31/05/2016

Preciso de Alguém para Matar meu Bebê - Experiência Comprovada Não Necessária

Essa história pertence a uma pequena série que até o momento conta com 4 contos sobre anúncios bizarros. Esse é o quarto conto e provavelmente o último.
(os links estão fora de ar temporariamente, mas logo estarão disponíveis) 
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Para ler o terceiro, CLIQUE AQUI.

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Vou admitir, acho que meu chefe está começando a suspeitar de mim. Depois do anúncio da criança, do sangue e do quarto, está ficando fácil para os meus superiores rastrearem quem exatamente está vazando esses classificados. Se eu quiser manter o meu emprego, terei que sumir por  um tempo, mas antes de eu fazer esse breve hiato, decidi mostrar para vocês o que é, na minha humilde opinião, o anúncio mais perturbador que já excluí.

Estava intitulado como, "Preciso de Alguém para Matar meu Bebê - Experiência Comprovada Não Necessária". Estava junto do texto que lhes apresento aqui hoje, junto de algumas fotos de baixíssima qualidade de um bebê. Foi postada na seção de "Encontros Casuais" e foi excluída por causa de um potencial caso de abuso infantil e todos os outros detalhes foram entregues a polícia.

Pelo o que eu sei, o caso inspirado por essa postagem ainda está em aberto.

***


Meu bebê não é meu. Todo mundo diz que ele se parece comigo, mas não consigo entender. Eles não carregaram-no dentro deles por nove meses - Eu sei quando a coisa é minha!

O pequeno Joseph, meu filho de verdade, foi roubado da maternindade e trocado por esse monstro. Pesquisei detalhadamente e de forma extensa, e há diferentes nomes para esses bastardos que ficam no lugar do original, mas o que vou usar é Changeling*. Meu filho foi trocado por um Changeling.

Mesmo assim, impostor ou não, ele se parece exatamente como o meu Pequeno Joseph, e eu não consigo reunir forças para matá-lo. Eu sei que - antes que eu possa aceitar a realidade desta situação - o Changeling precisa ser morto e queimado. É aí que você entra. Venho economizando há algum tempo, e estou disposta a pagar U$ 2.000 para você fazer o trabalho para mim.

Não ligo muito em saber como você irá fazer. Afogado na banheira, cortando-lhe a garganta com uma tesoura ou jogando o bastardo em uma fornalha. Eu não ligo, só o quero fora da minha vida o mais breve possível, pois não consigo mais lidar com isso. Não quero ver o que você fará, só quero saber de certeza que esse monstrinho estará morto e poderei seguir com a minha vida.

Você provavelmente está pensando que eu sou uma louca; que sou eu que precisa de ajuda, assim como todos os outros também pensam - mas francamente, eu já não dou a mínima para o que os outros pensam de mim. O Changeling acha que pode enganar todo mundo, mas não a mim. Ele não tomará mais do meu leite ou dormirá de baixo do meu teto. Não vou deixar esse demônio roubar o amor e aconchego que devia ser do meu pequeno Joseph. 

Quando eu estava prestes a sair do hospital com meu marido, a enfermeira me deu o Changeling. Achando que fosse Joseph, eu o peguei em meu braços e o abracei pela primeira vez, e senti como se fosse um saco de couro cheio de vermes se remexendo e pulsando contra o meu peito.

Derrubei aquela criatura nojenta em choque, e a coisa começou a guinchar e uivar como um animal horrível. A enfermeira e meu marido se movimentaram para pegar a coisa do chão, sem perceber o mal, mas desde aquele momento eu já sentia que havia algo de errado - aquele negócio não era o meu filho. Parte de mim esperava que meu marido também enxergasse isso, mas isso nunca aconteceu, então estou tendo que fazer isso tudo sozinha sem ele saber. 

Eventualmente, a "paternidade" do meu marido se esgotou e ele voltou a trabalhar, me deixando sozinha em casa com o verme. O choro parecia aumentar quando ele ia embora, era enlouquecedor para caralho, aqueles berros e lamentos atravessando até as paredes. Tenho certeza que meu pequeno Joseph jamais me torturaria dessa forma, como o maldito bastardo faz comigo.

A criatura sempre está pálida demais para ser o Joseph, os olhos muito profundos, os lábios muito finos. Eu me recusava alimentá-lo e o resultado foi que só ficou mais magro e feio, como se passar fome estragasse seu disfarce. Meu marido me chamou de monstro por fazer isso. Eu! Um monstro! O Changeling o tinha na palma da mão, ele e todos os outros. Ele quer me deixar solitária e me enlouquecer. 

A noite, quando todos os outros estavam dormindo, eu podia ouvir o Changeling sussurrando para mim através das paredes. Me chamava de vadia, falava que eu era uma vagabunda burra. Eu tenho certeza que era ele, eu podia sentir o seu respirar durante a noite, e não era o respirar de um bebê - era o respirar de um monstro inumano.

