18/11/16

O DVD não existia mais

Parte 1. Parte 2.


Eu estava aterrorizada para olhar para trás. Depois de testemunhar o horror contido nos DVDs eu temia que houvesse qualquer coisa atrás de mim. Mas eu senti algo como aranhas na minha pele. Minha cabeça se moveu sem permissão. Eu girei devagar, aterrorizada com o que eu iria ver. Eu fechei meus olhos. Talvez se eu não visse, não pudesse me ferir. Eu tentei o máximo que pude manter os olhos fechados, mas eles foram deliberadamente abertos. Meus próprios dedos que os forçaram a se abrir. Eu não havia sequer sentido meus braços se moverem.
Quando eu pude enxergar foi quase um alivio. Não havia ninguém atrás de mim. Eu tinha colocado em minha cabeça que um John completamente maluco estaria em pé atrás de mim, pronto para reencenar sua tortura comigo. Por sorte era só fantasia.
Eu parei. Era impossível não me arrepiar. Eu estava exausta. Depois de assistir esses vídeos perturbadores, eu sentia como se eu mesma tivesse passado por aquilo. Talvez uma refeição ou uma água ajudasse. Mas antes que eu pudesse ir eu notei algo diferente do normal.
Na estante atrás da mesa havia uma câmera. Estava posicionada inocentemente no meio de dois dos meus livros favoritos. Eu não me recordava de ter uma câmera. Havia uma luzinha vermelha piscando no topo. De algum lugar da minha memória eu reconheci que isso era um sinal de que ela precisava que sua bateria fosse trocada. Eu me aproximei da câmera como se ela fosse um animal selvagem. Quando eu a levantei, o peso me surpreendeu. Era preto opaco. Duramente usada e amassada. Mas funcionava. Estava perdendo bateria, mas esteve gravando. Estava posicionada perfeitamente para minhas costas, a mesa e o computador.
Eu trouxe a câmera para perto do meu peito e a bateria imediatamente morreu. A tela estava preta de um jeito que eu nunca havia visto. Eu me vi na escuridão. Eu precisava seguir em frente. Eu precisava largar a câmera e dar o fora dali. Mas eu não podia. Eu não estava pronta. Ou será que eu não era capaz?
Eu sentei de volta à mesa. Eu sabia como ejetar o cartão de memória da câmera. Ele saiu e ficou na palma da minha mão. Eu sabia então que esse era o terceiro vídeo. Eu tinha que assistir. Não era um DVD, e não havia sido verdadeiramente entregue a mim, mas isso era o que eu tinha que assistir em seguida.
Eu coloquei o cartão de memória no slot do meu computador. Abriu uma pasta na tela. Eu cliquei para abrir, mas ao invés disso abriu uma pasta estranha na minha área de trabalho. O título era “Ka. ” Havia três subpastas – “Prisioneiro, ” “Sorte ” e “Morte ” (nessa ordem). Eu tentei clicar na subpasta “Prisioneiro”, mas ela não abria. O mesmo aconteceu com “Sorte. ” A subpasta “Morte ” abriu sem problemas. Havia três arquivos de vídeo lá dentro. “O homem de preto, ” “A porta ” e “Margot não é Margot. ”
“O homem de preto ” começa com uma corrida. Margot corre por um quarto. Ela está gritando em uma voz quase inumana. A pessoa segurando a câmera está tentando pegá-la. Ele a persegue de cômodo a cômodo, chegando cada vez mais perto. Em uma cena doentia ela olha pelo ombro e a sua face é de puro terror. Essa foi a primeira vez que eu realmente vi o medo de Margot.
Por fim Margot tropeça em um tapete. A pessoa segurando a câmera cai em cima dela instantaneamente. Ela chora e luta, mas a pessoa continua a segurando. Não demora muito para a câmera cair ao lado dos dois. Como esperado, é John que está em cima dela. Ele ainda está usando sua máscara de ski e luvas.
