11/10/16

Os Gêmeos de Tommy Taffy (+18)

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ATENÇÃO: ESSE CONTO ESTÁ CLASSIFICADO COMO +18. PODE CONTER CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE. NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS. PODE TER ACIONADORES DE GATILHOS E/OU TRAUMAS. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 
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Abaixei meu celular, suspirando pesadamente. Tinha acabado de falar com meu pai, Spence. Me falou que não conseguiria ir até a casa de Stephanie amanhã para o almoço de domingo. Parecia cansado, esgotado. Mas na verdade, esse era o estado normal dele. Não posso culpá-lo. Eu mesmo me sinto exausto. Temos carregado esse peso nos ombros por anos. As memórias e os pesadelos que tivemos que passar. Contou também que minha mãe estava querendo se mudar, talvez para as montanhas. Ela não estava muito bem por esses tempos. Parece que cada semana estava tomando uma nova medicação.

As noites eram piores. Meu pai chegou a admitir isso para mim. Os olhares repentinos por cima do ombro, observando temerosamente as portas... se assustando com qualquer barulho. Para nós dois, o passar do tempo não era suficiente para apagar o medo que tinha sido instalado em nossas mentes como um programa de computador. 

Dos quatro, Stephanie parecia ser a que estava lidando melhor com essa situação. Tinha um casamento feliz e seus bebês já estavam com quase três meses. Se chamavam Jack e Jill. Steph acho que seria fofo nomes combinando. E era. O marido dela, Lewis, era um cara legal. Cuidava bem deles, um homem forte e altruísta que colocava sua família acima de tudo.

Fiquei sentado na escuridão do meu apartamento olhando o relógio. Eram quase onze horas. Pensei em ir dormir, mas ao invés disso, me levantei e servi uma dose de rum. Virei-o sem nem pensar e deixei o calor aquecer minha mente. 

Me levantei para mijar e ouvi meu celular tocando no sofá, onde tinha deixando. Abotoei as calças e fui atender. Achei que fosse meu pai de novo.

Mas era Stephanie. 

Por que ela me ligaria tão tarde da noite? Pensei, imediatamente ficando totalmente alerta. 

Coloquei o celular na orelha, "Alô? Steph?"

Tudo estava silencioso por algum tempo, parecia que algo estava sendo precionadocontra o microfone. 

Então, a voz da minha irmã soou na linha, aguda e apavorada, "Matt?"

Meu cenho estava franzido, "Sim, sou eu. Está tudo bem?"

Mai respiração ofegante, depois um sussurro grosso, "Matt... ele está aqui."

A linha ficou muda. 

Meu coração começou a acelerar, o medo preenchendo o silêncio da minha casa. Fiquei de pé na escuridão, o telefone ainda pressionado na minha orelha, olhos se arregalando. 

Jesus Cristo, não... Por favor, não... ainda não...

Imediatamente liguei para Stephanie de novo, mas caiu na caixa de mensagem. Quando coloquei o telefone na bancada da cozinha, vi que minhas mãos tremiam. Me servi mais uma dose de rum e virei. Comecei a andar para lá e para cá, tremendo no escuro, a mente acelerada. 

Era tudo que eu mais temia. Mas era muito demais... cedo demais...

"CARALHO!" Gritei, jogando o copo contra a parede, a histeria cortando minha garganta. "PORRA! MERDA! CARALHO!"

Cai no sofá e tentei ligar para Stephanie de novo. 

Tocou uma.. duas vezes... e alguém atendeu. 

"Steph!? Me fale exatamente o que está acontecendo, Steph! Você está bem!?"

Não houve resposta, mas pude ouvir algo de fundo, abafado mas urgente. 

Lágrimas se formavam em meus olhos, "Por Deus, Steph, me diga que você está bem!"

Então, uma voz como seda fria soou, "Olá, Matt. Ah, já faz um tempo, não é mesmo?"

Reconhecimento passou por mim como um vento frio, girando pelas profundezas da minha mente e reacendendo todos os horrores que eu havia vivenciado. Senti minha bile na garganta e o suor se formando na minha testa. 

Com a voz tremula, perguntei num sussurro, "To-tommy?"

“Hehehehehehe.”

A linha ficou muda novamente.

Me levantei, agarrando os cabelos, quase vomitando. Não, não, não, não, não, isso não podia estar acontecendo, pelo amor de Deus, CARALHO CARALHO CARALHO! 

Não conseguia parar de tremer, a voz no telefone havia aberto as portas dos meus pesadelos mais íntimos, quebrando as correntes que mantinham essas lembranças trancadas. Cai de joelhos, não conseguindo me conter e vomitei no chão.

Fiquei olhando o nada, olhos vermelhos que piscavam violentamente. 

Mais... cinco... anos...

"NÃO!" Gritei, socando o chão. 

Me levantei e peguei as chaves que estavam em cima do balcão. Stephanie morava a poucos minutos da minha casa. Não podia deixar isso acontecer.

Não de novo. 

***

Enfiei o carro na garagem. Todas as luzes da casa de Stephanie estavam ligadas, mas as cortinas das janelas da frente estavam fechadas. Não consegui ver nenhum sinal de movimentação, nenhuma sombra, nada. Retorci minhas mãos, o cérebro em fúria. O que diabos estava acontecendo? Qual era o meu plano?

Eu apenas sabia que tinha que fazer algo a respeito. Não podia deixar a família da minha irmã sofrer como a nossa. E Lewis?! Ele nem saberia direito o que estava acontecendo! Ele tentaria lutar contra... ah, não...

Respirando fundo, abri a porta do meu carro, a brisa fria da noite tocando meu rosto como respingos d'água. A rua da minha irmã estava escura, todas as casas individuais alinhadas estavam adormecidas. Todas menos a da Stephanie. 

