31/07/2013

Grupo 32

Página 1

Nosso helicóptero pousou. Estamos agora na Rússia, coordenadas X**** Y**** . Há uma pequena cidade aqui, e planejamos investigá-la minunciosamente antes de podermos demolir as ruínas. Eu e o meu grupo (o de número 32) fomos especialmente treinados para altos níveis de radiação e temos conhecimento prático do perigo que isso representa. Nossa missão é limpar todas as velhas cidades russas, para que não haja qualquer radiação sendo emitida das ruínas.

Nós acabamos de montar nosso acampamento da floresta, perto da cidade.

[Análise: Data é desconhecida, no entanto nós acreditamos que seja em meados de abril, baseado no dia em que começaram a expedição]

Página 2

Nós acabamos a varredura na periferia da cidade e pude notar que é bastante cinzenta e úmida. Há altos níveis de radiação, mas não o suficiente para nos prejudicar. Vamos usar nossas máscaras quando formos dormir.

Há uma ponte e ela está completamente seca. Acho que vi um animal por baixo dela. Vamos ter que ver se há vida selvagem por aqui.

[Análise: Ainda estamos tentando descobrir o que esses "animais" seriam]

Página 3

Olhamos por baixo da ponte e encontramos cobertores e desenhos na poeira. Isso é muito estranho, os desenhos são de pinheiros e da floresta. Provavelmente, tudo isso é dos antigos moradores.

Vimos movimentos nos arbustos, as coisas estão ficando cada vez mais estranhas. Estamos cogitando agir amanhã.

[Análise: Ainda estamos tentando descobrir algo a respeito disso]

Página 4?

Estamos cercados. Eles estão bagunçando nossos sinais de rádio. Que Deus nos ajude.


Página 5

Eu tenho visto coisas através das janelas de todas as casas abandonadas. Talvez ainda hajam pessoas aqui, mas todos os outros acham que são animais.

Depois de um dia de trabalho duro, voltamos para o acampamento e fomos dormir. Por algum tempo estava tudo calmo, mas agora eu posso ouvir gravetos e rebentos quebrando. Há mais alguém aqui. Tenho certeza.


Página 6

Eu acordei. Meu grupo não está por aqui. Provavelmente foram investigar algo. Ainda assim, estou preocupado.

Eles não voltaram ainda. São 4:54 da tarde. Onde diabos eles estão?

Agora são 8 da noite. Estou ficando furioso e preocupado. Chamei-os várias vezes. Escureceu e eu tenho certeza de que não vale a pena sair.

Eu sei que eles não irão voltar. Vou pedir ajuda.

O transmissor de rádio não funciona! NADA FUNCIONA!


Página 7

Os sons estão ficando mais altos e chegando cada vez mais perto. Eu gritei, mas eles não param de se aproximar!

Eu vejo seus olhos. E também sua pele cinza e áspera.

Joguei uma pedra em um deles, o som que foi emitido não é humano.


Antes que eu me vá eu só queria dizer f e



Na última página

Desenhos de vários tipos estavam na última página. Marcas de fogo e impressões digitais também foram encontrados.

30/07/2013

Garota má

Annie fugiu mais uma vez outra noite. Levei algumas horas para acha-la no parque, indo para frente e para trás no balanço sem ligar para o mundo, como se ela tivesse todo o direito de estar ali. E ela tinha tingido o cabelo outra vez, dessa vez estava loiro. Eu não queria criar uma confusão ali com todas aquelas pessoas olhando, então peguei ela do balanço e a arrastei para casa chutando e gritando como uma lunática. Foi humilhante: eu tive que sorrir e encolher os ombros como se não estivesse incomodada enquanto todas as pessoas olhavam.

Assim que chegamos em casa, eu a pus no quarto e ela ficou ali sentada na cama, chorando e chorando. Do jeito que estava eu não tive coração para gritar com ela por ter fugido. Acho que esse é o verdadeiro problema, essa falta de disciplina. Nunca fui boa em ser durona ou razoável. Estou sempre indo longe demais de um jeito ou de outro.

Como há alguns meses quando ela veio para cima de mim com uma faca de cozinha. Por um minuto eu realmente pensei que ela tentaria me machucar, o meu próprio anjinho. Mas depois ela apenas deitou ali em meus braços tão quieta, me deixando acariciar seu cabelo e cantar uma canção de ninar, como se nada tivesse acontecido.

Mas então houve aquela outra vez quando ela tentou destruir minha coleção de bonecas. As minhas bonecas são frágeis, e Annie estava brincando com tanta violência como se quisesse quebra-las. Eu amo essas bonecas: elas me lembram de quando tudo era fácil, quando eu não estava presa nessa casa todos os dias com as birras de Annie e a depressão de Bill. Eu fiquei com raiva e bati nela. Eu estava tão envergonhada que quando ela correu, eu não fui logo atrás dela. Eu fiquei ali, chorando e me sentindo como a pior mãe do mundo.

Depois disso tentei ser mais gentil, mais compreensível. Então ao invés de me irritar com Annie, eu a deixei ficar no quarto e fui preparar jantar para ela. Liguei a TV bem alto para não ouvir a algazarra que ela estava fazendo. Às vezes ela faz tanto barulho, e isso me deixa com muita raiva, o modo como ela quebra as coisas como se não ligasse para mais nada. Uma vez dei um cachorrinho para ela, mas ela nunca tocou nele, como se tivesse medo. No dia que decidi leva-lo de volta para o pet-shop, ele desapareceu. Encontrei Annie no quintal, segurando uma colher de pedreiro, junto de uma pilha de terra. Eu a ajudei a se limpar e nunca mais toquei no assunto.

Fiz a sua comida favorita, macarrão com queijo, esperando que isso pudesse acalma-la. Mas assim que abri a porta ela esbarrou em mim, tentando passar. Eu quase derrubei a comida por todo o lugar enquanto lutava com ela. Ela tinha aquele olhar selvagem, como um animal. Isso me assustava, ficar sozinha com ela enquanto ela estava assim. Coloquei a comida na mesa e empurrei-a gentilmente para a cadeira.

“Eu fiz do jeito que você gosta,” Falei com ela, sorrindo e tentando não passar o medo que estava sentindo.

Ela olhou para mim como se não entendesse uma palavra do que eu estava falando.

“Vai comer um pouco?”

“Eu não quero,” ela disse. Sua voz soou estranha, diferente do que eu já tinha ouvido antes. Tentei não estremecer. Não queria irrita-la.

“Por favor Annie, estou muito preocupada com você.”

“Esse não é o meu nome.”

Ela gosta de mudar o nome as vezes. Isso me preocupa. Um dia ela é Beth, no outro é Irene. Assim como o seu cabelo, ela muda sempre que foge. Eu fico tão assustada quando não consigo encontra-la, e a policia não pode ajudar por que eu não sei qual será a aparência dela ou como vai se chamar.

“Querida, eu adoraria que você comesse um pouco. Só um pouquinho, por favor, pela mamãe.”

E então ela disse, com o seu olhar mais cruel, “Você não é a minha mãe.”

Isso machuca muito. É como uma facada no coração. Lágrimas brotaram em meus olhos antes que eu pudesse conte-las, então sai do quarto. Eu ouvi ela se jogar na cama, suas unhas arranhando como garras na parede. Quando olhei de volta, ela estava agachada em um canto, se balançado para trás e para frente. Me encarando com aqueles olhos de animal selvagem.