O Changeling quer que eu me mate. Já falou isso para mim durante diversas noites, sussurrando sua voz horripilante pelas paredes. Mas eu não vou dar ouvidos, não eu. Aquele bastardo não tem poder sobre mim, mas preciso que você dê o golpe final, pela minha sanidade mental. Pela minha humanidade.

Como já disse antes, é uma boa quantia de dinheiro, e se você estiver disposto a me ajudar a terminar com esse pesadelo, será todo seu. Mas há um limite de tempo, porque se ninguém responder esse anúncio nos próximos 3 dias, acho que juntarei forças para eu mesma fazer.

Não vou deixar essa coisa me enlouquecer.

  • Por favor, não nos contate com quaisquer ofertas não solicitadas ou pedidos
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*Changeling é um termo do folclore Europeu, como dito no wikipedia: "No folclore europeu e na crença popular, uma criança trocada (em francês changelin ou changeon, e, em inglês, changeling) é a prole de uma fada, troll ou outra criatura lendária que foi deixada secretamente em troca de uma criança humana. 


O autor não disponibilizou mais nenhum conto dessa série, então por enquanto era isso, pessoal. Espero que tenham gostado! Se gostou desse conto,  comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! Obrigada!

KEEP CREEPYING!


30/05/2016

O Plano de Butcherface


Mais nada aconteceu no resto daquela semana. No final de semana, eu fui assistir filmes com alguns amigos, incluindo Alan e Claire. Depois, fomos para o Shopping, jantar. Os estranhos acontecimentos anteriores daquela semana nem foram lembrados, de fato. Mas, do nada, uma garota que parecia estar no fim de sua adolescência passou por nós, me encarando enquanto passava. Ela era muito pequena e muito magra. Não ao nível anoréxico, mas muito magra mesmo. Eu então fui ao banheiro. Enquanto eu descia pelo corredor deserto até o banheiro masculino, a menina saiu do banheiro unissex com as costas viradas para mim. Ela virou seus olhos, os fixando em mim, e ela não parava de me encarar. Notei os olhos dela rápido assim por que eles estavam cercados de manchas escuras como se alguém tivesse batido nela. Eles tinham tons de preto e azul profundos com amarelo nas bordas. Lágrimas escorriam por suas bochechas. Ela não tinha aqueles ferimentos quando passou por nossa mesa anteriormente. Enquanto passava por mim com seus olhos ainda fixos em mim, ela segurou meu braço e me puxou para perto. Ela parecia estar cambaleando e eu a segurei, achando que ela estava desmaiando. Mas ao invés disso, ela se apoiou nervosamente e sussurrou no meu ouvido “Pare de ler”. Ela então soltou meu braço e saiu andando sem olhar para trás. Quando ela saiu de vista, eu espiei o banheiro unissex para ver se a pessoa que havia batido nela estava ali, mas estava vazio. A única explicação que eu tenho é que ela fez aquilo com ela mesma.

Naquela segunda, voltei para o trabalho. Eu havia levado meu laptop pessoal comigo na minha mochila para um amigo do suporte técnico dar uma olhada. Mais tarde naquele dia, decidi checar meu e-mail, mas ele não aceitava minha senha. Eu não havia mudado de senha por anos. Eu não tinha motivo para trancar minha conta. Frustrado, decidi ir para o banheiro. Após gastar meu tempo no banheiro e lendo mais sobre Butcherface no meu celular, acabei o que eu tinha que fazer e parei em frente à pia. Eu havia me olhado no espelho, quando tudo ficou escuro. Eu podia ouvir vozes de surpresa e desconforto pelo banheiro. As luzes haviam se apagado e eu não conseguia ver dois palmos à frente da minha cara nem se eu quisesse. Fui até a porta e cheguei ao corredor. Eu ainda não via nada. Todos estavam bem nervosos.

As pessoas estavam se perguntando se tudo estava ok, outros perguntando se teriam de voltar para casa. Uma pessoa perto de mim perguntou o porquê das luzes de emergência não serem adicionadas e essa era uma boa pergunta. Um clarão vermelho acompanhado por um click então surgiu da escuridão do meio da sala, dando uma imagem de meio segundo dos trabalhadores e de mim em tons avermelhados. Outro clarão iluminou a sala novamente. Dessa vez, era mais perto de mim. Um terceiro clarão explodiu bem na minha frente, me cegando. Me encostei na parede, esfregando meus olhos e piscando até as minhas vistas voltarem ao normal, bem na hora de ver outro clarão no corredor atrás de mim, como se seja lá o que fosse, tivesse passado por mim e continuado. Um brilho laranja então apareceu do outro lado da sala. Eu instintivamente comecei a andar em direção contrária à ele, fazendo meu caminho e passando por pessoas que estavam ali. Um grito então surgiu de sua direção, e alguém gritou “Fogo! Fogo! “ Enquanto eu começava a correr pelo resto do caminho e ver que o fogo vinha da minha repartição. Cheguei e encontrei meu notebook aberto no meio da minha mesa e mergulhado em chamas. John, um dos meus colegas de trabalho, chegou por trás com um extintor de incêndio e apagou o fogo.

