06/02/16

Ubloo - Parte 5.5

Cheguei na escola quase às exatas duas da manhã.

Peguei a mochila no banco traseiro e coloquei em meu colo.

O ar noturno estava sombrio e calmo. Eu havia estacionado à uma distância considerável da escola, então eu peguei a sacola pelo ombro e comecei a longa caminhada até o portão.

Enquanto eu andava, eu não podia parar de pensar no que Eli havia me dito. Sobre o Ancião, os Ubualas, tudo. Como é que aquele Daiala Bu Umba falava Ubloo? Por que ele me dizia para acordar na ausência de outra pessoa? Eu andei um pouco mais rápido e então eu parei por um momento.

E se não era ele falando Ubloo? E se fosse outra coisa? Algum outro espírito tentando me ajudar?

Tentando impedir o pior de acontecer? Fazia sentido. Fazia muito sentido. Esse era o porquê de sempre que ao meu despertar de um sonho eu ouvir isso antes.

Senti meu estômago revirar enquanto eu andava novamente. Se a besta se alimentava com desespero, então faria sentido algum espírito benevolente me acordar antes dele perceber esse sentimento. Minha mente estava à mil com toda essa nova informação, e pela primeira vez em muito tempo, eu senti uma pequena faísca de esperança.

Na hora que eu cheguei no portão, meu ombro estava começando à doer por causa da mochila. Peguei no meu bolso a garrafa de Adderall. Tomei outra pílula, só para estar seguro. Coloquei de volta em meu bolso e peguei as chaves. Segurei meu fôlego, enfiei a chave prateada na fechadura.

Ela girou.

Finalmente as coisas estavam começando a acontecer do meu jeito. Abri o portão suavemente e entrei. Abaixei a cabeça e corri pelo caminho, silenciosamente, até a porta. Enfiei a chave dourada, abri e entrei sem fazer barulho algum.

Fechei a porta que estava atrás de mim e ela estava preenchida por uma escuridão profunda. Abri a mochila e tateei cegamente em busca da minha lanterna. A peguei e liguei. Eu apontei para a primeira sala, esperando ver algo ali. Muitos filmes de terror quando eu era criança, acho eu. Eu me virei e comecei a fazer meu caminho pela casa.

Novamente, eu não sabia o que procurava naquela casa, mas de algum modo, senti que saberia quando encontrasse. Subi pelas escadas e fui pelo escritório e as salas de aula. Bati nas paredes, tentando ouvir se ali tinha alguma passagem falsa ou coisas por trás delas. Vasculhei as salas e voltei para baixo pelas escadas. Após uma hora ou duas de pesquisa pela casa, eu me abaixei e suspirei.

Eu teria de voltar outra noite e tentar novamente. Merda.

Eu não sabia o que esperar enquanto eu procurava pela casa, mas de algum modo, eu senti que saberia.

O engraçado era que a construção não era muito diferente de uma que eu vivi em Stoneham, Massachusetts. Eu me levantei, fui até as paredes e acariciei algumas das tábuas. A mesma cor da pintura, ou era parecida. A mesma decoração. Mesmo piso no chão. Só tinha algo sobre os carpetes que eu não podia pisar. Devia ser por causa que eu odiava aspirá-

Então eu o vi.

Um piso, em um tom mais suave que o resto.

Andei sobre até lá e apontei minha luz para ele. Apesar de ser a mesma madeira, parecia um pouco mais clara, o acabamento um pouco... melhorado. Parecia... novo.

Larguei a mochila e peguei o martelo e o pé-de-cabra. Arranquei os pregos um por um e no final eu arranquei o assoalho inteiro até ele se partir ao meio. Eu conseguia enxergar apenas três polegadas dentro do buraco. Tentei iluminar o buraco com a minha lanterna, mas não dava para ver o suficiente.

Fiquei louco com a ansiedade, arrancando as tábuas usando o espaço em aberto como alavanca. Puxei mais duas vezes e apontei a lanterna novamente. O que eu vi quase me fez vomitar.

Haviam ossos no chão em baixo do piso. Não era incomum as casas de Louisiana serem construídas à alguns metros do chão, para evitar inundações, embora essa estivesse longe o suficiente de qualquer cano de água. Só havia um metro ou dois de espaço e então terra, que estava absolutamente cheia de ossos e cinzas. Procurei por aquele pedaço do chão freneticamente com minha lanterna, e então eu o vi.