“Eu te amo Annie,” Eu disse com o máximo de seriedade que pude reunir. “Mas as vezes não sei como lidar com seu comportamento.”

Ela gritou. Aquele grito longo, alto, ecoando, como uma sirene. Sua boca estava escancarada, mas seu rosto estava branco. Tapei meus ouvidos, sai do quarto e fechei a porta.

Eu tinha que me recompor antes de ver o Bill. Ele tem estado tão estranho ultimamente, não quero mais preocupa-lo.

Peguei um Segundo prato de macarrão e trouxe para o nosso quarto. É onde ele passa todo o tempo, deitado na cama.

“Querido, fiz o jantar.”

Ele não respondeu, nem mesmo virou para olhar. Recolhi o prato do café da manhã, a comida estava intocada, e pus o prato do jantar ali onde ele poderia alcançar.

“Annie está de volta. Eu a encontrei no parque. Ela está tendo uma crise no quarto.”

Ele não deve ter ouvido os gritos. Eu sempre tentei mantê-la quieta, dizendo que o papai precisava dormir, mas ela nunca me ouvia. Às vezes eu pensava se ele conseguia ouvi-la. Ele nunca levantou para ver o que estava acontecendo.

Ajoelhei-me ao lado da cama e olhei em seus olhos. Ele me encarou de volta, sem dizer nada. Ele esta assim desde que Annie fugiu pela primeira vez. Eles estavam juntos sozinhos. Então ela fugiu, e ele parou de falar. Ele deitou na cama e nunca mais levantou. Perdeu o emprego, perdeu muito peso. Ele mal parecia o homem com quem casei.

Eu o beijei na testa e sai. Enquanto fechava a porta atrás de mim, pensei tê-lo visto levantar-se, mas acho que foi minha imaginação.

Annie continuou com aqueles gritos horríveis por horas. Fiquei na sala, sentada sozinha em nosso grande sofá de três lugares. Liguei a TV o mais alto que pude, liguei o rádio, o liquidificador, tentei de tudo para abafar os gritos. Era como pregos sendo enfiados em meus ouvidos, como aranhas escalando meu pescoço, como água gelada batendo em minhas pernas.

Finalmente parou. Pensei que ela tinha desmaiado, mas então os arranhões começaram. Isso era quase pior. Começavam rápidos, em ritmo, e ficavam lentos com o passar do tempo. Às vezes Annie vazia um barulho, como se tivesse chorando outra vez. Comecei a me preocupar que ela estivesse se machucando, mas eu não conseguia tirar da cabeça aquela coisa horrível que ela me falou ou aqueles olhos selvagens. Apenas fiquei sentada na sala tentando dormir.

Não sei como as coisas acabaram assim. Já pensei em leva-la ao doutor, mas eles sempre olham para ela com um olhar estranho. É por isso que não me atrevo a ir ao mesmo doutor duas vezes: Temo que eles possam estar pensando em toma-la de mim, ou fazer alguma coisa ruim com ela.

Pensei em chamar um padre. Sei que pode soar estranho, mas do jeito que ela fica às vezes, como se não me conhecesse, isso me assusta muito. E chama por pessoas que não estão ali, grita nomes que não sei se são de pessoas reais. E então houve aquele incidente com a faca. Não foi a primeira vez que ela tentou me machucar. Às vezes ela contrabandeia algumas pedras para dentro de casa e tenta me acertar pelas costas. Quando ela fica muito violenta ela me morde e me arranha. Algumas vezes chego a pensar se ela é mesmo a minha garotinha ou alguma outra coisa, usando seu rosto, me assombrando.

Depois de muito tempo os arranhõues pararam e tudo ficou silencioso. Suspirei aliviada. A casa é tão legal quando está tudo quieto.

Olhei para o relógio e mal pude acreditar o quanto já estava tarde. Ela deve ter finalmente caído no sono. Quando olhei para a porta do quarto, pude ver pelas frestas que a luz ainda estava ligada. O mais silenciosamente que pude, fui na ponta dos pés. Eu daria uma olhadinha, desligaria a luz. Talvez lhe desse um beijinho de boa noite.

Abri a porta só um pouquinho, mas isso bastou para ela me empurrar, me derrubar, e sair correndo.

“Annie pare!” gritei. Ela estava correndo direto para o meu quarto, fazendo tanto barulho que tive certeza que acordaria o Bill.

Ela passou pela porta e eu fui atrás. Mas lá dentro ela apenas ficou em pé, olhando para a cama.

“Querida, o papai esta dormindo,” sussurrei.

Ela começou a gritar outra vez, mais alto que antes. Ela apontou para Bill e gritou mais e mais. Eu tentei cala-la, tentei dizer que ele estava dormindo.

Mas ela não iria parar. Ela gritou mais e mais. O som me perfurava, destruindo cada nervo em meu corpo. Tapei meus ouvidos e arranhei meu rosto, e logo estava gritando também, tão alto quanto ela. Peguei-a em meus braços e logo estávamos gritando juntas. Eu a abracei o mais forte que pude, apertando-a contra mim, desejando poder fazer alguma coisa, qualquer coisa para fazer isso parar. Segurei ela tão perto que pude sentir as batidas do seu coração, estavam tão leve e silenciosas, crescendo mais e mais.

Ela parou de gritar, ali em meus braços, e logo parei também. Cai de joelhos, segurando minha garotinha, acariciando seus cabelos.

Não sei o quanto ficamos ali. Estava tão escuro no quarto.

Olhei para Annie, mas afinal não era a Annie. Eu estava segurando uma das minhas bonecas.

Eu devo ter dormido, segurando ela, então ela conseguiu escapar e pôs uma boneca no lugar. Era uma boneca engraçada, uma que não me lembro de ter. Tinha um lindo cabelo loiro.

Me senti tão boba, segurando aquela boneca por tanto tempo. Levantei e a levei para o closet onde eu guardava as outras bonecas e a deitei ali. Tinha tantas bonecas, e eram tão grandes, já estava começando a ficar sem espaço. Mas eu não queria me livrar delas. Eram tão lindas, bonecas adoráveis. Elas pareciam diferente, mas cada uma me lembrava da Annie.

Procurei pela casa, mas ela já tinha partido. Ela deveria estar muito zangada, para fugir duas vezes em apenas dois dias. Peguei meu casaco e me preparei para procurar por ela outra vez.

Antes de sair, voltei para o quarto para verificar o Bill. De alguma forma todo o barulho não o tinha acordado. Eu toquei em sua testa, mais parecia tudo normal. Meus dedos grudaram um pouco, tinha um tipo de substância verde e engraçada neles. Limpei na cama e disse adeus.

Estava um dia lindo lá fora. Respirei fundo o ar fresco.

Eu amo a nossa casa, mesmo que de vez em quando eu sinta um cheiro ruim por lá.

Em algum lugar à distância, ouvi o som de crianças rindo. Era tão bom ouvir os risos depois de todo aquele barulho a noite passada. Talvez Annie também ache isso. Talvez ela tenha ido brincar com os filhos dos Driscoll.

Segui os risos.

Annie

29/07/2013

Creepypasta dos Fãs: O sono

De madrugada, enquanto o sono não vem, quero que ele chegasse logo, mas agora me arrependo. Aproveito o tempo restante em que vou conseguir respirar sem a ajuda de acessórios médicos, isso se ele me poupar.