Desde que eles não podiam imaginar o que estava de errado com a eletricidade, ´fomos liberados para ir para casa (como nota, eu eventualmente levei a culpa pelo fogo, mas haviam evidências óbvias de que não fui eu, como por exemplo, uma filmagem minha entrando no banheiro. Eles disseram que um acelerante havia sido jogado no meu laptop antes de pegar fogo. Essa era a evidência do incêndio culposo). Quando cheguei em casa, recebi uma chamada do Alan, afirmando ter visto as pessoas saindo do prédio pela sua janela do escritório. Eu contei para ele o que havia acontecido e ele me disse para não ler mais as histórias do Butcherface. Eu disse a ele que duvidava que houvesse uma conexão entre isso tudo, que eram apenas coincidências. Ele me disse para me cuidar e disse que ia voltar ao trabalho. Eu disse adeus, desliguei, e voltei para o Reddit logado como Dash, onde eu vi que ele tinha uma nova mensagem de um membro chamado “The_Disciple”, que era uma conta velha sem posts ou mensagens. Eu pensei que o nome dava muito na cara, mas eu li a mensagem. Ela dizia...

“Aberto a mim: Como as memórias para a eternidade – que foi quando eles enterraram as memórias que eles primeiro ensanguentaram...”
A mensagem havia sido enviada no mesmo período de tempo em que a energia foi cortada no meu escritório. Parecia uma mensagem aleatória, mas algo ficou preso em mim, a frase “memórias para a eternidade”. Soou familiar para mim. Demorou um pouco para eu me lembrar de onde era, mas eu acabei me lembrando. Era o slogan de uma creche que eu passei minha infância. Minha mãe me deixava lá quando eu ainda era novo demais para a escola. Por causa disso eu não sei mais o que fazer. Aquele lugar foi fechado. O que mais eu posso fazer?

Após uma semana e meia e nada acontecer, mergulhei no resto das histórias do Dash. Então eu percebi que eu não tinha falado nada com o Alan. Tentei enviar textos, e-mails, mas nada adiantava.

 Um dia, esperei do lado de fora do escritório dele para ver ele saindo, mas ele não saiu. No dia seguinte, passei na casa dele após o trabalho, mas ele nunca saiu. As luzes estavam acesas e eu bati na porta, mas ele não atendeu. Gritei que eu sabia que ele estava em casa e que era para ele falar comigo. Então eu ouvi algum movimento lá dentro e lá estava Alan. Ele parecia cansado, mas bem nervoso. Perguntei para ele o porquê ele estava fugindo de mim. Ele apenas disse que ele não podia. Ele perguntou se me pedir para não ler as histórias do Butcherface me fez querer ler mais ainda. Eu admiti que isso talvez fosse verdade e seus olhos ficaram cheios de raiva enquanto ele dava um sorrisinho de canto de boca dizendo “Você nunca escuta, né? ”. Ele parou e tentou fechar a porta. Eu parei ele e fui perguntar o que estava acontecendo, mas ele me interrompeu e disse “Você não está sozinho” e então me empurrou pela porta e a fechou com uma batida violenta.

Após esse encontro com Alan, eu não sabia mais o que fazer. Então, sexta-feira passada, tirei o dia de folga e decidi ir para minha cidade visitar a creche. Garanti que fosse durante o dia. Não tinha interesse algum em investigar aquele lugar à noite. Também, por que Dash e seus amigos sempre investigavam aqueles tipos de lugar pela noite? Não era muito prático. Todavia, cheguei na creche ao entardecer. Eu esperava que alguém tivesse comprado aquilo e transformado em uma casa ou algo do tipo, mas ainda estava tudo em pé. Ficava numa área rural e não tinha vizinhança, apenas floresta.

