31/08/2014

Toque de novo

O que quer que seja, aquilo gosta de música. Especialmente de música tocada no piano.

Eram umas duas da manhã quando tudo aconteceu. Eu estava ouvindo música e vasculhando a internet atrás de algo interessante. Já estava ficando cansado e pensando em ir dormir quando encontrei um vídeo interessante: "A música mais fácil de se tocar no piano! Aprenda essa noite mesmo!"

Não sou um bom pianista, mas eu venho tentando aprender, especialmente desde que herdei o piano de parede de minha avó. Foi feito em 1928, mas ainda está em perfeitas condições. Decidi assistir o vídeo, para descobrir se a música realmente era tão fácil de aprender.

A câmera filmava as teclas centrais do piano, e mãos brancas e idosas tocavam as notas. A música era simples, mas havia algo a respeito dela que era... estranho. Um tanto desconcertante, talvez. Mas eu gostei.

Memorizei os acordes e as notas, levantei do computador, e fui para a sala. O corredor estava completamente escuro, com exceção da pequena luz noturna que estava numa das paredes. Era uma débil, fraca luz amarela, e tremia como uma vela. Andei pelo corredor, tateando a parede em busca do interruptor que estava ali... em algum lugar.

Click. Achei.

O corredor foi inundado pela luz, mas eu não estava muito tranquilo. Parecia que eu tinha visto alguma coisa. Algo... pequeno. E branco, talvez. Não como um espírito ou fantasma, nem como uma pessoa, mas era pequeno e... provavelmente apenas minha imaginação brincando comigo por conta da luz.

Cheguei até o piano na sala. Ela, também, estava escura. Nosso teto nunca era visível na escuridão, mas agora estava muito mais escuro. Aquela espécie de escuridão que você pode sentir.

Liguei a lâmpada que ficava acima do piano, abri o teclado, e toquei algumas escalas para praticar. Enquanto tocava, eu pisei nos pedais, criando um eco que quase soava como... uma respiração. Inspire... Expire... Inspire... Expire...

Parei de tocar e escutei. Nada além de silêncio.

Comecei a tocar. As teclas se moviam facilmente. Eu me lembrava perfeitamente da música. Era bem simples. Na verdade, alguém poderia tocá-la por acidente sem nem mesmo se dar conta de que havia tocado uma música.

Após tocar a música inteira, fechei o teclado, satisfeito.

E então, eu ouvi a música vindo do corredor.

Como isso podia estar acontecendo? Levantei e fui até meu quarto, pois parecia que era de lá que a música vinha. Meu computador estava passando o vídeo outra vez. Talvez ele tenha atualizado sozinho.

E então, a música começou outra vez. Dessa vez, vinha do piano. Na sala.

Eu congelei. Não conseguia me mover. Devagar, eu andei pelo corredor escuro... de volta para nossa enorme sala. O tempo todo, o piano continuava tocando aquela melodia arrepiante.

Eu cheguei até um canto onde eu sabia que poderia ver o piano. Engoli meu medo e olhei na direção dele.

A música parou, e não havia nada que eu pudesse ver. Não imediatamente, ao menos.

Olhando com mais atenção, eu vi algo branco... uma pequena, quase do tamanho de uma criança... criatura. Num dos cantos... sorrindo pra mim.

E então, aquilo sussurrou pra mim, em uma voz quieta, infernal.

"Toque de novo..."

30/08/2014

Tailândia - Uma suposta história real

 Essa história foi postada no 4chan por um usuário anônimo, no dia 26 de maio de 2009
____________________________________________________________________________

Olá pessoal, tenho uma ótima história que deve interessar vocês.

Quando cheguei ao ensino médio, fui cursa-lo em uma escolar em Hong Kong. Para o passeio anual da escola, fomos para a Tailândia, em uma pequena área rural reservada para acampamentos, com um prédio cheio de dormitórios. Todos os anos a escola reservava aquela área, devido a sua localização próxima aos locais perfeitos para os passeios planejados. Porém, os estudantes mais velhos sempre falavam que o dormitório 4-D era assombrado. E como tenho tanta sorte, acabei ficando no dormitório 4-D com outros sete colegas.

Quando chegamos, no primeiro dia, tudo parecia perfeito. Fizemos caminhadas, escaladas, e todas as coisas típicas de acampamentos. Durante o nosso período de descanso, eu já estava exausto. Não sou muito fã de atividades físicas, então decidi voltar para o meu quarto e terminar de ler meus livros do Harry Potter, quando de repente, em minha visão periférica, pude jurar que vi alguém espiando pela janela do quarto, e assim que me virei para olhar melhor, a pessoa já tinha desaparecido. No entanto, os arbustos embaixo da janela ainda estavam balançando, como se a pessoa que estava ali tivesse acabado de sair correndo.

Decidi ignorar isso, achando que fosse apenas alguém muito curioso, e voltei para continuar lendo meus livros.

Depois do jantar, os alunos se separaram, e cada grupo seguiu para seu dormitório. [Veja a imagem ao lado antes de continuar]

Estávamos sentados na sala central, jogando cartas. Já estava muito tarde, eu diria que umas 11:00 PM, então já tinha passado do toque de recolher. Os professores checavam se os estudantes estavam em seus dormitórios, e as luzes se apagaram as 12:00. Decidimos continuar jogando cartas, porém, alguns minutos após as luzes se apagarem começamos a ouvir uma voz fraca – como a voz de uma criança, vindo do banheiro. Se você já tentou falar alto em um banheiro fechado, já deve ter percebido como a sua voz sai com um tipo de eco. Bom, a voz que estávamos ouvindo naquele momento tinha o mesmo efeito, e foi por isso que pensamos que vinha do banheiro. Decidi checar o banheiro, mas não havia nada por lá. Enquanto eu caminhava para a porta do banheiro, a voz já havia desaparecido antes que eu chegasse lá. Como estávamos em um grupo com oito pessoas, não ficamos muito preocupados.

Já que as luzes estavam apagadas, e também estávamos completamente cansados. Resolvemos nos recolher. E foi nesse momento que as coisas passaram a piorar.

Eram umas 12:45 quando ouvi um grito de susto vindo de outro quarto. Sai correndo do meu quarto com o Andrew, meu colega de quarto, e corremos para checar os quartos dos outros colegas de dormitório. Todos já estavam correndo de seus quartos ao mesmo tempo. Os caras do Quarto 2 pareciam bastante assustados. Perguntamos o que tinha acontecido, e Steve, um dos colegas do Quarto 2, disse que viu uma figura em um longo vestido vermelho, entrando rapidamente no quarto, enquanto ele tentava dormir. Obviamente que não vimos ninguém usando um vestido vermelho dentro do quarto. Steve era um cara grande, atlético. Na época ele tinha uns 1,87 de altura, ele sempre foi um cara durão que se dava muito bem nos esportes. Era muito estranho para ele se assustar com algo assim, então ficamos bem perturbados.

Faltavam poucos minutos para as 2:00, quando todos saímos assustados, correndo outra vez para a sala central. Parecia que havia algum tipo de risada maníaca vindo do corredor que ligava os dormitórios, e havia também um tinido como se alguém estivesse carregando algo metálico e jogando-o contra as paredes. O barulho parecia estar se aproximando da porta do nosso dormitório, ficando cada vez mais alto, até que parou de repente.

Naquela hora, já estávamos borrados de medo. Decidimos pegar os colchoes e lençóis para dormirmos todos juntos no meio do dormitório. Faltando pouco para as 4am que as coisa voltaram a piorar. No momento já estávamos quase dormindo, porém, conscientes o suficiente para ouvirmos umas estranhas batidas que pareciam vir do telhado. Era como se alguém estivesse andando no telhado, já que as batidas vinham de cima do meu quarto, seguindo para o segundo quarto, e descendo para o terceiro e quarto. Resolvemos sair para verificar se conseguíamos ver alguma coisa no telhado. Pegando nossas lanternas e celulares, saímos todos juntos.

Primeiro checamos o telhado. Nada. Rodeamos o lugar procurando por algo que alguém pudesse usar para subir no telhado. Encontramos um grande cano que descia ao lado da janela onde eu pensei ter visto alguém mais cedo. Mas o cano não oferecia tanta segurança para que alguém pudesse escala-lo. Porém, notei algo estranho. A janela onde pensei ter visto alguém estava bastante suja, com umas estranhas marcas que desciam em cinco linhas, como se alguém tivesse posto a mão ali e arrastado os dedos sujos para baixo. Outra coisa que notei, foi que o cano ao lado da janela tinha deixado o solo naquela parte, bem lamacento. Qualquer um que passasse por ali deixaria marcas na lama. O que me deixou intrigado, é que não percebi nenhuma outra marca além da que eu mesmo tinha deixando com meu sapato.

Decidimos voltar para nosso dormitório e contar para os professores sobre o que ouvimos, assim que encontrássemos com algum. Mas, assim que chegamos, vimos que todos os nossos lençóis que tínhamos deixando no centro da sala, tinham sido arrastados para o banheiro. Parecia que tinham sido arrastados até metade da entrada do banheiro, então a porta tinha se fechado deixando metade dos lençóis presos com uma parte para fora. Já estávamos tão assustados, que decidimos fazer turnos para que uns pudessem dormir enquanto outros vigiavam, já que tínhamos que passar o tempo até as 8 AM, quando poderíamos sair para o café. O que planejamos funcionou, e pelo resto da noite tudo ficou tranquilo.

Pela manhã, encontramos os professores na cantina, e contamos para eles sobre o que tinha acontecido. Os professores ouviram pacientes, percebendo, pela seriedade em nossos rostos, que não estávamos mentindo. Um dos professores, Senhor Benton, disse que ouviu algumas batidas fracas e passos vindos da direção do nosso dormitório.

Já a Senhora Westwood, disse que pensou ter visto, várias vezes durante a noite, alguém passando pela janela do quarto dela. Todos concordaram em partir para um local diferente, e mais tarde naquele dia, subimos no ônibus e seguimos para uma área diferente.

Antes de sair, Steve e eu fomos conversar com o guarda da área e falamos sobre os eventos ocorridos naquela noite. E o que ele nos contou, nos deixou assustados por muito tempo.

Ele disse que uma garotinha estava brincando pelo local, quando viu o cano que levava para o telhado. Ela escalou, e ao chegar ao telhado que estava bastante molhado, acabou escorregando, caiu e quebrou o pescoço. Ela caiu exatamente junto da janela onde eu pensei ter visto alguém me olhando. A mãe dela, uma das funcionárias do local naquela época, ficou tão aflita, que acabou enlouquecendo, e se trancou no banheiro, onde ficou por um dia inteiro, falando coisas incoerentes. Então as 3 AM naquela mesma noite, ela saiu correndo, rindo histericamente pelo corredor, subiu no telhado e pulou, se matando no processo.

Essa foi a primeira, e espero que a última vez, que fui para a Tailândia.

Creepypasta dos Fãs: Adam Rodrigues, 07/10/2034


Adam Rodrigues 
07/10/2034 


Isso aconteceu tem alguns dias, ainda estou tentando entender os fatos.

Eu estava em casa com uma amiga, nós estávamos jogando WOW como sempre, quando eu saí para pegar mais refrigerante. Não aconteceu nada de estranho enquanto eu descia até a cozinha, nenhum barulho, clarão, vulto, nem nada do que costuma acontecer em histórias de terror ou suspense.

Quando eu voltei ela continuava na mesma posição, de costas para porta, mas o jogo estava estranho, os jogadores mal se mexiam e parecia estar acontecendo algum tipo de bugg que repetia os movimentos.

Fiquei meio chateado porque levamos semanas para chegar àquele level. Deixei os copos na mesinha e me sentei na cama ao lado dela para ver o que estava acontecendo.

Quando ela se virou eu vi que não era mais minha amiga quem estava lá. Essa pessoa ainda parecia a minha amiga, mas eu sabia que não era ela do mesmo jeito que você saberia dizer que um estranho não é o seu pai, mesmo se ele usasse as mesmas roupas e penteado que seu pai usa todos os dias.

Eu fiquei olhando enquanto essa pessoa falava como se fosse a minha amiga, mas usando uma voz monocórdica esquisita, que nem parecia humana, perguntando algo sobre os refrigerantes.

Eu pergunte quem era ela e o que tinha feito com a minha amiga. Ela me olhou de forma estranha, como se eu que estivesse fora de lugar.

Eu dei alguns passos cambaleantes para trás enquanto ela me perguntava o que estava acontecendo. Eu não tinha o que responder simplesmente saí do quarto esperando que as coisas voltassem à alguma forma de normalidade quando eu voltasse.

Me enganei muito.

Quando me virei meus pais estavam no corredor, bem atrás de mim. E, se o rosto monótono que devia ser da minha amiga estava perturbador, o deles era bem pior.

Havia algo decididamente não humano naquilo. O rosto estava enrijecido e sulcado, com a pele craquelando ao redor da boca e das narinas, a mandíbula parecia solta. Mas os olhos eram o pior, as pupilas tinham se contraído de tal modo que não eram mais visíveis, e eles arregalavam as pálpebras para mim, como numa expressão de surpresa.

