09/07/14

Ela se chamava Emma.

Era assim que todo mundo a chamava, pelo menos. As vezes chamavam de Em, ou até erravam seu nome para Emily. Ela fazia parte do meu grupo de amigas enquanto crescíamos em uma cidade grande.

Nós nos chamávamos de "As Seis Inseparáveis", porque era composto por mim, Summer, Mel, Nina e Jules.

E claro, Emma.

Tudo começou como uma piada das meninas na quarta série. Provavelmente foi Jules               que deu a ideia. Sempre pregou peças nas pessoas. No ensino médio até foi suspensa, e teve que ficar de babá por meses até conseguir pagar um celular novo para uma menina. Mas talvez tenha sido Summer, que sempre parecia estar muito ocupada com suas músicas e sua banda para conseguir elaborar uma pegadinha tão elaborada. Ou Mel e Nina, que eram melhores amigas e poderiam ter vivido sem nós, sempre conspirando juntas como se fossem irmãs gêmeas.

De qualquer forma, eu tinha comprado meu lanche, sanduíche natural e suco de laranja, e andei até nossa mesa de costume. Jules parecia empolgada, acenando para mim.
"Lotte, olha!" Não fazia ideia de o que eu devia estar olhando. "Essa é a Emma. Ela se mudou para cá de Los Angeles!" Los Angeles era um lugar bem glamoroso comparado com a cidade comum em que vivíamos. 

"Ãh, o que?"

"Los Angeles, boba", Jules falou, revirando os olhos. "Ela não está na nossa sala, está na da Srta. Larks, mas é da  quarta série também. Não é legal?"

Ainda não fazia ideia do que eu deveria estar olhando. Sentei no meu lugar um pouco incomodada, me perguntando o que eu deveria ver ali. "Quem?"

Summer me deu um soco no ombro. "Você está sendo grossa," ela falou rapidamente. Summer era muito educada. "Diga oi para Emma."

Olhei por nossa mesa, de Jules para Mel, de Mel para Nina e então para Summer e de novo para Jules, que me olhava impaciente. Não sei. Eu era fraca. Queria me enturmar. Não estava entendendo.

"Oi, Emma."

Pareceu que todas elas suspiraram em alivio, como se eu fosse responsável pelo constrangimento ali presente. "Charlotte é meio estranha as vezes, Emma. Mas o irmão dela tem um vídeo game e nos deixa jogar as vezes."

Elas continuaram a conversar sobre seja lá o que meninas da quarta série gostam de conversar, e eu só ignorei. Se elas queria fazer uma pegadinha, tudo bem. Mas eu não ia cair nela. Sempre fui a criança perfeita; sabia que elas queria uma reação vinda de mim.

Foi assim que Emma se tornou uma parte normal de nossas vidas. Era uma loucura. Comprávamos presentes para ela em seu aniversário, e eles sempre desapareciam como se fossem realmente entregues. Fico me perguntando quantos kits de fazer bijuterias e jogos Jules devia ter empilhado em seu closet para esconder depois de tantos aniversários. Em um ano, Mel até deu um colar bem caro para Emma, o qual desapareceu também.

Nunca fomos até a casa dela. Perguntei para Nina sobre isso em um dia que tive certeza que "Emma" não estava lá.

Ela me olhou horrorizada. "Lotte, não seja grossa. A família de Emma não tem muito dinheiro, ela tem vergonha disso. Ela falou isso para Mel, que falou pra mim e faz sentido. Quero dizer, as coisas que ela veste... Tipo, nós adoramos ela e sempre vamos adorar, ela é uma de nós. Mas não fiquei falando sobre isso. É cruel."

Então nunca mais questionei sobre isso. Elas estavam cumprindo muito bem a pegadinha, e lá pela sétima série eu tive que aceitar que elas levariam aquilo até o final.

Era confortante de um jeito estranho. Tinha essa amiga silenciosa que eu nunca via, mas estava sempre por ali. Deixávamos lugares disponíveis para ela, e sempre que fazíamos amigo secreto alguém pegava Emma. Quando decidimos ser clichês e dar um nome para nosso grupo, foi decidido ser chamado de As Seis Inseparáveis, mesmo que na  verdade só existiam cinco de nós. 

