22/02/2017

Encontrei algo... impossível no meu jardim.

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Nós temos um lago de Carpas no meu jardim. É tipo um projeto sem fim, meu e da minha esposa, algo que, nesses três anos que moramos nessa casa, nos custou muito tempo, esforço e dinheiro. Algumas semanas atrás, decidimos que queríamos aumentá-lo, e semana passada finalmente começamos a fazer o que tínhamos que fazer. Comecei a cavar. Depois de umas três horas, tinha cavado uma quantidade boa, e tinha atingido mais ou menos 1 metro e 20 centímetros de profundidade quando bati com a pá em algo. Seja lá o que fosse, era de metal.

Continuei a cavar, pois seja lá o que fosse, eu estava procurando por uma borda, até que achei. Segui a borda, cavando em volta, e por fim era um quadrado com uma maçaneta em cima, e duas dobradiças em um dos lados. Puxei a maçaneta, mas não consegui abrir. Achei que poderia ser um baú ou caixa de algum tipo, então continuei a cavar dos lados, mas não importava o quanto cavasse, não tinha fim. Por fim, cheguei a conclusão de que era uma escotilha, ou até um abrigo anti-bombas. Quando compramos a casa, não houve menção de um abrigo anti-bombas, nem havia nada mencionado no histórico da casa.

Cavei uma área em torno da escotilha para que pudesse chegar mais facilmente ao topo. Depois de várias horas, uma noite de sono, e no dia seguinte  mais algumas horas trabalhando com maçaricos, brocas, e martelos, finalmente consegui abrir a escotilha.


Assim que abri a porta, fui atingido por uma onda de um cheiro terrível. O fedor era rançoso e pútrido, uma mistura de ovos podres, leite estragado e um grupo de gambás mortos. Depois de recuperar o folego, consegui segurar a respiração para dar uma olhada lá dentro. Havia uma escada que descia mais ou menos uns seis metros, e mal consegui enxergar o chão com a iluminação que o sol provia. Fui até minha garagem e peguei uma máscara contra-poeira, esperando que a máscara fosse diminuir o fedor, e peguei minha lanterna.

Comecei a descer a escada enquanto minha esposa ficava no topo, me observando curiosamente. Quanto mais fundo eu ia, pior o cheiro ficava, e a máscara não estava ajudando nada para encobri-lo. Parei diversas vezes enquanto descia, tomado pela vontade de vomitar. Finalmente, acho que consegui me acostumar o suficiente para não ficar com ânsia a cada inspiração. Fui até o final, e um corredor dobrava para a esquerda, e depois se abria em um cômodo grande.

Assim como já suspeitava, se tratava de um abrigo. Haviam duas enormes prateleiras que um dia abrigaram alimentos não perecíveis, os quais quase todos já não estavam mais lá. Encontrei um interruptor de luz perto de mim e liguei. Para minha surpresa, três fileiras de luzes fluorescentes se ascenderam, permitindo que eu observasse toda a área. Era grande, tipo mais ou menos dois terços do meu porão e logo abaixo dele. Havia apenas uma cama de solteiro com um criado-mudo ao lado, na qual havia um radio portátil (mas não consigo acreditar que funcionasse tão fundo abaixo da terra). Havia um tapete no chão e em cima do mesmo uma mesa. Na mesinha haviam diversos livros, muitos cadernos e outros objetos. Em um dos cantos do cômodo havia um balde obviamente usado para a pessoa se aliviar, cheguei a essa conclusão pela crosta de bosta nas bordas e manchas amareladas de mijo. É um mistério para mim como ou onde balde era esvaziado.

Havia uma haste de suspensão improvisava em uma das paredes, no qual havia pendurado um terno muito, muito velho, e junto um capacete militar. Peguei alguns objetos do abrigo (livros, cadernos, radio, capacete, etc) e coloquei em uma caixa que encontrei em uma das prateleiras. Uma coisa estranha que percebi é que não havia embalagens espalhadas das comidas que haviam sido consumidas, pois, obviamente, esse abrigo já havia sido usado, sendo que a cama estava desfeita e o "banheiro" tinha sido usado. Mas não havia um lugar onde o lixo podia ser colocado. Não liguei muito na hora. 

Eu ainda não tinha dado uma olhada nos cadernos, mas quando o fiz, fiquei totalmente perturbado. Tudo que dizia, em centenas de páginas, eram as palavras "POR FAVOR DEIXE-ME SAIR". Nada mais, apenas essas palavras escritas em diferentes tamanhos em incontáveis páginas. Depois, dei uma pesquisada no capacete. Era um capacete que parecia ter sido utilizado na segunda guerra mundial, pertencendo ao exercito do EUA. Não consigo entender o que um soldado americano estaria fazendo em um abrigo no centro oeste dos Estados Unidos durante a segunda guerra. Outras coisa estranha que descobri que, apesar da maioria dos livros serem da mesma época do capacete, havia algumas cópias do começo dos anos 2000 e o radio havia sido fabricado em 1999. 