Se torna claro que John está apenas segurando ela. Ele não tenta machucá-la ou fazer algo mais sinistro. Margot luta como se sua vida dependesse disso. Ela luta por uns três minutos. Como nos outros vídeos, eu não conseguia desviar o olhar. Era difícil de assistir, mas eu estava presa. Era como se eu tivesse meu próprio John me segurando a cadeira.
Finalmente Margot se acalma. Ela olha no rosto dele. Eles se encaram como estranhos. Então Margot começa a rir. Ela é atordoada por risadas da mesma forma que era atordoada pelos soluços minutos atrás. Seu corpo chacoalha com os sons que ela emite.
John não à solta. Ele diz, “Você esqueceu do rosto do seu pai. ”
Ela se curva para cima, empurrando seu rosto em direção ao dele. “Ele não tem rosto, John. Você sabe disso. ”
John fica claramente irritado com isso. “Ele tem um rosto. Um rosto forte. Lugar do rosto. Lugar onde o pai foi enfrentado. ”
“Me mostre então. ” Ela recua em direção ao chão. “Me mostre o rosto do meu pai John. ”
John se senta, cruzando seus braços. Ele está balbuciando palavras, mas nada faz sentido. Margot não parece surpresa pelo estranho comportamento. Talvez ele já tenha feito isso antes. Talvez ele frequentemente balbucie palavras ininteligíveis para ela como se eles estivessem tendo uma conversa.
Margot o deixa fazer isso por alguns minutos com um olhar de satisfação e raiva. Então ela nota que seus braços estão livres. John não está mais a segurando. Ela empurra uma mão para cima e agarra a máscara de ski. Antes de John entender o que está acontecendo Margot já agarrou a máscara de ski e a jogou do outro lado do quarto.
É então que eu percebi que as palavras anteriores de Margot eram verdade. John não tinha rosto.
Claro, ele tinha um rosto. Havia algo segurando seus olhos. Havia algo que se assemelhava a narinas e um buraco que se assemelha a uma boca. Mas sua cabeça inteira está coberta de horríveis queimaduras. Seu rosto é composto de um tecido de cicatrizes todo torcido e amassado como raízes vermelhas. Ele não tem sobrancelhas ou lábios. Apenas montes de nojentos de carne ao redor de seus dentes (os quais ele tinha poucos).
Em pânico, John larga Margot e corre para pegar a máscara. Margot fica em pé em segundos. Ela agarra a câmera e começa a correr. Ela corre pela casa e vai até a porta da frente. Ela tenta a maçaneta, mas ela não cede. Margot grita para a porta e se vira para tentar outro lugar. Mas de repente ali estava John, bloqueando seu caminho.
Margot deixa escapar um pequeno e aterrorizado grito e derruba a câmera. A cena fica amarela antes de terminar.
Eu queria parar. Qualquer pessoa normal chamaria a polícia, sairia da casa ou ao menos deletaria os arquivos. Mas minha alma estava afundada nesses vídeos. Eu estava inexplicavelmente presa ao sofrimento de Helen e Margot. Revoltantemente, eu também estava imersa na loucura de John. Talvez eu fosse louca também. Minha mão tocou o mouse para começar o próximo vídeo.
“A Porta ” começa com uma foto da pequena estrutura do primeiro vídeo. Ela pisca e distorce, mudando rapidamente para John falando para a câmera. Ele está na casa com Helen. O estômago de Helen está enorme, fica claro que ela está grávida. Tem algo estranho sobre sua barriga. Parece um osso de mandíbula.
John circula Helen, que encara o chão. Ela desistiu de ter esperança. A fúria e a raiva que eu vi no vídeo anterior foram substituídos por desesperança. John dá um zoom na barriga dela e na mandíbula. Os tocos de suas pernas também estão visíveis. Parece que John quer exibir Helen.
John diz, “Diga. ”
Helen lambe seus lábios. “Da-da, ” ela responde.
 “Não, diga a coisa toda. ”
Ela começa a chorar em silencio. “Da-da-chum, ” ela diz tristemente.
