31/08/2013

Luna Game 3

Boa noite, Creepers! Tudo tranquilo? Faz um bom tempo que eu não traduzo nada por aqui, já estava com saudades haha'

Bom, pra compensar a falta de Creepypastas aqui no blog nesses dois últimos dias, estarei postando pra vocês três Creepypastas traduzidas e tiradas do forno agorinha mesmo, sendo duas delas de Video-Games, já que a categoria estava meio parada. Esperamos que gostem, e cuidado com suas janelas... Eles não gostam de serem descobertos.

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A terceira sequência da saga Luna Game foi lançada em 11 de Junho de 2011.

Mais uma vez, você começa jogando com Luna em uma plataforma muito simplista: um mundo ambiental repetitivo. Mas desta vez, você está em um ambiente de floresta. Apresentando os mesmos controles como do ultimo jogo, Luna é capaz de pular, andar e correr, tanto pra trás quanto pra frente. A medida que ela o faz, a tela vai ficando cada vez mais escura e após um tempo tocando, a musica de fundo começa a desacelerar e ficar distorcida. Vai ficando lentamente assim, até eventualmente chegar a sons estáticos, interrompendo a música. As árvores agora estão escuras e ensanguentadas. Algumas músicas perturbadoras e lentas começam a tocar, e de vez em quando, se você ouvir atentamente, você pode ouvir pôneis gritando ao fundo.


Depois desta parte, você acabará chegando em um enorme buraco no chão. É possível pular por cima deste buraco, o que causará um grito completamente distorcido (isso só vai acontecer no primeiro salto). Você pode continuar correndo, mas a fase vai continuar se repetindo. O jogador é então forçado a cair no buraco, e de repente, um grito muito alto e uma das várias imagens de pôneis mortos (escolhidas aleatoriamente) preencheram o monitor. Quando a tela voltar ao normal, Luna estará deitada no chão, suas pernas decepadas e muito sangue por toda parte. Depois de esperar por cerca de 5 segundos, seus olhos se abrem, e em seguida, a tela pisca com uma imagem em "close up" extremo de seu rosto desfigurado, juntamente com um grito de gelar o sangue. O jogo se fecha logo após isso.



Déjà Vu

Quase todo mundo já teve um momento de déjà vu. Pense bem, quando você está indo para a escola, para o trabalho, ou simplesmente andando por este lugar que você chama de casa, algo chama sua atenção. Você tem certeza que já viu isso antes, mas não consegue se lembrar quando ou onde. Você então o rejeita, convencido de que a sua memória está apenas pregando peças em você. Você se convence de que é simplesmente uma vaga lembrança de um acontecimento parecido.

Nove em cada dez vezes, você estará certo, mas de vez em quando, o “déjà vu” vai lhe deixar com um enorme mal-estar em alguma parte de sua mente. Quando você disser aos seus amigos ou familiares, eles também afirmarão que é apenas uma invenção da sua imaginação. Você então para de dar atenção a isso, empurrando a inquietação para os confins de sua consciência. E lá irá ficar, guardada pela segurança de sua própria mente. No final de seu dia, você vai para a cama com uma idéia de segurança; totalmente acreditando que tudo o que você sentia vai passar depois de uma boa noite de sono.

No dia seguinte você acorda, sentindo-se revigorado. O mundo continua como sempre foi, ou pelo menos assim parece. O déjà vu já escorregou pra fora de sua mente e você ainda se lembra do mal-estar que sentira.

Você bebe seu chá ou café, faz suas coisas matinais como de costume, diz um caloroso tchau para sua família e, em seguida, vai para a escola ou trabalho. Mas quando a porta se fecha atrás de você, há sussurros fracos. Eles desaparecerem com cada passo que você dá, e enquanto acredita que pode descobrir seu significado, você novamente o rejeita como algo criado por sua imaginação hiperativa.

"Ele não se lembra", eles dizem com um volume sobrenaturalmente baixo.

"Minha querida, ele nunca vai se lembrar."


Luna Game 2

Em 30 maio de 2011, outro jogo da saga Luna Game foi postado no site Equestria Gaming.

Este jogo começa de forma semelhante ao anterior, mas com gráficos um pouco melhores e com o modelo do personagem diferente e melhorado. Quando começa a jogar, você fica sabendo imediatamente que pode segurar a tecla Shift para correr. No entanto, depois que você o faz, começam a aparecer rachaduras no solo. À medida que você vai mais longe, as rachaduras ficam cada vez maiores, até eventualmente cobrirem completamente o chão. Então, de repente, a tela corta para uma imagem macabra da Pinkamena (imagem ao lado), enquanto um ruído alto toca ao fundo durante cerca de um segundo, e depois a tela pisca de volta para o jogo. Agora, o fundo e os blocos são completamente vermelho-escuro. Você se move muito lentamente, e não consegue mais correr, enquanto uma música perturbadora toca ao fundo. Dizem que isso leva os jogadores à loucura.