Esfregando as mãos nas calças, me aproximei da porta da frente, coração martelando contra meu peito, parecendo um tambor. Minha garganta estava seca e minha cabeça gritava para eu dar meia volta. Mas eu não podia. Não até saber que Stephanie e sua família estavam bem. Talvez eu pudesse... merda... talvez eu pudesse fazer O QUE?!

Eu estava na frente na porta. Passei a mão na testa e bati. O som dos meus nós dos dedos contra a madeira parecia um tiro no silêncio da noite. Pressionei minha orelha contra a porta, mas não conseguia ouvir nada.

Quando levantei o punho para bater de novo, as luzes da casa se desligaram.

Bati com força na porta, a urgência e o pavor pulsando em minhas veias.

"Steph! Stephanie! Sou eu, Matt! Por favor, abra a porta se conseguir!"

De repente, ouvi a tranca da porta se abrir. Dei um passo para trás enquanto ia se abrindo, a respiração saindo dos meus pulmões como fogo.

Dois olhos azuis brilharam na escuridão, como dois cristais em uma fogueira. 

E aquela voz, suavemente irritante, "É meio tarde para uma visita, não acha, Matt?"

Olhar naqueles olhos azuis, ouvir meu nome sair daqueles lábios imundos, precisei de todas as forças para continuar de pé. 

"Cadê a Stephanie e os bebê? Onde está Lewis?" Finalmente consegui falar, mesmo estando congelado nos degraus, sem conseguir desviar o olhar daqueles olhos azuis.

"Estamos todos aqui. Tentando nos... adaptar. Lewis... não foi muito acolhedor."

" O que você fez?!", sibilei.

“Hehehehehe...”

Do nada, as luzes da casa se acenderam e aquele par de olhos ficou acompanhado de um rosto e um corpo. 

Um choque terríveis das memórias que tinha passou por mim, quase me pondo de joelhos. 

Tommy Taffy estava igual eu recordava, mesmo depois de tanto anos. Os cabelos loiros curtos, a pequena protuberância no meio do rosto onde devia estar o nariz, aquela tira branca estranha onde deviam estar os dentes... e os malditos olhos azuis, tão intensos que eu poderia me afogar neles. 

Eu podia ver sua pele impossivelmente perfeita brilhando na luz, parecendo plástico flexível. Tommy abriu mais a porta, gesticulando para eu entrar. 

"Você veio para ver sua irmã, não é mesmo?"

Dos degraus, eu podia ver a cozinha. Lewis estava jogado no chão, imóvel perto da mesa. Stephanie estava perto dele, chorando, agarrando-se ao corpo dele. 

Ela olhou em direção da porta e me viu, seus olhos arregalando, o desespero fazendo sua voz tremer, "Matt! Matt me ajuda! POR FAVOR!"

A agonia em seu rosto deixou meu coração em pedaços. Com as lágrimas caindo de meus olhos, tentei passar por Tommy, mas ele me agarrou pelos ombros, me parando. 

"Nã-na-ni-na-não... você já viu sua irmã. Não precisa se envolver mais," Tommy disse, seu agarrar como uma braçadeira de ferro, enterrando-se na minha clavícula. 

Me virei para Tommy, com um pé dentro da casa, " Por favor, deixe-os e paz... você já não atormentou nossa família o suficiente?" 

"É hora de ir embora, Matt." Falou, me empurrando para fora. Stephanie grunhiu, gritando meu nome. 

Tentei contornar Tommy, o desespero elevando minha voz, "Por favor, apenas me deixe-" Eu estava quase o passando quando de repente ele avançou e me agarrou pelo pescoço. Me colocou contra a parede, sem liber o aperto.

Seu rosto estava a poucos centímetros do meu, sua voz parecia carvão queimado, mas seu rosto continuava calmo, "Eu mandei você ir embora. Não faça ficar pior para eles. Isso aqui não é sobre você."

Arfei quando ele me soltou, caindo de joelhos na grama.

Indefeso, fiquei observando Tommy entrar e bater a porta da frente.

As luzes da casa se desligaram.

E os gritos começaram. 

***
Fiquei sentando no escuro do meu apartamento, a garrafa de rum tão vazia quanto meu olhar. O sol estava nascendo, um brilho rosa suave roçando suavemente pela janela. Eu não conseguira dormir, minha imaginação correndo livre em minha mente. 

Eu não podia deixar Stephanie passar por aquilo, não de novo. Não por mais cinco anos. O tempo havia escondido as abominações de nossa infância da mente de minha irmã; Tommy havia entrado na nossa vida quando ela era nova o suficiente para se esquecer. Os gêmeos... ele havia voltado por causa dos gêmeos, Jack e Jill, para continuar com suas maldades por todas as gerações de nossa família.

Quando terminaria? Como terminaria? Aquelas horas não me deram soluções, o rum queimando minha entranhas e me confortando.

De repente, meu celular tocou, me assustando. Pisquei e percebi que o sol agora queimava através da janela. A quanto tempo eu já estava sentado ali?

Meu coração deu um pulo quando vi o nome de Stephanie na tela. 

Atendi as pressas, "Olá? Steph, você está bem? O que ele fez?"

A voz da minha irmã estava rasa e sem emoção, "Tommy disse que você pode vir almoçar aqui, assim como planejado."

"O que ele fez com você?" Sibilei.

Sua voz nunca mudou, "Ele está alimentando os gêmeos, está tudo bem."

"Steph-", comecei a falar mas ela desligou.

