30/09/2013

Creeper da Semana: Ricardo Henrique Santana Nascimento


Idade: 15 anos

Estado: Paraná

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Eu sempre gostei daquele terrorzinho básico, não curtia filmes de terror sádico, pois eles meio que me davam nojo, e não medo, mas sempre gostei de lendas e histórias (apesar de ser um pouco cagão no assunto).

Estava eu navegando nas entranhas da internet, até ver um vídeo, que falava de histórias e lendas, e me interessei. Foi ai que eu descobri um jogo de Pokémon diferente dos normais, e logo após pesquisas sobre ele, descobri que existia mais de um! Foi onde descobri as tão famosas Creepypastas! Mas conheci o blog quando estava atrás do download do jogo Sonic.exe (que estragou minha infância), até ver um link no Senhor Google (agradeço a ele) falando de um site chamado Creepypasta Brasil. Imaginei, pelo nome que aparentava ser bom, e entrei só pra ver mesmo... Foi quando me deparei com um universo de Creepypastas e terror, reunidos em um só lugar. Todo dia entro, exploro, e sempre me surpreendo (e me assusto as vezes) com as histórias ótimas desse site. Gosto de creepypastas porque além de revelarem o terror oculto, escondido dentro uma coisa que pode não parecer ser tão inocente assim, elas me ajudam a distrair de tudo com seus contos, alguns um tanto macabros. Eu agradeço o trabalho de todos do Creepypasta Brasil, e digo que o trabalho de vocês: Ninguém jamais fará melhor!!!

Informações adicionais: Alem de curtir o terror básico, sou bem simples também, e bem eclético em questão musical. Gosto de rock'n roll, metal, heavy metal, suth metals, death metal, rock clássico  e por ai vai... Sou otaku também, curto muito animes!! E essa é minha obra do querido Sonic.exe que fiz para o Creepypasta Brasil!! Gosto de desenhar, toco também, guitarra, bateria, baixo e violão, e gosto de fazer novas amizades, desde que haja sinceridade nelas!!

Contato pessoal:
Canal de Gameplays e Creepypastas: http://www.youtube.com/user/Mrcadurik
Skype: ricardo04111997

OBS: Meus parabéns e muito obrigado pelo desenho, Ricardo! Ficou fodástico demais, brother. Adorei bagarai ;) ~Gabriel

(Creeper de Semana - 30/09/2013 à 06/10/2013)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!


Creepypasta dos Fãs: A cabana

O relincho do albino garanhão era gritante a cada relâmpago na noite chuvosa, era possível ver o seu cansaço após andar horas da noite sobre um terreno lamacento, chegando a cobrir quase até os jarretes e joelhos.

A tempestade piorava, estava ensopado o pobre Duque, queixava-se e amaldiçoava a horrível chuva e a si mesmo, pois se perdera da trilha da floresta, lembrando-se das palavras de seu irmão: “Cuidado com a floresta, andarás nela a noite, e não sabe os perigos que ela guarda. Siga sempre em frente, e jamais olhe para trás”.

O vento era cortante, seu corpo tremia escutando o barulho insuportável do bater dos dentes dentro de sua boca, mesmo com roupas e casacos grossos, sentia o peito gélido e levemente molhado, e com ânsia apertava contra o peito uma pequena bolsa de couro, rezando para que a única muda de roupa, que permanecia encoberta de um pequeno lençol, permanecessem enxutas.

-Deus! Por que fizestes isto comigo? O que fiz para provocar tal ira? Eu que sempre fui um fiel servo teu. Ajuda-me, por favor, não me abandonas!

E em suplicas cobertas pelo pranto ele voltou a seguir em frente, as lágrimas caiam esquentando seu rosto enquanto o corpo começava a adormecer, mexia-se pouco, as pernas estavam repletas de câimbras, e sentia o corpo encurvar para frente até encostar parte do abdômen no lombo do garanhão, enquanto olhava para baixo com os olhos já doloridos e pesados.

Lutava contra o frio, o sono e o suposto abandono. Já não aguentando mais o peso extra das roupas ensopadas, deitou-se sobre o dorso do animal, colocando uma das mãos entre a longa crina do cavalo com a triste esperança que aquilo lhe traria um pouco de calor.

E por um instante o garanhão parou, tentando suportar o próprio peso, o Duque levantou o corpo lentamente, abrindo os olhos já inchados pelas inúmeras lágrimas, e tossia, já sabendo que deveria ter contraído algum resfriado ou gripe.

-Céus, será que estou louco? – Disse o Duque descendo do cavalo e encostando a palma da mão na pequena porta de carvalho, sorriu por um instante à frente da singela cabana, olhou para os lados e colocou o garanhão em um local que parecia ser um pequeno estabulo, indo em direção à porta logo após amarrar as rédeas em um fino pilar.

Empurrou a porta suavemente, vendo-a abrir com um leve rangido. Com dificuldade, observou o interior simples em que iria passar a noite. A cabana era mobilhada apenas com uma cama e pequeno móvel e uma mesa redonda com algumas poucas cadeiras, era muito diferente de tudo que já viu e de todo o conforto a que era acostumado, mas na situação na qual estava ele agradeceu com um sorriso nos lábios e uma lágrima no rosto.

Procurou no móvel e acendeu sobre a mesa a única e pequena vela que achara, tirou as roupas molhadas que usava e colocou-as nas cadeiras com a esperança que secassem até a aurora. Seu corpo estava gélido e úmido, pegou a bolsa de couro e dela retirou o lençol que encobria as únicas roupas enxutas. Secou-se e vestiu-se com uma fina e simples roupa de linho branco, deitando-se na cama coberto pelo lençol e dormindo profundamente tomado pelo cansaço.

Por um instante, um imenso clarão encheu por completo a cabana, seguido pelos relinchos incessantes do cavalo fundidos aos trovões. Sentou-se ofegante, encostando-se à parede, sentiu o brilho daqueles olhos pesando sobre si e enfraqueceu como se sua alma estivesse sendo sugada de seu corpo.

-Quem és tu? Mostre-se, por favor, saia dessas sombras em que se esconde. – Lentamente saiu de onde estava, e o Duque olhou para ela maravilhado.

Calou-se então o mundo, nada mais importava. Um tímido raio de luz da Lua tocava suavemente o escuro interior da cabana, no centro da bela visão, entre delicados grãos de poeira que pairavam no ar, estava a bela jovem de longos e loiros cabelos que cintilavam como ouro, fundidos ao brilho pálido de sua pele e seus olhos, tão azuis e profundos quanto o mais belo mar de verão.

Passo a passo, lentamente a moça chegava cada vez mais perto, arrastando tão suavemente seus pés no chão, que o som mais se parecia com o farfalhar das folhas caídas de outono. Chegando à frente da cama, ajoelhou-se. Mantinha-se tão silenciosa quanto uma pluma caída ao chão, e seu belo olhar estava fixado nos olhos do Duque, que mais parecia estar encantado com tanta beleza.

-Quem és tu bela dama? Como veio parar aqui nesta noite tão chuvosa.

-Sou apenas uma serva, alteza, mandada pelo meu senhor para servi-lo.