Pareço não ter escolha, vou sentar em minha cama e esperar ele chegar, sem nada alem de meu cobertor.
Parece calmo, mas não o suficiente, começo a estranhar, não é comum esse silencio.
Sinto seu cheiro, um cheiro divino porem traidor, não entendo, mas parece estar chegando...
Escuto passos, chegando mais perto, mas não é só isso; agora sinto a vibração deles, sinto o peso com que ele chega.

Me escondo em baixo do cobertor, sinto um toque suave nas poucas partes que me restam fora do cobertor, minha respiração ofegante, com o canto do olho vejo um rosto sombrio, segurando uma arma, sem hesitar, pois não tenho mais nada a perder, pergunto a ele:

-Qual seu nome? o que veio fazer aqui?!
-Olhe,não era você quem me quis aqui? Sou eu, sono.

Escrito/Enviado por: Gabriel Alberto de Sá



Creepypasta dos Fãs: Lucia Heya


Como qualquer outro adolescente, estava eu, na sala da minha casa, mexendo no PC, e assistindo à TV. Seguiam-se horas, pois quando comecei a mexer era de dia. Quando olhei novamente era pôr do sol e por fim, olhei e já era noite. Não gosto muito do escuro, por isso liguei as luzes. Era dia do terror e só estavam passando na TV filmes com O Exorcista, Brinquedo Assassino, O Grito, O chamado e etc. No PC eu estava vendo shows de música e lendo algumas creepypastas, vendo as redes sociais, como qualquer adolescente. Até ai, tudo interessante, nada de mais.

Chamei um amigo para vir até meu apartamento. Isso umas oito horas da noite. Ficamos vendo vídeos, blogs e etc. Quase umas dez horas, ele foi embora, pois meus pais iam chegar, em mais ou menos dez minutos.

Passando-se cinco minutos, eu resolvi ligar pra eles, para ver onde eles estavam. Não tinha os visto o dia inteiro, mas todo o café foi pronto, pão comprado, tudo dentro do normal. O telefone tocou, mas ninguém atendeu. Nada de mais. Continuei vendo umas creepypastas e ouvindo músicas, e não havia mais ninguém online na rede social. A não ser por um perfil de uma pessoa que não tinha foto. Eu não era uma daquelas pessoas que adiciona quem não conhece, mas eu não me lembrava de onde era aquela tal de Lucia Heya. Às dez e meia, liguei mais uma vez para os meus pais, e nada deles atenderem, então deixei uma mensagem na caixa postal.

Já estava passando o jornal da noite, que era um intervalo antes da continuação da seção de terror.  Resolvi ligar para as empresas deles, e uma surpresa. A empresa da minha mãe disse que ela estava de folga, e a do meu pai disse que ele iria tirar férias começando hoje. Eu já estava começando a ficar preocupado e assuntado, quando aquela tal de Lucia me chamou para conversar. Respondi depois de muito tempo, por que não havia percebido:

- Lucia Heya –

Oi, tudo bem?

- Rafael Lucas –

Sim. Quem é você?

Ela não respondeu durante um tempo. A TV começo a ter interferência, como se algum rádio ou celular estivesse atrapalhando o sinal. O mais assustador era que pareciam que estavam se movendo como em paços de dança, fazendo movimentos circulares e contínuos. Às onze e meia, a garota respondeu:

- Lucia Heya –

Você não sabe?

- Rafael Lucas –

Não. Não me lembro...

- Lucia Heya –

Hahahaha, vc deveria saber.

Notei a mudança de escrita do você para vc. Ela estava achando graça de eu não saber quem ela era. Chamei aquele meu amigo de novo aqui em casa, pelo interfone, e ele disse que viria. Fiquei esperando. Após alguns minutos, a garota começou a falar novamente.

- Lucia Heya –

Você não deveria ficar esperando...

- Rafael Lucas –

O que? Meus pais, ou meu amigo?

- Lucia Heya –

Os três.

Agora sim comecei a ficar apavorado. Liguei para o meus pais de novo e nada. Olhei para TV. O espectro já estava sobre toda a TV. Também notei que meu amigo estava demorando a chegar. Resolvi encontrar no meio do caminho.

Ao sair no corredor, notei que as luzes de emergência estavam ligadas, e que as outras casas não emitiam nenhuma luz. No letreiro digital no fim do corredor dizia que já não havia luz a uma hora. Olhei para o meu apartamento de novo, ele ficava no final do corredor. Não saia luz nenhuma. Mas eu tinha certeza que a luz de lá estava ligada. Sai para a fora do prédio, e nada de ninguém. Voltei para o meu apartamento forçado. Ao atravessar a porta, paralisei. Meu amigo estava ali deitado no chão, com suas tripas para fora. Senti meus pés ensanguentados. Pisei nele ao sair do apartamento.

Ao ver o PC, eu vi quatro mensagens da tal Lúcia.

- Lucia Heya – (Quando me levantei, tenho certeza, pensei)

Sou Tudo O que Você Teme.

- Lucia Heya – (Quando sai do meu apartamento, pensei)

Agora Você está realmente com medo.

- Lucia Heya – (Quando notei a falta de luz, pensei)

Estou bem aqui

- Lucia Heya – (Quando vi meu amigo, pensei)

Não precisa mais esperar por seu amigo.

Já passavam da meia-noite. Eu liguei para policia. Estava muito assustado que nem percebi que estava falando sozinho, com  nada no telefone. Estava ficando louco. Olhei de novo para o chão. Não havia mais nada ali além do meu tape e meu chão. E uma nova mensagem. Estranhamente o nome da garota mudou para Lucia Anisho.

- Lucia Anisho –

Assustou? :D

- Rafael Lucas –

Oque vc qué?

Não respondeu. Eu ouvi um barulho vindo do quarto dos meus pais. Fui lá verificar. Por mais que soubesse que não deveria, eram meus pais, eu tinha que salvá-los. Fui devagarzinho, peguei uma faca na cozinha. Quando abri o quarto dos meus pais, estava todo escuro. Quando liguei a luz, fiquei em choque. Vários morcegos saíram de lá, e machucaram muito meu rosto.

Do guarda-roupa via-se um liquido, mas não era vermelho como nosso sangue e nem viscoso, parecia uma secreção esbranquiçada, saliva, baba. E de lá eu via saindo uma luz. Eu saí correndo, peguei uma mochila peguei umas facas e uma arma do meu pai, encima da geladeira para emergência e Levei o notebook  junto. Agora o corredor estava todo escuro. No final do corredor, podia-se ver dentes com um sorriso macabro.

— Oi, tudo bem. Sou Lúcia! — disse calmamente andando em minha direção. Ouvi minha TV explodir atrás de mim e coisas brancas. Os fantasmas estavam libertos. Tive que correr para o elevador.

Descendo pelo elevador, marquei o térreo. Olhei para baixo. A sombra do teto estava se movendo, como um sorriso nefasto e vido pra mais perto, notei que a numeração do elevador não estava mudando. Estava marcado 666. A porta então abriu para um lugar estranho. Um lugar que você não poderia imaginar se estivesse aqui. Um mundo feito de carne e osso humano. O fedor me fazia chorar. Eu estava no inferno.

Olhei para trás e não havia mais elevador. Eu caí numa armadilha. Dentro da minha cabeça eu ouvi uma voz dizendo: Há só uma forma de sair daqui. Descubra! Olhei para o meu relógio de pulso. Os ponteiros giravam sem parar ali.

