15/02/2017

Se você encontrar um livro chamado "O Conto de Roly Poly", não abra! NÃO LEIA!

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Nota de tradução: Tomei liberdade criativa para recriar os versos rimados, sem alterar seu sentido.
Para ler os versos originais, clique aqui.

O livro não parecia particularmente assustador. Não havia ilustrações ameaçadoras na capa. Não havia frases de agouro. Era apenas totalmente vermelho com letras douradas que diziam: "O Conto de Roly Poly".

Eu nunca havia visto o livro até que Ginny o tirou de sua prateleira. Pode ser que tenha sido deixado para trás pelos moradores anteriores. Tínhamos nos mudado para a vizinhança a não mais que um mês.

Ginny já estava debaixo das cobertas quando abri o livro. Com seis anos, estava aprendendo a ler, e eu nunca precisava persuadi-la para ir dormir se eu prometesse ler uma história. Bem, quase nunca. Princesas era sua mais nova obsessão e já tínhamos lido quase todos os clássicos como "Cinderela" e "Bela Adormecida". "O Conto de Roly Poly" era uma exceção da lista usual.  

"Tem certeza que quer essa história, xuxu?"

Ginny bocejou:

"Sim, papai."

Dei os ombros e comecei a ler:


Haviam duas crianças como você,

Mas esses eram moleques,

Um chamado Hugh, 

E outro chamado Jack.

-

Os dois meninos estavam no quarto,

Pois não haviam nada para fazer,

Estavam entediados,

Precisavam de algo para se entreter.

-

Haviam uma ilustração de dois meninos em um quarto com papel de parede de beisebol. 

-

Pensaram e Pensaram,

Bufando e suspirando,

Até que Hugh disse "Chega!",

"Eu queria estar brincando!"

-
"Vamos jogar um jogo!"

"Quero acabar com essa palhaçada,"

"Já sei!" 
Disse Jack,

"Vou chamar meu camarada."

-

Resmunguei esperando que Ginny caísse no sono logo. Não era exatamente um livro como os de Dr. Seuss.

-

Jack pegou o livro,

E disse as palavras escritas em um lindo traço,

"Venha, venha, meu amigo,"

"Seu velho e bobo palhaço."

-
Com um vapt e um vupt,

E um alto BAAM!

Roly Poly chegou,

Falando "Tchantchantantan!"
-

Havia uma enorme figura que deixava os meninos parecendo dois anõezinhos. O homem estava vestido em roupas clássicas de palhaço, colarinho, maquiagem branca e lábios vermelhos. 

-

"Como estão?" Disse o palhaço, "Eu vim para brincar",

Então Hugh exclamou, "Quem é esse miolo-mole?"

"Não tenha medo nem seja mal-educado," falou Jack,

"É apenas o Roly Poly." 

-

"O que podemos fazer?" Hugh disse com um pinote,

Enquanto isso ele ia tirando seus brinquedos de um caixote.

-

Haviam jogos e brinquedos sem fim,

Diversão que ia afundo,

Um microfone, um trampolim

Parecia coisa de outro mundo! 

-

"Ah, não!", disse o palhaço

"Isso aí é coisa de jacu"

"Vamos jogar algo bem melhor,"

"Que tal começarmos com esse voodoo?"

-

"Venham comigo meus amigos,"

"Pois minha casa é uma mansão,"

"Vão ter tudo que precisam,"

"Lá na Terra da Confusão."

-
Os dois meninos falaram "Sim!",

Segurando as mãos dele de uma só vez,

O coração com uma alegria sem fim,

E contaram "Um, dois, três!"

-

Hugh e Jack fecharam as pestanas,

E o mundo girava e girava,

Enquanto davam gargalhadas insanas,

Para outra terra o palhaço os levava. 

-
A casa do palhaço era genial,

Com doces e diversão para todo lado,

Sem pais, tarefas ou general,

Nem castigos para ficar aprisionado.

-

Os meninos brincaram muito, não havia mais nada reprimido,

Até que em um dia fatídico, o palhaço ficou deprimido.

-

"Roly Poly, qual o problema?"

"Como podemos te ajudar?"

Já estavam até com pena,

E aquilo estava a lhes preocupar. 

-

"Me desculpem," o palhaço foi sucinto,

"Mil perdões, de coração"

"Eu só estou muito faminto"

E sua barriga rugiu como um trovão.

-

"Você gostaria de um sorvete? Tem de morango e abacate,"

"Mas se disso não gostar, também temos chocolate." 