Neste momento, a única coisa que você pode fazer é seguir em frente até chegar a um abismo gigante no chão e cair dentro dele. Enquanto cai, a tela escurece aos poucos, até chegar num ponto onde fica totalmente escura, e a Luna eventualmente desaparece de vista. Após isso, aparece uma tela de Game Over, com uma imagem de Luna caindo dentro de um buraco. Uma música muito assustadora começa a tocar, e depois de um tempo, o jogo se fecha. Durante todo esse tempo, você não consegue fechar o jogo normalmente, e após a primeira piscada de tela, você fica incapaz de mover o mouse - exatamente como no primeiro jogo da saga Luna Game.

As principais diferenças entre este jogo e o primeiro são os gráficos consideravelmente melhorados e o fato de que Luna Game 2 não cria arquivos extras em seu computador... Pelo menos, até onde sabemos.



28/08/2013

Presente maldito


Uma garotinha chamada Penny Warren, ganhou uma boneca dos seus pais. A boneca foi um presente deixado por uma velha tia que morreu. Penny de imediatamente não gostou da boneca que tinha uns estranhos olhos pretos que pareciam estar sempre lhe encarando e um sorriso sinistro no rosto.

Porém, ela teve que aceitar, já que trouxeram a boneca e ela não queria chatear os pais recusando o presente. Seus pais lhe disseram que o nome da boneca era Arabella, o que deixou Penny ainda mais assustada; isso a fazia parecer mais humana. No entanto, era apenas uma boneca, mal alcançava seus joelhos, então para esquecer essa boneca horrenda, ela a escondeu em um pequeno armário embaixo da escada, dentro de algumas caixas onde seus pais não encontrariam.

E ficou tudo tranquilo, até algumas noites depois, quando Penny estava na cama, e ouviu um barulho… o som de algo se debatendo que continuou por uns cinco minutos. Então um rápido som de algo se arrastando e depois o som de passos leves e rápidos. Penny estava paralisada de medo, os nós dos dedos ficando brancos de tanto apertar a cobertor. Então ela ouviu uma voz – suave e terrivelmente infantil – baixa o suficiente para não acordar os seus pais.

Penny sempre dormia com a porta aberta e a lâmpada do corredor acessa, já que ela tinha um pouco de medo do escuro. Dessa forma, ela pôde ouvir melhor com a porta aberta. Ela ouviu a voz dizer “Penny, estou no primeiro degrau”... E então o som de algo correndo outra vez, como se a coisa que estava falando voltasse para o lugar de onde saiu.

A garotinha não dormiu mais aquela noite, apenas ficou deitada, tomada pelo medo até o amanhecer quando sua mãe veio lhe acordar para a escola e ela tentou explicar tudo que havia acontecido, seus pais disseram que “foi apenas um sonho”.

Na noite seguinte, Penny tentou lutar contra o sono, mas infelizmente o sono venceu e ela foi acordada outra vez pela voz sinistra: “Penny, estou no quinto degrau”. Penny chorou muito, e outra vez, ela não dormiu.

Na noite seguinte, Penny decidiu fechar a porta do quarto, e com relutância, dormir com as luzes apagadas. Quando estava quase dormindo, ela ouviu o barulho, e então a voz: “Penny, já estou no topo...” Penny sabia que a porta estava bem fechada, mesmo assim estava com muito medo. Seu coração estava acelerado, e mesmo tremendo ela decidiu dar um basta nisso e espiar pela fechadura da porta; não havia ninguém e isso a deixou mais assustada. Ela correu para a cama, se se enrolou no cobertor, e já estava pensando em esperar outra vez pelo amanhecer quando ouviu um sussurro bem próximo do seu ouvido;

“Penny, já estou aqui”...



Os pais de Penny encontraram seu corpo no pé da escada. Eles acharam que ela estava indo para o banheiro sem acender as luzes e tinha caído, quebrando o pescoço. Arabella, a boneca favorita da família, foi encontrada ao lado do seu corpo – sorrindo.
  