Corri por uma trilha por uns quinhentos metros. Abri o notebook e incrivelmente ele funcionava. Na rede social, ainda estava online a Lúcia. Havia uma foto lá, uma princesa macabra.

- Lucia Anisho –

Voltou para onde nunca devia ter saído

- Lucia Anisho –

Trouxe seus pais juntos

- Lucia Anisho –

Os fantasma já te trouxeram

- Lucia Anisho –

Olhe para trás.

 Fui jogado para uns dez metros a frente e apanhei muito. Sangrei pela boca. Estava acabado. Olhei para frente e vi uma porta onde estava escrito Exit.

 A SAÍDA, pensei.

 Corri para lá, Oshina já não estava... Oshina?

 Pensei por um instante. De onde Tirei Oshina? Depois Gelei. Anisho, o espelho de Oshina. Oshina, era a rainha do inferno, a esposa de lúcifer. Escutei uma risada tenebrosa e corri para o Exit.

Quando passai pelo buraco. Voltei para o mesmo lugar. Eu saí do PC. Tudo fazia sentido. Oshina me queria. O portal do inferno, Meu PC... Eu estava morto. Voltei para o mundo pelo PC. Era a única forma de voltar ao mundo humano. Eu morri. E Oshina, ficou furiosa e foi me recuperar. Eu não era mal, mas era conselheiro do inferno. Morri com quatro anos de idade. Meus pais entraram pelo PC, justo  no dia que tiraram férias. Trouxe meu melhor amigo, ou o que pensava quando eu tinha quatro anos. Trouxe as pessoas que mais importavam. Fiz do meu prédio o portal do inferno. Por isso desci pelo elevador. Que droga, fiz tudo errado.



Vi uma última mensagem no PC. Desta vez, já não havia nome nenhum, e a pagina inicial já estava toda deformada:

 OSHINA REGINA

Roubei tudo o que era lhe importante kk.

 Peguei minhas facas da bolsa e esfaqueei meu PC. Saiu algo com um demônio negro de dentro dele, uma força fria, sem calor, sem amor, só com ódio. De repente lembrei que eu simplesmente estava na frente do PC. Não me lembrava de... Putz. Eu tinha ganhado UMA SEGUNDA VIDA. Estraguei tudo. O notebook foi a razão de tudo. Que me conectou com o mundo humano. Eu já estava morto. E trouxe meu melhor amigo para cá. Uma mulher me deu aquele notebook.

 Oshina, Oshina, Oshina, Oshina...

 Fui pela Entrada do EXIT de novo. Desta vez, saí numa casa. Parecia bem grande.

Choquei de novo. Vi meus pais ali e meu melhor amigo, ensanguentados, amarrado, feridos. Foi a última coisa que eu vi antes de sentir uma forte dor no coração e um sorriso nefasto e um rosto triunfante. OSHINA REGINA (em latim, A Rainha do Inferno).

 Nunca mais converse com alguém que não conheça. Essa pessoa deve querer seu mal. Ou ela pode ser OSHINA REGINA.


Escrito/Enviado por: Vinicius Silva Franção

Creepypasta dos Fãs: Malditos pesadelos

09/01/2012
Olá, meu nome é Hunter, tenho 15 anos moro com minha mãe. Comecei esse diário porque ultimamente minha cabeça não esta indo bem, venho me esquecendo das coisas... Hoje não teve nada de diferente, acordei, tomei o café da manhã, fui pro colégio, voltei pra casa... Enfim, nada demais.

10/01/2012
Hoje me acordei péssimo, tive um pesadelo, não consigo me lembrar muito bem o que aconteceu nele mas foi muito ruim. Não quero ter mais esse pesadelo de novo. Fora isso tudo como sempre.

11/01/2012
Tive aquele pesadelo de novo. Estou cansado, me acordo suado e com mal estar.
Hoje eu encontrei uma caixa de ferro no porão da casa, grande o suficiente pra colocar um cachorro lá dentro, não sei porque ela esta lá mas depois pergunto a minha mãe, ela trabalha o dia todo, não quero incomoda-la com isso.

12/01/2012
Novamente aquele pesadelo, porém me lembro um pouco dele; estava tudo escuro, talvez um lugar subterrâneo. Eu estava parado olhando algo, não sei o que era, mas quero que acabe logo.

13/01/2012
Pesadelo de novo... Achei alguns fios elétricos no porão, minha mãe chega do trabalho quando estou dormindo, por isso não vejo ela colocando as coisas lá, provavelmente está querendo fazendo algo para iluminar aquele lugar.
Vou para casa de minha vó passar o final de semana lá, afinal hoje é sexta, dia de viagem.

16/01/2012
Pesadelos, Pesadelos... Quando isso vai acabar?
O pesadelo foi diferente hoje, me lembro dele; eu estava em uma casa familiar, vi um rapaz jovem esfaqueando uma senhora de idade, foi triste... Porque estou com esses sonhos? Quero que acabe logo.

17/01/2012
Hoje o pesadelos foi mais intenso, me acordei tremendo, estou com medo... achei um papel na minha cama com algo escrito nele.
"Vamos nos divertir juntos, apenas eu estou brincando enquanto você observa, os pesadelos irão acabar."
Me assustei bastante com o que li, alguém esta querendo me perturbar? como entrou aqui em casa? Está na hora de falar com minha mãe, estou assustado.

18/01/2012
Pesadelos de novo, isso esta me enlouquecendo! Dessa vez eu estava observando alguém matar uma senhora com facadas. Foi Horrível. Minha mãe não veio pra casa ontem, fiquei ate tarde esperando e nada... Ligo pra elas mas ninguém atende. Estou preocupado...

19/01/2012
Tive o mesmo pesadelo... Fui ao porão e a caixa estava encima de uma mesa, tinha fios elétricos ligados a caixa, não sei porque aquilo estava ali, tive medo de mexer, vou chamar a policia.
Minha tia veio morar comigo e trouxe sua filha, passar um tempo aqui, estou precisando de apoio... São 19h, a Policia deve chegar amanhã, para não preocupar minha tia.

20/01/2012
São 2h da manhã. Sonhei com uma criança dentro de uma caixa de ferro, sendo eletrocutada ate a morte, ela começou a pegar fogo dentro da caixa enquanto se debatia com o choque, estou chorando...

4h da manhã. tive o mesmo sonho que tive quase agora mas dessa vez tinha uma mulher ao lado, amarrada, chorando... o rapaz a esfaqueou também, porque estou tendo esses sonhos? minha cama esta suja de sangue... O que esta acontecendo? Minha tia sumiu e minha prima também. Não aguento mais essa angustia.

5h da manhã, um policial apareceu aqui em casa por ter escutado gritos, estava escondido atrás da porta, esperei ele passa e o acertei com uma faca na nuca...
Não sei mais o que estou fazendo, preciso de uma noite de sono sem pesadelos, não aguento mais.

6h da manhã me acordo no porão, encontro 4 corpos mutilados e 1 corpo pequeno, queimado dentro da caixa de ferro, um bilhete com uma mensagem

"Obrigado, você brincou comigo, agora só falta uma pessoa para que você durma em paz, você deve imaginar quem é. Não está com saudades da sua mãe? e da sua Vó?
Apenas durma...

-Hunter"

Mãe, Vó, Tia, Prima, me desculpem... irei encontrar vocês... finalmente irei dormir em paz...