Eu passei por um monte de placas de cerca que circulavam o playground da creche e entrei. Fiz meu caminho até a porta, onde fui parar perto de uma janela. Peguei uma pedra na estrada, antes de pular a cerca, esperando ter de quebrar alguma janela, mas encontrei uma que já estava quebrada.
Eu havia levado uma lanterna, mas o sol passando pelas janelas de trás da construção iluminavam muito bem. Estava mais vazia e empoeirada do que eu me lembrava, mas as memórias ainda fluíam. Eu me lembrei então, de um “eu criança” fazendo perus de papel usando o contorno da minha mão para o Dia de Ação de Graças em um canto da sala. Havia uma mesa e algumas cadeiras empilhadas na parede distante e eu comecei a minha pesquisa ali. Olhando direto para a mobília, andei rente ao mural de pinturas, analisando todas.  Quase na metade do caminho encontrei um símbolo CV do tamanho de uma moeda esculpida no fundo de uma das mesas. Continuei minha pesquisa e perto do fim, encontrei uma porta escondida atrás da pilha de mesas. Eu tentei lentamente tirar a mesa do fundo das carteiras, mas fiz a pilha perder o equilíbrio e toda aquela madeira pesada cair no chão. O som estava ecoando na sala do lado, mas a porta agora estava exposta. Eu não me lembrava da porta, mas provavelmente era porquê eu nunca havia entrado nela enquanto criança. Eu a empurrei. Era surpreendentemente pesada, mas eu fiz ela se abrir e encontrei uma escadaria levando ao porão. Eu tirei minha lanterna e fiz meu caminho até lá. Estava muito escuro e a lanterna mal chegava até lá. O chão era feito de cimento, mas tinha uma camada de terra. Na terra, estavam milhares de pedaços de CD’s velhos e quebrados e um monte de papel rasgado no canto mais distante. Estava ensopado e amassado como se estivesse ali por pouco tempo. Talvez seja essa a grande reviravolta.

Eu sei que vocês devem estar esperando uma reviravolta no clímax, mas é isso. Isso é tudo que eu encontrei. Eu sei que Dash disse que devemos ficar longe das coisas dele, mas eu quero saber o que está acontecendo, então, alguém aí consegue rastrear o site do Butcherface que eu vi? E as mensagens que ainda não foram decifradas? Eu não estou assustado ou obcecado. Mas eu já perdi meu sono procurando isso. Essa série de eventos vieram do nada e me deixaram curioso. Está tudo em minha mente e eu só quero entender.
Continua...

PS: Postarei a última parte nessa quarta.


27/05/2016

Ambiente de Moradia Compartilhada - Procura-se Colega de Quarto

Essa história pertence a uma pequena série que até o momento conta com 4 contos sobre anúncios bizarros. Esse é o terceiro conto.
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Para ler o segundo, CLIQUE AQUI. 
(os links estão temporariamente fora do ar, mas logo serão reativados)
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Tenho que admitir, depois dos anúncios sobre a menina misteriosa e sobre o sangue humano, comecei a me sentir inquieto em relação ao meu emprego nos Classificados. O site é regulado por região, portanto, nenhum dos anúncios ficam ridiculamente longe um do outro, tanto que os endereços entre eles não passavam de 50 km de distância. Não estou querendo inventar uma teoria de conspiração aqui, mas sinto que há algum tipo de padrão escondido entre esses anúncios estranhos e inexplicáveis.

A postagem que estou compartilhando com vocês hoje, como o título bastante inocente "Ambiente de Moradia Compartilhada - Procura-se Colega de Quarto", não é diferente. Aconteceu dentro de um raio de 50 km de distância dos outros anúncios. Entretanto, mais uma vez, o fenômeno aqui apresentado é completamente diferente.  

Esse foi postado na seção de "Quartos/Moradias": uma maneira fácil para senhorios arranjarem futuros novos inquilinos. Mesmo que eu não tenha encontrado um motivo claro para deletar esse anúncio - por ser bem bobo e não quebrar nenhuma regra de contrato - recebi um e-mail de um dos meus chefes me "aconselhando" a deletá-lo. Deixarei que você decida qual seria o motivo disto. 

Todas informações de contato ou identificação foram omitidas ou deletadas. 

***


Olá, pessoal!

Eu e meu amigo Trevor  somos universitários alugando quartos em uma casa suburbana na cidade de _________. Costumávamos morar eu, ele e nosso outro amigo, David, mas ele não está mais entre nós, o que significa que temos uma incrível oportunidade para você!

Preferimos que você esteja matriculado na Universidade __________, pois teríamos mais sobre o que conversar. Mas como só conseguimos sustentar esse lugar quando as contas são divididas em três pessoas, qualquer um é bem vindo. Mesmo sendo universitários, não damos muitas festas aqui na casa - nosso ambiente é bem sossegado, à parte do Quarto que Fala. Se você tem a grana e está de acordo em vir aqui conferir o quarto, ficaremos mais do que felizes de resolver logo toda a burocracia e papelada.

Você ficará no Quarto que Fala, um quarto de teto alto, 17x15, que fica no canto superior esquerdo da casa. Não estranhe o nome, é só um apelido que David usava para se referir ao quarto enquanto morava lá, e meio que pegou. Mas tem uma pegada legal, não acha?

Trev e eu somos caras bem legais, amigáveis, e de fácil convivência. Se você gosta de Game of Thrones e também de futebol, as chances são de nos darmos muito bem. Claro, você terá bastante tempo para nos conhecer melhor quando vir conhecer a casa.

Okay, agora é o memento de falar sobre o elefante na sala. Você provavelmente ouviu borborinhos sobre o que aconteceu com o  nosso colega de quarto, David, mas deixe-me falar uma coisa: todas aquelas notícias foram muito exageradas - Quero dizer, o que esperar dos jornais hoje em dias, além de machetes sensacionalistas e devaneios idiotas? É como eles conseguem vender exemplares na era da internet. 

