14/06/2017

Sou jurado de um caso muito estranho (PARTE 3)

Gente, por causa do feriado (fico sem PC pra traduzir), acho que trago a última parte sábado ou no mais tardar segunda-feira! Prometo! <3 

PARTE 1 - PARTE 2
Ontem depois do tribunal, vim direto para casa e escrevi tudo que aconteceu desde meu post anterior. Acho que é melhor deixar tudo datado, só em caso de algo acontecer. Pelo menos assim, vocês vão saber melhor o que está ocorrendo e talvez me aconselhar melhor. 

Bem, como já disse, voltei ontem para casa e postei as atualizações de ontem, e não muito depois disso, recebi uma ligação de Lisandra (os jurados que estavam sendo afetados trocaram números de telefone). Me contou que enquanto ia dirigindo para casa, foi seguida por algo. Não era outro carro ou pessoa, mas sim, diz ela, "algo que estava sempre somente na minha visão periférica"; como se visse sempre no canto do olho, e quando virava a cabeça, já havia sumido.

Depois que voltou para casa, onde havia pedido para seu marido parafusar a porta do sótão, e se sentou na sala. Quando a coisa voltou para sua visão periférica, ela não virou a cabeça para fitá-lo, apenas continuou olhando para frente. Falou que a coisa foi se aproximando de cabeça baixa aos poucos no curso de dois minutos. Ficou muito próximo de seu rosto, tipo uns 20 centímetros, e olhou para cima. Vou usar as exatas palavras que Lisandra me disse, pois estas ficaram comigo para o resto da minha (esperamos que longa e sossegada) vida:

"Era o rosto do puro mal. Era a raiva, o ódio e a malícia encarnada."

De acordo com Lisandra, haviam buracos onde os olhos deviam estar, e uma pele apodrecida que caia aos pedaços de seu rosto. Tinha dentes que pareciam ir em várias fileiras até sua garganta, não afiados, mas quebrados, como quando você parte uma madeira ao meio e fica com várias pontas dentadas. Enquanto ele se aproximava, um pavor a consumiu. Quando não conseguia mais aguentar, se virou para olhá-lo, e já tinha sumido.

Decidi levar em conta o conselho de várias pessoas que comentaram no fórum onde postei anteriormente e fui passar a noite em um hotel. Arrumei minhas coisas em uma mochila e sai de casa. Enquanto trancava a porta, ouvi algo se arrastando lá dentro. Andei até a janela e espiei. O pó preto estava POR TUDO. Não estava lá no segundo anterior; mas agora estava por toda a sala, em cima da televisão, nas partes da mesa de jantar que eu conseguia ver, no chão do corredor também, nas paredes e até no teto. Entrei no meu carro e vazei de lá. 





O pesadelo

No hotel, na verdade, foi tudo bem. Nada aconteceu fisicamente comigo, mas tive o pesadelo mais aterrorizante e vívido da minha vida. 

No sonho, estou em casa, e vou para o sótão. Sinto que não quero ir, mas algo está me obrigando a fazer isso. Abro a porta e olho para cima; posso ouvir uma respiração vindo lá. Estico o braço e solto a escada, fazendo com que um pó preto caia no chão do corredor. Olho novamente lá para cima, na escuridão do meu sótão, vejo duas manchas que são ainda mais escuras do que só a não-iluminação, se é que isso faz sentido. Encaro esses pontos negros naquele breu total e começo a subir. 

De repente, algo me agarra por trás e estou sendo balançado como um pêndulo na horizontal da escada até a parede do corredor, que no caso está com as madeiras quebradas. Sou empalado, mas fico vivo. Depois, algo que não consigo ver me tira da parede, começa a quebrar todos os meus ossos um por um e logo me coloca dentro de uma maleta. Então, ouço as palavras "vá, suba", e me acordo de um sobressalto. 

Bem, todos sabemos o significado desse sonho. É uma reconstituição do assassinato do qual sou júri. E tenho quase certeza do que o "vá, suba" possa significar. Provavelmente é para eu ir no sótão. Como um grande otário. Não, muito obrigado. 



Fui para a corte hoje de manhã, e quando estava indo embora, andando pelo corredor, notei um pequeno amontoado de pó preto na frente de um armário de serviço. Não parei para descobrir o motivo de estar lá. 
Hoje de manhã, Trinette e Lisandra foram até o juiz e contaram sobre as coisas que estão acontecendo conosco. Disseram que o juiz meio que jogou tudo para baixo do tapete, dizendo que a conexão entre o pó e o caso era provavelmente irrelevante, mas que poderíamos falar mais sobre isso no final do dia. 