Apagado, mas ainda ali, estava um grande círculo em volta da pilha de ossos e cinzas, com símbolos que eu reconhecia quase que instantaneamente.

Era Khoe antigo.

Fiquei sentado ali, encarando as escritas horríveis, quando eu vi um pedaço de papel bem ao lado. Me abaixei até meus dedos pegarem e puxarem o papel.

Abri a nota e li:

“Eu perguntei como você dormiu à noite, agora tenho minha resposta. “

Assinado no verso:

“Monaya Guthrie”

Me sentei, ainda não acreditando.

“Monaya Guthrie. ” Eu falei para mim mesmo como se eu gritasse de raiva. Ela deve ter invocado Ubloo novamente, de algum modo, com esse ritual e isso logo para alguém responsável por fechar a escola. Meus olhos se encheram de lágrimas de fúria e frustração. Mas por quê? Por que o monstro ainda está caçando? Se ele matou a tribo, então por que ele ainda está aqui?

E então eu percebi.

O pajé escreveu que sua esposa estava grávida quando foi assassinada, e que ele queimou a tribo inteira para invocar o monstro. Mas e se não fosse a tribo inteira, e se o que o mostro queria mesmo ele já tivesse matado, quando o pajé o invocou, e ele ainda estivesse procurando pela criança? E se o pajé de algum modo tratou de salvar sua cria?!

Minha mente estava à mil. Mesmo primitivos, não era incomum que os remédios antigos estivessem hábeis para realizar tal procedimento. Quero dizer, é só uma premeditação prematura.
Gardei minhas ferramentas e a anotação na mochila e levantei.

Monaya Guthrie, eu tenho que encontrá-la. Ou pelo menos alguém que a conheceu. Ela devia ser a minha próxima meta. Puta que pariu, ela deve até mesmo ser descendente de-

O piso atrás de mim estralou e eu congelei de medo pelo som.

Girei e iluminei com minha lanterna e gritei.

Ali no escuro, iluminado por um feixe de luz, estava Ubloo.

Ele me observava com aqueles olhos pretos e me encarava enquanto eu tremia de medo.
“Preciso acordar. Merda merda merda Eu tenho que acordar. ”

Eu vi ele lentamente começar a rastejar em minha direção, com os ossos de seu corpo visíveis em baixo daquela pele cinza clara, em cada movimento.

E então eu percebi. Em nenhum sonho eu sabia que eu estava dormindo.

O pânico se acomodava como uma febre. Os homens da tribo que viram Ubloo quando estavam acordados, o jeito que Andrew morreu pressionado contra a parede que ficava contra a porta. Meu coração estava saltando do meu peito.

Não era nenhum espírito benevolente tentando me acordar. Como eu pude ser tão burro?
Era Ubloo. O tempo todo era Ubloo. Me dizendo para acordar todas as vezes. Me fazendo sentir seguro até os últimos momentos. Mas desta vez, desta vez eu percebi que não haveria um ‘acordar’.

Não havia escapatória.

Ubloo parou, inclinou a cabeça levemente, e depois galopou para mim. Eu gritei, ele se virou e correu. Eu corri para fora da porta da sala de aula e para o corredor. No meio do corredor, vi uma porta e ouvi Ubloo bater em uma parede atrás de mim, me perseguindo. Foi se aproximando de mim mais rápido. Me atirei para fora da porta e me vi em outra sala de aula. Eu corri e procurei freneticamente outra porta. Corri alguns metros depois dele e puxei o revólver na parte de trás da minha cintura. Eu apontei minha lanterna para onde eu tinha acabado de entrar e ouvi as batidas na moldura interna da porta. Ubloo veio rapidamente através dela. Disparei três tiros e vi ele recuar.

Onde as balas tinham atingido apareceram pequenos orifícios pretos. Ele não sangrou, e observei com horror como os buracos simplesmente fecharam-se.

