10/03/2017

A noite em que conheci Tommy Taffy (+18)

ATENÇÃO: ESSE CONTO E/OU SÉRIE ESTÁ CLASSIFICADO COMO +18. PODE CONTER CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE. NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS. PODE TER ACIONADORES DE GATILHOS E/OU TRAUMAS SOBRE ABUSO SEXUAL E INFANTIL. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 

SE AINDA NÃO LEU OS CONTOS RELACIONADOS, LEIA PARA ENTENDER MELHOR A SÉRIE:

1- O Novo Membro da Família (+18)
2- O nome dele era Tommy Taffy (+18)
3- Os Gêmeos de Tommy Taffy (+18)

***

Sendo um policial, vi diversas coisas durante meus anos de serviço. Muitas coisas terríveis, doentias. Coisas que te fariam reavaliar se realmente ainda existe um lado bom na humanidade. Coisas que carreguei comigo por anos, que jamais esquecerei. Vi atos de crueldade humana que excedem qualquer história de terror que possa imaginar. Mas existe um incidente que está acima de todos. Um que vem me assombrando por anos e anos, que são a fonte de todos meus pesadelos. Um incidente que faz eu perder o ar por alguns segundo só por estar relembrando. Algo que me aterroriza até hoje.

A noite em que conheci Tommy Taffy.

24 de Julho de 1987. 

"Merda, temos um chamado na rua Tenner," meu parceiro Henry falou, se inclinando sobre o assento do motorista e abrindo a porta para mim.

Equilibrei os dois cafés em minhas mãos e me abaixei para entrar, deslizando para trás do volante. Passei para ele um dos copos descartáveis fumegantes e suspirei profundamente.

"Maravilha. E eu achando que seria uma noite tranquila. O que vamos encontrar lá?"

"A rádio informou que uma menininha ligou, algo relacionado a perturbação domiciliar," Henry respondeu, tomando um gole cauteloso da bebida fervente. 

"Fantástico. Adoro me meter no meio de briga de casal," suspirei. 

Coloquei meu café no porta copos e liguei as luzes da viatura, sai do posto de gasolina, e fui para a rodovia. Enquanto dirigia, batucava ansiosamente meus dedos contra o volante. Já tínhamos passado por diversos chamados como aquele, mas toda vez eu sentia meu coração acelerar. Disputa doméstica sempre queria dizer que alguma das partes estava fora de controle. Fora de controle significava imprevisível. E imprevisível significava perigo.

Depois de alguns minutos, Henry apontou para a noite.

"Lá que fica a Tenner."

Virei o volante, "Vamos lá."

A estrada estava escura e silenciosa, uma linha reta de casas pequenas ajustadas em terrenos de um quarto de acre. Conferi o endereço e estacionei em frente a uma residência pequena de dois andares que ficava no final de uma rua sem saída. Dei uma sondada nos arredores da casa, procurando por vizinhos curiosos. A rua estava parada e vazia. Saí da viatura, com o ar quente de verão acariciando meu rosto, ajustei meu chapéu. Henry fez a mesma coisa do outro lado do carro, trocando olhares rápidos comigo.

"Não ouço nada," sussurrou, observando a parte da frente da casa. As cortinas estavam fechadas, mas podíamos ver luzes acesas.

"Provavelmente viram as luzes vermelhas e azuis piscando e calaram a boca," bufei, andando até a calçada. Henry se juntou a mim e fomos marchando até a porta da frente.

"Quer ter as honras?" Henry perguntou, balançando a mão em direção da porta.

"Você sabe como mimar um cara," falei, levantando meu punho e batendo na porta.

"Polícia! Por favor, abra a porta!" Anunciei. 

Ficamos parados na porta enquanto alguém se movia lá dentro, o som dos passos secos se aproximando. Houve um momento de silêncio e achei que ouvia a voz de alguém falando, uma voz masculina. 

"Polícia! Por favor, abra a porta!" Repeti, batendo mais uma vez com meus nós dos dedos contra a madeira.

Mais silêncio, seguido de uma conversa abafada.

Finalmente, a porta abriu com um rangido.

Uma mulher nos espiou por uma fresta, o pouco que pude ver de seu rosto estava ruborizado. 

Henry tocou a ponta do próprio chapéu, "Boa noite, senhora. Temos queixas de briga domiciliar.... Poderia por favor abrir a porta?"

"Está tudo bem aqui," Falou rapidamente, seus olhos movendo de mim para Henry. "Só nos deixe em paz. Estamos bem." 

Coloquei uma mão na porta, com a voz séria, "Senhora, podemos falar com o homem da casa?"

E então soou uma voz lá de dentro, calma e controlada, quase em tom de divertimento.

