09/09/16

O Porão da Biblioteca.

É oficial: sou um homem velho. 

Nos últimos anos, tenho me confortado dizendo que "estou com setenta e poucos," mas a matemática é simples e indiscutível. Hoje é meu aniversário de 75 anos e, Deus, como os anos passam voando. 

Não estou aqui para receber suas felicitações; não é um marco que me deixe muito animado. Claro, estou feliz de ainda estar aqui, mas sinto que, com o passar dos anos, cada vez menos tenho pelo o que viver. Meus ossos doem, meus filhos moram longe, e o outro lado da minha cama já está frio e vazio há dezoito meses. Na verdade, depois que eu votar contra o Donald Trump nas eleições de novembro, não terei mais nada pelo o que viver. 

Então poupe-me dos seus "feliz aniversário" e "parabéns", por favor. Estou aqui porque tenho uma história para vocês, e é uma que nunca contei antes. Antes eu achava que a mantinha só para mim por ser boba, ou porquê ninguém acreditaria. Descobri que, quanto mais velho você fica, mais exaustivo é de mentir para mim mesmo. Para ser totalmente honesto, nunca contei essa história para ninguém porque estava morrendo de medo. 

Mas a morte parece estar mais amigável do que nunca, então preste atenção.

——

Foi no ano de 1950; o local, uma pequena cidade no estado de Maine. Eu era um menino com apenas 9 anos de idade, relativamente pequeno para minha idade, com apenas um amigo para conversar— mas sua família, aparentemente por um capricho, decidiu se mudar para um lugar a 3.250 quilômetros de distância. Sem dúvidas, foi o pior verão da minha vida. 

Meu pai não estava por perto e minha mãe era biscate dos extras — se é que você me entende — então eu não ficava muito pela casa. Um pouco hesitante, decidi que a biblioteca pública seria onde passaria meu verão. A coleção de livros da biblioteca, principalmente da seção infantil, era carente de variedades, para dizer no mínimo. Mas, pelo menos, dentro daquela misero prédio eu não encontraria tarefas domiciliares, nem minha mãe ranzinza (que descanse em paz), e provavelmente o mais importante, nenhuma criança com quem eu seria obrigado a socializar. Eu era a única criança impopular suficiente para gastar meus precisos dias ociosos de férias entre as prateleiras de livros, e para mim estava perfeito assim. 

A primeira metade do meu verão foi bem mais terrível do que eu imaginava. Dormia até umas dez horas da manhã, fazia minhas tarefas, então ia pedalando até a biblioteca (e por bicicleta quero dizer uns pedaços de metal retorcidos e enferrujados grudados a um par de rodas). Uma vez lá, dividia meu tempo entre irritar involuntariamente os frequentadores mais antigos e depois o fazer de propósito. Na verdade, uma senhora muito agradável interrompeu meu estalar de língua para gritar "cale a porra da boca!" para mim — a primeira vez que ouvira um adulto falar "porra". Hoje em dia não isso não é nada, mas naquela época era. 

Os dias melancólicos se tornaram semanas decrépitas. Pra falar a verdade, já estava rezando para a escola começar de novo — até eu encontrar o porão. Eu jarava que já havia vasculhado todos os cantos da biblioteca, mas um dia, no canto mais distante atrás da coleção de livros em línguas estrangeiras, me deparei com uma pequena porta de madeira que nunca havia visto antes. Foi aí que tudo começou. 

A porta não tinha nenhuma janelinha e era feita de um carvalho que parecia ser muito mais antigo do que a parde que a sustentava. Tinha uma maçaneta feita de metal negro que parecia muito antiga — eu não ficaria surpreso se me informassem que ela tinha sido feita no século 17. Gravada na maçaneta estava o que parecia ser uma única impressão digital. Fiquei com a sensação de que, seja lá o que estivesse atrás daquela porta, era totalmente proibido para mim e, por esse motivo, seria a coisa mais interessante que veria naquele verão. Rapidamente olhei em volta para ter certeza que ninguém estava me observando, então virei a maçaneta, deslizei lá para dentro e fechei novamente. 

