29/05/2017

Minha família vem sendo perseguida há 4 anos (FINAL)

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Me perdoem pelo tamanho dessa postagem, mas nos leva até o presente.

No dia 18 de maio de 2015, Katelyn Lorraine Botic foi sequestrada da nossa casa no Colorado. Mesmo na ausência de nosso perseguidor, nunca baixamos a guarda, mesmo que eu e minha esposa compartilhássemos a sensação de que tudo aquilo era algo do passado. Pensamos que estávamos livres. Obviamente, não podíamos estar mais errados. Eu, minha esposa, a polícia e a empresa que instalara nosso sistema de segurança concordamos que o homem, ou homens, esperou até que eu desativasse o alarme, e então entrou pela janela e pegou Katie. Saber disso me fez sentir que tudo era minha culpa. Fiquei completamente devastado.

Foi feito de tudo para encontrarmos o paradeiro de Katie nos dois meses seguintes. Grupos de busca, manchetes nos jornais, apurações e detetives até foram até o Daisy's Diner para interrogar funcionários e os donos do restaurante sobre aquele acidente que parecia tão distante agora, mas nada gerou novas pistas. Minha esposa me culpava; tornou-se muito distante, recusando-se a dormir na mesma cama que eu, e falando comigo só se fosse absolutamente necessário. Nosso filho se grudou a ela, sendo que eu não estava em um bom momento na época. Odeio admitir, mas naquele momento eu estava muito destruído para me importar com isso. A única coisa que estava na minha cabeça era achar minha filha.  

Depois de certo tempo, os esforços foram morrendo. Tínhamos esgotado os recursos que estavam disponíveis no caso de uma criança sequestrada. Tenho vergonha de admitir, mas isso fez com que minha vida ficasse em segundo-plano. Afogava minhas tristezas com Uísque, por mais clichê que isso soe. Quando a próxima carta chegou, eu estava próximo de me tornar apenas uma casca do homem que um dia fora.

Cerca de quatro meses depois do desaparecimento de Katie, recebi uma carta destinada ao "Papai". Assim que vi, comecei a chorar descontroladamente. Na minha mente, ter aquele envelope em mãos já era uma resposta para a pergunta que assolava minha mente desde que ela tinha sumido: minha filha está viva? Rasguei o envelope, e dentro estava um desenho, como achei que estaria. No pedaço de papel dobrado havia uma mensagem de arrepiar: "Estou em casa agora".

Esse era um que eu nunca havia visto antes. Uma paisagem. Haviam diversas árvores no que parecia ser um campo vasto, e no meio havia um desenho da minha filha, porém uma versão menor. O perseguidor tinha mais uma vez se adicionado no desenho, segurando a mão dela, e dessa vez tinha também desenhado um coração acima da cabeça dos dois. Uma raiva pura e descontrolada pulsou nas minhas veias enquanto segurava o desenho, amassando os cantos com meus punhos. A outra parte eu não tenho muita certeza.  No canto da folha havia um celeiro desenhado mal e pela metade, com um X pairando logo acima, e um céu desenhado preguiçosamente. Mesmo que não fosse nada parecido com os desenhos habituais de minha filha, eu sabia que era dela. Ver os dois estilos tão diferentes em uma mesma folha, dava para perceber nitidamente que tinham sido feitos por mãos diferentes.

Então entendi. Minha filha estava tentando me mostrar aonde estava. Ou pelo menos era o que eu havia entendido. Olhei novamente dentro do envelope e encontrei uma carta escrita à mão com a caligrafia do sequestrador.

"Olá novo Papai,

Espero que voce saiba que eu não sou um omem mau ruim eu só realmente gosto dos dezenhos e quero olhalhos o tempo todo. Só queria mesmo que ela foce minha amiga e agora ela pode morar comigo e dezenhar o tempo todo. Prometo que não maxucar ela porque eu não maxuco meus amigos se não eu não ceria um bom amigo. Queremos que voce nos vizite. Se conçeguir nos axar. Não vou te falar agora onde é porque se nao voce viria agora e nao kero que voce leve ela embora agora antes de se acalmar. 

