29/03/2017

Minha família vem sendo perseguida há 4 anos (PARTE 3)

(PARTE 1) - (PARTE 2)

NOTA: Eu já entendi. Fui idiota de não contar para minha esposa. Um dos milhares de comentários falando isso fez com que eu entendesse. Por favor, se é só isso que você tem para comentar, nem perca o seu tempo.

As coisas ficaram tranquilas por alguns meses, sem nada demais acontecendo. Me encontrei enlouquecendo pelo fato de não poder fazer nada sobre o que acontecera. Tinha me forçado em aceitar que a piscina no desenho era uma metáfora para o lago, que que essa pessoa estava nos observando. Mas não sabia o que fazer em relação aos presentes. Ele já tinha feito... o que fez com Roscoe. Achei que aquilo era um presente? Mas ele já tinha devolvido o desenho do cachorro quando nos deu Roscoe, então não era isso.

Também nessa época, as crianças voltaram para a escola (N.T: A escola nos estados unidos se inicia em setembro), algo que me deixava especialmente apreensivo. Entretanto, tinha que reprimir minhas preocupações para não alertar minha esposa do motivo que eu nunca queria sair de perto das crianças. Mas por sorte, como já disse, nada aconteceu nos primeiros meses. Eu estava em uma época de mais paz desde que tudo começara. Mas então a época de Natal chegou.

Tínhamos acabado de montar nossa árvore, com enfeites e tudo mais. Fizemos um belo jantar de família naquela noite, lembro vividamente. Tudo estava maravilhoso. As crianças estavam animadas para o Natal, minha mulher estava apreensiva com as compras natalinas na lata de sardinha que ousava chamar de shopping na nossa cidade. Nossos filhos estavam ótimos nos estudos, minha esposa e eu prosperando em nossas carreiras e, mais importante, o perseguidor não entrara mais em contato. A única coisa de importância que aconteceu nesses últimos tempos tinha sido que minha esposa meio que chamou minha atenção. Ela havia percebido que algo estava errado pela minha atitude em geral de estar preocupado o tempo todo, mas eu deixei isso de lado. Conversamos por um tempo, sobre tudo, mas os dois lados ficaram felizes no final da conversa. Meu raciocínio era que, se aquilo tinha acabado, então porque trazer à tona agora?

Naquela noite, todos fomos dormir contentes. Sabe, eu durmo pesado. Entretanto, naquela noite, acordei por volta das três e meia da manhã. Normalmente quando acordo com sede, eu só tento esquecer e volto a dormir. Mas por alguma razão, naquela noite, me levantei e fui até a cozinha pegar água. Enquanto eu subia as escadas de volta, algo fez com que eu me virasse em direção da árvore. A luz da lua vindo da janela iluminava a árvore e foi aí que eu vi. Havia um presente debaixo da árvore. Rapidamente, mas em silêncio, andei até lá e peguei o pacote. Era uma caixa pequena, enrolada em um papel verde bem natalino. Havia um cartão de "De: / Para:" e um laço. No "De:" estava um ":)" e no "Para:" estava escrito "Katie".

Me lembro de ficar ali parado por alguns instantes totalmente em choque; esse homem tinha entrado dentro da porra da minha casa. Antes de fazer qualquer outra coisa, eu andei por toda casa, todos cantinhos, para ter certeza que ele ainda não estava ali dentro. Conferi meus filhos e depois minha esposa. Depois quando me convenci que estava tudo bem, que pareceu mais de uma hora de procura na casa, voltei para o "presente". Rasguei a embalagem e abri a caixa. Dentro havia um envelope e uma fita. Sim, uma fita de vídeo. Tipo aquilo que usavam antes do DVD ser inventado.

Abri o envelope, já sabendo o que seria. Outro desenho que minha filha. Desdobrei o papel e dessa vez era uma princesa que minha filha havia desenhado. A princesa estava com um vestido de festa rosa, uma tiara e varinha. Ele adicionara o que eu parecia ser uma poça de sangue nos seus pés, e no canto um pequeno desenho do próprio homem segurando algo que parecia uma faca. Esse me deixou mal. Eu não sabia se minha filha tinha desenhado se imaginando como uma princesa, ou se aquele homem tinha visto dessa forma, não tinha como saber. Me livrei da caixa e do papel de presente para que minha esposa não os encontrasse, e coloquei a fita e o desenho nas minhas coisas de trabalho.

