26/02/16

Eu era Professora de Escrita Criativa.

Logo depois de me formar, consegui um emprego em uma cidadezinha na região central de Wisconsin. Na aula dos alunos mais avançados, perto do Halloween, dei um exercício rápido de escrita de ficção. Tínhamos estudado lendas e folclore, e era vez dos estudantes construírem suas próprias histórias. 

Tamanho da tarefa: de 100 até 1000 palavras. Tema: Me assuste. 

A qualidade das tarefas entregues atingiu o nível que eu esperava - afinal, esses eram alunos avançados - mas um dos textos se destacou: uma obra escrita por um aluno quietinho chamado Jake. Sua história de ficção escrita em primeira pessoa parecia tão real... como se tivesse sido mergulhada na realidade. Até demais. Quase como se não fosse inventando, mas sim contando algo que acontecera com ele mesmo. Coloquei de lado, impressionada. 

A tarefa de de Kate era a última da pilha. Me lembro da experiência da leitura vividamente: as gotículas de suor se acumulando em minhas têmporas, o click repetido da caneta em minha mão, e uma sensação de pavor no fundo do meu estômago. Coloquei a dela em cima da tarefa de Jake e pensei: 

O que diabos vou fazer?

Ainda tenho os xerox das histórias originais e as vezes me pego pensando... Qual o motivo de eu ainda guardas esses textos?

Mas tem algo sobre eles - estão interligados, e tem algo muito cru e lindo ali. Me interesso muito pela escrita criativa de meus alunos, e seria uma vergonha deixar a chama desses contos se extinguir. 

Vou compartilhar os contos com vocês, e o que aconteceu posteriormente. 

Eu gosto muito de boas histórias.

***

O Conto de Jake

Meus pais colocaram a vovó Rosie em um asilo quando ela "começou a perder a noção da realidade", como disseram. Ainda acho isso bem cruel. Mas ela parecia feliz. Feliz o suficiente, pelo menos. 

Me lembro de visitá-la. Tinha uma cadeira de balanço, velha e de madeira que ficava de frente para a janela. Lá fora, nada além de campos verdes. Esse verde as vezes sumia e, quando nevava, virava um tapete branco por milhas e milhas. Não tenho certeza de qual estação do ano vovó Rosie gostava mais. Ela não falava muito. O que mais fazia era ouvir a rádio, sempre na mesma estação: 89.1. 

Mas a 89.1 nunca tinha sinal. Sempre na estática. Vovó Rosie ouvia estática, todos os dias, como se estivesse esperando algo acontecer. Ninguém entendia. 

Visitei-a um dia para deixar uma caixa de chocolates de presente. Vovó Rosie se balançava lentamente em sua cadeira, com grandes fones de ouvido cobrindo suas orelhas, olhando a neve cair. Não sei se ela sabia que eu estava ali. Entrei no quarto e coloquei os chocolates em uma mesinha e, de repente, a mão dela alcançou meu pulso e me puxou pra perto.

"Shhhh," sussurrou. "Ouça."

Vovó Rosie se aproximou e colocou o lado de sua cabeça contra a minha. Eu levantei um dos fones e ouvi. Era apenas estática. 

Eu estava prestes a falar, mas ela cobriu minha boca com sua mão. 

"Ouça bem," disse. 

Eu ouvi, mas para mim era só mais estática. 

"Logo, eles virão," disse. "Virão para me levar embora." 

Isso me apavorou um pouco, então fui para casa. Contei para meus pais o que havia acontecido, mas eles não acharam tão estranho quanto eu. 

Continuei pensando naquilo. Não estava conseguindo dormir uma noite, então chamei minha amiga Abby pelos nossos walkie-talkie. Ela mora do outro lado da rua e, de algum jeito, também sabia sobre a 89.1. Me contou que era uma antiga lenda da nossa cidade, e precisávamos de duas coisas para explorar mais esta lenda: um rádio e um armário com a porta levemente aberta. Vire de costas para o armário, ajuste o rádio na 89.1 e ouça, ouça bem. Em algum momento da estática, você ouvirá o som baixinho de um órgão, gritos distantes e o arrastar de correntes de metal ao longo de uma superficial de cascalhos. A porta aberta é um convite. Mantenha seus olhos fechados e, somente se você manter os olhos fechados, uma figura aparecerá e te arrastará para o armário. Daí em diante, seu destino é incerto.