John emite pequenos sons felizes. “Agora levante suas garras. ”
Helen vagarosamente levanta seus braços no ar. Pela primeira vez a parte de baixo de seus braços estão visíveis. Os dois tem tatuagens idênticas de uma chave. A chave era grosseira, com uma forma de S no final. Ela mantém os braços erguidos até que John solta grunhidos. Ela deixa os braços caírem ao seu lado. Em uma voz baixa e triste ela pergunta, “Por que você não me mata? ”
John agora enquadra a cena toda. Margot está rastejando no fundo, mas nenhum dos adultos nota ela. “Eu não mato com a minha arma, ” ele responde.
 “Por favor, Johnny. Eu não posso fazer isso. ” Ela implora.
“Você apenas não seguiu em frente ainda. ” Ele responde. Ele está calmo. O desespero dela quase não tem efeitos nele.
Helen pega a mandíbula e a estuda. Então, como um relâmpago, ela golpeia seu próprio pescoço. John grita e derruba a câmera. O osso proeminente no pescoço de Helen como um fio de cabelo perdido. Ela fala cuspindo, sangue enchendo sua traqueia. John está em pânico. Ele puxa o osso o mais rápido possível. Mas isso apenas causa mais perda de sangue. Helen está sorrindo.
John chama, “Garota! Venha aqui! Ajude! ”
Eu acredito que ela estava se referindo a Margot. Mas Margot não vem. John se atrapalha por um segundo antes de chamar por ela novamente. Mesmo assim ela não chega. Relutante, John deixa Helen para achar Margot.
A tela é preenchida com Helen gradualmente sangrando. Ela se engasga no próprio sangue. Mas ela parece contente. Helen olha diretamente para a câmera. Ele tenta dizer algo. É difícil de decifrar, afinal de contas havia fluido preenchendo sua boca e garganta. Mas ela talvez tenha dito, “A piada é você. ”
Margot rasteja pelo quarto atrás de Helen. Ela toca seu cabelo brevemente. É um toque de profundo amor. O rosto de Margot está preenchido de arrependimento. Ele pega a câmera, e sussurra, “Noites Agradáveis, ” antes de deixar o quarto.
Ela caminha silenciosamente pela casa até chegar na porta da frente. Está aberta. John está na rua gritando, berrando pela garota. Ela se esgueira pela soleira da porta. Agachada, ela circula por trás da casa. Então ela dispara a correr. A câmera chacoalha enquanto ela foge. Um grito de John pode ser ouvido ao fundo.
Margot respira pesadamente. A cena é cortada entre a imagem da pequena casa e uma cena dela correndo. O sol se move no céu. Margot corre com a energia de alguém que talvez nunca mais possa correr. Finalmente a cena muda para a filmagem do primeiro vídeo, “Origem. ” Agora fica claro que é Margot que está segurando a câmera, caminhando ao redor da esturra com o altar dentro. Ela ouve um barulho de folhas trituradas sob pés e ela se esconde. Depois de alguns momentos a cena é cortada abruptamente.
O vídeo tinha terminado.
Ao invés de alivio, pânico inundou meu corpo. Eu estava tentando entender o que tinha acontecido. Margot escapou? Onde ela estava de qualquer forma? Quem eram Helen e John para ela? Como ela chegou lá? Meus dedos tremiam. Onde ela estava agora?
Eu ia descobrir assim que o próximo vídeo começasse a rodar. “Margot não é Margot ” é um vídeo completamente diferente do resto dos vídeos. Não é filmado por uma câmera manual numa casa assustadora. Ao invés, é um clipe de um talk show. Parece que foi filmado no começo dos anos 2000. O apresentador é um caloroso homem mais velho que fecha os olhos enquanto fala.
Uma rodada de aplausos começa o vídeo. O homem está sentado em uma confortável cadeira com uma cadeira bem menos confortável a sua frente. Ele sorri. Enquanto os aplausos cessam, ele se inclina para frente e coloca as mãos juntas.