No dia seguinte, fui em uma loja de loja de penhores e comprei um aparelho de videocassete, paguei apenas três dólares, pode acreditar? De qualquer forma, depois fui para casa enquanto minha esposa e filhos não tinham chegado ainda e fui para o porão, só em caso deles chegarem mais cedo em casa. Conectei o aparelho antigo em uma televisão velha que tínhamos deixado ali na nossa "sala de recreação" improvisada, e coloquei a fita. Antes de apertar play, milhões de coisas passaram pela minha cabeça. Eu não tinha certeza do que eu ia ver. Tudo que eu sabia era que eu não ia gostar. Eu esperava ver uma filmagem da minha família gravada de um local escondido.

A primeira cena era de um quarto escuro com um lenço branco pendurado em uma parede, caído em parte no chão, como um fundo verde. Uma pessoa sai de trás da câmera, mas não vai longe o suficiente para poder ver seu rosto. Ele está bem no canto esquerdo da tela, apenas seu ombro direito aparecendo. Ouço um tipo de rangido, parecendo uma porta abrindo. Então ouço um choramingo. Um choro de menina. Uma voz fala "Vai" e então uma menina de uns 8 ou 9 anos aparece vestida como uma princesa. Ela era uma versão do desenho de minha filha. Vestido de festa rosa, tiara e varinha. Ela anda até o lençol e se vira, de frente para a câmera. Lágrimas escorrem de seu rosto. O homem vai até a câmera e a pega. Sua voz preenche o chiado silencioso que paira sobre o meu porão.

Rapidamente sussurra "Faça. Faça o que tem que fazer."

A garota começa a soluçar convulsivamente. Uma mão aparece na cena e dá um tapa na menina. Isso me faz estremecer. Ela parou de chorar e começou a.... "atuar". Faz uma reverencia e se apresenta como "Princesa Penélope". Esse é o título do desenho da minha filha. Entre fungadas, ela começa a dizer como estava feliz por ter sido salva pelo seu príncipe, e como ele havia a levado para um enorme castelo e que viveram felizes para sempre. Começou a chorar novamente. A voz do homem soou novamente, severa, mas ainda sussurrada.

"Continue. Agora."

A menina deu umas fungadas e se recompôs para continuar. "Meu... meu papai foi malvado comigo. Ele não queria que meu príncipe me salvasse." Meu coração despenca. Senti como se aquilo fosse uma alegoria sobre minha filha. A garotinha continuou "Então agora, o príncipe irá me punir porque meu papai não foi legal com ele." A câmera é colocada de volta no suporte inicial. O homem vai para cima da menina enquanto ela grita, e ele começa a esfaqueá-la repetidamente.

Não consegui assistir, virei meu rosto. O som era pior ainda. Aqueles gritos nunca sairão da minha cabeça. O grunhindo dele enquanto apunhalava a faca nela será um som/imagem que estará para sempre na minha mente. Olhei de volta, porque eu precisava saber quem era aquele homem. Todas as partes de mim queriam que ele fosse idiota o suficiente para mostrar seu rosto, mas eu já sabia que isso não aconteceria. E claro, não tive sorte. Na verdade, ele usava um tipo de máscara. Quando terminou, andou fora do alcance da câmera propositalmente, deixando apenas o corpo sem vida da garotinha na cena, e terminou o vídeo.

Vomitei. Várias vezes. Até que não restava mais nada no meu estomago. A primeira coisa que fiz foi ir a uma delegacia. Contei tudo que já havia acontecido até aquele momento, desde o arrombamento do carro, o cachorro, até isso. Agora que existia um assassinato, que parecia legítimo e não encenado, eles começaram a levar a sério. Contei que não estava contando sobre todos esses acontecimentos para minha família, algo que foram totalmente contra e fizeram cara feia, mas disseram que respeitariam minha decisão. Fiquei muito agradecido por isso.