"Tudo bem, Mary, deixe que entrem."

Tremendo, umedecendo os lábios, deu um passo para trás e abriu a porta. Entramos e percebemos como ela estava desarrumada. Seu cabelo era uma bagunça, suas bochechas estavam vermelhas e suor brotava em sua testa. 

E parecia totalmente apavorada.

Nós tiramos nossos chapéus e demos um sorriso seguro enquanto fechava a porta atrás de nós. 

"Boa noite, senhores."

Me virei para olhar para a sala de estar e, por um segundo, meu coração parou.

Um homem estava sentando no meio da sala em uma cadeira. Mas... não era um homem. Sua fisionomia não era natural, quase alienígena. Um sorriso revelava dentes que não eram dentes, apenas uma coluna branca sem divisórias dentro de sua boca. Seu nariz era apenas uma leve protuberância no centro de seu rosto e seus olhos eram de um azul brilhante. A pele era perfeita, sem poros, e sem nenhum defeito. Os cabelos eram loiros e cortados curtos e os braços estavam cruzados por cima da camiseta que dizia "OI!" em letras vermelhas infantis.

Imediatamente me lembrou de um boneco, mas... não exatamente.

"Parece que temos um desentendimento," O homem falou, sem se mover.

Henry me olhou com um olhar que dizia que estava tão perturbado com aquele cara quanto eu. Limpou a garganta e deu um passo à frente. 

"Recebemos uma ligação dizendo que estava acontecendo algum tipo de discussão aqui. Só passamos para conferir, ter certeza que está tudo bem."

O homem sorriu largamente, "Mary e eu tivemos um pequeno desentendimento. Nada que valha envolver a polícia." 

"Qual seu nome?" Perguntei. Não conseguia afastar aquela sensação, de que um dedo gelado estava sendo passado por minha espinha.

"Meu nome é Tommy Taffy."

Coloquei meu chapéu novamente, "Ok, Tommy, você é o marido desta mulher?"

Tommy levantou o dedão e passou lentamente pelos lábios, o sorriso aumentando.

Henry levantou uma sobrancelha, "Senhor?"

"Ele não é meu marido," A mulher atrás de mim sussurrou em um tom tão baixo que achei ter imaginado aquela voz. Me virei e a vi, Mary, encostada no corrimão da escada, pálida como um punhado de neve. 

Henry foi até ela e pôs a mão em seu ombro, "Senhora, está se sentindo bem? O que houve?"

A voz dela ficou ainda mais baixa, os olhos avermelhados arregalados, "Tirem... ele... da... minha... casa... por favor."

Sirenes começaram a tocar na minha mente e me virei de volta para Tommy, dando um pulo quando o vi. Ele havia se levantado e agora estava bem na minha frente, aquele sorriso ainda grudando em seu rosto. 

"Ela está chateada no momento, ” falou suavemente, sua voz como uma faca quente contra manteiga, "Ela não quis dizer isso."

Olhei para Henry e percebi que ele estava sentindo o mesmo que eu. Algo naquela situação, no homem estranho, no terror gravado nos olhos da mulher, estava errado, muito errado. O dedo gelado contra minha espinha estava se transformando em uma garra afiada. 

"O que você fez com minha filha?" A mulher sibilou para Tommy.

"Senhor, de um passo para trás," Falei, colocando a mão sobre o coldre. Filha? Seria essa a menina que ligou para a polícia?

Tommy levantou as sobrancelhas quando vi meu gesto, "Passo para trás? Policial, estou cooperando e tentando resolver essa situação." Ele olhou para a mulher, "Só quero voltar a vida normal com a minha família."

Henry colocou a mão no peito de Tommy e gentilmente afastou-o de mim, "Senhor, eu vou ter que pedir para você se sentar até resolvermos isso tudo."

Tommy, ainda sorrindo, deu alguns passos para trás, mas não se sentou. Seus olhos estavam grudados em Mary, algo queimava neles. 

"Senhora... Seu nome é Mary, certo? Tem alguma criança na casa?" Perguntei gentilmente, ficando em sua frente para bloquear a visão de Tommy.

Ela olhou para mim com lágrimas nos olhos, "Ele a levou lá para cima..." Então cobriu o rosto com as mãos e começou a soluçar. Meu coração começou a disparar e olhei para Henry. 

"Eu vou," disse, passando por mim.

Enquanto Henry subia as escadas, me virei de volta para Tommy. "Aconteceu alguma coisa que devo saber?"

Os olhos de Tommy brilharam, “Hehehehehe…”

"Senhor, você fez alguma coisa?" Perguntei, dando um passo em sua direção.