Me levantei e corri para o banheiro, jogando água no meu rosto. O rum nem parecia ter me afetado, meus olhos encontrado os olhos do espelho com uma clareza surpreendente. Mas isso não diluiu o medo que estava impregnado na minha mente. 

Corri para fora do meu apartamento e depois para meu carro. Enquanto dirigia, comecei a me sentir enjoado. Garras afiadas se afundavam em minhas memórias e puxavam para a beira os horrores que havia experienciado nas mãos de Tommy. Eu não podia permitir que Jack e Jill passassem pelo o mesmo. Não podia permitir que Stephanie visse sua família se despedaçar lentamente diante de seus olhos.

Aluns minutos depois, eu estava estacionando na frente da casa. Ansiosamente saí do carro e fui bater na porta da frente. 

Tommy me atendeu, com um bebê em cada braço.

"Olá Matt. Bom ver você em uma hora mais apropriada. Entre."

Meu estômago se contraiu só de vê-lo tocando as crianças, mas calei a boca e não disse nada. Entrei na casa e ele fechou a porta com o pé, balançando suavemente os bebês em seus braços.

"Crianças lindas, não é mesmo?" Tommy disse suavemente, olhando para aqueles rostinhos.

"Onde está minha irmã?" Perguntei, enquanto uma gota de suor escorria pela minha espinha, como se um fantasma tivesse me acariciado. 

Como se para responder, Stephanie apareceu descendo as escadas. Sua pele estava pálida e tinha olheiras escuras debaixo dos olhos. Não havia sinal de violência física, mas eu conhecia Tommy e sabia que tinha outras técnicas além de violência para punir pessoas. 

"O almoço está pronto," disse, sem emoção, seus olhos mortos. Andou em direção da cozinha e começou a colocar a comida na mesa. A segui e então congelei.

Lewis estava sentado em uma cadeira com o torso jogado sobre a mesa, respirando pesadamente. Um lado de seu rosto estava inchado, o olho esquerdo totalmente fechado. Sangue escorria de sua boca diretamente no prato branco que estava em sua frente. 

Suas pernas estavam quebradas, seus tornozelos e canela torcidos para os lados da cadeira de um jeito que quase me fez vomitar. Me vendo, levantou a cabeça, deixando cair um rastro de baba e sangue dos cantos da boca.

"Tire esse monstro da minha casa," sussurrou. 

Antes de conseguir responder, Tommy apareceu atrás de mim, "conversando" com os bebês, uma espécie de "dadada- gugugu". Stephanie parecia um zumbi, colocando as panelas fumegantes sobre a mesa e depois se sentando na cadeira oposta de seu marido sangrento.

"Meu Deus, Lewis," arfei, "Você precisa de ajuda, venha, vou te levar para o hospital."

Tommy olhou para mim, "Matt, sente-se e desfrute dessa maravilhosa refeição que sua irmã preparou com tanto carinho. Seria de uma ignorância terrível ignorar tal banquete." Como se para dar exemplo, Tommy se sentou à mesa, com os bebês balbuciando em seu colo. 

"Ele precisa de ajuda, Tommy," insisti, com medo das minhas próprias palavras.

"Não seja dramático, Matt."

De repente, soquei a mesa com as duas mãos, "Eu vou levar ele para hospital, caramba!"

Imediatamente me arrependi do meu surto. O fogo em meu peito se extinguiu quando os olhos azuis de Tommy se encontraram com os meus.

Sem dizer nada, Tommy se levantou e entregou Jill para Stephanie, que aceitou com gratidão sua filha. Sem nunca parar de me olhar, Tommy levou Jack até a pia. 

Ele ligou o triturador de lixo.

Pavor atravessou meu cérebro como uma locomotiva em chamas. O zumbido alto das lâminas encheu a cozinha e sufocou as chamas em mim, substituindo-as com uma fúria cautelosa.

"Saia daí!" Lewis gritou, tentando se levantar, mas gritando com a dor de seus tornozelos quebrados.

Tommy aproximou Jack, que agora chorava, da boca negra do triturador de lixo, seus olhos nunca saindo de mim.

"Ficaria um pouco apertado, mas acho que consigo enfiá-lo ali," Tommy falou, sua voz tão afiada quando a ponta de uma faca nova. 

Levantei minha mão tremula, "Pare! Ok! Por favor, só pare!"

Mas Tommy continuou a baixar o bebê, o rostinho agora a centímetros da abertura, "Eu só preciso de um, Matt. Talvez você precise de uma lição. Talvez você tenha esquecido como isso aqui funciona."

Stephanie estava embalando Jill, seus olhos esbugalhados, lágrimas silenciosas descendo por suas bochechas.

"Não! Não, eu vou fazer qualquer coisa que você quiser! Por favor! Pare! POR FAVOR!" Me ajoelhei, voz tremula, também chorando, "Só não machuque o bebê! Não machuque Jack!"

Os olhos de Tommy adentraram meu crânio, examinando cada palavra minha, como se olhasse-as em um microscópio. Finalmente, desligou o triturador e entregou Jack à Stephanie.

Suspirei de alívio e me levantei tremendo. Tommy voltou a se sentar e me apontou para minha cadeira. Não hesitei em fazer o mesmo.

"Seu desgraçado fodido," Lewis regurgitou, fechando os punhos, "Eu vou te matar, eu vou te matar, porra!"

Tommy se virou para ele e eu vi seu maxilar cerrar, "Não passe dos limites, Lewis. Não terminará bem."

"Vá se foder," Lewis cuspiu.

Como um raio, Tommy se levantou e foi em direção de Lewis, escorregando sua mão em direção da boca do homem machuca e agarrando seu maxilar. Sem exitar, Tommy levantou-o da cadeira e o jogou de cara na geladeira.