O que estou disendo, senhor, é que agora ela mora aqui mas voce pode nos vizitar se conçeguir nos axar. Mas tem que vir sozinho. Ce traser mais alguem, vou pendurar ela como um cervo antes de mesmo xegar perto." 
                                                             
Mais uma vez, não assinada. Antes de ponderar minhas opções, tomei minha decisão. A polícia não me ajudara em praticamente nada até ali. Apesar da óbvia falta de educação deste homem, eu não estava comprando nenhuma de suas ameaças. Tinha de fazer aquilo sozinho, pela segurança da minha filha. Peguei do cofre a arma que tínhamos, e fui até uma loja comprar munição e alguns carregadores extras.

Enquanto eu preparava minha mochila depois que voltei da loja, minha esposa, em uma rara demonstração de preocupação, perguntou o que eu estava fazendo. Decidi não contar o que estava acontecendo; a única coisa que isso despertaria eram milhares de perguntas que eu não estava afim de responder. Mas ela não é burra, e tenho certeza que entendeu rapidamente do que se tratava, se não de imediato. Dei um beijo na testa do meu filho e mais uma vez parti para o lugar onde tudo havia começado: Daisy's Diner.

Estacionei no terreno basicamente vazio do restaurante. Novamente avistei a mesma garçonete das outras duas vezes. Ela me olhou estranhamente, como se me reconhecesse, mas não lembrava de onde. Não a culpo, fazia muito tempo que eu não ia lá. Me perguntou o que eu queria e pedi uma Pepsi e dois ovos mexidos. Quando trouxe minha bebida, falei que precisava conversar com ela sobre algo que acontecera alguns anos antes. Estava relutante no começo, mas no final concordou.

A relembrei sobre a noite em que meu carro tinha sido assaltado, e não fiquei surpreso por ela ter lembrado. Praticamente implorei para que tentasse identificar o homem desconhecido da noite do incidente. Me falou que mal conseguia lembrar do incidente no geral, quem dirá dos detalhes. 

Perguntei para a mulher algo que na época pareceu ser uma pergunta muito vaga. Queria saber sobre celeiros que existiam ali por perto. Para o meu desânimo, aquele lugar era uma comunidade agrícola. A cidade em que o Daisy's Diner ficava era cercada por quilômetros e quilômetros de acres de plantio. Dei um tiro no escuro quando perguntei para ela se conhecia algum celeiro com um "X" no teto. Me deu um olhar que dizia que sabia de algo, mas negou quaisquer conhecimentos sobre o local. Eu soube na hora que estava mentindo. 

Então comecei minha pesquisa de terreno. Dirigi por horas sem parar. Por todas estradas de chão, todas ruas dos bairros, todas avenidas. O crepúsculo já aparecia quando cruzei com algo que talvez pudesse me dar uma pista na direção certa. Passei por um portão que tinha uma placa escrita "Fazendas BiolXy", com o X bem maior do que o resto das letras. Como não havia jeito de passar por lá com meu carro, estacionei em uma pequena clareia próxima e me aventurei a pé, com minha arma em punho, para atravessar aquele portão que deus sabe aonde me levaria. Para referências, ficava mais ou menos a 20 minutos de carro no caminho contrário do restaurante, perto de onde eu tinha ficado junto com as televisões. Devo ter passado umas três vezes por ali antes e não percebi por causa da escuridão, só avistei quando os primeiros raios de sol começaram a banhar aquelas terras solitárias.

Andei pela estrada de terra até que vi três construções na distância. De prontidão, mesmo sendo bem longe, eu já podia distinguir levemente uma enorme estrutura com um "X" no teto. Sabia que estava no lugar certo. Talvez houvessem milhares de fazendas com "X" em seus telhados, mas, de alguma forma, eu sabia que estava no lugar certo. Vamos chamar isso de "intuição paterna".

