07/02/16

O caso de Susan Walsh

Em 16 de julho de 1996, Susan Walsh de Nutley, Nova Jersey, estava com pressa. Ela deixou o seu filho, David, com seu ex-marido. Ela disse que precisava fazer algumas ligações e ir a um lugar. Mas Susan Nunca voltou. A polícia acredita que Susan Walsh simplesmente escolheu desaparecer. Alguns temem que sua vida tenha chegado ao fim.

Susan cresceu em um lar problemático, teve uma infância amarga. Mas, contudo, Susan ainda sonhava em ser poetisa. Ao completar 20 anos, ela estava muito distante de seu sonho. Em vez disso, ela era usuária de drogas, a fim de conseguir suportar a sua vida de stripper. Porém, ela ainda tinha esperanças na vida, e utilizava as gorjetas que ganhava para pagar a sua faculdade. Quando se graduou, em 1988, trocou sua vida como stripper por uma carreira de escritora.

De acordo com a amiga de Susan, Melissa Hines, ela esteve sóbria durante os quatro anos que permaneceu casada e foi uma mãe devotada.

“Susan amava muito o seu filho e estava sempre ao seu lado. As duas coisas que significavam muito a ela eram o seu filho e sua carreira como jornalista”.

Por fim, ela e seu marido se separaram. Seus trabalhos como escritora não pagavam o suficiente para sustentar o seu filho. De acordo com o jornalista James Rigdeway, ela voltou a ser stripper, pois não conseguiu resistir ao dinheiro fácil:

“Susan diria que ela era como uma viciada e que todo o negócio do sexo era um tipo de vício e ela estava tentando quebrar esse vício. Ela falaria incansavelmente em um nível intelectual contra a dança, e às vezes com grande articulação, sabe. Isso te faria sentir que isso era algo muito profundo. E então ela estava lá, dançando”.

Então, Susan conseguiu um estágio em um jornal alternativo de Nova York, “The Village Voice” [A Voz do Povo]. Por seu passado como stripper, ela ficou responsável em pesquisar sobre a indústria do sexo. Ela logo encontrou uma história quente: Mafiosos russos em Nova Jersey estavam supostamente forçando mulheres imigrantes jovens a trabalharem como escravas em clubes de strip. James Rudgeway descreveu Susan como obstinada com seu trabalho:

“Susan era uma pesquisadora fantástica. Ela realmente se dedicava a isso. Ela passava hora após hora, dia após dia, e então se meteu nessa situação na qual pessoas eram supostamente partes de um crime organizado. Os gerentes desses clubes começaram a ficar do lado das mulheres russas e a ficar contra os gerentes russos, era como se duas máfias se encontrassem. E Susan, claro, adorou isso e ficou bem no meio de tudo”.

Susan ganhou elogios por seu artigo sobre os mafiosos russos, mas também recebeu sérias ameaças quando foi publicado. Entretanto, isso não a impediu de investigar outro lado desse mundo obscuro. Dessa vez eram as boates de vampiros. Esses clubes atraíam jovens que se denominavam “góticos”. Eles eram conhecidos por suas roupas pretas extravagantes, mas, alguns levavam isso um pouco mais fundo, chegando a beber sangue de verdade.

Ela foi atraída pelo mundo dos vampiros, inclusive começou a namorar um homem que dizia ser um morto-vivo. De acordo com James Ridgeway, Susan escreveu um artigo detalhado, mas pareceu perder o seu objetivo jornalístico.

“Ela acreditava em muitas coisas que esse pessoal dizia a ela, sobre como havia assassinatos secretos e assim por diante no mundo vampírico. Ela, uma vez, me disse: ‘Eu encontrei esses dois caras e eles tinham essa van assustadora e eu não sabia se deveria entrar nela ou não.’ Então, eu disse: ‘Olha, não entre nessa van, porque eles podem não ser vampiros, sabe.’”.

Para a decepção de Susan, o jornal The Village Voice nunca publicou a sua história. Ela, então, voltou a dançar em tempo integral. Em um documentário feito por um amigo, Susan falava sobre o papel que a vida de stripper tinha tomado em sua vida:

“Isso me suga. Estive nisso por quatro anos e meio, quatro longos anos, eu diria, e estou presa dentro desse dilema porque me sinto sugada. E eu estou machucada, admito isso, muito machucada por causa desse negócio. Eu estou sofrendo muito”.

O diretor Jill Morley esteva com Susan dois dias antes de ela desaparecer:

“Ela disse que estava com bronquite, enfisema e úlcera. Ela disse que esteve no hospital duas vezes naquela semana. Falou sobre suas mudanças de humor, sobre estar depressiva e empurrando a vida com a barriga”.

48 horas depois da última vez que Jill a viu, Susan desapareceu. Será que ela entrou em colapso por causa da depressão ou da saúde fraca? Ou será que ela estava em algum lugar, esperando por ajuda? Os amigos de Susan tinham que considerar as teorias mais obscuras. James Ridgeway disse que acreditava que Susan havia se tornado usuária de drogas:

“Acho que ela saiu e provavelmente ligou para alguém vir e pegá-la e deve ter tido uma overdose, e deve ter tido na presença de alguém que a conhecia e que estava com medo de fazer alguma coisa sobre isso”.