27/08/2013

Portal de entrada da mente

Em 1983, um grupo de cientistas religiosos conduziu um experimento extremamente secreto. Os cientistas tinham a teoria de que um humano sem acesso a qualquer um de seus sentidos seria capaz de notar a presença de Deus.
Eles achavam que os cinco sentidos encobriam nossa percepção da eternidade, e que sem eles, um humano poderia ter contato com Deus através do pensamento. Um homem idoso, que dizia não ter nada a perder, foi o único que se apresentou como voluntário. Para que ele não tivesse mais nenhum dos sentidos, uma complexa operação foi feita, onde cada nervo conectado ao cérebro foi rompido. Apesar de ser capaz de se movimentar e de falar, o homem não podia ver, ouvir, sentir odores, cheirar ou ter emoções. Sem qualquer chance de comunicação ou mesmo sem qualquer sensação do mundo exterior, o homem foi deixado sozinho com seus pensamentos.
Os cientistas o monitoravam cada vez que ele falava a respeito de seu estado mental em frases engroladas, arrastadas, frases que ele nem mesmo podia ouvir. Depois de quatro dias, o homem disse que podia ouvir vozes intelegíveis em sua cabeça. Os cientistas acharam que aquilo era algum tipo de psicose, já que o homem nada podia ouvir, e não se importaram muito.
Dois dias depois, o homem chorava e dizia poder ouvir sua falecida esposa falando com ele. Pior: ele podia conversar com ela. Os cientistas ficaram intrigados, porém não se convenceram até o homem começar a falar os nomes de alguns de seus parentes mortos. Ele dizia coisas a respeito deles que apenas pessoas que já se foram poderiam saber. Nesse momento, uma parcela considerável dos cientistas abandonou o experimento.
Depois de uma semana conversando com os mortos em seus pensamentos, a cobaia ficou angustiada, dizendo que as vozes eram esmagadoras. Em cada momento que passava acordado, sua consciência era bombardeada por centenas de vozes que se negavam a deixá-lo sozinho. Frequentemente ele se atirava na parede, tentando sentir dor. Implorou para que os cientistas o sedassem, para que ele pudesse escapar das vozes. A tática funcionou por três dias, até que ele começou a ter pesadelos horríveis. O homem frequentemente dizia que ele podia ver e ouvir os mortos em seus sonhos.
Um dia depois, ele começou a gritar e tentou arrancar seus olhos que sequer funcionavam mais, na esperança de que ele pudesse sentir algo no mundo físico. A cobaia agora dizia que as vozes eram ensurdecedoras e hostis, falavam do inferno e do fim do mundo. De repente, ele se pôs a gritar "Não há paraíso, não há perdão" por cinco horas a fio. Ele implorava para que o matassem, mas os cientistas não o fizeram, achando que ele estava perto de entrar em contato com Deus.
Depois de mais um dia, o homem já não podia mais falar frases que fizessem sentido. Extremamente furioso, ele começou a arrancar, com violentas mordidas, pedaços de seus braços.Os cientistas correram e o amarraram em uma mesa, para que ele não se matasse.  Depois de algumas horas, ele recomeçou a gritar e a se debater. Ele encarou o teto, enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto. Por duas semanas, ele foi reidratado pelos cientistas, pois não parava de chorar. Eventualmente, ele virou a cabeça e, apesar de estar cego, fez contato direto com um dos cientistas pela primeira vez.
Ele sussurrou "Eu falei com Deus, e Ele nos abandonou". Depois disso, seus sinais vitais pararam.
A autópsia foi incapaz de revelar a causa da morte.

Creeper da Semana: Jenifer Piuma


Idade: 14 anos

Estado: Rio de Janeiro

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Eu estava na escola quando uma amiga minha falou para mim: "você já ouviu a história do Homem da Meia Noite?". Neguei com a cabeça, ela pegou o celular e entrou num site. Eu estava ansiosa pelo final, porém na metade da história, o professor chegou e tivemos que desligar o celular. No final da aula, perguntei a ela qual era o nome do site, e ela me respondeu: "é só entrar no Creepypastas Brasil e procurar a historia". Cheguei em casa já louca pra ler e acabei me apaixonando pelo blog, e aqui estou eu. Sempre gostei dessas historias meio macabras, assustadoras, desde os meus 8 ou 9 anos. Lá pelos meus 8 anos eu comecei a "ver coisas". Vultos, velhas com rostos deformados... coisas que deixariam qualquer um que tivesse medo, louco. Claro, eu tinha medo, mas acabou acontecendo com tanta frequência que eu perdi o medo, mas continuei a odiar aquelas coisas que me atormentavam tanto.

Blog(s)/Site(s): secretsofanonody.blogspot.com

(Creeper de Semana - 26/08/2013 à 01/09/2013)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!


Creepypastas dos Fãs: Silêncio na Sala de Aula

Você está numa sala de aula. Ao fundo você vê alunos fora de seus lugares e jogando bolinhas de papel um nos outros.