Faltavam mais ou menos uns trezentos metros para eu chegar até elas e, enquanto me aproximava, vi outras duas estruturas. Quanto mais próximo chegava, melhor conseguia ver para onde estava indo. Comecei a dar a volta, tentando entrar por algum lugar de onde eu não seria visto de imediato. Eu queria entrar por trás. Quando me aproximei o suficiente para ver melhor, vi uma casa de fazenda, um celeiro (no qual era a estrutura que carregava o X no teto) e o que parecia ser uma garagem adjacente. Pensei no desenho de Katie. Sendo que havia desenhado o celeiro, devia estar sendo mantida em cativeiro em algum dos outros dois prédios, então decidi checar esses primeiros.

Eu me certifiquei de manter uma longa distância entre eu e a área que as estruturas estavam. Andei por entre a grama alta, corri por pequenas aberturas e entrei em um milharal que me deixava atrás dos prédios. Vigiei por um tempo, e não vi nenhuma movimentação em nenhum dos três. Entretanto, o que vi foi uma caminhonete velha e acabada estacionada perto da garagem.

Tirei a trava de segurança da minha arma, e fui em frente. Tentei ser o mais silencioso possível enquanto eu atravessava de um caminho para outro dentro da plantação de milho. O que devia ter levado poucos minutos se tornaram por volta dos vinte minutos até conseguir me aproximar da clareira. Ficava a mais ou menos uns cinco metros da porta de trás da casa, que estava aberta. Fiquei parado ali alguns minutos, tentando descobrir onde poderia estar alguém. Ainda bem que eu esperei, pois foi aí que vi o cara que sequestrou minha filha.

Todos aqueles anos antes, enquanto jantávamos no Daisy's Diner, um homem veio até nós e perguntou se éramos donos do Hyundai estacionado do lado de fora, e que o mesmo tinha sido arrombado. O homem que nos falou isso era quem estava nos perseguindo. Vasculhando na minha memória, consegui lembrar vagamente que ele carregava uma mochila. Se eu fosse um homem de apostas, diria que o portfólio da minha filha estava lá dentro enquanto agradecíamos por ele nos avisar. Fiquei enjoado. Foi a única pessoa que nem sequer considerei como um suspeito. Dadas as circunstâncias, eu não tinha registrado a voz estranha do homem na minha cabeça. Pensando agora, se tivesse prestado um pouquinho mais de atenção em sua voz, teria descoberto que era ele desde o início. Meus olhos se encheram de lágrimas, mas respirei fundo e me recompus. O homem saiu pela porta aberta e foi em direção da garagem. Quando entrou, foi minha chance. 

Corri pela grama baixa e disparei pelas escadas da casa. Eu ainda não fazia ideia se tinha alguém lá, mas também não ligava. Estava cego pela determinação. Pensando rápido, corri em direção de uma porta que esperava ser do porão. Na minha cabeça, os vídeos pareciam ser gravados em um porão. Fechei a porta atrás de mim e desci as escadas na escuridão, que rangia absurdamente alto a cada passo que eu dava. Cheguei ao solo e usei a lanterna do meu celular para me encontrar. Haviam animais mortos no chão em um certo padrão que não me importei em identificar. Então direcionei a luz para as paredes. Tirando alguns espaços entre as folhas, as paredes estavam totalmente cobertas pelos desenhos que minha filha fizera. Me deu vontade de vomitar, mas se ainda tinha alguma dúvida de que estava no lugar certo, não tinha mais.

Caminhei por volta dos coelhos, gatos, cachorros, hamsters e ratos mortos (haviam pelo menos uns 100 animais mortos ali, e o fedor era absolutamente... mortífero), e fui para outra sala adjacente. Obviamente, era aonde os vídeos haviam sido filmados. O lençol estava pendurado no teto e arrastando no chão, manchas de sangue ainda respingados na parte debaixo. Agora que tinha absoluta certeza que estava no lugar certo, decidi parar fazer meu passeio turístico e iria vasculhar cada canto daquele pedaço de inferno até encontrar Katie. Foi aí que ouvi a porta se abrindo no andar de cima. 