“Hoje nós vamos conhecer uma garota muito especial, ” ele diz solenemente. “Uma garota que passou por muito mais coisas que qualquer outra pessoa, muito menos uma garota, nunca deveria ter que passar. Sua identidade permaneceu desconhecida por muitos anos para protege-la de seu malfeitor. Contudo, agora que ela completou 18 anos, ela quer contar o seu lado da historia. ” O homem ficou em pé. “Por favor, juntem-se a mim para receber Tabitha! ”
A audiência explode em aplausos. Vagarosamente alguém entra no palco. Ela é uma mulher pequena com cabelo curto. Ela caminha mancando um pouco. Seu vestido é simples. Se você passasse por ela, nunca a notaria. Mas com as enormes luzes iluminando seu pequeno rosto, ela está exposta. Ela vira o rosto instintivamente da câmera. Ela demora muito tempo para atravessar o set e se sentar na cadeira.
Eu levei a mão até a tela e a toquei. A mulher parecia tão familiar. Ela tinha os mesmos olhos da Margot. De fato, quanto mais eu encarava menos dúvida eu tinha. Essa era a Margot crescida. Mas havia algo a mais para reconhecer. Algo muito familiar para admitir.
O homem na tela se move para abraçar Tabitha, mas ela se encolhe. Ele se adapta rapidamente e senta em sua cadeira. Os aplausos param. Ele olha com pena para Tabitha. “Bem vida, minha querida. ”
Ela acena sua cabeça, mas não diz nada.
O homem compensa a falta de palavras “Nós estamos tão felizes em ter você aqui para compartilhar conosco sua história. Todos nós lembramos do maníaco do Indian Lake. Teve um enorme impacto não só em Wisconsin, mas no pais inteiro. O homem chamado John, identidade a qual nunca pode ser confirmada, torturou e aterrorizou você e sua mãe por anos. Nos diga – como você sobreviveu a isso? ”
Tabitha levanta sua cabeça. Sua voz não era hesitante. Soava com a voz da Maragot. “Eu me separei do que estava acontecendo ao meu redor. ”
 “O que você quer dizer com isso? ” Sonda o apresentador.
 “Eu continuava sendo eu, mas eu estava muito longe. Talvez caminhando na praia ou dormindo sob as estrelas. Mas eu sabia que meu corpo estava lá e meu cérebro de verdade estava lá. ” Ela toma folego. “Eu estava presa naquela casa, mas minha imaginação podia ir a qualquer lugar que eu quisesse. ”
“Isso é tão corajoso. ” O homem responde. Algumas pessoas na audiência começam a chorar. Outras se abraçam. Tabitha os vê, mas não parece entender seu comportamento.
O apresentador continua, “O que exatamente John fez a você? ”
Tabitha enrijece. “Por que você quer saber isso? ”
“Um... ” o homem claramente não está preparado para a mulher estranha. “Talvez uma questão melhor seria, como você escapou? ”
Tabitha sorri finalmente. “Ele a chamava de Helen. Não era seu nome real. Eu não me lembro do seu verdadeiro nome. O mundo continuou. Mas antes de continuar, nós traçamos um plano. Ela estava gravida do meu segundo irmãozinho. O primeiro John matou. Mas o segundo minha mãe matou. Ela me disse, “Quando você ouvir John gritando você se esconde. Você encontra aquele esconderijo e se esconde dele. Então quando ele abrir a porta atrás de você, você corre pela porta e foge. Continue correndo. Corra até você não ter mais pernas. ” Foi isso que ela disse. E foi isso que eu fiz. ”
