25/04/15

Acho que meu marido fez alguma coisa com um dos gêmeos - Parte IV

Todd pegou o telefone, soando convincentemente feliz. “Phillip, cara, não tem quase nada para eu fazer aqui. Acho que preciso contratar uma grávida para trabalhar para mim, ela fez tudo por aqui... hum... Você não se lembra? Na semana passada! Recebi uma mensagem de texto pedindo para dar uma passada aqui. Ah, certo... Não, ela está bem. Phillip, sim. Claro, não se preocupe. Claro, fala com ela.” Todd não tinha quebrado o contato visual comigo e continuava me olhando quando me entregou de volta o telefone.

“Oi, amor!” Eu falei nervosamente, enquanto tirava o cabelo dos olhos.

“Isabelle, querida. Eu não lembro de ter pedido ao Todd para passar aí, então eu quero que você peça para ele ir embora, está bem? Ele sempre teve inveja de quem eu era, e sempre fez “piadinhas” sobre o quão sexy você é. Essa história está um pouco assustadora. Só estou preocupado que ele esteja aí para tentar alguma coisa com você. Eu te amo, Isabelle. Por favor, basta tirá-lo da nossa casa.” Minha cabeça estava girando, eu nunca tinha percebido segundas intenções em Todd. Teria sido distraída a esse ponto? Ou Phillip estava tentando tirá-lo daqui por outro motivo?

“Está bem, Phillip. Farei isso. Tenho que desligar. Te amo.” Fechei a tela e coloquei o telefone na mesa.

“Todd, acho melhor você ir agora.”

“Isa, eu não sei o que Phillip te disse. Mas há uma última coisa. Não pense nem por um minuto que ele vai se importar com a Jéssica. Nunca.”

“Não foi o que você disse literalmente três minutos atrás! Agora vai, e não volte!” Tentei ficar de pé para dar mais ênfase a minha fala, mas tive medo de que acabasse parecendo uma tartaruga tentando sair do casco.

“Três minutos atrás eu não tinha falado com Phillip. Mas se você quer que eu vá então tudo bem, eu vou. Mas se lembre que ele nunca se desculpou por Leslie. Adeus, Isabelle.” Todd bateu a porta. Caí de volta no sofá, entre soluços. Meu telefone tocou de novo e eu atendi cheia de raiva.

“O QUE É?!”

“Hum, oi para você também, Isabelle.” Merda, era o Jackie, meu chefe.

“Desculpe, Jackie, pensei que fosse outra pessoa. O que houve?”

“Não posso dizer. Você pode vir aqui amanhã assim que acordar?”

“Por que preciso ir assim que acordar? Há algo errado com meus documentos? Eu chequei duas vezes com o RH, repouso absoluto conta como afastamento por doença e a papelada foi aprovada há duas semanas. Tudo o que tenho que fazer é avisar quando os gêmeos nascerem.” Quebrei a cabeça tentando pensar na razão pela qual tinha sido convocada a ir ao escritório de forma tão abrupta.

“Não, não é isso. É sobre o departamento. Não tenho permissão para discutir isso pelo telefone. Odeio ter que fazer isso com você, te vejo amanhã em meu escritório às 8 horas. Sinto muito, Isabelle.” Jackie não parecia sentir muito, mas, novamente, alguma merda tinha acontecido.

Eu tinha o peso do mundo nas costas. Phillip tinha matado Leslie, não tinha como contornar isso. Talvez ele nunca tenha tocado no assunto por estar envergonhado e arrependido. Talvez por isso ele fosse tão apático quando o assunto era Jéssica. Talvez ele estivesse com medo de me dizer e eu pensar que ele era um psicopata. Na verdade eu achava que ele era. O que tinha feito Todd vir até aqui? Era porque eu estava grávida de um casal de gêmeos? Ou Todd era um babaca, tentando de um jeito estúpido me fazer trocar Phillip por ele? Eu não tinha pensado nisso. Meu Deus, tudo estava muito além da imaginação. E agora eu tinha que dirigir mais de uma hora até Boston por uma coisa que eu tinha certeza não ser um par de banheiras para bebês.

Cheguei em casa no dia seguinte por volta das dez. Estive chorando desde as nove, soluçando pesadamente. Nosso departamento estava sendo fechado. Era um departamento relativamente pequeno, éramos apenas seis. Um casal de veteranos tinham se aposentado e estavam a caminho da Flórida e da sala de bingo, respectivamente. Jackie e os outros foram transferidos para outros departamentos, exceto eu. Eu era inelegível. Na verdade, assim que minha licença maternidade terminasse, eu seria demitida. Entre o relatório estragado, a perda de e-mails e ligações, meu desempenho havia sido abaixo da média. Não me lembro de ter perdido e-mails ou não ter atendido chamadas, mas não podia questionar; estava chocada. Jackie disse que a empresa não iria se opor sobre meu pedido de demissão, considerando meus anos de empresa. Assinei toda a papelada, limpei minha mesa e saí.