O detetive John Rhein de Nutley, Departamento de Polícia de Nova Jersey, disse que a polícia tinha uma teoria completamente diferente:

“Acredito que Susan Walsh esteja viva. Por alguma razão desconhecida, para mim, ela optou por deixar a sua família e casa, o que ela tinha todo o direito de fazer”.

Um número de pessoas, incluindo uma velha amiga, Melissa Hines, disseram à polícia que viram Susan após ela desaparecer entrando em uma limusine.

“Eu tenho certeza que era ela. Tenho certeza que vi Susan um mês depois de seu desaparecimento”.
O detetive Rhein seguiu a informação de Melissa:

“Nós rastreamos o número da placa que Melissa Hines nos deu, conversamos com o proprietário e usuário deste veículo. Ele esteve com uma mulher que bate com a descrição de Susan. Ele viu fotos e teve certeza de que era ela. Mas, novamente, não tivemos nenhuma identificação positiva de Susan Walsh naquele tempo”.

Melissa acredita que se Susan estiver viva, ela deve estar se escondendo deliberadamente:

“Susan definitivamente acreditou estar em perigo. Ela temia por sua vida e acho que ela estava com medo que a vida de seu filho também estivesse em perigo. Ela, na verdade, me disse que não faria isso no próximo ano. Ela sentia que estaria morta”.

Floyd Merchant é o pai de Susan:

“Acredito que há uma chance do mafioso ter estado atrás dela. As pessoas no crime organizado se preocupavam que Susan tivesse informações que pudesse os mandar para a cadeia. De acordo com Susan, esse era o caso”.

Melissa Hines acredita que alguém estava seguindo Susan:

“De primeira, acreditei que fosse apenas a imaginação dela, mas vi com os meus próprios olhos. Eu vi carros seguindo ela, nós duas, pessoas seguindo o meu carro, ela estava no meu carro. Então definitivamente alguém a estava perseguindo”.


Quem seria essa pessoa que poderia estar seguindo Susan? Ninguém sabe. Mas agora, anos após seu desaparecimento, a polícia acredita que ela foi assassinada e o caso continua em aberto.

Fonte: http://unsolved.com/archives/susan-walsh


24 comentários:

  1. Ta todo mundo na folia, só eu vim comentar kkkkk

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  2. Chatooooooo...Mas é melhor perder tempo lendo sobre um caso de uma mulher que eu não dou a mínima do oque "curtir" o carnaval...

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Hmm...chatinho...mais acho melhor ler isso do que "ir pra folia" q nem todos devem estar fazendo '-'
    Ñ gosto de Carnaval...

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    1. Tamo Junto/
      Ainda bem que hoje é o último dia desse lixo.

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    2. Praticamente todo br curti... Mas somos dois

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    3. Praticamente todo br curti... Mas somos dois

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  5. Muito bom, na verdade. As pessoas tem que aprender que mais assustadores que um monstro ou uma lenda que nunca vão existir, são casos reais assim.

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    1. concordo com voce, mais tambem acredito que algo sinistro ficou subtendido ai

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  6. Carnaval é vida rsrs, desculpa u.u

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    1. Isso é o que você acha, desculpa u-u

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    2. Pega metralhadora, tra tra tra, desculpa u.u

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  7. Nem ligo se é carnaval, eu quero é dormir, jogar, comer e ler creepypastas <3 e essa creepy é legal, apesar de ser mais documentário do que conto de terror :v

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  8. vcs dizem que é chato porque não tem essa coisa fictícia de monstros, fantasmas...quando na verdade, creepys assim que são as mais assustadoras, pois podem acontecer com qualquer pessoa.

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  9. Se você for perguntar a idade de quem comentou que é chato, vem toda a criançada

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  10. Interesante, é um novo tipo de creepy. Se vc for se colocar no lugar da mulher seria um situação assustadora... Enfim, contanto q eu no precise "ir pra folia", nao me importo de ler esse tipo de creepy.

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  11. Ei me imaginei no lugar da Susuan na parte em que ela é seguida pelos carros e se torna assustador sim, é só usarem a criantividade gente '-'

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  12. Eu diria que ele é egoísta em deixar seu filho com seu Ex-marido. Acredito que o pai tenha dado uma ótima educação ao filho, porém quando o mesmo pergunta da mãe, nem mesmo seu pai sabe dizer. Será que um dia o filho dela irá ir atrás ? será que ela deixou pistas para ele ? pelo fato de estar em uma limousine de um "cara", ele deve estar ganhando a vida com algo relacionado a...a mafia russa!

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  13. Mais artigo investigativo do que creepy porém, rico em detalhes (apesar de justamente pela falta deles, o caso não foi encerrado). Achei interessante.

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