20/05/14

Sob o Jardim (PARTE II)

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O choque e a condenação que tomou a cidade foi logo acompanhada por uma investigação policial muito bem divulgada, mas Frederick não era suspeito, nem se quer tinha sido interrogado. É claro que ele fez um belo e emocionante discurso na seguinte reunião da Associação de Entusiastas de Jardim; não haviam olhos secos na igreja naquela noite. Até o presidente da associação, Sr. Holt, normalmente inabalável, elogiou Frederick por suas palavras atenciosas e gentis. 

Frederick estava muito contente. 

A única questão que o preocupava é que havia quebrado uma regra de ouro: nunca mate alguém que você conhece. Não é que não houvesse pessoas conhecidas o qual ele gostaria de matar, mas era mais esperto que os outros. Mais esperto que os "Ted Bundy" e "John Wayne Gacy" do mundo. Esperto o suficiente para nunca ser pego. Haviam diversas formas para se garantir que nunca fosse suspeito de um assassinato. Para começar, sempre matava a quilômetros de casa, fora de sua cidade. Além disso, era um especialista em maquiagem de cinema, então era bem capaz de fazer disfarces convincentes quando estava "à espreita", protegendo sua identidade. Ele usava uma peruca bem realística por cima de uma touca, como também usava uma roupa de disfarce por cima de outra roupa, todas sempre compradas no dia. Isso limitava o risco de deixar cair fios de cabelos ou pele morta que poderia identificar seu DNA.

Sim, ele era muito cuidadoso, mas matar alguém conhecido que morava apenas algumas quadras de sua casa sem as precauções de sempre fora um erro; seria condenado antes mesmo de conseguir matar mais alguém.

Frederick tinha já envenenado o jardim de Lucy antes, junto com o display de lilás azuis de outro competidor três anos antes. Ele sabia que ficaria suspeito se acontecesse todos os anos com os mesmos participantes, então ele tinha que se livrar de dois jardins. Mesmo que acreditasse que  seu jardim era o melhor da cidade,  ele não confiava que os juízes fariam sempre a melhor decisão. Ele tinha que envenenar o gramado central de Tom Hartley e as irritantes macieiras originais no fundo da fazenda  de Patti Rossier. 

Dezesseis dias antes do julgamento de floreiras na janela, Frederick decidiu fazer sua jogada. Cuidaria das macieiras de Patti primeiro, porque o veneno demoraria mais tempo para fazer efeito do que no gramado de Hartley, mesmo que seu plano de segurança de provocar um pequeno incêndio sempre estava de pé se o veneno não fizesse efeito a tempo.

Quando estava se arrumando para ir sabotar o pomar, a campainha tocou.  Frederick não estava esperando ninguém e uma visita inesperada sempre o irritava, especialmente quando isso podia dificultar seus planos. De mau humor, abriu a porta e lá ela estava. Uma bela vista, cheia de vida, vibrante e brilhante. A garota não devia ter mais do que 19 anos e, mesmo que Frederick detestasse qualquer pessoa que não fosse do mesmo status social que ele - tanto mais rico, quando mais pobre - havia algo intoxicavelmente charmoso até sobre a jaqueta verde desgastada, o jeans azul escuro rasgado nos joelhos, e os cabelos loiros despenteados caídos no rosto, descansando em seus ombros. 

"Com que posso ajudá-la, mocinha?" Frederick perguntou com um sorriso torto em seu rosto.

"Olá, senhor. Eu estou coletando aqui da comunidade fundos para a caridade, e estava pensando se você teria alguns minutos para conversar sobre o maravilhoso trabalho que fazemos". Ela sorriu docemente, e Frederick se deu conta de quão impressionantemente azuis eram seus olhos. 

Ele pensou por um momento. "Claro, entre, ente!" Frederick abriu totalmente a porta, iluminando a moça com as luzes da entrada de sua casa. 

Ela estiou. "Na verdade, senhor, nós não devemos entrar na casa das pessoas quando estamos sozinhos."

"Tolice, tolice! Entre, eu não mordo".

Ela ainda estava parada na porta.

Frederick mudou de tática. "Estou meio ocupado no momento, e na verdade estou de saída, então prefiro conversar aqui dentro enquanto preparo minhas coisas. Não se preocupe, por favor. Não sou um serial killer, ou algo do tipo." Frederick sorriu para ela, com seus olhos exibindo nada além de bondade. A verdade é que mesmo se aproximando dos 50 anos de idade, ele ainda conseguia seduzir e manipular outros com suas feições naturais de simpatia e beleza. 