Com um baque surdo, o rosto de Lewis eclodiu em um jorro de sangue e dentes quebrados quando bateu contra a superfície dura. Ele escorregou para o chão, deixando um rastro de sangue.

Com o rosto como pedra, Tommy o ergueu pelos cabelos e o arrastou até o forno, colocando sua cabeça na dobradiça da abertura. Sem hesitar, Tommy começou a esmagar a cabeça dele com a porta do forno, abrindo e fechando, cada batida despedaçando o crânio e abrindo sua carne.

"Pare, Tommy! PARE! VOCê VAI MATÁ-LO!" Eu gritei, quase pulando por cima da mesa.

Tommy se virou e apontou para os bebês, os olhos fixos nos meus, sua voz como trovões de chuva de verão.

"É ELE OU O BEBÊ!! O QUE VAI SER?!"

Cai na minha cadeira, olhos bem abertos, todo meu corpo tremendo copiosamente. Chorando muito e com meus lábios retorcidos que queriam dizer algo, mas apenas um gemido triste saiu. Os gêmeos praticamente uivavam e Stephanie apertava-os contra o peito, soluçando, o choque tomando conta dela.

Me virei, o mundo girando, os ouvidos cheios de gritos e choros enquanto Tommy esmagava a cabeça de Lewis com a porta do forno. 

Minha saliva escorria dos meus lábios em casa respirada brusca que fazia, minha realidade se retorcendo e escurecendo.

Tommy se endireitou, respirou fundo e observou seu trabalho. Respingos de sangue pintavam os armários e o chão, trilhas que se arrastavam como marcas de dedos. Stephanie chorava, olhos bem fechados, os gêmeos imitando o pesar da mãe. 

Tommy passou as mãos pelos cabelos, olhos se encontrando com os meus. Sorriu, sacudindo a cabeça, como se não pudesse acreditar naquilo. Ele se virou para Stephanie e gesticulou para pegar os bebês.

"Me dê eles. Arrume a bagunça de seu marido."

Minhas unhas estavam enfiadas no tampo da mesa, juntas brancas. Mal conseguia acreditar na carnificina que presenciara, a execução brutal do meu cunhado. Estava totalmente abalado, minha visão girava em descrença. 

Tommy se inclinou e retirou os bebês do colo de minha irmã, "Vá. Coloque-o no porão por enquanto."

"Po-por que vo-você fez isso?" Stephanie guinchou entre soluços.

Tommy começou a ninar os gêmeos, olhando minha irmã, "Ele não era certo para essa família. A gora vá limpar." Tommy foi para a sala, gesticulando para eu o seguir.

Minha cadeira rangeu alto enquanto me levantava, eu observando minha irmã mentalmente destruída arrastando o próprio marido para o porão. Baba escorria pelos lábios dela enquanto sussurrava desculpas amorosas para o falecido. Ela estava cedendo. 

Em um torpor absurdo, segui Tommy para a sala de estar, sentindo como se estivesse em um sonho. Eu queria assassinar aquele monstro, arrancar aquele câncer da minha família. Mas a outra parte de mim sabia que isso não era possível, que essa tentativa só traria mais dor para nós. Mas tinha que haver um jeito...

Tommy havia acalmado os gêmeos e agora me olhava, "Você está bem, Matt?"

Não respondi, meus olhos em choque olhando o nada.

Tommy assentiu, "Sei que isso provavelmente o chateia. É por isso que queria conversar com você a sós. Estou preocupado com sua irmã e como ela lidará com isso. Estou preocupado em como isso pode afetar a habilidade dela em ser mãe."

Levantei meus olhos para ele, incrédulo, "Foi vo-você que fe-fez isso..."

Tommy ignorou minha acusação, "Matt, eu gostaria que você ficasse aqui conosco por um tempo. Para ficar de olho na sua irmã. Ajudá-la a passar por isso. Temo que seja o único jeito de concertamos seu psicológico depois de tal tragédia."

Meus punhos se fecharam, "Um dia alguém vai fazer você parar com isso."

Tommy sorriu, mas não havia humor em seu rosto, "Cuidado, Matt..."

"Deixe minha irmã em paz, saia da vida dela," falei entre meus dentes cerrados. 

"Não posso fazer isso," Tommy insistiu, "Não com crianças tão lindas para criar. Na verdade, há uma rasão para eu estar aqui tão cedo. Eu não podia mais esperar. Eu tinha que vê-los." Seus olhos brilharam.

Dei um passo em direção dele, sussurrando, "O que diabos você está..."

“Hehehehehehe...”

***

Fiquei com Stephanie naquela noite. Ela demorou quase três horas para limpar tudo e quando terminou, foi pro quarto e apagou. Coloquei os bebês no berço depois de dar mamadeira e fiquei no topo da escada, observando a sala vazia. Tudo parecia errado, como um sonho. Os acontecimentos chocantes que lentamente retorciam minha vida se encrustavam em meu cérebro, desenterrando todos meus pesadelos os quais eu havia me prontificado de enterrar durante todos aqueles anos.

Uma mão pousou em meu ombro.

Me virei e vi Tommy, a luz no quarto de minha irmã brilhando atrás dele.

"Vá. Fique com ela essa noite. É importante que ela se sinta acolhida por um homem. Será mais fácil para ela passar pelo luto por seu marido."

Não falei nada, só observei o rosto liso de Tommy. Todo meu corpo se inclinava a enfiar meus dedos em seus malditos olhos.

Tommy me empurrou em direção do quarto, "Vá."

Sem dizer uma palavra, fui para o quarto dela. Fechei a porta e me sentei na cama. Stephanie estava debaixo das cobertas, olhando para o teto com os olhos injetados. Sua pele estava muito branca e as olheiras mais pesadas do que antes.