Um dia, quando estávamos fazendo uma festa do pijama no primeiro ano do ensino médio, deixei minha curiosidade tomar conta. Summer estava no ensaio de sua banda e Emma não podia ir, ela tinha algo como um projeto de ciências, de acordo com Mel. Então perguntei para Jules, a mente maldosa por trás daquilo tudo, como ela descreveria Emma se fosse fazer uma biografia dela, detalhadamente.

Jules adorava coisas desse tipo, queria ser uma escritora um dia. "Bem, ela é um pouco mais alta que você, o que não é difícil." Joguei um travesseiro nela. "Ela tem peso médio -" Jules abaixou o tom de voz, "- mesmo que ela tenha ganhado uns quilinhos recentemente, mas ainda continua linda. E... tem olhos verdes, cabelos castanhos e algumas sardas. Ela odeia tirar fotos. Ela é legal, mas quieta, e dança lindamente, quer dizer, você já viu ela dançando, né?" Claro, alguns meses atrás nós tínhamos dançado juntas para treinar para o baile de inverno, para que não fossemos esquisitonas.

Não perguntei mais nada. Sabia que elas continuariam com a brincadeira o máximo que pudessem.

Foi no terceiro ano do ensino médio que aconteceu. Não sei porque aquilo me deixou tão irritada, sério. Foi algo pequeno, algo estúpido. Estávamos tomando banho de piscina da casa de Nina, mesmo que estivesse ainda um tanto frio para isso. Com os dentes batendo e cheias de arrepios, estávamos esperando a Jacuzzi esquentar. Eu não sei o que era, mas algo sobre as luzes de fim de tarde, o cheiro do lugar estava me deixando irritada.

"Olhe a Emma, Lotte!" Jules falo e deu um assobio e uivou, exagerada como sempre é. 
"Delícia, olha essa bunda!"

Não sabia para onde olhar, como sempre. Como nos últimos nove anos da minha vida, não sabia para onde olhar. Desde a quarta-série na hora do recreio, quando dançamos na sala de Summer, no baile de inverno, nos jogos de futebol, no parque, em qualquer lugar: eu não sabia para onde olhar, porque Emma não estava lá.

Foi quando surtei.

"Foda-se a Emma!" Gritei. "E fodam-se vocês todas! Vocês estavam esperando por isso! O momento em que eu perderia a cabeça! Bem, aqui está!" Eu balançava os braços furiosamente. "Emma. Não. É. Real!"

Eu vi olhares confusos plantados em seus rostos. "Ah, vocês vão continuar com isso? Eu odeio vocês, sempre fazem isso, me fizeram de trouxas todos esses anos! Quase dez anos!" Escorreguei um pouco no concreto molhado mas consegui me equilibrar. "Vão se foder, odeio muito vocês!" Lágrimas escorriam de meus olhos, anos e anos de frustração finalmente saindo de mim. "Emma foi uma pegadinha idiota que saiu de controle e não consigo acreditar que nenhuma de vocês teve coragem de me dizer que era uma piada! Não, tinham que continuar rindo de mim pelas minhas costas! Não é justo!"

Summer estava furiosa. "Lotte, não faz assim, Emma está bem aqui e você está sendo uma idiota, porque está fazendo isso? Tá louca?"

Mel falou baixinho. "Lotte, você também está gostosa, digo, você está linda no seu maiô também."

"É, mas não despeje sua raiva na Emma, meu Deus," Nina disse, revirando os olhos. Nina andou até a borda da piscina e esticou a mão para alguém inexistente, esfregando-lhe as costas. "Tudo bem, Emma, Lotte só está um pouco estressada agora, tendo que decidir qual faculdade vai cursar..."

"Cala a boca!" gritei em desespero. "Para, para, para! Emma não é real! Ela não está aí! Como vocês podem fazer isso comigo?"