Phillip chegou em casa tarde, por volta das onze da noite. Contei sobre o fim do departamento, excluindo a parte sobre eu não ser elegível para transferência. Phillip me abraçou e acariciou meus cabelos, e finalmente perguntou:

“Todd causou algum problema? Desculpe não ter te contado, querida, não quis te preocupar.” Eu enrijeci, imaginando que rumo tomar.

“Não, eu disse que não estava me sentindo bem e queria ficar sozinha. Não tive notícias dele desde então, você teve?”

“Isso é bom, isso é bom. Não, eu não tive notícias dele. Nem acho que terei, infelizmente. Não gostei dele ter aparecido. Bem, seus pais estarão aqui na próxima semana. E em duas semanas nós teremos noites de sono bem mais curtas.”

“Isso supondo que eles nascerão na data exata. Os bebês quase nunca nascem na data planejada. Especialmente gêmeos. Mas vai ser bom ter ajuda enquanto eles estiverem aqui. Ah, eu quero tanto conhecer os bebês. Aposto que Henry tem o mesmo topete que você.” Eu segurei a mão dele sobre a minha barriga, sentindo os bebês se acotovelando.

“Dr. Keats disse que se você passar de 39 semanas, ele induzirá o parto. E eu não acho que seja má ideia.”

“Vamos ver o que acontece, mas eu concordo.” Eu bocejei e peguei um remédio. Andava tendo crises de insônia e o Dr. Keats disse que esse remédio me ajudaria e que era seguro. Dei um beijo de boa noite em meu marido e caí num sono sem sonhos.

Acordei com uma dor excruciante. Deixei escapar um grito animal, apertando minha barriga dura feito pedra. Phillip deu um pulo, me olhando com uma combinação de horror e medo. A dor irradiava de minha barriga inchada, minhas costas, e foi diferente de tudo o que já tinha sentido. Os livros e a internet não chegavam nem perto de explicar isso. Olhei da minha barriga para entre minhas e notei que minha camisola estava encharcada.

“Phillip, eu estou em trabalho de parto! Acho que minha bolsa estourou! Rápido, chame o Dr, Keats, ai, meu Deus, isso dói! AAAAH!” Eu gritei de novo, o suor escorrendo da minha testa e lábio superior. Phillip já estava discando desajeitadamente para o Dr. Keats, mantendo um olho em mim e o outro na tela do telefone.

“Dr. Keats? Oi, é o Phillip [em branco], marido da Isabelle. Acho que ela está em trabalho de parto. A bolsa estourou e as contrações estão... amor, de quanto em quanto tempo você está tendo contrações?”

“Eu não sei, porra! Talvez um, dois minutos?! Merda, como eu pude dormir com isso?” Eu gritei, com uma mão na barriga e outra nas costas. Como posso descrever a dor? Pense em sua coluna tentando se separar fisicamente de seu corpo. E seu estômago virando pedra. É como ser agarrado por uma mão de ferro que se recusa a liberar suas garras. Mordi o lábio para não gritar e senti o gosto de sangue.

“Ok, certo, estamos a caminho.. Certo, encontro você aí.” Phillip desligou o telefone e agarrou um par de jeans. Enquanto ele vestia uma camisa suja, eu perguntei:

“O que está havendo? O que o Dr. Keats disse?” Eu estava tentando ficar calma mas tinha medo de não ter sucesso.

“Ele disse que você está num estágio muito avançado para arriscar te levar até o hospital. Ele vai nos encontrar na clínica. Sua bolsa está no carro; deixe-me ajudar com o casaco e com os sapatos. Você acha que o remédio te ajudou a dormir durante toda a fase inicial do trabalho de parto? Isabelle. Pare. Pense. Essa hora amanhã... nós seremos pais. Antes de sair, eu quero que saiba uma coisa: Se você multiplicar todas as estrelas do céu, por todos os grãos de areia de todas as praias, você ainda não chegará perto do quanto eu te amo. Agora vamos!” Phillip nervosamente sorriu, eu puxei meu casaco enquanto saíamos.