No meio da sala de aula você vê alunos conversando. Uns estão virados de costas para poder conversar com mais liberdade, enquanto outros ouvem música em seus lugares sem se importar com a presença do professor.

Perto da lousa você vê pode observar alguns alunos conversando, enquanto outros copiam a lição de química atentamente.

Já você está sentado justamente na frente de seu professor. Você observa-o por uma fração de segundos e rapidamente volta a copiar a matéria, quando vê que ele também te observa.

Durante a fração de segundos no qual você olhou seu professor, você o vê que ele está debruçado. Ele apoia o rosto magro nos braços como se estivesse se livrando do stress, da mágoa, da raiva que sente por ser professor daquela maldita sala. Você também percebe que ele está suando.. Facilmente você poderia atribuir tal fato devido ao stress ou do próprio calor escaldante que faz naquele dia, mas você sabe que nenhuma dessas causas é de fato a verdadeira.

Então ele sai... Você tenta copiar rapidamente a matéria da lousa com medo da orientadora da 5ª série te encaminhar para a sala da diretora. Ele sai... E leva sua tristeza, junto com seus olhos cheios de olheira pra fora da sala.

Depois de alguns minutos ele volta... Mas não é realmente ele quem volta. Seu professor tão gentil e cansado da lugar a um ser sem nenhuma expressão, capaz de te fazer mergulhar naqueles olhos sem fundo. Ele volta... Mas não volta só... Volta com algo que foi capaz de fazer seu coração parar por instantes.

Durante esses instantes a sala toda fica em silêncio que logo após é quebrado pelos gritos de desesperos de alguns alunos. Alguns se levantam. Correm em direção à porta em busca da saída... Mas ele os cerca, encara-os e mete uma bala na cabeça do aluno mais próximo da porta.

Após o ocorrido os alunos em pé voltam para seus lugares, enquanto o professor faz um sinal com a mão pra pedir silêncio.

Você rapidamente olha para aquele ser que costuma ser seu professor e vê que ele caminha em sua direção. Você é tomado pelo medo. Ele vem... Chega perto o suficiente para ouvi-lo sussurrar para que tape os ouvidos.

Mas ao tapar os ouvidos você ainda consegue ouvir os gritos desesperadores misturado com choro deprimente daquelas crianças. Mas ele não demonstra nada... Absolutamente nada e segue caminhando no ritmo da explosão da pólvora dentro de sua pistola.

Até que uma hora ele para. Observa pela janela a movimentação desesperada de alunos e professores do outro lado do corredor enquanto policiais correm para chegar ao local da chacina. Durante os segundos em que ele olha pela janela, ele sorri e olha ao redor e vê que apenas sobrou você e mais 10 alunos vivos. Ele rapidamente caminha em sua direção novamente, olha no fundo de seus olhos e mete uma bala no meio de seus próprios olhos vazios.

Desde aquele dia você já não consegue mais dormir. Desde do começo do ano ele foi o único professor que fez a sala ficar quieta... Quieta para sempre.

Você planeja fazer o mesmo desde que decidiu se tornar professora.


Escrito/Enviado por: Pedro Bastos



Creepypasta dos Fãs: Dollynho

Todos os dias, enquanto assistia televisão até tarde da noite com minha irmã caçula, víamos comercial do famoso Dollynho, mascote do refrigerante Dolly, como sempre brincando com algumas crianças e cantando uma musiquinha que fala sobre o produto como sendo “o melhor”.

Por si só, o Dollynho já não é algo muito encantador. É como palhaço: à noite dá impressão que vai te atacar vivo, comer seu corpo e levar sua alma pro inferno! Este pensamento que aumentava mais por eu ter ouvido alguém dizer que o dono da Dolly tinha feito um pacto com o mal para que seu refrigerante virasse um sucesso independente da qualidade. A gente sabe que todo sucesso depende de pacto com espíritos, sejam bons ou maus. Pelo jeito, funcionou, porque, fala sério, Dolly melhor que Coca-Cola, nunca será.

Geralmente o comercial me dá um ataque repentino, levando as mãos automaticamente ao ao botão de trocar de canal do aparelho da antena.

Não sei explicar como, mas numa noite eu vi o comercial demorando mais que o normal, com os olhos do Dollynho me fitando o tempo todo. Minha irmã, que estava mexendo em seu notebook, não viu nada. Aquela noite não consegui dormir, ainda imaginando aqueles olhos me fitando enquanto estava na cama.

No outro dia, aconteceu de novo, mas desta vez percebi que os olhos do Dollynho estavam num canto da tela, e quando passou o comercial do refrigerante, eles foram para o meio, como na noite anterior, me fitando e impedindo de dormir mais uma vez.