Tommy não se mexeu, "Eu fiz várias coisas... policial."

Henry subiu rapidamente as escadas e eu fiquei observando Tommy atentamente, tentando ver algum tipo de reação. Ele só me encarava, o sorri emplastado em sua cara. 

"Tem mais alguém na casa?" Perguntei para Mary, os pelos de minha nuca se eriçando.

Ela continuava a chorar, totalmente perturbada, mas conseguiu sussurrar entre soluços, "Meu marido... minha filha..."

"Eu sou seu marido," Tommy disse, balançando a cabeça, sorrindo. Ele deu os ombros e piscou para mim, "Ela fica um pouco tontinha quando está triste. Sabe como são as mulheres."

De repente, Mary levantou seu punho fechado e começou a gritar, "O que você fez com Michael?! Onde está Lilly?! O que você fez com eles?!"

Dei um pulo com o surto repentino, tentando entender melhor o que exatamente estava acontecendo ali. Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ouvi um grito de Henry do andar de cima.

"JESUS CRISTO! MAS QUE PORRA É ESSA!? QUE PORRA É ESSA?!"

Eu soltei a presilha do coldre, os dedos deslizando para pegar minha arma. Confusão e medo de misturavam dentro da minha mente que girava. Olhei para Tommy que apenas sorriu largamente, e então andei de costas até a escada.

"Henry!? Henry, o que está acontecendo?!"

Henry apareceu no meu campo de visão no topo da escada, olhos arregalados, rosto branco. Se inclinou para frente e colocou as mãos no rosto, respirando fundo. Estava tremendo incontrolavelmente, uma reza saindo de seus lábios em sussurros frenéticos.

"HENRY!" Gritei, mantendo meus olhos em Tommy. 

Ele tirou as mãos do rosto, seu olhos vermelho-sangue, e apontou para Tommy. "Algeme-o. Algeme-o agora mesmo!" Então desceu os degraus correndo, ainda apontando, "Seu doente nojento! Como pode fazer isso? COMO VOCÊ PODE FAZER AQUILO COM UMA CRIANÇA?!"

Ele passou como um raio por mim e antes que eu pudesse reagir, estava com Tommy no chão, saliva voando de sua boca.

"Seu assassino FILHO DA PUTA!" Eles rolaram pelo chão, grunhindo, Henry lutando para ficar no topo. Tommy não sorria mais, dava o seu melhor para tentar resistir o ataque, seus lábios eram uma linha fina e sombria em seu rosto liso. 

Mary caiu ao chão, choramingando, abraçada a si mesma. Em pânico, sem entender o que estava acontecendo, tirei minha arma do coldre e apontei inutilmente para meu parceiro e Tommy. Henry conseguira colocá-lo de barriga para baixo no chão, segurando-o com um joelho nas costas. Ele pegou suas algemas e colocou nos pulsos de Tommy. 

"Seu bastardo maldito, você vai morrer na cadeia por isso," Henry cuspiu, visivelmente abalado. Dei um passo à frente e coloquei-o de pé, dando meu melhor para acalmá-lo. 

"Henry! Fale comigo! O que houve?"

Ele rangeu os dentes, fechando os olhos com força, "Ele... ele... a menina está morta."

Tommy começou a rir, "Ah, que desentendimento terrível. Apesar das aparências, asseguro que ela está bem viva." Tommy virou sua cabeça para nos encarar. "Eu me importo muito com aquela menininha. Eu nunca a mataria. Ela só foi punida por usar o telefone."

Os olhos de Henry se arregalaram, "Meu Deus..." e então correu escada acima. 

Meu mundo girava, os eventos atuais correndo pela minha mente em uma velocidade que não conseguia acompanhar. Mantive minha arma apontada para Tommy e olhei para Mary que estava deitada no chão em posição fetal, chorando. 

"Onde está o seu marido?!" Perguntei, tentando encontrar uma resposta naquela situação bizarra, "Mas que DIABOS está acontecendo aqui?" 

Mary se balançava para lá e para cá, sua mente lentamente se desintegrando naquela agonia aparente. Não me respondeu, então me ajoelhei ao seu lado e segurei seus ombros, forçando-a olhar para mim.

"MARY! Onde está o seu marido?!"

Entre lágrimas, apontou para o andar de cima, sua voz tremendo com um pesar absoluto, "Ele o-o le-levou... levou lá pa-para... o qua-quarto... eu a-acho." E então parou de olhar para mim e se perdeu na própria mente.

Minha boca estava seca e eu tentava não olhava para Tommy, que estava sorrindo do chão em minha direção.