Totalmente confuso, voltei até o abrigo. Novamente desci pela escada. Decidi fazer uma inspeção minuciosa no local, com esperança que conseguisse descobrir qualquer coisa sobre quem pudesse ter estado lá. Olhei as comidas restantes nas prateleiras e todas eram da época da guerra. Procurei portas secretas, mas não encontrei nada; as paredes eram perfeitamente sólidas, sem nem uma rachadura sequer. Sentei na cadeira da escrivaninha e abri as gavetas; não havia nada. Examinei a mesa por cima e baixo, mas estava perfeita. Foi só quando eu arrastei a cadeira para trás e dei um passo no tapete que percebi que o chão era oco. Gritei para minha esposa dizendo que havia encontrado algo. 

Movi a cadeira para o lado, e tirei a escrivaninha de cima do tapete. Então, deslizei o tapete para o lado oposto da escrivaninha, o que fez revelar um alçapão que estava trancado com um cadeado enorme que ficava deitado em um afundamento no chão para que o tapete ficasse reto e a porta imperceptível. Com um martelo e um cinzel e um pouco de tempo consegui abrir o abrigo-dentro-de-um-abrigo e cai para trás quando tive um vislumbre de seu conteúdo. 

Era de dentro do alçapão que vinha o fedor. Um corpo em decomposição. Um que parecia estar ali a não mais do que uma ou duas semanas. O espaço era grande o suficiente só para caber um homem, que havia sido depositado de uma forma totalmente inatural para um ser humano. O único jeito que posso descrever é que parecia estar "dobrado", como uma roupa. Imediatamente gritei par amanha esposa sair da escotilha e ligar para a polícia.

O homem estava usando roupas da época da segunda guerra mundial. Em seu bolso havia uma identidade militar, mostrando que ele havia nascido em 1921. Em outro bolso havia um celular Motorola de 2007. Em seu coldre havia uma pistola fabricada em 1979. Algum tempo descobri que o nome registrado da identidade militar não estava nos arquivos de nenhuma força militar, e seu número de identidade pessoal não estava atribuído ao EUA. Ninguém com seu nome tinha sido registrado como desaparecido em toda a história do país.

Foi determinado pela perícia que o solo acima do alçapão não havia sido tocado a muitas décadas, e foi confirmado que a única porta de entrada e saída era a primeira que eu abri. As perguntas são óbvias: quem era esse homem? Como ele tinha tecnologia do futuro? Por quanto tempo ele ficou no abrigo? Quando morreu? Para onde os dejetos dele foram? Como podia parecer estar morto faziam apenas duas semanas no máximo?

Mas a pergunta que não me deixa dormir a noite é quem foi que o colocou em um alçapão, com cadeado, e ainda com um tapete e uma escrivaninha em cima? 
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FONTE

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você o ver em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

KEEP CREEPYING!

TRADUÇÃO POR: FRANCIS DIVINA



23 comentários:

  1. Essa sim é uma creepypasta 10/10. Bizarra, sem explicação, mas não de uma forma mal feita, e sim refletindo a confusão do autor. Bem escrita e bem traduzida, consegue criar a uma atmosfera de mistério sem forçar muito. 10/10, meusa migos.

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  2. Parabéns pela creepypasta. .amei de mais, e agora estou em dúvida...Bem que deveria ter continuação kkkk tragam mais histórias assim, amei de mais s2

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  3. Será q era um alien disfarçado e humano? o.o

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  4. Acho que o abrigo é uma máquina do tempo,por isso os objetos de épocas diferentes



    PS:Jogaram o cocô por aí nos tempos.

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    1. Eu só consegui pensar no cocô do cara o tempo todo :/ maior mistério que você respeita kk

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  5. Ótima! Tem mistérios demais, o que pode ser bom, para deixar a imaginação do leitor fluir, mas pode ser ruim pela falta de informações que limitam um pouco essa imaginação. 9/10

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  6. Divina fazendo Jus ao seu nome, ótima História, 8/10

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  7. Meu cérebro entrou em curto com esse mistério o.o
    Achei foda!

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  8. Topo do top!!
    Sangue, cocô e mistério! Não faltou nada!
    Creepy nível divina.

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  9. Vou dormir pensando como ele morreu e quem "dobrou"ele,e se foi um ser humano essa pessoa consegue ate entortar o aço

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  10. Essa é aquele tipo de creepy q vc n consegue deixar de comentar. O cara era refém capturado de outro país durante a guerra e mantido lá. N consigo deixar de pensar q tem sim outra passagem mas esta é mtu secreta e n conseguiram descobrir. Creepy Fodástica !

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  11. nao sei o que dizer se não que esta é uma das melhores creepys que eu já li

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  12. Creepys assim sao mt sinistras, msm sem ter alguma "cena" de choque ou algo do tipo
    10/10

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  13. Maravilhosa ;) É de dá um nó na cabeça da gente ;)

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  14. Mto boa. Parabéns pra quem traduziu e postou

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  15. Acho que foi o protagonista que fez tudo isso, só acho...

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  16. Nossa sensacional 10/10 muito bem feita e agora estou curioso pra saber quem foi

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  17. Nossa sensacional 10/10 muito bem feita e agora estou curioso pra saber quem foi

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  18. "...não tinha fim. Por fim..."
    Eoqqqq

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  19. Essa creepy me deixou curioso kkkkkk

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  20. Fiquei muito curioso com essa creepy. Uma das melhores que já li, sem dúvida. Divina, eu achei a creepy Divina. Parabéns a tradução​ ficou ótima!!!

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