Dr. Keats estava destrancando a porta quando chegamos na clínica. As contrações vinham quase a cada minuto, eu tentava não gritar para não assustar Phillip, mas isso doía como o inferno. Dr. Keats fez um sinal para esperarmos e em um segundo veio me encontrar na porta com uma cadeira de rodas. Eu fui levada até a sala de parto, onde eu fui prontamente colocada na maca e meus pés colocados em estribos. Eu implorei por uma epidural, mas Dr. Keats me deu uma olhada e disse que não havia tempo para isso.

“EMPURRE, ISABELLE, EMPURRE!” Dr. Keats gritava com autoridade, Eu empurrei com toda força que tinha, rangendo meus dentes, soltando um gemido gutural no processo. Eu podia sentir algo acontecendo, mas não sabia o que. Continuei empurrando e só parei quando Dr. Keats que já era suficiente. Deitei a cabeça de volta na fronha de papel, me sentindo doente.

“Ok, Isabelle, mais um empurrão e você consegue. EMPURRE!” Dr. Keats ordenou e eu obedeci. Senti como se tudo abaixo da cintura estivesse em chamas e, dessa vez, eu não me contive. Soltei um grito do fundo de meus pulmões, minhas unhas cavando as mãos de Phillip. Segurei o impulso por dez segundos, contando na minha cabeça, um dois três quatro cinco seis sete oito nove dez... Ouvi um choro, senti uma lufada de ar. Então tudo ficou preto.

Quando acordei, olhei à minha direita. Phillip estava dormindo pesadamente. Olhei para baixo, minha barriga ainda estava inchada, mas pastosa. Tudo veio como um flash. Eu tinha vindo aqui para dar à luz meus gêmeos! Olhei para a sala em pânico, mas não vi nenhum berço ou bebês. Onde estavam meus bebês?

“Phillip, Phillip, acorda! Onde estão os bebês? Onde estão meus gêmeos? Como estão Henry e Jéssica? Por que não estão aqui? Quanto tempo eu dormi? Eles estão bem? PHILLIP!” Eu gritei, balançando as pernas sobre a cama e sendo saldada por uma dor tão grande que me fez querer vomitar.

“Isabelle, você está acordada! Fica calma, calma. Henry está bem. Você ficou desacordada por cerca de dois dias. Você perdeu muito sangue. Vou pedir para a enfermeira trazê-lo aqui dentro.” Phillip apertou o botão “chamar enfermeira” enquanto caminhava até mim.

“Henry, mas e a Jéssica? Onde ela está? Eu tive gêmeos, onde está Jéssica? Eu quero ver meus dois bebês” Eu gritei, tentando desesperadamente não soar histérica.

“Enfermagem, em que posso ajudar?” A voz veio de uma caixa de som na minha cama.

“Oi, aqui é do quarto 104. Nós queremos nosso filho, por favor.” Phillip falou muito naturalmente.

“Isabelle, que gêmeos? Nós tivemos um filho, Henry. Não sei do que você está falando. É um efeito colateral da medicação? Nós tivemos só um bebê, Henry. Não há gêmeos, Isabelle. Eu não sei quem é Jéssica. Você pensou que nós teríamos uma menina? Porque nós temos um menino, Henry Sebastian.” Phillip explicou pacientemente. A enfermeira trouxe um berço de rodinhas com um bebê enrolado num cobertor branco.

“Enfermeira, onde está o outro bebê? Eu tive uma menina, eu tive gêmeos! Onde ela está? O nome dela é Jéssica, eu tive gêmeos, ONDE ESTÁ MINHA MENININHA?!” Eu berrei, olhando descontroladamente da enfermeira para meu marido. A enfermeira parecia confusa e lançou um olhar preocupado a Phillip.

“Sra. [em branco] há somente um bebê... E ele está aqui, um menino saudável.” A enfermeira estava claramente desconfortável.

“NÃO! Não, eu tive gêmeos! Um menino e uma menina! Henry e Jéssica e eu não sei que merda de brincadeira vocês estão tramando, mas eu quero minha filha! Onde está Jéssica? Eu quero ver a Jéssica! Não estou louca, os exames, os ultrassons, tudo mostrava que eu estava grávida de gêmeos! UM MENINO E UMA MENINA, ME DÊ MINHA GAROTINHA!” Gritei e o bebê no berço começou a chorar com o barulho. Phillip acenou para a enfermeira, que pegou uma seringa. Comecei a me debater na cama, mas ele me segurou, dizendo palavras suaves em meu ouvido. A enfermeira injetou algo em mim e eu desmaiei.

