22/02/15

A Experiência - (Dia 1-3)

Continuação da Creepypasta "A Experiência" 
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Dia 1
10/17/2009
8:05 PM

-Começo da Nota- Dr. Sandoval, se você está lendo esses uploads antes de Eu ter a oportunidade de editá-los novamente, por favor note que o que você está vendo não é o assunto da minha pesquisa. Enquanto ela se desenrola, meus adoráveis ajudantes estão atualmente incapazes de realizar as tarefas técnicas que eu especificamente os incumbi.  Assim, nós não podemos fazer o upload da filmagem. Então, algumas dessas informações estará catalogando dados empíricos, completos com comentários subjetivos. Isso é só para propósitos de arquivamento. –Fim da Nota-

Todos os quatro participantes estão atualmente dopados. Já é obvio que eles estão completamente convencidos de que estamos realizando um estudo de sexualidade e compatibilidade. Na sala de estar, Tabitha (25) e Aspen (18) estão sentadas, juntas, no sofá. No chão, em frente à eles, Elija (25) e Maxwell (18) estão tendo uma discussão para ver quem faz o maior número de flexões. Maxwell tirou sua camisa depois da terceira dose de whisky, atiçando as meninas e a inveja de Elija.

Já que isso, na verdade, não é o assunto do nosso estudo de campo, Eu enviei meus assistentes, Garett e Edward, para ‘consertar’ as coisas na Mansão Rosewood.

Esse dia começou com a exata atmosfera de incerteza, até eles encontrarem as bebidas. Para ampliar a ilusão de que os participantes estão completamente isolados, Eu me encontrei com o zelador ontem e cuidamos de todas as acomodações. Eu dei para ele um cheque dos meus pais de $2,000, pelo aluguel daqui por um mês. Ele disse que o banco estava feliz por receber essa quantia, considerando que ninguém esteve interessado na casa desde os últimos assassinatos.

Assim, com tudo estabelecido antecipadamente, os participantes ficaram por conta própria hoje, nem mesmo sabendo onde colocar suas bagagens. Eu permiti um celular para todos os quatro, na qual eles deverão usar para me ligar; na qual eu irei rejeitar a ligação. Tudo isso seria para aumentar o sentimento de abandono contínuo, a não ser a garrafa de ‘Coragem Líquida’ que deixei para eles.
Você deve ter se perguntado, se a mansão era herança de família deles. Mas eu estou a divagar.
Garett e Edward estão quase ao alcance da casa agora.

10:20 PM

Aplicamos o truque facilmente neles essa noite. Garett se posicionou de um jeito, que ele pode ser visto pela janela da sala de estar, silhuetado contra as luzes dos pilares dos portões, enquanto Edward chegou na frente da porta e começou a bater nela, aumentando lentamente o volume.

“Quietos”, disse Aspen. “Ouvi um som estranho.”.

Estavam todos na cozinha, sentados em volta do balcão, em banquetas. Agora as batidas ficaram altas suficientemente para eu ouvir pelo monitor.

“Vocês escutaram isso?” Tabitha perguntou para os outros.

Todos trocaram olhares confusos, exceto Elija. Pareceu ser a oportunidade certa para ganhar um grau de machismo na frente das garotas. Ele estufou o peito e foi para a porta. As garotas começaram a andar na ponta dos pés atrás dele. Maxwell deixou a sala de estar. Olhando em volta nervosamente, ele avistou a sombra de Garett pela janela e engasgou em voz alta.
Maxwell foi correndo contra os outros e trouxe os outros para a sala de estar para fazer cena. Ele mostrou à eles a janela, mas eu já havia comunicado ao Garett para voltar. Max foi ridicularizado pela Aspen, sua parceira sexual assumida, por ser um “Gatinho assustado”. Isso causou um efeito debilitante nele.

Dia 2
10/18/2009
9:30 AM

Eu contatei Maxwell e pedi à ele para fazer uma gravação em vídeo na sala do ocorrido, relatando o que aconteceu na última noite.

“Eu vi um monstro na última noite,” Maxwell disse pela câmera. “Um grande monstro que carregava uma grande espada.” Ele me surpreendeu pela espada. “Ele olhou para mim e tinha dois grandes olhos brilhantes. Não sei sobre esse lugar, cara. Era suposto estarmos pegando mulheres aqui, mas eu estou com más impressões. Eu acordei no meio da noite e escutei as vozes das garotas no quintal. Elas estavam falando que algo estava seco. Ossos secos ou coisa do tipo.

Curiosa pela última parte, eu perguntei meus assistentes se eles tinham ido de volta na casa após eu cair no sono. Eles não foram. Só pode-se concluir que ele não escutou as meninas, mas era outro alguém, compartilhando os mesmos traços que o “Monstro demoníaco” que ele disse ver enquanto bêbado.
“Eu disse que a única chance de ter sorte é com o álcool.” Maxwell continuou. “Mas você apenas nos deixou o suficiente para a última noite.”

Na verdade eu deixei. Eu achei que não tinha mais nenhum sobrando.

Essa confissão inteira dele, me serviu como um grande passo à frente para minha hipótese, não foi pelos efeitos do álcool. Isso foi mais tarde reforçado pela entrevista com a Tabitha, mais tarde, na qual ela descreveu que um som de batidas foi mais como um ruído de garras, como se alguém estivesse esfregando longas unhas num quadro negro. Assim, foi dado para nós, dois testemunhos absurdos, distorcidos por um pouco de medo e muito licor.