Fuji pelo corredor perto de mim no meio da sala e olhei em volta com a minha lanterna. Sem saída. Senti meu coração bater mais rápido. Pisquei a lanterna e então percebi que não haviam janelas.
“Não. Não não não não não. Porra porra PORRA! “

Eu ouvi Ubloo se aproximar da porta pela outra sala. Corri para o canto e me virei para olhar.
Lentamente eu vi a tromba alcançar o marco da porta, e então sua cabeça apareceu, com aqueles olhos pretos horríveis me encarando, me encurralando no canto como um rato.

Eu alcancei o revólver e me encolhi contra a parede. Esse é o fim. Esse é o fim de Thomas Abian. O doutor gênio, Abian, quem foi confiado o salvamento de Andrew Jennings de todos aqueles dias anteriores.

Comecei a chorar.

“O fim é o início. “ Eu disse para mim mesmo enquanto chorava.

Ubloo entrou e estava lentamente rastejando até a sala na qual eu estava sentado.
O fim é o início. Que jeito estúpido de dizer isso. Eu balancei minha cabeça e lágrimas caíram em meu colo.

Eu podia ouvir Ubloo chegando mais perto agora.

“Irei virar outra pista de merda agora. “ Pensei para mim mesmo enquanto sentado ali, chorando como um bebê. E para falar a verdade eu esperava qu-

E então eu percebi tudo, a verdade doentia e horrível disso tudo.

O monstro não se alimenta do nosso desespero, da nossa tristeza, ele se alimenta de nossa esperança.
Ele nos mantém vivo o suficiente para pensarmos que conseguiremos, e então ele nos leva.

Os pisos em minha volta estralavam por causa do peso de Ubloo, enquanto ele chegava mais perto.
A esperança que Robert sentiu quando ele encontrou o livro, a esperança de Andrew quando eu dei para ele a Cyproheptadine, minha esperança quando encontrei o ritual e a nota sob o chão, a ilusão de Ubloo ser um espírito benevolente.

Mas o pior de tudo é que a maior esperança que vinha de nós, é a de que iríamos acordar.
Comecei a chorar mais enquanto tudo fazia sentido.

Era a maldição perfeita. Uma que ficava mais forte quanto mais você pensava que você podia derrota-la. O fim é o começo de tudo. O fim da minha vida era o começo de sua fome por alguém novo à maldição.

Eu abri meus olhos e encarei Ubloo. Sua cabeça estava a um pé de onde eu estava sentado. Ele sabia, de algum modo, que estava prestes a cumprir o motivo de sua vinda.

“Eu devo deixar ele me enterrar. “ Eu chorei enquanto eu levantava o revolver.

 Coloquei o cano frio na minha boca e senti meus dentes se entortarem.

Abri meus olhos o suficiente para ver sua tromba chegando mais e mais perto, para sentir o gatilho escorregar pelo meu dedo, e um clarão de luz preencher aquela escuridão e aquele quarto vazio. O meu último eco foi o pensamento de que uma pobre alma me encontraria ali.

Epílogo

Eu li em algum lugar que as luzes da polícia foram designadas para piscar de uma maneira que fizesse os olhos humanos incapazes de se acostumar a elas, então elas seriam constantemente perceptíveis. Estive testando essa teoria por quatro anos que eu estive na companhia e para ser honesto com você, acho que é verdade.

Tendo as luzes girando sem o som que sempre foi estranho para mim, mas dessa vez eu não quero acordar ninguém por nada. Mesmo assim, não haviam outros carros na estrada naquela hora e para ser honesto, as luzes nem mesmo eram necessárias.

Eu recebi um relato de barulhos altos e possivelmente disparos de arma na velha escola.

Provavelmente, um monte de adolescentes acendendo fogos e tentando ver fantasmas e aquela merda toda novamente.

Balancei minha cabeça.

Esperançosamente não são aquelas duas crianças estúpidas novamente, dizendo que precisam “investigar ”. Aqueles dois eram os piores. Os irmãos Westchester? Winchendon? Quem liga?!

Meu motor ronronou sob o capô do meu carro enquanto eu acelerava para onde a escola ficava.

Apaguei as luzes enquanto eu dobrava a esquina final e estacionava ali fora.  Abri a porta do meu carro e sai, inspecionando o portão com minha lanterna. Parecia estar aberta. Alguém deve ter esquecido de trancá-la. Eu balancei a cabeça novamente. É como se eles estivessem pedindo às pessoas para entrar aqui.