Eu não sabia o que dizer, então nada disse. Deitei ao seu lado e desliguei a luz. Depois de algumas horas, ouvi sua respiração pesada que indicava que finalmente havia dormido. Bom, pensei, que a cabeça dela tenha algumas horas de paz. A horas profundas da noite se arrastaram por mim, mas mal percebi. Minha mente se recusava em desligar, pensando em ideias e maneiras de escapar.

Algo que Tommy dissera ficava ecoando em minha mente.

Eu só preciso de um...

Examinei aquelas palavras, espremendo cada sentido possível que aquela frase representava. Não gostei do que pensei. Olhei para minha irmã adormecida, mesmo durante o sono parecia estar sofrendo. Meu coração gritava por ela, e senti meu olhos marejando. Ela não merecia aquilo. Não de novo. Não por mais cinco anos. Eu não podia assistir aquilo. Não podia deixar acontecer. 

O que eu estava disposto a fazer para salvá-la? Que tipo de pessoa eu havia me tornado? Como eu poderia viver comigo mesmo se eu... se eu fizesse o que o mal sussurrava para mim.

Você sabe como salvá-la, Tommy cometeu um erro hoje a noite. Ou será que não? Talvez ele esteja te testando? De qualquer forma, você sabe que não pode continuar assim. Você não pode viver sabendo que sua irmãzinha está enlouquecendo...

Cobri meu rosto, já sentindo as lágrimas.

Que tipo de pessoa eu seria se eu...

Em algum momento da noite, eu percebi algo na porta do quarto. Virei minha cabeça e vi Tommy observando pela fresta da porta, seus olhos azuis cintilando na escuridão. Senti um arrepio e me virei.

Só horas depois o sentimento de estar sendo observado sumiu. 

***
Acordei com um grito. Me coloquei de pé imediatamente, o sono sumiu de mim em um segundo. Não me lembrava de ter adormecido, mas pela luz que vinha por trás da cortina, pude ver que já era tarde. Olhei para o relógio e vi que já eram quase dez horas. A chuva batia fortemente contra a lateral da casa, o vento se debatendo contra as janelas.

Outro grito me tirou da cama. Era Stephanie. Vi o lado vazio ao meu lado e meu coração começou a acelerar. Saí correndo do quarto e fui para o corredor.

Tommy estava subindo marchando pela escada, segurando minha irmã pelos cabelos. Ela estava se segurando nos pulsos dele, chorando em agônia enquanto ele a chacoalhava, gritando na cara dela.

"Quando você vai aprender?!" Ele uivou, sem desacelerar.

Meu coração já estava na garganta, " O que aconteceu!? Tommy, solte ela!"

Ainda arrastando minha irmã, Tommy chegou no topo da escada. Me alcançou e me deu um tapa no rosto, me jogando contra a parede. Estrelas tomaram conta da minha visão e minha cabeça girava. Cai de joelhos.

"Desculpa, desculpa! Eu não estava ligando para ninguém, eu juro!" Stephanie murmurava enquanto ele a puxava em direção do quarto.

"A polícia não pode te ajudar, Matt não pode te ajudar, apenas eu posso te ajudar," Tommy rosnou. Jogou-a para o outro lado do quarto na cama e se virou para mim. A fúria se esticava pelo seu rosto e queimava em seus olhos. 

"Sua irmã precisa de outra lição," Grunhiu antes de bater a porta com força e trancá-la. Corri para a porta. Virei a maçaneta e bati na madeira, gritando, implorando. Lá dentro, ouvi algo quebrar e a voz da minha irmã ficou mais alta, chegando a um nível de histeria quase animalesco. 

"TOMMY, PARE! TOMMY, POR FAVOR! DEIXE ELA EM PAZ!" Chorei, me jogando contra a porta. Ele não parou e minha irmã continuava a berrar.

Andei pelo corredor, agarrado aos meus cabelos, olhos arregalados, "MERDA! MERDAAAAAA!"

Meu coração se debatia contra meu peito e meu corpo inteiro tremia, uma sensação de desamparo e angústia enlouquecedor ameaçando me dominar.

Pare com isso! Minha mente gritou, você tem que fazer isso parar!

Soquei as paredes, as lágrimas caindo, "NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO!"

Ela ainda tem uma chance! Ela ainda pode se recuperar dessa praga! FAÇA ALGO ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS! Minha mente gritava. 

Minha respiração presa na garganta, os gritos da minha irmã ecoando em meu crânio, me virei para o quarto dos gêmeos. Cerrando os pulsos, entrei.

Jack e Jill estavam resmungando em seus berços, olhando para mim de forma confusa, até mesmo assustada. Olhei para eles, soluçando, pressionando minha testa contra o berço de Jill. 

"Não, não, não, não," lamentei, "por favor... por favor..."

Estendi minha mão para ela, acariciando-lhe a bochecha. Ranho escorria das minhas narinas, o rosto uma desgraça molhada de agonia e devastação. 

"Eu sinto muito, pequena," sussurrei, os gritos de Stephanie quase me fazendo desistir. "Mas você não consegue compreender a dor que sua mãe está passando. Tudo que teve que aguentar. Eu amo você e Jack com todo meu coração... mas amo mais minha irmã."

Peguei um travesseiro e pressionei contra o rosto da criança.

Demorou quarenta e oito segundos para Jill morrer.

Um chorar rouco ecoava em meu peito, rezas por perdão escapando de meus lábios.

Fui até o berço de Jack e o matei.

Quando terminei, joguei o travesseiro na parede e cai em meu joelhos, molhando o chão com minhas lágrimas pelo horror que havia cometido. Minha mente estava acabada, partida em duas e sangrando lamentos e ódio por mim mesmo. 