Escrito/Enviado por: Erick Guimarães 

Creeper da Semana: Izabella Viana


Idade: 12 anos

Estado: Minas Gerais

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Bom, há algum tempo atrás, pesquisando no meu celular, resolvi ler algumas histórias de terror. Procurei, procurei e não achei nada que já não tivesse lido, fiquei decepcionada. Lembrei que havia uma revista minha que tratava de assuntos de terror, e então resolvi lê-la novamente, ate que me deparei com uma página escrito: Creepypastas. Fiquei curiosa e resolvi pesquisar sobre elas. Foi amor a primeira vista! Então, um dia, chegando da escola, entrei no computador e quis ler algumas. Pesquisando na internet, o primeiro resultado que apareceu foi o blog " Creepypasta Brasil". Fiquei animada e resolvi entrar. Até hoje, dois meses depois, não consigo passar mais de 2 horas sem acessa-lo. Pode parecer exagero, mas é verdade. E ficaria muito feliz sendo escolhida Creeper da Semana. Então é isso. Obrigada por ler! *----------*

PS: Meu blog de Creepys é: http://behindyou13.blogspot.com.br/

(Creeper de Semana - 29/07/2013 à 04/08/2013)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!


27/07/2013

Annie

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Essa foi uma chamada para o 911 que ocorreu em 1994. O operador recebeu uma chamada de um número bloqueado. Existe apenas uma gravação dela, e é uma gravação bastante distorcida. --- 
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Operador: 911 qual a sua emergência?

Solicitante: - sons de estática -

O: Alô. Tem alguém ai?

S: - sons de uma mulher soluçando veio junto com a estática -

O: Senhora, esta tudo bem? Você está ai?

S: - surge um sussurro - A….an….ie……

O: Senhora, o que está acontecendo? Diga-me o que tem de errado.

S: - sussurrando entre soluços - An…Annie……ela está sendo…..terrivelmente desobediente....Ela esteve brincando com os pequeninos.

O: Senhora pode me falar o seu nome?

C: Annie brincou com os pequeninos….ela....brigou....machucou eles.....sangue...
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(Nesse ponto a mulher esta incontrolável e gritando histericamente, apenas parando para sussurrar alguns nomes ou datas)
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C: SANGUE POR TODO O LUGAR…. O décimo quarto, sim.... que vai fazer.....ELES NÃO ESTÃO SE MEXENDO.......Kristie estará aqui......NÃO POSSO VER NADA....os gêmeos.....Cassel e Alistair....TÃO ESCURO......ELA ESTA BEM NA MINHA FRENTE....não chore Cassel, a titia esta aqui por você...
 ______

A chamada continua por mais três minutos e vinte e dois segundos com a mulher gritando sobre alguém com o nome de “Annie” e então termina abruptamente.

A operadora estava tão assustada que saiu do trabalho logo depois.

A ligação nunca foi rastreada.

Dois meses depois apareceu uma foto mostrando três criancinhas terrivelmente mutiladas, com braços deslocados e pernas quebradas, sangue escorrendo da boca, olhos retirados, dedos cortados, e cabelos arrancados.

O nome das crianças eram Kristina, Cassel, e Alistair Driscoll.

Em relação a “titia” falando com Cassel, os pais dos Driscoll eram filhos únicos. Eles não tinham irmãos.

Então não poderia haver uma tia biológica.

Em outra parte da foto, havia uma forma pequena e desfocada de uma garota de costas para seja lá quem foi que tirou a foto, mas sua cabeça estava quase completamente virada para trás, encarando a câmera.

Ela estava encharcada em sangue, e parecia pular de felicidade.

Todas as chamadas do país foram checadas.

A cidade inteira foi interrogada.

Na havia sinais dessa garotinha.

Ela não existe.

26/07/2013

Na Colina (Parte 6)

Gente, essa é parte 6 mesmo! Eu que me enrolei aqui porque esqueci de por tag na parte 5. Desculpinha!

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Contemplando o significado da inscrição, mais uma vez ele ficou imóvel, enquanto o pedido macabro de desculpas começava a perturbá-lo levemente. Ou a região tinha sido um centro de guerra, tendo  anteriormente estabelecido outro clã, ou talvez os habitantes originários da colina compartilharam os mitos e superstições com seus descendentes modernos na aldeia logo abaixo.

No começo, o barulho não tinha sido inteiramente filtrado em sua consciência. Foi só quando repetida em um ritmo irregular que sua mente reconheceu sua natureza. Ainda de frente para a parede e de costas para o salão da igreja, o frio que tinha experimentado na rua voltou a se arrastar por seus braços. Seu corpo tremia por causa da temperatura que estava abaixando em ritmo alarmante, seu hálito podendo ser vistos em pequenas nuvens nervosas à frente de seu rosto. Os pelos de John se arrepiaram com o som próximo de um pé arrastando uma pedra no chão e lentamente seguido por outro. Mas quem estaria em tal lugar além dele? Era óbvio não ser nenhum dos moradores, não com suas superstições, advertências e presságios sobre a encosta.

Os passos pareciam mais perto, e com sua confiança diminuindo, os pensamentos de John estavam focados apenas em fugir. Enquanto o som aumentava, ameaçadoramente próximo, estava claro que teria que enfrentar seja lá quem fosse para chegar até a porta.Não havia mais o que fazer, teve que empurrar para o lado o medo que tomava conta dele. Lentamente, ele se virou para ver quem estava atrás dele Por um momento ele achou que enfrentaria um dos rostos severos que tivera imaginando, mas o salão estava desprovido de vida, vazio, mas o som de passos na pedra fria, como lixa sobre a pele, ainda preenchiam o ar.

John arfou quando viu algo se mexendo no canto de seu olho. Virando-se rapidamente para a porta escurecida que levava até o subsolo, a cabeça de uma figura indecifrável se mexia conforme seu corpo se erguia a cada passo vacilante. O terror correu por suas veias, a ponto que sua racionalidade derreteu de tal forma que só o puro instinto prevalecia. Ao que desatou a correr, pulando da plataforma deixando o altar e a inscrição para trás, ele sentiu um medo profundo romper em suas entranhas. Tropeçando quando aterrissou, o impacto desalojou mais detritos do teto, fazendo com que pedaços grandes de pedra se despedaçassem  no chão da igreja, uma não certou a cabeça de John por poucos centímetros.

A saída estava próxima e seus pensamentos fervilhavam enquanto tropeçava por pilhas de escombros e resíduos esquecidos, a pele morta da construção caía sem remorso. Por um momento sentiu-se cercado, pressionado por um homem de batina, pregando sobre o pecado e o mal antigo enquanto a congregação miserável e diminutiva permanecia amontoada, com medo do que estava por perto.

Com os pés se arrastando entre a sujeira e poeira do chão, a claridade mental de John retornava e começou a escalar uma grande pilha de madeira quebrada com pedras - a saída para a segurança do outro lado - a curiosidade acalmou seus nervos por um segundo. O temor que sentia por dentro o dizia para continuar, ir para longe daquele lugar, mas a necessidade de saber era implacável:  Ele precisava ver. Respirando fundo, se virou cautelosamente em direção do altar, vagarosamente apontando a luz de seu celular à escada escura. O ar no salão estava ficando mais gelado, o respirar apavorado de John claramente visível sob a luz fraca. A escuridão parecia enevoar sua visão, mesmo assim, o que conseguiu decifrar era inconfundível. Um figura alta estava de pé na frente da portinha, mas uma profunda sensação que toda a humanidade dele tivesse sido pervertida e torturada emanava deste. O homem e a criatura silenciosamente trocaram olhares por um longo tempo. Em seguida uma sequencia rouca de silabas saíram da boca do ser, uma língua a muito tempo esquecida e, enquanto sua definição precisa iludia o entendimento de John, o desdém com que falava não fazia.