De repente, a voz de Henry soou em um grito lá de cima, "Suba aqui, preciso de ajuda para desce-la! Ela ainda está respirando! RÁPIDO!"

Lancei um olhar para Tommy antes de subir correndo os degraus. Cheguei no topo da escada e pude ver Henry no final do corredor, carregando algo com dificuldade, mas tudo se enevoou quando olhei para o outro lado do corredor em direção da suíte do casal. 

Pela porta aberta, pude ver a ponta da cama king. Haviam postes nos quatro cantos da cama, e em um, o marido estava empalado. 

De cabeça para baixo. 

Sua boca estava arregaçada, e seus lábios tocavam na borda do colchão, uma piscina de sangue se formando logo abaixo. O bastão de madeira sumia em sua garganta e reaparecia na região da virilha. Seu corpo estava pendurado, completamente nu, seu corpo um antro de hematomas e cortes. Sangue e fezes cobriam o chão e dei um passo para trás, um grito se formando em minha garganta. 

Que porra é essa, que porra é essa, mas que PORRA...

Eu podia ouvir Henry gritando meu nome, mas aquela visão visceral me segurava como um vício. Senti o vômito cutucando o fundo da minha garganta, mas descobri não ter ar o suficiente nos pulmões para expeli-lo.

De repente, um novo grito cortou meu transe, um guincho agudo e intenso.

Mary.

Algo ricocheteou lá em baixo e ouvi um barulho arranhando, como se algo estivesse sendo arrastado pelo chão. Os gritos de Mary se cessaram tão rápidos quanto começaram. Henry estava urrando no telefone pedindo reforços e uma ambulância, mas minha mente começava a derreter pelos horrores que presenciara. Eu pisquei e senti a tontura tomando conta de mim e me apoiei no corrimão da escada para não cair. Quando olhei para baixo, examinei o local onde havia deixado Tommy. 

Ele havia sumido junto com Mary.

As algemas de Tommy estavam retorcidas e quebradas no chão.

"Jesus Cristo, o que diabos está acontecen..." estava falando.

E então a energia foi cortada.

Eu ouvi Henry gritando de surpresa e confusão enquanto eu ia me aproximando para a parede mais próxima, tropeçando na escuridão total. Uma voz na minha cabeça estava dizendo que as coisas tinham acabado de avançar para um nível que eu não poderia mais lidar.

"Ligue as luzes de novo!" Henry gritou. 

Me sentindo como se não pertencesse ao meu próprio corpo, eu andei para frente e encontrei p corrimão novamente. Me inclinei na escuridão, tentando ouvi algo, tentando saber se Tommy tinha ido embora. Meu coração pulsava em meus tímpanos.

E então... do abismo lá embaixo...

“Hehehehehe….”

Tropecei e fui indo para o fundo do corredor em direção de Henry e da menina, balançando as mãos na minha frente como um cego. Encontrei uma porta e podia sentir Henry respirando na minha frente. Caí de joelho e o chamei.

De repente, uma luz me cegou e levantei as mãos para tapar os olhos. Henry abaixou a lanterna, seu rosto pálido e apavorado.

"Que merda é essa que está acontecendo?!" Henry sibilou.

Comecei a responder, mas parei quando vi a menininha que ele segurava em seus braços. Não devia ter mais do que cinco anos. Havia uma corda enrolada e retorcida por todo seu corpo com nós e entrelaço que pareciam intermináveis. Seus olhos estavam fechados e a boca tampada com fita isolante. Notei que suas bochechas estavam inchadas, como se algo tivesse sido enfiado na boca por baixo da fita.

Estiquei a mão e tirei a fita de sua boca, meus dedos ficando cheios de seu sangue. Lentamente, algo começou a sair de lá junto de uma mistura de sangue e saliva.

"Ai meu Deus..." Henry sussurrou, a voz tremendo. 

Dúzias e dúzias de tachinhas afiadas foram caindo de seus lábios no carpete. Meus olhos se encontraram com os de Henry, e compartilhamos um olhar de horror absoluto. Gentilmente, Henry enfiou o dedo na boca dela para retirar os poucos que ainda estavam lá, jogando-os de lado com uma expressão de nojo total.

"Que tipo de monstro faz isso?" Falei em um cochicho. 

"Isso não é o pior," Henry falou, balançando a cabeça. "Olhe."

Ele levantou a pequena saia amarela que ela vestia e senti a vida se esvaindo de meu corpo com uma lufada de agonia mental.

"Que-que ele fe-fez... Co-como..." Eu gaguejei, sentindo uma rajada de ódio se formando em meu peito.

Henry baixou a saia, "Vai demorar muito para ela ficar bem de novo."