Fui até a porta e a abri. Eu confesso a você que eu nunca fui alguém que acreditou no paranormal, mas este lugar me deu arrepios. Eu andei até os degraus da frente em silêncio e ouvi. Não soou como se houvessem crianças lá. Eu fiquei ouvindo por mais dois ou três minutos, apenas para ter certeza, e então achei que eles deviam ter saído. Fui até uma das janelas e apontei a minha lanterna. Tudo parecia estar normal.

"Cabo 4 em expedição." Eu disse no meu rádio.

"Vá em frente do cabo 4." A voz respondeu.

Eu comecei a andar pelo perímetro do edifício à procura de sinais de entrada, jogando minha lanterna aqui e ali.

"Parece que quem estava na escola havia saído foi agora. Eu não consigo ouvir nada acontecendo lá dentro ".

"Roger, aqui é o cabo 4."

"Eu vou fazer uma varredura rápida para ver se há alguma coisa aqui. Qualquer coisa eu te falo. "

Eu andei em torno do perímetro do edifício, que levou bastante tempo desde o lugar é muito, muito grande. Esta não foi a primeira vez que eu tive que fazer isso. Este lugar chamava muita atenção, especialmente perto do Dia das Bruxas quando o mito local circularia mais uma vez, dizendo que este lugar era assombrado. Crianças. Mina nunca vai ficar assim, eu prometo.

Eu tinha começado a andar perto do quadro do horário escolar da porta da frente. Eu estava quase pronto para chamar Billy quando eu vi algo pela janela. Algo parecia... estranho. Como eu disse, eu tinha feito isso muitas vezes antes, então eu sabia que estava fora do lugar. Fui até a janela e joguei a minha luz.

O que eu vi me intrigou. Um dos quadros de porta estava todo preso para dentro e quebrado. Parecia que alguém tinha batido com uma marreta nos lados.

"Foda-se." Eu disse a mim mesmo em voz alta. "Carro 4 a expedição." Eu disse rapidamente no meu rádio.

"Vá em frente cabo 4."

"Parece que quem estava aqui danificou o edifício. Vou ver se eu posso entrar e visualizar. Solicitando cópia de segurança. "

"Roger, aqui é o Cabo 4. Cabo 2 proceda à até o local do carro e ajude-o."

"Roger." Bill disse através do rádio. "Eu estou há cerca de cinco minutos de distância do carro 4. Faça o procedimento agora."

"Entendido. Entendido. "Eu disse me afastando.

Corri de volta para os degraus da frente e tirei minha arma do coldre. Não tenho certeza se era o instinto que eu ganhei pelos dois turnos no Iraque ou apenas a forma estranha que o marco da porta ficou preso, mas algo não estava certo ali. Eu lentamente fiz meu caminho até a porta da frente e tentei a maçaneta. Para minha surpresa, ela girou.

A porta se abriu suavemente e silenciosamente. Ergui a lanterna sob a minha pistola e examinei o saguão. Nada de realmente errado aqui. Comecei a andar pelo corredor, para a direita, em direção ao canto de trás do edifício, onde o marco da porta estava preso.

Eu estava no meio do corredor quando eu percebi que era impossível andar sem ranger as tábuas do assoalho. Eu estava ansioso e acelerei meu ritmo um pouco.

A estrutura da porta que ficou presa estava muito danificada.

Parecia que quem fez isso foi até o quarto e a forçou em direção ao corredor. Fui até o quarto e não tinha muito o que olhar antes de eu ver o buraco no chão. Parecia que quatro ou cinco tábuas tinham sido forçadas para cima.

Lentamente fui até o buraco e joguei minha luz através dele. Havia algo lá embaixo, eu apenas não poderia fazer nada. Agachei-me em meus calcanhares e olhei por alguns segundos antes que eu percebesse.

Eram ossos.

Eu joguei minha luz mais em volta. Tinha uma tonelada de ossos. Até aí tudo bem, pois eu não estava com medo ... até que eu notei a pintura.

Os ossos estavam meio que em forma de pilha, mas todos formando esses desenhos estranhos. Parecia um cruzamento entre árabe e mandarim.

Eu senti os calafrios e depois apertei o botão para falar no meu rádio.