“Isabelle? Isabelle, você está se sentindo bem?” Dr. Keats estava inclinado sobre mim, a feição muito preocupada. Eu só queria perguntar onde estava minha bebezinha estava, mas algo dentro de mim me segurou.

“Só um pouco confusa. Onde está Phillip?” Esfreguei minha cabeça, parecia que pesava uma tonelada.

“Tenho más notícias. Phillip foi buscar seus pais no aeroporto ontem. Havia muito gelo na estrada; o carro capotou e rolou. Seus pais não tiveram culpa. Phillip está no hospital, ele está bem, mas será mantido lá pela noite para observação. Isabelle, eu sinto muito.” Dr. Keats olhava para suas mãos, como se isso lhe desse algum jeito mágico para entregar esse golpe esmagador.

“O que você quer dizer? Meus pais estão mortos? É o que você quer dizer?” Eu estava chorando e soluçando muito, soluços terríveis.

“Isabelle, eu sinto muito. Eles não sobreviveram ao acidente. Phillip deve ser liberado ainda hoje, se tudo estiver bem. Isso deve ser horrível de se ouvir, especialmente nesse momento. Agora me diga, o que é isto que ouvi sobre uma história de gêmeo?” Dr. Keats olhou por cima do meu prontuário de forma inquisitiva.

“Sim! Eu tive uma menina, Jéssica, não tive? Ou é algo que aquele remédio me fez sonhar?” Ri nervosamente, sentindo meu estômago afundar.

“Não há nada em seu prontuário que indicasse gêmeos. Apenas um lindo e saudável menino. Henry, estou certo? Ele nasceu exatamente às duas horas, com 3,175kg. Eu posso trazê-lo aqui se você quiser.” Dr. Keats olhou para mim com o rosto cheio de perguntas. Eu sabia que o modo como eu respondesse determinaria se eu ira ou não ver o meu bebezinho.

“Sim, por favor. Quero amamentá-lo o quanto puder.” Comecei a desabotoar meu vestido, em preparação para meu filho. Dr. Keats assentiu com aprovação, e como que por magia, meu filho foi levado até mim.

Henry era um lindo menino. Ele sugou meu peito avidamente. Enquanto se alimentava, olhei cada centímetro dele. Ele tinha dez longos dedos nas mãos, e dez deliciosamente beijáveis dedinhos nos pés. Ele tinha meu tom de cabelo loiro sujo, mais macio que pena de ganso. Seu queixo era pontudinho e angular, assim como o de Phillip. Ele era tão pequeno, tão vulnerável. Ele não era maior que meu antebraço, e estava acariciando alegremente meu peito. Sua pele era aveludada, eu a acariciava com os dedos e cantava canções de ninar em seu ouvido. Eu senti um amor que nunca tinha sentido antes. Eu soube então, naquele instante, que o que quer que acontecesse, eu ficaria feliz em morrer por ele. Em qualquer dificuldade, eu sofreria por ele de bom grado, se isso significasse a felicidade dele. Qualquer dor que ele sentisse, eu sentiria dez vezes. Chorei tranquilamente, sabendo que este pequeno ser, meu filho, meu Henry, tinha mudado minha vida de uma maneira que eu jamais saberia.

Eu mal tinha começado a compreender o quanto minha vida tinha mudado.

Na manhã seguinte, Phillip veio com uma dúzia de rosas. Deixei escapar um grito involuntário ao vê-lo, e eu braço livre estendeu a mão para ele, meu outro braço embalando Henry. Ele tinha um olho roxo e um a tipoia no braço esquerdo. Ele colocou as rosas sobre a mesa de cabeceira e beijou nossas cabeças. 

“Meus pais...” Eu disse, minha voz vacilante e lágrimas escorrendo pelo meu rosto.

“Isa, eu sinto muito. Sinto muito mesmo. Assim que Henry estiver alimentado, pediremos sua alta e iremos embora, está bem? Acho que será melhor para todo mundo se estivermos em casa.” Phillip sentou-se aliviado na cadeira ao meu lado, fazendo uma careta. Eu assenti com a cabeça. Uma hora depois, a enfermeira entrou com os documentos da alta médica e nós pegamos nosso caminho para casa.

Eu queria tanto dizer alguma coisa sobre Jéssica. Eu sabia muito bem que ela não era algo que eu tinha criado como uma loucura. Indo para casa iria provar isso. Dois assentos no carro. Haveria dois berços. Dois enxovais de roupa. Além disso, Todd sabia que eu estava grávida de gêmeos, ele me apoiaria, certo? Tinha de haver algum registro de Henry e Jéssica! Eu não estava louca. Eu queria pegar minha menina, mas da última vez que tentei tinha sido drogada, eu estava com medo. A enfermeira não sabia que eu tinha gêmeos. Dr. Keats não sabia que eu tinha gêmeos. Phillip agia como se eu nunca tivesse carregado gêmeos em minha barriga.

