18/02/14

Os Suicídios do Harlem

Foram cinco crianças; o mais velho tinha dezessete, o mais novo treze. Aconteceu em um período de seis meses entre outono de '92 e primavera de '93. O primeiro foi Jamal Jones. Ele morava em um conjunto habitacional com sua mãe, seu pai e seu irmão mais velho. Ele era o único adolescente do bairro que cresceu com um pai em casa. Ninguém sabe que horas aconteceu, seus pais tinham ido dormir as dez da noite e seu irmão chegou em casa as três da manhã de seu trabalho noturno, todos confirmaram ter visto Jamal em sua cama.

Em algum momento nas três horas seguintes, Jamal subiu no terraço do prédio e pulou. A investigação tratou o caso de inicio como homicídio. Jamal não tinha acesso ao terraço, que estava cadeado e apenas o guarda do prédio tinha a chave. O homem foi interrogado, mas várias testemunhas confirmaram que estavam com ele no momento. O cadeado estava intacto e no mesmo lugar na manhã seguinte. O caso foi esquecido, todos sabiam que a família de Jamal não o machucaria; a policia não tinha pistas.

Até que treze dias depois Jacob Stinson usou o revolver calibre 45 de seu irmão para acabar com a própria vida. O suicídio de Jacob não foi conectado com o de Jamal até que um terceiro menino se matou na semana seguinte. Phillip Soon, treze anos, também foi encontrado morto como se tivesse pulado da janela do apartamento onde morava, mesmo que a janela e a porta estivessem trancadas; a polícia teve que arrombar a porta para entrar no quarto.  

Os rumores começaram. O Diabo estava no Harlem, ou pelo era o que as pessoas estavam dizendo. Os fiéis aumentaram em número nas igrejas. Na maior parte das missas eram mencionados os suicídios, ou assassinatos em referencias aos rumores. "O Diabo veio porque foi convidado", disse um pastor.

O inverno chegou e com ele mais um corpo. Sam Preston, quinze anos, sentou-se no pátio usando apenas cuecas. Morreu de hipotermia. Várias testemunhas dizem ter saído e entrado no prédio perto de onde o corpo tinha sido encontrado; todos juram não ter visto Sam lá.

Todas as "vítimas" eram jovens rapazes que não eram violentos e adorados por todos que os conheciam. Em um lugar com tanta violência, esses garotos referencia de paz estavam indo sem motivo aparente.

A última morte foi na primavera, desta vez uma menina, Diandra Jayes, conhecida como Didi, pulou na frente de um trem na estação 125th do Harlem quando ela e mais duas amigas estavam indo para a escola. Essa foi a única morte que ocorreu durante o dia. Ela estava completamente em casa e no caminho até a estação. Quando o trem estava se aproximando, Diandra virou para suas amigas e disse, "Vocês não querem pular?"


A correlação entre todos os casos é especulativo, embora qualquer um que morou no Harlem durante aqueles 6 meses irá dizer a você que sim, estão conectados. Ambas amigas de Didi dizem ter ouvido a risada de um homem assim que ela caiu nos trilhos do trem. A policia e outras testemunhas oculares dizem que não haviam nenhum homem na plataforma naquela manhã. 



12 comentários:

  1. Ah claro,super normal querer pular na frente dum trem. Faço isso todo dia c:

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    1. Sempre que possivel eu faço isso mais onde eu moro não tem trem intão quase todo dia vou andando até umas 3 cidades depois só pra pular na frente de um trem :)

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    2. eae quem quer pular na frente de um trem comigo :D

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    3. Eu vou abrir uma ferroviária de suicídios e ficar bilionario! C:

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    1. acho que não sou o único que fez essa conexão com HARLEM SHAKE heueueuheueh

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    2. Ta da da da dadada da damdamduh
      Ta da da da dadada da damdamduh
      *pá* *pá* *pá* *pá* *pá* *pá* *pápapapa* bzz bzz bzz bz
      TO THE HARLEM SHAKE
      Ta da da da dadada da damdamduh
      Ta da da da dadada da damdamduh

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