A figura na porta se moveu para frente intimidando com seus movimentos sombrios, John gritou em horror, agarrando-se a esmo nos escombros na tentativa de chegar ao topo e, em seguida, fazer seu caminho até a porta. Agora ele não ligava mais em fazer silêncio, seus movimentos desesperados ecoando pelo salão, muitas pedras começavam a cair do teto novamente. Quando chegou no topo do monte, olhou para cima só para ver uma pedra maior que sua própria estatura vindo em sua direção. Pulando por sua vida, ele caiu do outro lado. Enquanto rolou pelo chão, uma dor lancinante fisgou-lhe no lado do corpo. Batendo contra o chão de pedra, o impacto deixou-o atordoado alguns minutos. Cambaleando enquanto se levantava ele olhou para baixo e recolheu-se em horror. Um grande pedaço de madeira tinha entrado vários centímetros na altura de suas costelas. O sangue jorrava da ferida quando quase que instintivamente puxou o pedaço de madeira, ela relando contra suas entranhas antes de finalmente ser removida.

Ele deixou escapar um grito de angustia, e ao mesmo tempo se virou para trás por ter ouvido outro barulho. A dor em seu lado era agonizante, mas a visão que estava tendo era muito pior do que qualquer sensação. A figura na porta se arrastava em sua própria barriga, rastejando-se em uma velocidade impossível sobre os escombros em direção à John. O corpo era enegrecido, o resto coberto por um manto branco, deslizando com facilidade sobre a superfície irregular.

Tropeçando em estado de choque, John estava paralisado de medo. Em seguida, a realidade o tomou; a saída estava perto. Mancando em direção à porta, ele espremeu seu corpo contra a abertura indo em direção à luz. A porta pressionou e cutucou a ferida na costela, fazendo a dor se espalhar por todo seu abdômen. Com um ultimo empurrão ele gritou, a força do momento fazendo-o cair no gramado do lado de fora. Olhando para cima através da abertura olhou a figura sepultada com sua cara sarcástica do lado de dentro, seu braço esticado, cuspindo desprezivelmente e grunhindo ensurdecedoramente para o por do sol.

John não perdeu tempo olhando a criatura; levantou cambaleantemente mais uma vez, sua mão agora estava encharcada de sangue estancando o sangue na ferida enorme nas costelas. Saindo daquele lugar o mais rápido que pode, deixando o terreno da igreja pra trás, ele tinha certeza que podia ouvir vozes vindo de dentro  enquanto fugia - os gritos e protestos do clero e da congregação que a muito tempo tinham se ido, zombando, magoados e desprezando-o.

Na pressa, tinha perdido o controle de sua direção, pois não era familiarizado com aquele ambiente. No aperto do pânico, ele mancou o mais rápido que pode, mas a desorientação o levou e, antes de saber como ou porque, viu-se rodeado por um labirinto de lápides quebradas e derrubadas.

Tonto e com falta de ar, ele não ligava mais para aonde estava, contanto que conseguisse deixar a igreja e seu "funcionário" para trás. Depois de recuperar o fôlego, começou a avaliar o velho cemitério; algumas grandes e iminentes lápides enquanto as outras estavam derrubadas e arruinadas. Então, como se sofrendo os efeitos de um veneno desconhecido, o mundo começou a girar ao se redor e tentando respirar, as pedras assumiram formas sinistras e ameaçadoras, elevando-se, bloqueando a luz, olhando com raiva para ele de cima. Agora não era um cemitério onde ele se encontrava e sim um enorme anel de enormes pedras deformadas. Eles tinham enfrentado muitas tempestades - anciões e esquecidos - muito antes do primeiro tijolo fosse colocado naquela igreja adulterada.

Sentindo-se obrigado a, de alguma forma, se aproximar de um deles, estendeu a mão, tocando a superfície coberta de musgo. Flashes de um passado escondido agora invadia sua mente, enquanto sentia-se dominado por uma fraqueza. Sua visão nublou, o mundo girava e uma náusea repentina cobriu seus sentidos, um que era tão forte que o obrigou cair de joelhos, e embora tenha lutado bravamente contra, em segundos ele desmoronou no chão, sua ferida pulsando a cada batida de seu coração. Deitado em suas costas olhando para cima, o céu parecia pulsar e tudo em sua volta parecia destorcido, como se ele estivesse separado do mundo. John perdeu os sentidos.  

(CONTINUA...)

Essa Creepypasta faz parte de uma série.
Essa Creepypasta é a parte 6, veja abaixo a anterior:


25/07/2013

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Cinzas caem do céu.
Caem sobre as crianças.
Enchem seus pulmões.
Elas não podem respirar.
Eu as vejo chorar.
Elas não percebem a beleza caindo, chovendo.
O céu está escuro.
Nuvens ofuscantes, em contraluz.
Veja o mundo se afogando.
Seu cheiro de sangue.
Há gritos no ar outrora tão calmo.
Eu não vou me mover.
Eu não ligo.
Que esse mundo renasça.
Que queime por completo.
Que cresça com meu reino de cinzas.
Há um choro bastante sutil.
Eu posso ouvir.
Mas quando eu olho.
Não há ninguém ao redor.
A destruição é real.
As cinzas geladas são um sonho.
A umidade toca minha bochecha.
Meus pensamentos estão mais claros agora.
Decido andar.
Pequenos gritos invadem minha orelha.
Isqueiro na mão.
Cigarro na boca.
Arsênico é uma possibilidade.
Que o mundo queime por completo.
Que meu próprio mundo cresça da sujeira.
Corvos observam.
O cheiro da carne podre enche o ar.
Prédios destruídos ao redor.
Por que está tão frio?
Estou anestesiado.
Toxinas enchem a cidade.
Feliz pra caralho.
Quase um pouco insano.
Olhos fixos no céu.
O som das sirenes.
Atravessando o ar.
Aí vem eles.
Um campo de cinzas é meu único caminho.
Não mais esse mundo.
O veneno se apodera de minha visão.
As cinzas consomem meus pulmões.
Esse reino de cinzas.
Não é só um sonho.

24/07/2013

Black Eyed Kids (BEK)




















Black-Eyed People (Pessoas de olhos negros), as vezes chamadas de Black-Eyed Children (Crianças de olhos negros) ou BEK (sigla para Black-eyed Kids, que seria a mesma tradução do anterior) são jovens, na maioria das vezes crianças, com os olhos totalmente negros onde não há diferenciação entre esclerótica, pupila e íris. A pele é descrita como extremamente pálida e, ocasionalmente, até azul  ou azulada como a de um cadáver. Testemunhas descrevem suas roupas como muito estranhas e monótonas – calça jeans e um casaco de capuz ou muito antiquado, roupas feitas à mão. Fenômenos elétricos bizarros ocorrem quando eles estão por perto, como uma porta de garagem inexplicavelmente abrindo sozinha e lâmpadas de postes explodindo ou parando de funcionar repentinamente. Aqueles que dizem tem tido encontros com estes geralmente sentem que as crianças eram sobrenaturais e extremamente perigosas, mesmo não sabendo explicar o porque. 