O apresentador começou a falar, mas Tabitha o interrompeu. “Eu consegui chegar até a porta e corri. Eu corri até onde ele deixou Jake. Era assim que ele o chamava, Jake. Eu não lembro seu nome verdadeiro. Seu corpo não estava mais lá, mas eu podia sentir seu cheiro. Ele mudou para algo diferente. Ele estava na terra agora. Eu me escondi atrás da capela até que John fosse embora. Eu fiquei lá por dias. Um homem e uma mulher me encontraram. Eu estava quase morta, quase indo também. Quase com meu irmãozinho. Eles me disseram que eu tive sorte de eles me encontrarem. Eles me fizeram contar tudo que havia acontecido em detalhes. Eles cutucaram meu corpo nos mesmos lugares que ele. E então eles esqueceram de mim. Como eu disse, o mundo seguiu em frente. ”
O homem ficou mudo. Tabitha não se importa. “Ele me chamava de Margot. Mas eu não vou deixar que ele me dê um nome. Dar o nome a alguma coisa, dá poder a essa coisa. Eu tinha um nome antes de o mundo seguir em frente, mas aquela não sou eu também. Então eu mesma me dei um nome. Margot morreu em Indian Lake. Ela morreu assim como minha mãe, meu irmão, como Shardik o urso. E todo o resto. ”
O apresentador esperou alguns momentos para colocar um sorriso falso. Ele se vira para a câmera. “Nós já voltamos com Tabitha, a única sobrevivente do maníaco do Indian Lake. ”
A filmagem termina em um close no rosto de Tanitha. Se você olhar bem de perto, você pode ver um estranho olho tatuado em sua clavícula. O vídeo fica preto.
Eu mal podia respirar. Eu toquei minha própria clavícula. Lá, debaixo da ponta dos meus dedos, fica minha própria tatuagem. Era o mesmo estranho olho em tinta vermelha. Que veio até mim em um sonho. Ou então eu pensava assim.
Eu pisquei e me senti tonta. Eu não havia comido nada o dia todo. Isso era normal, eu estava acostumada a passar muitas horas sem comer. Mas naquele momento eu me senti perto de desmaiar. Meu pequeno apartamento encolhendo. Eu notei a confusão pela primeira vez. Meu peito doía.
Do nada o cartão de memória ativou. Havia um arquivo nele. Abriu sem que eu tocasse nele. A filmagem me fez arfar.
Era de mim. A parte de trás da minha cabeça. Eu estava fazendo algo no computador. Havia um pacote embrulhado em papel marrom perto de mim, alguma fita adesiva, e um enorme marcador preto. Depois de alguns minutos eu ejeto algo do computador. Era um DVD.  Calmamente eu retirei um pequeno urso entalhado em madeira do meu bolso, e embrulhei os dois no papel marrom. Com cuidado eu escrevi meu nome na frente TABITHA.
Eu coloquei outro DVD para gravar. Enquanto isso eu comecei a desenhar. Eu desajeitadamente criei uma rosa num pedaço de papel de construção. Quando o DVD estava pronto eu joguei os dois dentro de um saco plástico de lixo preto. Eu coloquei o saco de lixo embaixo da mesa e o pacote nos meus braços.
Eu então parei e virei para a câmera. Eu sorri para as lentes. Me inclinando para frente, lábios quase tocando, eu sussurrei, “Dias mornos e noites agradáveis. ” Então eu desliguei a câmera.
Uma estranha sensação tomou conta de mim. Eu senti como se eu tivesse visto aquela filmagem antes. A quanto tempo eu estava sentada à mesa? Meu apartamento parecia estanho. Eu queria sair dali. Mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, eu peguei a câmera e coloquei o cartão de memória de volta. Eu procurei em meus bolsos, mas não encontrei o urso, e sim algumas pilhas. Eu as coloquei na câmera, liguei, e coloquei ela de volta entre meus dois livros favoritos – Sobre a Escrita e Canção de Suzana. Eu tropecei até a porta, ansiosa por algum ar fresco. Eu tinha que sair dali. Eu corri pelo chão.
Quando eu abri a porta, havia um pequeno pacote deixado na varanda. Eu parei por um instante. Eu havia esquecido o porquê eu havia vindo até a porta em primeiro lugar. Eu peguei a caixa e trouxe para dentro.
É tão estranho abrir uma caixa na sua porta? Estava endereço a mim. Isso significa que é meu. Claro que eu iria abrir. 