Dito isto, a jovem e bela dama subia lentamente a cama, tocando delicadamente as pernas do Duque com a ponta dos dedos, enquanto ambos fixavam o olhar um no outro tão intensamente quanto dois raios que iam em direção ao chão. “Céus, como ela está quente”, pensava o Duque enquanto sedia a única sanidade que lhe restava, entregando-se àquele desejo ardente.

Naquela noite, entre incessantes relâmpagos e trovões, eram os sons dos beijos, tapas, gemidos e sussurros que predominavam na cabana, combinadas com as palavras imundas de ambos e a fervente libido que escorria no suor fundido dos dois corpos unidos por um encontro inesperado.

Ao fim, a jovem dama sentou-se na beirada da cama. O Duque, que permanecia deitado mais próximo à parede, ria, respirava ofegante como estivesse ainda sendo consumido pela libido, extasiado pela mistura de prazer e cansaço.

-Deus! – Gritou ele – Obrigado por pores esta cabana em meu caminho!

Novamente, a cabana encheu-se com a claridade de um raio, o garanhão, após incessantes relinchos de pavor e medo, soltou-se de suas rédeas e fugiu, desaparecendo entre as densas árvores da floresta. O Duque irado, gritou, rogou inúmeras pragas e por um instante silenciou.

-Deus? – Disse a dama – Não foi ele quem pôs esta cabana em teu caminho.

Ele sentou-se, apoiou um dos braços na perna, que estava dobrada à sua frente, e esfregou o rosto com a mão. Parou, fixou o olhar nela, e sem precisar pensar muito, logo perguntou:

-Então me diga quem pôs isto em meu caminho?

Levantou-se, e permanecendo de costas, riu um riso macabro, enchendo qualquer alma viva com o pavor. Mais um clarão encheu a cabana e ele viu as marcas e o negro sangue que escorria de suas costas.

Gritou, ordenou que ela o respondesse e perguntou inúmeras vezes, já com voz tremula e a alma repleta de pavor, quem ela era, e o que queria com ele. Cada palavra lhe causava mais e mais risos.

E tudo parou, a floresta e o céu se calaram fazendo um silêncio tão profundo e cortante, que parecia que o tempo havia se congelado. O medo crescia, e o suspense tomava de conta o seu interior. O pobre Duque, tomado pelo o horror, tentava controlar seu corpo que se tremia, e tentando resgatar a coragem e a lucidez, ele tentava voltar a falar.

-Sua bruxa! Responda-me agora criatura maldita, quem tu és? E quem colocou esta cabana em meu caminho?

Ela se virou. Os longos cabelos haviam se transformado em pó, a pele caíra, restando apenas músculos necrosados banhados por larvas que caiam com simples movimentos, e os olhos enegreceram e afundaram, como se não existissem mais. E com um sorriso seco, olhou para ele dizendo:

-O Diabo.

Escrito/Enviado por: Larissa M.


Creepypasta dos Fãs: A Casa no Fim da Rua

Enquanto Mateo e Josh não chegam para  jogar verdade ou desafio, Thalia observa pela janela um casarão abandonado no fim da rua.

    - Que demora dos dois. - Diz Thalia se referindo á Mateo e Josh.

    Thalia notou que alguém estava a observando pela janela do casarão, mas no segundo seguinte, um raio atingiu a casa e a pessoa que estava observando Thalia sumiu juntamente com o raio.

    Thalia nem deu bola para o que viu pela janela e foi ver se Mateo e Josh estavam vindo. Os dois chegam sem fôlego, provavelmente estavam apostando uma corrida.

    - Nossa, vocês demoraram! – Diz Thalia.

    - Foi mal. – Diz Mateo.

    Os três estavam em uma casa abandonada. Pichações e buracos estampavam as paredes do lugar, e além das pichações, a casa tinha telhas quebradas, poeira em todos os lugares, janelas enferrujadas e uma mesa infestada de cupins.

    Mateo tem 14 anos, é roqueiro e sempre usa camisas de bandas e uma pulseira com spikes. Um aspecto estranho em Mateo é a pele dele. É quase cinza e no pescoço tem uma enorme cicatriz. Os cabelos e olhos dele são castanho claro, e seu corpo é cheio de cicatrizes.

Thalia tem 12 anos e é irmã de Josh, que tem 14. Ambos têm cabelos e olhos pretos. Além de ser mais velho que Thalia, Josh também é poucos centímetros mais alto.

    - Bom, vamos começar o jogo. – Diz Mateo.

    - Eu começo. Verdade ou desafio? – Josh pergunta a Mateo.

    - Desafio. – Respondeu Mateo.

    - Eu lhe desafio a apertar a campainha da casa do Percy e voltar correndo pra cá.

    Mateo corre em direção à casa de Percy e aperta a campainha e volta correndo para que ninguém descubra que foi ele que apertou.

    - Pronto. Agora é minha vez.

   - Verdade ou desafio, Thalia? – Pergunta Mateo.

    - Desafio. – Responde Thalia.

    - Desafio você á dar um beijo no rosto do Robert. Ele tá lá fora, chega do lado dele e beije-o.

    Thalia beija Robert e volta para a casa abandonada.

    - Sua vez, Thalia. – Diz Mateo

    Vários minutos depois...

    - Nossa, acabou tomas minhas ideias para desafios. – Diz Mateo.

    Mateo se levanta e olha pela janela com a intenção de pensar em algum desafio que possa fazer para Josh.

    - Já sei! – Diz Mateo. – Eu te desafio a ficar cinco minutos no casarão abandonado no fim da rua.

    - Credo! Eu é que não vou lá.  – Diz Josh

    - Por que não? – Pergunta Thalia.

    - Dizem que lá é mal assombrado. – Responde Josh. – Mateo, você conhece a lenda daquela casa não é? Conte para nós.

    - Bem,tudo começou quando três jovens foram jogar um jogo. O jogo do copo. Nesse jogo, você conversa com espíritos.

     - Sim, eu sei – Diz Josh.

     -Então, os três garotos fizeram várias perguntas, e sempre a pergunta era respondida. Os três amigos chegaram a conclusão que um espírito estava mesmo se comunicando com eles pelo tabuleiro. Então resolveram sair de lá, mas, um dos três disse que o espírito teria que dar permissão para eles saírem, senão o espírito iria perseguir os três eternamente. Eles perguntaram ao espírito se eles podiam sair de lá, mas o espírito negou. Disse que a única maneira de saírem de lá, era sacrificando um dos três jogadores.          
      
     Josh e Thalia prestam tanta atenção na história que nem piscam.

     -Sem pensar muito, um dos três jogadores corta a garganta do seu amigo. Depois que ele morreu, os dois restantes o enterraram dentro da casa e fugiram de lá. Um mês depois disso, um dos jogadores morreu. Na barriga desse jogador estava escrito com sangue: Você é o próximo. E o jogador restante sabia que aquela mensagem era pra ele, sabia que ele era o próximo a morrer e que o espírito do amigo dele estava buscando vingança. Então ele foi atrás de padres e exorcistas para ver como ele poderia se livrar do espírito antes que este o mate.

     Josh não falou, mas estava morrendo de medo

     -Todos falaram a mesma coisa, o único jeito de destruir um espírito maligno é queimando seu corpo. Então o jogador foi até a casa abandonada com uma pá para desenterrar o corpo do amigo, um galão de gasolina e uma caixa de fósforos para queimar o corpo do amigo. Chegando lá, o jogador viu uma mesa com o tabuleiro do jogo do copo pronto para ser jogado. O jogador sabia que tinha que jogar, se não o espírito iria persegui-lo para sempre. De cara o jogador perguntou: posso sair? A resposta foi...