De repente, vindo de trás, ouvimos a madeira rangendo que insinuava que alguém estava subindo as escadas. Puxei minha arma do coldre e Henry desligou a lanterna, ficando contra a parede e me lançando um olhar de medo.

"Mate o desgraçado," Henry sussurrou.

Levantei, a arma firmemente em minhas mãos suadas. Com minhas costas contra a parede, espiei pelo corredor escuro.

Eu ouvi alguns sussurros nas sombras perto do topo da escada.

"Policial ferido... Policial ferido...hehehehehe…”

Peguei minha lanterna do cinto e preparei-a em minha mão, colocando-a debaixo da arma e apontando em direção da voz.

"Faça." Henry rosnou.

Liguei a luz, meu coração disparado e preparei para atirar..., mas não havia ninguém lá. Mirei a luz para todos os lados, pulando com qualquer sombra que aparecia, mas o corredor continuava vazio. Lambi os lábios e dei um passo em direção das escadas, o dedo firme no gatilho.

"Onde você está...?" Sussurrei para mim mesmo, uma gota de suor rolando pela minha coluna. Continuei a andar pelo corredor, e olhei para o andar debaixo. Tudo continuava silencioso e parado, nem um som ou suspiro.

"Reforço está a caminho," Henry falou suavemente de trás de mim. Me virei, e voltei para o quarto. Tínhamos que sair o mais rápido possível daquela casa.

Desliguei a lanterna e me ajoelhei ao lado de Henry e da menina. Ele ajeitou-a em seus braços e passou-a para mim. Segurei-a gentilmente em meus braços, observando seu rosto pálido e sangrento. Parecia estar morta. Lágrimas começaram a brotar dos meus olhos e fechei com força, balançando a cabeça.

"Eu sei..." Henry disse, sua voz falhando. "Você o viu sair? Você viu Mary? Para onde eles foram?"

Uma voz respondeu no final do corredor, no quarto onde o marido estava empalado.

"Temo que ela tenha sofrido um acidente..."

Henry e eu pulamos com o som viramos nossa cabeça para a escuridão. Dois olhos azuis brilhavam no final do corredor, tintilando com dois diamantes. 

"Mary escorregou nos degraus para o porão e quebrou o pescoço," Tommy falou com uma risadinha. "Infelizmente, essa noite toda virou um desastre."

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Henry estava de pé, rosnado e com a arma na mão. Se jogou para frente e disparou três tiros contra aqueles olhos. A escuridão absorveu o azul e ainda ouvimos o bastardo rindo do outro quarto. 

"Fique aqui," Henry falou entre os dentes. Ele pisou no corredor e fechou a porta do quarto onde eu estava, me deixando na escuridão total. Antes que a porta se fechasse por completo, vi as luzes vermelhas e azuis do reforço chegando pela rua. 

Os passos de Henry ecoavam pelo corredor e ouvi-o gritando de raiva por Tommy. Sua voz ficou abafada quando entrou no quarto do outro lado do corredor e depois a casa ficou completamente silenciosa, e o silêncio foi tão de repente que prendi o ar como se isso fosse adiantar em algo. 

Contei as batidas do meu coração... um...dois...três...quatro...cin-

A porta em minha frente explodiu em pequenos pedaços de madeira enquanto Henry era arremessado por ali, com a cabeça primeiro. Ele bateu contra a parede e ouvi o estalo fatal de sua espinha dorsal quebrando. Eu gritei, o ar voltando para meus pulmões junto com uma lufada de horror. 

Eu preciso sair daqui, pensei. 

Agarrei a menina em meus braços e levantei, o suor se impregnando no colarinho do meu uniforme. Umedeci meus lábios secos e ouvi a madeira estalando enquanto Tommy descia as escadas novamente, sua voz como um fantasma pela casa. 

"Policial ferido... Policial ferido...hehehehehe…”

Desci até o hall de entrada e vi pela janela da frente que dois policiais estavam agora se aproximando da porta principal. 

Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, Tommy abriu a porta, seu sorriso plástico estampado no rosto. 

"Qual o problema?" Perguntou casualmente, fechando a porta atrás de si, bloqueando minha visão. 

Sabendo que eu tinha apenas alguns segundos preciosos, apoiei a menina sobre meu ombro esquerdo e comecei a procurar outra saída. Lá de fora, pude ouvir alguém gritando.

Me virei na escuridão e fui para a cozinha, eu ofegava sem nem ao menos perceber. Bati meu braço em uma parede e o senti doer muito, mas ignorei enquanto ainda procurava uma saída. 

Ali!

Uma porta de vidro de correr!

