25/05/2017

Eu era Bulimica

ATENÇÃO : ESSA CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE. NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. GATILHOS SOBRE TRANSTORNOS/DISTÚRBIOS ALIMENTARES, PROBLEMAS DE AUTO IMAGEM, DEPRESSÃO E ABUSO INFANTIL. LEIA COM RESPONSABILIDADE.

Muitas mulheres, e homens, tem problemas com distúrbios alimentares. Infelizmente, eu era uma delas. Enquanto criança, eu sempre gordinha. Eu era a menina que, todos os anos no dia da avaliação em Educação Física, pesava mais do que as outras. A garota que tem apenas umas raras fotos do começo da adolescência, pois passava a maior parte do tempo escondendo meu corpo, odiando meu corpo. Meu maior obstáculo era meu amor pela comida - perder peso era impossível, pois não conseguia parar de comer. Comida me fazia feliz, comida me fazia esquecer. Eu não conseguia e desprender dela. Então quando entrei para o ensino médio, me comprometi. Enfiei uma escova na garganta e nunca mais olhei para trás.

Naquele ano, o patinho feito virou o cisne. Naquele ano perdi mais de 20 quilos, e uma parte de mim também. De repente, eu era a amiga gostosa. Todas queriam saber como eu havia feito. "Dieta e exercícios!" eu dizia com uma risadinha nervosa. Ninguém questionava minhas idas frequentes ao banheiro ou como me mantinha tão magra mesmo me empanturrando de comida todos os dias. Eu era linda e era depressiva. Não importava que me sentia miserável, vomitando duas vezes por dia, ou que minha mente estava colapsando junto do meu corpo. Bulimia era minha melhor amiga. 

E então minha irmã desapareceu. Ela estava na quarta série, mas era minha melhor amiga. Eu a protegia do mundo, e de retorno ela me dava razões para viver. Em uma noite, estávamos no sofá assistindo juntas um novo episódio de Hannah Montana. Estávamos nos deliciando em um pão de banana com nozes maravilhoso que mamãe tinha feito - era o nosso favorito. Lembro dela me encarando com seus olhos azuis enormes, enquanto eu devorava a quarta fatia, "Sissy, podemos pintar as unhas?" Eu sabia que quando eu enfiasse o dedo na garganta o gosto do esmalte seria terrível, mas falei que sim do mesmo jeito. Por ela. Então pegamos um esmalte cor-de-rosa vibrante, porque "Somos princesas, Sissy!", e pintamos as unhas. 

No dia seguinte, ela havia desaparecido.

Eu não sabia como lidar com aquilo, e na semana seguinte minha bulimia tomou conta. Eu não ia mias para a escola e comia. Comia e comia e depois enfiava os dedos na garganta. 

Surpreendentemente, perdi quatro quilos em oito dias. Eu estava magra demais, e muito doente. Mas eu não ligava. Minha irmã tinha sumido. Eu não havia nada por o que viver. Para aqueles que não conhecem muito sobre vomitar, uma prática comum é o uso de comidas "marcadora", Geralmente é algo com cor chamativa, como cenouras, que você come antes de comer compulsivamente, assim quando estiver vomitando, verá a cor das cenouras e saberá que tudo já saiu. Eu estava vomitando pela quarta vez no dia, novo dias depois do desaparecimento da minha irmã, tentando desesperadamente entre as lágrimas encontrar os M&Ms coloridos que tinha comido antes de todo o resto, quando a campainha tocou. Rapidamente me ajeitei, passando um pouco de água gelada no rosto antes de ir até a porta. Com um pouco de sorte, o vizinho que estivesse vindo dar o apoio pelo desaparecimento, não sentiria o cheiro de vômito impregnado em mim.

Abri apenas uma fresta da porta, tentando esconder minha barriga horrorosa e distendida. Era um vizinho do outro lado da rua, um cara de uns 30 anos que morava sozinho. Ele me entregou um pão de banana com nozes, oferecendo suas condolências. Agradeci e rapidamente fechei a porta para que não me visse chorando aos prantos. Sentei ali no chão, segurando o pão que era o favorito de minha irmã, e chorei. E depois fiz o que fazia de melhor: comi. Comi e comi sem nem olhar para o pão, até que havia sumido. E depois fui vomitar. Deviam haver várias nozes nesse pão, pois foi doloroso. Sentia como se pequenas pedras estivessem arranhando meu esôfago. Confusa, eu olhei para o balde. Foi aí que notei algo estranho. Notei pedaços de coisinhas cor-de-rosa vibrante.

Sendo mais nojenta do que já estava sendo, eu enfiei a mão no meu próprio vomito e peguei uma das nozes com os flocos cor-de-rosa. Lavei na pia e então vomitei para valer, sem nem precisar dos meus dedos.

Na minha mão estava a ponta de um dedo com as unhas pintadas cor-de-rosa e um dente de leite. 

Liguei para a polícia histericamente, sem nem ligar se descobrissem o que eu estava fazendo. Meus pais vieram o mais rápido possível para casa, e nos abraçamos chorando enquanto assistimos o vizinho sendo levado pela polícia. Ele encontraram seu corpo enterrado no jardim - as pontas dos dedos e os dentes removidos. No outro dia eu fui levada para uma unidade de internação e reabilitação, e ele foi mandado para a prisão perpétua pelo estupro e assassinato de minha irmã. 

Agora já estou recuperada, apenas como coisas naturais que eu mesma preparo. E nunca, nunca mesmo como nada com nozes. 


21 comentários:

  1. That was a m***** F******* disgusting one. Show. Gostei !

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  2. E eu pensando que ELA tinha comido a propria irmã durante a noite

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    1. mas não foi? achei que o vizinho tivesse sido só um bode expiatório

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    2. Cara eu pensei isso tambem kakkakakakakakaka

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  3. Um final totalmente inesperado. Amei ♡ 10/10

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    1. bem esperado, mas maravilhoso <3!

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    2. Pelo menos eu não fazia idéia. Achei que tivesse veneno e fosse morrer também. Kkkk

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  4. carai véi =O !!!!!!!!!!!!!!!!

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  5. PUTA QUE PARIU!!!! QUE CREEPY...

    100/10 (Matar o vizinho, sim ou claro? Rs)

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  6. Até meus pés aplaudem essa obra-prima

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  7. Muito boa, não esperava esse fim

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  8. Gente, eu achei que ela tinha comido a própria irmã kkkkk

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