     - Não! – Diaz Josh. - ... continue

     -A resposta foi não. Mesmo assim, ele Foi embora morrendo de medo. Já no dia anterior, o jogador teve pesadelos horríveis do dia que ele matou o amigo para poder sair da casa abandonada. Também sentia alguém observando-o sempre. Então com mais de um mês sem conseguir dormir direito e com uma sensação ruim, ele decidiu se matar. Ele foi até a casa abandonada no fim da rua e se matou. Desde então, ninguém tem coragem de entrar lá, dizem que as almas dos dois jovens que morreram naquela casa estão lá. Todos que vão naquela casa, veem objetos se movendo e vultos. O lugar é assombrado pelas almas dos jovens.

    - Agora é que eu não vou mesmo pra lá! – Diz Josh.

    - Nós vamos com você até a porta da casa e esperamos você lá, ok? – diz Thalia

   - Ok, mas se vocês saírem de lá e me deixarem sozinho, nunca mais falo com vocês.

    Então os três foram em direção a: Casa No Fim da Rua.

 - Entre Josh, nós vamos esperar você aqui – Diz Mateo.

    - Lá vou eu. – Diz Josh.

    Josh entra na casa. Ele pega o celular para iluminar o lugar e achar um fósforo ou isqueiro, mas encontra um lampião aceso.

    - Estranho esse lampião já estar aceso. Mas eu sei que Foi o Mateo que o acendeu.

    Josh sobe no segundo andar da casa. ele entra em um dos quartos da casa e vê uma mesa com um vaso de flores vazio. De repente, o vaso estourou e os pedaços do vaso voaram para todos os lados.

    - Esse Mateo pensa que me assusta, eu sei que ele tacou uma pedra na janela desse quarto e a pedra atravessou a janela e acertou o vaso.

    Josh olha a janela e não vê nenhum buraco, significa que ninguém jogou uma pedra pela janela.

    - Isso foi estranho, como Mateo conseguir quebrar esse vaso então?

    Josh continua andando, entrando em todos os quartos da casa. De repente, Josh sente uma mão puxando seus cabelos. Ele olha para traz assustado e não vê nada.

    - Nossa, Mateo está passando dos limites!

    Mesmo assim, Josh continua a explorar a casa.

    - Será que já passou cinco minutos? – Diz Josh.

Então Josh começa a sentir a presença de alguém dentro da casa. A sensação vai aumentando, e ele sente que alguém está bem atrás dele. Mesmo morrendo de medo, Josh olha para trás e não vê nada.

    Josh continua andando pelo longo corredor que parece não ter fim. E fica olhando para o lado direito do corredor, quando de repente, sente um vento gelado em sua nuca. Ele olha para trás na mesma hora.  O vento veio de dentro do quarto á esquerda de Josh, de uma janela que estava aberta. Josh entra no quarto para fechar a janela.

    - Nossa, que vento gelado. – Diz Josh.

     Josh coloca suas mãos sobre os puxadores da janela. Antes de fechar a janela, Josh olha para baixo. Tudo esta escuro. Então um trovão cai bem aonde Josh estava olhando. E com ajuda da luz do trovão, Josh consegue ver alguém o observando. A pessoa parece um zumbi, roupas rasgadas, olhos brancos e corpo cinza e podre.

    Josh grita bem alto e corre para a saída da casa. Quando ele chega nas escadas, ele vê alguém olhando para o chão sentado numa cadeira. É a mesma pessoa que Josh viu na janela do quarto. De repente, a pessoa olha para Josh e grita. Josh entra em pânico e grita com toda sua força:

   - SOCORRO! AAAAH!

   Imediatamente Mateo e Thalia entram na casa e só veem uma cadeira no meio do lugar e Josh nas escadas.

    - AAAAAH! Que medo. – Diz Josh sem parecer ter medo.
   
 - O que aconteceu? Por que você gritou? – Pergunta Mateo.

   - Só pra vocês virem aqui pra mim dizer que isso não me assustou. – Responde Josh
   
 - O que não te assustou? – Pergunta Thalia.

   - Esse cara que vocês chamaram para me assustar, eu não fiquei com medo.

   - Josh, nós não chamamos ninguém. – Diz Thalia.

    - Então como é que eu vi alguém sentado naquela cadeira?! – Diz Josh Apontando para a cadeira.
  
   - Vai que a pessoa que você viu era “ o fantasma do jogador sacrificado”? – Ironiza Mateo.
   
  - Eu não caio nessa, eu sei que vocês chamaram alguém para fingir ser um fantasma, por que a pessoa que eu vi na cadeira não parecia nem um pouco com vocês. E também, na lenda dessa casa, havia dois fantasmas. Eu só vi um.
   
  - Bem, você tem razão, são dois fantasmas – Diz Mateo –. E tem só um detalhe que eu não contei a vocês sobre essa lenda. O único jeito dos fantasmas saírem dessa casa é cada um sacrificar uma alma humana. E nós já temos vítimas para sacrificar.
  
   - Nós? – Pergunta Thalia.
  
   - Sim, o homem que foi sacrificado ao demônio no jogo do copo– Mateo aponta para a esquerda e o homem aparece descendo as escadas. –, E eu, o cara que se enforcou. E vocês são nossas vítimas.

    Josh e Thalia gritam em quanto observam os dois espíritos sacando uma faca e partindo para cima dos dois.


Escrito/Enviado por: Gean Emanoel Martins


Creepypasta dos Fãs: Fim do mundo

Ainda me pergunto se o que aconteceu comigo foi real? Você pode me chamar de mentiroso mas minha família pode provar parte da história.

Isso aconteceu no dia 21 de Dezembro de 2012, é aquele mesmo que diziam que o mundo ia acabar. Mas eu sei por que não acabou. Moro com minha família numa fazenda no Texas. Vivemos praticamente isolados. Eram 8 da manhã do dia 21. Minha família acreditava fielmente que uma catástrofe estava por vir; meu pai ficava assistindo aos noticiários na nossa televisãozinha que era o único contato que tínhamos com as grandes cidades. Ele aguardava alguma notícia ruim de em algum lugar do mundo um meteoro já havia caído.

Fui fazer as minhas atividades diárias quando notei uma estranha bola luminosa. Imediatamente chamei toda a minha família para ver aquilo. Todos esperavam o pior. A bola ia se aproximando do solo até se revelar um meteoro, pequeno, mas se caísse causaria um grande estrago. Ficamos apavorados e corremos cada um para um lado, mas caiu bem longe de nós. Meu pai corria para a televisão mas, nenhum canal falava de alguma coisa, nenhum meteoro foi detectado pelos telescópios dos cientistas. Mas juro que vi o início do fim do mundo.

Aquele era o primeiro de muitos e logo, mais de 5 vieram atrás.

Mas que droga, o fim do mundo é verdade. Foi aí que os outros meteoros do nada explodiram ainda no céu formando um espetáculo belo e aterrorizante ao mesmo tempo. Era uma espécie de Aurora.