Perdi completamente o controle e fugi para fora de casa. Nenhum dos rostos que encontre na rua me trouxe algum alívio. Todos apresentavam algum grau de deturpação. Desde o carteiro passando de bicicleta ao vizinho, duas portas adiante, lavando a calçada. Nenhum deles, apesar disso, me fez mal. Se quer prestaram atenção em mim.

Aquelas coisas que se passavam por meus pais vieram atrás de mim, me perguntando alguma coisa que eu não conseguia entender. A última coisa que vi foi o corpo de minha amiga espreitando pela janela, então tudo ficou escuro.

Quando acordei, em minha cama, já estava anoitecendo. Achei que tudo tinha sido apenas um pesadelo, só podia ter sido. Exceto pelos copos de refrigerante que continuavam na cabeceira, intocados.

Logo que saí do quarto percebi que a casa estava vazia.

Precisava ter certeza do que era ou não um sonho. Fui até a casa à direita da minha, dos Pereira, um casal de velhinhos que nunca saia de casa. Era a escolha óbvia, mas nesse dia eles também não estavam. A casa estava toda apaga... Na verdade, toda a iluminação da rua vinha dos postes de luz.

Voltei para casa e tentei ligar para vários lugares. Comecei com os celulares dos pais, tentei a casa dos meus amigos, dos meus avós, e farmácia 24 horas que ficava no fim da rua. Nenhum número estava recebendo chamada.

Tentei o Skype e o Facebook, mas não tinha ninguém online. Todas as atualizações eram de pelo menos 6 horas atrás.

No fim acabei entrado no WOW procurando algum dos meus amigos. Travado.

Tentei manter a calma e tive sucesso por 3 segundos.

A TV! Claro!

Quando eu à liguei, a minha estava sintonizada na CNN e passava as mesmas matérias da semana passada. Olhei a programação, era a mesma coisa, amanhã e depois. Quebrei toda a tela de 42 polegadas com os chutes que dei.

No fim o medo e a angustia se transformaram em exaustão, e adormeci ali mesmo no sofá da sala.

Desde então as coisas não se modificaram. As ruas continuam vazias, os telefones mudos, a Tv e a internet estagnadas, mas eu ainda consigo acessar minhas contas normalmente.

Estou postando este texto em todos os lugares possíveis, na esperança de que mais alguém ainda possa lê-lo. Tenho medo de sair nas ruas à procura de alguém pois não sei o que posso encontrar.

Por favor, responda se estiver ai. Se tiver alguma notícia do que acontece, se puder explicar alguma coisa.

Vou enlouquecer se continuar sozinho.



Autor: Luisa Freire e Marina Ferreira

28/08/2014

Creepypasta dos Fãs: Assovios


Sempre fui a única menina no meio de vários garotos, a maioria mais velho que eu, desde os 11 anos foi assim, mas isso nunca me afetou, pois eu sempre tive experiências frustrantes com amigas. Minha mãe nunca se importou, quem mais me incomodava era meu pai e minha avó, mas isso também não era de muita importância, até porque eu morei só com a minha mãe desde os 9 anos, quando meus pais se separaram. Há três anos e meio atrás me mudei para São Paulo, onde nasci e vivi a infância, que foi normal como muitos descreveriam. Meio ano depois de me mudar meu (atual) ex namorado veio morar comigo e com a minha mãe. Meu pai que o convidou após conhecê-lo, pois antes disso não era a favor da filha única de 15 anos namorar. Atualmente tenho 18 e o que aconteceu ainda me dá arrepios. O primeiro semestre morando com o namorado e com a mãe pareceu normal, tudo nos conformes. Ele, dois anos mais velho que eu, estudando e eu, idem. Nas férias de julho ele teve que voltar para a cidade natal onde eu morei por 6 anos para se alistar no exército. Pois, naquele ano, completava 18. Escrevendo agora, os minutos passam rápido, como se eu não percebesse meus dedos tocando as teclas desembestados a enfatizar meus antigos pesadelos. O alistamento dele se arrastou por três meses entre idas e vindas São Paulo/Caxias do Sul. Ele finalmente foi liberado, mas foi quando voltou definitivamente que meus sonhos começaram a se tornar intensos e eu sempre acordava com os pés suando frio e o estômago doendo por conta da gastrite forte.


Minha mãe é espírita e me conta histórias de quando era criança, cresceu em uma cidade menor que o meu bairro com um vasto repertório sombrio. Ela tinha medo de saci e sempre que tinha oportunidade, checava os cavalos do meu avô em busca de alguma trança na crina. Na segunda semana com o Victor (atual ex namorado) de volta, meus sonhos começaram a se tornar devaneios infantis da minha progenitora. Comecei a sonhar com sacis fazendo tranças em meus cabelos e uma risada profunda tocava meus tímpanos o mais fundo que podiam, eu podia até sentir o hálito de podridão que entrava pelas minhas narinas fazendo meu cérebro congelar. No começo pareceu inocente, nunca acreditei em sacis, aliás, sempre fui cética quanto à qualquer folclore, lenda ou conto pré escrito de internet.

Depois de muito tempo sem ter nenhum pesadelo ou sonho esquisito dormindo perfeitamente tranquila, eu estava certa de que eles não voltariam mais. Não mencionei anteriormente, mas Victor sempre foi ciumento e piegas, tanto que não podia chamá-lo pelo nome, qualquer apelido carinhoso, por mais irritante e grudento que fosse, estava bom pra ele. Naquela madrugada, minha insônia me pegou desprevenida. Fui deitar cedo, pois tinha ajudado meu pai na revisão do carro naquela tarde. O relógio já marcava mais de duas e meia da madrugada e eu me revirava de um lado pro outro da cama tentando achar uma posição que me deixasse confortável levando em conta o fato de que Victor tinha um sono profundo e não acordava com menos que três despertadores. Deitei a cabeça no peito dele e foi ouvindo o som das batidas de seu coração que eu adormeci... Mas não completamente. Pude ouvir junto de seus batimentos, passos vindo até mim. Não passos. Passo. Um sujeito com uma perna só que perseguia minha mãe (e agora eu) em seus medos estava vindo em minha direção. Tentei me mover lentamente e quando eu vi que estava na mesma posição, me desesperei e tentei um movimento brusco, foi quando meu corpo todo formigou e eu não pude gritar nem fazer nada além de respirar. Apertei os as pálpebras o mais forte que pude e pensei “se eu vir algo, ou se alguma coisa me tocar, eu enlouqueço”. Quando consegui soltar um único gemido agudo e quase indistinguível, me livrei do transe e dei um pulo na cama.

“Victor!”, gritei. Ele acordou assustado perguntando o que tinha acontecido e eu não pude responder. O fato de eu ter andado com meninos a minha vida toda, sempre me tornou durona e eu não me atreveria a desfazer a concepção que Victor tinha sobre mim contando que estava tendo pesadelos sobre saci. Então apenas sussurrei “nada, só pensei ter escutado alguma coisa”. Logo depois de cair sua ficha, ele voltou a dormir com a cara fechada por eu tê-lo chamado pelo nome.

Aquilo me irritou mais do que costumava, nunca fui de chamar de “amor” e afins, mas estava acostumada, só que dessa vez foi diferente, fui dormir com uma sensação de que eu tinha alguém do meu lado que não pensava nem vagamente em me proteger, me senti frágil e insegura. Voltei a dormir e acordei na manhã seguinte com a minha mãe dizendo que meu celular não parava de tocar. Fui até a tomada do outro lado do quarto onde meu celular estava carregando e vi cinco ligações perdidas, todas de números diferentes que não estavam salvos na minha lista. Tentei ligar para cada um deles várias vezes, mas a mensagem “esse número não existe” e a voz daquela mulher que na quinta tentativa eu já estava xingando de desgraçada pra baixo, não me deixaram muito satisfeita. Após a décima tentativa eu desisti, mas permaneci com o celular por perto o resto do dia. Nada aconteceu, ninguém ligou, nenhuma mensagem.

Decidi continuar meu dia normalmente, sem esperar que alguém me ligasse ou que alguma coisa fora do normal acontecesse, mas a curiosidade não era pouca, eu ainda queria saber quem era o autor daquelas ligações. Dei-me por vencida no final do dia e quando saí do banho, Victor estava sentado na minha cama com cara de poucos amigos me olhando desconfiado e eu sabia o que estava por vir antes dele ele abrir a boca e perguntar quem tinha me ligado tanto de tantos números diferentes e porque eu tentei retornar tão desesperadamente. Tinha experiência em contorná-lo, então só disse que eu também gostaria de saber, se ele quisesse vasculhar o resto do histórico pra ver se achava mais alguma ligação dos números, para ficar à vontade. Depois que ele procurou em todos os cantos do meu celular, entregou-o de volta pra mim e falou que ia se deitar. Foi ao banheiro escovar os dentes, voltou e se deitou direto. Ele nunca tinha me tratado com tanta frieza, mas eu não liguei e me deitei também. Acordei no meio da madrugada com os pés suando frio de novo, não pude me lembrar claramente do sonho dessa vez, mas eu sei que senti alguma coisa tocar meus cabelos. A cabeceira da minha cama fica embaixo da janela e, pela primeira vez, tive a sensação de estar sendo observada, mesmo morando no sétimo andar de um prédio.

Acordei no dia seguinte para ir à aula, desci para tomar café e minha mãe que estava concentrada demais na cafeteira não respondeu ao meu “bom dia”, só perguntou como eu tinha dormido e porque estava com olheiras. Disse que não consegui dormir porque estava com dor de estômago, ela me deu um remédio e depois que eu terminei de comer, coloquei meu prato na pia dei um beijo nela. Quando me virei para ir embora ela proferiu assustada “nossa, filha, não sabia que você sabia fazer tranças tão bem”. Senti um arrepio por toda minha coluna até o fim da nuca, passei a mão pelo meu cabelo e uma trança fina e apertada escorria até as pontas do cabelo. Disse um “obrigada” meio trêmula e gaguejando e nem me dei ao trabalho de dar tchau ao Victor.

Desfiz aquela trança com raiva e angústia no meu caminho pra escola e as cinco horas e meia pareceram rápidas, como se quisessem me tirar dali. Voltei pra casa, o dia foi normal, tudo como eu esperava que fosse até eu me deitar. Assim que meu corpo todo repousou sobre a cama, eu senti um vento frio como se fosse um sopro atrás da orelha, foi quando eu ouvi baixinho, fininho, quase inaudível... Um assovio. Assim, vindo do nada e cada vez mais alto e mais perto, percebi que o objetivo era não me deixar dormir. Virei para o lado na esperança de tampar os ouvidos, mas o barulho continuava, mais agudo, mais perto. Me pus sentada e, com todas as forças que eu consegui reunir, olhei pela janela. Nem sinal de coisas estranhas. Pensei que fosse só minha imaginação e decidi acender um cigarro. Um segundo depois de riscar o isqueiro, a chama se moveu rapidamente e apagou, como se alguém tivesse soprado, tentei mais uma vez e a mesma coisa aconteceu. Ouvi de longe um barulho familiar, se aproximando cada vez mais e percebi que os assovios já tinham cessado e, de repente, eu ouço uma risada pouco longe se tornar uma gargalhada alta e estridente. Me bateu a consciência e eu voltei para baixo dos cobertores. Nem sinal de Victor acordar. Eu me sentia observada, me sentia vigiada e já tinha desistido de acender meu cigarro quando eu senti um cheiro forte de fumaça. Não era do meu cigarro e nem do cigarro da minha mãe, Victor não fumava. Vinha da janela, uma fumaça escura, mal cheirosa, grossa, reuni o que restava das minhas forças novamente e olhei trêmula pela janela. Uma criatura preta se moveu rápido pelo quintal e eu não pude discernir se era um animal ou o que eu temia.

Decidi ir ao banheiro lavar o rosto e tentar me convencer de que tudo não passava de imaginação. Quando voltei, olhei o parapeito da janela e pegadas de um só pé com terra iam da janela e andavam em círculos pelo chão inteiro do meu quarto. Eu não sabia o que fazer, não pude correr nem gritar então, estática, senti alguém passar por mim numa velocidade tão grande que só pude sentir o vento dele passando, várias e várias vezes e a risada cada vez mais alta, o barulho dele pulando, o cheiro de fumaça, tudo aquilo estava me deixando louca e com vontade de chorar. É claro que eu sabia que era só roubar sua touca que ele ficava sob seu comando. Mas não tinha forças e o medo me consumiu até meu último nervo. Abri os braços na esperança dele esbarrar sem querer, pude sentir alguma coisa duas vezes, mas ele era mais rápido, passei a mão em meus cabelos e encontrei uma trança única, grossa e bem amarrada. Nessa altura eu só consegui rir e esperar que ele me deixasse em paz até meu riso virar choro. Ouvi minha mãe me chamar uma vez, mas não consegui responder, antes que ela pudesse me chamar pela segunda vez, eu ouvi passos no corredor e a próxima coisa que vi foi minha mãe me levantando do chão, eu aos prantos sem saber se ela acreditaria em mim. Mesmo sem saber como usar as palavras e em que ordem colocá-las, eu contei, desajeitada e envergonhada. Ela vasculhou a gaveta do criado-mudo e achou uma garrafa com duas tranças feitas de palha, colocou na minha janela, fez questão de enfatizar que acreditava piamente em mim e disse que aquela garrafa a manteve salva até seus 20 anos e que aconteceria o mesmo comigo. Essa noite eu dormi com ela.


