23/05/2017

Minha família vem sendo perseguida há 4 anos (PARTE 5)

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Depois de fazer uma cópia da foto, eu peguei o conteúdo da caixa que recebera e levei para a polícia. Como eu desconfiava, as digitais estavam danificadas demais para qualquer identificação. Procuram na própria caixa para tentar encontrar algum DNA, mas tinha sido muito bem limpa antes de ser entregue a mim; as únicas digitais encontradas eram dos funcionários do correio, todos foram interrogados. Falaram que deixariam a investigação em aberto, mas isso eu já tinha ouvido antes. Já tinha decidido que investigaria isso sozinho.

Falei para minha esposa que tinha que sair do estado para fazer uma pesquisa para meu atual projeto. Tenho certeza que sabia que eu estava mentindo, mas me deixou ir sem brigas. Não querendo deixar minha família sem seu principal protetor, fizemos um plano elaborado para transportar cada um de nossos filhos para lugares diferentes; minha filha foi para a casa da minha irmã em Wisconsin e meu filho para a casa dos pais de minha esposa na Califórnia. Digo que foi elaborada porque precisamos de ajuda de outras pessoas com carros iscas para cada estado e assim ter certeza que não estavam sendo seguidos. Quando senti que meus filhos estavam seguros, fiz questão de saber se minha esposa se sentia confortável em ficar sozinha em casa, mas ela assegurou que sim. Deixei nossa arma de fogo pronta e acessível para ela, só caso precisasse.

Depois de cerca de 15 horas dirigindo, cheguei na cidadezinha que abrigava o Daisy's Diner, o qual foi minha primeira parada. Estacionei no estacionamento no qual eu não visitara desde que meu carro tinha sido arrombado pela primeira vez. Era mais sujo do que me lembrava; estava coberto de vários tipos de lixo e detritos. Dessa vez, estacionei bem de frente para as grandes janelas do restaurante e a primeira pessoa que avistei foi a mesma garçonete que tinha atendido a mim e minha família, mas dessa vez eu anotei seu nome: Roberta. Haviam outras poucas pessoas no restaurante; um homem e uma mulher comendo em uma mesa e outros três homens separados comendo no balcão. Não reconheci nenhum deles. Pelo seu comportamento, deduzi que Roberta não se lembrava do nosso outro encontro. Me sentei e me perguntou o que eu queria beber. Falei que não estava ali para fazer uma refeição.

Peguei a cópia da foto da garotinha e perguntei para Roberta se, por algum milagre, fazia ideia de quem poderia ser a criança da foto. Ela observou-a pelo o que pareceu ser um longo tempo, mas acabou por me dizer que não a reconhecia.  Enquanto me devolvia a foto, um dos clientes disse em voz alta "O que diabos está acontecendo aqui?". Olhei para ele, e percebi que estava direcionando a pergunta para a rua. Me virei e vi que um homem encapuzado estava de pé do lado da porta do motorista do meu carro. Imediatamente me levantei e fui para a rua; cheguei na porta e o homem saiu correndo.

Corri atrás dele até a esquina do Daisy's Dinet e foi aí que apaguei. A última coisa que me lembro foi de uma máscara por debaixo do capuz, e alguma coisa me batendo na lateral da cabeça, me deixando inconsciente. 

Quando acordei, estava no escuro. Eu não estava amarrado ou amordaçado, mas não conseguia discernir os meus arredores. Consegui me levantar e ficar de pé e, quando fiz isso, mais ou menos 25 televisões se ligaram ao mesmo tempo. Todas estavam em estática, no último volume. Gritei "OLÁ?!" Com todo o pulmão, mas o som da minha voz sumiu entre a estática. E então, tão repentinamente que me fez pular, cada uma das telas se transformou em uma foto. Era o mesmo quarto que eu havia visto a menininha ser assassinada. O mesmo lençol branco pendurado e arrastando no chão, mas dessa vez a parte do chão estava manchada de sangue. Presumi que fosse o sangue da menina, mas não tinha como saber se ela era sua única vítima. De certa forma, eu duvidava disso.

Um homem entrou na cena, mas de costas virada para mim e permaneceu assim por todo o vídeo. Ele falava comigo em um tom muito agudo, porém bastante grave ao mesmo tempo. O melhor jeito que tenho para descrever é que falava como uma criança. Falava como uma criança animada.