Foi quando ouvi uma voz forte como trovão que dizia: "Pronto, o mundo está salvo novamente." Quando terminou todos olham espantados um para os outros. Minha irmã falava: "Vocês viram o que eu vi?" Todos acenavam a cabeça. Notei que ninguém abria o assunto sobre a voz, então abri: "Alguém ouviu a voz?" Todos diziam que NÃO e que era pra eu parar de falar besteiras, mas eu sei que ouvi uma voz.

À tarde não havia mais sinal de fim do mundo, mas eu não conseguia tirar aquela voz da cabeça. Eu estava do lado de fora da minha casa, e olhei na direção onde o meteoro havia caído. Decidi ir até lá e fazer uma investigação.

Eu caminhei por uns 20 minutos até me deparar com uma enorme cratera. Havia dezenas de animais carbonizados ali dentro. Fiquei um pouco emocionado, era pra ser conosco.

Foi quando surgiu uma luz extremamente forte e a voz... Aquela voz de novo! E ele começou a falar comigo:

- Você me ouviu falar?

- S-Sim. - eu respondi.

- Então você é um escolhido.

- Escolhido? Para quê?

- Desde o início dos tempos o mundo passou por várias tentativas de destruição mas sempre junto um novo exército para salvá-lo. Foi assim em 2000, 21 de maio de 2011. As pessoas sempre acham que aconteceu nada mas nós sabemos. Você foi convocado para a próxima batalha apocalíptica. Te espero no dia 18 de fevereiro de 2021.



Escrito/Enviado por: Hugo Santos


Podcast com a galera do Zoação 40 - 1º PARTE!

Fala aê, Creepers! Finalmente, foi lançado nosso podcast com a galera do Zoação 40! \o/

Este programa é e sempre será um programa muito importante para nós, por se tratar de nosso primeiro podcast (sim, nunca sequer havíamos usado o Skype antes disso lol). Os convidados foram o Gabriel (eu mesmo) e o Alex. A Divina foi a primeira a ser convidada, mas infelizmente não pôde participar, porém, com certeza haverão muitos próximos e ela estará junto com a gente lá. Nessa primeira parte, temos a apresentação do blog e do canal, como eles foram criados, e a partir dai, começamos a contar e comentar algumas Creepypastas mais conhecidas nesse vasto mundo de histórias. Foi um assunto super divertido e descontraído, com direito a muito cogumelo do sol e leprechaus loucos.

Por se tratar de um podcast bem grande, ele foi dividido em duas partes... A segunda e ultima parte será lançada logo em breve. Segue abaixo o post, vocês podem escutar o áudio diretamente do site ou podem baixar também, e logo menos, colocaremos no player do blog também (já que entramos no assunto, sim, a gente trocou o player e tivemos que fazer uma limpa geral nele, mas vamos atualizar com novas musicas macabras pra vocês assim que possível).


E pra quem não conhece o site, curtam a Fanpage do Zoação 40 também para ficarem ligados nas novidades, pois esse site é demais! Inclui diversos assuntos e curiosidades interessantíssimas, e a galera de lá é super gente boa (como vocês verão pelo podcast). Posso dizer que todos nós viramos fãs incondicionais do site e criamos um laço bem grande de amizade com cada um deles. Segue o link da fanpage:


Esperamos que gostem! Mais uma vez, muito obrigado a galera do Z40 pelo convite, e estamos aguardando a 2º Parte \o/

Abração & Keep Creepying!


29/09/2013

Não Se Esqueça De Piscar

O que você está olhando agora é a tela de seu computador. Isso ou alguma tela de celular, iPad ou Tablet. De qualquer forma, seus olhos estão focados neste pedaço de vidro que esconde diversas formas por trás dele, que no momento, seria esta história.

Mas deixe-me perguntar uma coisa.

Há quanto tempo você ligou esse seu aparelho? Provavelmente há muito tempo, certo? Como eu poderia saber disso? Bem, você provavelmente não ligou seu aparelho somente para ler especificamente esta pequena história e nada mais, certo? Não. Você provavelmente estava cansado de navegar pelas suas mídias sociais, jogos, vídeos, ou qualquer outra coisa, e só ai se deparou com essa história. É algo diferente de se ver após tantas horas fazendo todas essas outras coisas.

Outra pergunta.

Quando foi a última vez que você realmente piscou? Eu digo realmente porque alguns de vocês simplesmente palpitam suas pálpebras ou olham rapidamente para outro lugar e depois de volta para a tela do aparelho, se fazendo pensar que talvez tenham piscado. Esse aparelho, esse emissor de luz constante se aprofunda em nossas pálpebras constantemente. Dito isso, tente fechar seus olhos por pelo menos um segundo antes de abri-los novamente.

Sente uma incomoda dor em suas pálpebras? Se não for o caso, então você está seguro por enquanto. Veja só, este pequeno experimento é apenas para descobrir se ele te quer. Quem é "ele", você pergunta? Ora, a essência do outro lado da tela, é claro. Ele se alimenta da mente humana, manipulando as pessoas com diversas iscas, como sites de redes sociais, vídeos, jogos e outras maneiras de entretenimento para impedir você de combatê-lo. Ele sabe tudo sobre você, e aplica esse conhecimento para reivindicar a atenção de sua vítima. Ele não tem nome; todas as pessoas que tenham tido algum contato direto com ele morreram no ultimo segundo antes de reconhecer sua presença.

Agora, se você sentiu essa dor em suas pálpebras, já é tarde demais. Você já está preso à sua isca assim como um dependente químico está preço às drogas. O primeiro pensamento de cada manhã é apertar aquele bom e velho botão de “LIGAR”. A realidade lentamente se derrete a sua volta e a única coisa que você consegue olhar é essa luz radiante. Você navega em seus sites como de costume, não percebendo enquanto seu cérebro derrete lentamente, pouco a pouco. Sua família e seus amigos notam algo estranho quando vêm para visitar, mas deve ser apenas a imaginação deles, então eles decidem deixá-lo em paz. Você nunca sai de seu quarto, ou do lugar onde costuma entrar nesse modo paralisante.

Depois de alguns dias, dormir, comer ou ir ao banheiro não são mais coisas essenciais para você, pois está "ocupado" demais para fazer qualquer uma dessas coisas, ou pelo menos, é assim que ele quer que você pense. Os únicos movimentos que você faz é o de arrastar e clicar do mouse ou mexer seus dedos rapidamente através do teclado. Essa é a única coisa que você sabe fazer. Uma gota de um líquido vermelho sai de sua boca, mas o item na tela é muito mais importante para se preocupar agora. Não se esqueça de piscar. Agora você está chorando lagrimas vermelhas, por alguma razão. Um cheiro metálico enche suas narinas quando o sangue começa a escorrer do nariz, boca e ouvidos, manchando a superfície onde você está apoiado. Olhos negros como buracos aparecem em seu dispositivo e você encara cegamente para eles em silêncio por um total de 60 segundos antes de cair frio e morto em seu próprio sangue.


Isso é o que irá acontecer, de qualquer maneira. Você vê, ele está te olhando agora mesmo de trás dessas letras que você está lendo agora. E a cada segundo que você gasta com seus olhos encarando essa luz hipnotizante, ele se alimenta cada vez mais. Gostaria de lhe dizer para desligar este dispositivo e nunca mais olhar para ele novamente, mas eu estou morrendo de fome, e essas camadas de sua mente suculenta são muito deliciosas para se resistir. Ah, só mais uma coisa. Está tudo bem se você se esquecer de piscar.