Não havia nada; só escuridão. Dei alguns passos e então parei, enervado pela totalidade de sombras que me cercavam. Balancei os braços à minha frente para tentar achar uma parede ou prateleira para me apoiar. O que encontrei foi muito mais sútil — uma pequena corda, balançando-se de cima — mas muito mais útil. Segurei com firmeza e puxei. 

Naquela época, muitas lampadas eram acionadas por cordas, e essa era uma delas. Meus arredores foram iluminados instantaneamente.  Eu estava de pé em uma pequena e empoeirada plataforma que não parecia ver vida há muito tempo. À esquerda tinha uma escada em espiral minguada, feita de madeira e parecendo a estar prestes a se desmanchar a qualquer segundo. A lampada fraca era a única fonte de luz, então quando espiei da plataforma lá para baixo, os últimos degraus estavam consumidos pela escuridão. 

Estava começando a ficar com medo. Esse lugar — seja lá onde quer que eu estava — não parecia pertencer a uma biblioteca pública. Era como se ficasse em um prédio completamente diferente. Mas nenhuma criança de nove anos gosta de deixar um mistério não solucionado. Pensando agora, queria poder falar para o meu eu pré-adolescente para ir embora, dar as costas, fazer qualquer coisa que não fosse descer aqueles degraus. "Você irá poupar várias noites de insônia," eu diria. Mas claro, não sabia disso na época — e muito provavelmente não teria dado ouvidos também. Então ao invés de dar as costas, respirei fundo, me agarrei ao corrimão, olhei firmemente para frente e comecei a descer.

A madeira do corrimão estava seca e coberta de felpas. Imediatamente soltei-a, tentando me equilibrar cuidadosamente só com ajuda dos braços enquanto ia descendo. Era muito (ou parecia ser) longa, e sendo iluminada pela luz fraca da lampada lá de cima, meu coração batia impiedosamente no breu. Mesmo crianças conseguem pressentir quando algo não está certo, acho — a única diferença é que não estão nem aí.

Quando meus pés encostaram no chão de cimento do fundo, a luz da  lampada havia se tornado apenas uma memória fraca. Mas havia outra fonte de iluminação, e Deus, jamais esquecerei. Diretamente na minha frente estava uma enorme porta vermelha. A luz estava vindo de trás da porta, e brilhava em linhas de todos os quatro lados — um sinistro retângulo que brilhava levemente. ela segunda vez naquele dia, respirei fundo e atravessei uma porta que não deveria. 

Em contraste com o quarto escuro que estava antes, esse outro era cegante. Quando meus olhos se ajustaram, o que eu vi quase fez meu coração parar de bater.

Era uma biblioteca. A biblioteca mais perfeita que você possa imaginar. 

Fiquei de boca aberta enquanto andava pelo local. Era lindo. Menor do que a biblioteca lá de cima, muito menor, mas para mim parecia ser feita sob medida. As prateleiras estavam cheias de títulos com capas multicoloridas, ambas poltronas no centro da sala pareciam ser extremamente confortáveis, e o cheiro — meu Deus, aquele cheiro — era totalmente inacreditável. Uma mistura de pinho com toques cítricos. Simplesmente não consigo fazer justiça só com palavras, então acho que é suficiente dizer que nunca havia sentido um cheiro tão bom assim. Não nos meus 75 anos de vida. 

O que era essa sala? Porque nunca havia ouvido falar dela? Porque não havia mais ninguém ali? Essas eram perguntas que eu devi ter feito. Mas estava intoxicado. Enquanto olhava todos os livros e era aquecido por aquele cheiro do paraíso, só conseguia pensar uma coisa: nunca mais ficarei entediado. 
——

Na verdade, fiquei livre do tédio por três anos. Foi no meu aniversário de 12 anos, 63 anos atrás hoje, que tudo mudou.