As pessoas não conseguem deixar no passado toda a coisa do "Canibal do número 8". É verdade que o surto trágico de David aconteceu em um ônibus linha 8, mas tudo que ele fez foi morder, ele nem se quer comeu um pedacinho do cara que estava sentado ao lado dele. E não foi uma faca que ele enfiou no olho do homem, foi uma chave de fenda. Os jornais podem tentar fazer o "maniaco" e "cracudo" pegar, mas a realidade é que David era um cara bom - que nunca, nunca mesmo usou crack ou nada desse tipo. Ele apenas se meteu em uma situação infeliz.

Entretanto, não culpo os policiais que atiraram nele. Quando um homem está fora de controle, ele está fora de controle.

Mas nada disso acontecerá com você. É algo que é melhor já deixar esclarecido no começo, para que nossa amizade não seja construída entre parenteses. Além do mais, David fumava. Nós avisamos para ele que o Quarto que Fala não ia gostar disso, que ia querer machucá-lo por isso, mas ele não eu ouvidos. Sabemos que você aprenderá pelos erros dele, se escolher ficar aqui. 

Veja bem, o Quarto de Fala em sua maioria é inofensivo e bastante espaçoso. Tolera posters, arte de parede e até a TV em qualquer volume - só não suporta gente que fuma. A beleza do Quarto que Fala é que é bem vocal, e te dará diversos avisos quando você fizer algo que ele não gosta. Até agora, já sabemos que ele se ofende mais por cheiros do que vistas ou sons, então, por favor, tome banho com frequência. Você não quer que ele tenha uma má impressão desde o inicio.


David aprendeu a cooperar com o Quarto que Fala, mas ficou muito complacente, como alguém que tem um tigre de estimação - esqueceu que o Quarto é um predador nato, e todo momento que não está cumprindo o seu papel no topo da cadeia alimentar, é uma cortesia. Não quero soar melodramático aqui, mas você tem que estar ciente de tudo isso antes de se mudar para cá; Trev e eu não gostaríamos que você acabasse como David por causa de um habito bobo e irritante.

Quando você se mudar para o Quarto que Fala, começará a ouvir um sussurro dentro da sua cabeça, tipo quando está usando aqueles fones de ouvidos intra auricular. é importante notar que você não está ficando louco, isso acontece com todo mundo que entra no Quarto que Fala, mas eventualmente você irá sintonizá-lo e se tornará apenas um ruído branco.

As vezes ele compete por atenção, falando de forma coerente e em voz alta, outras vezes pode até ser um pouco imaturo - gritando insultos infantis e pessoais, e também trazendo à tona coisas bem vergonhosas do passado - mas você vai aprender a ignorar. Não é um problema de grande importância.

Na verdade, a única coisa que você precisa lembrar - acima de tudo - é de nunca abrir a porta do armário. O Quarto que Fala dirá o tempo todo para você fazer isso, e cara, consegue ser bem persuasivo, mas você tem que confiar na gente quando dizemos para você ficar o mais longe possível daquela porta. É um mal presságio, e seja lá o que tem atrás daquela porta, é pior. A única pessoa que abriu aquela porta foi David e - algumas horas depois - ele decidiu pegar o ônibus da linha 8. 

Mas tirando isso, gostaríamos muito que você morasse com a gente! Somos caras legais em uma casa legal com ótimos vizinhos, e te garanto que teremos diversas noites divertidas juntos. Se está precisando de uma moradia, pedimos que entre em contato logo! Pois se o Quarto que Fala se sentir solitário, o que se esconde no armário talvez tente sair.
  • Por favor, não nos contate com quaisquer ofertas não solicitadas ou pedidos.
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O próximo conto será "Preciso de Alguém para Matar meu Bebê - Experiencia Comprovada Não Necessária" e será postado em breve! Espero que gostem!   

Se gostou desse conto,  comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! Obrigada!

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23/05/2016

Compro: Sangue Humano, Pagarei Bom Dinheiro - Apenas Virgens, Por Favor.

Essa história pertence a uma pequena série que até o momento conta com 4 contos sobre anúncios bizarros. Esse é o segundo conto. Para ler o primeiro, CLIQUE AQUI

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Algumas pessoas me mandaram mensagens depois que postei o último anúncio, pedindo para ver mais alguns que removi do site desde que comecei a trabalhar aqui. Tenho que admitir, arquivei alguns desses, principalmente para o entretenimento mórbido dos meus amigos quando eles vem me visitar. Então acho que tambémeu possa dividir com um público maior.

Essa pérola foi postada da seção de Homens Procurando Mulheres - uma seção reservada para pervertidos geralmente inofensivos e alguns predadores sexuais. Normalmente, são bem engraçados, mas admito que fiquei um pouco apreensivo quando vi o titulo "Compro: Sangue Humano, Pagarei Bom Dinheiro - Apenas Virgens, Por Favor".