Autor: tarikec


26/08/2014

Creepypasta dos Fãs: O Encontro

- Droga! São 19h12min. Ela deveria ter me encontrado aqui às 18h00min! Por que ela sempre se atrasa?

Ela sai às 17h30min! Quer saber, ela sabe o caminho, não serei mais trouxa ou otário que todo mundo faz o que quer!

Levanto-me e saio caminhando, meio frustrado em direção à estação de trem. Deveria encontrar minha namorada aqui, no parque do bosque próximo a estação para, depois de um dia cansativo de trabalho, irmos para casa juntos.

- Ela provavelmente deve ter ficado batendo papo com alguma amiga ou sei lá o quê! Odeio isso nela, nunca pensa em mim!

Próximo à estação, que fica a uns 150m ou 200m de distância dali, percebo uma movimentação, algumas pessoas correndo em direção à praça em que eu estava. Outras voltando chorando, carros de polícia se aproximando. Alguma coisa me manda voltar. E o que vi era algo jamais imaginado. Horrível!

Reconheço, mesmo tingido de um vermelho mórbido, o vestido branco e esvoaçante que tanto gostava na silhueta do que deveria ser a garota que amo. Seus cabelos, esvoaçantes a brisa da praça, encobriam parcialmente um rosto outrora angelical. Curiosos cercando o local. Pessoas ensanguentadas ao redor da minha garota. Policiais correndo ao seu encontro.

“- Minha nossa! O que aconteceu?” Eu pergunto em voz alta, meio atônito.

Uma voz, no meio da multidão declara: “- Eu vi tudo! Ela enlouqueceu! Saltou do meio do mato agarrou aquela moça de calça jeans e mordeu seu pescoço. Arrancou-lhe a traqueia numa só mordida. Daí correu em direção aos garotos e os atacou. Mesmo levando alguns socos e chutes dos rapazes, agarrou a cabeça e furou os olhos daquele com os dedos e pulou em cima do outro, mordendo seu rosto. Eu corri pra chamar ajuda enquanto ela atacava uma senhora. Foi horrível”.

Ela reconhece meu rosto na multidão e, chorando, caminha em minha direção. As pessoas ao meu redor se espantam, alguns gritam, outros se armam com o que tem na mão. Ela me olha e diz com sua voz doce e suave: “- Amor, o que está acontecendo? Estou com medo. Porque eu estou cheia de sangue?”. Neste momento, percebo seus olhos escurecerem. Seu semblante não parece o mesmo de segundos atrás. Um grunhido seco ecoa desde sua boca. Ela corre em minha direção.

Ouço um estampido seco. O policial mais próximo, ainda ofegante da corrida do carro até o bosque, atira nas costas de minha amada, que não parece se abalar. Ela empurra um homem em sua frente. E mais outro e mais outro. Parece querer chegar até mim. Mais disparos. Seu corpo cai de bruços próximo a mim. O desespero da multidão não se compara ao que sinto. É impossível descrever o que se passa em minha cabeça. Meu peito parece que vai estourar e meu coração está quase saltando pela boca. E esses últimos segundos parecem uma eternidade.

Minha doce princesa agoniza e, com o pouco de forças que lhe resta, vira de barriga para cima. Em meio a lagrimas, tosse e engasgos por causa do sangue em refluxo pela garganta ela fala: “-Amor, o que está acontecendo? Está doendo. Estou com med...” E para de respirar.

Estou em choque. Não consigo entender o que aconteceu. Só consigo chorar e pensar que perdi minha preciosa.

Um grito medonho ecoa no parque.

Parece que uma garota próxima a mim está tentando morder alguém...


Autor: Xandre Reish

Creepypasta dos Fãs: Carazi

E aí, depois de ler tudo isso, deu vontade de ir ao banheiro? Ou quem sabe beber um copo de água, leite…? Vá em frente, ora. Mas tome cuidado ao voltar.

O carazi é aparentemente um garotinho de seis anos de idade, com olhos negros e sem íris, pele costurada no lugar da boca e garras nos dedos. Durante a noite, ele entra nas casas, alojando-se em qualquer cômodo, exceto nos quartos. Pode estar escondido debaixo do sofá, atrás da estante ou dentro de uma gaveta. O carazi não é uma criança comum, como você deve ter notado: ele se contorce de tal forma que cabe em qualquer lugar. E ali permanece, esperando.
A partir do momento em que há algum movimento na casa, ele vai investigar. Se ver alguém – você, por exemplo – que se levantou para beber água ou, quem sabe, desligar a TV da sala que foi deixada ligada, ele passa a observá-lo. O efeito é imediato: você começa a sofrer de insônia e não conseguirá mais dormir.
Concentrando-se, você poderá ser capaz de ouvir o carazi. Ou escutará seus passos, ou sua respiração anasalada, ou algum objeto no qual ele possa esbarrar sem querer. Quando ele ver que você está fora da cama, receberá uma espécie de permissão para entrar em seu quarto e lá irá se instalar.
Geralmente, ele se esconde embaixo da cama (talvez isso explique os ruídos noturnos que te atormentam…). As vozes, os arranhões, aquela presença estranha, tudo isso pode ser obra do carazi. O tempo passa e o carazi está há tanto tempo debaixo de sua cama que você passa a vê-lo inclusive de dia. 

Mas apenas você o vê, e as pessoas pensam que está paranoico. Você tem duas opções: ignorá-lo ou contar tudo e ser taxado como um louco alucinado.
Se estiver pensando em se levantar e apagar a luz, pense de novo. O simples ato de se erguer da cama já é o suficiente para autorizar o carazi a atormentá-lo. Se, por algum acaso, ouvir ruídos estranhos ou sentir uma presença ou mal-estar… Bem, esse texto em nada ajudou, a não ser a informá-lo. Acredito que não haja mais nada a fazer em seu caso.

Autor: clockmeat325


Creeper da Semana: Yasmin de Jesus Pires


Idade: 14 anos

Estado: Espirito Santo

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: O medo é um sentimento temido por muitos e adorado por poucos. Bom, eu sou um desses poucos. Gosto da sensação do medo, da espinha congelando, do coração batendo mais rápido e isso me levou à procurar mais sobre creepys e filmes de horror. Acabei conhecendo o blog por acaso e acompanho desde 2011.

Espero sinceramente ser escolhida ^^

(Creeper de Semana - 25/08/2014 à 31/08/2014)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!


24/08/2014

Creepypasta dos Fãs: Slender não tão mal

Ola meu nome é Alaner vou lhes enviar este email contando a verdadeira historia do slender-man

1904-Cientistas descobrem uma caverna que batizaram de Scratches em português significa arranhões pois as paredes estavam totalmente arranhadas e nela diferente da maioria da cavernas não havia agua magma ou animais outra coisa ela não era feita de pedra calcaria. Mais o que mais intrigou os cientistas foi um liquido pegajoso no chao da caverna o qual foi levado para ser estudado e descobriram que era uma mistura de enxofre mercúrio e urina esta foi uma caverna que não ficou famosa porque ficava muito escondida no meio de uma floresta de espinheiros que ficava entre duas montanhas enormes e a decida até a floresta era muito escorregadia.

1935-Jovens que tinham acampado por perto viram um ser carregando uma criança recém-nascida nua ele disseram aos policias que era uma coisa que da barriga para cima tinha a silhueta de uma mulher mas da barriga para baixo era diferente parecia esta descascando, tinha uma barriga enorme tinha uma espécie de asa escura que ficava abanando de um lado para o outro fazendo a flutuar tinha garras enormes e mas o mais assustador era rosto ou a ausência dele na parte "humana" do seu corpo mas o mais intrigante vem agora na noite anterior a eles avistarem aquele monstro eles ouviram um grito estridente muito alto tão que era capas de furar os tímpanos e o mais estranho é que o bebe não tinha rosto igual a que ele disseram que era a mãe dele.

1947- É encontrada a criatura morta ao lado de uma criança que tinha se perdido na floresta que disse que ela chorou e o que ela disse que se chamava traduzindo para o português senhora da floresta a agarrou e começou a leva-la e quando a menina que era muito crente disse Cristo me proteja de todo o mal amem o monstro gritou e então morreu o corpo do monstro foi levado para ser estudado.

1949- Os cientistas reencontram a caverna só que desta vez o liquido estava nas paredes formando as palavras REVENGE(vingança) Death children(morte as crianças).

1950- Varias crianças começaram a desaparecer na região depois de uma semana no estado inteiro havia crianças desaparecendo.

1951- Varias pessoas Afirmam ter visto um homem de terno correndo pela floresta que começou a ser chama de de floresta de sangue por motivos óbvios.

E a caverna bom a caverna esta cheia de vasilhas de sangue e varias gaiolas penduradas. Pensando o slender-man esta apenas tentando se vingar mas claro ao seu modo


Autor: Alaner da Silva

Creepypasta dos Fãs: Tão normal

Eu sou tão normal quanto todo mundo, porque isso tem que acontecer logo comigo? Eu só quero a minha vida de volta, minha mãe e meu pai, mas agora estas pessoas estão me caçando dentro de minha própria casa, e eu não tenho mais sossego.

Tudo começou há dois dias atrás, eu estava comendo bacon frito na cozinha, quando senti uma dor incrivelmente forte no peito. tentei telefonar por ajuda, mas quando cheguei ao telefone estava tão fraco que acabei por desmaiar. Então, eu acordo algum tempo depois, a dor havia passado, mas minha visão estava embaçada. Eu olhei para o meu prato e vi que havia muitas moscas nele. Jogo o resto do bacon fora, com muita raiva dos mosquitos, e resolvo ligar para a minha mãe, pedindo a ela que ligue para o hospital e marque uma consulta para mim, pois eu estava realmente me sentindo esgotada, como se tivessem sugado o ar dos meus pulmões, e precisava tentar descansar. Fui assistir TV no meu quarto, que fica um cômodo á esquerda da entrada.

Depois de alguns minutos, a falta de ar ainda continuava insistente, então, tentando me prevenir, ligo para minha mãe novamente, quando eu ouço um barulho de pancada na porta, paro por um segundo e ouço ela atendendo o telefone:

- Alô, filha. O que aconteceu? Tento não fazer barulho, e deixo ela esperando uns 5 segundos, e então ouço minha porta ser arrombada e pessoas correndo para dentro de casa. Eu tentei pensar rápido, então só gritei para a minha mãe:

- Eu estou em casa ainda, me ajude!

E então eu largo o celular no chão e subo no tubo de ventilação do prédio, arrancando e colocando a tampa de volta da maneira mais silenciosa que eu posso, e então fico escondida lá.

Mal deu tempo para eu recurar o meu fôlego, e eles já estavam lá no meu quarto, aquelas pessoas estranhas com roupas pretas e máscaras de oxigênio, sondando todo o quarto, pelo jeito procurando alguma coisa.

Depois de algumas horas, eu passei a pensar que aquelas pessoas estavam me esperando, tirando fotos de tudo, e não saiam nunca todos do meu quarto de uma vez, me deixando sem chances de escapar.

Após algum tempo presa, eu comecei a perceber algumas coisas estranhas acontecendo comigo: as minhas emoções estavam muito fortes, e quando eu me irritava muito, como quando um deles deu um chute no meu PC, pelo jeito frustrado por não conseguir me achar, uma lâmpada explodiu, no começo eu achei que era coincidência, até que eu percebi que eu não estava mais tão nítida quanto antes, quase esfumaçada, e como parecia que eu conseguia sentir como se tudo do meu quarto e da casa estivesse ao meu alcance, quase encostando em mim! Enfim, acho que estas são de departamento do governo dispostos a me caçar, afinal, não sei como consegui meus “poderes”, mas não era nada normal alguém fazer o que eu fazia, tanto que até o final do segundo dia, eu já conseguia mover objetos, resfriar e esquentar o ar do cômodo, e hoje, eu já consigo me tornar invisível, e com isso, eu já não tenho mais medo dessas pessoas estranhas, e depois de hoje elas não vão mais ficar aqui, ou pelo menos não vivas...

______________________________________________________________________________

Relatório 2º dia: o diagnóstico do corpo foi feito, e diferente do que achávamos, a causa da morte foi um simples ataque cardíaco, e não um vazamento de gás, mas há uma ligação, que parece ter sido feita após a morte do indivíduo, e que ainda não pode nos ajudar a descobrir o que aconteceu com o Sra. Luana Mendes, a mãe da garota ainda se encontra em estado de choque por conta do conteúdo da mensagem.

Anotações internas - não incluir no relatório oficial

: Vários objetos tem se mexido na casa, e mais de uma vez nós ouvimos barulhos no tubo de ventilação, pensamos em serem apenas ratos, mas alguns estão com medo de um serial killer que ainda estaria aqui( mas quem sabe um gasparzinho não aparece, né? rsrsrsrs.). Iremos pesquisar mais a fundo.