Antes daquele dia, eu visitava o meu santuário no porão sempre que podia — geralmente várias vezes por semana. Nunca vi nenhuma outra alma viva lá em baixo, e mesmo assim não achava isso suspeito. Nunca sai com nenhum livro da sala, ao invés disso, durante minhas visitas,  sempre pegava o título que já estava lendo e recomeçava de onde tinha parado. Sentava sempre na mesma poltrona roxa, deixando a poltrona gêmea de frente para mim. Aquela poltrona era minha, e a outra era — bem, suponho que naquela época não conseguiria articular sobre isso tanto quanto posso agora. Mas com toda certeza desse mundo, não era minha.

No meu décimo segundo aniversário, cheguei mais tarde do que o habitual. Minha mãe havia convidado alguns colegas e meus primos para uma pequena comemoração em casa, um gesto que achei mais entediante do que comovente — sério, só queria passar meu aniversário sentado, lendo e sentindo o cheiro do paraíso. Eventualmente nossos convidados foram para suas respectivas casas, e consegui chegar na biblioteca quinze minutos antes de fechar. Isso não importava; os funcionários nunca checavam o porão antes de trancar tudo. Eu podia ficar o quanto quisesse. Nessa noite em particular, devorei os capítulos finais de uma aventura épica; cavaleiros, espadas, dragões e coisas do tipo. Eu não senti o cheiro até que li as últimas palavras da última frase e fechei o livro.

O cheiro que antes era extraordinário, agora se transformara em azedo. Fiquei sentado por um momento, transtornado. Objetivamente, conseguia reconhecer que o cheiro era o mesmo que o de antes - pinho com um toque cítrico. Apenas havia o percebido diferente, e não era mais agradável. Era uma versão aromática de uma ilusão de ótica; você sabe, tipo aquela que você acha que é uma mocinha com o rosto virado, mas na verdade é uma idosa de perfil. Você não consegue parar de perceber a idosa, e com o cheiro era a mesma coisa. Não conseguia de parar de senti-lo estranho. O encanto estava quebrado.

Pela primeira vez o odor parecia estar vindo de um lugar específico. Com um pouco de receio, fiquei caminhando pela salinha, farejando o ar como um animal louco, até que fui levado até uma certa prateleira dos fundos. Era uma prateleira completamente normal, com exceção de um título — um livro grande de capa de couro com uma coloração marrom desbotada, com uma marca de digital em sua espinha. Ele era a fonte do odor. Abri a capa e vi uma frase escrita perfeitamente em cima da primeira página com uma tinta vermelho-sangue:

Descanse seus sofrimentos, amigo, e deixe-os onde ficarem. 

Encarei essa frase, hipnotizado, enquanto voltava para minha cadeira. Virei a página. Em branco. O cheiro ficou mais forte. Outra página, em branco, e o odor só se intensificava. Parei por um momento, tentando controlar a ânsia de vômito, e continuei andando. Então, quando me aproximei das poltronas, virei uma última página — e lá estava, na mesma caligrafia sinistra, estava a última coisa que eu esperava ler: meu nome. Deixei o livro cair. Comecei a me preparar para correr em direção da porta, mas quando olhei para frente, meu coração foi parar na boca e congelei.

A poltrona vazia não estava mais vazia. 

Um senhor de idade usando terno sentava a minha frente, uma perna cruzada em cima da outra, me observando com um semi sorriso nos lábios. Era demais para mim. Caí de joelho e expeli o conteúdo do meu estomago no carpete. Limpei a boca com o dorso da mão, olhando meu vômito, quando ouvi o homem soltar uma gargalhada. 

Encarei-o em descrença. "Quem é você?" perguntei, pânico estampado na minha voz.

O homem pôs-se de pé, me segurou gentilmente pelos ombros, e me escoltou até minha poltrona. Depois, voltou a sentar na dele. "Temo que tivemos um mal começo," disse, observando a sujeira no carpete. "O cheiro... demora um pouco para se acostumar."

"Quem é você?" repeti. 

"Hoje a noite, você conhecerá dificuldades que nem sabia que existiam," disse. "Venho como um amigo, oferecendo abrigo delas, e de outras tempestades que estão por vir."

