29/09/16

Tem algo de errado com a minha esposa, e ficarei preso com ela nesse cruzeiro por mais 14 dias.

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Minha esposa Kimmy e eu partimos no nosso cruzeiro há dois dias. Estávamos ansiando por este cruzeiro faziam cinco meses, e quanto mais perto ficava, mal podíamos conter nossa animação. 

Nos últimos quatro dias, nós voamos para a Austrália e embarcamos no nosso cruzeiro de navio, animadíssimos com nossos dezesseis dias de férias que tanto precisávamos. Nosso navio partiu sem problemas, fomos acomodados em nosso quarto, nadamos no mar aberto, comemos em um dos vários restaurantes, e desfrutamos mas maravilhosas e infinitas piscinas. Terminamos a noite tomando uma taça de champanhe na varanda superior no navio; foi sensacional. 

Fomos para a cama, e Kimmy dormiu quase imediatamente, rápido demais para o meu gosto. Fiquei mexendo na internet pelo meu celular alguns minutos antes de capotar também. Por volta das duas da manhã, acordei e percebi que minha esposa não estava ao meu lado. Achei que estivesse no banheiro, então apenas me virei para o outro lado. Meus olhos estavam fechados, e eu nunca a notaria se não tivesse sentindo a respiração no meu rosto. Abri meus olhos e ela estava ajoelhada do lado da cama, respirando pesadamente, os olhos o mais arregalado possível. Seus cabelos estavam jogados no rosto e grudados pelo suor, mesmo que nosso ar condicionado estivesse ligado. Foi absolutamente horrorizante. Pulei para trás na cama e quase cai do outro lado.

"Kimmy...?"

Ela só continuou na mesma posição e ofegou, seus olhos fixos em mim. Chamei seu nome mais uma vez, e ela começou a respirar mais suavemente. Fiquei sentado apavorado enquanto ela se levantava, fazia a volta na cama para o lado que eu estava agora, e começou a se rastejar para o seu lado enquanto eu voltei para onde estava antes. Ela deixou escapar por entre os lábios um sussurro falando "volte para o seu lado", e se deitou. Então dormiu como se nada disso tivesse acontecido. Fiquei deitado lá me sentindo mais ansioso do que já havia sentido em toda minha vida. Meu coração parecia que ia pular para fora do peito, e fiquei suando frio por horas. Senti um alívio absurdo quando o sol saiu.

Quando acordou, perguntei o que tinha sido aquilo durante a noite. Ela não lembrava de nada. Disse que só tinha acordado para ir até o banheiro e quando voltou teve que me pedir para eu ir para o outro lado da cama. Falei que tinha ficado aterrorizado, mas insistiu que devia ter sido apenas um pesadelo bizarro. Mas eu sabia a verdade.

Kimmy estava reclamando de dor de cabeça, então pedimos para entregarem o café da manhã no quarto ao invés de irmos ao buffet. Kimmy fez um pedido enorme, é inacreditável o que essa garota consegue por pra dentro sem ganhar uma grama (ela tem 1,55 e é bem magra). Pediu 4 panquecas, 2 ovos mexidos, 3 tiras de bacon, 3 linguiças e uma porção de batata rosti. Eu pedi algo que eles chamavam de mexido de linguiça. A comida demorou um pouco para chegar, e enquanto isso Kimmy ficou resmungando sobre como não estava se sentindo bem, e que esperava que a comida a fizesse se sentir melhor. A comida chegou e nos sentamos para comer.

Kimmy tirou a tampa do seu pedido e se recostou na cadeira, fazendo uma cara de nojo. Perguntei o que havia de errado e ela falou, "Você só pode estar brincando, né? Não está sentindo esse cheiro?" Falei que não estava sentindo cheiro nenhum além do da comida. Ela olhou para a bandeja fazendo careta, e cortou um pequeno pedaço de bacon. Ela o trouxe até a boca e deu uma mordida, mas imediatamente cuspiu, quase vomitando. 

"O que foi?!", perguntei.

"Essa merda tem gosto de carne podre mofada, Nick, como assim o que foi?!"