Eu notifiquei as autoridades, tentando evitar mais uma manchete de "Assassino dos Anúncios" por todos os jornais, mas não conseguiram encontrar nada a respeito. É melhor que você leia com seus próprios olhos e entenda o porquê de eu ter feito isso. Mais uma vez, informações de contatos foram removidas. 

***


Você é uma estudante que precisa de um dinheiro extra e que conseguiu se abster de sexo até agora? Ou talvez alguém sem sorte, que vive apenas para pagar contas, que nunca tenha tido nenhuma experiência com homens? Se sim, eu e minha esposa temos uma ótima oferta para você, e pedimos que continue a ler esse anúncio com carinho. 

Estamos dispostos a pagar até U$300 por 500 ml do seu sangue, a cada quinze dias. Sem cheques, sem complicações, sem nada nas entrelinhas. Apenas U$300 em dinheiro por 500 ml do seu líquido vermelho a cada duas semanas. Qualquer pessoa, desde crianças até idosos podem nos contatar, contanto que possa comprovar que é virginal e que pode providenciar a papelada médica confirmando a qualidade do seu sangue para o nosso ponto de encontro.  

Eu mesmo trabalho como enfermeiro fazem três anos, então posso garantir que a retirada do sangue será limpa, segura e profissional - sem mencionar, claro, financialmente lucrativa para você e seus entes queridos. Porém, se você sofre de Aicmofobia, eu não incentivaria a sua inscrição. Não desejo tirar ninguém de sua zona de conforto. 

Minha esposa e eu preferimos que os encontros sejam feitos com a máxima discrição, então serão feitas em locais de sua preferencia (contanto que sejam ambientes higienizados, como hotéis pré-selecionados, para excluir conexões tanto com o meu ou o seu lar). Esses encontros acontecerão até quando forem necessários (para ambas as partes), e já peço desculpas adiantadas por não ser muito sociável - gosto de me concentrar quando trabalho, para poder te proporcionar mais segurança e conforto. 

Agora, suponho que você queira saber o contexto por trás disso, sendo que provavelmente já adivinhou que esse sangue não irá ser colocado no estoque do Banco de Sangue. Não, há uma necessidade de urgência relacionada à suas doações aqui, porque o meu tempo está se esgotando. 

Tenho certeza que todo marido amoroso faria qualquer coisa para agradar sua esposa, mas a minha mulher, Anna, sempre teve alguns apetites estranhos. Antes que você pense em qualquer coisa, já digo que não tem relação com nada carnal, quero dizer, apetite de verdade - apetites que não são fáceis de saciar. Por favor, não pense mal dela, porque honestamente é a mulher mais doce que você poderá conhecer. Desde que ouvi pela primeira vez sua risada angelical e aqueles lindos, profundos olhos azuis, já me tinha na palma de sua mão.

Desculpa, estou devaneando novamente; Só quero colocar as coisas em perspectiva para você. Minha esposa não é uma pessoa ruim, nem um pouco, ela apenas é meio viciada. Ela ama pessoas, e é tão humilde que mal coloca um pé na frente do espelho. Ela tem um tipo de bondade e beleza discreta que você raramente encontra hoje em dia. 

Nós nos conhecemos na faculdade; foi minha primeira namorada, e não consigo me imaginar com mais ninguém. Todas as vezes que ela passava o algodão com álcool por cima das minhas veias, depois pressionava a agulha para baixo e começava a puxar a seringa, sempre achei que eu tinha um fetiche obscuro, ou um efeito de anemia severa. Basicamente eu estava fazendo duplos twists carpados mentais para conectar todos esses pontos racionalmente.

O fato é que, com o tempo, percebi que beber sangue era apenas uma fonte de alimentação para ela. Ela até comia as vezes um filé mal passado, mas honestamente, eu era a única refeição - um apelidinho que ela havia me dado - que a satisfazia.  Me deu um senso de obrigação, como se só eu pudesse ajudá-la a satisfazer essas necessidades inconvencionais.

 Ela normalmente tomava o suficiente para me deixar um pouco tonto, mas nunca demais para me deixar realmente mal, então eu a saciava - ela dizia que passava cada dia da semana ansiosa para sugar minhas "veias suculentas" e cara, era verdade.

Você faz coisas bem estranhas por amor, então espero que você não me julgue muito por expressar o meu.

Avançando a história alguns anos, nós nos casamos. Apesar de beber meu sangue a cada quinze dias, Anna era perfeita para mim, e eu ficava mais do que feliz de perder um litro de sangue por mês para continuar me relacionando com ela. É uma situação que só acontece uma vez na vida, esta de encontrar alguém que parece que foi feita para você.