Elas estavam começando a parecer assustadas. Estavam levando a pegadinha realmente a sério. Fiquem pensando qual seria o fim da linda. Quando elas começariam a rir, quando iriam pular e fala "Te pegamos!"

Estava farta disso. Se elas queriam brincar, então eu brincaria também.

O que aconteceu a seguir é apenas um borrão na minha mente. Não me lembro bem, nem hoje em dia. Mas sei que andei até Emma e comecei a chutar o ar. Ouvi um grito e escorreguei no piso, concreto molhado e bati minha cabeça. Havia sangue por todos os lados. Muitos gritos, mas eu continuei a chutar e socar e luta até que desmaiei.

Acordei um dia depois no hospital. Meus pais estavam lá, e minhas amigas também. Eles estavam pálidos, cansados e parecendo terrivelmente miseráveis. Senti uma pontada no coração. Eu devo ter assustado muito todo mundo. Quando meus pais sairam, Jules se aproximou e segurou minha mãe.

Ela começou a chorar, as outras meninas também. "Desculpa, Lotte," ela resmungou. "Me desculpa de verdade."

Era assustador ver o jeito que minhas amigas estavam. Comecei a chorar também. Não sei exatamente o porquê, mas me desculpava junto delas, como se dizer desculpas faria tudo voltar ao normal. "Me perdoem," chorei.

Summer era a única que parecia não ter me perdoado completamente. Me olhou, olhos vermelho, bochechas coradas e com o queixo tremendo e disse, "Está arrependida mesmo?"
Não precisei responder. A enfermeira veio trocar meus curativos da cabeça.

Pelo resto do ano ninguém mencionou Emma. Emma só existia no nosso pequeno grupo de amigas, então não houveram menções sobre ela. Um dia um policial foi até nosso colégio e Nina e Mel foram interrogadas, mas não sei por quê.

Depois do acidente, me distanciei de todo mundo. Não conversava com ninguém. Não fui as apresentações da Summer, não fui no aniversário de Mel, não fiz nada. Não fui ao baile de formatura, só fiquei no meu quarto olhando para o teto, me perguntando o que havia acontecido. Emma foi uma grande parte da minha vida, e agora era como se fosse um fantasma.

Me formei no ensino médio e imediatamente me mudei para a Carolina do Sul para fazer faculdade, onde o clima era sempre perfeito e a praia fica a alguns passos de casa. Comecei a me recuperar. Percebi que tinha ficado depressiva depois do acontecimento, pois minhas amigas tinham preferido serem fiéis a uma pegadinha do que a mim. Seis inseparáveis, sei.
Tive boas notas, voluntariei em ONGs, comecei a namorar. Ele era muito bom para mim, mesmo quando eu ficava calada quando me perguntava sobre o ensino médio. Nunca me forçava a falar, apenas me confortava e fazia panquecas quando tinha dias ruins.

Foi quatro anos depois, quando estava prestes a terminar a faculdade que eu me encontrei com uma antiga colega do ensino médio. Ela se chamava Annie. Ela tinha um grupo diferente de amigos do que eu, assim como a maioria das pessoas daquela escola.

Nos esbarramos no condomínio que morávamos. Acabou que ela estava morando lá o tempo todo e eu não sabia. Não éramos exatamente amigas, mas fiquei muito animada, daquela forma que fazemos quando vemos alguém de épocas antigas.

"Nossa, faz tanto tempo!"

"Meu Deus!"

Fui até o apartamento dela para tomar um café e conversar e vi que ela estava empacotando seus pertences. "Voltando para a cidade natal até que eu encontre um emprego..." Vi um livro grosso no sofá. "Ah, sim, é o nosso livro da formatura. Estava juntando minhas coisas quando achei em uma das minhas prateleiras."

Eu não tinha ido buscar meu livro de formatura quando me formei. Não tinha amigos no final do ensino médio. Fiquei curiosa para ver como eu me parecia naquela época, se tinha ganhado ou perdido peso, se minha pele tinha ficado mais bonita. Abri a primeira página e instantaneamente fiquei confusa.