Naquele momento eu não queria nada além de ir embora, mas continuei sentando. Perguntei sobre o que ele estava falando. 

"Sua mãe está morta, meu garoto. Morta pelas próprias mãos, na cozinha. A cena é grotesca, tenho que admitir," disse em tons sofridos, mas havia um brilho de brincadeira em seus olhos? "Certamente você deseja evitar este caminho. Posso mostrar-lhe um mais seguro."

Meu sangue correu gelado por causa dos horrores que ele falava, mas não quis acreditar. "O que você quer comigo?" Demandei saber, tentando soar mais corajoso do que me sentia. Ele riu, um ganido velho e ríspido que parecia chacoalhar seus ossos. 

"Nada além de sua amizades, caro rapaz," disse. Depois, sentindo que eu tivera achado sua resposta inadequada, elaborou mais. "Quero que você venha em uma jornada comigo. Meu trabalho é nobre e você será um ótimo aprendiz. E talvez, quando eu terminar," — suspirou cansadamente,passando os dedos ossudos por entre os cabelos brancos — "talvez então, meu trabalho possa ser o seu."

Levantei, andando rapidamente em direção da porta sem quebrar o contato ocular. "Você é louco," falei. "Minha mãe não está morta. Não está."

"Vá conferir, se precisa," me falou, gesticulando em direção da porta. Lancei-lhe um olhar de desprezo e sai correndo para a saída. Com minha mão fechada em torno da maçaneta, ele disse meu nome em voz baixa. Mesmo não querendo, me virei. 

"Sua jornada não será fácil, amigo. Se um dia tudo for demais para você, e quero dizer sempre,"falou gesticulando as mãos para mostrar a biblioteca, "você saberá onde me encontrar."

Fechei a porta com força e subi dois degraus de cada vez. Saí da biblioteca, subi na minha bicicleta, e fui em alta velocidade para casa. A porta da frente estava escancarada. Pulei da bicicleta ainda em movimento, e entrei em casa cautelosamente. O velho estava mentindo, tinha que estar! Mesmo assim, lágrimas já começavam a escorrer pelo meu rosto. Coração batendo forte, entrei no corredor e chamei por minha mãe. Não ouvi resposta, então fui para a cozinha.

Até hoje não sei o motivo para ela ter feito aquilo.

——

Vivi o resto de minha vida naquela pequena cidade no Maine, mas sem chegar perto da biblioteca pública. Uma vez, com vinte e tantos anos, tive coragem de entrar novamente. A vida era boa naquela época, e meu medo já estava se transformando em curiosidade. Aonde antes ficava a porta para o meu santuário, agora existia apenas uma parede branca. Perguntei a bibliotecária o que havia acontecido com o porão, embora no meu coração eu sabia já sabia a resposta. Não existia nenhum porão, ela disse. Nunca existira. Na verdade, falou-me que, se não se enganava, as portarias de zoneamento da cidade proibiam porões naquela área. 

Fui assombrado por aquele cheiro docemente doentio, uma mistura venenosa de citros e pinho, desde aquele fatídico e longínquo aniversário. Quando vi minha mãe na cozinha naquele dia, deitada em uma piscina de seu próprio sangue, eu o senti. Quando um homem bateu na porta do dormitório da minha faculdade, dizendo que era meu pai, exigindo dinheiro e me espancando até quase a morte, eu senti o cheiro. Quando minha mulher abortou nosso segundo filho, eu o senti. Quando abortou o quarto, também. Quando nosso filho mais velho roubou nosso carro enquanto estava bêbado e acabou causando a morte de sua namorada, eu senti o cheiro. 

Comecei a senti-lo periodicamente quando minha mulher ficou doente. Ela faleceu no final do ano passado, e agora, estou sozinho pela primeira vez depois de quase meio século. Agora sinto o cheiro todos os dias, e parece um convite. 