De repente, alguma coisa estava me puxando pelos pés. Tossi enquanto uma mão agarrava minha garganta e me batia contra a parede. Eu pisquei e vi os olhos furiosos de Tommy.

"O-que-você-FEZ?!" Ele vociferou, tremendo.

Além da miséria, um ódio profundo, uma ardência assassina começou a incendiar meu peito. Me inclinei para Tommy, minha voz soando como ferro quente, "Eu estou liberando esta família de sua sombra".

Gritando, dei uma cabeçada nele o mais forte que consegui. Minha visão escureceu, mas logo clareou por conta da minha raiva.

Tommy urrou, cambaleando para trás, segurando o rosto. Algo amarelo e espesso escorria de sua boca. Ele olhou, olhos bem abertos.

"Eu sabia que você podia sangrar," eu ri, limpando as lágrimas do meu rosto.

Tommy olhou suas mãos cobertas e depois para mim, a fúria voltando, "O que você fez com as CRIANÇAS!?"

"Eu matei sua fonte de vida," sibilei.

Antes que pudesse responder, eu o ataquei. Joguei meu corpo contra o dele, batendo contra a parede com um baque surdo. A surpresa misturada com dor tomou conta de seu rosto, seguida de fome assassina. Me agarrei no cabelo dele e puxei a cabeça para a esquerda, enterrando meus dentes em sua garganta macia. 

Gritou enquanto minha mandíbula se fechava, minha boca se enchendo com o calor da carne retalhada. Cuspi o pedaço enquanto Tommy me empurrava, as mãos contra a garganta dilacerada. Seus dedos estavam cobertos de liquido amarelo, esparramando por sua blusa e peito.

Não deixei se recuperar do golpe. Segurei um abajur e joguei contra seu crânio, deixando-o de joelhos. Dei um soco no queixo dele enquanto simultaneamente já batia com o abajur em seu olho. 

Ele berrou, caindo contra a parede, tentando se levantar, desesperado. Me ajoelhei perto dele, jogando o abajur no outro canto do quarto. Meu punho socou o buraco de sua garganta, trazendo novos gritos de agonia. Isso me acelerou, inflamou meu ser, deixando-me cheio de ódio.

Me levantei e chutei seu estômago. Ele começou a se rastejar em direção da porta, mas dei com o pé é sua espinha dorsal, fazendo-o se retorcer e se encolher. Mantendo o pé sobre suas costas, me aproximei dele, minha voz parecendo veneno. 

"Acabou, Tommy, seu filho da puta." 

Mesmo com muita dor, ele se virou, seus olhos queimando de ódio, "Você não pode me matar, tem outras famílias."

E me abaixei mais e agarrei sua garganta com as duas mãos,  "Mas não minha família." Pressionei o mais forte que pude, músculos tensos e gritando.

Berrando e se debatendo, o pescoço de Tommy foi se dobrando para trás até que a pele de sua garganta começou a se partir com um estouro, um "pop!" que nunca vou esquecer. Mas não parei, o suor se formando em minhas sobrancelhas e buço, meu dedos encravados em sua pele. 

Com um estalido, a espinha de Tommy quebrou na base do pescoço.

E então ficou imóvel.

Cai no chão, respiração ofegante, meus músculos queimavam. Fiquei observando o corpo parado, lágrimas frescas brotando de meus olhos.

Eu tinha feito.

Eu matei Tommy Taffy.

Uma onda de alívio passou pelo meu corpo junto de um pesar que aumentava, quente e frio se colidindo enquanto percebia as consequências de meus atos.

O que foi que eu fiz...

***
Corri com Stephanie para o hospital, ligando para a polícia no caminho. Falei que um intruso tinha invadido a casa e assassinara Lewis e as crianças. Não esperei as perguntas, o que eu mais queria naquele momento era levar minha irmã inconsciente para receber atendimento médico.

Naquele dia, algo em mim se despedaçou. Algo que nunca será curado ou recuperado. Uma sombra negra que paira sobre minha alma, uma lembrança mortal do que eu havia feito para salvar minha irmã. Culpa e angústia... essas são as palavras que descrevem melhor meus sentimentos. Não sei se conseguirei conviver comigo mesmo por muito mais tempo.

Mas sei que Stephanie irá viver, minha querida irmã.

A notícia da morte dos filhos abalou até a alma dela. Fiquei com ela durante todo o tempo, aquelas longas noites no hospital cheias de tristeza e luto.

Falei que foi Tommy quem os matou.

E essa é uma mentira que levarei para o meu túmulo.

Seja lá quando isso acontecer. 

E mesmo quando a tristeza ameaça me matar, eu sei, bem lá no fundo, que Tommy sumiu para sempre de nossas vidas.

Por minha causa.

Pelo o que fiz.

Nossa família irá viver livre das sombras desse monstro.

Tommy Taffy.
-

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

KEEP CREEPYING!

TRADUÇÃO POR: FRANCIS DIVINA


58 comentários:

  1. Mudaram o título pelo spoiler?

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    1. Não entendi... o titulo original é "Tommy taffy's twins. Traduzi do jeito mais fiel que pude.

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    2. Man a tradução do titulo esta correta

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  2. Puta merda, era uma luta assim, uma explosão de ódio tipo anime q eu tava esperando. Eu fiquei impactado pra caralho com a morte dos gêmeos, por mais q o envolvimento emocional n fosse tão grande, mas a morte do Tommy aliviou um pouco. Sinceramente fiquei esperando um: Foi aí que no meio da noite, vi dois olhos azuis me fitando na escuridão. Mas n fiquei decepcionado, muito pelo contrário, isso foi o que me fez gostar tanto da história. Ótimo trabalho com a tradução, impecável. Não sei se tem outro capítulo dessa creepy, mas se tiver eu definitivamente gostaria de ver aqui :D.