" 'Para Emma'?" li em voz alta a gravação da primeira página. Era uma dedicação. Minha mente deu um pulo; havia mais alguém chamada Emma no último ano?

"É, realmente triste o que aconteceu com ela," Annie falou, me alcançando uma xícara de café quente.

Folheei o livro, procurando mais alguma coisa sobre Emma. Então, encontrei. Meu coração parou, minha boca ficou seca. Minhas mão tremiam enquanto segurava o livro, olhando a fotografia.

Era uma foto das As Seis Inseparáveis. Estávamos de pé com as mãos nos quadris, bem juntinhas. Lá estava Summer, eu, Jules, Mel, Nina e....

Nunca tinha visto aquela menina na minha vida. Nunca. Mas ela estava lá. Nem ao menos me lembra de ter tirado essa foto. Ela estava na extrema direita. Olhos verdes, cabelos castanhos, cheinha, sorriso tímido, uma camiseta gasta e jeans rasgados, olhando diretamente para câmera assim como todas nós. Parecia uma menina normal, assim como todas as outras.

Annie olhou por cima de meu ombro. "Ah, aí estão vocês. Como é que se chamavam mesmo?"

"O que aconteceu com ela?" Não consegui nem sequer tocar na foto, só deixei meu dedo tremulo por cima.

Annie ficou um pouco tensa. "Bem, acho que você não se lembra muito bem, tinha batido a cabeça. E também se afastou de tudo depois do acidente. Mas Emma desapareceu. Do nada. Os policiais apareceram no colégio para fazer algumas perguntas, mas os pais dela eram pobres e drogados, então ninguém ligou de verdade. Apenas mais uma desaparecida."
Sai do apartamento de Annie e voltei para o meu o qual dividia com meu namorado. Quando ele viu minha cara de desespero foi ferver uma água para um chá e se aproximou com um cobertor. Eu o empurrei e me tranquei no quarto, olhando para o teto. Estava com 18  anos de novo, perdida e confusa.

Aqueles olhos verdes me assombravam. Os olhos da Emma.

Entrei no facebook  e encontrei os perfis de minhas antigas amigas, melhores amigas, e mandei uma mensagem dizendo "Por favor, me encontrem na nossa cidade. É importante."

Voltei para minha cidade natal, fui até Starbucks que tinha sido construído a pouco tempo e esperei. Uma após a outra, foram chegando. Jules, uma blogueira pouco conhecida que trabalhava de garçonete até conseguir sua fama. Summer, morena e cheia de sardas por causa das horas em pé no sol dos ensaios da banda. Nina, a moça gostosa que trabalhava na biblioteca de nosso antigo colégio. Mel, barriguda de seu segundo bebê, o anel de casamento brilhante na sua mão esquerda.

Minhas amigas não eram as mesmas, eu também não.

Cortei o papo furado. Não conseguiria aguentar conversa fiada. "O que aconteceu com a Emma?"

Elas trocaram olhares. Sabiam o que aconteceria a seguir. "Nada". Jules disse firmemente. "Emma não era real."

"Era só uma brincadeira," Nina falou calmamente. "Uma pegadinha".

Desconfiei que elas falariam isso. Abri minha bolsa e joguei o livro de formatura em cima da mesa, fazendo nossas bebidas tremerem. Ficaram olhando para  livro. "Emma era real," sussurrei. "Emma era real. O que aconteceu com ela?"

"Nada-"

"Pare com essa merda, Jules," Summer falou. Me olhou. "Lotte, você matou Emma naquele dia na piscina. Você ficou louca d começou a chutar ela, e continuou chutando, quando você escorregou e vocês duas caíram de cabeça, ela caiu na piscina e era muito tarde pra salvá-la e tínhamos que cuidar de você e-"

"SUMMER!" Jules gritou, agarrando-a pelo braço. Fiquei em silêncio, absorvendo o que Summer tinha dito.

Mel sussurrou. "Lotte... não podíamos deixar você ir pra cadeia."

Olhei para minhas amigas, lágrimas escorrendo pelas bochechas. "Porque?"