Autor: Ricardo Soares

22/08/2014

Creepypasta dos Fãs: Come Find Me

Lá estava eu, no meu computador como sempre, passava horas e horas, fazendo inutilidades que não mudariam em nada em minha vida.

 Uma pequena lembrança bateu em minha memória, sites de “Creepypastas”, eu amava aqueles sites, sempre quando não tinha nada para fazer sempre lia essas estórias, entrei normalmente num site qualquer redirecionado pelo Google, seu design era bem comum, como qualquer site sobre o assunto.

Passei alguns minutos lendo, enquanto minha paranoia aumentava, mas isso é normal, afinal, essa é a finalidade de sites desse tipo, aumentar seu medo e paranoia.

A esse estado não parava de olhar para os lados e para trás, sentia sempre que alguma coisa se aproximava, mas gostava desse sentimento, eu amava sentir medo, mas não esperava o que vinha a seguir...

Estava olhando os tags das postagens, coisas normais como: “Creepys sobre jogos”, “Episódios Perdidos”, entre outros, olhei ao lado, todas tags estavam ao lado direito da página, mas havia uma que despertou minha curiosidade. Nela estava escrito “Data”, já tinha ouvido falar sobre isso, especialmente em jogos, pensei que fosse algo secreto, que os Administradores esqueceram-se de apagar, então cliquei.

Havia apenas uma postagem: “Data”, cliquei nela, o navegador travou, mas logo voltou, era apenas uma página em branco, mas a barra de rolagem dizia que havia mais coisa ali, fui abaixando com as teclas até chegar a um texto branco, escrito com Arial: “Now you are like me”. Traduzi com ajuda do Google Tradutor, aquilo queria dizer, “Agora você é como eu”. O que aquilo queria dizer? Abaixo estava escrito em uma letra bem minúscula, quase imperceptível, copiei o texto e colei novamente no tradutor, o texto era: “Come find me, or I’ll find you”, que significava: “Venha me encontrar, ou eu vou encontra-lo”. Eu ri, achando que era apenas um post para dar mais um suspense para a noite nublada e chuvosa que estava naquele dia.

Desliguei o computador e desci para jantar, minha mãe já tinha me chamado há uns dez minutos atrás, a comida já estava fria pelo jeito, cheguei à cozinha, meu prato não estava mais na mesa, meu pai e minha mãe conversavam alegremente enquanto jantavam, coisa rotineira. Falei com minha mãe perguntando onde estava meu prato, ela não me respondeu, fiz a mesma pergunta e não obtive resposta, desta vez gritei, não estava bravo, sabia que minha mãe não era surda, meu pai continuou do mesmo jeito, parecia que não me notavam, pera aí, não me notavam?

Toquei no ombro de minha mãe, ela notou e logo deu um grito, fiquei sem reação, meu pai perguntou o por que daquele escândalo, o que minha mãe disse gelou minha alma:

- Sinto que algo me tocou, mas não tem nada atrás de mim!

Como assim, eu estava lá, porque não me notou? Meu pai disse que era apenas a imaginação dela. Após alguns segundos paralisado, tentando decifrar o que estava acontecendo eu puxei a cadeira e me sentei, meu pais olhavam atônitos para a cadeira. Meu pai disse:

- A cadeira se moveu sozinha...

Minha mãe que era muito supersticiosa subiu correndo para meu quarto, eu a acompanhei, apenas ouvi minha mãe gritando:

- Filho! Onde está você?! Filho!

Meu pai após ouvir isso também a acompanhou, correndo desesperadamente. Encontrei minha mãe as lágrimas me procurando em todo lugar, meu pai tentava acalmar ela. Minha mãe era do tipo que sempre acreditou no sobrenatural, mil coisas deveriam estar passando em sua cabeça após os eventos.

Eu estava agachado no canto da sala, com os olhos marejados. Por que não conseguiam me ver? Porque não percebem que estou aqui?! Depois de procurar em toda casa lá estava meu pai, abraçando minha, mãe tentando reconforta-la dizendo que apenas tinha saído. Eles ficaram ali, parados até o sol nascer esperando minha volta. Eu não sentia sono, apenas fiquei olhando, sem poder fazer nada. Finalmente meu pai pegou o telefone e ligou para a polícia, registrando o que havia ocorrido.

Milhares de coisas passavam em minha mente, 95% delas eram sobre a estranha tag que nunca tinha visto, “Data”. Aquele dilema ficava cada vez mais denso em minha mente, ao ponto de enlouquecer. Subi as escadas correndo para meu quarto, meus pais não estavam mais em casa.

Liguei meu computador, não aguentava mais essa situação. Quando abri meu navegador, a página inicial que antes era o Google se transformou no site “Cleverbot”, aquele onde era possível conversar com uma espécie de “pessoa falsa”. Mas por que aquele site? Logo ele começou a escrever:

Cleverbot: Come find me.

De novo aquilo, entrei no Google Tradutor, escrevi e mandei a ele:

User: Why? (Por quê?)

Cleverbot: Because I can see you.

“Porque eu posso ver você”, Meu cérebro se embaralhava mais ainda.

Cleverbot: Come find me, or I’ll find you.

A mesma coisa do que estava escrito no “Data”.

User: Data?

Cleverbot: I’LL FIND YOU. (Eu vou te encontrar)

Cleverbot: DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA DATA.

A cada palavra que ele digitava, um aperto no coração eu sentia, até que uma nova guia foi aberta, era aonde se encontrava o post “Data”, senti um gelo percorrer minha espinha quando vi que havia um vídeo.

Uma nova aba do Cleverbot apareceu, desta vez estava escrito:

Cleverbot: Video.

Eu fiquei alguns minutos parado, olhando o player, que era diferente do Youtube, outra aba abriu:

Cleverbot: Click.

Eu já estava prestes a enlouquecer, mandei tudo pro espaço e cliquei.

O vídeo demorou alguns minutos que pareciam eternidade para começar, finalmente começou... Eu me assustei dando um “Jumpscare” e soltando um grito baixo, naquela tela estava eu, eu estava na tela. Não me segurei mais e avancei na Webcam, a despluguei e joguei no chão, o vídeo parou de carregar, mas logo começou novamente, percebi que algo estava filmando minhas costas, eu paralisei. Uma nova aba se abriu:

Cleverbot: Don’t look back. (Não olhe para trás)

Cleverbot: I found you! (Eu encontrei você)

Eu senti algo me tocar, pareciam dedos frios com longas unhas neles, o ser virou meu rosto, então finalmente pude ver.

Era uma mulher, estava com uma longa capa preta com detalhes amarelos ouro com longas cruzes pregadas em suas vestes. Ela usava uma mascara de outro, não conseguia ver seu olhos, eram vazios, apenas pude ver de relance quando se aproximou de mim, aquilo no lugar de seu olho esquerdo era uma câmera. Ela finalmente cravou suas unhas em meu olho esquerdo o arrancando e colocou uma espécie de câmera portátil que o fios se fixaram dentro de meu crânio, ela logo arrancou o outro. Para minha surpresa eu não estava cego, mas apenas podia enxergar com meu olho esquerdo, eu estava com a visão em preto e branco com uma leve moldura que se pode ver em câmeras de vídeo.

Após isso ela colocou uma mascara sobre mim, semelhante à dela, ela falou algo, algo que nunca mais sairá de minha mente:

- Shiki.

Logo veio em minha mente um livro que li sobre relatos paranormais, nesse caso uma médium não conseguia descobrir que tipo de espírito era aquele, logo ela se tocou que era um fantasma familiar, um fantasma familiar é aquele que é controlado por uma pessoa com poderes psíquicos extraordinários, esse espíritos também são chamados de “Shiki” pelos japoneses.

Finalmente me toquei... A partir de a agora sou apenas um “Shiki”, apenas um espírito perdido para sempre nas mãos de uma pessoa qualquer, me tornei um deles de uma forma macabra que bagunçou meu estado, isso me leva a crer que sou subordinado de uma pessoa perversa, que usa pessoas como brinquedinhos para realizar seus desejos mais sádicos e perversos.

E aqui estou eu agora, tentando transformar outras pessoas em “nós”, estou apenas digitando isso como advertência, para desinformados de plantão, mergulhados em estórias qual queres apenas para realizar seus prazeres no medo, eu estou observando vocês, “nós” estamos observando você, mas você não pode nos ver. Já que não me enxerga...

Come find me.


Autor: Felipe Knapp 


Creepypasta dos Fãs: Creepypastas

Eu fugi deles mas eu sei que e só uma questão de tempo ate que me achem,não importa quanto eu corra quanto eu fuja eles sempre me acham.Estou desesperada,sozinha a final o que eles querem com uma menina de apenas 12 anos? Eles me pegaram quando eu estava em casa,eu consegui matar um deles ou melhor dois,eles haviam tomado a forma de meus pais querendo me enganar mas eu sabia que não eram meus pais.Então apos matar os impostores eu ouço um barulho estranho que não consegui distinguir mas ele era ALTO disso eu tenho certeza,e então entraram na minha casa,OH DEUS aquilo foi um inferno,todas as creepypastas que eu li TUDO estava se transformando em verdade.

Os homens me pegaram e me levaram a uma sala estranha,branca.... la era frio e das paredes saiam criaturas estranhas,magras ouço risadas vindo dessas "coisas" naquela sala maldita.Eu não podia me mexer algo me prendia só podia gritar enquanto aquelas coisas ficam me torturando rindo de mim. Então eis que uma porta que eu nem reparei que estava la se abre,uma moça chega trazendo uma seringa ELA QUERIA ME DROGAR!!! eu já tinha uma ideia do que eles queriam fazer comigo... EXPERIENCIAS ASSIM COMO EU VIA EM CREEPYPASTAS,não podia mover meus braços já as minhas pernas... eu fazia artes marciais então não foi muito difícil desarma-la e deixa-la inconsciente,aproveitei a porta aberta e sai correndo de um jeito que não me lembro consegui me livrar das amarras que me prendiam.E agora preciso de sua ajuda estou escondida neste inferno e as "coisas" ficam me perturbando zombando de mim sinto saudades quando eles eram apenas creepypastas.OH NÃO a mulher da seringa voltou... e trouxe COMPANHIA ela me injetou o que havia na seringa fiquei tonta e cai mas não desmaiei só fiquei um pouco "chapada" não conseguia me mexer mas eu ouvia claramente o que diziam:

-Doutor o que faremos com esta?

-Botem na cela de novo ah! e ponham a camisa de força mais apertada desta vez...

-E mesmo doutor, esquizofrenicos possuem uma força impressionante!

-Pobre garota ela nem ao menos sabe o que esta fazendo.


Autor: Lucas Francisco

Creepypasta dos Fãs: Imagens no Facebook

Inspirado em fatos reais...

Era uma noite comum, como todas as outras.Eu estava no tão popular Facebook vendo as postagens das páginas. Vi uma tirinha que realmente me fez rir e abri ela para ver comentários e tal, fiquei um bom tempo com a imagem aberta quando de repente a foto da tirinha simplesmente mudou para a imagem de um homem, um homem todo sujo sendo torturado, mas o nome da página e os comentários permaneceram os da imagem anterior sem ter como eu saber se aquilo era de outra página.Isso se repetiu umas três vezes, mesmo eu fechando a imagem a atualizando a página, então resolvi sair do facebook.

Subi no meu quarto para guardar umas coisas, ao andar no corredor tive a sensação de não estar só, mas pensei ser coisa da minha cabeça e sai. Depois de tudo resolvido em casa fui dormir, mas não foi uma boa noite de sono, tive um pesadelo horrível, era como se eu estivesse acordada e dormindo ao mesmo tempo, a respiração doída e difícil, meu coração estava disparado eu senti que algo ia acontecer.

Senti como se fosse minha alma saindo do corpo e voltando, olhei para o pé da cama e vi uma mulher de branco rastejando pro outro lado, num instante lembrei duma creepypasta que vi por cima que não lembro pra explicar muito bem, sobre algo como estar dormindo e acordado não sei, que não se deve olhar para certos lugares senão teria alucinação e então fechei os olhos rapidamente.E a única coisa que me veio em mente após isso era que eu não deveria abrir mais, fiz um grande esforço para não abri-los, e rezei para que conseguisse dormir logo.

Desde então as coisas estão cada vez mais estranhas e eu não sei qual será o próximo acontecimento...


