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Série Runners/Corredores (PARTE 1) - Introdução: Lamaçal [1]

ATENÇÃO : ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE. NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 



Olá (novamente) creepers queridos do meu coração!

Depois de ler todos os cometários da última creepy e conversar com o Gabriel, decidi que irei sim traduzir essa série, sendo chocante ou não. Não vou deixar vocês na mão! O conteúdo que será postado é chocante e pesado, então se você é menor de idade, peço encarecidamente que procure aqui no blog outras creepypastas para ler. Temos diversos conteúdos interessantes e intrigantes que serão apropriados para você. 

Então segue aqui em baixo a primeira parte com o aviso original. Logo mais eu posto a segunda parte. 
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Divina aqui para dizer que começarei a traduzir uma série BEM grande, que foi recomendada por uma das leitoras aqui do CPBr (obrigada, Thais!). A série Runners (que preferi manter o nome original, mas pode ser livremente traduzida como "Os Corredores") consiste até agora em 20 partes: 2 de introdução, 6 "antes", 1 interlúdio, 6 "durantes", 4 "depois" (sendo que tem mais duas partes de "depois" para sair ainda). Também há outras partes adicionais mas que vão ser importantes só mais pra frente. Então é só pra avisar que por um bom tempo ficarei traduzindo apenas essa série (que é muito boa por sinal).

Todos os créditos vão para Unsettling Stories.
Você pode clicar aqui para ter acesso aos contos originais em inglês (mas peço que não dê spoilers para os coleguinhas nos comentários, isso é muito feio!).

 Boa leitura!
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Nas últimas três décadas, pequenos grupos de micólogos tem visitado uma pequena aldeia bem no meio da Amazônia Brasileira. Suspeita-se que, baseado em algumas evidências, essa aldeia está situada no topo de uma colonia de fungos, similar aos Armillaria solidipes na Floresta Nacional de Malheur, em Oregon, só que muito maior. Se esse for o caso, o fungo seria a maior criatura viva do planeta.  

As cento-e-poucas expedições que aconteceram antes da nossa deram resultados inconclusivos. Testes genéticos mostraram que existe um tipo de fungo diferente dos demais, mas tentativas de plantá-lo em qualquer ambiente fora de um raio de 65 quilômetros da aldeia foram em vão. Minha viagem até lá em Março do ano passado foi com a intenção de ver ser o fungo podia ser cultivado artificialmente com ajuda de recursos não-naturais.

Recentemente, uma empresa de biotecnologia desenvolveu um interesse em particular por esse cogumelo, acreditando que poderia conter propriedades anticancerígenas. Em resultado disso, eu e dois membros da minha equipe recebemos equipamentos muito superiores do que normalmente teríamos para levar conosco. Estávamos felizes em cumprir com nossa obrigação. Quando chegamos, o povo nativo foi amigável e inquisitivo como sempre. Já estavam acostumados com os cientistas que os visitavam. Mesmo com o laboratório sendo instalado a mais de 100 metros da estrutura mais próxima da aldeia, era comum que os nativos e cientistas interagissem quando o expediente acabava. Alguns de nós até conseguimos aprender algumas palavras no dialeto local, mesmo que nunca tenha chego a um nível de conversação. Mas não importava. Comidas, bebidas e luta eram as línguas em comum que falávamos. E por 32 anos, tudo ocorreu bem.

Tudo, é claro, exceto nossa pesquisa. Ficamos empacados por maior parte da década. Sem conseguir cultivar o fungo a não ser naquela pequena e isolada área, a probabilidade de determinar suas verdadeiras propriedades eram mínimas. Além disso, sem escavações profundas e devastadoras, nunca descobriríamos o verdadeiro tamanho da colônia de fungos abaixo de nós.

Entretanto, as coisas ficaram complicadas. E mudaram para o pior. Não vou escrever uma explicação do que aconteceu ou o motivo que fui o único do meu grupo que sobreviveu a última viagem, mas vou dividir com vocês meus diários daquela época. Mas já lhe aviso: o que vi  foi completamente diferentes do que pudia imaginar. E foram coisas que espero que ninguém mais veja na vida.
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09 de Março de 2015
09:00

Está chovendo abundantemente fazem seis dias hoje. Jared estima que as taxas de chuvas estão excepcionalmente altas, mesmo para essa época do ano. Ele também acha que já chegamos a 500 milímetros de chuva. Acredito nele. Agora entendo porque o povo nativo constrói suas ocas elevadas do chão da floresta. Se não fosse assim, já estariam com a água na altura dos joelhos. Você sabe, mais ou menos como estamos agora aqui na porra do laboratório.

Ok, não está assim tão ruim no laboratório. Talvez esteja só até a altura dos tornozelos. Mas já estou vendo que vou ter que socar a cara do Frank quando voltarmos sendo que era responsabilidade dele fazer com que esse lugar fosse perfeito para quando a equipe estivesse aqui trabalhando. Aquele arrombado.