Nina se esticou por cima da mesa e pegou minha mão. Apertou, forte. "Porque nós éramos as Seis Inseparáveis. Nós não nos separaríamos porque uma ficou louca e outra morreu."

Pedi licença e fui ao banheiro e chorei pelo que pareceu horas. Não podia fazer tanto tempo, mas as batidas raivosas na porta dos outros clientes que precisavam usar ali diziam o contrário. Me sentei no chão sujo, e chorei tudo que podia.

Sai e minhas amiga - melhores amigas - me esperavam. Sentei no meu lugar e as encarei. "Quero me entregar."

Aconteceram diversas reações. Summer concordou, pronta para me entregar para polícia. Jules gritou que elas iriam se ferrar. Mel começou a chorar. "Você não precisa..." Nina disse. "Você não precisa, nós nos livramos de todas as evidências, nós a enterramos longe e ninguém nunca vai encontrá-la."

"Quero me entregar," repeti com firmeza. "Eu a matei. Eu falarei para a polícia que fiz tudo sozinha, que eu a enterrei. Me digam onde ela está para que eu possa dizer onde a enterrei. Vocês não vão se encrencar, a culpa é minha." Achei que não tinha mais nada para chorar, mas engasguei  e falei o que tinha pra falar a tanto tempo: "Eu nunca enxerguei ela."

Me olharam espantadas.

"Nunca enxerguei ela, nenhuma vez. Eu achei... achei que era uma grande piada que vocês estavam fazendo comigo, não queria que vocês rissem de mim... A menina no livro, eu nunca enxerguei ela na minha vida! Não estou de brincadeira..."

Nina acenou com a cabeça. "Achava estranho o jeito que você era com ela, sempre tão fria. Como se você nem soubesse que ela existia."

"Ela gostava de você," disse Mel. "Ela te achava inteligente, que você iria fazer grandes coisas para o mundo. Sempre conversávamos sobre isso."

Achei que meu coração ia parar. "Eu juro que nunca vi ela. Deve ter algo errado comigo, mas eu nunca a vi..." limpei minha garganta. "Me mostrem onde ela está enterrada."

Entramos no carro de Summer e dirigimos para um parque em uma outra cidade. O parque era enorme e não era muito bem cuidado pela prefeitura, então tinha mato para tudo quanto é lado e podia se ver que ninguém adentrava lá de carro a muito tempo. Sai do carro e achei no caminho uma pá enferrujada esquecida a muito tempo. Levei comigo.

Jules liderou o caminho, adentrando o lugar, bem no meio de uma floresta até que chegamos em uma pequena clareira. Não havia marcas que indicavam que alguém estivera ali a pouco tempo, mas quando vi as faces pálidas das minhas amigas eu entendi: Emma estava lá, bem debaixo de nossos pés.

"Preciso vê-la," sussurrei. Meti a pá na terra. "Preciso vê-la."

Mel não queria ver nada, então ela e Nina voltaram para o carro. Summer e Jules acharam alguns pedaços de tábua e me ajudaram a cavar. Bolhas estavam começando a aparecer em nssas mãos, mas eu continuava a cavar, sentindo o suor escorrer pelo pescoço.

Nós três trabalhamos em equipe e em silêncio, desenterrando nossa melhor amiga. De repente, Summer pulou da cova com nojo, jogando a tábua para o lado. Jules fez a mesma coisa. Nós olhamos pra baixo. Summer quase vomitou, cobrindo a boca e o nariz e Jules virou o rosto o mais rápido que pode.

Eu? Eu comecei a rir e rir, lágrimas correndo pelo me rosto, rindo até que minha barriga doesse enquanto olhava para uma cova vazia.


30 comentários:

  1. qual é a moral dessa creepy? A EMMA não existia, ou só existia na cabeça das amigas ou não existia na cabeça da principal? qual a moral da cova vazia O.o?

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    1. Deixa eu explicar: A protagonista não conseguia ver a Emma mesmo depois de morta, mas as amigas dela continuavam conseguindo vê-la, por isso ficaram com nojo, provavelmente pelo estado de decomposição do corpo de Emma.