Autor: dyessica.sm

Creepypasta dos Fãs: Noite no sítio

Era uma noite de sábado, as 21h. Estávamos conversando naquele sitio. Mal sabíamos o que podia acontecer a seguir. Quando chegou 23h fomos dormir. Mas quando estávamos desligando a luzes alguém bateu na porta. Quem seria a essa hora da noite? O amigo de minha mãe atendeu a porta, mas quando abriu, não havia ninguém, apenas um vulto passando de um lado para o outro. Ah, eu me esqueci de mencionar que aquele sitio era habitado antigamente por escravos, mas acho que isso não importa agora haha. Bom, voltando, quando o amigo de minha mãe saiu para ver o que tinha acontecido, claro, com a sua espingarda na mão, olhou para o lado direito, área dedicada aos animais, todos estavam mortos, sendo que a um segundo atrás eles estavam vivos. A porta estava aberta, então o amigo de minha mãe sai correndo em direção a ela, mas antes de entrar, é pego pelos pés por nada mais que a escuridão e arrastado até os animais mortos. Seu corpo esta destroçado. Todos nos saímos pelos fundos sem nem pegarmos nossas coisas. Nunca voltamos lá


Autor: Otavio Augusto


21/08/2014

Creepypasta dos Fãs: Canção Para Um Filho Querido

Arrumei-me para ir dormir, escovei os meus dentes e preparei minha cama. Logo mamãe chegou para me colocar para dormir e me dar um beijo de boa noite que ela dava todas as noites. Antes de dormir ela cantarolava uma canção para eu nanar, ela diz que é uma canção de ninar para um filhinho querido e eu logo adormeço, ela também diz que sou lindo como um anjo enquanto me acaricia o rosto. Durante essa noite eu acordei assustado por causa de um pesadelo e me levantei e fui procurar a mamãe, ela estava dentro de um quarto que ela sempre mantem fechado onde ela faz crochê.

Mamãe estava sentada em uma cadeira de balanço cantarolando a canção que me embalava no sono todas as noites para um boneco que repousava em seu colo, ela penteava os finos cabelos do boneco, mas eu não podia vê-lo muito bem, ele era grande, do meu tamanho, de uma criança de sete anos. Logo voltei ao meu quarto para me deitar e deixei a porta aberta, assim mamãe podia me salvar se algum monstro aparecesse e eu podia ouvi-la cantarolar, logo cai no sono novamente.

Acordei pela manha com mamãe me chamando para despertar e tomarmos café da manha. Não demorei a arrumar o quarto novamente e descer. O leite estava com um gosto diferente hoje, mas não me importei, deve ser só meu paladar estranho por causa de um resfriado que está chegando. Enquanto eu e mamãe comíamos, lembrei-me dela com o boneco, cantando para ele, então curioso decidi perguntar:

-Mamãe, por que estava cantando para aquele boneco ontem?

Sem mudar sua expressão sempre calma e tranquila, mamãe disse:

-Eu já te disse filhinho, é uma canção para um filho lindo e querido como você. Venha, já está na hora de conhecê-los.

Mamãe me levou para o mesmo quarto em que ela estava com o boneco e lá estava ele e mais outros 5 bonecos, agora podia vê-los bem com a luz do sol que brilhava estranhamente no cômodo nessa manha.

Eles eram muito parecidos comigo, cabelos castanhos, lisos e com curtas madeixas, eram estranhos, bem diferentes dos bonecos comuns.

-Canta para eles por que se parecem comigo e você acha que são seus filhos também, mamãe?

-Eles são meus filhos, querido. São seus irmãozinhos, lindos como você. Não acha?

Comecei a sentir-me mole, acho que estava mesmo resfriado, então mamãe me colocou em seu colo enquanto ela se sentava na cadeira de balanço.

-Vocês são todos tão lindos, parecem anjos, merecem ser eternizados com essa beleza angelical. Mamãe me olhava com um olhar estranho, ela parecia obcecada comigo.

Na mesinha que havia ao lado da cadeira, mamãe pegou suas coisas de crochê e me deitou em seu colo, eu não conseguia me mover, estava tão molenga e estranho, só sentia que mamãe fazia algo com as agulhas, mas nem erguer a cabeça para ver o que era eu conseguia.

Após com alguns poucos minutos, mamãe pareceu terminar o que fazia na minha barriga e então ela guardou as agulhas e pude ouvi-la mexer na sesta de crochê novamente. Eu já não
sentia o meu corpo e estava tão atordoado, tonto, e de repente metades das luzes na sala se apagaram... Em seguida o meu mundo inteiro se apagou e se tornou escuridão.

Naquela tarde mamãe costurou a tarde inteira, chegando ao por do sol ela estava terminando, só restava uma parte. Ela trançava as agulhas com a linha por minha pele, misturando os tecidos, fazendo com que meu corpo inteiro se parecesse com o daquele boneco que ela havia dito ser um de meus irmãos.

A noite eu estava lá sentado sobre um banco de madeira, misturado ao tecido que mamãe se empenhou a toda tarde para entrelaçar com minha pele, ela me colocou numa posição em que eu me parecia com um garoto muito comportado, minha roupa era nova, feita de crochê, como as que os bonecos de mamãe usam, meus olhos estavam com alfinetes, mantendo-os aberto, e minhas pupilas eram as novas almoçadas de prender alfinetes da mamãe.

Essa noite ela veio me ver e pentear os meus cabelos, ela faz isso todas as noites, nos arruma, penteia e cantarola a mesma velha canção, dizendo como somos lindos e como sempre seremos, orgulhosa de seu trabalho. Podia sentir meu corpo recobrar os sentidos, mas não podia movê-lo, eu estava paralisado na mesma posição em que havia sido deixado, até que me dei conta do que tinha acontecido aquela tarde. E então... Dor lancinante.

Autor: Jordan Wolf

Creepypasta dos Fãs: Acidente

Se isto for um sonho, por favor, que alguém me acorde! Eu não quero continuar a viver neste mundo depois que uma coisa dessas aconteceu.

Deus, você só pode estar brincando comigo. Por que?

Eu cheguei em casa depois de um dia duro. Depois de um bom banho e trocar de roupa, fui atrás do meu querido. Eu o encontrei no lugar de sempre, na lojinha da esquina, ele sempre estava lá me esperando.

Voltei pra casa junto com ele, nós teríamos uma noite divertida como sempre, assistindo a TV ou simplesmente sentados no sofá. Nós começamos a assistir a um filme, então eu fui na cozinha buscar um prato. Quando eu voltei….

Aconteceu um acidente. Seu pobre corpo ficou em pedaços. Na frente dos meus olhos, ele simplesmente. Oh Deus, me ajude. O que eu vou fazer?! E se eu voltar a loja amanhã e ele não estiver lá? O que eu vou fazer?! O seu cheiro doce ainda saia de seu corpo destruído, aquilo me deixava louca!!!
O que eu vou fazer??!

Minha felicidade desmoronou! Ele nunca vai voltar pra mim!! Estou sozinha nesse abismo de desespero!! Ele se foi tão rapidamente…. O que e que eu vou fazer agora?!

O que eu vou fazer agora que eu derrubei meu pudim no chão?!

Autor: Mya Oliveira

19/08/2014

Creepypasta dos Fãs: A Velha

"Era apenas uma noite comum como qualquer outra, depois de jantar junto aos meus pais e minha irmã, um ano mais velha do que eu. Meus primos apareceram do nada em casa e começamos a nos entreter contando histórias aterrorizantes uns aos outros. Eu tinha pouco mais que 8 anos e ainda tinha muito medo dessas coisas, mas não queria me mostrar medrosa. Meu primo mais velho disse que queria contar algo que era real e não era apenas uma lenda, como todas essas outras que havíamos compartilhado. Ele disse por volta da década de formação da nossa cidade (Maringá, no Paraná), onde ela não passava simplesmente de uma vila, havia uma casa destinada à crianças órfãs.

Quem cuidava delas era uma velhinha serena que quase nunca falava e que aparecia raramente fora da casa. Ela detestava ouvir qualquer tipo de barulho depois que se deitava e crianças normalmente têm pesadelos durante a noite. Conforme foram crescendo, as crianças começaram a desobedecer a senhora, que foi se mostrando cada vez mais insana, agredia e gritava com elas, toda a sua serenidade havia se esvaído. Um dia, um dos garotos não conseguiu dormir e acendeu sua vela ao lado da cama e resolveu chamar pela senhora em seu quarto. Chegando lá, aproximou-se da cama e chamou-a, nada aconteceu. O garoto, querendo pregar uma peça na velha, resolveu assustá-la, subiu na cama e apertou o pescoço da idosa, que acordou no mesmo instante, assustadíssima e logo em seguida não se mexe mais.

O garoto se viu ao lado do cadáver da senhora. Não havia nenhuma autoridade na vila e nem tampouco nenhum médico. Os moradores disseram que a velha havia morrido devido ao seu coração ter parado por causa do susto. O garoto, por onde passava, era encarado e alvo de ofensas dos moradores e colegas da casa em que morava, que agora era "administrada" por uma moradora vizinha, que se voluntariou a cuidar das crianças. Todos dormiam, menos aquele garoto. Não importava o quanto ele se virava, não conseguia dormir. "Maldita velha" pensou, "não me deixa dormir". Virou-se de frente e fitou o teto por alguns segundos e sussurrou "ainda bem que morreu, velha insolente, antes não nos deixava levantar durante a noite, agora não me incomoda mais".

Durante mais algum tempo permaneceu acordado, quando começou a ouvir alguns ruídos. Olhava por todo quarto: nada. Foi então que viu uma pequena silhueta se aproximar e subir até a sua cama. Foi então que viu a velha, tinha o cabelo desgrenhado e o rosto sem expressão. Ela pousou suas mãos no pescoço do garoto e apertou durante alguns segundos. A voz não saía e era como se seu corpo não respondesse a vontade de se mexer. Foi então que a velha sussurrou: "Crianças malvadas não têm um bom final. Vire-se para o lado e durma, ou alguém poderá assustar você!"

Nesse momento, meu primo soltou um grito e pulou pra perto de mim e da minha irmã, estávamos aterrorizadas, mas eu não queria mostrar isso, então levantei e disse: "pois eu não tenho medo! Dormirei olhando pro teto e duvido que algo acontecerá comigo!".

Naquela noite me deitei e não consegui dormir, virava para os lados e me concentrava em dormir, mas o sono não chegava. Lenda idiota, zombei e ainda assim me causou medo. Do nada, surgiu uma sombra sobre mim. O medo tomou conta de mim quando eu senti um grande aperto na garganta. Tentei me mover e não conseguia, também não consegui gritar minha irmã do outro lado do quarto. Só conseguia olhar pra cima, pro rosto branco e enrugado daquela velha assustadora."

Essa foi uma história contada pela minha mãe. Ela afirma com toda certeza que aconteceu, treme e se assusta toda vez que toca no assunto. Eu pensei em zombar dela e dizer que achava tudo uma besteira, pois sou muito cética, mas desde que eu me lembro, ela dorme de barriga pra baixo. Você se arrisca a zombar da velha e esperá-la no meio da noite, olhando pra cima? Lembre-se: Boas crianças se viram e dormem.

Autor: Emilly Gabriela


Creepypasta dos Fãs: Vamos Fazer uma Coisa?

Olá leitores, como vão, como anda a vida de vocês? Vamos fazer uma coisa? Hoje eu estou escrevendo esta história, o acordo é o seguinte, ou você fecha o texto ou você lê, mas após começar a leitura, você tem que jurar que não parará até terminar de ler, até o ultimo ponto, mas se você ler, isso trará grandes consequências, então eu lhe recomendo a fechar o texto e continuar a sua vida monótona, mas se você quiser ler sabendo das consequências prossiga o texto após o três...

Um...

Dois...

Três...

Hum... Você é corajoso, vou lhe repetir um ditado... Quem brinca com fogo... Acaba se queimando...

...

...

...

...

...

Ele era um bom homem, ele era muito jovem para ter este fim- Era oque se ouvia em seu velório, Gabriel Marques havia acabado de completar seus vinte anos e já estava em um caixão... Pobre garoto, ele era uma pessoa curiosa, ele adorava histórias que lia na internet e ouvia no youtube, ele procurava histórias por todos os sites, mas ele era realmente obcecado em creepypastas, ele lia todas as noites, ele pensava que não traria mau algum ver algumas historias, ele pensava que tudo não havia existido, que tudo era somente ficção, mas ele estava errado, o mundo tem um lado obscuro onde não se tem a certeza do que ou quem está lá, mas ele era corajoso (Que nem você leitor), ele queria saber oque estava escondido.

Um belo dia Gabriel encontrou uma pessoa, era uma pessoa oculta, ele não tinha proximidade com ninguém que estava naquela boate, ele estava sentado em uma mesa sozinho, parecia ter no mínimo 1,80 de altura, Gabriel, (ha ha) era tão insolente e ingênuo, ele foi falar com o homem, se ele soubesse o erro que ele cometeu, ele havia a intenção de animar o homem sentado...

-Olá – Disse Gabriel

-...

-Oque aconteceu?

-... Por que vocês falam tanto dele...

-Dele quem?

-Do meu irmão ...

-Quem seria seu irmão?

-...

-Qual é o seu nome?

-... Woods...

-Ok Woods ... Tem telefone?

-…

-Ta então, te vejo por ai.

Ah Gabriel, se você soubesse o quão irritado você havia deixado Woods no momento em que perguntou o nome de seu irmão, talvez você ainda estaria aqui para viver por mais alguns anos...