Um Copo D'Água

Eram 4:30 em um sábado de manhã, quando aconteceu pela primeira vez .

Eu havia acordado às 4 da manhã em ponto. Minha garganta estava seca. Enquanto eu me mexia debaixo de meus lençóis, minha gata saiu debaixo deles e começou a bagunça-los novamente. Era quase hora do café da manhã, fiquei feliz de ter acordado desta maneira, e não com o barulho dela arranhando a porta afim do pote de comida. Estiquei meus braços e bocejei longamente antes de balançar as pernas pra fora da cama. A televisão ainda estava ligada, e passava um noticiário sobre um garoto de Ohio que foi encontrado morto, algo assim. Não consegui prestar muita atenção, pois ainda estava com muito sono e o brilho da TV ofuscava meus olhos. Ela parecia mais brilhante do que o normal, mas provavelmente era só o meu sono causando este efeito. Para momentos como este, sempre há um copo de água na mesinha ao lado da minha cama. Me levantei e espreguicei novamente, sentindo varias áreas  de meu corpo estralarem , antes de tropeçar na minha cômoda. O copo estava vazio. Estranho, pois eu sempre o deixava cheio antes de dormir. Talvez eu tenha esquecido esta vez...

Eu estava sozinho em casa. Minha mãe e meu padrasto foram passar o final de semana em Ilha Grande para relaxarem um pouco, e minha irmã foi passar a noite na casa de uma amiga. A outra gata estava dormindo na sala. Abri a porta e acendi a luz do corredor, vendo meu gato sair correndo direto para a cozinha. “Ainda é um pouco cedo para café da manhã , querida“.  Segui-a, passando da porta da garagem e acendendo todas as luzes para que eu não esbarrasse em nada. A casa parecia estranhamente calma.


O chão da cozinha estava gelado. Eu podia sentir através de minhas meias enquanto estava em frente a pia, enchendo meu copo, bebendo, e enchendo-o novamente. Eu devo ter feito isso umas quatro ou cinco vezes antes de minha garganta não se sentir mais seca. Enchi o copo uma ultima vez quando olhei ao redor. Minha gata estava sentada em frente a sua tigela de comida, olhando ansiosamente para mim, esperando que eu a alimentasse mais cedo. O relógio do fogão mostrava 04:15. “Ainda falta uma hora e quinze minutos”, disse a ela. A gatinha miava e ronronava para mim, tentando parecer fofa o suficiente para me subornar. Eu ri um pouco, enchi meu copo, e caminhei de volta ao meu quarto, desligando as luzes enquanto passava por elas.

Passei pela porta da garagem antes de ir para meu quarto, e notei que a porta estava destrancada. Eu a mantinha trancada, tanto por força do hábito, quanto porque eu sempre usava a
porta da frente. Eu a tranquei, e fui direto para o meu quarto, fechando a porta atrás de mim. O copo agora estava completamente cheio e em cima de minha mesinha. Então eu deitei na cama, esperando que eu pudesse tirar um cochilo antes que meu alarme disparasse. Os cobertores me envolviam como um casulo, e o sono me dominava, até que eu ouvi aquilo. Barulhos, como se a maçaneta da porta estivesse sendo aberta. Sentei-me rapidamente e liguei meu abajur de cabeceira. Não era minha maçaneta, com toda certeza. Estranhando tudo aquilo, decidi me levantar e dar uma olhada no corredor. Talvez um dos gatos estivesse mexendo com as portas novamente. Havia cordas presas em algumas das maçanetas especialmente para eles, talvez tenha sido isso. Abri a porta somente para seu saudado pelo silêncio e escuridão do lugar. Estranho. Fiquei parado lá por um momento, à espera de ouvir o mesmo barulho novamente. Houve um som de uma briga na sala de estar. Os gatos começaram a brigar. Eu apressadamente sai de lá para acabar com isso. Eles estavam agitados e com fome. Só que dessa vez, decidi ceder e alimenta-los mais cedo. Eles pareciam bastante felizes quando os potes foram preenchidos.

Voltei para o meu quarto e fechei a porta novamente, pegando meu celular para desligar o alarme. 04:32. É muito cedo para tudo isso. Coloquei-o de volta na mesinha próximo ao meu copo e decidi tomar um ultimo gole antes de voltar a dormir.

Meu copo estava vazio.


27/09/2013

O Destino de Alex

Reportagens locais do canal 12 de Ohio: "Garoto de 13 anos, de Saltillo, Ohio, foi encontrado junto com os pais assassinados. Os corpos dos pais foram encontrados com facadas no estômago e nos braços. O garoto, Alex Tilman, não diz nenhuma palavra sequer. Ele fora mandado para a Psiquiatria de Ohio para ser tratado por tempo indeterminado."

Pouco mais de 2 meses depois, o garoto foi encontrado morto em sua sala. De acordo com as autoridades, a causa da morte foi overdose de comprimidos. O seguinte bilhete fora encontrado junto com o cadáver:

"Meu nome é Alex Tilman. Se você está lendo isso, é porque estou morto. Fiquei preso nesta ala psiquiátrica por longos 2 meses, e eu não tenho dormido. Estou escrevendo isso em um pedaço do papel e um lápis que a boa enfermeira Lily me emprestou.

Estou escrevendo isso para contar a minha história.

Tudo começou com um barulho no andar de baixo, seguido por gritos vindos do quarto dos meus pais. 

Então, de repente, tudo parou. Eu podia ouvir meu coração batendo dentro de meu peito. Eu estava com muito medo. De repente, com o canto de meus olhos, consegui ver algo na janela.

Porém, quando me virei para olhar, ele havia desaparecido. De repente, eu vejo essa pessoa com o rosto mais estranho que eu já havia visto, e aqueles olhos terríveis.

Eu nunca vou esquecê-los, eles estão implantados em meus olhos como se ele estivesse olhando diretamente para a minha alma.

A última coisa que me lembro de ouvir foi: “Vá Dormir”.

Agora a pouco, Lily veio até aqui e me deu alguns comprimidos que serviriam supostamente para me ajudar a melhorar. Isso foi o que ela me disse, porém ela estava chorando. Eu não conseguia entender o porquê.

Desde aquela noite, eu não dormi mais.


Estou com medo de dormir."


26/09/2013

Lembranças

Em todas as férias, eu costumava viajar para visitar o meu tio. Por respeito, não mencionarei o seu nome. Ele morava em uma cabana na floresta com um cachorro. Não tinha eletricidade então eu não poderia usar o telefone e nem assistir TV. Mas eu ainda gostava de ir para aquele lugar. Meu tio era gerente de uma loja de conveniência na cidade mais próxima. Eu o amava e sempre aproveitava as minhas visitas.

Em 2012, eu deveria lhe fazer uma visita e ficar em sua cabana por duas semanas, mas só fiquei por oito dias. Numa manhã, ele me acordou e disse que eu deveria voltar para casa. Eu não fiquei desapontado como deveria. Pois percebi algo em seus olhos naquela manhã. Ele parecia completamente assustado. Como se alguma coisa horrível estivesse acontecendo. Ele estava pálido como um fantasma e seus olhos estavam vermelhos como se ele tivesse chorado. Ele parecia estar com presa de me tirar dali. Ele já tinha até arrumado as minhas coisas. Eu continuava perguntando o que estava acontecendo mais ele não respondia.