Desci a menina para meus braços enquanto abria a porta, saí para a rua, respirando aliviado com o ar quente e sequei o suor da minha testa. Cuidadosamente fechei a porta em minhas costas enquanto ouvia Tommy entrar na casa de novo. Sem fazer barulho, contornei a casa, todos os meus sentidos à flor da pele. 

Fui até a frente da casa, o carro de polícia que eu havia visto pela janela apareceu na minha frente.

Dois policiais estavam deitados no gramado, suas gargantas cortadas. 

"Jesus Cristo," gemi baixinho. Minha mente estava exausta por tudo aquilo que passara naquela noite, o trauma já estava bem formado, gritando dentro de mim para aparecer. 

"Corra," falei para mim mesmo, "Corra antes que ele te encontre!"

Respirando fundo, corri o mais rápido possível até o meu carro de patrulha. Meus pés se afundavam na grama cheia de orvalho e depois contra o asfalto duro, e consegui chegar no carro em poucos segundos. Abri a porta do carona e coloquei a menina delicadamente, lançando um olhar aterrorizado por cima do meu ombro. 

Depois que tive certeza que ele não estava atrás de mim, corri para o banco do motorista e quase arranquei a porta. Me joguei no banco e girei a chave. Quando o motor começou a funcionar, vi a porta da frente se abrindo. 

Na verdade, vi todas as portas da frente se abrindo.

Todas as portas de todas as casas da rua Tenner. 

Acelerei e os pneus cantaram. Enquanto passava em alta velocidade pela rua, observei em absoluto pavor que Tommy estava saindo de todas as casas, um sorriso macabro pintado em seus lábios. 

"Meu Deus," sussurrei, "Ele infestou toda a vizinhança."

Virei em uma esquina para sair daquela rua e os pneus gritavam abaixo de mim enquanto escapávamos daquele filme de terror da vida real, escapando da carnificina... escapando de Tommy Taffy. 

Já fazem trinta anos desta fatídica noite. Nenhum dia se passa sem eu pensar nas coisas horríveis que presenciei. Como explicar toda aquela violência e bizarrice para alguém que não viu tais coisas com os próprios olhos? Não dá para se fazer, e então sofri com essas memórias em silêncio. 

Nenhum rastro de Tommy Taffy foi encontrado depois do incidente. Quando cheguei com a menina ao hospital, gritando no rádio por todo o percurso, a vizinhança toda havia sumido. Sim. Sumido.

Aquele monstro queimou toda a rua.

Todas as casas, todas as pessoas. Toda a vizinhança. Ouvi isso pela rádio algumas horas depois de internar a menina pelo pronto socorro. Me lembro de estar do lado de fora do hospital, o sangue ainda em minhas mãos, vendo o brilho distante do incêndio. 

O inferno que levo dentro de mim...

Mas nem tudo acabou em desgraça.

Continuei em contato com a menininha que salvei naquela noite. Milagrosamente, ela sobreviveu e conseguiu encontrar alegrias em sua vida. Não sei como ela conseguiu se recuperar mentalmente e emocionalmente daquela noite... mas conseguiu. Eu visito ela e seu marido de vez em quando. 

Ela realmente é um amor de pessoa. 

Fui até sua casa alguns dias atrás e fui agraciado com uma notícia maravilhosa. 

Me contaram que estão esperando um bebê. 



Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

KEEP CREEPYING!

TRADUÇÃO POR: FRANCIS DIVINA


68 comentários:

  1. Meu Deus, isso foi horrível. Creepy Maravilhosa.

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  2. MDS eu amo demais todas as creepy de Tommy Taffy!

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  3. E Tommy Taff vai voltar mais uma vez.... Dessa vez com o bebê da menina que o cara salvou... Puta merda, como eu gosto das creepys dele

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  4. Divina, Michael Whitehouse ainda posta creepypastas?

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    1. Acho que sim! Vou dar uma procurada em conteúdo novo dele.

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  5. Eu amo as creepys dele
    Mds são um atraso
    POSTA MAIS!!!

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  6. Mds, mds, mds me senti preso enquanto lia o-o creepy maravilhosa e tradução divina.

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  7. No fundo eu sabia que ia aparecer alguem gravida no fim, mas cara... que rebuliço no estomago a porra dessa creepy :/ vai toma no c* quem criou isso kkk e mesmo sentindo que a menina poderia engravidar depois, quando chegou a hora foi tipo um tapa na cara com aquele sentimento de "puta merda... tudo de novo" kkkk isso nunca vai ter fim nao :/

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  8. Eu comemorei aqui quando vi o nome do Tommy Taffy no titulo da creepy!

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  9. Eu gosto muito das do tommy mesmo nao sendo meu estilo, sao muito bem escritas e nao transmitem um cliche.