Chegando em seu apartamento, notou uma janela aberta em seu notebook, e nela estava aberta o bloco de notas escrito ‘’Eu sou aquele que tem L e U no nome’’, Gabriel achou que fosse somente um vírus nada demais, e também havia uma guia da internet, que estava direcionada à uma reportagem, era um site onde não divulgava nomes de pessoas e nem o local, só indicava o crime, e lá estava falando de uma família que foi assassinada pelo filho mais novo, havia sido encontrado o pai e a mãe, mas o filho mais velho até hoje não havia sido encontrado, Gabriel achou que fosse mais algo daquele mesmo vírus e foi dormir.

No dia Seguinte, quando Gabriel estava em seu trabalho como caixa de mercado, notou dentro da caixa registradora, uma nota, escrita ‘’A última coisa que ouvi de meu irmão foi... ’’ a nota estava rasgada no final, foi naquele momento que ele notou que algo errado estava acontecendo, mas como ele era tolo, deixou lhe passar uma historia que já havia visto, você que está lendo sabe o nome da historia e o seu final, mas eu acho que diferente de Gabriel, você já notou quem é a pessoa que está lhe procurando...

No final da tarde, Gabriel já indo a caminho de seu apartamento, aquele momento estava frio a ponto de embaçar as vidraças das lojas, e uma das lojas lhe chamou atenção, era uma loja de livros, ele entrou e deu uma olhada, não achou nada que poderia comprar com seu dinheiro naquele momento, saindo da loja, ele olhou a vidraça, naquele momento Gabriel não tinha mais controle de si mesmo, ele havia ficado pálido, na vidraça havia sido escrito uma frase, muito familiar para pessoas que leem frequentemente à histórias de terror na internet, uma frase que deixa as pessoas com frio na nuca ao lembrar da cara horrenda de Jeff, lá estava escrito ‘’Vá Dormir’’, Gabriel agora tinha se dado conta, a pessoa que havia feito o bloco de notas, que havia deixado aberta a pagina de reportagens e que havia deixado o bilhete na caixa registradora era Liu Woods, ele correu, correu, correu, como se não houvesse amanha, mas de fato, naquele momento, não importava onde ele fosse Liu saberia onde ele esta...

Ele correu para casa de seus pais, mas eles haviam viajado, ele arrombou a porta, pegou uma faca e começou a falar: ‘’Saia Liu eu sei que você está aqui’’, assim foi feito, Liu saiu da sombra que se formava na sala, ele havia a face com varias marcas de pontos e também havia com ele uma faca, ele disse: ‘’Gostou das palavras escritas na vidraça?! Você vai adorar ouvi-las agora... ’’, foi quando Liu tacou a faca em seu ombro e começou a fazer vários cortes em seu peito, eram aleatórios e lentos, fazendo com que sua dor fosse ainda maior, quando Gabriel estava prestes a desmaiar, Liu cortou seus membros com muita violência e agilidade, e Disse: ’Vá Dormir’’ foi então que Liu cortou sua cabeça, mas antes dele sair, escreveu uma nota, nela dizia:

"Todos que divulgarem, ou souberem de minha existência, podem se considerados mortos. 

ASS: Liu Woods"

Agora se lembram do nosso trato? Então, eu sou um cara muito orgulhoso, mas também sou extremamente rigoroso, e antes deste texto eu lhes falei das consequências, a consequência é ser caçado por um dos meus mais experientes caçadores, Liu não tem habilidades suficientes para fazer um arranhão em mim, então não se preocupe, eu não vou morrer, mas eu não diria o mesmo de você...

Autor: Jefi Tequila

Creepypasta dos Fãs: Abra os Olhos

Uma senhora está em sua casa, sentada em seu sofá. O sono começa a chegar, e seus olhos pesam mais e mais a cada segundo, até que se fecham.

Ela ouve barulhos vindos do segundo andar. Ela não se preocupa, devem ser seus dois netos fazendo alguma travessura.

Seus olhos se fecham novamente. Ela então ouve passos que parecem descer as escadas, e risadinhas seguidas de cochichos indefinidos.

‘’Vovó?’’ Pronuncia a voz de uma menina. A senhora sorri, e responde sem abrir os olhos, estava realmente muito sonolenta.

‘’Sim, minha querida?’’

‘’Vovó, do que a senhora tem medo?’’ Dessa vez é a voz de um menino que ela ouve, seu outro neto.

‘’Ah, de muitas coisas meu neto. O bicho papão é o meu maior medo. ’’ Brinca a avó, sempre doce.

Ela ouve risadas, e ri junto com eles, ainda sem abrir os olhos.

‘’Não se preocupe’’ A garotinha disse. ‘’Há coisas piores’’

Ela abriu os olhos, mas eles tinham sido mais velozes, e seus passos eram ouvidos pela casa inteira enquanto voltavam para o segundo andar da casa.

A dona achou estranho, mas relevou, crianças geralmente dizem coisas estranhas.

Aconchegou-se no sofá e tentou dormir novamente, mas batidas na porta a interromperam.
Ela andou até a porta e indagou:

‘’Quem é?’’

‘’São seus netos, vovó. Fomos comprar doces e acabamos ficando para brincar com os filhos dos vizinhos. Saímos há algumas horas. ’’

Autor: 'Rafaela C. Souza'

Creepypasta dos Fãs: As Cartas

Ela sentava no fundo da sala, sempre vestia preto, da minha mesa eu podia vê-la escrevendo em um caderno com capa vermelha. Eu era o professor e ela a aluna, mas de alguma forma ela me atraia de uma maneira tão forte que eu não podia evitar olhá-la com o canto dos olhos. Seu nome era Katherina Wood. Na hora da saída eu pedia para conversar com ela e nunca consegui ouvir sua voz.

Certo dia uma carta aparece em minha mesa com um selo e um nome Katherina Wood.

Ao abrir a carta vejo uma linda caligrafia, letras bem trabalhadas e uma ortografia incrível. A carta dizia:

Sempre vejo o senhor olhar para mim e me chamando para conversar, mas tenho medo de aceitar, pois não sei o que irei te falar ou o que irei pergunta-lhe.O seu nome não me é estranho Sr.Livewood..Peter Livewood . Um nome que minha família nunca vai esquecer pois és amaldiçoado. O seu nome marca a minha família desde 1766, quando dormires com minha mãe. Espero que sejas feliz ao meu lado Sr. Livewood.

Com amor,

Katherina Wood.

Ao terminar de ler a carta, me arrepio e olho para o fundo da sala de aula e vejo-a escrevendo em seu caderno com os olhos fechados e quando os abre olha para mim, com os olhos escuros por inteiro. Um arrepio me percorre novamente. Termino minha aula e vou para o estacionamento pegar o meu carro, quando me aproximo vejo-a encostada na porta do passageiro, me esperando. Aproximo-me, puxo conversa, ofereço uma carona para casa. Ela aceitou, quando me aproximo de sua casa paro o carro e estaciono perto da calçada. Tranco as portas e me aproximo dela, ela se aproxima de mim e a beijo, ficamos horas dentro do meu carro. Quando terminamos continuo o caminho para a casa dela, estaciono em frente e vejo uma casa pintada de preto, as cortinas eram pretas.
Passo noites inteiras sem dormi pensando nela. Em uma noite de chuva, ela aparece na porta da minha casa com uma mochila grande nas costas. Ela me disse que fugiu de casa e me trouxe outra carta. Sento-me no sofá para ler, a carta dizia:

Caro Sr. Livewood, hoje venho a sua casa para completar meu ritual de imortalidade, para que isso ocorre-se eu precisa perder minha virgindade e o senhor me proporcionou grandes prazeres, a segunda parte seria tomar seu sangue enquanto está vivo e depois lhe torturar até a morte até que sua alma saia de seu corpo e venha para o meu, enquanto lia essa carta eu bebi seu sangue. A carta tem uma mágica que lhe prende e lhe anestesia, mas ao final desta carta o senhor agonizará todas as dores que essa carta lhe tirou, o que me proporcionará o mesmo prazer de um orgasmo. Durante um tempo sua alma ficará vagando pelo espaço até que encontre meu corpo. Nossas almas irão formar uma só.

Com amor,

Katherina Wood.

Ao terminar de ler a carta, sinto uma dor partindo meu coração em migalhas, sinto meu cérebro explodir dentro de meu crânio, meus órgãos se espremiam até formar um só. Sinto minha alma sair do meu corpo deixando uma marca em minha alma, passo a mão em cima e sinto duas letras KW. Duas letras bem distintas. As mesmas letras que estavam no selo das duas cartas que eu recebi de Katherina.

Minha alma se juntou a dela, não sou, mas a mesma pessoa. Sinto que ela irá fazer o mesmo com outros caras e eu irei presenciar, eles irão sentir as mesmas dores que eu.

Cuidado eu já vi ela fazer a mesma coisa com homens e mulheres. E você pode ser o próximo.

Autor: Raissa Simas Cedro

Creeper da Semana: Dickson Brenner Gomes


Idade: 15 anos

Estado: Piauí

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas:  Bem, eu tinha uma amiga que às vezes, enquanto conversava com ela, dizia que ia ler uma "Creepy", ou dizia que estava ocupada lendo uma "Creepy Pasta". Eu tinha conhecimento que essa minha amiga amava esse tipo de coisa (era dela que eu pedia recomendações de animes sangrentos Hahshahs) e por isso, eu também com o mesmo gosto voltado para o terror e para o sobrenatural, resolvi pesquisar o que era isso. Encontrei. Fiquei vidrado vendo aquelas histórias. E certa vez tava procurando lendas e histórias do tipo "Mindfuck" e parei aqui de novo (Foi o destino heuhaueha <3). Foi aí que me apaixonei. s2 Já era louco por essas coisas mesmo. ^^ Só sei que amo esse blog. :3 <3

(Creeper de Semana - 18/08/2014 à 24/08/2014)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!


16/08/2014

O livro em branco



O cheiro de naftalina e mofo enchem sua boca e narinas enquanto você mantém o livro aberto. O livro geme e lamenta. As páginas são amarelas com velhas manchas de café e xantos corroídos. A capa é lisa, com a exceção de algumas ondulações e riscos. O livro não tem título, e nem autor. Sem editores, e nem ilustradores. Sem críticas, sem fãs. Sem começo, e sem fim. Ninguém sabe que ele existe.


Você o folheia, páginas antigas, grudadas e apodrecidas. Nada, apenas símbolos ilegíveis pintados em alguns lugares da página. Asteríscos, estrelas, triângulos, olhos, números. Binários, Pig Latin, Zalgos. Os caracteres estão manchados, quase ilegíveis. Você consegue ler pequenas letras no final de cada página.

“Mas por quê?”

E se repete:

Os binários são traduzidos,

“Mas por quê?”

O Pig Latin é traduzido,

“Mas por quê?”

Até o zalgo é traduzido,

“Mas por quê?”

Nenhum lápis pode marcar as páginas do livro. Nenhuma caneta, giz de cera, tinta. Eles são insignificantes diante de seu frágil conteúdo.

Nenhuma mão humana pode tocar suas páginas sem que sinta dor. Nenhum animal, nenhum monstro, nenhum Deus. Eles são insignificantes diante dos feitiços escondidos dentro de cada símbolo.

Você folheia as páginas até o final, suas mãos queimam, lágrimas escorrem, pingando nas páginas. As lágrimas evaporam instantaneamente. Somem.. Desaparecem. Seu estômago se revira, suas unhas começam a cair. Seus dentes ganham estranhos tons de amarelo, depois cinza, então escurecem. Eles caem sobre sua língua roxa. Suas pálpebras tremem, e lentamente começam a cair no chão. Sangue substitui suas lágrimas. Você ouve seus ossos estalando e rachando, quebrando, partindo.

A pele ao redor de sua garganta aperta. Você encara o livro, as páginas zombam de você. Os caracteres saem das páginas, símbolos voam pelo ar. Fugindo quando seus dedos sangrentos tentam toca-los. Eles grudam em seu peito, onde permanecerão. Seu cabelo começa a cair, até não sobrar nada. Sua pele ganha um tom amarelado... o mesmo amarelo das páginas. Você aperta as páginas do livro, fazendo suas mãos queimarem mais.

Suas mãos se unem ao livro, transformando-se em páginas. Você perde suas roupas. Opa! Lá se vai seu almoço. Por toda a mesa, exceto no livro. Seja o que for que estiver acontecendo com você, esta tentando tirar todo o seu líquido; você tenta vomitar até não sobrar mais nada. Você começa a urinar até esvaziar sua bexiga. Seu nariz começa a escorrer, pingando sobre seu lábio superior. Suas narinas ressecam. Agora você começa a babar por todo o lugar. Baba até sua boca secar. Secar ate não sobrar mais nada para cuspir. Você luta para se afastar do livro, mas ele esta grudado em suas mãos. Você se bate contra a maçaneta, tentando abrir a porta. Você esta suando demais, suando até não poder mais suar. Você senta na frente da porta soluçando.