Fiquei parado totalmente em silêncio enquanto o chão rangia sobre minha cabeça, dando o meu melhor para não vomitar com o cheiro pútrido que me cercava. O caminhar lá em cima parou por alguns segundos, depois fez a volta e saiu para a rua mais uma vez. Chequei o resto do porão, mas ela não estava lá. Rapidamente subi as escadas e entrei na cozinha, depois passando para a sala de estar, que não era nada mais que um poço de acumulação.  Havia lixo cobrindo todo o chão. O que um dia poderia ter sido um sofá, agora estava coberto de embalagens de tele entrega com milhões de larvas e latas vazias de cerveja e refrigerante. Na minha esquerda ficava uma escada que levava para o segundo andar, onde avistei algo muitíssimo perturbador.

Haviam fotos na parede ao lado da escada, e essas fotos eram de pessoas bastante familiares. A garçonete do Daisy's Diner de mãos dadas com o homem que cuidava do hotel. Na outra moldura ao lado, estava o homem que sequestrara minha filha, e mais ao lado os policiais que me atenderam quando procurei ajuda na cidade. Finalmente, havia também uma foto do homem que me dera carona até o Daisy's Diner depois que saíra do buraco no meio da floresta. Era como se todos soubessem. Todos nessa cidade sabiam o que estava acontecendo e estavam envolvidos. Quando eu terminasse ali entraria em contato com o FBI e faria todos caírem aos pedaços. Saí de meus devaneios e subi.

Tudo que encontrei por lá foi mais lixo cobrindo tudo. Haviam dois quartos do lado esquerdo e um no direito no final do corredor. De frente para o topo da escada tinha um banheiro, que parecia mais com uma boca de esgoto. Mijo e merda cobriam o chão e vaso sanitário, toalhas molhadas e roupas cobriam o resto. Andei pelo corredor e espiei no primeiro quarto a esquerda, que não tinha nada além de lixo. No segundo, apenas um colchão solitário. Era velho e machado com só Deus sabe o que. O quarto na direita também não tinha nada de interessante, exceto que, quando estava o checando, ouvi a porta se fechando lá embaixo. Entrei e fechei suavemente a porta. Ouvi passos subindo as escadas e atravessando o corredor. Minha primeira reação foi sair pela janela, então eu o fiz. O mais rápido que pude, sai para o telhado. Fiquei ali por alguns minutos, e então vi o homem ir de novo para a garagem. Tive a sensação que era lá que minha filha estava. Engatinhei pelas telhas e consegui descer para a grama com a ajuda de uma treliça. Corri para a garagem e espiei por uma janela na parte de trás. Era como se fosse um estúdio de arte. O homem estava sentado de frente para uma escrivaninha, desenhando.

Enquanto eu o observava, ele parou. Sem tirar os olhos da folha em que desenhava, ele esticou a mão para o chão à sua esquerda e pegou uma máscara de plástico que tinha vários desenhos aleatórios, e colocou sobre o rosto. De repente, ele virou o rosto na minha direção. Tudo que pude ouvir foi uma voz alta, aguda e infantilizada gritando "PAPAI!", depois se levantando e correndo para a porta da frente da garagem. Dei a volta correndo e o vi correndo para o celeiro. Acelerei o máximo que pude, disparei a arma duas vezes mas errei ambos tiros.

Ele correu pelo celeiro e eu o segui. A única luz lá dentro era dos raios de sol que entravam pelos buracos do teto. Era, no geral, uma área bem ampla, com uma pequena salinha no canto mais distante, e uma escada de madeira que levava para o deck de madeira na parte de cima e algumas vigas adjacentes. O solo estava coberto por uma fina camada de feno e algumas manchas de óleo. Na parte do fundo tinha alguns fardos de feno. 

A voz imatura do homem preencheu o ar do celeiro. "Está vendo, Katie? Ele finalmente veio nos visitar! Aposto que ele quer ver os novos desenhos que você fez!"

"Cadê ela?!" Gritei.

"Está perto!" Disse, dando uma risadinha incontrolável.

Esperava que o homem estivesse nas vigas, então corri pelo chão do celeiro em direção à área bloqueada no canto mais distante. No último momento possível, em minha visão periférica, eu o vi. Me atacou pelo lado esquerdo. Estava se escondendo atrás dos fardos. O que aconteceu a seguir não foi uma luta longa e difícil. Não deixei minha arma cair quando ele veio para cima de mim. Então, se era isso que você estava esperando, foi mal. A vida real não é como nos filmes. 

Ele me jogou no chão, lutamos por uns dois segundos e então, quando ele ficou por cima de mim, pressionei a arma contra a sua garganta e apertei o gatilho, fazendo um buraco que atravessou seu pescoço. Isso fez o sangue voar por todos os lados e me banhar.

Ele lutou para respirar por alguns segundos antes que seu corpo sem vida caísse por cima de mim. Joguei-o para o lado e corri para a salinha no canto. Estava trancada com um enorme cadeado. Um tiro resolveu o caso. Abri a porta com tudo e vi que estava vazio. Meu coração mais uma vez despencou. Entrei no aposento e instantaneamente senti o chão diferente, oco. Chutei o feno para o lado e vi que havia um alçapão. Abri e encontrei minha filha inconsciente lá dentro, com as mãos e pés atados, com uma fita envolta da sua cabeça segurando uma meia dentro de sua boca.

Em lágrimas, eu a peguei no colo e a soltei de suas amarras. Levei-a para rua e comecei a ligar para a polícia, até que lembrei que os policias dali conheciam o homem que tinha feito aquilo, e era amigos ou familiares dele. Resumindo a história, minha filha recuperou a consciência. Soluçava incontrolavelmente enquanto eu a segurava em meus braços. Fomos até o carro e depois partimos. Fomos até a cidade mais próxima, onde entrei em contato com a polícia. Contei tudo que havia acontecido e chegaram brevemente. Levei-os até a fazenda BiloXy, onde evidenciaram tudo como prova.  

No que achei ser o fim, eles prenderam a garçonete do Daisy's Diner e o cara do hotel. Descobrimos que os dois eram casados e o cara que sequestrara minha filha era filho deles. Alguns meses depois fiquei sabendo também que o marido ficou contra a esposa no tribunal, revelando que ela e o filho tinham tido uma filha juntos, era a menina do vídeo. Os policiais que estavam na fotografia também foram investigados e presos por vários crimes que cometeram relacionados à sua família. Aparentemente essa foi a primeira coisa de grande magnitude que eles se envolveram tinha feito, mas já eram suspeitos de numerosos roubos e ataques a locais na área, mas a polícia sempre encobria. A única coisa que não conseguiram encontrar na cena do crime, foi o portfólio da minha filha. 

A única informação que Katie conseguia dar sobre seu sequestrador era que ele sempre estava usando máscaras diferentes. Quando perguntaram se eram várias pessoas que tinham a sequestrado, falou que sempre via só um. Aparentemente, ele a forçava a ir para a garagem, onde tinha montado um estúdio de arte, e a fazia ficar desenhando sem parar por horas. Todos os dias. Nada mais que isso. Graças a Deus, não haviam evidências de abuso sexual ou físico. Quando o homem, que descobri que se chamava "Atol", percebeu que eu estava na fazenda, foi até a garagem, levou-a até o celeiro, amarrou-a, desmaiou-a, e colocou-a debaixo das tábuas do quartinho.  

Além do mais, aquela área debaixo do alçapão era um túnel, algo que não notei de princípio quando tirei Katie de lá. Esses túneis se espalhavam por baixo de toda a fazenda BiloXy, e ia muito, muito além. Se conectava com o lugar onde eu tinha sido colocado depois de me desmaiarem no estacionamento do Daisy's Diner. Entretanto, como esse tinha colapsado, não puderam perceber todo o sistema complexo de túneis. 

Voltei para casa com Katie para minha esposa e filho em êxtase. Nossa família estava finalmente junta de novo, e as pessoas que haviam feito aquilo estavam ou mortas ou na prisão indefinidamente. Tudo estava bem, quieto e finalizado por pelo menos um ano. Nossa família voltou para os trilhos. Conseguimos fazer com que Katie voltasse à sua vida normal, e obtivemos ajuda profissional para ela superar seus traumas, algo que estava indo muito bem até semana passada, quando um envelope sem nada escrito apareceu no balcão de nossa cozinha quando voltamos de uma tarde no museu. 