"Ok, não levará mais de um minuto", ela respondeu, entrando na casa.

Enquanto ele fechava a porta da frente e mostrava a sala de estar para sua convidada, Frederick sentiu aquela familiar excitação começar a borbulhar em sem interior. Sentando-se na poltrona de couro marrom perto da lareira intocada de Frederick, a garota começou a falar sobre a caridade. Ela sorria e mantinha contato visual o tempo todo, parecendo amigável, familiar, mas ao mesmo tempo não intrometida demais. 

Depois de alguns minutos a "ouvindo", reparou que na verdade não tinha ouvido nenhuma palavra do que ela havia dito. Ele sorria para ela, balançando a cabeça em concordância enquanto habilidosamente ela fazia seu discurso muito bem ensaiado, mas ele nem sabia que caridade era; nem ligava pra isso. Sua atenção tinha sido apanhada por um anel que ela usava na mão direita. Não era um anel de casamento ou noivado, mas o jeito que ela o tocava com a outra mão, o jeito que ela acariciava-o sem nem perceber, mostrava que ela tinha muito carinho por ele. Vendo uma pessoa sendo tão ligada a um objeto, fez Frederick fantasiar sobre a dor que causaria se tirasse dela. Os velhos impulsos voltaram a borbulhar dentro dele com tais pensamentos. 

(CONTINUA...)





24 comentários:

  1. Sinceramente, ainda não vi o propósito desta história. Não me cativou, pelo menos até agora. Mas acredito que mais pra frente deve ficar melhor. Afinal, são dez partes

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  2. GENTE EU TO ENTRANDO EM DEPREÇÃO SEM A AGNES, ONTEM POR EXEMPLO, EU TENTEI COMETER SUICIDIO COMENDO BATERIAS DE CELULAR MAS NÃO DEU CERTO E EU ACABEI CAGANDO FAISCAS, FOI AI QUE EU VI, QUE SUICIDIO NAO ERA A RESPOSTA,E SIM, ACHAR ALGUEM QUE SUBISTIUA A AGUINES, E EU ENCONTREI!! Plötzlicher Tod!!! SEU NOME NAO ESTA EM LETRAS MIUSCULAS POIS ELE DA MUITA PREGUIÇA DE DIGITAR ENTAO EU APERTEI CRL+C e CRL+V
    NO SEU COMENTARIO DO POST ANTERIOR!! MAS FORA ISSO VOCE EH O MEU NOVO CAPETINHA ADORADO!!!! ESSIDOIS

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    1. Você já fez chamada de áudio no skype com Agnes? Ela adorava a conferência no antigo grupo CPBR.

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    2. kkkkkkkkkkkkkk ri mt desse comentário do Marheus ;)

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    3. Ou e foda-me ou e fuck-me '_'

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  3. Ah meu Deuss :O eu achando q ele gostava dela hauhauah *Imagination*

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    1. Talvez ele goste, mas de um modo psicopata.

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    2. Acho que ele gosta dela e quer vê-la sofrer exatamente por isso, tipo masoquismo '-'

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    3. Talvez sim, pode ser isso. Um amor um tanto psicopata.
      Tipo: ''Eu acho vc linda, ent eu quero tirar oq vc mais ama na tua vida e ver vc sofrer :D''

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  4. A única coisa que pode salvar o pobre Eric Cartman desta vida de assassinatos é o amor verdadeiro (Ouat na veia).

    #Reginachateada#Emmaabusada#Rumbelleérealidade#Ninguemligaparaabluefary

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  5. Ta fraca ainda, mas creio eu, que vai melhorar por que as histórias desse autor é foda

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  6. Essa creepy me dá uma lembrança do seriado "Dexter".

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  7. Gent,Ja n basta o cara da Creepy dos esqueletos no armário,esses fura olho ai,td vacilaum q morre cedo

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  8. Só eu que lembrei do Freddy Krueger quando vi o nome Frederick?

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  9. Nunca entre na casa de um estranho, eu acho que a mãe da guria nunca disse isso pra ela

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  10. Percebi com essa Creepy que tenho estado mais humano. :< Tenho pena oxe haushashahhs

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  11. Eu também tenho um anel assim, mas só por essa descrição que percebi. :v

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