Bem. Então. Quem era o louco?

Quando chegamos em casa, peguei Henry e tudo, mas corri até o quarto dos bebês, totalmente preparada para fazer um escândalo. Eu abri a porta para encontrar... um berço.

“Qual o problema, querida? Você parece perdida.” Phillip veio atrás de mim, a imagem de um marido adorável.

Eu coloquei Henry para dormir no berço e, lentamente, virei para encará-lo.

“Eu sei que tinham dois berços nessa porra de quarto não tem três dias. Eu ia ter gêmeos. Phillip, caralho, onde está a minha menina?”

“Isabelle, eu acho que deve ser algum tipo de depressão pós parto ou algo assim.”

“VÁ SE FODER, PHILLIP! EU NÃO ESTOU LOUCA! Três dias atrás haviam dois assentos no carro, dois berços e dois enxovais neste quarto. Eu dei à luz dois bebês, um menino e uma menina. Henry Sebastian e Jéssica Marie! Eu não sei que merda está acontecendo, mas minha bebezinha está desaparecida. Existem pessoas que sabem sobre ela. Meus pais, meus colegas de trabalho, Todd, Dra. Whiting, Dr. Keats, todos eles sabem que eu estava esperando dois bebês. O QUE VOCÊ FEZ COM A JÉSSICA, SEU DOENTE FILHO DA PUTA?!” Eu gritei, meu rosto vermelho e lágrimas escorrendo livremente pelo meu rosto. 

O rosto de Phillip ficou de um jeito que nunca tinha visto antes. Era um rosto de fúria e desgosto. Ele me agarrou pela garganta e sibilou em meu ouvido:

“Você diz que são dois, eu digo que é um. Há um berço, um assento, um nascido vivo. Seus pais estão mortos, Dra. Whiting está morta, quando foi a última vez que viu seus colegas de trabalho? Todd? Ele dirá qualquer coisa que eu quiser que ele diga. Dr. Keats? Ele está sendo muito bem pago. Você tinha uma tarefa, minha querida, e você a executou muito bem. Você me entregou um filho. Se você pensa que alguém irá acreditar em você sobre Jéssica, você está tremendamente enganada. Todos pensarão que é depressão pós parto. Você me entendeu?!” Eu assenti com a cabeça o mais claramente que pude e Phillip me soltou.

“Agora vá e amamente meu filho.” Phillip me encarou e eu senti minha blusa sendo molhada pelo leite que escorria.

Peguei Henry rapidamente, me afundei na cadeira de balanço e chorei silenciosamente.

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CONTINUA...


10 comentários:

  1. posso matar esse homi? pq eu quero mt matar esse homi

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  2. Parabéns. Essa história está incrível, sério é a melhor série de vocês. A página é foda....eu imaginava que ele iria fazer a Jéssica sumir, mas nunca pensei que ele era igual ao pai dele, pensei que era algo por seu arrependimento mais ele é um filho da put* igual ao pai dele parabéns história fodásticamente foda e melhor que muito livro da moda por ai...Parabéns!

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  3. Ótima creepy. Quero arrancar o ovo esquerdo dele. O esquerdo. '-'

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Cara e uma ótima história e triste ao mesmo tempo, infelizmente vocês estão demorando demais para publicar a continuação e eu estou ficando muito ansioso pela continuação

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  6. Galera, sei que dá vontade de ler tudo de uma vez, mas aguentem aí!
    Todo sábado sai uma parte nova da história.

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  7. Caramba essa creepy está cada vez melhor!!! Maldito Phillip!!!! EU QUERO QUE ELE MORRA!!!!!!!!!!!!!!!!
    Ansiosa pela continuação...

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  8. Meu Deus! Essa Creepy esta muito boa!
    Enquanto a Jessica sumiu, eu fiquei confusa, e nesse momento de confusao, eu fiquei preocupada, quando a Isabelle 'parecia' ter apenas aceitado que nao havia nenhuma Jessica, logo depois para sentir raiva tremenda de Phillip! >:c

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  9. Me lembra o Richard do livro "O Guardião" do Nicholas Sparks *w* cara, esse Philip é muito FODA :V

    Ele pensou em tudo por seu propósito *3*

    Igualzinho ao cara do livro, o ruim é que no fim o vilão perde tudo ;-;

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