"Como você sabe disso?" Perguntei. 

"Ouvi falar," ela disse. "Não conte para ninguém. Quanto menos souberem, melhor." Olhei pela minha janela e vi Abby em seu quarto. Ela colocou os dedos sobre os lábios.

"É o nosso segredinho," ela desligou o walkie-talkie.

Nos dias seguinte, não conseguia parar de pensar no ritual e na vovó Rosie. Por que ela estaria jogando esse jogo? Por que ela queria ser arrastada para um destino desconhecido? 

Mais uma vez falei para meus pais que estava preocupado com a vovó Rosie. Me desdenharam.

"Desde que o vovô morreu, acho que ela só quer ir..." minha mãe disse. "Ela quer ir para perto dele."

Eu queria saber mais, então decidi que eu mesmo tentaria o jogo. Era tarde da noite e abri apenas uma fresta do meu guarda roupa. Sentei na minha cama com as costas virada para o armário, liguei meu rádio da 89.1, e coloquei meus fones de ouvido. Ouvi a estática e fechei os olhos. 

Fiquei sentado ali por muito tempo, me focando bastante na estática. Quanto mais eu ficava ali, mais a sensação de que meu quarto estava se encolhendo aumentava. Como se estivesse se preenchendo com algo a mais, como se eu não estivesse sozinho.

Nos meus fones, ouvi um órgão tocando na distância e também gritos que pareciam muito longe, mas que se aproximavam. O barulho de metal começou e então ouvi uma voz:

"ABRA OS OLHOS!"

Pulei da minha cama, muito assustado. Abby estava rindo histericamente pelo walkie-talkie. Olhei pelo quarto e vi que estava sozinho. Olhei pela janela e vi Abby, sorrindo e dando risadinhas. Ela levou o walkie-talkie até a boca.

"Te assustei pra caramba!" falou. "Não tem ninguém aí! Você é um mariquinha."

Olhei para a a porta do meu armário. Estava totalmente aberta. A estática da 89.1 soava pelos fones de ouvido.

"Eu só estava brincando," o walkie-talkie chiou. Ainda não tenho certeza se era mesmo uma só brincadeira.

Vovó Rosie morreu duas semanas depois enquanto dormia. Seu tempo tinha chegado ao fim. E eu estava farto de ficar brincando com lendas e superstições. 
***

A história de Jake foi a mais interessante da pilha. A escrita dele precisava de algumas melhoras, claro, mas a ideia estava ali: uma lenda misteriosa, caracterização emocional e um fim ambíguo. Realmente achei que ele tinha inventado tudo aquilo, até que li a história de Kate.

***

O Conto de Kate

Pânico. Medo. Ninguém acreditava em mim. Nunca.

Falei para ele que estava brincando. Sobre tudo. Isso me ajuda a dormir a noite.

Mas sei o que vi. Um garoto, um ritual, a morte. Personificação da Morte. A Morte negra com sua foice, uma entidade que cerca sua vítima, buscando companhia para seu covil secreto e eterno.

Mas eu estava só brincando. Sempre brincando. O que fez tudo ficar bem.

Eu tinha que saber. Saber mais. Fui até o quarto dela. Parecia recentemente vago, como se a tampa de um ralo tivesse acabado de ser puxada para drenar uma pia. Os fones estavam no chão... estática. Nada mais que a estática.

Barulhos no armário. Ouvi uma respiração com dificuldade. Unhas arranhando a porta por dentro. Agarrei a maçaneta - algo, algo a mais. Algo sombrio. Não consigo abrir. Não abre. Me recuso a soltar.

Recuo lentamente. Uma voz baixa, aguda.

Me ajude.

A estática ecoa no quartinho. Nada mais que a estática. Fecho a porta quando saio. Me recuso a contar. Não vou contar. Nunca vou contar. Minha história não existe. Simplesmente não existe.

Não é nada além de estática. 
***

Ali eu tinha duas histórias interessantes e muito parecidas - Jake com um conto mais tradicional de folclore, e Kate com uma escrita mais personalizada, focada em emoções, arrependimentos e segredos. Talvez eu estivesse estudando lendas por muito tempo, ou talvez tinha sido vítima de muitas redações horrendas, mas não conseguia parar de pensar:

Pareciam muito reais.