Fonte

E ai, gostaram do final da história? Me contem que o acharam! Se tiverem alguma dica de história para traduzir, só deixar nos comentários. Até a próxima.


30 comentários:

  1. Final SENSACIONAL! Creepy digna de filme. Parabéns mais uma vez pelo excelente conteúdo! =D

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    1. Verdade, tbm achei digna de filme <3

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  2. Caramba, essa creepy foi do crlh D= to arrepiada até agora kkkkk amei

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  3. QUE CREEPYPASTA FODA, esse era o único final que eu não esperava!!!!

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  4. foda demais, uma das melhores q ja li na vida

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  5. Eu não entendi um pouco direito. Alguém né explica?

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    1. A pessoa que narra a história é a Margot. As coisas pelas quais passou foram tão traumatizantes que o cérebro dela tenta apagar tudo da memória e se afundar na imaginação e por isso ela vive alucinando. Mas aparentemente ela não quer se esquecer do que aconteceu, e por isso, já que levou a câmera do John quando fugiu dele, ela mesma salvou os vídeos em DVDs e os embrulhou junto com o urso e o desenho de rosa na caixa e no saco de lixo, escreveu o próprio nome ali e os mandou pra si mesma.

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  6. Que final confuso, eu não entendi nada! Ela é a Tabitha?

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  7. Acredito que a tradução correta para "dias mornos e noites agradáveis" seria "longos dias e belas noites". Não li o original da creepy em inglês, mas nos livros da Torre Negra foi traduzido assim

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    1. na torre negra, a frase original é long days and pleasant nights, na creepy é Warm days and pleasant nights mesmo.

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    2. Ah sim, achei que a creepy no original tinha a mesma frase do livro :)

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  8. Divina, tentei entrar em contato pelo email da sua conta do blogger mas não obtive sucesso, por isso peço para que mande um email para gflopes6@gmail.com

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    1. Não sou a divina kkkk
      Mas caso queira entrar em contato tem o e-mail do blog creepypastabrasil@hotmail.com
      ^^

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  9. Tava imaginando qualquer final, menos esse. Cheguei a pensar que ela poderia ser filha da menina dos videos mas nossa, muito foda MESMO

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  10. Então ela era a Margot que na verdade é a Thabita que não lembra de nada e fica mandando pra ela mesma as gravações das torturas wtf? Isso mesmo ?

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  11. alguem me explica detalhadamente se possivel, pois sou burro

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  12. Um monte de gente também não entendeu. Alguém faça o favor de explicar pelo amor de deus.

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  13. Pelo que eu entendi
    Essa mulher que estava assistindo os vídeos é a Margot adulta, só que ela está tão perturbada com o que aconteceu com ela, que ela mesmo gravou os DVDs desenhou a rosa e posicionou o urso, e ela mesmo coloca as "correspondências" na porta. Ela tem essas gravações porque ela mesma salvou os vídeos antigos. Ela esta tão perturbada que fica revivendo o incidente sem lembrar quem ela é

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    1. É foi isso que entendi também ela fica mandando as gravações das torturas pra ela mesma... Margot/ Thabita ficou doida de linguiça

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  14. Uau!!!
    Um looping eterno num frenesi demoníaco dentro da sua cabeça, onde um psucopata acaba com sua família...
    Creepy show!!! 10/10!!

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  15. Uau!!!
    Um looping eterno num frenesi demoníaco dentro da sua cabeça, onde um psucopata acaba com sua família...
    Creepy show!!! 10/10!!

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  16. Digite seu comentário....


















    I

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  17. Realmente muito bom, uma das melhores creepys que eu já li, meu assunto preferido atualmente eh esse <3. 10/10 nada a desejar, aliás, uma coisa sim, queria mais creepys desse autor do caralho. Amei.

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  18. Digo de um fime parabens (melhor do que dizer que foi tudo um sonho)

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