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  10. MDS QUE CREEPY FODA. Tommy Taffy nunca decepciona, que delícia. Será que algum dia alguém vai por fim nisso?

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    1. Olha, teve um cara que MATOU o Tommy Taff, nao sei se estao lembrados, mas são as criancas que fazem ele imortal. Se voce mata as criancas, voce consegue matar ele

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  11. Se caso a personagem adota um filho, dá no mesmo? O Tommy volta mesmo assim?

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    1. Pelo as outras creepys do Tommy, ele só fica com a família até uma certa idade da criança, talvez adotar anulasse a visita do Tommy

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    2. Acho que não, no caso o personagem precisa procriar mesmo kk

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    3. Entendi. Então fica melhor,creio. Te dá a opção de impedir o Tommy. Se caso fosse por idade, eu teria que adotar uma criança que já fosse grande.

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  12. Meu amorzinho das creepys voltou <3 tava cm saudade ja

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  13. MDSSSSSSSSSS MANOOWW QQ CREEPY FODA MDS
    EU AMO AS CREEPY DE TOMMY TAFFY.
    "o inferno que levo dentro de mim"
    foda...

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  14. Quase tive um ataque ao ler novamente o nome de Tommy Taffy aqui, MEUPAI.

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  15. Tenho que dizer que chorei por que Tommy Taffy me da muito medo
    Eu gostaria MUITO que Tommy Taffy fosse o tema da nova temporada de American Horror Story, tem muito potencial e o nivel de terror desse cara é maior do que o da série!
    Na hora que eu lia a creepy eu sentia eu agonizando por que da medo mesmo, uma coisa eu eu nao sentia á tempos!

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    1. Rapaz, se esse satanás em forma de boneco de dois metros for ser o tem da nova temporada, acho que mta gente vai se traumatizar viu

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    2. Acho que eles não iriam tão longe, pelas cenas de abuso infantil... Eu não assistiria se visse esse nome na próxima temporada

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  16. Li as outras, imaginei um Ken da Barbie bizarro

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    1. Eu imaginei o Pernalonga(WTF, eu sei, mas ele ta tipo um coelho gigante. Eu sou retardado)

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    2. Rolei de rir kkkkkkk 😂😂

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    3. Eu imagino um cara parecido com o Johnny Bravo...

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    4. JOHNNY BRAVO, ROLEI DE RIR TB KKKKK, SCRR

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    5. Pra mim ele parece por homem brinquedo do batman.

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    6. Pra mim parece o menino do clipe do sistem of a down, aerials
      Só que grande

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    7. Eu imagino ele como o Vault Boy de Fallout :O

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  17. Puxa, que tipo de doente escreve uma creepypasta dessa? Deve ser um psicopata kkk, De todas as creepypastas que ja li, poucas me chocaram como essa série.
    Minha teoria sobre Tommy taffy seria a de que um projeto do governo para ajudar famílias tenha dado errado, fabricaram milhares de tommy taffy, mas eles ficaram maus e escaparam. Acho q sempre que um Tommy taffy é morto, vem outra cópia substituí-lo, e todas as cópias teriam "cérebro" sincronizado. Então o jeito de acabar com isso é encontrar o esconderijo deles é incinera-lo. Viajei, mas a teoria é possível! kkkk

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    1. Voce nunca vai viajar mais do que o cara que criou tudo isso xD

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    2. Pois é, eu não costumo me reagir muito com relação à textos gore e violentos, mas esta série quase tirou meu sono! Isso nunca aconteceu comigo, essa série põe os 1% no chinelo! A única coisa que achei meio chato foi o fato de que as narrativas são iguais para todas as creepys da série, dado o fato debque cada parte teria sido escrita por um autor diferente. Fora isso, parabenizo a Divina por trazer essa série para o blog!

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    3. Vuoj me atrever a viajar mais que voctd Davi (não leve a mal, isso significa que sua resposta doi sublime), e atar o cão no rabo do capeta;
      O cogumelo de runners não tem como uma das características uma compulsão sexual muito grande? A AIDA não é uma inteligência artificial? E se...

      ... O Tommy fosse uma forma "física",desaa maldita inteligencia do cogumelo?

      Ja pesso desculpas, afinal, são histórias e autores diferentes, mais em minha defesa foi o Davi que começou!
      (Tô de brinks denovo!)

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  18. Eu estou sem palavras...MEU DEUS QUE COISA DOENTE E INCRÍVEL

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  19. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Olha, eu acho sinceramente que eles são os unicos sites de creepypasta brasileiro que realmente posta

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  20. Parabéns 🎊 😍👏👏 Que Creppy Fodaaaastica 😂. Pena que é mais uma série q tinha caído no esquecimento 😔( como muitas outras) espero que o mesmo não aconteça com a nova série, já que várias não tiveram final aqui.. Mta força aí.