Alguns dias antes do Halloween, pedi para Kate me esperar depois da aula. Queria saber mais; se ela era a Abby da história de Jake e se estava confessando ter visitado o quarto da avó dele no seu conto. Peguei sua redação e perguntei como havia escrito aquilo. Quais eram suas inspirações?

Ela deu os ombros. "Acho que foi só um experimento. Queria tentar um novo tipo de escrita. Você gostou?"

Fiz que sim com a cabeça. Um conto muito interessante, falei.

"Você já ouviu falar da 89.1?" Kate me perguntou.

Comecei a falar, mas não consegui terminar. Cuspi algumas palavras, mas Kate me interrompeu rindo. "Meu Deus, Sra. Patrick, tudo não passa de uma piada!"

Kate me explicou que ela e Jake tinham conspirado em escrever duas histórias que se interligavam, parcialmente para praticar a escrita, mas principalmente para zoar comigo. Era tudo inventado. Uma pegadinha de Halloween.

"Nós conseguimos te pegar, Sra. Patrick!" Kate riu.

Sorri desconfortavelmente. Era uma boa pegadinha, e sim, me pegaram. Falei que tinha gostado muito do conto, que devíamos continuar trabalhando em cima da escrita experimental dela e para curtir o Halloween. 

Mas algo parecia errado.

Tomei uns drinks com um instrutor veterano - eu, no meu primeiro ano dando aulas naquela cidade, e ele já instruía aqui há muito tempo. Contei para ele sobre a tarefa que tinha dado e sobre os contos de Jake e Kate. Ele riu, mas logo ficou um tanto pensativo.

"Que estranho," falou. "Você diz que Jake e Kate conspiraram para fazer uma pegadinha? Eles eram bem bagunceiros na minha aula no começo do ano, mas no outono pararam de se falar. Nem se quer olhavam na cara um do outro. Foi um tipo de desentendimento. Mas parece que se acertaram."

Nas semanas seguintes, observei Kate e Jake mais atentamente - tanto nas aulas quanto nos corredores. Jamais se falavam. Nem se quer olhavam um para o outro. Agendei uma conferência com Jake e falei o quanto ele havia melhorado como escritor, especialmente com seu conto de Halloween. Eu ri e falei que sua pegadinha com Kate tinha me pegado de jeito. Jake sorriu sem jeito. "Te pegamos, né?" falou. "Foi ideia da Kate."

Tudo foi inventado, disse. A estação 89.1 não existia, e também não tinha uma avó que morrera em uma casa de repouso. Todos personagens e circunstancias eram 100% ficção.

Dei parabéns pelo seu trabalho e disse para que continuasse escrevendo.

Mas mesmo assim, algo parecia errado. Como se eu tivesse perdido um ato de uma peça. Era possível que esses dois estivessem tão empenhados em pregar uma peça em mim que não se falavam mais na escola? Ou talvez estivessem namorando e não queriam que ninguém soubesse, então fingiam que não na escola. Afinal, tinham 15 anos. Para mim, isso parecia um motivo razoável.

Mas me mantinha ainda acordada. Nada mais importava. Fiquei obcecada com as histórias durante o dia e a noite. Notícias, esportes, eventos recentes, tudo isso passava batido por mim. O mundo real escapava entre meus dedos. Eu insistia naquilo.

Armado com alguns possíveis sobrenomes (obrigada, registros escolares), liguei para várias casas de repouso da área. Falei que estava procurando uma velha amiga da minha mãe, Rosie. Todas as ligações seguiam o mesmo script: a recepcionista dava uma olhada em alguns registros e não encontrava nada. Não encontraram nada com os sobrenomes que eu tinha.

Pesquisei na internet e também gastei bom tempo olhando arquivos da biblioteca. Não achei nenhuma lenda local ou folclore relacionada a 89.1. E sempre que eu sentia que estava quase desistindo, eu puxava o xerox da história de Kate.

Ela tinha visitado o quarto da avó de Jake. Era simplesmente real - não poderia ser falso.

