abriu com tudo para mostrar um novo personagem: um dentista. Seu rosto não fora mostrado porque ele era alto o suficiente para estar fora do ângulo da câmera. Sarah foi levada para fora da sala, e então, a câmera foca em Jimmy.

Seu aparelho fora totalmente mutilado, a parte da frente curvada para cima, esticando seus lábios em proporções muito estragadas. A parte da frente de suas gengivas estava escorrendo sangue, e faltavam alguns de seus dentes. A parte mais perturbadora, foi que ele havia perdido ambos os braços e as pernas, e ficara paraplégico. Eu quase chorei quando a cena mudou para uma espécie de flashback de todos os garotos da rua batendo nele e estragando todo seu aparelho, violentamente. Após essa cena, a câmera então foca no rosto deformado dele por alguns segundos, ainda como uma imagem, silenciosa.

E então, os comerciais aparecem.

Após isso, somos instantaneamente apresentados a uma cena com Rolf, muito peludo e barbudo, dentro de seu galpão escuro, batendo e socando sua vaca repetidamente, sem nenhuma razão aparente. A imagem começa a ficar embaçada novamente, enquanto a cena muda aos poucos.

Agora, a câmera mostrava Nazz lendo uma revista em seu sofá. A qualidade agora estava perfeita.

Edu agora estava sozinho, sem Du. A qualidade vai piorando aos poucos enquanto ele estava andando; o sol agora aliviava um pouco o humor, enquanto ele sorria para a câmera e começava a correr de seu jeito tradicional. A porta é mostrada novamente e vemos tudo através dos olhos de Edu, enquanto ele chega e abre. Sua casa estava agradavelmente organizada e brilhante, mas um violino muito ruim tocava ao fundo; era o único áudio nessa cena. Então, ele faz o seu caminho através da casa, e abre a porta de seu quarto. A câmera então corta para mostrar seu rosto, e seu sorriso havia sumido; seus olhos estavam vermelhos, e ele tinha um olhar de preocupação. Porém, antes de vermos o porque, a tela muda para um outra cena.

Johnny então é mostrado debaixo das almofadas do sofá de Nazz, e ele então rasteja para fora de uma forma bastante cômica e aparece atrás dela, ainda inconsciente. Eu ri, porque alguém se esqueceu de desenhar os olhos dele nessa cena, fazendo com que ele parecesse uma toupeira. De repente, eu parei de rir quando ele começou a devorar a cabeça de Nazz, ainda de forma caricatural, claro, mas isso era diferente. Ambos permaneceram assim, até que sangue começou a vazar da boca de Johnny. A partir desse ponto, ela começou a chutar e a lutar, tentando sair de lá. Johnny a segurou assim até ela eventualmente ficar meio mole. Um zoom em seu rosto revelou olhos extremamente pequenos e humanos.

A cena então muda para Dudu. Ele estava deitado no chão do quarto de Edu, não mais em “claymation”. A câmara mostrava a casa de Edu pelo resto do episódio (cerca de 3 minutos), e então, o programa seguinte começou a ser transmitido.

Ninguém nunca descobriu o porquê desse episódio. A emissora tentou deixar esse assunto no anonimato, se desculpando para todas as famílias que fizeram esses relatos e fazendo o possível para ocultar qualquer coisa sobre esse tal episódio para a mídia. Seu significado é indiscutivelmente perturbador, mas não fora desvendado por ninguém até hoje.



16/05/2013

A Ponte de Overtoun


A casa Overtoun é uma casa de campo do século 19 e está localizada no estado de West Dunbartonshire, Escócia. Fica em uma colina virada para o Rio Clyde, 2 Km ao norte da vila de Milton e 3 Km ao leste da cidade de Dumbarton. A casa foi construída por volta de 1860, E foi dada de presente para o povo de Dumbarton em 1938. Subsequentemente foi uma maternidade, e agora abriga um centro cristão. 

A ponte de Overtoun, um ponte arqueada sobre o Burn Overtoun, ganhou atenção da mídia por causa do número elevado de cães que supostamente saltavam dela para a morte. 
Agora, graças as histórias postadas na internet, amantes de cães do mundo inteiro estão se perguntando: Teriam os cães vontade própria à cometer suicídio nessa ponte em particular, e caso sim, por quê?

Em uma tentativa de resolver o problema que estava deixando muitos donos de cachorros que moravam por ali perto, eles pararam de caminhar com seus animais pela ponte condenada. 

A muito tempo, rumores tem se espalhado de que a ponte e a casa de Overtoun são assombradas. Em 1994, o homem que morava lá, Kevin Moy, atirou seu filho (ainda bebê) para a morte da ponte, afirmando que achava que o filho era o anti-Cristo. 
Logo depois ele tentou acabar com a própria vida com uma tentativa frustrada de se suicidar pela mesma ponte. 

Donna Cooper diz: "Há rumores de que ele estava drogado, mas insistiu que o lugar era assombrado e que parece ter um estranho efeito sobre pessoas e cães."

Na mitologia celta, Overtoun é conhecido como "O lugar fino" - uma área em que o céu e a terra são reconhecidos por estarem perto. 

Certamente, cães demonstraram ser mais sensíveis ao sobrenatural do que humanos. 
Seriam esses animais "assustados" por alguma força sobrenatural que emana da ponte e, deliberadamente fazem-nos pulas da ponte para a morte?

Mary Armour, Medium, levou seu Labrador para uma caminhada na ponte para testar a teoria. Entretanto, ela não diz não ter sentido nada diferente. 

"Animais são hipersensitivos ao mundo espiritual, mas eu não senti nenhuma energia estranha ou diferente."

De fato, Mary disse ter sentido uma sensação de "pura calma e serenidade" mas admite que seu cão puxou a coleira em direção a extremidade direita da estrutura da ponte enquanto passavam por lá.