Dois dias depois, resolvi apagar umas músicas do celular e abrir espaço para gravar a tela da TV (já que não tenho gravador de DVD ou VHS nem nada do tipo). Gravei vários intervalos e nada aconteceu de estranho. Por duas noites.

Na terceira noite consegui capturar o comercial bizarro do mascote do refrigerante Dolly. Não olhei para a TV, pois sabia que se olhasse, como nas outras duas vezes, não conseguiria dormir, pois aqueles olhos estariam me vigiando. O problema é que ao salvar o vídeo, meu celular, que não é muito bom, desligou sozinho, e perdi a gravação.

Esta noite minha irmã viu a vinheta direto pela tela da TV, e ela então ficou até a outra semana sem dormir direito, alegando que o Dollynho estava debaixo da cama dela, e conseguia ver os olhos dele ao olhar ali. Até eu fiquei tendo pesadelos na semana toda. Depois desta noite, nunca mais vimos a vinheta estranha.

Dias depois, meu pai comprou uma garrafa de Dolly guaraná. Eu e minha irmã não tomamos de jeito nenhum. Os demais tomaram. Coincidência ou não, todos foram para o hospital por causa deste refrigerante, menos eu. Ainda estão lá, não sei quando terão alta.

Estamos minha irmã e eu morando com minha vó, por enquanto. Lá ela não assiste TV de noite e nem toma refrigerante. É um refúgio para nós dois.

Perguntei para meus colegas e minha irmã para as dela se alguém mais viu a tal transmissão naquelas noites. Alguns dizem que não e uns três preferem não falar sobre o assunto.


PS: achei alguém que postou uma gravação daquela noite na Internet. Parece que a imagem gravada não causa efeito algum, somente causaria ao assistir direto pela televisão, talvez por ter mais qualidade, não sei. Pelo menos para mim, não sei se é qualquer um que pode ver o vídeo.


Escrito/Enviado por: Diego Gomes




Creepypasta dos Fãs: Hora do Chá

Meu nome é Oliver, moro no oitavo andar de um prédio muito silencioso, a dois anos. São dois apartamentos por andar e são realmente muito grandes. O meu, é entupido de estantes, armários e arquivos, trabalho num renomado escritório de advocacia e tenho muitos processos para estudar.

Como já disse, meu prédio é muito silencioso, então qualquer ruído que o vizinho faça pode ser ouvido em qualquer lugar do prédio. Aí mora o grande detalhe, nunca ouvi ninguém saindo do apartamento da frente. Nada. Nenhum som, nenhum miado, latido, bocejo,  barulho de chave ou conversas, ou qualquer outro som que alguém possa fazer em sua casa.

Até que uma bela noite, eu estava estudando um caso de homicídio, muito perturbador por sinal, e ouvi o barulho vindo do apartamento da frente  de um fogão sendo aceso. Achei normal, afinal era a primeira vez que eu ouvia algo vindo de lá, o que me dá a certeza de que alguém mora ali. Talvez alguém ou uma família tinha se mudado para ali essa semana, enquanto eu não estava em casa. 

Um pouco mais tarde, saí para levar o lixo, e meu gato saiu para andar um pouco no corredor. Ele parou em frente a porta do outro apartamento e ficou miando - EROS! Vem já pra cá! – Sussurrei um pouco alto. Então a porta do misterioso apartamento se abriu, e a imagem de uma senhora se fez com a fraca luz do corredor. Ela era baixa, com longos cabelos brancos, olhos verdes e vestes um tanto surradas.

Ela sorriu para Eros e convidou-o para entrar. Ele, sem hesitar adentrou o apartamento - Quer uma xícara de chá? Enquanto ele explora um pouco?  - Ela disse com um leve sorriso angelical. Eu aceitei afinal Eros nunca tinha ido à outra casa e estava entusiasmado com a aventura. Entrei e sentei-me num banquinho de madeira perto da porta da cozinha, enquanto a doce senhora preparava o chá.

Percebi que Eros estava muito quieto e havia muitos minutos que não aparecia para se entrelaçar às minhas pernas.

- Com licença, posso procurar o Eros? – Pedi educadamente já me levantando.

- Claro, mas termine seu chá. – Ela disse sorridente.

Bebi até a última gota e fui explorar a casa da doce senhora. 

Atravessei toda a sua casa em busca de Eros. E percebi que a porta que ficava bem ao final do corredor estava entreaberta, espaço perfeito para aquele gato intrometido passar. Abri a porta lentamente e vi Eros sendo devorado por uma criatura sinistra. Com olhos gigantes e negros, dentes afiados, enormes mãos com dedos finos.  Respirei um pouco mais forte por causa do susto.