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  3. Pelo visto na vai ter mais histórias de Tommy Taff... q pena. Mas cara, tadinho dos bebês vei. Eu tomei um susto quando li que ele matou eles.

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    1. Mas só pelo prazer de saber que o "Tommy Táfu...o" já dá um alívio. Pra mim tá ótimo para o final da Creepy, já tinha lido no site original e fico muito feliz de ter chegado aqui pra ficar disponível pra muitos.

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  4. Que trilogia sensacional! Eu fiquei o tempo todo me perguntando se o Tommy era uma espécie de analogia para segredos ocultos de família, como abusos sexuais e afins. E que tentar enterrar ou matar esses segredos só tornava as coisas mas obscuras.

    Mas esse final me fez refletir se talvez não haja metáfora alguma.

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    1. Podes crer, tmb pensei Tommy como metáfora de segredos escabrosos irreveláveis das famílias...

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  5. Que trilogia sensacional! Eu fiquei o tempo todo me perguntando se o Tommy era uma espécie de analogia para segredos ocultos de família, como abusos sexuais e afins. E que tentar enterrar ou matar esses segredos só tornava as coisas mas obscuras.

    Mas esse final me fez refletir se talvez não haja metáfora alguma.

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  6. Caralho, muito bom
    obrigado por trazer essas creepys do tommy taffy pra nós

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  7. "Agr vc deve virar um justiceiro e matar criancinhas pela noite"

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  8. Puta merda, era uma luta assim, uma explosão de ódio tipo anime q eu tava esperando. Eu fiquei impactado pra caralho com a morte dos gêmeos, por mais q o envolvimento emocional n fosse tão grande, mas a morte do Tommy aliviou um pouco. Sinceramente fiquei esperando um: Foi aí que no meio da noite, vi dois olhos azuis me fitando na escuridão. Mas n fiquei decepcionado, muito pelo contrário, isso foi o que me fez gostar tanto da história. Ótimo trabalho com a tradução, impecável. Não sei se tem outro capítulo dessa creepy, mas se tiver eu definitivamente gostaria de ver aqui :D.

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  9. Li a versão original e agora a tradução e cara, que emoção que deu na parte da "luta"... Apesar de me dar um nó no coração vendo o que Matt teve que fazer foi um pouco gratificante ver Tommy rangendo de dor, voce conseguia sentir perfeitamente o ódio misturado com dor e instinto assassino de Matt. Espero que o autor dessa trilogia faça mais creepy's, pois é incrivel como ele consegue ser detalhista sem ficar "enchendo linguiça" (Ahem, J.K.Rolling) tornando o terror quase que penetrante na mente de quem lê... Poderia ser até uma historia do Tommy, pois ele ainda deixou pontas nas quais pode criar ouras historias diferentes com familias diferentes... Mas sinceramente, sem dúvidas essa trilogia foi o melhor creepypasta que ja li em meus curtos 22 anos...

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  10. Sensacional o final ... Ainda bem que alguém matou o filha da puta

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  11. Que sensacional! Eu amei todas as creepy de Tommy Taffy! São as melhoressss

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  12. Que historia foda e que final
    Fiquei com raiva do protagonista mas era o único jeito pensa que foi tarde
    A irmã dele nunca mais vai ser a mesma e não vai existir mais família

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  13. Que creepypasta foda. Depois de ler penpal eu pensava que jamais me surpreenderia com uma creepy dessa forma. Parece tão real. É o tipo de creepy que me faz crer que slender, Jeff e rake são histórias de criança. Parabéns pela tradução, e que história incrível, sem palavras pra esse autor foda. Poderia virar um livro, e eu o compraria sem pensar duas vezes.

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  14. Ainda bem que ele matou esse filho da puta! Nossa cara, meu sangue ferveu em todas as creepys desse maldito!

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  15. Nossa teve final meio que feliz eu adorei .

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  16. Se era possível matar o Tommy, os bebês não precisavam ter morrido.
    Ou Tommy só morreria se as crianças morressem antes?

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    1. Por acaso você leu as partes anteriores a esta?Ele matou os bebês para Tommy sair daquela casa, ir embora de lá, mas acabou descobrindo que essa era a fraqueza de Tommy.

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    2. Se você matar o Tommy com as crianças ainda na casa, ele volta. Foi o que aconteceu quando ele importunou a família do pai do Matt

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  17. E no final, a gente pode concluir que o Tommy é o que? Uma metáfora pros abusos da família? Um demônio?

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  18. Eu achava que não poderia achar outra creepy perfeita depois de ter lido Penpal, mas achei. Essa trilogia do Tommy surpreendeu nas três partes.

    Mas fico pensando se realmente valeu a pena tudo isso que o Matt fez. Teve que matar os gêmeos da irmã pra tirar o Tommy pra sempre dá família, mas com isso acabaram sobrando apenas ele, que deixou bem claro na parte 1 que jamais teria filhos, menos ainda agora depois de tudo o que teve que passar, e a irmã, a qual também duvido muito que conseguiria formar uma nova família depois disso tudo. Ou seja, tirou o Tommy pra sempre dá vida deles, mas à custa de um possível futuro da própria família. E como o próprio Tommy disse, não iria impedir outras famílias de sofrerem.

    E é justamente por provocar tantos questionamentos que essa creepypasta merece nota 11/10, 6 estrelas haha! Ela mexeu com o psicológico do começo ao fim. Dava pra imaginar cada cena descrita, pra se colocar no lugar de cada personagem.