Eu não voltei a vê-lo. Eu mandava várias cartas mais não recebia resposta. Eu consegui dinheiro o suficiente para a gasolina então consegui dirigir até lá ainda no inicio desse ano. Quando eu cheguei, o lugar já não era mais o mesmo. As árvores que rodeavam a cabana pareciam mortas, com folhas marrons e galhos caindo. Não tinha animais como costumava ter. O barulho dos esquilos correndo pelas árvores e o som dos pássaros foram substituídos pelo completo silencio. A cabana parecia abandonada. Não entrei ainda. Caminhei um pouco pela área.

Nos fundos tinha um barracão de ferramentas. A porta tinha sido arrancada das dobradiça. E tinha sido jogada a uns cinco metros de distância. Parecia que alguém estava com bastante pressa para entrar. Eu entrei e não encontrei nada. Então voltei para a cabana. A porta não estava trancada. Eu entrei, o lugar estava cheio de teias de aranha. Os retratos na parede tinham sido derrubados. O lugar inteiro estava mergulhado na poeira como se tivesse abandonado por um longo tempo. Achei alguns pedaços de papel na mesa da cozinha. Anotações do meu tio.

Era isso que estava escrito no primeiro:

Dia 22 de Março. Tenho ouvido alguns sons estranhos lá fora. A casa sacode e ouço o barulho de algum animal. Parece grande e perigoso. Ontem pela manhã, não pude encontrar o meu cachorro Argo. Ele sumiu como se nunca tivesse existido. A noite passada, eu vi o que fazia todo aquele barulho. É um monstro. Ele anda sobre as quatro patas e têm uns quatro metros de altura. Ele parece sair apenas à noite e seu corpo parece feito de carne podre e ossos.


Todas as noites posso ouvi-lo lá fora, e parece chegar mais perto a cada hora. Eu não sei o que é esse monstro, mas tentei correr para o meu caminhão e essa coisa é muito forte, ele arremessou meu caminhão a uns cinco metros para cima e o jogou em uma árvore. Estou muito assustado para sair de casa, mas vou continuar tentando fugir. Esse monstro é muito lento, mas não tenho certeza se poderei passar por ele. Não sei o que pode acontecer a partir de agora, mas quero que a minha família saiba que eu amo eles. Era pensando neles que eu arrumava forças para não ficar louco, e agora acho que é o fim. Adeus.


No Segundo pedaço de papel não havia nada escrito, tinha apenas esse desenho


Ainda não queria acreditar no que li. Eu queria acreditar que isso era tudo uma grande piada. Meu tio sempre foi um pouco brincalhão, mas dessa vez estava difícil de acreditar. Logo depois, ouvi um barulho lá fora. Algo andando pela floresta. Soava como um grande animal sentindo muita dor. O som de passos começou a ficar mais alto. O sol começava a se por. Eu sabia que ele estava vindo para mim. Corri para o meu carro e dei o fora de lá.

Descendo o caminho para a estrada principal, olhei para trás antes que perdesse a cabana de vista. Eu vi uma sombra enorme movendo-se por trás das árvores. Parecia um elefante. Era gigante.

Já se passou muito tempo.

Eu gostava tanto de visitar o meu tio.

E agora nunca mais poderei visita-lo.



25/09/2013

Lugar cativo

Pessoal, andei um tanto afastado do blog nessas últimas semanas porque, não bastasse a correria lá na escola por conta do ENEM vindo aí, tive que fazer diversos exames e consultas médicas e resolver outras pendências. Agora que já tá tudo encaminhado (menos o ENEM, né), vou tentar voltar a postar como antes.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Ninguém sabia do lugar secreto
No qual nós, quando crianças, brincávamos à noite.
A lua cinzenta, nossa única luz,
Nos recepcionava, pintada no lago.
As águas calmas, frias e negras,
Refrescavam o calor do verão.
O chão lodoso, porém frio,
Era suave e granuloso sob nossos pés.
As algas marinhas dançavam e se enroscavam em nossas pernas
Sob a superfície quando nós as pisávamos.
Nós brincávamos e jogávamos água e nadávamos e ríamos
Até que ficássemos cansados na escuridão.
Mas então uma noite, quando íamos para o lago,
Vimos visitantes que não haviam sido convidados!
Uma forma era pequena, a outra era grande,
E curvada para baixo,
Eles fizeram um som de água
E foram embora sozinhos.
Nós voltamos na luz do dia -
Pela primeira vez para nós dois.
E então eu contemplei
As águas nebulosas em que brincávamos.
Um horrível mantra veio à minha mente
E ele continua ecoando até hoje:
Algas marinhas não crescem em lagos.
Algas marinhas não crescem em lagos.
Nós estávamos pisando em cabeças de crianças,
E rindo quando seus cabelos faziam cócegas em nossos pés.

O portador da Luz

Em qualquer cidade, em qualquer país, vá para qualquer hospício ou centro de reabilitação que conseguir. Quando chegar a recepção, feche seus olhos e peça para visitar alguém que chama a si mesmo de "O guardião da luz". Você será guiado até uma única porta que levará a um corredor longo e retorcido. Será dito para que você abra os olhos. O corredor estará totalmente obscuro, estreito o suficiente para sentir as paredes e andar por ele.

Se, em qualquer momento pelo caminho o corredor se banhar em luz, feche rapidamente seus olhos e rapidamente volte para porta de entrada pelo caminho que veio.  Se seus olhos ficarem aberto por mais de um segundo, o que você verá o forçará a arrancá-los.

Se as luzes ficarem apagadas tempo o suficiente para percorrer o corredor inteiro, você chegará até outra porta. Se ver alguma luz vindo por de baixo da porta, vá embora imediatamente, pois o que procura não está lá. Se nenhuma luz for vista escapando por debaixo da porta, delicadamente vire a maçaneta e entre.

O quarto a frente estará totalmente escuro a não ser por uma pequena vela, mal iluminada no centro. A pouca luz em questão revela-ra o contorno de uma figura encapuzada curvada sobre a luz. O homem de baixo do capuz parecerá ficar totalmente imóvel. Existe apenas uma pergunta que o homem responderá: "O que pode nos proteger deles?" Diga qualquer outra coisa e o homem arrancará seus olhos e devorará sua alma; você será então forçado a tomar seu lugar pelo resto da eternidade.

Se perguntar a questão acima, um grito agudo soará da vela e uma série de luzes vão iluminar o quarto, revelando imagens dos pensamentos, fantasias e memórias mais assustadores de todas as mentes conscientes da história.  Muitas pessoas não conseguem aguentar esse acontecimento; ficam loucos ou morrem instantaneamente. Entretanto, se conseguir sobreviver prova, o homem do manto levantará lentamente e colocará a mão em sua cabeça. Você será forçado a olhar para o rosto dele. Ele tem o rosto de um homem jovem, mas seus olhos são apenas bolsões vazios. Nesse ponto você não deve desviar o olhar, para não ficar preso nesse quarto, para sempre perdido no tempo. Ele abrirá a mão e colocará um objeto redondo em sua mão direita. Desse ponto em diante você não sentirá dor (a não ser que receba outro Objeto, então a dor que sentirá não chegará nem perto do normal), mas as imagens que presenciou neste quarto ficarão por toda eternidade enterradas na sua memória.


