13/09/16

Suícidio Assistido

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ATENÇÃO: CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE. NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 
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Ele esperava até que todos estivessem dormindo antes de começar. Eu ficava deitada imóvel e fingia inconsciência, mas sua voz persistiria, um uivo fraco de desespero, como se estivesse suplicando. Implorando. Pedindo para que eu o ajudasse a acabar com sua vida.

No brilho berrante da luz do dia, eu conversava com meus entes queridos sobre nossas noites sem sono. A pena estampada em seus rostos era óbvia; assim como a impotência. Sabiam que não havia nada que pudessem fazer. Todo o sofrimento tinha de ser suportado por ele, e, por associação, por mim. Eu era sua confidente; a única outra pessoa com quem se sentia confortável para conversar. Para chorar. Para gritar.

Não havia dúvida que os efeitos do estresse tinham acabado comigo. Eu havia engordado; Eu estava qualificada como inválida; Estava depressiva. Nossos médicos sabia que ele tinha problemas. Sabiam de algo - essa era a palavra que usavam: algo - estava errado com ele. Simplesmente não conseguia identificar o que era. Isso significava que não podia fazer nada.

Ontem a noite, chegamos ao limite. Por horas, ele gritou com um poder de romper tímpanos. Ele me deliciava com descrições detalhadas sobre a dor que estava suportando. A dor que piorava com minha falta de ação. Os gritos iam ficando em silêncio enquanto sua energia ia evaporado. Como todas as outras noites. Mas ao invés de soluçar pateticamente e implorar, seu tom de voz começou a ficar mais sinistro. Suas palavras se tornaram violentas.

"Vou te matar," sussurrou. "Vou te partir em duas." 

Minha respiração ficou presa na minha garganta. Ele nunca havia dito nada parecido para mim antes. Todos o conteúdo venenoso de suas palavras eram sempre dirigida à si mesmo. Isso era algo novo. Aterrorizante.

"Você vai sangrar até a morte," me informou enquanto dava alguns soluços. "Você sabe como se sentirá sabendo que podia ter terminado com isso mas não terminou? Sabendo que deixou as meninas sozinhas?"

A menção das gêmeas me fez pular da cama com raiva e indignação. Ele sabia o que estava fazendo. Finalmente tinha descoberto o que precisava dizer para eu consentir. O pensamento de Dominique e Shonda em um abrigo por causa do ódio dele e da minha covardia era demais para eu suportar. Demais para qualquer mãe suportar.

Comecei a chorar enquanto fazia as preparações que havia temido tanto desde a primeira vez que ele pediu para que eu acabasse com sua vida. Não falei uma palavra com ele enquanto preparava. De vez em quando, me chamava e perguntava o que eu estava fazendo. Não respondi. Ele estava muito fraco para gritar. Exausto demais. Tudo que falava eram palavras patéticas e frases como, "por favor..." e, "dói demais." Palavras que eu já tinha ouvido, e ouvido, e ouvido, mas agora havia um elemento sinistro, o "se não...".

Eu sabia que se fizesse o que ele queria, poderia ser jogada na cadeia. As gêmeas estariam sem sua mãe, assim como ele ameaçara. Mas deste jeito, pelo menos, eu estaria viva. E também, se fosse cuidadosa, eu poderia pedir para minhas amigas mais próximas me ajudarem a esconder o corpo. Elas todos tinham dito que fariam isso no passado - nos momentos mais sombrios, quando eu procurava o conforto com elas, depois de meses de noites sem descanso.

Quando tudo estava pronto, ele percebeu o que estava acontecendo. Tinha finalmente ganho. Me senti enjoada. Parte de mim sabia que estava fazendo a coisa certa - que o sofrimento que ele aguentou era demais para qualquer um. Mas outra parte - uma parte maior - estava fazendo aquilo por outra razão. Queria ele morto. Queria ele fora da minha vida e fora da vida das minhas filhas e dos meus amigos e o resto da minha família. Queria minha autonomia de volta. 

Fomos para o banheiro onde tudo poderia ser limpo. Pouco tempo depois, nossos oito meses de agonia e de privação de sono tinham acabado. Os gritos tinham acabado. O implorar tinha acabado. A agonia tinha acabado. Nada restou a não ser seu cadáver e sangue. Sangue na banheira. Sangue nas minhas mãos. Sangue nas minhas coxas. Sangue no cabide
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FONTE: Unsettling Stories 


Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

KEEP CREEPYING!

TRADUÇÃO POR: FRANCIS DIVINA


18 comentários:

  1. entedi porra nenhuma, alguem me explica? ;-;

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    1. Ela induziu um aborto com o cabide.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Não entendi nada. '-' Que confuso

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  3. Ela abortou com um cabide, pesssoal. O tempo todo você acha que era o marido dela, mas na verdade era um bebê doente do qual ela estava grávida. Plot twist foda

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    1. na verdade deu pra imaginar na hora do vou de partir em 2 e dos 8 meses de agonia...

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  4. Parabens pelo url novo glr, bom ver o site crescendo! <3

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  5. Buguei '-' e buguei mais ao ler o que sigmatos disse

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  6. Pqp que fodaaa ela abortou mano WTFF???

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  7. Estes avisos antes da creepy, é a cereja do bolo.

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  8. Estes avisos antes da creepy, é a cereja do bolo.

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