Em uma última tentativa desesperada, eu passava muito tempo sozinha no meu quarto, ouvindo a estática da 89.1, de olhos fechados e com a porta entreaberta. Ouvia o mais atentamente possível, internamente desejando encontrar as badaladas do órgão, os  gritos desesperados na distância, e o som agudo do metal. As vezes eu achava que estava ouvido, que só precisava me concentrar um pouquinho mais. E aquela sensação de ter uma presença prestes a sair do meu armário - uma névoa negra esperando para me arrastar. Eu queria que viesse porquê queria que a história fosse real. 

Mas não veio.

Um dia, vi Kate e Jake sorrindo e rindo perto do armário escolar dele. Passei por eles, e Kate piscou para mim. 

Foi a gota d'água. Finalmente percebi que havia realmente sido enganada.

Acabou. Parei de pesquisar sobre a 89.1. Novamente fui beber com meu colega - dessa vez foram muitos drinks, diga-se de passagem - e bêbada, contei tudo que havia feito. Ele achou minha investigação ridícula e muito perigosa.

"Você se apega demais a histórias," disse. "Se eu não te conhecesse, diria que estava pesquisando para escrever a sua própria história. Deixa isso para lá."

Puxei os xerox da minha bolsa e coloquei-as na mesa do bar, manchando-as de cerveja. Meu colega pegou a história de Jake, lendo-a pela primeira vez. Leu com os olhos apertados, mas parou de repente, congelado.

"Espera," falou. "Você nunca me falou da Abby."

Dei os ombros. Abby era a Kate, falei. Sempre foi parte da pegadinha.

"Eu me pergunto..." pensou em voz alta, "Hmm."

Então ele contou tudo.

Há um ano atrás - mais ou menos dez meses antes de eu me mudar para a cidade - uma aluna da oitava série chamada Abby, desapareceu. Simplesmente evaporou. Em um minuto estava sozinha em seu quarto, no outro havia desaparecido. Alguns suspeitavam que ela havia fugido, mas não havia pistas. Também não haviam evidências de crime algum. Não havia familiares ou vizinhos suspeitos.

Ela simplesmente sumiu.

Eu li o conto de Kate novamente. Meu coração afundou no peito. O tempo todo achei que a visita dela se referia a avó. Mas talvez eu estivesse errada.

Talvez a voz aguda e os pedidos de ajuda no armário eram de Abby. Kate nunca especificou o quarto de quem estava visitando ou onde estava. 

Li o conto experimental mais uma vez, prestando atenção em cada palavra, só para ter certeza.

E naquele momento, tudo mudou. 

Falei com a administração da escola, eles entraram em contato com as autoridades e a policia teve uma conversa com Jake e Kate. Não levou a lugar nenhum. Não importava que Abby morava do outro lado da rua da casa de Jake. Não importava que tínhamos as palavras escritas nos papéis. Eram apenas histórias, as crianças falaram. Apenas histórias. Ficção pura. Afinal, Jake nunca tivera uma avó no asilo. Eles sentiam muito se tinham assustado alguém. Afinal, eram apenas contos de Halloween. Histórias bastante ambíguas. Inclusive, Jake pediu desculpas com os olhos lacrimejando por ter nomeado uma personagem fictícia com o nome da menina desaparecida - não tinha passado pela mente dele que isso era errado. 

E agora eu era um monstro por ter arrastado duas crianças nessa loucura. A equipe escolar me excluía e a cidade me condenava. Eu estava ferrada.

Parei de dar aulas logo após esse ocorrido. Saí da escola segurando uma caixa com meus pertences e Kate sorriu para mim de uma janela do primeiro andar como se soubesse de alguma coisa. Não a vi desde então. 

Não levei muito comigo de lá, mas levei os xerox das histórias. As vezes as leio só para aliviar o passado. E as vezes também, tarde da noite, sinto um fogo dentro de mim, querendo voltar para aquela pequena cidade de Wisconsin. Talvez a vovó Rosie fosse uma tia avó na família de Jake, mas que era chamada de vovó. Talvez eu deixei escapar alguma informação referente a menina desaparecida, sobre a 89.1, sobre as intenções de Kate. Talvez seja melhor eu tentar o ritual mais algumas vezes para ver o que acontece. 

Ou talvez seja tudo besteira.

Foi há dez anos atrás. E talvez eu seja a única a achar que tem algo a mais nessa história.

Eu estaria perdendo meu tempo se voltasse a pesquisar.