O olho que segura em sua mão é o Objeto 5 de 538. O acordar teve seu inicio; eles não podem ser reunidos. 


24/09/2013

Princesinha do Banho



O que há sobre ficar pelado que faz as pessoas se sentirem tão vulneráveis? Tipo, sério, você fica repentinamente mais forte quando usando roupas? Talvez se você é do tipo que sai por aí vestindo botas de aço  e Kevlar. Mas se é, assumo que provavelmente saiba mais sobre autodefesa do que a maioria das pessoas e, de qualquer forma, teria uma boa chance em uma briga.

Atribuo esse meu medo particular por causa do filme clássico Psicose. Tudo culpa da má criação que recebi de meus pais no assunto Halloween. Em vez de ficar vestida de Branca de Neve e ir de casa em casa pegando montanhas de doces, ficava em casa em um quarto escuro, sozinha, com acesso a TV a cabo.

A cena do chuveiro (a foto do inicio do texto) sempre ficou marcada em mim, posso dizer que até me traumatizou, e todos os dias minha família brigava comigo por ficar firmemente trancada no único banheiro da casa até que estivesse totalmente vestida e pronto para encarar quem fosse que estivesse do outro lado da porta. É um hábito, um medo, que salvou minha vida a mais ou menos um ano atrás.

Eu moro em uma cidade grande, e com isso vem os crimes de cidade grande. Reportagens de novos assaltos, tiroteios e coisas do tipo não são novidades. Mesmo assim, gosto de pensar em mim como bem protegida. Moro no segundo andar de um prédio, que coincidentemente significa um sistema de alarme pré-instalado veio com o pacote. A recepção funcionava 24h por dia e meu apartamento ficava na parte traseira do edifício, de frente para outro edifício logo atrás do meu. Posso ver o segurança 24h deles da janela de meu quarto por cima de um muro de divisória. Pode-se dizer que as notícias noturnas não me incomodavam muito.

Todo essa sensação de segurança foram pelo ralo em uma única noite.

Normalmente tomo banho pelas manhãs, mas nessa noite estava com vontade de ficar de baixo da água quente mais para relaxar do que higienizar. Passei pela minha checagem pré-banho. Porta da frente trancada, janelas trancadas, porta de correr trancada, alarme ligado. Caminhei até o banheiro e firmemente fechei e tranquei a porta atrás de mim.

Fiquei de pé sob o jato quente, olhos fechados e mãos estendidas em direção à água absorvendo a calmaria, quando ouvi um barulho. Rapidamente abri meus olhos e coloquei a cortina do chuveiro pro lado. A porta estava fechada, a maçaneta parada. Não era a primeira vez que imaginava a cena.

Respirei fundo e voltei para de baixo d'água, tentando deixar aquilo pra lá e relaxar meus músculos que agora estavam tensos. Alguns minutos passaram. Deve ter sido coisa da minha cabeça, então ouvi uma batida na porta e mais uma vez o barulho. Com uma das mãos desliguei o chuveiro e com a outra abri as cortinas de novo.

A porta ainda estava fechada, mas estava certa que não era mais minha imaginação. O zumbido do aquecedor do banheiro parecia ensurdecedor. A maçaneta estava parada, e qualquer outro som era abafado pelo aquecedor. Meus olhos tensos fixados na maçaneta, meus cabelos e corpo congelados mesmo com o aquecedor.

De repente a maçaneta começou a se mexer convulsionamente e ouvi um baque forte contra a porta. Gritei enquanto saia da banheira e empurrei meu corpo contra a porta. O ser do outro lado bateu na porta novamente, e senti o impacto correr pelo meu corpo. Gritei de novo,  e recebi uma risada profunda de resposta.

Meu corpo tremia por causa das gotas que caiam dos meus cabelos molhados até meus dedos dos pés. Minhas costas continuavam contra a porta com firmeza, esperando um novo ataque. Nada aconteceu.

Um, dois minutos passaram. Pareceu demorar uma eternidade até eu ouvir aquela risada de novo, mas parecia vir mais de baixo. Olhei para meus pés e vi a faca refletindo meu corpo contra a superfície prateada. Suas bordas estavam manchadas com o que instantaneamente identifiquei como sangue.

Bati com a mão do interruptor e desliguei a luz, recusando que a ameaça que estive lá fora tivesse qualquer visão de quão horrorizada estava lá dentro. O barulho do aquecedor parou, e o único som que me restava eram os breves suspiros da minha respiração. Ouvi a faca sendo deslizada de volta para fora da fenda debaixo da porta, um puxão vagaroso, me deixando ciente de quão perto sua presença estava de mim.

"Venha, minha princesinha do banho..."

Minha respiração ficou presa na garganta e podia sentir meu coração quase explodindo no meu peito. A voz era baixa e profunda, como sua risada, e firme. Não respondi, não conseguia nem pensar. Estava presa, e minha única saída era aonde ele estava.

Comecei gritar com toda a força de meus pulmões, o horror e desespero era muito mais real do que qualquer filme de terror que já tinha visto. Rezei que meus vizinhos estivessem em casa. Rezei porque às vezes ouvia suas festas de final de semana, e talvez agora eles ouvissem meus gritos por ajuda.

Gritei até que lágrimas começassem escorrer de minhas bochechas, misturando-se com a água do chuveiro que pingava no chão. "Socorro..." foi quase um sussurro, mas ele ouviu.

"Querida, ninguém vai te ajudar a não ser eu."

Ele não tentou derrubar a porta de novo, e a maçaneta permanecia parada durante as horas que fiquei de pé, chorando. O ouvi se movendo pelo meu apartamento, ouvi um arranhar do outro lado da porta, mas não tentou entrar de novo.

Fiquei de pé no escuro; com frio, pelada, até que os raios de sol começaram a brilhar por de baixo da porta do banheiro. Não sabia se ele ainda estava lá, esperando, então fiquei onde estava, esperando.

Eram onze da manhã quando eu ouvi gritos vindo da porta da frente. Eu não conseguia entender o que diziam, mas gritei de volta. Ouvi a porta cair e as batidas rápidas de várias botas andando pelo meu apartamento.

"Senhorita? Senhorita, onde você está?"

Mandei que o oficial mostrasse sua identidade por baixo da porta antes de abri-la. Não importava que estava nua; caí em seus braços, desmoronando e chorando de novo enquanto alguém me cobria com um cobertor.

Voltei para meu apartamento só para pegar alguns de meus pertences, o qual alguns tinham sumido. Sabia que nunca mais me sentiria segura lá.

Eu estava certa sobre o sangue. O bandido não só matou o recepcionista, como também o segurança e um casal que morava no apartamento do lado. O sistema de alarme da minha casa tinha sido desativado com um simples ímã, e a trava da minha porta de correr tinha sido facilmente arrombada. Ambos fatos têm me deixado com uma desconfiança enorme sobre os selos de "segurança" em apartamentos só para fechar um acordo.

Esses fatos me fizeram perceber que ele poderia tem entrado no banheiro com facilidade, se quisesse. Possivelmente,  preferiu só brincar comigo. Ou talvez a mensagem que deixou esculpida na porta do meu banheiro ainda vá acontecer.

"Te vejo em breve, minha princesa do banho."