Nosso casamento foi consumado na noite de núpcias, era minha primeira vez, e quando o teste de gravidez se mostrou positivo depois de algumas semanas, fiquei em um misto de medo e euforia.

Já Anna não ficou tão contente. Os enjoos matinais a afetavam muito; parecia apenas um fantasma do que um dia fora, esguia e pálida. Notei que havia parado de tomar meu sangue, e quando perguntei o motivo, falou que era por eu não era mais virgem. Meu sangue não a saciava mais.

Tentamos viver uma vida normal depois disso - Anna estava simultaneamente ficando mais redonda, porém mais magra, e seu adoecimento só parecia piorar. Agora não era apenas os enjoos matinais, ela estava definhando, cada vez mais frágil. Durante a noite eu rezava silenciosamente por respostas, por um jeito de salvar minha esposa. 

Então, um tipo de milagre aconteceu. Um dia cheguei em casa e Anna estava brilhando, como se estivesse em perfeito estado de saúde novamente. Era uma sensação maravilhosa ver aquela mulher linda, brilhante e radiante, a pessoa por quem eu havia me apaixonado. Tenho que admitir que ela estava um pouco calada, como se fosse uma confissão silenciosa de sua culpa, mas na época eu estava feliz demais para perceber. 

Aquela felicidade toda foi estragada mais tarde quando eu estava vendo as notícias e passava uma manchete de emergência sobre uma menininha que havia desparecido enquanto fazia seu caminho para a escola. Teria sido bobo da minha parte fazer essa ligação lógica, se eu não conhecesse Anna tão bem.  Ela não é cruel, nunca foi - essa mulher não tem coragem nem de matar uma mosca que entre em nossa  casa - mas Anna não desistiria de viver se achasse um jeito de reverter isso. Anna ama estar viva. 

Quando, alguns dias depois, achei um lacinho cor de rosa jogado no lixo da nossa garagem, minhas piores suspeitas foram confirmadas: Anna estava tendo... desejos na gravidez. Nunca conversamos sobre, mas acho que ela sabia que eu sabia, e eu quase podia ver uma nuvem de culpa e vergonha pairando sobre sua cabeça, no momento que devia ser os melhores meses de nossas vidas. 

Não, eu não a denunciei. Provavelmente era o certo a se fazer, mas sei que ela não conseguiu se controlar. Tenho certeza que, seja lá o que tenha feito, foi rápido e com humanidade, e mesmo que me doa pensar nisso, percebi que é algo de sua natureza. Não podemos evitar quem somos.

Durante a gestação de Anna, mais três garotinhas sumiram. Os jornais eram resumidos em pais e mães chorando, implorando para saber o que havia acontecido com suas filhas. Foi o período mais difícil do nosso relacionamento, mas quando nossa pequena Molly nasceu, tudo parecia certo de novo.

Ela era tão pequena e frágil, tão inocente, fez com que o lado carinhoso de Anna aflorasse mais. As garotinhas pararam de desaparecer, Anna parou de ter desejo por sangue, e nos dois primeiros anos de vida de Molly parecíamos uma família de verdade. Nós ríamos, brincávamos como qualquer outra família normal. 

Há alguns meses atrás até achei que estávamos prontos para deixar o passado para trás e superar isso tudo.

Só que recentemente... Anna está ficando com essa expressão faminta toda vez que poem seus olhos em Molly, é um olhar que me assusta, sabendo do que Anna é capaz. Se ela fizer algo, sei que não será sua culpa, mas não posso nem chegar a pensar em deixar isso acontecer. É por esse motivo que preciso do seu sangue, e estou disposto a pagar um bom dinheiro por ele.

Não quero que Anna coma Molly assim como comeu as outras menininhas.

Se você estiver interessado(a), por favor, entre em contato seguindo as instruções que colocarei abaixo. Não acho que temos muito tempo.

  • Por favor, não nos contate com quaisquer ofertas não solicitadas ou pedidos.
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O próximo conto será "Ambiente de Moradia Compartilhada - Procura-se Colega de Quarto" e será postado em breve! Espero que gostem!   

Se gostou desse conto,  comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! Obrigada!

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22/05/2016

Annie96 está digitando...