    Espero que venham mais contos do Tommy, ainda tem bastante elemento pra ser explorado. Seria ele humano? Seria uma maldição que atinge determinadas gerações de famílias? Haveria um meio de acabar de uma vez por todas, com todos os gêmeos Tommy Taffy?

    Reflitamos...

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  19. Ateeeeé que enfiim esse bostinha do Tommy se ferrou, mas queria que ele sofresse mais 'hehehehe' u.û!!! Nn gostei do fato que Matt teve q matar os bbs, mas foi necessario... :/

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  20. E aliás, otima tradu. Essa creepy ficou excelente 3:)

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  21. Essa com toda a certeza, é uma das melhores creepys que ja li. Mas o que o Tommy era, afinal ?

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  22. Meu deus... Que sensacional! Parece que esse foi o fim da história do Tommy Taffy. Ou será que não? Sou mãe de uma bebê de 2 meses, e quando li que ele teve que matar os gêmeos, meu coração se partiu um pouquinho. Mas depois, a luta com esse monstro, quase pude ouvir o som da espinha se partindo. Amei!

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  23. Meu deus... Que sensacional! Parece que esse foi o fim da história do Tommy Taffy. Ou será que não? Sou mãe de uma bebê de 2 meses, e quando li que ele teve que matar os gêmeos, meu coração se partiu um pouquinho. Mas depois, a luta com esse monstro, quase pude ouvir o som da espinha se partindo. Amei!

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  24. Que trilogia sensacional! essa "minissérie", ao lado de 1%, 1999 e Penpal, estão na prateleira das melhores creepys que já li. Realmente te dá um misto de medo, nojo e ódio (como em 1%) e suspense e mistério (igual á Penpal e 1999). Equipe CpBr, vocês precisam traduzir mais contos desse excelente autor!
    ...
    Outra coisa: acho que o Tommy morreu mesmo, porque o protagonista matou os bebês, sua fonte de vida, como ele mesmo diz, e depois matou o Tommy.

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    1. Falta uma nessa lista, Candle Cove, mas concordo com todas as outras.

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  25. Será q o Tommy apareceria em uma família com filhos adotados?

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  26. Eu não curti tanto essa parte. Me pareceu muito alheia aos dois primeiros capítulos, dos quais gostei muito. Esse foi previsível e forçado. O autor deveria ter parado no primeiro.

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  27. Isso foi tão incrível que ainda estou sem palavras. Uau *-*

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  28. Ao dizer q só precisava de um, Tommy expôs a própria fraqueza. Mas ele só salvou a própria família.

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  29. Gente, Tommy Taffy não morreu (completamente). Digo, nessa família e nas próximas gerações, ele não existirá. Mas em outras famílias sim, porque veja, ele só morreu porque o cara matou os sobrinhos. Se outra família o fizesse, com certeza ele morreria também. Mas ele sempre existirá porque nem todas as famílias vão abrir mão do próprio filho como nessa creepypasta. Eu A-M-E-I

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    1. Não haverá próximas gerações nesta família, se um deles tiver filhos novamente Tommy poderá voltar.

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    2. Não, se um deles tiver filhos Tommy não voltará nessa família, porque ao matar um sobrinho, é como se a maldição tivesse ido embora nessa família. Nas outras ele ainda existirá.

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  30. Apesar de ter sido bem previsível, desde o meio desse capítulo, que o Matt iria matar os sobrinhos, achei que toda a raiva, ódio, dor e sofrimento foram bem colocados na trama. Senti pena dos personagens e dei um pulinho de vitória no final, até recair sobre mim que Tommy não está realmente morto.
    Apesar de amante de gore e estórias/histórias recheadas de violência, não consigo, de maneira nenhuma, ficar com o estômago no lugar quando há violência sexual e muito menos com crianças. Nunca pretendi ter filhos e isso me faz refutar a ideia ainda mais.
    Como indagado pelo “Zeebos” ali em cima, também tenho curiosidade em saber se Tommy apareceria para famílias com filhos adotivos e ainda mais curiosidade para saber de onde surgiu esse maldito Taffy. Seria uma metáfora, demônio, fantasma ou entidade? Alguém que sofreu abusos quando criança e quer se vingar de alguma forma? Um projeto do governo que saiu de controle (viajei nessa, desculpe)?
    Sei, porém, que essa família acaba de ser desestruturada ainda mais. Arrepio só de pensar nos danos psicológicos que eles sofreram e ainda vão enfrentar. Matt nunca terá descendentes e Stephanie também não. Tommy Taffy nunca mais incomodará essa família

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    1. Danos irreversíveis
      Não acho que você tenha viajado não já que pode ter sido um projeto pra ajudar as mães com seus bebês e por isso sua aparência que não é de toda horrível
      Isso ou um demônio

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    2. o que será aquele "ol!" que ele carrega?

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  31. haha daí eu grávida lendo sobre Tommy T....

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  32. O autor tem que continuar se não com a origem mas com outras famílias

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  33. É impressão minha ou o pai dos gêmeos é o Tommy? (sei que ele estuprou a Stephanie muito tempo mas parece)

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    1. wtf viajou muito..você mesmo disse, ele estuprou ela bem novinha, não tem como ser os filhos dele

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  34. Acho que este creepy eh mais pesado que o primeiro

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  35. Ja acabou a trilogia?
    seria bom se continuassem,mas dessa vez com tommy em outra familia

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  36. Ja acabou a trilogia?
    seria bom se continuassem,mas dessa vez com tommy em outra familia

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  37. Não li as anteriores dessa creepy, alguém pode me explicar o que era o Tommy Taffy?

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