Ele me olhou e deu um sorriso malicioso, como se Eros fosse apenas a  entrada e eu o jantar. Tentei correr, mas minhas pernas ficaram bambas e falharam. Eu estava tonto e acabei caindo ao chão, vendo os chinelos da gentil senhora à minha frente. 

Olhei para cima, ela estava com sua xícara na mão, me olhando e sorrindo.

Então eu desmaiei.

E então...quer uma xícara de chá?





Escrito/Enviado por: Rubia Heloísa



23/08/2013

Você quer dormir?



Dormir é uma atividade simples e comum. É impossível alguém não dormir por que todos os dias fazemos muitas coisas que necessitam da energia do nosso corpo. Assim que esgotamos essa energia, precisamos dormir para recupera-la e estarmos prontos para o dia seguinte.

Mas, enquanto dormimos, o quê acontece ao nosso redor?

E se um dia um ser maligno se apoderar do seu corpo enquanto você esta em sono profundo? E se esse monstro destruir várias vidas enquanto você está dormindo? Limpando todas as provas, todos os seus rastros e retornando o seu corpo para o conforto de sua cama.

Você pode acordar como de costume e ninguém nunca saberá o que aconteceu, nem mesmo você. 

Mas e se um dia você acordar e perceber que ainda está no local do crime? Com as mãos sujas de sangue e um corpo completamente desfigurado bem na sua frente.

Qual será a sua desculpa?

Quer dormir agora?

22/08/2013

Continue cantando

Eu realmente adoro cantar. Normalmente eu me sento na cama com meus fones de ouvido e meu laptop e começo a ouvir ótimas músicas. Não costumo me preocupar se eu começo a cantar muito alto, não é como se aqui alguém pudesse me ouvir. Não acho que alguém me ouve cantar. Ou melhor, eu achava que ninguém me ouvia.
Uma noite, eu estava ouvindo Imagine Dragons. Eu estava com meus headphones, e não estava cantando muito alto porque minha mãe teria que trabalhar no dia seguinte. Lembrei que eu teria aula naquela mesma manhã, então eu decidi cantar apenas mais uma música e ir dormir. Comecei a cantar Demons (uma música também de Imagine Dragons), uma vez que é uma de minhas músicas favoritas.
Quando cheguei no refrão, eu vi algo em minha visão periférica. Parei por um segundo e olhei em volta, mas não havia nada.
Voltei a cantar, e então eu vi algo outra vez. Agora eu tinha a impressão de que era uma criança.
Aquilo me deixou levemente preocupado, mas eu simplesmente terminei de cantar, porque eu adoro aquela música. Depois disso, tirei meus fones de ouvido, desliguei o laptop e coloquei-o no chão. Deitei e me cobri rapidamente, pronto para dormir.
De repente, ouvi uma respiração que não era minha.
Abri os olhos e olhei para a direita.
Eu vi uma garotinha que eu certamente nunca tinha visto antes em minha vida.
Ela parecia estar... morta.
Ela estava olhando diretamente nos meus olhos.
"O-O que você quer de mim?!"
"Por favor, continue cantando. Eu adoro quando você canta para mim".

21/08/2013

Na Colina (Parte 9)

No dia seguinte despertei pela manhã com um objetivo único. Enquanto eu tinha que ir para casa e terminar meus afazeres, o ônibus não partiria até o fim da tarde, o que me deixava com bastante tempo à persuadir John de ir comigo a um lugar um tanto dramático: A colina. Eu sabia que se eu voltasse sem nenhuma dessas estranhas experiências, talvez ele esqueceria toda essa superstição louca que os moradores tinhas implantado nele, e iria embora de ônibus comigo. Tenho de confessar que também estava totalmente intrigado pela ideia do lugar e, mesmo que eu não tivesse dúvidas que as experiências de John  fossem ilusões, senti que poderia tirar um artigo dali, possivelmente até uma história. Como escritor, essas oportunidades raramente eram dadas de bandeja.

Antes de ir, falei com ele e deixei claras minhas intenções. Ele suplicou que eu não fosse, que seu destino não precisava ser meu. Mas depois de muito protesto ele aceitou o fato de que eu não seria dissuadido e, relutantemente, concordou que se eu voltasse sem nenhum fato sobrenatural, paranormal ou qualquer outro incidente, ele iria embora comigo para Glasgow.