Tá dormindo??
não.. acho que você também não tá :p
não consigo... é o vento... soa como gatos brigando... e vc, fazendo o quê? :p
estudando :(
 então é assim que você chama o pornô? :p
annie vsf!!!
ué, não vai negar? :p
eu ainda não posso acreditar no que o johnny fez hj!!
nem eu... aquele menino têm problemas...
krl o vento tá muito alto... nem mesmo parece normal lol
sem vento por aqui. só chuva.
sorte a sua. preciso do meu sono de beleza! :p
com certeza vc precisa ;)
q? vc disse que eu
  merda, acho que ouvi passos lá fora
chama seu pai pra ver isso ué :p
tô em casa sozinha! o povo foi curtir o feriado, lembra? te falei isso!
sério? até quando?  devíamos sair :D
parecem mesmo pegadas, mas há algo de estranho com elas... eu devia olhar pela janela mas minha cama tá tão quentinha!!
tem certeza de que quer olhar pela janela enquanto tá sozinha? E se estiver alguém te olhando? :p
NÃO TEM GRAÇA DAVID
uau calma.. tô certo de que não é nada
  vou ver, volto logo
se tiver algo de errado na sua vizinhança
quem vc vai chamar?
David tem alguém no jardim!!!
sérião?
SIM. vejo um homem de costas...
o que ele está fazendo?
ele tá... procurando alguma coisa? vejo as mãos e os joelhos dele nos arbustos...
haha ele deve tá chapado... provavelmente procurando as drogas dele :p
david é sério! o que eu faço??
nada? ele deve ir embora por conta própria :)
amds agora ele tá cavando com as mãos.. ele tá arruinando o jardim!
merda ele tá se virando
com quem ele se parece?
DAVID KRL ISSO NÃO É ENGRAÇADO
O quê??
Como vc tá fazendo isso?
do que vc tá falando??
posso ver você! no meu jardim! como você tá escrevendo sem tocar no seu celular? olha pra cá! tô balançando a mão pra vc?
krl annie vc tá me assustando tbm.. eu não tô no seu jardim. Não sou eu.
PARA DE BRINCADEIRA. tô vendo sua cara. vc tá usando aquela jaqueta de futebol que vc ama tanto!
deve ser alguém parecido comigo.. honestamente annie tô em casa. eu não ia zoar com uma coisa dessas.. :)
deve ser um amigo seu david.. zoando pesado.. como ele pegou sua jaqueta??
há milhares delas! meus amigos não se parecem nada comigo... vc pensa demais em mim ;)
ele tá cavando dnv
krl, sai daí!!!
annie, vc tem alguma arma em casa?
ñ seja estúpido david. eu não conseguiria matar ngm.
vc não precisa usá-la. apenas mostre que vc tem ela.
sua jaqueta ñ tem seu nome nela?
s todas tem o nome atrás
eu tô vendo seu nome krl!!!
q
QUE PORRA É ESSA DAVID?
Annie a minha jaqueta tá no meu guarda roupa.
KRL ELE ME VIU
PQ ELE TÁ RINDO ASSIM?
ELE TÁ VINDO
LIGA PRA POLÍCIA!!!
ANNIE?!
ANNIE RESPONDE
chamei a polícia, falei pra eles irem e chegarem com cuidado. disseram que vão, mas que vão demorar meia hora
annie vc tá aí?
aquilo entrou na casa. não posso falar, tenho que estar quieta. luzes apagadas.  tô no armário com uma faca. difícil digitar tremendo tanto assim
krl krl a polícia vai estar aí em vinte minutos vc sabe como ele entrou ai?
AQUILO. não ele. o olhar que ele me lançou quando me viu... ngm pode lançar um olhar daqueles..
jesus ele sabe onde vc tá?
ñ eu peguei a faca quando eu vi aquilo correndo em direção a casa
ok vc estará bem.. um drogado não tem cabeça para encontrar alguém no armário.. a polícia chegará aí em breve!
meu deus aquela coisa tá me chamando
não soa como você david
a voz daquilo é tão profunda
preenchendo a casa
preenchendo minha cabeça
o qq isso tá falando
"sai daí annie."
"só quero te ver"
fica repetindo e repetindo
eu enlouqueci david?
é assim que é ser louca?
só mais 10 minutos annie! mantenha a calma! vc é forte, vai se sair bem dessa!
tá subindo as escadas.. lentamente.. passos irregulares
pq se parece com vc david? pq vc??
sei lá annie!! pfvr acredita em mim
vc pode fazer isso parar?
pfvr faça isso parar
eu iria se eu pudesse
aquilo tá no final do corredor
david eu não disse nada para os meus pais quando eles sairam
eu tava ouvindo música
será que foi a última vez que eu ví eles?
annie
tem algo à ver com vc David.. só vc pode fazer aquilo parar.. pensa rápido..
EU NÃO SEI ANNIE MDS PFVR PARA DE ZOAR
pfvr...
deve ser... pq eu penso em vc muito
eu penso em vc o tempo todo
então para.
  ñ sei como
tá aranhando as paredes tentando me alcançar...
tô tentando. tentando muito
ele tá parando. tenta mais.
seja lá o q vc tá fazendo, tá funcionando.
parou. eu não posso ouvir mais nada.
serio?? não saia ainda! fica até a policia chegar!
e o qq eu vou falar para eles?
TUDO annie TUDO oq vc me disse
Eu não sabia que você sentia isso sobre mim, David :)
tô tão feliz que ele se foi
Você pode vir aqui amanhã, David? Quero muito te ver :)
com certeza que eu vou annie
Bom! Mal posso esperar!
annie...
annie como eu sei que é vc?

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