Bom, deixe-me falar um pouco sobre o tribunal. Hoje os detetives testemunharam, assim como os policiais que foram os primeiros a chegar na cena do crime e depois o médico legista. E, finalmente, o próprio John Willis. 

Detetive Allen Potts

Detetive Potts foi atribuído a esse caso, e testemunhou que não conseguia ver outra explicação além de que John Willis era o assassino. Ligando o fato de que sua esposa estava o traindo, e que sua irmã iria dar notícias potencialmente tristes, havia motivo e oportunidade. Disse que parecia um crime passional, tirando as ripas de madeira quebradas no corredor. Não tinham como provar quando aquilo tinha sido feito. 

Mas haviam duas coisas que não faziam sentido para ele. Um era o pó preto espalhado por toda a residência. A outra é que John era um homem pequeno e mirrado. Não parece com alguém que teria a capacidade de quebrar todos os ossos da esposa tão precisamente que a faria caber dentro de uma maleta, e também não teria o conhecimento médico de como fazer aquilo. Entretanto, dito isso, aparências podem enganar, e não podemos provar que ele não tenha esse conhecimento. Mas seguindo essa linha de pensamento, também não parecia com alguém que pudesse levantar a própria irmã a quase dois metros de altura e empala-la. 

Falou que, apesar destas inconsistências, acreditava fielmente que John Willis era o culpado. 

Policial Joanna Presley

A policial Presley e seu parceiro Nathaniel Danwright foram os responsáveis pelo chamado de Willis. Ela relatou que chegou na cena do crime e viu John sentado na frente de casa, com sangue em suas roupas. Não totalmente coberto de sangue, mas uma quantia significativa. Parecia extremamente perturbado, seu comportamento não coincidia com o de alguém que havia acabado de cometer um duplo assassinato. 

Ele se recusava a entrar novamente na casa, e repetia várias vezes para que não entrassem no sótão, falou isso várias e várias vezes. Também falou "Está observando-o e conseguiu o que queria" diversas vezes. Em seu depoimento inicial, John relatava que "ele desceu do sótão. Assim como eu sabia que faria. Quebrou minhas paredes de uma vez só e jogou minha irmã lá. Então enrolou sua capa ao redor de minha esposa e quando retirou, ela era apenas uma pilha do que um dia fora um ser humano. Havia uma maleta ali perto já, então ele a enfiou lá dentro e fechou." 

Mais tarde ele voltou atrás no seu depoimento, dizendo que não tinha realmente visto o que acontecera com ela, e que foi por isso que não contou para os policiais sobre a maleta, deixando-os encontrá-la sozinha. Bem clichê, eu sei. 

Médico Patologista Chefe Glenn Louf

Glenn Louf fez as autópsias dos corpos. Apesar das aparências, as vítimas não morreram como achavam que haviam morrido. As duas sufocaram. Isso significa que Erica ainda ficou viva um tempo enquanto empalada na parede, e Jessica durante o processo de ter todos seus ossos quebrados. 

O pó preto coletado na cena do crime também se encontrava nos pulmões de ambas, e o resto de seus órgãos vitais mostravam sinais de queimado, algo que ele nunca havia visto fora de um caso de morte causada por fogo. 

O pó preto foi testado, e nenhuma combinação achada. Não tem qualidades terrestres. Os cientistas que foram envolvidos no caso nunca haviam visto nada parecido com aquilo em todas suas carreiras. Muito menos eu. 

E então, finalmente, a única pessoa que sabe realmente o que aconteceu, o próprio John Willis. 


Testemunho do Réu John Willis

John Willis começou seu depoimento dizendo que não era louco. Insistiu dizendo que o que estava prestes a contar era a verdade de Deus. 

Por pelo menos dois meses antes dos assassinatos, ele estava tendo experiências estranhas em sua casa. As vezes tudo ficava estranhamente gelado em momentos estranhos, as coisas mudavam de lugar, encontrava um pó preto espalhado em todo canto e estava convencido que alguém estava morando em seu sótão. Tentou ajuda com um investigador paranormal, mas não conseguiu que um fosse lá em tempo. 

Disse que uma criatura veio em seus sonhos e disse que o queria. Que era só o que ele queria, pois John era especial. Ele não podia simplesmente levá-lo. Precisava oferecer-se, ou levaria alguém que John amava. Disse que nunca se ofereceu, e por isso a coisa pegou sua esposa. Ele acha que a coisa pegou sua irmã por ser oportunista; ela nunca fora um alvo. 
Falou que sua esposa tinha planos de ir embora naquela noite, pois tinham tido uma briga pesada sobre o relacionamento dela com outro homem, então pegou uma maleta do sótão, quase tropeçando e caindo enquanto descia as escadas, dando um gritinho. Contou que nesse momento estava sentado na sala de estar, conversando com sua irmã sobre seus problemas com Jessica, quando Erica se levantou para ver o que tinha acontecido. John a seguiu, e foi aí que tudo aconteceu. 

A coisa desceu do sótão; enquanto descendia as escadas, o gesso ia se desprendendo das paredes e as madeiras iam se dobrando para baixo e quebrando em cima. Se virou e esticou o braço, pegando Erica do chão e a atirando impetuosamente contra as madeiras. Então, se virou em direção de Jessica, envolvendo-a com sua capa. Ficou com ela lá por uns dez segundos, então a soltou e ela era apelas uma pilha de pele e ossos quebrados. Então deslizou até a maleta, abriu, colocou Jessica perfeitamente lá dentro, fechou o quase todo o zíper. Depois disso, voltou para o sótão. 

John falou que amava sua esposa não importava o que fosse e ainda não tinha recebido as novidades de sua irmã, então não tinha absolutamente nenhuma razão para machucá-las. 



O tribunal foi encerrado para voltar amanhã, onde ouviremos os argumentos e encerramentos e faremos nossa deliberação. Os jurados afetados foram até o juiz juntos, e depois foram até a sala de café para conversar. 

O juiz disse que iria pensar sobe todas as informações que apresentamos a ele e conversaria conosco pela manhã, então temos que chegar mais cedo no tribunal amanhã. Como disse, fomos para a sala do café e tivemos uma discussão sobre o assunto entre nós. 

Aparentemente, todos nós tivemos o mesmo sonho. Nós seis tivemos o sonho igual em todos os detalhes. Ficamos nos perguntando porque isso estava acontecendo só conosco e não com os outros jurados. E parece que eu me safei ontem à noite. 

Trinette disse que seus filhos abriram a porta do sótão porque acharam ter ouvido algum bicho lá em cima, e quando fizeram, uma luz muito forte iluminou o corredor e parecia que a temperatura havia baixando uns 15ºC na casa até que ela conseguisse fechar o sótão. 
Mike entrou em casa e viu algo engatinhando pela sua sala, deixando um rastro de pó atrás de si. Disse que tentou correr atrás, mas quando virou uma esquina no corredor, desapareceu. Mais tarde naquela noite, Mike vomitou uma gosma preta. 

Um de nossos jurados que ainda não citei, Marcus Hightower, disse que estacionou na frente de casa e viu um rosto na janela do quarto no segundo andar, e que era, "a pior coisa que eu já pus os olhos. Sentia o ódio dele por mim e todo o resto do mundo também." 

Esses três jurados e suas famílias passaram a noite em hotéis ontem. 




Hoje é a última noite antes do julgamento final. E eu sei que, seja lá o que seja essa coisa, hoje não será a noite em que ele nos poupará de seus joguinhos. E tenho uma teoria dobre o que é isso. Vou revelar no próximo post, só porque não quero parecer idiota hoje. 

***
EM BREVE: "Sou jurado de um caso muito estranho (FINAL)"

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

FONTE: NICKBOTIC


11 comentários:

  1. meu deus do céu, Divinaaaa
    perfeita essa série, ansiosa pro final

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  2. Muito obrigada por estar postando tão rapidamente as partes da creepy!
    Sensacional!

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  3. Ótima série! O suspense é verdadeiramente assustador, com detalhes sinistros e perturbadores. A trama é muito bem desenvolvida, e o enredo extremamente criativo. Estou adorando a série e mal posso esperar pelo capítulo final. Peço à responsável pela tradução, Srta. Francis Divina, que não tarde em nos trazer o desfecho dessa estória maravilhosamente horripilante. Muito grato pelo ótimo trabalho. Meus parabéns.

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  4. Essa foi a melhor série que li até hoje

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  5. essa creepy é insana. é raro você ler algo tão bom assim. parabéns por nos trazer uma história assim, Divina.

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  6. Muito top essa série 10/10
    Traduz Project Heaven

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  7. Fazia tempo q eu n me arrepiava tanto com uma creepy. Até acendi a luz, n parava de olha pra trás kkkkk Q saudade q eu tava dessa sensação. Ansiosa pelo final. Obg Divina por trazer essa série.

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  8. AHHHH mds fica cada vez melhor <3

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  9. Eu sou o unico que não to sentindo medo?
    Essa série ta muito boa, apesar dos relatos repetitivos de cada um, não chega a ser cansativo como a última (em que o pai teve sua filha perseguida)

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    1. Por increça que parível, eu que sou super cagão não estou sentindo nada também. Apesar de estar gostando muito.

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  10. Muuuuuito bom, mesmo. A traducao está ótima, o texto é muito envolvente. Obrigada pro postar hahaha
    Ansiosa para o final

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