Geralmente são vistas brincando, ou jogando algum jogo e cantando músicas de ninar macabras como "Old Father long-legs" que descreve algo como "Pai velho, pernas longas/Não consegue dizer suas rezas:/Pegue-o pela sua perna esquerda/E jogue-o escada abaixo/E quando estiver lá em baixo/Pegue-o pela perna direita/E jogue-o para cima de novo", ou a música "He jumped into a bramble bush" que em tradução direta diz "Havia um homem tão esperto/Ele pulou em um/Canteiro de espinhos/E arranhou ambos os olhos/E quando viu/Seus olhos estavam fora de órbita/E com motivos para reclamar/Ele pulou em uma cerca viva/ E os arranhou novamente". 

Quando vistos nessas circunstâncias, estão sozinhos ou perto de áreas desertas, talvez na janela de seu carro, quartos de hotéis ou até em barcos. É relatado dessas crianças aparecerem sozinhas ou em grupos de máxima de 4 crianças, parecendo ser muito confiantes, ainda assim tímidos, pois evitam cruzar olhares com adultos, sempre olhando para baixo. Apesar da timidez, possuem um vocabulário muito vasto para a idade que aparentam ter, falando eloquentemente, em um tom monótono, com padrões de fala que  poucos adultos possuem ou costumam usar e, em alguns casos, possuem até a voz de um adulto. Eles não dizem muito mais que "Deixem-nos entrar. Não vamos te machucar. Não vai demorar muito."



















Normalmente eles tentam entrar nas casas das vítimas com desculpas bem formas como a necessidade de usar o telefone para fazer um telefonema para seus pais ou talvez se abrigar de algum perigo não especificado, beber um copo d'água ou qualquer outra coisa. As vezes respondem perguntas especificas com respostas sem contesto como "Já está na hora da janta?" ou "Estou com medo". No momento em que a vitima coloca os olhos nestas crianças, elas param de brincar e ficam encarando, se aproximam pedindo um lugar pra ficar ou pedem uma carona para casa. Muitas pessoas que acreditam estar fazendo o bem para estas crianças, acabam por concordar com os pedidos, mesmo que o pedido seja vago, não conclusivo e não entenda o porque.

 Se a vítima descobre que os olhos das crianças são negros e pergunta sobre, estas ficam muito irritadas e insistentes que você cumpra com o que pediram rapidamente. Algumas pessoas que tiveram encontros com BEKs dizem achar que as crianças usam algum artefato que venha a controlar levemente a mente da vitima, para que seja completa a demanda.
As experiências envolvendo BEKs não explica a causa da coloração dos olhos das crianças ou a própria origem deles. Alguns supõem ser espíritos  de crianças perdidas ou assassinadas mas em suma são ditos ser os que trazem a malevolência e desgraça pessoal na vida de uma pessoa. Quem presenciou esses seres dizem que as crianças precisam ser convidados voluntariamente para suas casas ou carro em questão, como se é visto a séculos em contos e relatos sobre vampiros. No entanto, não há relatos do que acontece se você permitir a entrada dos BEK.

















CASOS E RELATOS:

Casos envolvendo BEKs são encontrados desde os primórdios da internet nos anos 90, quando fóruns faziam sucesso e eram recheados de histórias de terror. Sempre descritos geralmente por pessoas anônimas em fóruns, blogs, sites sobrenaturais ou que envolvam o tema. São relatos vindo de todas as partes do mundo, mas é raro ter informações concretas de onde os BEKs foram avistados. Leia alguns relatos:

  • Eu tinha chegado do trabalho, cansado e louco para tomar um banho. Me lembro que todo o caminho do trabalho até meu apartamento eu me sentia desconfortável, como se alguém estivesse me observando constantemente, então achei que um banho quente faria essa sensação ir embora.
    Quando coloquei minha pasta na mesa da cozinha, a campainha soou. Fui até a porta e vi três crianças, todas meninas entre 6 e 9 anos de idade. Duas estavam de costas e uma menina bem pequena que parecia no máximo ter 6 anos, com a pele muito branca e cabelos castanhos estava virada em minha direção. Ela não olhava diretamente pra mim, e sim para dentro da minha casa. "O que desejam, crianças?" perguntei, achando que estavam vendendo biscoitos ou algo do tipo, mesmo  sendo tarde da noite."Gostaríamos de ter permissão para entrar, Senhor." Achei estranho. Nos dias de hoje crianças não adentram casas de adultos sozinhos assim. "Não, não podem. Desculpe." E fechei a porta.Não demorou nem um minuto e a campainha soou de novo. "O que foi agora?" perguntei, um pouco nervoso. "Estamos perdidas, precisamos de sua ajuda para ligar para nossos pais ou queremos uma carona." Ela então levantou o rosto e me fitou com os grandes olhos enegrecidos. Eu tinha a sensação de ficar ouvindo "Por favor" dentro da minha cabeça, junto com "Deixe-nos entrar". "Não! Estou ocupado e vocês não vão poder entrar aqui nunca".Você vê, eu sou um homem muito tranquilo, e não me estresso rapidamente. Mas aqueles olhos e a voz distorcida me assustaram bastante e não achei que era uma boa ideia deixar aquelas crianças de olhos negros entrarem na minha casa. Tocaram a campainha mais 3 vezes e depois nunca mais as vi de novo.


  • Kerrie (nome fictício) não tinha intenção de parar no shopping central de sua cidade quando estava voltando da faculdade, mas ela o fez. Ela deseja até o hoje que não tivesse feito isso."Havia poucas pessoas lá naquele dia e eu achei muito estranho o quão quieto estava o local" Kerrie, 20 anos, disse. "Enquanto voltava para meu carro, virei em uma esquina e vi uma senhora de idade junto de um menino.Ele imediatamente chamou minha atenção porque era estranho, diferente de qualquer pessoa que já tinha visto."O garoto, por volta dos doze anos de idade, parecia normal a primeira vista, mas enquanto Kerrie o observava falar com a senhora, ele parecia qualquer coisa, menos normal. O cabelo negro contrastava fortemente com a pele pálida; olheiras enormes debaixo de seus olhos. "Era como se ele não tivesse dormido em semanas" diz Kerrie,"Tinha um rosto muito magro".Enquanto se aproximava dos dois, ela ouviu a conversa. Em uma voz baixa, mas forte, o garoto pedia ajuda para a mulher. "Ele estava muito rígido com suas mãos esticadas do lado do corpo olhando para o chão enquanto ela procurava algo em sua bolsa para dar a ele." Diz Kerrie,"Conforme eu ia chegando perto eu percebia que ele ficava cada vez mais inconfortável".O garoto mudou de posição quando Kerrie passou por eles indo em direção ao carro, e então levantou o rosto e fez contato visual com ela. "Eu congelei. Seus olhos eram negros como a noite, opacos, quase como mortos," disse. "O olhar que ele me deu me assombra até hoje. O sentimento que ainda tenho é como se ele não estivesse totalmente lá, quase que fantasmagórico."Com os olhos fixado em Kerrie, o menino se virou lentamente e sem esperar o que receberia da senhora, simplesmente saiu andando. Kerrie não sabe quem ou o que era esse garoto, mas esta memória ficará com ela para sempre. 'O olhar dele ficou gravado em mim pra sempre. Era como se ele soubesse o que eu estava pensando".
  • Eram cerca de 22:45 em uma noite quente, quando Carris Holdsworth de dezoito anos se aproximava de seu apartamento em Lisburn, na Irlanda do Norte. Ela viu dois adolescentes vestidos com moletons de capuz e jeans de pé em seu quintal de costas para ela.Quando ela tentou passar sem ser vista, ela se atrapalhou procurando em sua bolsa pelo spray de pimenta. Naquele momento, os garotos se viraram para ela e, como se estivessem lido a sua mente, um deles disse: “Não há necessidade para isso, nós só queremos pedir seu telefone, senhorita.”Quando ela teve um vislumbre de seus olhos, eles eram completamente negros, não havia um traço de branco ou uma pupila, ela entrou em pânico e correu para seu apartamento, fechando a porta atrás dela. Os meninos seguiram logo atrás, batendo em sua porta.Ela ignorou. Depois de uma segunda batida, temendo por sua segurança, ela ligou para um amigo para vir ajudá-la. Quando o amigo chegou, os garotos fugiram.
  • Quando um homem em Dallas chegou em casa, ele viu um rapaz em sua porta que repetia “Eu acho que é hora de comer algo. Você deve convidar-me para entrar em sua casa?" O cachorro Pit Bull do homem veio correndo em direção à porta da frente, mas na medida que ele se aproximou do garoto de olhos negros, o cão gemeu e fugiu, escondendo-se debaixo da cama durante dias depois do fato.






