Depois de me dar as direções certas, - as quais eu sabia que não conseguiria com nenhum morador - fiz meu caminho até a suposta encosta maldita. Tenho de admitir que a primeira vez que a vi, parecia um tanto... esquisita. Fora de lugar. Mas supus que isso fosse apenas um efeito subconsciente do conto de John. O ambiente parecia ser exatamente como ele descrevera. Pelo menos essa parte era verdadeira. A estrada estava bloqueada por lixo e entulho, e acabei por encontrar o portão no pé da montanha. Havia até uma mancha de sangue, certamente fazendo o fim da história ser mais convencível.  O pensamento de que algum maníaco pudesse estar realmente lá em cima me fez recuar um pouco, mas ele provavelmente teria se mudado depois de ser confrontado por Dale e proprietário da terra. De qualquer modo, John, bastante ferido e abalado conseguira escapar, então me sentia bastante confiante.

Não senti nada fora do comum quando ultrapassei o limiar entre as terras, e mesmo que as árvores caídas e a grama morta deixasse o ambiente meio decadente, fique surpreso por quão inocente e banal parecia ser. Depois de subir o caminho que claramente havia sendo usado a anos inúmeras vezes, cheguei no local que fazia lembrar a descrição de John.

E lá estava. Obscurecida do mundo por conta de uma parede de folhagens, madeira podre e grama: A igreja.  Eu fiquei surpreso pois pensava que tal construção teria sido certamente parte das alucinações de John e admito que comecei a me sentir um pouco nervoso por sua existência, e hesitei por um momento antes de continuar. Fico envergonhado de confessar que, se a área não estivesse iluminada pela luz do dia, eu teria considerado voltar. Mas eu não voltei.  

A igreja era fascinante, e no mínimo, queria ver se era como John havia dito, com o altar intacto. Não era difícil olhar lá dentro,  embora me estremecesse um pouco lembrando da descrição da porta parcialmente bloqueada por destroço, mas esta estava bem aberta e sem obstáculos, e essa diferença fez com que eu parasse mais uma vez. Entretanto, lá estava eu, no limiar, espiando. Era exatamente como ele havia descrito; o chão estava coberto de destroços do telhado, o altar logo mais a frente, uma inscrição - a qual eu não tinha mais dúvida ser real, pois esta escrito realmente como John tinha dito - e uma porta liberando para o subsolo, um destino desconhecido.

Você tem que entender que nunca passou pela minha cabeça que algo sobrenatural realmente morava lá, essa ideia era até cômica; mas eu começava a questionar minha segurança. Um ermitão ou um louco recluso morando de baixo de uma igreja antiga não eram imagens ou pensamentos que me enchiam de confiança.

"Olá? Tem alguém aí?" Gritei, minha voz ecoando entre as vigas do teto.

Sem resposta, me repreendi por ser tão paranoico e dei um passo à frente. Cuidadosamente andando entre os entulhos, notei a um pouco sangue em um pedaço madeira quebrado que assumi ser o de John. Então um pensamento clareou minha mente: talvez a madeira estivesse contaminada de certa forma, e entrando pelo ferimento, em contato com o sangue de John, causou todas as alucinações, pelo menos as que aconteceram depois. Isso explicaria a desorientação.

O altar estava onde ele havia dito que estaria. Percebendo que eu precisaria de uma prova  de que estivera ali para botá-lo de volta nos eixos,  peguei meu celular e comecei a tirar fotos do interior da igreja. A cada flash o salão se iluminava, e enquanto isso minha mente se rastejava nas descrições de John sobre o padre fervoroso e a congregação amedrontada sob a proteção da igreja - mas se protegendo de que?

Me virando em direção a porta que levava ao subsolo da igreja, senti meu coração acelerar só de olhar o lance de escada de pedra, mas eu era obrigado a ir, mesmo que não por intenções inteiramente generosas. Sim, eu queria mostras a John que não existia nada lá em baixo, e que suas crenças que o amarravam sem amarras na vila eram totalmente sem fundamento; mas eu também estava curioso em relação ao que jazia lá embaixo.  Porque essa igreja tinha um andar subterrâneo? Seria uma catatumba? A curiosidade me envolveu e minha boca se encheu d'água pela possibilidade de publicar um artigo descrevendo minha descoberta arqueológica desconhecida, talvez com uma relíquia importante e valiosa; talvez até duas.

Enquanto me aproximava da porta, podia sentir o ar gelado vindo lá de baixo. Usando a luz de meu celular, acalmei meus nervoso que começavam a me irritar, aproximando. Um lance de escada estreito deslizava para o chão do andar abaixo. As paredes eram de um cinza escurecido, e pareciam ter sido feitas e esculpidas com muito menos cuidado do que o resto da igreja. Gritei mais uma vez, mas ninguém respondeu e assumi de prontidão que o lugar estava abandonado. Enquanto descia, me surpreendi por quão comprida a escada era de verdade, e quando cheguei ao final, conclui que estava a, pelo menos, 15 metros abaixo da igreja. Pra mim, era muito estranho que um andar ficasse tão abaixo da terra e me perguntei o propósito disso - porque teriam os arquitetos, construtores ou seguidores da igreja escavado tão fundo?