Alguns meses atrás, voltei até a biblioteca e a pequena porta de carvalho com uma maçaneta antiga estava lá — bem onde eu me lembrava. Minhas caminhadas noturnas sempre me fazem passar pela biblioteca, mas nunca entro lá. Talvez hoje eu entre. Estou com medo de morrer, claro, mas hoje em dia estou com mais medo de continuar vivo. O velho estava certo — minha jornada não foi fácil, e duvido que melhorará. 

Descanse seus sofrimentos, amigo, e deixe-os onde ficarem. 

Ele prometeu alívio. Um abrigo, me disse. Será que estava certo sobre isso também? Só existe u jeito de descobrir. Afinal de contas, ainda sei onde o encontrar.
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FONTE: Sergeant Darwin

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

KEEP CREEPYING!

TRADUÇÃO POR: FRANCIS DIVINA


17 comentários:

  1. Meu deus, que creepy ÉPICA! uma das melhores que ja li.

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  2. Caralho... A mãe dele se matou? Puta merda...

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  3. O velho tem uma memoria espetacular, assim como a creepy

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  4. Amei esse velho só de ler que ele é contra o trump <3

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  5. Ma ra vi lho so espero mais creepys desse tipo divina,gabriel e todos ok??

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  6. Acredito que o velho seja a morte? ou talvez algum tipo de ceifador, eu teria perguntado qual o trabalho dele e teria aceitado :v, sempre quis ser uma entidade imortal que sabe de tudo que aconteceu ou vira por vir :v

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    1. Tipo assim ele seria a morte dando ao velho um serviço de ajudante e tal ai ele mato a mae pra ele aceitar voltar a falar com a entidade aquela parte que a porta some e que alguem devia estar perto dela ou so o homem podia abrila por que tava marcado so pra ele fazer isso o que entendo se alguem tiver uma teoria melhor me fala

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    2. Minha teoria, é que sim, aquele senhor do porão é a morte, a descrição que ele usa é a mesma que todo livro religioso que utiliza uma forma humanizada para a morte o coloca. Talvez a morte esteja cansada, em uma série de tv antiga (não lembro se era the Twilight zone ou the haunted hour, ja que ambas trabalham de mesma forma) tem uma historia de um medico que quando sobe para o telhado encontra um homem, esse homem se diz a morte e oferece parar de matar as pessoas para aquele medico, nesse caso a morte n foi mostrada como esse ser magro de ossos largos, mas é um trabalho parecido, a morte está cansada do seu trabalho, a diferença é que ai a morte quer alguem para substitui-la, mas a morte não pode ter entes queridos, pois se não ela poderia nunca querer leva-los por isso que a morte estava levando todos que o velho amava embora, aquela digital mostra que so ele estava pronto para abri aquela porta/pegar aquele livro, era destino dele ele fazer aquilo, a morte ofereceu uma forma mais simples de verem os entes queridos partirem... Mas ela nunca disse que seria facil...

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    3. Minha teoria, é que sim, aquele senhor do porão é a morte, a descrição que ele usa é a mesma que todo livro religioso que utiliza uma forma humanizada para a morte o coloca. Talvez a morte esteja cansada, em uma série de tv antiga (não lembro se era the Twilight zone ou the haunted hour, ja que ambas trabalham de mesma forma) tem uma historia de um medico que quando sobe para o telhado encontra um homem, esse homem se diz a morte e oferece parar de matar as pessoas para aquele medico, nesse caso a morte n foi mostrada como esse ser magro de ossos largos, mas é um trabalho parecido, a morte está cansada do seu trabalho, a diferença é que ai a morte quer alguem para substitui-la, mas a morte não pode ter entes queridos, pois se não ela poderia nunca querer leva-los por isso que a morte estava levando todos que o velho amava embora, aquela digital mostra que so ele estava pronto para abri aquela porta/pegar aquele livro, era destino dele ele fazer aquilo, a morte ofereceu uma forma mais simples de verem os entes queridos partirem... Mas ela nunca disse que seria facil...

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  7. Amazing. Que fic incrível. Muito boa, da pra montar umas teorias incríveis.

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  8. O site deveria se chamar CreepypastaDivina pois 90% dos posts é dela.

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