TEORIAS:


VAMPIROS
Para começar, a maior parte dos encontros BEKs consistem de jovens homens, que empregam vozes hipnóticas e fascinantes olhos negros para tentar coagir as suas “vítimas” a fazer o que desejam.
Em segundo lugar, esses seres têm demonstrado uma incapacidade evidente de poderem entrar em propriedade de alguém sem ter sido convidado. É difícil argumentar que esses atributos sempre tenham sido vistos em lendas vampirescas.
Apesar de, até agora, o consumo de sangue não tenha sido relatado em qualquer encontros com os BEKs, vale ressaltar que não há uma única história de alguém que sucumbiu às demandas desses seres e realmente permitiu-lhes entrar em sua casa, carro ou loja.

Assim, supondo que não estamos lidando com vampiros, então falemos sobre a possibilidade igualmente estranho que essas entidades possam ser…


HÍBRIDOS HUMANOS/ALIEN/NEPHILINS

As poucas evidências que sugerem que os BEKs pode ser o resultado de uma síntese estranha de DNA humano e extraterrestre não vem de nenhum relato de UFOs vistos nos locais dos encontros com os BEK, mas a vaga referência de alguns abduzidos por alienígenas do sexo feminino tiveram encontros com bebês alienígenas meio-humano, meio-cinzentos que foram supostamente criados utilizando os seus óvulos não fertilizados, que foram extraídos a partir deles notoriamente durante os exames invasivos dos extraterrestres.
Mais do que algumas dessas infelizes mulheres reivindicaram que entraram em contacto com os bebês humanóides, que elas descreveram como tendo pele sombreado de oliva e olhos negros, amendoados.

Francamente, essa suposição oferece dados apenas o suficiente para até mesmo considerarmos como uma teoria, mas uma explicação mais plausível de que BEKs realmente sejam…

ALMAS PERDIDAS

Enquanto alguns podem ser tentados a pensar que os BEKs sejam apenas os espíritos perdidos de crianças que partiram e estão tristemente vagando pela Terra em busca de ajuda dos adultos, deve-se notar que, em cada caso, as testemunhas afirmaram ter sentido um medo arrepiante quando elas entraram em contato com esses seres.
É como se eles instintivamente soubessem que elas não estavam lidando com crianças inofensivas, mas predadores perigosos disfarçado. É certo que apenas o ”instinto” não é fácil de classificar como prova, mas a universalidade desse sentimento em quem se depara com BEKs torna difícil descartar.


Mas o que deixa em aberto a possibilidade paranormal alternativa é que esses seres podem ser apenas...

DEMÔNIOS DISFARÇADOS


Como a existência da Arca de Noé ou as tábuas de pedra que Moisés recuperou do pico do Monte Sinai, a crença em demônios é uma questão de fé. Se alguém está predisposto a acreditar na existência de entidades angelicais ou demoníacas, então seria duramente pressionado para não considerar o fato de que os BEKs pode ser uma antiga forma de manifestação e deslocamento de criaturas das profundezas do inferno.
Isto não é mais ou menos razoável do que qualquer outro, de fato, quando se considera a aura de maldade que permeia e são emitidas por BEKs, tornando esta opção absolutamente plausível.
Claro que, se estes são os demônios sob o disfarce de jovens seres humanos, deve-se perguntar por que eles não estão jogando o seu charme nefasto sedutor ao invés de empregar personas palpavelmente estranhas como as descritas aqui? 





















Então, quem são essas crianças, esses seres que metem tanto medo nos que cruzam seus caminhos? Espiritos perdidos? Vampiros? Hibridos de Aliens e Humanos? Seres que se alimentam do medo que geram? Entidades demoniacas?

Weatherly, escritor do livro Black Eyed Children, acredita que estes seres podem ter algum tipo de origem demoníaca, pois em alguns relatos dessas crianças elas simplesmente desapareceram no ar, e algumas testemunhas relatam uma súbita maré de azar depois de um encontro com essas “crianças” de olhos negros.


Há apenas muitos “X” fatores envolvidos nesse ponto. Mas se os Beks são fantasmas, vampiros, demônios, meio-alienígenas, mitos da internet ou brincadeira de adolescentes propensos com contatos com o lado obscuro, antropólogos e folcloristas devem tomar nota de como esta marca uma das poucas vezes na história gravada quando uma lenda pode ser atribuída a uma hora específica, local e individual.



23/07/2013

Tic-Tac



Minha família não é muito rica. Meu pai perdeu o emprego recentemente, e a minha mãe estava trabalhando em turno dobrado para nos manter. As vezes, minha mãe brincava, falando o quanto seria mais fácil se eu nunca tivesse nascido. Eu nasci com um caso muito grave de asma. Estou melhor agora, mas ainda tomo as medicações. As vezes, quando podemos, compramos doces e balas de menta com o salário extra. Outro dia, fui ao supermercado e peguei vários sabores de Tic-Tacs. Tirei um cochilo durante a longa viagem de carro para casa.

Quando acordei, o meu pai já estava quase acabando de levar as compras para dentro e empilhando nas prateleiras do armário. Na prateleira de baixo, guardávamos os Tic-Tacs e nossos remédios para asma. (Minha mãe também tinha asma) Na prateleira do meio guardávamos todos os nossos copos, garrafas e os meus velhos copinhos infantis. A prateleira de cima ficava fazia, exceto por algumas aranhas e talvez ratos. Assim que o meu pai acabou de encher as prateleiras, peguei um frasco de Tic-Tac, e como sempre, derrubei dez ou onze em minha boca. Foi totalmente indolor, em minha afobação nem mesmo pude perceber o lacre rompido do primeiro frasco que eu peguei e nem a leve diferença no sabor de menta. De qualquer forma, eles não esperavam que eu sobrevivesse depois de ter tomado todas aquelas pílulas contra asma.