"Cabo 4 ao 2, qual é a sua situação?"

"Cerca de dois minutos de distância do Cabo 4."

"Roger, vá apoiá-la."

Levantei-me e inspecionei o quarto um pouco mais de perto. Os pisos com os pregos arrancados.

Quem fez isso sabia para onde olhar. Alguns deles estavam quebrados, no entanto, pois a pessoa deve ter feito isso tudo com pressa, freneticamente, quase como se-

"Puta que pariu, cara." Eu disse sob a minha respiração.

Eu segui o que eu vi no chão com a minha lanterna.

Por todo o chão estavam sulcos profundos e arranhões. Eu os olhei mais de perto. Parecia que tinha dois pés, mas só deixou dois arranhões a cada passo.

Arrepios percorreram minha espinha. Isso definitivamente não estava certo. Algo aqui não está certo.

Levantei-me e segui as marcas de arranhões por fora da porta e no corredor. Eles levavam a uma curva à direita, onde parecia que algo tinha esmagado no canto. Esses arranhões levavam a um corredor e então a uma sala à esquerda. Eu reduzi a minha abordagem quando eu notei que este marco da porta havia ficado muito bem preso, mas desta vez ele foi preso do corredor para o quarto.

Enquanto eu estava ali inspecionando o quadro ouvi algo. Um gotejamento fraco, como uma torneira pingando... pingando em um prato molhado.

Pode haver alguém aqui.

Engoli em seco e, em seguida, virei a esquina, jogando minha lanterna para onde quer que eu apontei minha arma. Então eu vi.

Lá, contraído contra a parede, era o que restava de um ser humano.

Eu joguei minha luz em suas mãos e vi o revólver. Suicídio.

Lentamente, aproximei-me do corpo. Parecia que quem quer que fosse tinha um enorme saco com ele, com o que parecia ferramentas dentro dela. Eu acho que eu sei agora quem arrancou as tábuas do assoalho.

Ouvi a porta bater enquanto Bill fechou por dentro.

Era estranho. Eu havia encontrado vítimas de suicídio antes, já vi um monte de cadáveres, mas eu senti algum tipo de conexão com este. Algo que eu não poderia tocar.

Ouvi passos pesados de Bill quando ele saltou para o saguão.

"... Jeff?" Eu o ouvi chamar nervosamente.

"Volta aqui Bill." Eu gritei de volta.

Ouvi seus passos pesados , se desviando, fazendo o seu caminho de volta para onde eu estava, e o ouvi, ofegante, antes mesmo dele entrar na sala. Pobre Bill. O cara não poderia executar umas coisas dessas sem perder o fôlego.

"Oh, porra, Jeff." Ele disse que quando viu o corpo.

"Sim, Bill, meu velho amigo." Eu disse, olhando para o corpo. " O cara quebrou as tábuas do assoalho no outro quarto por qualquer motivo e, em seguida, veio aqui e explodiu seu cérebro."

Bill ficou em silêncio por um momento. Alguns policiais absorvem isso tudo mais rápido do que outros. Em termos entre Bill e eu, vamos apenas dizer que eu estava jogando xadrez e ele estava jogando damas.

"Bem, eu vou chamar a funerária. Eles devem ter uma equipe forense aqui ago- "

Um ruído interrompeu Bill.

Era um telefone. Era o telefone dele. O telefone do homem morto.

Me disseram que você nunca pode contaminar a cena do crime, para nunca tocar em nada até a equipe forense chegar lá. Eu nunca tinha quebrado as regras antes no trabalho. Droga, se bem que eu nunca sequer usava o maldito uniforme, sem ter certeza de que ele estava limpo todas as manhãs, mas algo dentro de mim, algo no fundo da minha mente me disse que eu tinha que atender o telefone.

Agachei-me para baixo e enfiei a mão no bolso onde ele estava tocando.

"Jeff! O que você está fazendo não podemos -! "

"Ah, foda-se, Bill." Eu falei quando eu finalmente consegui soltar o telefone.

Eu olhei para a tela frontal. Havia apenas um primeiro nome de quem estava ligando. "Eli."

Eu pressionei “atender” e levei o telefone até meu ouvido, mas não disse nada.

Houve uma curta pausa, e então:

"Olá? Doutor?"