Mas mínima chance de que seja verdade é o que me mantem acordada durante a noite. Se não foi verdade, por que as crianças escreveram os contos daquele jeito?

Não tenho uma boa resposta para isso.

Suponho que, assim como eu, eles apenas gostem de boas histórias.


26 comentários:

  1. Mds, que creepy foooodaaa! Fazia tempo que uma creepy curta não me prendia assim. Sensacional!

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  2. Essa foi bem boa mesmo, talvez eles tenham escrevido algo mt proximo do que houve com a abby desaparecida de vdd sem querer,nao acho impossível kk

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  3. Aff, odeio essas creepy que deixa a gente sem saber o que aconteceu. Sem saber se tudo o que aconteceu era verdade ou apenas histórias :@

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  4. Mas 89.1 é a rádio rock :v

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  5. QUE CRREPY MARSVILHOSA ME PRENDEU TOTALMENTE. Bem que podia ter continuçao :')

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  6. Acho que o final é importante p que ela seja interessante assim, podia ter terminado de forma previsível, mas naaaaao, deixa essa dúvida maneira no ar

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  7. K..r...l...h, veeeei, mano... Que creepy foda mano...mds. Na moral man, se eu fosse dar uma nota pra essa creepy eu diria 1000000000000000000000000000/10.

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  8. odeio essas história q não revelam o que realmente ta acontecendo no final _(_

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  9. A história e ótima nem tão assustadora mas ótima só o final que podia ter sido melhor.

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  10. Só é possível saber a verdade testando...


    (Alguem fazer isso e grava?)

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  11. Se tem um final ambíguo, reclamam. Se tem final concreto, reclamam.
    É incrível mano. ;-;
    Um final que ninguém esperava, geral fala que é ruim, e quando todos esperavam, dizem que é ruim também. Se a história não tem final, reclamam que querem saber oq aconteceu, se tem, reclamam que era previsível demais. Porra ;-;

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    1. Já sabe como os tradutores se sentem.

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    2. Faço as palavras do Thiago as minhas.

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  12. não mano... a história é ótima mas da raiva qnd o final muda e fica digamos ambíguo como o outro disse lá em cima, não revela oq realmente aconteceu deixa dúvidas e talss...

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  13. Eu acho que a Kate sabe que foi aquilo que rolou com a Abby,e visitou o quarto dela,e convenceu o Jake a fazer a história exatamente do jeito que aconteceu

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  14. Caramba! Que história, eim? Eu amei!

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  15. A Professora deveria considerar investigar a família da verdadeira Abby a vó da história provavelmente se refere a vó dessa menina, e eles poderia ser um trio de amigos que se comunicava por walkie-talkie ou os dois viram ao mesmo tempo algo acontecer com a Abby

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  16. Talvez a professora seja a avó de Jake no passado, já que assim como a avó dele, a professora tomou uma obsessão pela estação 89.1, o que prova isso é a parte "Mas mínima chance de que seja verdade é o que me mantem acordada durante a noite. Se não foi verdade, por que as crianças escreveram os contos daquele jeito?",que mostra ela se indagando pela história. E no futuro, ninguém compreendeu a professora, assim como Jake não compreendia a insistência da avó em ouvir a estação. Todos os fatos estão ligados, até os pequenos. E isso faz sentido, já que a avó perdeu a sanidade e só pensava nisso, o que pode ter acontecido com a professora.. Um grande paradoxo temporal. Enfim, ótima creepypasta.

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  17. Adorei essa, ótima estória. E sim oq o outro cara falou sobre paradoxo temporal também passou pela minha cabeça.

    Final interpretativo é isso mesmo, existem inúmeras possibilidades e isso deixa a história melhor

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  18. Adorei essa, ótima estória. E sim oq o outro cara falou sobre paradoxo temporal também passou pela minha cabeça.

    Final interpretativo é isso mesmo, existem inúmeras possibilidades e isso deixa a história melhor

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  19. Caramba melhor creep mano!!!!! Eu queria tanto que tivesse uma continuação... Será que tudo isso foi real mesmo? Ou somente um conto de terror desses adolescestes? Eu queria muito saber!!!

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  20. VELHINHA ROCKEIRA (entendedores entenderão)

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  21. VELHINHA ROCKEIRA (entendedores entenderão)

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