Você não pode parar o que começou. Você tenta chorar, mas suas lágrimas também já se foram. A única coisa que sobra é o seu sangue. O sangue escorre pelas suas bochechas, descendo pelo seu queixo. Escorrem de pequenos orifícios da sua pele onde suas unhas costumavam estar, espirram de cada glândula sudorípara, das palmas de suas mãos, de suas partes íntimas. Depois de dez minutos, você cai no chão. Sem saliva, sem vômito, sem suor, sem sangue, sem urina, sem vida.

Agora fica tudo fácil; o livro lentamente possui seu corpo em suas páginas até que você se vai completamente. Você se tornou mais uma maldita página do livro sem começo e sem fim. Em seu último sopro de vida, você consegue mandar uma pequena mensagem em sua página:

“Mas por quê?”

Os policiais chegam dias depois e entram no local. Eles reportam que não acharam nada, apenas um livro posto perfeitamente em cima de uma mesa sem nenhuma pista. Um policial atrás do outro desaparece misteriosamente depois de ler o livro. O livro é simplesmente passado para um ou outro, dia após dia, semana após semana, ano após ano.

O livro nunca vive ou more...

Seu número de páginas apenas continua aumentando...



15/08/2014

Creepypasta dos Fãs: A criança do quarto da frente

Crianças são bonitinhas e gentis, quando fazem algo errado ninguém acha que foi elas. Mas agora eu tenho certeza do que elas são capazes

1ª noite.

Eu, meus pais e meus irmãos fomos para um hotel luxuoso para passar uma semana. O hotel tinha muitos artigos de luxo e parecia coisa de rei. Pegamos nossa chave do quarto e subimos. Quarto 664. Subimos para o andar e estávamos abrindo a porta quando avistei uma menininha de 6 anos com vestido vermelho claro e cabelos cacheados, lacinhos, bordados. Ela tinha olhos azuis muito bonitos. A única coisa que acabava com sua beleza eram olheiras. As olheiras dela eram fundas e roxas, ela parecia cansada. Estava hospedada no quarto 666. Não liguei pra isso era só um quarto. O número nós assusta por natureza até ri com isso. Passei a primeira noite e juro que podia ouvir uma voz doce. Só que meus irmãos são mais velhos e eu tenho 14 anos. Então a voz doce só podia ser da minha mãe. Quando acordei olhei em volta vi uma pequena silhueta. Um relâmpago bate e vejo os olhos da menina. Ela diz "Oi Will" como ela sabia meu nome? Eu dei um pulo. Meus pais acordam e veem ela e perguntam "garotinha onde estão seus pais?" "Meu pai está no quarto da frente" "e sua mãe" "não tenho mãe" "desculpe perguntar" "eu não ligo" meus pais se assustam e abrem a porta do nosso quarto para saírem, depois a menina abre a porta do quarto dela e eles entram. Meus pais perguntam "cade seu pai?" "Ele deve ter saído na recepção. Ou foi falar com os amigos dele do outro quarto". Tudo bem eu posso ficar sozinha." Então meus pais voltam para nosso quarto e voltamos a dormir.

2ª noite

Voltamos de um parque de diversões cuja a menininha também estava lá. Porém sozinha. Fui deitar e percebi que o telefone do meu quarto ligou. Atendi e ninguém falou. Achei estranho mas realmente só queria dormir. Os olhos daquela menina estão na minha cabeça ainda. Como minha cabeça dói.

3ª noite

Estávamos prestes a dormir quando de repente a recepção liga "o senhor esqueceu seu celular na piscina" ótimo meu pai havia deixado o celular dele na piscina e eu que tinha que pegar. Fui até a piscina e do outro lado dela estava a menina. "Ola Will" novamente levei um susto. "Menina volte para seu quarto você está sozinha aqui!" "Não tenho medo." "Qual seu nome?" "Beatrice" "Então Beatrice.. Eu vou indo.." Ela ficou em silêncio me observando enquanto eu voltava para meu quarto. Fui dormir. Mas meu sono foi interrompido quando o rádio do meu quarto ligou sozinho. "Joey pare com isso!" Meu pai diz "não fui eu! Deve ter sido o Will!" "Eu não foi o Sean!" "Ata porque eu sou um pirralho que fica fazendo brincadeirinhas bobas" era ruim ser o mais novo todos te zoam. Meu pai então desligou e disse para ficarmos quietos. Voltei a dormir com medo.

4º Noite

Aquela menina continuava sozinha, estava com medo dela. Ela me dava medo e vivia no quarto 666 espero que ela vá embora antes de nós. Fui dormir com meus irmãos e a lâmpada do teto explodiu. Ligamos para a recepção, e a moça que atendeu perguntou "quem fez isso?" "Não sabemos aconteceu do nada!" "Devem pagar pela lâmpada!" Meu pai ficou furioso por ter que pagar o preço da lâmpada. Agora estamos com pouca iluminação.

5º Noite

A família do quarto 667 ficou louca. A mulher daquele quarto saiu correndo pelo correndo, seu filho estava vomitando muito e o pai havia se machucado seriamente. Não sabíamos o que aconteceu só sei que eu vi a menina no final do corredor apenas me encarando. Tranquei a porta do meu quarto e dormir junto com meu irmão, ele tinha 20 anos e disse para eu não ter medo.

6ª noite

Fui para a piscina e fiquei lá com meu irmão Joey de 16 ele realmente era legal. Me irritava muito mas ele era muito divertido. Foi pular do trampolim da piscina mas quando pulou o parafuso do trampolim se soltou e ele pisou nele furando seu pé e batendo a cabeça na borda ao cair. Chamei meu pai e ele foi direto ao hospital com Joey. Ele estava bem, mas vai ter que passar a noite lá, minha mãe vai ficar com ele e vou dormir só com meu pai e Sean. Na piscina pude ver Beatrice novamente nos observando. Nada aconteceu a noite, mas Joey havia se machucado seriamente na piscina

7ª noite

Finalmente iremos embora, depois de coisas estranhas terem acontecido, de 20:00 vamos sair do hotel. Naquele dia meu pai foi na recepção fazer o check-out enquanto eu e Sean conversávamos. Mas nessa hora a menina entrou no nosso quarto e nós não sabíamos como. Ela estava com as olheiras mais fundas ainda e Sean disse "olha Beatrice é melhor você.." Até que ela correu muito rápido e botou as mãos no pescoço de Sean e eu rapidamente a empurrei. Meu pai apareceu e perguntou o que estava acontecendo. Quando vimos ela pegou uma faca que estava em um bolso do seu vestido e rapidamente correu em direção do meu pai. Ela o matou. Eu comecei a chorar desesperado, como ela seria capaz disso? A porta do meu quarto se abriu rápido sozinha com força batendo na parede. De repente Sean começou a sentir dores no corpo que ele dizia que não podia aguentar, ele começou a vomitar muito e seu vomito vinha com sangue, eu não sabia o que fazer mas de repente senti algo pegar meu pescoço algo invisível e apertava muito senti, meus órgãos explodindo dentro de mim. E cai no chão. Sean morreu quando começou a ficar roxo. E eu estava caído quando Beatrice se aproximou e disse "Esse é meu pai. Seu nome é..."


Autor: eloahdantas

Abduções

Sou um hipnotizador e essa é a minha história.

...

Eu sou de uma cidade onde milhares de maníacos por OVNIs vivem. Eu tenho que hipnotizar pessoas para saber se realmente foram abduzidas por alienígenas. Todos eles acham que foram, mas eu não acredito nessa besteira.

Mas aquele dia foi diferente. Ele veio para mim implorando para ser hipnotizado. Então eu o hipnotizei. De qualquer forma, esse era o meu trabalho. Fiz todas as perguntas tradicionais.

“Como a criatura se parecia?”

“Um homem amarelo com orelhas pontudas e um nariz grande.”

“Como ele o levou para a nave?”

“Ele não levou”

“Como ele te pegou?”

“Com um pêndulo e uma música.”

“Para onde ele levou você?”

“Eu fui com ele à sua caverna para ficar lá. A música dizia que teríamos muita diversão. Livre para se divertir e livre para brincar.”

“O que aconteceu na caverna?”

“Disse que eu não poderia ir embora. Disse que assombraria os sonhos da minha família. Disse para não me contorcer. Me amarrou. Tentou me fazer dormir. Disse que eu não fui inteligente."

“Como você escapou se estava amarrado?”

“Ele me ajudou.”

“A criatura?”

“O bicho-papão. Consegui sair por baixo da minha cama.”

Ele começou a chorar. Eu o acordei, e ele saiu correndo quando falei com ele. Ele disse algo como “Não... hypno...”

Eu pesquisei no Google “Hypno.”

É um Pokémon que se encaixa perfeitamente com a descrição da criatura.

Porém, a coisa mais estranha, eu pensei, por que o “Bicho-papão” o ajudaria?

Parecia uma história muito confusa, vinda de um sujeito muito louco.

...

Agora estou embaixo da minha coberta, escondido. Ouvi uma voz terrível embaixo da minha cama dizer “Você nunca deveria ter descoberto.” Estou escrevendo isso como um aviso. NÃO tente descobrir. Não tente procurar um sentido para essa história. A coisa irá leva-lo. Ele vai abduzir você como o Hypno. Eu descobri uma explicação lógica perfeita para o porquê de o monstro ter ajudado o garoto. Decifrei o enigma dessa história. Mas não vou contar.

Não colocaria todos vocês em perigo.

14/08/2014

Pedras

Nas florestas, sempre há algumas pedras, que nada cresce sobre elas, a grama continua curta ao seu redor, e os pássaros não cantam ou voam sobre elas. Mesmo que as árvores estejam afastadas, o sol não brilha sobre elas, e assim, elas permanecem sempre frias como gelo, Durante a noite você pode ver a névoa esquivar-se delas e passarem pela grama ao redor.


Eu era muito jovem, e durante uma celebração do Halloween, eu e uma amiga tivemos a ideia de sentarmos próximas a algumas pedras que havia na floresta e ficarmos a observar a floresta até o anoitecer, apenas para sentir um medo bobo. Eu contei para a minha avó sobre o que pensávamos em fazer, e ela ficou completamente pálida, disse para ficarmos dentro de casa e brincarmos com as maçãs, assim como as outras crianças, e ela também contou ao meu pai, então ele decidiu me impedir de sair à noite. Quanto à minha amiga, ela resolveu ir sem mim, já que foi esperta o suficiente ao não contar para a própria avó sobre o que planejava fazer.

Naquela mesma noite eu acordei ouvindo algo bater na janela, pensei que era apenas os galhos de uma árvore, já que eu e a minha irmã dormíamos no segundo andar,  percebi que ela também estava acordada, e estava pálida demais, tremendo e olhando para a janela. Olhei para a janela e vi o rosto da minha amiga do outro lado. Mas o rosto dela parecia tão estranho. Parecia molhado e dobrado em algumas partes, e mesmo que a boca estivesse se movendo, não produzia som algum.

Mesmo que eu não pudesse ouvi-la, eu sabia o que ela queria, ela queria que eu abrisse a janela. Eu não era tola, e muito menos a minha irmã, mas também não éramos corajosas o suficiente, então ficamos paralisadas enquanto a minha amiga ficava mais e mais agitada, seu rosto tornando-se mais e mais dobrado até que ficou completamente distorcido como o rosto de um demônio, seus olhos se arregalaram e seus lábios se afastaram para mostrar os dentes, então ela sumiu, tão rápido quanto apareceu.

Meu pai entrou no quarto e perguntou o que estava acontecendo, pensando que eu estivesse forçando a janela para fugir. Contamos para ele o que vimos e ele apenas deu uma boa gargalhada. Quando contamos para a minha avó no dia seguinte, ela me explicou: “Aquelas pedras, são utilizadas como ponto de encontro para os mortos. Não apenas os bons mortos, mas também as coisas que não são humanas. Coisas mortas que nunca conseguem uma chance para viver, tão corrompidas, que nenhum corpo consegue carrega-los por muito tempo, então são forçados a viver naquelas pedras, e aposto que ainda hoje encontrarão o corpo da sua amiga, mole como um saco, junto daquelas pedras.”


E foi realmente junto das pedras que encontraram o corpo da minha amiga, tão retorcido e frágil quanto um galho podre.

É por isso que não devemos nos aproximar dessas pedras.

13/08/2014

Creepypasta dos Fãs: Casarão

Mais um dia como qualquer outro. Acordar depois das 15H, dar uma mijada, voltar para o quarto sem escovar os dentes para não estragar o gosto do whisky. Puxar a gaveta viciada e servir-me de mais uma dose. Abrir o notebook e fazer uma nova aposta.

               A fumaça de meu primeiro cigarro do dia empesteava o quarto de uma maneira densa, fazendo com que meus olhos se apertassem ainda mais. O sol aquecia o recinto razoavelmente bem, deixando a cama aconchegante, mas com desejos de me expulsar do local devido à claridade. 

               Não preciso de um emprego, não preciso de uma faculdade, não preciso de dinheiro. O que mais poderia desejar uma jovem de 22 anos com 6 milhões na conta? Ainda que viciada em apostas e que tivesse dinheiro o suficiente para arcar com minha carreira de nadadora sem necessitar de patrocinadores, tudo isso foi arrancado de mim.