No último degrau, respirei fundo e iluminei a porta que tinha ficado longe lá em cima. Depois, a luz azulada do meu celular iluminou tudo em volta. O que vi me deixou extremamente perturbado; um grande salão, com o chão cheio de trapos, pedras, e ossos humanos. Não consegui distinguir quantos corpos tinham sido deixados lá para apodrecer, pois eram demais. O are era muito gelado, e me senti congelado até a alma, não só pelas pedras frias que me cercavam, mas pelo sentimento de tristeza que cobria tudo.  Era quase como se eu pudesse ver as pessoas encolhidas, passando seus últimos momentos escondidos do sol. A primeira impressão que tive, é que eles tinham morrido lá, apesar de eu não saber porque eu estava tão convencido disso.

Tirando algumas fotos, entrei no que somente podia descrever como... um túmulo gigante. Fui cuidadoso para não mexer nos ossos, mas fico envergonhado em dizer que senti alguns quebrando debaixo de meus pés. Para esquerda liderava até outra porta que levava até outra câmara, e por mais que não quisesse perturbar a tumba mais do que já havia perturbado, me sentia responsável de saber toda a história. Isso era, o que mais havia lá em baixo.

Acima da porta havia um anjo de pedra, esculpido a nível artístico, colocando-o em desacordo com a sala cheia de ossos. Mas aquele rosto infantil vestia um sorriso largo. Não de felicidade ou jovialidade, mas de zombaria e satisfação sadomasoquista. Apenas de olhá-lo fiquei com um sentimento de asco, então rapidamente entrei no outro compartimento para fugir de seu olhar.

Era um quarto grande, muito maior do que o anterior. Pude dizer de cara que algo de grande importância para aqueles que tinham construído a igreja ficara ali. As paredes eram adornadas com lindos símbolos esculpidos, alguns cristãos, mas muitos de natureza que eu não conhecia. No centro da sala jazia um bloco de pedra maciça de 1 metro de diâmetro. Havia um grande buraco em seu lado. Na pedra estava a seguinte descrição:

"Aqui jaz o pai. Amado por alguns, odiado por muitos."

Enquanto eu refletia a respeito do epitáfio, espiei pelo buraco. O túmulo estava vazio, mas fiquei feliz de ter visto-o antes de entrar no quarto, ou poderia ter tropeçado e tomado um belo tombo. Ficar preso lá em baixo com uma perna quebrada não era algo que eu desejaria pra ninguém. A sujeira da sala era totalmente negra, parecendo que ali fora um depósito de carvão, e a margem do buraco estava cercado de uma pilha de sujeira. Presumi que ladrões de túmulo ou talvez aqueles que "odiavam" o homem tinham roubado seu corpo há muito tempo.

O ar do locar estava começando a me afetar intensamente. Cada inalada de ar era irregular e gelada, e o desconforto era tanto que decidi que já havia visto o suficiente. Enquanto tirando algumas fotos para documentar a tumba antes de ir, o flash da câmera do celular mostrou algo em foco nítido no chão. Coberto em terra estava um livro que se sobressaia do chão. Gentilmente tirando a poeira de cima dele com a mão, cuidadosamente tirei do chão, colocando o livro em cima da tumba no meio da sala.

A encadernação era antiga, descamando de leve quando passei minha mão por cima. A capa era vermelha escura, o qual não conseguia identificar o material que tinha sido feito, falava de tempos antigos e histórias perdidas ainda importantes. No fundo eu sabia que um item desses devia ser removido dali com cuidado e estudado por especialistas, mas como escritor, minha paixão por histórias me obrigou a ver do que se tratava. Abrindo-o, fiquei maravilhado. Era uma crônica. Relatos escritos a mão da história da igreja, sua congregação e a colina em si. Um pedaço de um povo esquecido.

Estava escrito em um tom confuso, linguisticamente falando, sendo que as palavras eram uma mistura do antigo Inglês Escocês e pedaços de um língua desconhecida por mim, uma que assumi ser Celta ou Galês. Entretanto, as passagens em Escocês eu conseguia ler tranquilamente. O que segue é uma memória solta do que estava escrito lá:  

(...CONTINUA...)

Essa Creepypasta faz parte de uma série.
Essa Creepypasta é a parte 9, veja abaixo a anterior: