08/06/2017

Sou jurado de um caso muito estranho (PARTE 1)

Olá meus queridos creepers! Tia Divina trazendo mais uma série para vocês, dessa vez uma menorzinha, com quatro partes. Comenta aí em baixo se você acha que essa série tem potencial para ser tão boa quanto as outras! 
***

Deixe-me começar já dizendo que não revelarei os nomes reais ou locais aqui, pois isso seria ilegal. É ilegal discutir um caso fora da corte onde você está de júri, ainda mais postar em um lugar público na internet. Bem, dito isso, vamos em frente.  

Fui chamado para dever de júri, que começou a duas semanas. Fui para o tribunal, fiz as entrevistas, e alguns dias depois recebi uma ligação dizendo que havia sido selecionado. O julgamento começou na quarta-feira. 

Além disso, desde que o julgamento começou, coisas estranhas têm acontecido não só comigo, mas com outros membros do júri também. 

O Caso

Um homem chamado John Willis está sendo julgado. Está sendo acusado do assassinato brutal de sua esposa e irmã. John tem 32 anos, graduado pela Universidade Estatual da Pensilvânia, e se mudou para nossa cidade por causa de um emprego como engenheiro ambiental. 
Isso tudo não soa muito estranho quando dito em voz alta. Mas como dizem, o diabo está nos detalhes. Eu posso apenas descrever as fotos da cena do crime, porque obviamente eu não tenho cópia das mesmas.

Foto da cena do crime #1

A primeira foto é facilmente a mais horrenda das três que apresentaram no telão. Mostrava a irmã de John, Erica. Ela está terrivelmente espancada e ensanguentada. Mas o que se destaca na foto, na verdade, é aonde ela está. No corredor da casa de John Willis, onde o crime aconteceu, parece que alguém arrancou todo o engessamento das paredes. Então o suporte da parede foi quebrado em dois lugares: uma vez na ponta, formando uma extremidade pontiaguda e dentada e outra no meio, fazendo com que a ponta se posicionasse a 90º para frente. Erica está empalada nessas ripas quebradas a mais de um metro do chão; tão alto que sua cabeça encostaria no teto se estivesse em posição vertical. Era muito perturbador de se ver. 

Foto da cena do crime #2

Essa foto retratava sua falecida esposa, Jessica. Quer dizer, mais ou menos. O que aconteceu com Jessica é possivelmente pior do que com Erica, pondo tudo em consideração. O corpo de Jessica está dobrado dentro de uma mala. Uma mala pequena. Pequena do tipo aquelas que você pode levar consigo dentro do avião. Pelo o que eu podia ver, todos seus ossos tinham sido quebrados de suas juntas, o que significa que tinham sido manualmente quebrados com uma força absurda. Seus dedos das mãos, dos pés, braços, pernas, costelas, tudo estava quebrado, mas sem rasgar a pele. 

Ela estava dobrada de tal maneira que as solas de seus pés mutilados estavam niveladas com as orelhas, e seus braços estavam dobrados para trás na parte do cotovelo, então suas palmas estavam tocando seus ombros. Dava ânsia só de olhar. 

Foto da cena do crime #3

Não era só uma foto, mas várias. Mostrava as condições da casa de onde os corpos foram retirados. Marcadores de evidências tomavam conta do chão e paredes, mas o que era mais evidente era um tipo de substância, não consigo descrevê-la propriamente. Era como pó de giz, mas preto. Totalmente preto. Estava por toda a casa. Dentro e fora. Ainda não revelaram no tribunal o que é. 

O conjunto de fotos basicamente mostra a casa sangrenta, o corredor onde ficavam as portas fechadas para os dois quartos e escritório, um banheiro aberto e outro fechado, e as duas entradas para o sótão. Quando essas fotos foram reveladas, me lembro claramente dos olhos de John se arregalando de preocupação, e o mesmo sussurrando algo para seu advogado. 

John Willis

Como já disse, John Willis é um homem de 32 anos, graduado pela Universidade Estadual da Pensilvânia, e é engenheiro ambiental. Ele é um cara pequeno, por volta do 1,70 e talvez uns 60 quilos. Para mim, não parece alguém que eu classificaria como intimidador. 

Ele nasceu aqui, e foi para a Pensilvânia para se graduar. Depois ele se mudou novamente para cá quando tinha 24 anos, conheceu sua esposa pouco tempo depois. Se casaram oito meses após se conhecerem. 

Ele sempre foi muito próximo de sua irmã, principalmente depois que o pai dos dois faleceu quando tinha 20 anos (a mãe havia falecido devido ao câncer quando eram novos). Eles ficaram ainda mais próximos depois do falecimento dos pais; ele até deixou que Erica morasse com ele e sua esposa no primeiro ano de seu casamento (depois ela conseguiu comprar um lugar só para ela). 

No geral, John parecia ser um homem relativamente tímido. Nunca tinha sido acusado de um outro crime antes deste, os únicos problemas que tinha tido com a lei antes foram duas multas, uma por estacionar em local indevido e outro por exceder o limite de velocidade.


Começou como um caso de tribunal qualquer. A defesa e a acusação fizeram seus discursos de abertura, blá blá blá. Depois, foi apresentada uma visão geral de todos os eventos que levaram a descoberta dos corpos. 

A noite do crime
Por volta das 20h30, John Willis ligou para a polícia e informando que sua irmã estava morta e a esposa desaparecida. Eles apresentaram a gravação da ligação que ele fez, John parecia genuinamente apavorado. O problema é que John disse que, durante todo esse tempo ele estava em casa, sentado em seu escritório, trabalhando. Ele não ouviu nada. Disse que só quando foi ir ao banheiro que encontrou sua irmã empalada no corredor. 

A polícia foi até o local, e depois de evacuar o local, os detetives andaram pela residência procurando por evidências, e então encontraram essa maleta de mão que estava com o zíper quase todo fechado, exceto por uma pequena abertura no final. Dentro da mala, encontraram o corpo de Jessica Willis grotescamente retorcido. 

Quando não encontraram evidências de arrombamento, e nada que pudesse provar que alguém de fora tivesse entrado na residência, deram voz de prisão para John.


Nesse momento, fomos dispensados pelo dia. Mas naquela noite, coisas estranhas começaram a acontecer. 

Primeira noite

Cheguei em casa por volta das 19h30. Assim que coloquei os pés para fora do carro, tive uma sensação estranha, aquele clichê de toda história de terror, parecia que eu estava sendo observado. Olhei em volta e não vi nada. Entrei em casa para começar a preparar algo para jantar e todas minhas luzes piscaram, depois desligaram. Mas até as luzes da rua tinha se apagado. Era como se eu tivesse ficado cego. Andei para lá e para cá na escuridão, tentando encontrar meu celular para ligar para a emergência, achando que tinha algo de errado comigo, com minha visão. 

De repente, a luz invadiu meus olhos. Era basicamente o oposto de segundo atrás. Meus olhos se ajustaram lentamente e tudo estava normal de novo. A única coisa diferente na minha casa é que em cima da mesa da sala, encontrava-se um pó negro. 


No dia seguinte eu fui para o tribunal e pude ver nos rostos de outros jurados um misto de medo e confusão. Havia uma mulher, Jackie, que parecia particularmente desgrenhada. Perguntei se estava tudo bem com ela, e então me contou o que havia ocorrido na noite anterior. 

Primeira noite de Jackie 

Jackie estava em sua cama, quase adormecendo, quando ouviu a porta de seu quarto ranger como se estivesse sendo aberta. Achando que fosse seu gato, apenas ignorou o som. Então ouviu ela rangendo como se estivesse sendo fechada. Se sentou na cama e espiou para a porta. Sentiu como se algo estivesse no quarto com ela, mas não conseguia ver nada. Seu gato não estava no quarto, e ela mora sozinha. Então ouviu um respirar. Respiração profunda, gutural, mas como se alguém estivesse tentando disfarçá-la. Ela ficou deitada encolhida em sua cama, com mais medo do que já tivera em toda sua vida. 

Ela sentiu uma pressão em cima das cobertas no pé da cama. Fechou os olhos e se preparou para o pior. Disse que, depois do que pareceu uma eternidade, ouviu a porta abrir novamente. Abriu os olhos e a sensação de mais alguém no quarto tinha sumido. Suas cobertas tinham sido puxadas quase toda para fora da cama. Ficou acordada, sentada em sua cama, até amanhecer. Quando se levantou, percebeu que na maçaneta da porta havia "um pó preto parecido com os das fotos da cena do crime".



Naquele dia o tribunal foi adiado até a segunda-feira seguinte por razões não mencionadas. Nada aconteceu comigo até agora, mas está anoitecendo, então veremos. Trarei mais informações depois do tribunal na segunda. 

***

EM BREVE: "Sou jurado de um caso muito estranho (PARTE 2)"

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

FONTE: NICKBOTIC


28 comentários:

  1. Sou muito ansioso. Vou ler no reddit ...

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    1. Pensei o mesmo hahah passa link passa link 'pureiboi' 😂😂

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    2. Olha no Reddit, no fórum No Sleep

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  2. parece ser MUITO boa, ansiosa pela próxima parte. quando ele começou a contar a parte da Jackie fiquei um pouco amedrontada. KKKKKKKKKK

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  3. Parece ser uma otima série. Ancioso para a parte 2

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  4. Essas creepypasta são melhores que filmes de terror.

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  5. Vocês poderiam traduzir alguns contos do canal Mr. Nightmare, eles são curtos, mas alguns são bons

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  6. Tem potencial essa ai. Continua quando puder Divina, agradecemos seu esforço!

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  7. Pelo jeito vai ser ótima. O meu problema com séries é que demora muito sair as outras partes e sou extremamente ansiosa hahaha . Aguardando a parte 2 !!!

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  8. aaaaa mdss terminar de ler essa creepy foi como ingerir ansiedade, quero mais

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  9. Parece maravilhosa, curto muito essas séries

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  10. Muito boa a série
    #QueroContinuação

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  11. PFVRR DIVIINAA, DÊ PRIORIDADE TOTAL A ESSA SÉRIE <3 <3

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  12. Continua plzzzzzz tá muito bom 100/10

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  13. Continua plzzzzzz tá muito bom 100/10

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  14. nossaaaa, perfeeeeito 😍😍

    essa vai ser boaa, CONTINUAAA

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  15. essa é muito boa, divina eu te amo

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