De qualquer forma, Annie disse "foda-se" e marchou pelas águas para ver se as trilhas tinham sido inundadas. Tinham. E muito. Nenhum de nós vai sair daqui por um tempo, então espero que ninguém se machuque ou fique doente. O lugar que o helicóptero usa para pousar provavelmente virou um lago e quando secar virará uma poça de lama de um metro e meio de altura. Os telefones via satélite funcionam bem, porém, quando liguei para Rakesh, ele falou que era pra gente parar de reclamar e voltar ao trabalho. A chuva deve diminuir amanhã. Bem, diminuirá o máximo que pode para uma floresta tropical, creio eu.

10 de Março de 2015
08:15

Bem, o sol saiu. Caramba! Tem muita águam em nossa volta. Mas ainda bem que o solo está drenando rapidamente. Acho que essa é um dos benefícios de estar bem em cima do (provável) maior cogumelo do planeta; cogumelos aaaaamam água. Não consigo nem imagina o quanto ele consegue absorver de uma só vez.

Ontem demos boas risadas da cara da Annie enquanto ela arrancava as sanguessugas de suas pernas depois de sua caminhadinha na água. Bem, rimos até que ela começou a jogar os pequenos bastardos na gente. Então só rimos escondidos. Apenas em uma floresta topical, onde existem diversas sanguessugas, você consegue ficar infestado delas até em águas correntes.

Nós não trabalhamos hoje. Mas acho que amanhã será um bom dia. No ritmo em que a água está sendo drenada, provavelmente já poderemos sair para coletar novas amostras. Sempre que chove muito, aquele grandalhão lá de baixo manda milhares de cogumelinhos para a superfície que crescem em menos de quatro horas. Teremos amostras até demais para trabalhar.

Observação: Acho que estou ficando gripado.

11 de Março de 2015
12:00

Estou gripado. Vocês sabem quando as gripes de verão ficam muito piores porque a umidade faz com que a pressão da sinusite seja ainda maior? É, bem, uma gripe no meio de uma floresta tropical é isso vezes mil. Estou fungando e espirrando por todo o lugar enquanto Jared e Annie estão fazendo trabalho de campo e passando seu tempo livre com os nativos. Ficar preso aqui me deu tempo suficiente para fazer a merda do trabalho do Frank e deixar esse local decente, e depois que terminei isso, tive a oportunidade de usar os brinquedinhos que vieram da GeneMedica. Dito isso, eu nem sei direito o que metade daquelas coisas são. Somos micólogos, gente. Não geneticistas.

Atualização em 15:15

Algo começou a acontecer faz pouco tempo e definitivamente é relevante para o nosso trabalho, então vou dar o meu melhor para descrever detalhadamente o que vi. Liguei para Rakesh e ele concordou que eu deveria documentar tudo.

Eu estava sentado no computador, olhando pela janela, quando algo parecido com uma fumaça laranja escura começou a jorrar do chão. Jorrar mesmo. A visibilidade ficou quase zero. A enorme árvore que fica a uns 3 metros do laboratório ficou quase invisível. Lá fora, pude ouvir os nativos gritando uns com os outros. Pareciam bastante assustados. Estou nervoso, na verdade. Nervoso porém animado. Seria a reprodução por esporos?

Estou achando pode ser, e mesmo que eu esteja dentro do laboratório, o qual agora está propriamente selado graças a mim, estou colocando meu traje Hazmat. Provavelmente estou sendo cauteloso demais, e sei que Annie e Jared estão lá fora sem nenhuma proteção, mas algo no jeito feroz em que a fumaça sai do solo me deixa preocupado.

Atualização em 15:35

Jared acabou de voltar. Bem, ele ainda está lá fora mas em um local onde posso vê-lo. Está agindo feito um louco. Está andando para lá e para cá, rindo sozinho. Tipo, muito. Gargalhando. Não parece que esteja tendo problemas para respirar, mas o pó laranja no ar está grudando em quase todas as superfícies visíveis. Não consigo imaginar ter aquilo nos meus pulmões.

Eu gritei com ele perguntando sobre Annie e os outros nativos. Ele só gritou de volta dizendo o quão legais eles eram. Não vou me deslocar até ele enquanto ele não voltar ao normal. Não parece que ele queira voltar para dentro do laboratório, e fico feliz por isso. Não seria uma jogada de mestre contaminar o único lugar limpo daquele pó.

Atualização em 19:15

Annie também voltou e está no mesmo estado que Jared. Ficam brincando lá fora como se fossem duas crianças e não ouvem uma só palavra que tento gritar para eles de dentro do laboratório. Eles adormeceram nas mesas de piquenique. Vou ir dormir.

12 de Março de 2015
06:30

Os esporos (vou chamá-los assim daqui para frente pois não há outra explicação razoável) pararam de sair da terra durante a noite e, depois que choveu de manhã cedo, eles se misturaram com a lama. Não vou tirar meu traje especial, mas desconectei o aparelho de oxigênio e estou apenas usando os filtros da máscara para respirar. Duvido fortemente que haverá alguma partícula pequena suficiente para penetrar esses filtros.

Jared e Annie não parecem estar muito mal, a não ser por exaustão. Depois de se limparem no rio, concordei que provavelmente estivessem bem para voltar para dentro do laboratório e dormir. E eu, apesar de estar miserável por conta da gripe, estou animado demais para ficar aqui dentro. Vou sair, primeiro irei para a aldeia, depois darei uma olhada na floresta que nos cerca. Quero ver se a explosão de esporos pode confirmar ou não a presença do cogumelo gigante.

Atualização em 10:20

Fiquei mais ou menos uma hora na aldeia. Ninguém parecia ferido, apenas um pouco confusos. Entretanto, estou meio preocupado com a irritação na pele que alguns deles desenvolveram durante a noite. Annie também está com manchas vermelhas na barriga e nas costas. Insiste que não está doendo, mas parecem ser dolorosas. Parecem eczemas. Jared, até agora, não está com nada na pele. Mas vem tossindo bastante secreção laranja por ter respirado os esporos ontem, mas esse parece ser o pior de seus problemas, que não é muito. Estou indo agora explorar a floresta por algumas horas.

Atualização em 14:00

Meu passeio pela floresta foi inquietante. Haviam muitos, muitos animais feridos. Parecem estar sofrendo com algum problema de pele parecido com as das pessoas afetadas pela erupção de esporos. Irei mais uma vez na aldeia para ver se os sintomas evoluíram.

Atualização em: 15:50

Retornei para o laboratório e encontrei Annie e Jared transando no meio do quarto principal. Quando entrei, nem se quer tentaram se esconder ou disfarçar. Apenas continuaram a fazer o que já estavam fazendo. Isso não parece com algo que Annie faria, primeiramente porque é muito bem casada e Jared que, pelo que sei, é gay. Nenhum dos dois demonstraram posteriormente interesses românticos um com o outro e sempre foram muito profissionais.

Quando me aproximei deles, me receberam alegremente, mas não pararam com suas ações. Os furúnculos nas costas de Annie estavam muito piores. Enquanto continuavam com seus "negócios", contaram para mim como se sentiam muito melhores depois de descansar um pouco. Annie, que estava por cima de Jared, colada em seu peito, se inclinou para trás e expôs seu tórax e barriga. Sua epiderme estava extremamente danificada. Jared também começou a apresentar sinais de deterioração da pele. O peito dele já estava coberto por manchas e eczemas feias e vermelhas.

Quando perguntei se podiam parar por alguns minutos para eu analisar suas peles, não argumentaram. Annie saiu de cima de Jared e ambos ficaram de pé na minha frente, pelados e radiantes. Não tenho treinamento médico, mas achei importante pegar algumas amostrar de seus tecidos danificados. Mesmo que eu nunca tenha feito uma biopsia antes, não parecia ser extremamente difícil e Jared e Annie consentiram.

Fiz o primeiro corte em Annie. Enquanto a faca entrava em sua pele, esperei ouvir um ofegar de dor, mas ela apenas gemeu de um jeito que só posso identificar como prazer. Olhei para cima e ela estava com a cabeça inclinada para trás, sorrindo. Peguei a amostra, isolei, e coloquei na geladeira. Jared também expressou deleite com a sensação do bisturi o fatiando, seu prazer se manifestando obviamente por sua ereção que voltava, pois tinha a perdido quando o sexo com Annie fora interrompido. Dei o meu melhor para continuar sendo profissional, mas fiquei muito, muito perturbado.

Coloquei a amostra dele ao lado de Annie. Quando me voltei novamente para eles, fiquei horrorizado com o que vi. Annie e Jared estavam se beijando novamente, e ao invés de voltar a transar, ela estava enfiando os dedos indicador e médio no umbigo dele. Ela deslizava-os para dentro e para fora do abdômen de Jared, sangue escorrendo por entre seus pelos pubianos  até a base de sua ereção e depois pingando no chão branco. Enquanto isso, durante o beijo, a face dos dois brilhava extasiadamente em felicidade.

Me sentindo enjoado, me afastei e fui para fora do laboratório. Da aldeia, ouvi gritos de uma alegria arrebatadora. A maioria dos nativos estavam congregados no centro da oca principal. Todos estavam nus e se contorcendo uns contra os outros. Homens. Mulheres. Crianças. E sangue vivo brilhava em contraste de suas peles escuras.
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EM BREVE: Série Runners (PARTE 2) - Introdução: Lamaçal [2]

Se gostou desse conto,  comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! Obrigada!

KEEP CREEPYING!

TRADUÇÃO POR: FRANCIS DIVINA