Cheguei tarde em casa naquele dia e minha esposa questionou onde eu tinha estado o dia todo. Falei que havia ido fazer uma entrevista com um detetive para um projeto que estava trabalhando (sou escritor). Ela acreditou. Naquela noite, perguntou o que me preocupava. Já estávamos casados faziam anos, por isso ela conseguia me ler como a palma de sua mão. Tive que ir inventando coisas. Falei que estava frustrado com meu novo projeto, que estava difícil de desenvolve-lo. Sendo a esposa maravilhosa que é, me encorajou com lindas palavras, as quais que, se eu realmente precisasse, teriam resolvido o problema na hora. Obviamente, isso pesou na minha consciência. Era a primeira vez desde que tudo começara que fiquei realmente tentado em revelar tudo. Como já disse, lá no fundo, eu queria, mas por alguma justificativa orgulhosa, achava melhor manter tudo aquilo na escuridão. Se fosse agora, teria contado tudo para ela desde o começo. Foi uma época assustadora para mim, não estava pensando direito. Então peguem leve.

Cerca de uma semana depois, o detetive que estava em cargo do meu caso ligou. Basicamente me disse que não conseguiram nada. Não faziam ideia quem era a menina do vídeo, e ela não parecia compatível com nenhuma criança desaparecida no arquivo nacional. Obviamente não conseguiram identificar o lugar onde fora filmado. A única coisa que que podiam dizer é que era uma filmagem recente por conta de uma embalagem de cigarro que aparecia na segunda cena, que tinha um logo novo da marca. Pedi para a polícia ficar na minha rua e perto da escola dos meus filhos com carros não oficiais, algo que aceitaram de prontidão.

Depois disso, nada aconteceu até março. Embora a polícia não tivesse arquivado o caso, também já não estava no topo das prioridades, por falta de pistas. Não haviam mais policiais cuidando de nossa casa ou na escola. As ligações da polícia começaram diminuíram e se espaçaram, até que eu não recebia mais nenhuma. Mas eu sabia que essa fase de calmaria não duraria. Todo dia eu sentia que era o dia que eu receberia um novo envelope. Ou melhor, que ele tentaria dar um novo envelope para minha filha. Eu apenas tinha sido sortudo de conseguir descobrir antes das outras vezes. Mas eu não tive sorte para sempre.

EM BREVE: Minha família vem sendo perseguida há 4 anos (PARTE 4)


FONTE: NC

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!


16 comentários:

  1. O protagonista é muito burro... kkkkkkk

    Creepy muito boa! Ansioso pelas próximas partes!

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  2. Concordo, o protagonista não toma atitudes, prefere viver normalmente sabendo que ele e sua família correm perigo. Mas a série é muito boa, poderiam postar com mais frequência.

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  3. Excelente série de creepy.Muito bem escrita,e contendo uma história que nos prende a cada linha causando também,uma certa ansiedade de saber o que irá ocorrer em sua continuação...

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  4. Não aguentei e decidi ler o resto da série no Reddit. Ela vai ficar ótima nos próximos capítulos!

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  5. Aaaaaah, esperar mais uma semana pro final T-T
    Essa creepy e muito boa!

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  6. Essa creppy eh mto boa
    so espero nao me decepcionar

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    1. Quer decepção?!?!?
      Leia " a historia sobre ela segurando uma laranja"

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  7. Cara, eu tenho a mania de ler a creepys no banheiro, só com a luz do celular.
    Na parte da árvore de natal, tive que ligar a luz. Tenso; ele deveria buscar apoio, muito mais apoio, mais continua bancando a panela de pressão. Doido pela parte 4!!!

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  8. Por favor, não parem de traduzir! kkkkk Tá perfeito.

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  9. Essa creepy tá incrível... Quero o próximo capítulo logo. :(

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  10. Já pensou se no final o cara vai lá e encontra uma laranja?

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  11. Ótima creepy Divina! Em questão de qualidade você não deixa a desejar uma única vez sequer, obrigado por traduzir essa creepy para nós, uma pena que é 1 capítulo por semana kkkkk

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  12. Tô gostando muito dessa série, só comentando pra dar aquela força mesmo
    Gosto muito de séries de creepypasta, seria ótimo se trouxerem sempre que for possível.

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  13. Eu até fiquei com vontade que o "perseguidor" fosse gentil assim e continuasse trazendo cachorros.
    To prevendo morte, tá com cheiro de família morta. 9/10

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    1. Não está com só um cheiro qualquer,eu já vejo a imagem de algum deles morrendo.

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