Dentro havia um desenho que havia sido claramente desenhado por minha filha. Era o retrato de um homem com uma máscara cheia de desenhos variados. Pude ver que o que tinha sido adicionado nesse desenho era uma faca na mão do homem, feita porcamente, com um lápis de carvão. Acima da imagem havia algo escrita em um garrancho: "AGORA VOSE ME DEICHOU MUINTO BRABO"

FIM
FONTE Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!


21 comentários:

  1. O que me deixa curiosa é, quem mandou a mensagem final? E no fim, esse cara era realmente um psicopata (gatos, cachorros mortos em sua casa) ou era apenas um louco desvairado? 10/10

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    1. Se eu não me engano tem mais uma pessoa a aquele acusou primeiro

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  2. Comecei a historia achando muito legal, mas depois acabou enrolando tanto que chegou a ser irritante de ler
    6/10

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  3. Pena que acabou :(
    Final maravilhoso e que de feliz não tem nada kkkkk
    Agora falta vermos o final de Runners

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  4. Seria uma creepy boa, não fosse o final "O psicopata nunca morre e sempre volta", blablabla, parece filme do Jason misturada com Creepy do Jeff the Killer, já não bastassem os clichês "o vilão sempre está dois passos à frente e sabe de tudo" bem ao estilo Os Sete Crimes Capitais. Tirassem essa mensagem o final ficaria bom.

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    1. Ai mds amo essas pessoas q tbm odeiam detalhes clichés. Realmente!

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  5. Final com uma brechinha pra continuação

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  6. Podia ter sido ele mesmo então, se fosse pra colocar final clichê... Construção muito boa, final mais ou menos...

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  7. Achei a creepy cansativa. O protagonista era muito burro e na maioria das outras partes era crime ocorre nada acontece feijoada.
    O final que era pra ser muito foda acabou deixando a desejar.

    Ainda assim foi boa, obrigada Divina.

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  8. Eu gostei da creepy. Achei talvez meio cansativa, mas o final compensou bastante...não achei fraco, de fato eu até gostei de não ter um fim concreto. Acho que sou uma pessoa perturbada.

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  9. O pessoal anda com preguiça de ler, por isso hj em dia as creepypastas estão vindo até sem título...

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  10. creepy massa pra um final tão b*sta

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  11. Gostei da creppy, e do final também, apesar de ser desanimador pensar que depois de tudo o que passaram, ainda tem um maluco solto, pronto para atormentar a vida deles novamente. (Provavelmente um irmão deficiente mental de quem ninguém além dos pais e demais parentes tem conhecimento da existência) a princípio cheguei a pensar que o personagem tinha personalidade dupla, como no filme Amigo oculto, mas depois vi que as características não batiam, daí continuei acompanhando, e devo admitir que em alguns momentos deu foi raiva do personagem, apesar de compreender um pouco o lado dele, se fosse eu, teria me mudado pra bem longe, mas enfim...é apenas um conto de ficção, com um final meio clichê. (Mas muito bem escrito diga-se de passagem.

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  12. Gostei da creppy, e do final também, apesar de ser desanimador pensar que depois de tudo o que passaram, ainda tem um maluco solto, pronto para atormentar a vida deles novamente. (Provavelmente um irmão deficiente mental de quem ninguém além dos pais e demais parentes tem conhecimento da existência) a princípio cheguei a pensar que o personagem tinha personalidade dupla, como no filme Amigo oculto, mas depois vi que as características não batiam, daí continuei acompanhando, e devo admitir que em alguns momentos deu foi raiva do personagem, apesar de compreender um pouco o lado dele, se fosse eu, teria me mudado pra bem longe, mas enfim...é apenas um conto de ficção, com um final meio clichê. (Mas muito bem escrito diga-se de passagem.

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  13. Então no fim das contas, eu suspeitei bem...realmente era relacionado ao povo do restaurantezinho. A leitura ficou um povo cansativa no decorrer da história, mas no geral eu gostei

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  14. Não se falou mais sobre o motorista do caminhão que também estava nas fotos, já temos um novo suspeito

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  15. Eu achei um pouco parecido com Scream (amo essa série),por isso amei a Creepy <3

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  16. Nossa cara continua faz o fim verdadeiro

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