"Este é o policial Jeff Danvers da força policial Tawson."

Houve uma pausa, desta vez um pouco maior.

"Onde você encontrou este telefone?"

Quem quer que Eli seja, ele não era estúpido.

"Eu o encontrei no bolso de um corpo, na cena do crime. Sinto muito, mas acho que este doutor que você está tentando alcançar já bateu as botas. "

Houve outra pausa, e eu comecei a me sentir desconfortável. Foda-se, o que eu estava pensando quando respondi a esta chamada?

"Sinto muito, senhor." Eu disse novamente.

"Foi você quem o encontrou?" Ele perguntou.

Eu estava um pouco surpreso com essa pergunta.

"Encontrei?", eu respondi.

"Sim. Foi você quem primeiro encontrou o corpo? ” Ele perguntou de novo, soando um pouco mais preocupado neste momento.

"Sim senhor. Eu encontrei o corpo apenas cerca de cinco minutos ag- "

O que eu ouvi seguinte, embora eu não sabia até então, iria mudar a minha vida para sempre.

"Bom Jesus ... Sinto pena de você, rapaz." É tudo que eu ouvi o homem dizer antes da ligação cair.

Fim?!

Créditos à DifferentWind.
Versão final: Creepypasta.com



31 comentários:

  1. Eu não esperava por essa /: meio que tava torcendo pro cara conseguir se livrar do Ubloo. E, poxa, eu também pensei que ele era bonzinho por tentar acordá-lo. Mas ainda assim, essa creepy é genial. Você já tem alguma ideia da próxima tradução? "Dad's Tapes", do EzMizery, o autor da 1%, parece ser boa.
    Outra coisa: não tô criticando não, mas imaginem o caos se você postasse um final besta como "Eu peguei o Ubloo." antes de postar o final real. Só pra ver o circo pegar fogo. :v

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    1. Além do mais, têm o final alternativo, do reddit. Não o leia. É bem ruim.

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    2. E agora que você disse isso eu obviamente irei ler a versão alternativa só pra passar raiva :v

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    3. Manda o link do final alternativo que eu tbm quero ler :V

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    4. Quero ver choro e arrependimento B)

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    5. Foi exatamente nisso que eu pensei XD

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    6. Eu não achei esse final alternativo não o-o manda o link que a gente te paga em lágrimas.

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    7. https://m.reddit.com/r/nosleep/comments/34f3oz/update_ubloo_part_four/

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    8. a versao alternativa e a original cara. o escritor mesmo disse que tava passando por tudo isso, n teria como ele escrever a propria morte ue.

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    9. Não é a primeira vez que Different Wind narra sua morte.

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    10. Então deixa eu ver se eu entendi. O final é o policial gritando p ele largar a arma? É isso? E o autor falou sobre "acontecimentos traumaticos" ele deu a entender que a história é real? É isso?

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    11. Esse final alternativo ruim ai termina com ele segurando uma laranja?

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  2. Eu detesto essas creepy que os cara narra a própria morte mas essa foi bem loka

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  3. Notei essa referência a Supernatural aí hein haha

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    1. Também! Hahaha tomara que os Winchester resolvam

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    2. Também! Hahaha tomara que os Winchester resolvam

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  4. Nossa, não entendi nada. Alguém me explica, por favor. O Ubloo era bonzinho ou o que? Por que doutor cometeu suicidio? Aff, o que era a maldição?

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    1. Lê a creppy desde o inicio! Uma pena pq você mesmo perdeu a meada da história!

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    2. Eu já li, mas não entendi nada!

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  5. Vou pensar 2 vezes em achar um homem morto! Não quero pegar ubloo!!!

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  6. O Thiago vc adicionou um pouco a mais no final ????

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    1. Na verdade, aconteceu que na parte dois eu estava doente e postei o que eu havia traduzido (metade) e a outra parte viroua 3. Acabou que parte da 5 foi pra 5.5, mas no original só vai até 4.5.

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  7. muito bom,Seria legal se postassem sobre Matrix

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  8. muito bom,Seria legal se postassem sobre Matrix

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  9. A melhor série de CP que já li

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  10. Série top. Aliás, todas as creppys são ótimas. Algumas são realmente surpreendentes. Meus parabéns ao site.

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