É, a menos que o barulho que eu ouvi não seja o mesmo que eles ouviram. No entanto, aplausível como obviamente é, não é errado notar linhas alternativas de razão quando eles apresentaram-se.

6:00 PM

Aspen e Tabitha estão tomando banho num banheiro comunitário no terceiro andar, ala oeste. Elas descreveram uma à outra um sonho que elas dizem ter tido na última noite; Não pela câmera, mas de uma à outra, em conversa. Apesar de não idênticos, seus sonhos foram similares. Elas descreveram ir para um poço que surgiu atrás da mansão, e que elas tinham descido o balde para pegar água, mas trouxeram para cima, somente areia.

Seria essa outra consequência do álcool?

Deveria ser mais lógico assumir que uma das duas estava exagerando a verdade do seu sonho. Algumas vezes, quando colocadas em situações de isolação, criaturas sociais podem extrapolar-se na tentativa de achar algo em comum com os poucos indivíduos que estão disponíveis no momento. Exemplo: Achando ter experiências comuns que nunca aconteceram à eles.

Dia 3
10/19/2009
9:05 AM

Depois um dia de ressaca, descanso e recuperação, a real experiência começa agora.
Hoje os participantes estarão se aventurando nos 20 hectares de campo florestado. Essas ordens foram recebidas com desaprovação unânime. Maxwell era o mais perturbado, percebe-se que foi pelo seu encontro com o “monstro”. Mas estando no meio das fêmeas, ele não expõe seus medos.
Eu dei instruções para cada par (novamente, Elija e Tabitha; Maxwell e Aspen) para se posicionarem em pontos opostos da mansão antes de marchar pela floresta. Eles irão ter de encontrar as bandeiras azuis e vermelhas que eu escondi deles, e então voltarem para casa. A razão “do porquê eu ter feito isso” que eu providenciei, foi que era um exercício de construção de confiança.

Mas, o que realmente preparamos para eles, foram marcações de terra, completamente traçadas levemente com sangue falso (só para atiçarmos a curiosidade), restos de roupas rasgadas e alguns poços de fogo que vão expelir fumaça em meio ao frio. Todos os sinais em necessários para fazê-los acreditar que há pessoas não vistas ainda, além deles. Postarei os resultados ás 5:00 PM, dessa noite.

2:30 PM

Todos pararam. Eles estavam juntos em um círculo diretamente atrás da casa. Eu não pude ver o que eles estão aprontando. Eu nem mesmo sei se eu devo arriscar enviando Edward para averiguar. Estão num lugar onde as câmeras não alcançam eles diretamente.

Talvez eles estão apenas muito assustados para ir para frente. Eu os darei mais trinta minutos para decidirem o que eles farão antes de me chamar.

3:00 PM

Liguei no celular deles. Tabitha foi a única que atendeu. Eu a disse que eu podia ver nas câmeras que eles não estavam se movendo. Eu perguntei o que eles estavam fazendo.

"Venha aqui. “Disse ela.

"O quê?" Eu estava um pouco nervosa. Eles souberam que eu estive lá? "Não, Tabitha."

Ouvi um barulho com chacoalhos. Agora Aspen estava no telefone.

"Temos algo para te mostrar” ela disse.

Ela não soou assustada ou perplexa. Sua voz estava pura.

"Não posso" Eu disse. No monitor Eu pude ver que o Edward estava mais perto possível dos arbustos. Muito perto. Ele estava quase perto demais. “Isso irá interferir no experimento, você sabe disso. Estou à 50 milhas de distância.”.

“Ela disse que não pode vir” Aspen disse para os outros.

“Aspen, por que vocês não estão indo procurar suas bandeiras?” Perguntei. “O que vocês encontraram?”

“Vamos lá” ela ainda estava falando com os outros. “Vamos entrar de novo.”.

Eu vi ela fechar o celular através das câmeras. Eles permaneceram parados por mais alguns minutos e então voltaram pra casa, caminhando juntos.

5:00 PM

Garett e Edward estão ambos de volta. Garett sabia que nada havia acontecido, era ele que fazia as últimas preparações no meio do mato. Mas Edward tinha ido para investigar aonde os participantes estavam ficando. Ele disse que não havia nada lá. Nem mesmo uma pedra revirada.

Enquanto isso, todos os quatro participantes estavam na suíte máster. Aspen estava num largo, ornamentado closet. Tabitha e Elija estavam sentados perto um do outro na cama, e Maxwell está olhando pela janela.

Nenhum falou com o outro por várias horas, a menos que o microfone tenha quebrado por algum motivo.

Me encontrei pensando na única maneira de manter esse experimento nos trilhos: Seria descer a estrada e dirigir para lá com meu carro, como se eu estivesse indo só visitar. Tinha deixado o carro escondido numa estrada de terra pouco menos do que uma milha a baixo da colina. Mas então uma coisa estranha passou pela minha cabeça. Tabitha e Aspen disseram que elas queriam que eu fosse até lá. E agora, elas tinham bolando uma maneira de me fazer sentir obrigada a ir até lá.

Que tipo de plano foi esse? Eu precisava de saber mais antes de contatá-los novamente, e antes de tomar qualquer decisão. Estamos focando em todas as evidências na revisão das gravações de vídeo e áudio de ontem á tarde até agora. Esperançosamente nós temos algo tangível para ser contado amanhã. Alguma explicação. Percebe-se que eles estão simplesmente tendo segundas intenções com o experimento.
Se for o caso, Eu devo pensar no que eles irão me contar. Aí têm coisa.
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Continua...



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