-

Mas o palhaço disse que não,

Pois doía a sua barriga.

Pegou Hugh de supetão,

E disse: "Acho que você será minha comida!"

-

Meu estômago se embrulhou quando vi o que tinha na página a seguir. Fechei o livro imediatamente. 
-

"Acho que é hora de dormir, princesa." 

Ginny tentou protestar, mas seus olhos já estavam pesados.

"O que aconteceu com o menino, papai?"

Dei um beijo em sua testa e desliguei a luz.

Desci as escadas e enchi uma taça cheia de vinho antes de reabrir o livro. Na página em que eu havia parado de ler tinha uma ilustração grotesca. O palhaço segurava um dos garotos acima de sua cabeça e havia mordido todo o lado esquerdo dele. Seus dentes pontudos haviam arrancados pedaços rosas de carne e sangue escorria por seus lábios manchados de vermelhos. Os olhos do garoto estavam fechados, seu rosto molhado de lágrimas congelado em uma expressão de eterna agonia. Incentivado por uma curiosidade mórbida, continuei a ler. 
-

Bem alto foi como Roly Poly segurou aquele menino,

Deu uma mordida e pensou como era macio o pequenino. 

-

Ele mascava e mordia, engoliu e mordiscou,

E quando não sobrou mais nada, bem alto ele arrotou. 

-

Olhou em volta, e percebeu Jack tinha sumido.

Isso significava que era hora de começar a ser perseguido.

-

Jack se agachou e disparou, correu como um ratinho,

Roly Poly dava risada, "volte aqui garotinho!"

"Esse lugar dá muitas voltar e também é muito grande"

"Não tem como ir embora, você vai ver que até expande!"

-

O palhaço estava certo, mas o menino podia tentar.

Jack correu para fugir, mas não havia como escapar.

-

O garotinho se cansou, respirando arrastado,

Roly Poly o alcançou, soando muito animado: 

-

"De todos, você é o mais durão; por isso você será assado!"

E colocou-o em um enorme gancho; tadinho, ficou pendurado. 

-

A criança gritava e berrava, "Seu mentiroso feio, gordo e bobo!" 

O palhaço lambia os beiços enquanto acendia o fogo. 

-

Virei a última página. O garoto estava pendurado em um gancho em cima de um buraco com muito fogo. Algumas partes de seu corpo estavam queimadas e chamuscadas pelas chamas. O palhaço atiçava o fogo com um grande graveto. Com a outra mão, o palhaço acenava para o leitor e sorria com seus enormes dentes afiados.

-

O palhaço estava tão contente,

Essa carne suculenta era um presente.

O cheiro estava tão bom, que era quase um convite,

Pelo menos esse é o meu palpite - Bon appétit!

-

O livro acabava assim. Senti a bile subindo pela minha garganta. Quem seria o louco de escrever um livro com esse tipo de conteúdo? Provavelmente era um escritor fajuto esperando um pouco de notoriedade. Seja lá o que fosse, deixou um gosto ruim em minha boca. Terminei meu vinho e joguei o livro no lixo. 

-
Acordei cedo no dia seguinte e peguei o jornal que estava jogado em nossa varanda. Era domingo, mas não sou de dormir até tarde. Comecei a passar café quando vislumbrei o cabeçalho da manchete. Meu coração parou:

"5 anos de desaparecimento dos dois meninos locais"

Milhares participaram da marcha de lembrança dos 5 anos de desaparecimento dos irmãos Hugh e Jack Healy.

Os irmãos, que tinham 6 e 8 anos, foram sequestrados de seu lar no dia 07 de janeiro de 2012. Polícia emitiu um novo pedido por informações nessa semana [história continua na página 3]."

Corri para a rua para retirar o livro da lata de lixo. Talvez quem tivesse escrito aquela coisa soubesse algo sobre o desaparecimento dos meninos. Eu tinha que, pelo menos, entregar esse material doentio para a polícia. Meu estômago despencava enquanto eu revirava o conteúdo do lixo. O livro desaparecera. 

Um pânico primordial ecoava em meu peito enquanto eu subia as escadas em direção do quarto de Ginny. Uma folha de papel amassada estava sobre sua cama vazia e desarrumada. 

-

Ginny pegou um livro bom,

Um conto para animar, 

Mas o papai não achou de bom tom,

Disse que era muito vulgar.