A comida parecia normal. Tinha um cheiro bom. Não havia nada de errado. Ela se recusou a comer, e me fez colocar tudo para fora do quarto. Depois de jogar a comida fora, fui até o buffet e peguei uma cesta de frutas, da qual ela comeu tranquilamente, sem reclamar. Depois de comer, Kimmy decidiu tomar um banho para se preparar para o nosso dia. Enquanto fazia isso, me deitei na cama para assistir um pouco de TV. Cochilei um pouco, considerando que não havia dormido muito durante a noite, e acordei uma hora mais tarde. Tive que conferir o relógio do celular umas três vezes porque ainda podia ouvir o chuveiro ligado. Bati na porta, mas não houve resposta. Fiquei com medo nessa hora. Não fazia ideia do que iria encontrar do outro lado da porta. Será que ela havia escorregado e batido a cabeça? Não sabia o que esperar. Anunciei que iria entrar e abri a porta.

Não vi ela em nenhuma parte do banheiro, então era provável que ainda estivesse no box. A cortina estava fechada. Fui andando para lá, meus anos de telespectador de filmes de terror me dizendo que algo iria pular na minha cara a qualquer segundo. Mas nada pulou. Abri a cortina lentamente e encontrei Kimmy me encarando, os olhos tão arregalados quanto na noite anterior.

"Kimmy... o que você está fazendo?" Perguntei, já começando a entrar em pânico, andando lentamente para trás.

Foi aí que notei que a parte inferior direita de seu corpo, a parte que estava sendo respingada com a água, estava vermelha. Mas não havia aquela névoa de costume, e não havia vapor saindo do chuveiro. A água estava mais gelada o possível. 

"KIMMY!" Gritei.

Ela saiu do transe e gritou imediatamente.

"Quando você entrou aqui?! Eu quase morri de susto!" disse enquanto desligava a água.

"Você quase morreu de susto?! Mas que porra foi essa?!"

"Que?"

"Você não viu o que aconteceu?"

"Sobre o que você está falando?", ela insistiu enquanto saia da banheira e se enrolava na toalha.

Expliquei o que havia acontecido. Ela ficou estupefata e disse que eu estava ficando louco. Terminou de se arrumar e seguimos com nosso dia. Tudo ocorreu bem, até que fomos para uma das piscinas infinitas.

Nós estávamos no nosso espacinho na piscina um tanto lotada, apenas papeando e relaxando na água perfeita debaixo do sol quente. Não lembro sobre o que estávamos conversando, mas de repente, Kimmy parou de falar no meio de uma frase e ficou olhando fixamente para alguma coisa acima do meu ombro. Olhei para trás e não vi nada estranho. Perguntei para onde estava olhando, mas ela simplesmente só continuou com o olhar fixo para frente. Vagarosamente, olhei novamente para trás, e quando me virei de volta, Kimmy havia sumido. Só um segundo depois percebi que estava debaixo d'água. 

Eu simplesmente fiquei parado constrangidamente por alguns segundos, sem saber se ela estava zoando comigo ou o que. Então fui para debaixo d´água e abri meus olhos. Quando fiz isso, ela estava bem de frente para mim, com os olhos vermelhos por causa do cloro, arregalados como das outras duas vezes. De instinto, recuei um pouco, mas ela continuou comigo, apenas alguns centímetros de distancia do meu rosto. Voltei para a superfície para respirar. Ela não. 

Seguei-a pelos ombros e a trouxe para a superfície, mas seu corpo estava mole, então caiu de novo na água. Puxei-a de novo e a segurei acima d´água, chamando pelo seu nome várias vezes seguidas. As pessoas começaram olhar em nossa direção preocupados. Então, como se nada tivesse acontecido, ela voltou a si. Olhou para mim, um olhar normal, e me beijou. Perguntou porque eu parecia tão preocupado, mas nem me preocupei em tentar explicar.

O resto do dia seguiu sem nenhum incidente. Jogamos um pouco na sala de fliperama, relaxamos na Jacuzzi, jantamos, e tudo estava bem. Voltamos para o quarto, tivemos um pouco de... tempo a sós, e decidimos ficar por ali mesmo. 