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  21. Eu meio que passei mal ao ler o título... puxa, Tommy pela quarta vez já? O final da terceira já tava bom... mas relembrar faz bem.

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  22. Um erro foi que nesse final todos os Tommys apareceram pra um policialzinho que nem chegou a atirar nele direito, enquanto no final do antigo em que o cara mata o Tommy, ele nem tentou se vingar

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    1. Sperer, o Tommy é uma entidade. Atirar, moer, rezar o requieste spectrun finale, usar duas catanas nas mãos e uma na boca pra enfrenta-lo...
      ...Não adianta morra seco, sem amor, sem formar uma família, esse é o unico fim.

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  23. Eu amo essas histórias do Tommy Taffy, obrigada por serem o melhor site Brasileiro de creepypastas, sério 💞

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  24. Mano eu amo como esse personagem é, ele não é feio mas as características de sua fisionomia que são estranhas, ele consegue transmitir medo com brincadeira, é o jeito formal que ele fala é sinistro, realmente daria um belo filme com esse personagem, seria um leatherface dos dias atuais kk

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  25. CARA cade o filme?? Gente... MUITO BOM!
    mas galera ta esquecendo que ele morreu em "os gemeos de Tommy Taffy" acho que essa creppy acontece ANTES.
    to com medo de dormir que otimo kkk

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  26. CARA cade o filme?? Gente... MUITO BOM!
    mas galera ta esquecendo que ele morreu em "os gemeos de Tommy Taffy" acho que essa creppy acontece ANTES.
    to com medo de dormir que otimo kkk

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    1. Ele morreu pra aquela família, nas outras ele continua existindo...

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  27. Tommy Taffy voltoooooooooooooooooooooou

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  28. Eu tinha acabado de assistir um filme chamado Hope, que também é um inferno de filme sobre abuso infantil... E aí apaguei as luzes, peguei o cel e pensei: "vamos ver o cobre, deve ter alguma atualização pra me distrair dá desgraça de filme que eu vi
    Quando abriu: Tommy taff
    Quase vomitei cara
    Creepy maldita que dispara um grande gatilho em mim, pois sou mãe e sempre vivo essa creepy como se fosse em minha casa!

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    1. Deus do céu, só assisti esse filme por causa do seu comentário. Chorei feito um bebê, muito triste.

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  29. Acho que me dá tanto medo pq eu já tive um Tommy taff em minha casa

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  30. Show de bola a volta de Tommy Taffy,. Não consigo não lembrar das antigas balas Taffy, que o Pelé fazia propaganda. Tomyy Taffy, o Boneco do Mal que vale!

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  31. Meeu Deus! Esse Ken capirito me arranca o folego! Minha cabeça bateu feito um sino, meu coração gritava "grávida
    da não, grávida não!"

    Tommy é um horror. E você é sublime Divina!
    Vida longa ao CPBR!

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  32. Quem é exatamente Tommy Taffy? Li todas as creepypastas e ainda não entendi que bosta é esse monstro.

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  33. Amoo as creepys do Tommy, de verdade. Já tava achando que ele não ia mais aparecer... Amo amo amo

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  34. Meu deus eu tenho muito medo do Tommy Taffy, mas amo as creepys dele. Eu meio que imaginei aquele cara que dizem ser o "Ken real"(acho que rodrigo é o nome dele?). Ele fez tanta plastica que parece um boneco de filme de terror hahaha...acho que se fizerem um filme do Tommy podiam pegar esse cara pra fazer papel '-' bah tommy é um verdadeiro pesadelo, um terror em pessoa, digo, boneco

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  35. Existe um marcador chamado "Tommy Taffy"? Obviamente, uma das melhores creepypastas desse site merece algo assim. Poderia estar no StrongStar Productions.

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  36. nunca tive tanto odio de um personagem kskskask

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  37. Quando você lê que eles estão esperando um bebê e sua mão vai para a testa e você se apoia na mesa pensando: "puta que pariu"

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  38. sinceramente, isso daria um excelente filme, amei os quatro contos, fiquei apavorado, chocado, confuso, ri muito com ele, até o levo em meus pensamentos à noite. Sinceramente eu dou meus parabéns ao autor ou os autores deste personagem fabuloso.

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  39. Digno de filme ... Na minha cabeça passou um filme... Embora ninguém tenha os rostos focados não consigo imaginar os rostos direito ...

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  40. Meu deus
    Outro bebê
    Outro tommy
    Outro ciclo
    Que medo

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