-

Ele parou a história em um momento de glória,

"Ah não, não é bom. Essa parte é muito feia!"

O palhaço acho essa atitude vexatória,

Achou-o um arrogante de mão-cheia. 

-

Então a Ginny Roly Poly disse, 

Que ali já estava uma chatice.

"Vamos em outro lugar para muito brincar!"

"E aquele bobo não vai poder mais atrapalhar!"

-

E agora Ginny está contente, 

Na Terra da confusão marota,

Com muito doces e presentes, 

E várias outras coisas de garota! 

-

Enquanto a princesa comanda a corte, 

Com seu vestido bem rodado, 

O palhaço fica pensando como tem sorte, 

"Vai ser melhor quando ela tiver engordado!" 

-

Faz uma semana que Ginny está desaparecida. Eu entreguei a folha para os policiais, mas estão tão perplexos quanto eu. Cada verso daquele livro maldito está talhado em meu crânio. Não consigo dormir. Não consigo comer. Estou escrevendo isso aqui como um apelo e um aviso. Se encontrar esse livro, não leia, não abra. Ligue para a polícia. A vida de uma criança está nas suas mãos. 
-

FONTE: Clarimonde


Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!


41 comentários:

  1. Achei muito massa essa creepy ;) Mas vc disse que se a gente encontrasse... Não era para a gente abrir e nem ler.... Porém vc postou aqui e eu cliquei e eu li. '-'

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    1. mas acho que é se vc ler o livro tipo ele em maos...aiiiii paaaaaaaaara eu tenho uma filha pequena kkkkkkkkkkk

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  2. q memória do cara, né non?
    legalzinha até, 8/10

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  3. Então o palhaço escreve "papai n quis ler a história, pq ouviu numa creepy que era ruim, levei a criança para alimentara, bjs"

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  4. Pow legal, diferente... Achei a métrica engraçada

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  5. Caralho... Que foda, me deu medo, acho que é pq tenho duas irmãs menores que eu. Kjadjjan uma de 11 e outra de 9 anos. Deus me livre

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  6. Nossa vei gostei e fiquei com medo ao mesmo tempo kkkk

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  7. 10/10
    Nem é surpresa vindo dá Divina

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  8. So fui eu que achei no momento em que apareceuo palhaço ele com o jack risonho?

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    1. Eu lembrei dele, mas eu o imaginei com uma pessoa tipo o Slender

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    2. Eu imaginei o Ronald McDonald, só que com o físico do Slenderman...

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    3. Tbm lembrei do Jack Risonho mano

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  9. Muito legal. E foi bem diferente com as rimas e tals. Não teve como eu não lembrar do palhaço a la jack-in-the-box do filme Krampus o terror do Natal, que também tinha um apetite estranho. Show gostei, valeu Divina.

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  10. Que show
    Ha tempos q n leio uma creepy assim

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. Os versos traduzidos ficaram muito bons! Parabéns!

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  13. manooooooo q q q q creepy foda,entrou na minha lista das melhores

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  14. Que creepy foda, Divina sendo divina rara

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  15. Divina, voce se deu ao trabalho de traduzir um fucking poema e ainda colocsr rimas, sem oerder o sentido? Puta que pariu

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    1. Servimos bem para servir sempre :P Hahaahahahahahahah

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  16. Muito legal! Gostei bastante, principalmente nas partes em que rimava é diferente e interessante! :3

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  17. Que bela tradução! Imagino como deva ter sido complicado conseguir reordenar as rimas em português, mas ficou ótimo! Quase nunca comento, mas a Divina merece um agradecimento, tanto por estar sempre trazendo conteúdo de qualidade, quanto por mostrar-se comprometida ao máximo como tradutora, amei <3

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  18. Oh louco divina!
    Vai matar os caulorofobicos!
    E essa pegada de dr Seuss, fala a verdade, veio foi de sua cabecinha né! As rimas divertidas, pequenas e firmes!

    Sempre divina, continue assim!!

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  19. Só eu achei que Hugh jack(man) deveria ter mostrado sua verdadeira forma é ter aniquilado o roly poly, kkk

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  20. Nossa que Creepy de Q U A L I D A D E kkkkkkk ótima adorei <3 seria ótimo se todas as creepypastas fossem iguais as suas ^^

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  21. Este comentário foi removido pelo autor.

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  22. Como todas as suas creepys Divina, essa daqui ficou ótima e as rimas do poema ficaram muito boas também, parabéns mesmo hein!

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