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  2. Não entendi ela era o que? Parecia um fantasma depois morreu e enterraram ainda depois ela puf? Fiquei confuso

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    1. Não, ela de fato morreu e enterraram ela, mas a protagonista continuava sem conseguir vê-la.

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    2. Acho que ela queria falzr de um situação do cotidiano. Tipo uma familia rica olha pra um pobre e finge que ele nem existe. Como se fosse invisivel.

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  3. mas a emma existiu ou nao?? socorro deus é fiel comigo

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    1. Existiu. A protagonista que continuava sem conseguir vê-la.

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  4. essa foi uma das melhores creepys que eu ja li, me prendeu do inicio ao fim, manteve minha curiosidade o tempo inteiro de saber oque era real ou nao, e no final deixou essa "duvida" no ar. Eu acredito que ela realmente existia, mas lotte nao conseguia ver ela a olho nu, apenas por fotos, de qualquer jeito, 10/10

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  5. Ma oi ?,hsuahsua fiquei bugada sera q as amigas dela eram mediuns e ela nao ?

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    1. KKKKKKK mahoe deve er sido a bruxa do 7 x 1 (da-lhe alemanha)

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  6. No início os nomes são muito glamorosos para representar crianças da quarta série.
    Comecei imaginando que eram todas mulheres (fúteis) e fiquei em choque no quarto parágrafo O.o
    Fora isso eu gostei bastante, foi uma ideia bem realizada :)

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  7. Maldita creepy, agr vou dornir curioso pra saber se a Emma era real ou n.
    (Se a Emma for real, a lotte é tão esnobe por morar em condominio e tals, q nem sentindo vontade conseguiu enxergar a menina só por ser pobre, xesus).

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  8. Ok, admito que prendeu minha atenção mas o final não me conquistou...

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  9. Muito boa mesmo! Não é nenhum bicho de sete cabeças compreender a situação. Ao menos do que entendi, não. A Lotte mesmo disse que sempre foi "a criança perfeita" então ao saber de uma nova amiga para o grupo, humilde mas tão querida quanto, provavelmente a chocou e sua mente entrou em colapso de forma inconsciente (talvez), e desta forma as amigas ficaram horrorizadas com a reação dela achando que estava ignorando a Emma de propósito ou por algum tipo de ciúme ou insegurança... Enfim... É a minha conclusão e.e...

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  10. Que menina problemática, essa Lotte. 'u'
    Apesar de ser uma creepy longa, é divertida de se ler :3

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  11. Ótimo conto, e bem traduzido, ao contrário de outros exemplos do site.

    Mas algum brasileiro escreve este tipo de material? Gostaria de ver umas histórias de Priscila e Mateus indo fazer faculdade em Campinas ao invés de Summer e Carolina do Norte. :)

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    1. Achamos pouco conteúdos de terror e creepypastas de escritores daqui do Brasil, e geralmente a galera também gosta de usar nomes estrangeiros e localidades longe do Brasil, Fex. Como somos tradutores, preferimos ser fiéis aos nomes dos personagens e suas localizações.

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  12. "eu tinha comprado meu lanche, sanduíche natural e suco de laranja" Sei, suco de laranja pra dar uma relaxada. i1.ytimg.com/vi/ub37VYgcqkY/hqdefault.jpg

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  13. Gostei, mas por que a Lotte n via a Emma?

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  14. Dude... Creepy MUITO bem bolada. Prende do começo ao fim. Não sei quem escreveu, mas chega à um nível de Michael Whitehouse. 10/10
    Contato: 022 998867293

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  15. Como Lotte não via o movimento das coisas que Emma tocava? Ou sentia ela?

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  16. Cara, uma das melhores creepys. Adoro essa dúvida que ficou no ar

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  17. muito boa, mas to confuso ate agora sobre emma kkkk

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  18. Muito boa prende a atenção desde o inicio e depois fica a vontade de ler mais e mais.

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  19. Gente, alguém sabe dizer pq a Lotte n conseguia ver a Emma de jeito nenhum? Amei a creepy!!!

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