23/09/2013

Creeper da Semana: Ariany Christine David


Idade: 12 anos

Estado: Manaus

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Eu adoro o CPBr desde que conheci , quase todos os dias eu visito o site. bom eu conheci essa o CPBr quando eu estava pesquisando creepypastas do Barney , e então vi o site e comecei a visitar todos os dias. Adoro as creepys de vocês e espero que eu seja a Creeper da Semana! :-)

(Creeper de Semana - 23/09/2013 à 29/09/2013)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!


Podcast com a galera do Zoação40!

















Olá creepers lindos da minha vida!

 Estou aqui pra comunicar que logo vai sair o Podcast sobre Creepypastas que o Gabriel e o Alex fizeram com a galera do Zoação40! Mesmo que, infelizmente, não pude participar desse podcast, tive a oportunidade de falar um pouquinho com eles e posso garantir que são caras muito divertidos e interessantes. Vale muito a pena dar uma olhada no site deles. 

Se não aguenta esperar, pode ir se aquecendo ouvindo os podcasts de Lendas 1 e 2 ou sobre Et's lá no Zoação40.

Ouça logo abaixo o  anuncio desse podcast! 


A Andarilha

Nos anos 90, uma menina se suicidou depois de ver uma imagem postada em um antigo fórum.

A imagem era de uma figura - que alguns identificaram como uma mulher - de pé em uma estrada vazia. A figura é transparente ao ponto das pernas serem pouco visíveis e é iluminada por uma  fonte luz desconhecida na direção da câmera.

Se são faróis, uma lanterna de mão ou o flash da câmera em si, não se sabe ao certo, pois a fonte real da imagem nunca foi identificada. Nenhuma característica facial pode ser distinguidas, mas a figura é facilmente identificada  por seus membros longos e ossudos, que são semelhantes a pernas de aranha. Aqueles que já viram a imagem ou sabem de sua existência, conhecem a figura como "A andarilha".

O primeiro relato conhecido da Andarilha aconteceu em 1996. Jane, uma universitária que estava visitando sua família durante as férias, tinha um certo interesse com coisas sobrenaturais. Ela viu a imagem do Andarilho no fórum junto com a frase "Você consegue me ver? Consigo te ver também."

Dezenas de outros usuários viram a mesma postagem. Muitos não deram muita bola - era apenas um tanto "engraçado". Outros reclamaram dizendo que sentiram dores de cabeça enquanto olhavam para a imagem, e reclamações semelhantes vem sendo feitas desde então.

De acordo com a família de Jane, a garota teve pesadelos na noite em que visualizou a imagem.  Ela dizia acordar e ver a andarilha pela janela. As vezes a coisa arranhava a janela com sem membros de aranha, mas normalmente só ficava lá e a encarava. A menina não conseguia se mover na presença dela, como se várias mãos invisíveis a segurassem. Mesmo se fechasse os olhos, ela ainda a via.

A família estava certa que a garota só tinha se assustado com a imagem online e em resultado estava tendo pesadelos, até que Jane começou a relatar que via a Andarilha enquanto acordada. Estava convencida que estava sendo seguida pela entidade. Ela a via mesmo quando estava em um quarto cheio de pessoas ou em um lugar público, mesmo que ninguém mais visse. A família de Jane temia por sua sanidade, mas apenas asseguraram a ela que a Andarilha não era real.

Eles sabiam que não podiam sentar e esperar pelo melhor. Jane precisava de ajuda. Mas quando sua mãe bateu na porta do quarto, não recebeu nenhuma resposta. Cuidadosamente abriu a porta, sem querer perturbar ou assustar sua filha, mas ainda assim não ouviu nada.

Jane não estava em sua cama. Não estava sentada na frente do computador. Ela não parecia estar no quarto até que sua mãe deu uma olhada no guarda-roupa.

Lá, Jane foi encontrada enrolada em um canto. Sangue banhava todo o seu corpo,  vazando do grande corte em sua garganta. Ela segurava um papel manchada de sangue que dizia "Ela não pode mais me ver."

O caso de Jane não é isolado. Pelo resto dos anos 90, muitos adolescente sumiram ou cometeram suicídio depois de ver a imagem da Andarilha. Desde a virada do século - apesar de todo meu esforço para localizar a imagem - esta parece ter desaparecido.

Entretanto, recentemente postei em um fórum perguntando se alguém já ouvira falar sobre a Andarilha. Já tinha feito isso várias vezes e normalmente apenas uma ou duas pessoas diziam ter ouvido a história, mas ninguém tinha visto a imagem. Desta vez foi diferente. Logo após a postagem, recebi uma mensagem na minha inbox.

O assunto da mensagem era "CONSIGO TE VER". No corpo estava escrito "Você consegue me ver? Consigo te ver também."

Havia uma imagem anexada na mensagem. Não posso confirmar se é a Andarilha real ou não, mas tenho de te avisar que, se escolher ver a imagem, você faz por sua conta e risco.







21/09/2013

O portador do Nada

Em qualquer cidade, em qualquer país, vá para qualquer hospício que conseguir. Quando chegar à recepção, peça para visitar alguém que chama a si mesmo de "O guardião do Nada". Se um olhar de puro nojo aparecer no rosto do funcionário, você será levado para fora do prédio até algo que parece ser um velho banheiro externo de madeira. Dentro terá um corredor aparentemente infinito, muito maior do que o tamanho da casinha.

Não haverá barulho no corredor. Tentar fazer algum antes da hora será um erro muito, muito grave. Você notará que as luzes vão ficando cada vez mais brilhantes enquanto se aproxima do final do corredor, tornando-se praticamente ofuscantes. Se as luzes se apagarem de repente, RAPIDAMENTE grite "Não! Pare! O que você está fazendo é errado!" enquanto recua. Se as luzes não voltarem a ascender, corra para a porta por onde entrou. Ela deverá estar ainda aberta, e espero que você não esteja tão longe no corredor que ela feche antes de você sair. Se não conseguir sair, o próprio inferno seria preferível ao que você sofrerá.

Se as luzes voltarem a ascender, volte a andar em direção ao fim do corredor. Quando chegar na cela, o funcionário abrirá a porta para você enquanto te olha com desgosto. Dentro da cela você verá vários desenhos na parede com muitas cores alternadas, formando algumas imagens parecidas com arlequins. Você não deve se distrair com isso; pois no centro do quarto estará uma jovem nua, mergulhada em sangue e amarrada por tiras de nervo humano. Se você tirar os olhos dela, nem que seja por um milésimo de segundo, ela te destruirá por completo. Ela responderá apenas uma pergunta. "O que eles eram quando eram apenas um?"

Ela olhará no fundo de seus olhos, e responderá em detalhes incríveis. Será diferente de tudo que você já ouviu e ficarás no limiar entre puro êxtase e agonia.  Não é incomum para maioria se perder em euforia. Entretanto, a pior coisa que você pode fazer é olhar a tatuagem no tórax dela. Vai parecer que tudo na sua mente te inclina a olhar, mas você não pode fazer isso. Se fazer, você será dela.

Ela te esfolará vivo e adicionará seus nervos em suas amarras, e você ficará preso com ela, consciente, pelo resto da vida.


A tatuagem é o objeto 4 de 538. O desejo de tornar-se um de novo. Mas eles não podem.  


Para ler outros textos da Série dos Guardiões, clique aqui!