"Oi, papai da Katie. Estou feliz que tenha recebido meu presente. Eu não quero fazer nenhum mal para sua filha, a grande artista, eu só quero que ela seja minha amiguinha e desenhe para mim! Eu mandei de volta os que não eram meus preferidos mas fiquei comigo os que são meus favoritos e agora são meus para sempre. Tudo que eu queria era ser amigo da Katie. Katie, Katie, Katie! Ela é uma artista tão boa! [agora falando com mais raiva] Mas você não deixa eu ser amigo dela! Você está me obrigando a te tirar do caminho, mas eu não quero fazer isso porque amigos não machucam os papai dos outros amigos! Quero ser um bom amigo, não um amigo ruim! Então vou fazer isso ficar fácil. Bem facinho mesmo. Se você deixar sua filha, a grande artista, ser minha amiga, eu vou te deixar em paz. Mas se você não for legal comigo, vou ficar muito brabo. Você promete ser bonzinho?"

Eu gaguejei "Si-sim?" Sem saber se era uma gravação ou algo ao vivo, se estava sendo assistido ou não.

Houve um momento de silêncio, então ele falou de novo, mais calmo. 

"Bom. Mas sendo que você foi um bobalhão, não vou te contar como sair daí!" Então deu uma gargalhada infantil. O vídeo parou. 

Agora novamente na escuridão total, tateei pelas paredes tentando procurar algum tipo de porta. Eu podia ver entre as frestas, entre uma TV e outra, que a sala continuava até onde eu não conseguia ver. Tentei empurrar as TVs, mas algumas eram muito antigas e pesadas, nem se moviam do lugar. Então comecei a passar as mãos pelo teto, que estava logo acima da minha cabeça, e em certo ponto algo cedeu e pude ver os raios de sol entrando pela abertura.

Trancado por nada mais que um cadeado frágil, consegui sair facilmente e logo me encontrei no meio de uma enorme floresta. Havia uma mochila perto do alçapão com todos meus pertences dentro. Peguei meu celular, que tinha o mínimo de sinal possível, mas ainda assim com um pouco, e usei sua bússola embutida depois que tentei ligar para a polícia e não consegui. Depois de caminhar por uma hora e meia para o oeste (não sei porque escolhi essa direção), cheguei em uma estrada. E depois de andar mais quarenta e cinco minutos para o Norte, um caminhão parou do meu lado e perguntou para onde eu estava indo. Falei que queria chegar no Daisy's Diner.

Daquele ponto, estava a apenas trinta minutos do restaurante. Parece que, apesar de tudo, tinha tomado o caminho certo. O homem estava quieto e não me fez perguntas, o que apreciei de verdade. Me deixou no Daisy's Diner e se despediu, negando quando ofereci dinheiro para a gasolina, e foi embora. Entrei no meu carro e olhei para o espelho. Tinha um corte na minha testa, alguém tinha feito pontos e cuidado muito bem dele, mas ainda doía como um filho da puta.

Percebi que finalmente o sinal estava cheio no meu celular, então liguei para a polícia. Eles chegaram e eu os levei para onde tinha ficado preso. A primeira coisa que me disseram é que não havia nada em qualquer direção dali por diversos quilômetros. Sem lojas, casas, cabanas, nada. Vasculharam o alçapão em que eu tinha sido colocado, mas as televisões estavam todas quebradas e os fios cortados. Verificaram atrás das TVs, onde suspeitei que houvesse um túnel, mas logo fazia uma curva e acabava por ali. Como se fosse o começo de um túnel que nunca tivera sido terminado. Fizeram mais uma vez um BO, corpo delito, dizendo que eu tinha sido bem cuidado e os pontos eram decentes, não precisavam ser refeitos. No final, me largaram novamente no meu carro no estacionamento do restaurante e falaram que me ligariam com qualquer novidade, e enquanto isso investigariam a área. 

Nesse momento já estava escurecendo, minha cabeça estava me matando a um ponto que não me sentia confortável para passar horas dirigindo, então fui para o único lugar que era perto suficiente e sabia que poderia descansar por um tempo, além de talvez obter respostas. Fui direto para o hotel onde recebera a primeira foto.

Quando desci do carro, espiei pela janela da recepção e vi o mesmo homem que tinha visto anos atrás. Não posso dizer com certeza, mas pareceu para mim que quando me viu, pegou o telefone, disse algumas palavras e desligou. Na época eu achei que estava sendo só um pouco paranoico demais, pois quando entrei ele não deu sinais de que se lembrava de mim. Pareceu genuinamente curioso quando contei sobre as coisas que tinham acontecendo na minha primeira estadia em seu local de trabalho. Depois de um pouco de conversa, fiquei com um quarto para passar a noite, me acomodei e desmaiei de sono antes que pudesse fazer quaisquer medidas de segurança. Por sorte, quando acordei vi que nada tinha acontecido. Quer dizer, até sair do quarto.