               Acontece que minha família, pai , mãe , duas irmãs e quatro sobrinhos fizeram uma viagem (após anos e anos de planejamento) para se encontrarem com parentes que há muito tempo não viam, apresentar os novos e pequeninos integrantes da família. Fui a única que ficou para trás, devido ao compromisso com meu emprego. Funcionária com apenas 2 meses de casa, impossível pedir férias adiantadas, o período de experiência não havia nem chegado ao fim...

               O pior aconteceu! Devido a uma promoção de passagens aéreas na internet minha família pagou com a vida. Foi provado que sem o conhecimento do piloto, o avião usado apresentava um “leve” defeito no trem de pouso e a companhia estava ciente dos riscos. Ainda assim decidiram colocar a aeronave a disposição. Um Boeing 777 com 333 passageiros (não estava em sua capacidade total) nem chegou a decolar, o aeroporto se encontra a beira mar, os passageiros do Voo 111 morreram todos afogados. E o que mais me tortura foi ter recebido uma mensagem ilegível de uma de minhas irmãs justo nessa hora.
Hoje gozo desta indenização.

               Então entendam que não há empolgação em gastar este dinheiro não há motivação ou prazer... Existe apenas... Um vazio...

               Obviamente perdi meu namorado e minhas amigas devido a minha conduta, cheguei a um patamar que era incapaz de SENTIR qualquer coisa, raiva, medo, apreço, felicidade, tristeza... Eu apenas... Existia... E nada mais! Pode parecer angustiante, mas na realidade, não se parecia com nada, pois eu era um “nada”.

               Algo me veio a mente, talvez sugestão de alguma de minhas amigas ou simplesmente reapareceu na superfície, pois meu sonho sempre foi rodar o mundo. Queria conhecer lugares, culturas e costumes, o desafio sempre fora conhecer o máximo que eu pudesse para satisfação própria. Hoje o desafio é simplesmente “sentir algo” em qualquer lugar do planeta.

               E indo para o Brasil tudo mudou...

               Em um hotel no litoral (um dos mais caros) conheci um empresário poliglota. Sinistramente singular este camarada. Que conheceu minha história e após alguns drinks chamados “caipirinhas” me ofereceu uma oportunidade “única”. Disse que: “Se isto não lhe comover, se isto não lhe emocionar, não te transformar, NADA mais irá. Te devolverei o dinheiro e nunca mais nos falaremos”.

               Era o 9º país que eu visitara e estava prestes a desistir, pois nenhum dos outros oito me despertara qualquer tipo de sentimento.

               Apenas topei, já não existia uma única alma neste planeta da qual eu decepcionaria ou teria de me explicar... Sem problemas, retornei ao meu quarto, me vesti apropriadamente e me certifiquei de que meu cantil estava cheio de whisky antes de trancar a porta conferi na internet alguns resultados de apostas que havia feito. 

               O Casarão era escuro e sugestivo. Não fazia ideia do que ocorreria ali, apenas segui o fluxo. Olhando por fora era abandonado, quase que caindo aos pedaços. Na minha concepção apenas não foi vandalizado pois havia um firme sistema de segurança guardando o local.

               Havia abandonado qualquer tipo de esperança antes de entrar. Homens de terno e óculos escuros se enfileiravam no hall de maneira que nos guiava para um elevador de aparência antiga. O hall do Casarão era simples, havia um tapete vinho que ia da entrada até o pé das escadas que levavam ao segundo andar, uma escrivaninha com uma máquina de escrever, uma porta dupla à esquerda e à direita duas outras portas. Já o elevador ficava nas costas da escada que descemos sem que nenhum botão fosse apertado, o que me pareceu uns quatro andares em direção ao subterrâneo.

 O empresário se virou para mim e perguntou: - “Assuntos globais”, “Apostas em geral”, “Prazer carnal”, “Expansão Mental” ou “Desespero Único”? Escolha apenas um, ou todos, seja bem-vinda! Existem outras quatro opções, que não veem ao caso, pois esta é sua primeira vez aqui no Casarão.

                Fiquei tentada a escolher “apostas” ou “expansão”.  Mas como estava buscando algo que me causasse algum tipo de sentimento, decidi sair do meu script e respondi: - “Desespero único” apenas.

               Suas sobrancelhas se arcaram quase até o topo de sua cabeça expressando surpresa e proclamou: - Terceira à esquerda, final do corredor.

               Segui as regras, não era nada espetacular, porém o sentimento de CURIOSIDADE e CAUTELA foi despertado em mim, após tantos meses no vazio. Vasculhei pelo cantil de whisky no bolso interno de minha jaqueta de couro, o achei e o tomei, deixando pouco mais que a metade.

               O local quase não possuía luz, conseguia sentir o cheiro de lodo, umidade infiltrada por dentre tijolos criando um clima frio e um tanto quanto hostil.

               Sentei-me no banco junto a um senhor, CÔMICO, terceiro sentimento despertado. Trajava um smoking e uma cartola, nada chamativos a não ser seu bigode meticulosamente aparado.

               Disse ter me reconhecido do hotel, havia me visto no dia anterior e após alguns minutos de conversa fiada e um leve desabafo (perdeu sua esposa em um acidente de carro a 5 anos e 5 meses atrás) me confidenciou que apenas recebi este convite pois sabiam exatamente quem eu era, pois havia usado meu cartão no hotel e a partir daí sabiam de toda minha história e trajetória, devido aos meus dados.  Decidi CONFIAR neste homem! ”Oh senhor este lugar é mágico, é o meu quarto sentimento após toda essa merda sem sentido” pensei comigo.

               Antes de se levantar acendeu meu cigarro com seu isqueiro personalizado e foi em direção a uma porta de metal, sem se virar disse: “Apenas aqueles que viram o inferno e possuem dinheiro suficiente chegam a este lugar... A este santuário! O intuito do jogo é nos deixar mais fortes simplesmente dominando tudo aquilo que nos detém” E apontou com a mão direita a porta vizinha, indicando que eu deveria adentra-la.

               Estava terminando meu cigarro e o observei entrar, após alguns minutos na companhia da nicotina jurava ter ouvido derrapadas de carro vindo de sua porta trancada, me deixando realmente CONFUSA.
               Acabei de fumar, dei mais uma golada de meu querido cantil e segui até minha porta.

               A sala estava completamente escura, alguém me puxou e forçou-me a sentar. Amarrou as minhas mãos e pernas a cadeira. De repente um clarão me cegou, com as luzes se acendendo, um aparelho foi usado para que as minhas pálpebras ficassem abertas, creio eu que pareciam garras de metal envoltas em silicone. E um telão foi ligado, como se fosse um cinema, mas sem meu namorado para me beijar, sem pipoca ou público.

               Pessoas reais em situações reais estavam se afogando.

               O CALAFRIO me tomou por inteira.

               Todos eles lutaram inutilmente por suas vidas:

                Um rapaz filmado por uma câmera debaixo d’água em uma piscina tinha seus olhos arregalados de maneira desesperadora, arranhava a garganta como se todo aquele líquido o queimasse.

                Um pescador se acidentou com sua rede de pesca envolta a corda do que parecia estar ligada a uma espécie de âncora. Até conseguiu um pouco de ar enquanto se debatia e conseguia colocar um pouco de sua face para fora do rio buscando oxigênio. Fazendo com que sua luta durasse ainda mais.

               Uma adolescente flagrada em um canto de uma sala durante uma festa, completamente embriagada e provavelmente drogada, tentava virar o corpo para vomitar, sem sucesso engasgava-se com o próprio regurgito não expelido de completo. Suas pernas espasmavam até o fim de sua miserável existência.

               Além de ter me mijado inteira e estar chorando descontroladamente, senti que a sala estava sendo inundada. Não conseguia olhar devidamente para baixo, o aparelho utilizado para fixação de minha face me impedia. A água estava na altura da minha cintura. A CULPA passou a me consumir, senti-me culpada por ter agido de maneira que vim agindo ultimamente. Comecei a gritar calorosamente por CLEMÊNCIA.

               Para que eu fosse arrasada de vez, completamente fragmentada, juntamente com mais litros de água eis que a seguinte cena surge:

               Uma bebê recém-nascida em seu primeiro banho, estava se afogando na banheira, seus bracinhos curtos emergiam e submergiam o tempo inteiro. Não havia piedade. Quem filmou tal cena, com certeza não teve piedade ao assistir tamanha atrocidade.

               E após outros tantos vídeos a água estava cobrindo completamente meus seios.

               Em determinado momento a CALMA, me dominou, a sensação era de que eu havia passado horas e horas apenas calma. Como quem havia de fato aceitado o seu destino, sem mais nem menos. Não passei por autocomiseração nem nada parecido. Apenas deixei que a tranquilidade fluísse pelas minhas veias e meu corpo que tremia de frio.

               Foi então que entrei em estado de CHOQUE.

               Toda a minha tranquilidade, minha paz e aceitação que de fato viria a morrer foram sugadas de mim. Como de maneira orgulhosa o telão apresentava tal título:

               “Caixa-Preta do Voo 111”

               Estas simples palavras me atordoaram...

               A acústica da sala magicamente se tornou algo tão real, que jamais acreditaria que tal tecnologia pudesse existir ainda que daqui décadas. Era tão real que me senti parte do Voo 111 dentro daquele maldito Boeing 777, mais uma tripulante.

               Pude ver e ouvir as pessoas rezando e gritando por suas vidas quando o trem de pouso falhou em alta velocidade fazendo com que o avião simplesmente fosse deslizando em direção ao mar.

               Ah! E obviamente, minha família era o foco principal de uma das câmeras. Os vi se abraçando como podiam, minha irmã mais velha parecia ter sacado seu celular para fazer algo, os cintos não se soltavam, nem puderam lutar por suas vidas, não tiveram sequer uma chance. Achei que morreria de ataque cardíaco ou de um AVC, até queria que tivesse acontecido desta maneira.

               Um vulcão emocional entrou em erupção dentro do meu ser! De maneira quente, viva e alucinadamente devastadora! Recobrei todos os sentimentos possíveis, todos ambíguos, enraivecidos, entristecidos, saudosos, culposos, arrependidos, melancólicos, penosos... 

Ver a extinção precoce de minha própria família foi um “Desespero Único” a água havia alcançado as minhas vias respiratórias deixando apenas meus olhos de fora da inundação.
 
Naquele momento singular, estava perdendo a consciência ao mesmo tempo em que compartilhava o destino de meus entes. Fui isolada para algum canto oculto e escuro da minha mente, sentia-me LIBERTA por finalmente ter a oportunidade de me encontrar com todos eles provendo a sensação de que estava junto com todos a palmos de distancia, como se estivesse me despedindo e partindo com meus queridos. Para algumas pessoas pode ser que isto não importe muito, mas... A dádiva de poder dizer “adeus” significava mais que a essência de toda minha personalidade. Cerrei meus olhos.

               Um soco irrompeu da escuridão diretamente em meu tórax; quando dei por mim estava de quatro no corredor expelindo água de minhas narinas e garganta. Inspirei o oxigênio tão alto que pareceu um grito de dor, o ritmo das arfadas só não eram mais rápidas e maiores que minha frequência cardíaca.

               O empresário fez com que eu me sentasse no banco e deixou com que eu recuperasse totalmente o meu fôlego e discernimento! Deixou também com que eu chorasse e gritasse histericamente até que absorvesse o impacto e seus danos consequentes.

               O senhor cômico de cartola me estendeu um cigarro aceso (agora muito mais confiante e cheio de si) enquanto era sorvida de whisky pelo anfitrião, do qual tomei vagarosamente com medo do afogamento.
               - E então minha jovem, foi capaz de sentir? Algo mudou? – Disse o empresário.

               Não respondi. Mas de fato tudo havia mudado, acordei para o que chamo de “resto da minha vida” ou “verdadeira vida”, agora que possuo claro entendimento e domínio sob todas as emoções possíveis para um ser humano, gosto de crer até que passei pela “Expansão Mental” automaticamente. 

               Fui informada de que estava sendo filmada e ao mesmo tempo participava do jogo de algumas pessoas nas “Apostas em geral”. E uma senhora que apostava (uma mulher de negócios dona de uma pequena porção de ilhas no oriente) me indicou aos organizadores do Casarão para que futuramente tivesse um envolvimento maior com o jogo. Devido a minha força e coragem por ter escolhido deliberadamente a situação do “Desespero Único”. Mal sabe a mesma que não fui informada de praticamente nada quanto as regras, ou fui e deixei passar devido a minha apatia e influência alcóolica. 

               “Foram os 200 mil mais bem gastos até o momento”, pensei.

               Em suma encontrei minha verdadeira vocação, renasci para o mundo, a despeito de todas as adversidades e condições da qual fui limitada.

               A única questão que paira minha mente é: devo participar passivamente, enfrentando, crescendo e me divertindo com todas as possibilidades e aspectos do jogo passando pelas situações que ainda não enfrentei ou ativamente, como entendedora e mestra do jogo? Sendo na “captura” de clientes e na exploração da vida dos mesmos!

Sem dúvida este é o ápice, minha maior aposta!!!

Autor: Thiago Luiz Frank