Por volta da mesma hora da noite anterior, duas da manhã, acordei novamente. Dessa vez eu estava virado para Kimmy enquanto dormia, e quando abri meus olhos, a encontrei deitada na cama, virada para mim, com os olhos arregalados e um semi sorriso em seus lábios. Sussurrei seu nome. Ela estava respirando pesadamente, ofegando. Sussurrei o nome dela um pouco mais alto enquanto me sentava na cama. Seu olhar continuou fixo em mim enquanto me mexia. Coloquei minha mão na cabeça dela e percebi que estava extremamente gelada. Chamei pelo seu nome mais uma vez, desta vez em um tom de voz normal, e ela deu um grito curto, porém estridente que deve ter acordado todas as pessoas que estavam hospedadas naquele andar. Me fez pular e cair da cama. Deitado de costas no chão, fiquei observando minha esposa ficar de quatro na cama e vir na minha direção, seus olhos castanhos arregalados e um sorriso no rosto, depois engatinhando pela cama, sem nenhuma direção certa, nunca parando de me olhar. Depois se levantou e deixou a cabeça caída para o lado. Ficou assim me olhando até as 3:30 da manhã, antes de se deitar calmamente e ir dormir.

Eu realmente preciso de ajuda, e não sabia aonde perguntar. Seja lá o que esteja acontecendo com minha esposa, não parece que vai parar em breve, e ficaremos nesse cruzeiro querendo ou não por mais 14 dias. Me ajudem. Por favor.
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Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

KEEP CREEPYING!

TRADUÇÃO POR: FRANCIS DIVINA


36 comentários:

  1. Começou muito bem, mas o final é muito vago

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  2. Sei lá, me lembra um felino,

    Mt obrigado por trazer a creepy

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  3. faz assim deixa ela durmi primeiro ai passa cola 1000 no olho dela pronto cada problema resolvido

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  4. mt vago e sem graça, n teve nada relacionado a rituais ou algo amaldiçoado que possa ter causado esse comportamento nela, talvez seja esquizofrênica :v

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  5. Nao entendi o negocio da comida, sera que isso vai ter alguma importancia depois ? Gostei da creepy

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    1. Ela n consegue comer comida processada/industrializada, pode ser isso.

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    2. Assista Tokyo Ghoul e entenderá ;D

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  6. tenso
    mas gostei
    boa creepy

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  7. Passando só pra dizer que curti a creepy, reforçar o pedido de manter os posts diarios e sabe se meu comentario no post anterior foi lido...

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  8. Gostei!Quero entender porque ela n conseguiu comer.E reforçando o pedido dai de cima...eu entro aqui todo dia,não posta só 3x por semana nãoooooo.por favor!Curto muito as histórias que você escolhe.

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  9. Achei fraquinha. Talvez eu consiga decidir se gostei após ler a parte 2...

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  10. Tenso. Eu já tinha arrumado outro quarto pra ir dormir depois de ela pegar no sono. Boa creepy, tem cara de vir do nosleep, haha.

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  11. Também achei meio fraca sei lá o cara todo normal depois das loucura da mulher ainda sim quero ver a parte dois, obrigada por trazer as creppys ;)

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  12. Só vai ter mais uma parte? Confesso que fiquei bastante curiosa ♡

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  13. muito boa mesmo, parabéns a equipe do blog

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  14. Creepy boa... E olha que nem costumo comentar... Mas pelo amor de Deus, posta mais da Runners!

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    1. Parece que ainda não lançou a outra parte de Runners...

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  15. Achei fraca não, na verdade é meio perturbadora. Deus me livre uma mulher dessas, eu me jogava no mar e voltava nadando pra casa.

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  16. Eu nunca vi uma Creepy que falasse de eleições, o CPBR poderia produzir uma!��

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    1. Poderia ser algo distópico tipo" ministério do assassinato", ou uma eleição pra escolher a forma como um criminoso é linchado.

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    2. Vcs já leram um texto anti Democracia?Tem idéias boas neles.

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  17. http://www.ovelhasvoadoras.com.br/2015/11/doenca-cogumelo.html?m=1
    Vejam se essa estória não é igual runners!!

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  18. No começo pensei que ela ia virar um ghoul... Por acahar alimentos normais com gostove cheiro ruim :v o final foi mesmo um pivô vago, mas to ansiosa PRS pt 2

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  19. Esperando aqui a parte 2 pra saber o que está acontecendo.

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  20. Interessante!
    Achei muito legal a forma que começou, espero que a parte 2 tenha um final tão interessante quanto.

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  21. Me fez lembrar aquela história " tem alguma coisa errada com minha esposa" que ela tinha tipo um clone demoníaco que seguia todos em volta dela

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  22. Adorei a creepy, mas o final ficou meio em aberto. Vai ter continuação?

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