22/07/16

Não inveje os mortos

Ela está sentada na minha frente, olhando ao redor da sala. Ela é velha, com quase 80 anos talvez, mas se senta com a postura de uma mulher mais jovem. Seu cabelo é branco e encaracolado, que cai como um chapéu sobre sua testa. Seu peito é carregado com bijuterias. Os diamantes e perolas falsos se penduram como frutos numa arvore enrugada que é seu pescoço. Ela esta sorrindo, seus olhos vagando pelos inúmeros rostos no bar. 

Eu fecho minhas mãos sobre a mesa. “Por que você não está me ouvindo?!” 
Nós estamos sentadas assim durante quase quatro minutos. Eu a vi quando entrei e a reconheci imediatamente a partir da foto online. O nome dela é Angelina Bodden. Seu site se gaba de que ela pode ver e se comunicar com os mortos. Normalmente eu não acreditaria em tal coisa, mas a miríade de comentários de clientes satisfeitos me levou a arriscar. Ela cobra $100 a hora, então ficar aqui sentada em silencio não estava no menu para mim. 

Ela estava em uma cabine na parte de trás do bar. Eu escorreguei para o assento na frente dela e disse: “Você é a Angelina? Eu sou Etta, aquela que te enviou o e-mail.” 
Angelina não respondeu. Ela quase nem olhou pra mim. Tentei novamente, “Você pode me ouvir? Meu nome é Etta.” 

Ela não demonstrou ter me visto. Ela apenas sentou do outro lado da mesa, os olhos vagando de rosto em rosto. Eu tentei me inclinar mais na direção dela para falar com ela. Eu tentei gritar. Mas ela se recusa a responder. Eu estava prestes a me levantar da mesa num acesso de raiva quando um homem mais velho se aproximou da mesa. Ele é baixo e magro. Ele parece particularmente simples perto de Angelina, que está enfeitada com joias. 

Ele se senta ao lado dela e beija sua testa. Ela se inclina em direção a ele e pergunta, “Eddie, tinha fila para o banheiro?” 

“Não pergunte a um homem velho sobre seus negócios,” ele respondeu numa risada. 
Angelina acaricia seu braço. “Tem uma jovem sentada na nossa frente?” 

Ele olha para mim. Ele leva alguns segundos para me avaliar. Eu me encolho para longe do seu olhar. “Sim. Ela tem um cabelo vermelho e esta usando um vestido roxo.” 

“Excelente.” Angelina finalmente se vira para mim. “Me desculpe querida. Eu não falo com ninguém a menos que Eddie os verifique para mim.” 

Eu semicerro os olhos. “Verifica?” 

Ela ri. “Sim querida. Eddie me diz se a pessoa está morta ou não.” 

Me sento para trás, um pouco atordoada. Eu ainda não sei se ela é legitima. Mas tenho que admitir que, se tudo isso é um show, esta funcionando. Eu limpo minha garganta. “Então, você pode ver gente morta?” 

O rosto de Angela é muito gentil. Ela esta segurando a mão de Eddie sobre a mesa. Ambos usam grandes anéis de cobre. Eddie está calmo. Ele age como se isso não fosse novo para ele. Angelina diz: “Eu os vejo e os ouço também. Eles aparecem pra mim assim como os vivos. Por isso que Eddie é tão útil.” 

Ver eles juntos é bastante agradável, na verdade. Meu namorado Miles e eu estamos juntos há um ano. Eu vejo estes dois e espero que algum dia possamos ter um amor como esse. Eu puxo uma pasta da minha mochila e deslizo ela ao longo da mesa. “Eu acho que minha casa é mal-assombrada”. 

Angelina sequer abriu a pasta. “Eu tenho certeza que é. Quase todos os edifícios são assombrados, embora eu normalmente não use esta palavra. Eu gosto da palavra ‘habitada’. Os fantasmas geralmente habitam edifícios onde morreram, embora alguns espíritos voltem a locais onde algo traumático aconteceu em suas vidas.” 

“Bem, eu preciso que esse fantasma vá embora.” Eu abri a pasta para ela. “Houve uma série de assassinatos na década de 70. O assassino Picasso. Você já ouviu falar dele?” 

“Oh, sim.” Angelina se inclina para olhar atentamente os documentos. Alguns são artigos de jornal, outros são fotos. Uma delas é uma fotografia que eu tirei de um corredor na minha casa. No canto você pode ver a metade inferior de um braço e uma mão sando do nada. Nenhuma dessas coisas parece incomodar Angelina. Ela continua a sorrir. “Ele nunca foi pego, se eu estou lembrando corretamente. Você acha que o assassino está em sua casa, querida?” 

“Não, não o assassino. Uma de suas vítimas.” Eu apontei para um artigo de 1974. “Eu acho que é Veronica Sinclair. Não tem o endereço dela, mas menciona meu bairro. Ele a matou em sua própria casa.” 

Angelina levanta a cabeça. “Você viu ela?” 

Eu franzi um pouco a testa. Eu me sinto embaraçada. Apesar de eu ter esperado por meses para investigar essa assombração, e ter falado sobre isso com o Miles durante horas, eu ainda me sinto como uma criança com medo de algo debaixo da cama. “Sim. Eu vi ela varias vezes. Ela só aparece quando eu estou sozinha e apenas por alguns minutos. A aparência dela é… aterrorizante. A primeira vez que eu vi ela eu corri para fora da casa gritando.” 

Aquela primeira vez ficou marcada em minha memoria para sempre. Eu estava deitada na banheira, bolhas fazendo cócegas nos meus pés. Miles estava chegando em meia hora e eu queria algum tempo para cuidar de mim mesma. Eu estava ocupada com a gloriosa sensação da agua morna. Mas quando a porta do banheiro começou a abrir, eu me empertiguei. Deve ser o vento, pensei. Eu não devo ter fechado a porta direito. Mas então eu vi a mão. Ela alcançou a moldura da porta, como se estivesse tentando se segurar. Mais de seu braço apareceu na porta e então eu percebi que a mão estava no lado errado. A palma estava virada para cima. Havia marcas em volta do pulso que indicavam que a mão havia sido removida e, em seguida, costurada grosseiramente de volta de cabeça para baixo. 

Eu esfreguei meus olhos vigorosamente, com a certeza de que eu estava apenas um pouco tonta das bolhas. Quando eu reabri os olhos a mão tinha desaparecido. Deixei escapar um longo suspiro. Aliviada, eu afundei na banheira. Mas antes que eu pudesse relaxar, ouvi uma voz atrás de mim. “Corra.” 

Eu me virei e vi ela. Veronica. Ela estava completamente nua, curvada. Ela ficou em um pé. O outro pé havia sido removido e agora pendia do seu peito. Seus peitos tinham sido transferidos para seu estomago. Seu nariz tinha sido removido e um olho estava amassado. Eu não vou nem descrever a aparência de seus órgãos genitais. Eu gritei. Ela não foi afetada pela minha voz. Ela tossiu através de seu longo cabelo ruivo. “Corra”, ela sussurrou novamente. 

Espantei o medo e corri para fora da banheira. Eu corri para fora do banheiro coberta de bolhas. Eu voei através da porta da frente gritando. Que visão eu era. Uma mulher nua histérica com bolhas nos cabelos. Uma vizinha correu em minha direção e me levou para dentro. Ela me deu um pouco de chá e me perguntou o que tinha acontecido. Mas eu não disse a ela. Eu ainda não tinha certeza do que vi. Eu pensei que eu estava louca. A vizinha me deu um roupão e eu voltei para casa uma vez que Miles chegou. Ele ajudou a me acalmar, mas o medo tinha feito sua casa no meu peito. 
Angelina parecia ler essas memórias no meu rosto. Ela estendeu sua mão e tocou a minha. Sentir sua pela fina é estranhamente reconfortante. “Você está realmente com medo dessa mulher, não é?” 

“Sim.” Eu percebo que eu estava segurando a minha respiração então solto ela lentamente. “Eu acho que ela quer que eu saia da casa. Ela fica dizendo 'Corra’.” 

O comportamento calmo de Angelina não se altera de forma alguma. “Ela lhe causou algum mal?” 
“Não. Ela nem chegou a me tocar. Ela só vagueia pela minha casa, me assustando pra caralho.” Eu mordo meu lábio. “Ops, perdão pelo palavrão.” 

Angelina ri. “Oh querida, eu ouvi coisas muito piores. Uma mulher no bar está gritando obscenidades para o barman nesse momento. Eu acho que se ele tivesse lhe dado o turno da noite ela nunca teria sido assassinada.” Ela é tão calma sobre isso, até mesmo jovial. 
Eu me virei para olhar para o bar mas é claro que eu não vi nada. O barmen parece um pouco cansado, mas com certeza não há nenhuma mulher gritando. Eu suspirei. “Por favor, apenas me diga que você pode me ajudar a me livrar dela.” 

“Eu posso tentar.” Ela arrumou suas joias. “Vou precisar de um punhado de sal, de sujeira, de ossos e de cabelo.” 

“Onde diabos eu vou conseguir isso?” 

“Você vai descobrir isso, querida.” Ela sorri. É o sorriso de uma mulher que já fez isso uma centena de vezes antes. É o sorriso de uma mulher que não teme a morte. “Vou encontrá-la na sua casa amanhã a noite.” Eddie bateu em seu ombro. “Oh, claro, Eddie vai estar lá também.” 

“Claro”, sussurrei. 

Como diabos eu vou conseguir um punhado de cabelo e de ossos?

(Essa é uma história com um final "aberto", gostaria que vocês comentassem a interpretação de vocês.)

Fonte:: Ez Misery


39 comentários:

  1. Ela com certeza vai achar o corpo da mulher morta no apartamento e vai ter ossos e cabelos o suficiente. :')

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  2. Não consigo pensar em um final considerado satisfatório ao meu ver, colocaram mts elementos, o assassino, o fantasma, o ritual, cabelos e ossos, poderiam colocar que ela teria que matar alguem ou arrombar uma tumba, ou que Eddy era o assassino e a Angela era a pessoa que faxia as artes, mas o que ficaria vago é pq Verônica assustaria ela gritando "corra"?
    Outro ponto é que poderiam dizer que o assassino ainda se esconde na casa, mas se fosse isso fica um espaço vago, acho que é uma história feita dessa forma de proposito, com intuito de deixar a pessoa pensando em diversas teorias, mas que nenhuma seja de alguma forma satisfatória suficiente para completar todas as lacunas, mas posso estar enganado, se alguem tiver uma teoria melhor, adoraria ler e entender sua teoria, afinal ninguém é capaz de pensar em tudo.

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    1. "acho que é uma história feita dessa forma de proposito, com intuito de deixar a pessoa pensando em diversas teorias". É isso que significa um final em aberto. Além de dizer em outras palavras que a pessoa está comentando a sua interpretação. Por que você repetiu o que está escrito em vermelho?

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  3. Aquele tipo de creepy clichê pra caralho, que é, de certa forma bem escrito, e que você só fica preso nela esperando um ótimo final para ter valido a pena... Sinceridades extreeeeemas quando digo que D E T E S T E I!!! Tirando isso... amo o blog, continuem fazendo o ótimo serviço.

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    1. Entendo final que fica pro leitor decidir mas isto foi muito ruim, imcompleto...

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  4. acho que o miles é o picasso e a verônica pede à ela pra correr e se salvar, mas não sei dos ossos e cabelo :/

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    1. Acho que a garota vai procurar pelo apartamento, e acaba encontrando dois corpos, o do assasino e da assasinada, por isso teriam ossos e cabelos suficientes

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  5. Cara ela deu bons elementos pra fazer um final, mas o ritual ficou muito espaçado, se fosse mais especifico, daria umas altas teorias.

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  6. No começo achei que seria aquelas creepys bem clichês, com a moça descobrindo que no final das contas ela já estava morta. Mas a vizinha também viu ela, então acho que não.
    A mulher morta também é ruiva, pode ser um ponto importante.

    Mas não curti muito não.

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  7. Poxa final aberto? Isso depende demais de como cada um exerga o conto, n curti :/

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  8. Acho que a velha e o Eddie são os assassinos e que a garota vai pegar os próprios cabelos para o ritual
    Ou então ela já está morta

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  9. Continuação...

    Eu voltei para casa e esperei até o dia seguinte.
    De manhã, fui procurar o ‘’corpo’’ em casa. Olhei o quintal, a cozinha, o banheiro, área de serviço e por fim, os quartos. No meu quarto e de meu marido encontrei um barulho estranho no chão, bati nele e ouvi um som oco. Fiquei com medo de ser o suposto ‘’esconderijo’’.
    Fui até o galpão de ferramentas de meu marido e peguei um machado. Quando cheguei ao quarto, bati no chão com toda minha força e fechei os olhos. Assim que os abri, vi um saco branco empoeirado, amarrado com uma corda. Imaginei que seria o corpo de Verônica.
    Como meu marido não passaria a noite em casa por causa do trabalho, chamei Eddie e Angelina para virem mais cedo. Eles aceitaram.
    Quando eles chegaram, contei a Angelina sobre o corpo: ‘’Fui procurar o corpo da moça em minha casa e achei um barulho estranho no chão do meu quarto, eu o quebrei com um machado e achei, achei o corpo dela.’’ Pedi a Eddie para me ajudar a tirar o corpo do buraco.
    Abrimos o saco, e lá estava ela, do mesmo jeito que a vi na primeira vez, só estava um pouco decomposto.
    Angelina começou a fazer o ritual com os ossos e cabelos, quando derrepente...

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    1. Se gostaram, eu posso continuar

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    2. "Derrepente"? O que é isso? Uma variação do "concerteza"?

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    3. Alguem que teve energia pra fazer o que tds nos tivemos preguiça

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  10. Continuação(parte 2)...

    uma mão apareceu na porta, uma mão com a palma virada para cima. Quando a porta se abriu, Verônica apareceu do mesmo jeito e falando as mesmas coisas, ‘’Corra! Corra!’’
    Um vulto passou por trás dela e ela sumiu. Ele passou de novo, na terceira vez ele parou, em frente à porta. Ficou me encarando, era ele, Picasso, ‘’O corpo dele deve estar aqui também, mas onde?’’, disse para Angelina e Eddie, ‘’Sim’’, falaram eles.
    Depois de Angelina ter feito o ritual com as partes de Verônica, fomos procurar o corpo do assassino. Lembrei ter visto uma forma meio estranha na parede do corredor quando estava limpando, quando bati na parede, teve o mesmo som, de oco. Eddie pegou o machado e quando foi bater na parede, ele virou e decapitou Angelina. Quando ele se virou pra mim, ele disse: ‘’Você é a próxima!’’.
    Foi eu o empurrei e sai correndo, a porta da frente estava trancada, corri pela cozinha tentar a porta dos fundos e estava trancada. Peguei uma faca e fui procurar outro modo de sair, quando olhei o corredor, ele havia sumido. Fiquei pensando por que Eddie teria feito aquilo, depois de todos os anos que ele e Angelina passaram juntos, acho que ele foi possuído pelo espírito de Picasso.
    Fui caminhando devagarzinho para não fazer barulho, quando olhei para o meu quarto, ele estava lá, apenas agachado do lado do corpo de Verônica e tinha arrastado o corpo de Angelina para o quarto. Ele levantou, foi na direção de Angelina e começou a despedaça-la.

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  11. Não sou expert, mais vou fazer minha tentativa:

    Assassinos em série normalmente seguem um padrão. No caso da Etta, o padrão correspondente com a Verônica é a cor do cabelo.

    Ossos, sujeira, cabelo e sal. O básico em um ritual de exorcismo.

    O "Picasso" ainda está por ali. Senão, Verônica não mandaria correr. Melhor se preocupar com os vivos Etta!

    E quanto ao título, ele deve ter pintado o cabelo recentemente, mais não devia ter inveja das vitimas do "Picasso".

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    1. Eles são os assassinos
      A Verônica deve ter visto ela falando pro namorado sobre chamar essa mulher e disse "Corra" por causa disso. O cabelo e os ossos vãoser dela no final,afinal ela tem a mesma cor de cabelo que a da Verônica

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    2. Porém, entretanto, todavia... A garota só chama a senhora após ter visto Verônica e dela já ter dito "Corra".

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  12. Provavelmente o Miles é o assassino, a fantasma é uma de suas vítimas que quer avisar pra namorada dele tomar cuidado. Talvez ele só namore com ela para parecer mais normal diante da sociedade. Daí abre espaço pra mais duas interpretações:
    Ou ela está morta, e acha que "chamou" a senhora pra ajudar ela e os ossos que ela quer encontrar são dela mesma, o que explicarei o toque de uma médium (não sei, na verdade, se eles tocam em espíritos, whatever) que foi reconfortante e diferente.
    Ou ela realmente está viva e ela vai procurar os ossos da jovem que morreu.
    Enfim, a história tem muitas interpretações...

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    1. Provavelmente ela está viva, já que Eddie só serve para que a senhora saiba se a pessoa está viva ou não, já que talvez somente ela consiga ver os espíritos... E também, algo que pode ser muito provável no mundo espiritual é que um espírito possa ver o outro e a garota não viu a mulher gritando no bar...

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    2. miles nao pode ser o assassino pq os crimes foram cometidos nos anos 70, etta é provavelmente uma mulher jovem, talvez 30 anos, e q sonha em envelhecer ao lado do marido, portanto ele tb é jovem, se ele fosse o picasso, ja seria velho

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  13. Acho que alguem vai virar material de macumba kkkk

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  14. Picasso (o pintor real) teve um relacionamento com uma ruiva, chamada Françoise Gilot. Coincidência?

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  15. Eles são os assassinos, acho q a Veronica é uma vitima, q foi assassinada pelos velhos, e tentou avisar, pq vivia realmente na casa e ouviu a Etta falar sobre chamar eles pro namorado, e quando os velhos chegarem la, vao matar a Etta. É capaz da velha ver mortos msm, ja q ela faz rituais

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    1. Tá assistindo muito American horror story

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  16. A história é legal, mas é chato deixar o final em aberto, não saber o que realmente aconteceu.

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  17. Estava sendo difícil, o medo me consumia cada vez mais e eu não sabia de onde tirar ossos e cabelo... Miles chegou em casa e eu estava sentada no sofá chorando, ele tentou me reconfortar mas eu não conseguia ouvir nada, estava estasiada. Foi então que eu tive a pior, mais insensata porém mais possível ideia que eu tive... O Miles tem um cabelo muito volumoso, não precisa de tanto, e acho que ele me ama o suficiente pra me dar um osso...

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    1. Poderia ter*



      E ainda se não me satisfazer esse final:



      Minha tentativa não deu certo, Miles é mais forte que eu, acabou chamando a polícia e agora estou numa casa de repouso, eles acham que estou louca.
      A princípio achei que não seria tão ruim, assim pelo menos não veria a Verônica, mas ela me seguiu até aqui. Nao sei como ela fez, mas ela ainda me visita todos os dias na minha "cela". Estou definhando, o medo começou a doer, então só me resta terminar o que comecei, afinal, eu também tenho cabelos e ossos.

      Tenho que esconder meu braço e limpar minis boca que está suja de sangue, antes que entrem aqui, não quero outra sessão de choque.

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    2. Showwww... curti demais esse final, parabéns pela criatividade, final inesperado e surpreendente!

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    3. seu final ficou foda demaaais! a creepy tava uma incógnita na minha cabeça mas com seu final parece que finalmente se completou, parabéns!!

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  18. Tentativa de final:

    Ao sair do bar após a longa e cansativa conversa com Eddie e Angelina, resolvi ir para casa de Miles para não ter o desprazer de encontra Verônica.

    Ao chegar lá fui recebida com um abraço caloroso de Miles que me perguntou como havia sido o encontro com Angelina, respondi que havia sido tudo bem e também contei o que Angelina havia me pedido. Apesar de Miles ter se assustado com o pedido ele me disse que sabia o lugar ideal para que encontrássemos cada objeto necessário, mas como já estava meio tarde resolvemos esperar até amanhã de manhã e como já estava na casa de Miles resolvi dormir com ele. (Algo que me deixou encabulada foi o fato de não Miles não dizer nada sobre seu pai, mas deixei isso pra lá).

    Na manhã seguinte, Miles e eu tomamos café da manhã que sua mãe havia preparado e fomos buscar os objetos. O sal e a poeira seriam extremamente fáceis de conseguir, já que eram coisas que havia na casa de Miles, os cabelos nós pegamos com o pai de um amigo de Miles que era dono de uma barbearia, porém, os ossos seriam quase impossíveis de conseguir, então Miles deu a idéia:

    “Etta, o que acha de irmos ao cemitério abandonado que há aqui perto e pegarmos os ossos de alguém que está enterrado?”

    Como não tínhamos escolha resolvi concordar com Miles e fomos.

    “Este cemitério é bem antigo e aqui só foram enterrados nativos que morreram em guerra com os colonizadores, Etta! Não vai ter problema se desenterrarmos apenas um.”

    “Okay Miles, mas temos que sair daqui logo, este lugar está me dando calafrios!”

    Assim que conseguimos desenterrar um esqueleto, fomos direto para a casa de Angelina e Eddie, pois já estava escurecendo. Ao chegarmos lá, percebi que Angelina e Eddie estavam encarando muito Miles, mas não liguei, entreguei os objetos para Angelina que me disse para irmos ao meu apartamento para fazermos o ritual que me livraria de Verônica.

    Por certo ponto, eu me sentia com uma enorme tristeza, não havia motivos para que eu me sentisse assim já que Verônica só estava me assustando e tinha uma aparência horrível pra caralho, mas mesmo assim a tristeza me consumia, era como se eu conhecesse Verônica só não soubesse de onde.

    Assim que chegamos ao meu apartamento, percebi que a feição de Angelina havia mudado drasticamente para um tom de tristeza descomunal, achei estranho pelo fato de que ela já deve estar acostumada com este tipo de procedimento e então ela olha para mim e diz:

    “Minha querida, eu a vejo só que com estes objetos não será possível fazer nada”.

    “Como assim? A senhora havia me pedido todos estes objetos...”.

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    1. “Sim minha querida, mas com estes ossos e cabelos nós não podemos fazer nada, o ritual apenas funcionará com os objetos retirados do assassino ou de seu descendente!”

      Assim que ela disse isso, percebi a feição de Miles mudar completamente e então eu disse:

      “E como eu encontrarei o assassino?”

      “Não encontrará, ele já está morto há algum tempo, porém seu filho está aqui!”

      Quando ela terminou de dizer isso, vi Miles caindo ao chão. Assustei-me com a atitude de Eddie ao nocautear Miles e ao tentar correr Angelina me disse que ele era o descendente do assassino e me perguntou se eu não havia me assustado com a semelhança de Verônica comigo, foi então que um clarão de memória atingiu minha mente e então eu me lembrei de minha mãe, Verônica, que havia sido brutalmente assassinada por Picasso. Foi então que desabei a chorar e quando olhei para frente, percebi que lá estava Verônica, mas não da forma como eu sempre a via, ela estava extremamente linda e então pude perceber melhor nossas semelhanças.

      “Querida, a missão de sua mãe já está completa e agora ela deve partir... Ela me disse que você se tornou uma ótima garota e que se orgulha muito de você, ela disse também que sente muito por não cuidar de você como ela gostaria”.

      Assim que Angelina disse isso, Verônica começou a desaparecer e se foi completamente. Angelina e Eddie se foram levando o corpo de Miles e disseram que eu não precisaria pagar pelo serviço, só o fato de ajudá-los a capturar um outro assassino já os recompensava, foi ai que percebi que Miles era um assassino que estava seguindo os passos de Picasso, seu pai...

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    2. Primeiro ela esta viva a etta, segundo a Verónica morreu em 74."o corpo levemente decomposto" nao rola. Eles trocao email, eu diria q eles estão nos 2000 ela mora sozinha ou com o namorado eu diria q mora com ele pq eles tem uma agenda "ele iria chegar em meia hora e eu queria um tempo pra mim" se eles não morassem juntos nao haveria essa necessidade pq ela teria muito tempo sozinha. Bem o leke è imenso, podem existir vários finais parabéns pra quem contou seus próprios finais mas como já foi dito serial killers seguem padrões a machadada no pescoço nao faz sentido, o corpo levemente decomposto tbm nao, podemos pensar em um milhão de finais mas se nao for ficar bem amarrado nao faz sentido e tbm tive a impressão q tudo tem q terminar na noite seguinte, e ela ficar maluca e atacar o namorado? Pronto esquece toda a história pq ela e maluca estudo nao passou um episódio alycimotico na cabeça dela.

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  19. Acho que não era Verônica, era a própria moça que de alguma forma voltou pra avisar o que iria acontecer com ela.. sei lá, ambas são ruivas.. e aquela velha não me passou confiança

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