Quando passei pela porta vi que todos os quatro pneus do meu carro tinham sido dilacerados. Tudo que pude fazer foi rir, sendo que aquilo era bastante patético comparado com toda a tortura psicológica que eu e minha família aguentamos durante esses anos. Chamei um mecânico local e dentro de uma hora ele já estava lá trocando meus pneus. E então logo eu já estava na estrada, fazendo minhas idas e voltas habituais para não ser seguido.  Cheguei em casa depois de 20 horas dirigindo e reuni toda a família de volta. Tinham permanecido ilesos durante minha ausência.  

Tudo ficou bem por um longo período. Quase um ano, pelo que lembro. Então, em uma noite, acordei com alguém batendo na porta de casa. Peguei a arma do cofre e me aproximei da porta, a qual soava constantemente um "toc toc... toc toc". Desliguei o alarme, abri a porta e vi que havia um pedaço de papel dobrado com uma pedrinha em cima em nosso tapete. Passei por cima da folha e corri para fora, tentando ver quem tinha estado batendo na minha porta. O tempo de demora entre a última batida e eu abrir a porta não tinha sido longo, então ele não podia ter ido longe. Olhei para todos os lados e não vi ninguém. 

Tenho que admitir que não estava pensando direito naquele momento. Mesmo com a adrenalina, ainda estava meio dormindo, então dei meia volta e voltei para a porta de casa. Peguei o papel do chão e entrei em casa. Depois de trancar a porta e religar o alarme, eu abri o papel para ver que desenho era dessa vez. 

Esse desenho em particular era um autorretrato de corpo inteiro que Katie tinha feito. A adição dessa vez era outro homenzinho perseguidor mal desenhado, segurando a mão de minha filha. Katie tinha antes escrito "EU" no topo do desenho, mas agora havia um X por cima da palavra, e ao lado em uma letra grotesca estava escrito "NÓS". Achando que era apenas mais uma tentativa de nos assustar, eu coloquei o desenho no balcão e resolvi ligar para a polícia, mas antes fui dar uma espiada em Katie. 

Subi as escadas até seu quarto e empurrei a porta que sempre ficava encostada. Senti a cor sumir do meu rosto, e aquela sensação familiar do meu coração caindo do peito. Mas dessa vez foi pior. Dessa vez parecia que nunca mais parava de cair. Katie não estava em sua cama, e sua janela estava totalmente aberta, o vento soprando, as cortinas esvoaçando para dentro do quarto. Minha filha tinha sido sequestrada. 


EM BREVE: Minha família vem sendo perseguida há 4 anos (FINAL)


FONTE: NC

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!


14 comentários:

  1. porque ele não decidiu toda a familia reunida quando fossem dormir?Cara burro.

    (Sim,to xingando um personagem de creepy)

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    1. Ja tinha se passado um ano dps do último acontecimento, ele ia dormir junto com os filhos todo dia? Shdidjfnf

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  2. Cada vez mais, odeio esse cara. Ele é muito burro, cara, pelo amor

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  3. Sequestrador chato demais, já está consumindo minha paciência

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  4. Eita divina voltou a postaaar te amo divina❤

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  5. Oi pessoal, por acaso esta parte já foi publicada antes e tá recebendo um repost? Pois eu tenho certeza que já li ela em português. Lembro tudinho.

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    1. Eu acho que a parte 4 acabou com ele sendo pego após levar uma pancada, quando ele saiu atrás da pessoa que estava ao lado do seu carro no restaurante de beira de estrada. Daí eu achei que tinha sido postado tudo, mas só uma parte inicial se repetiu pertencente a parte 4.

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  6. Divina <3

    BTW, esse protagonista é MUITO BURRO AAAAAAAAAAAAAAAA QUE RAIVA

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  7. Esse protagonista eh burro, a políciaeh uma merda mas a história eh boa kkkk

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  8. Olá equipe do Creepypasta BR, queria perguntar uma coisa. Eu sei que vcs não deixam esse tipo de coisa mas, eu posso repostar essa creepy na comunidade Terror Under The Bed, do Amino? Eu quero fazer com que mais pessoas conheçam essa creepy maravilhosa kkk. Eu irei mencionar que a creepy não é de minha autoria, e que foi postado originalmente aqui, deixando o link do blog. Oque vcs acham?

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  9. Me chamem de maluco, mas por um certo ponto comecei a desconfiar que o assassino-perseguidor é o Alex '-' ashdkjhkahdahdja

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  10. Você é um otário , não sabe q eu preciso saber o fim , seu burro

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