30/08/2017

A vida e o amor podem acabar com um bang (PARTE 2)

ATENÇÃO : ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE (EROTISMO/CONTEÚDO SEXUAL).


NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 

"Quero que você me foda como se me odiasse." Marla me disse enquanto estávamos no quarto do Motel vagabundo. 
Antes de pararmos lá, tinha estado pensando até que ponto eu poderia ser considerado um cúmplice nos crimes de Marla, e quanto minha vida estava em risco. Mas quando pedi para que me deixasse em casa, ela pediu para que eu segurasse o volante e sua cabeça foi em direção do meu colo. Viemos para o Motel logo em seguida. 
"Como se fode alguém que se odeia?" Perguntei. 
Marla bufou. 
"Você claramente nunca foi casado. "
O que aconteceu a seguir pode ser apenas descrito como uma profanação do ato de amar fisicamente. A recepção até mandou um funcionário para investigar pois um hóspede havia feito uma reclamação de que parecia que estávamos torturando uma cabra. 
Quando terminamos, Marla sentou no pé da cama e fumou um cigarro. 
"Existe algo reconfortante em perder todas as esperanças." Falou. "Você quase não liga mais que sua vida está em pedaços. De qualquer forma, não se foca nisso com tanta veemência."
"Nunca pensei nisso dessa forma."
"Alguma vez você já perdeu todas as esperanças?" Me perguntou.
"Não sei."
"Bem, deixe-me colocar dessa forma: alguma vez você já assassinou umas vinte pessoas com tanques de propano e uma espingarda?" 
"Não, não posso dizer que já."
"Poisé... Bem, de qualquer forma, temos algumas pessoas para matar." 
"Sobre isso... alguém faz ideia de que você ainda está viva? Você pode ser qualquer uma daquelas pessoas que explodiu pelo que sabem. Talvez fosse melhor só... fugir." 
Marla pegou sua espingarda e apontou para a TV. 
"Meu marido tinha muita pornografia infantil em seu computador." Falou. "Se é que você não entendeu o que eu disse aquela hora. Um dos vídeos era de alguém que conheço. Um amigo da família e sua filha. Quero fugir. Mas antes vou matar Terry."
"Ele é um é da polícia também?" 
"Ele é um carteiro." 
"...Tá bom. Ele merece." 
Marla sorriu. 
"Só deixa eu retocar minha maquiagem." Falou. "Se eles nos pegarem, quero estar linda na foto da cadeia. Quer trepar antes de irmos?" 
"Uhn... Acho que não tenho capacidade física para transar por pelo menos algumas horas." 
Me olhou de cima a baixo. 

"Não se preocupe, sei que Terry usa Viagra. Podemos assaltar a caixinha de remédios dele. 


Não demorou muito para chegarmos a casa de Terry. Era uma casa branca em um enorme terreno de esquina em um bairro rico. 


"Não achei que um carteiro pudesse ter uma casa tão chique." Falei. 


"A esposa dele é médica."


"Ah."


Marla e eu saímos do carro, ela carregando a espingarda apoiada no ombro, eu escaneando os arredores obcecadamente com os olhos, vendo se havia algum vizinho por perto que poderia chamar a polícia por causa de dois estranhos andando por aí com uma espingarda em plena luz do dia. Marla tinha retocado seu batom no espelho do carro no caminho enquanto dirigia, o resultado disso era que não tinha acertado totalmente as linhas dos lábios, agora parecia um palhaço louco, mas ainda assim sexy.


"Ele deve estar sozinho em casa essa hora." Ela falou.


"Bom, mas como vamos entrar?'


"Caramba, não faço ideia." Marla disse, levantando uma pedra falsa de plástico que estava no chão perto da porta de entrada. 


E então de um fundo falso, abriu um compartimento e tirou uma chave lá de dentro.


"Sempre achei muito idiota da parte dele ter isso aqui. Por que não usar uma pedra real ao invés de gastar dinheiro com essa porra que é obviamente um esconde-chaves?" 


Marla colocou a chave na fechadura e girou, empurrando a porta para abri-la, depois colocando um dedo sobre seus lábios vermelhos borrados para que eu ficasse quieto. 


Encontramos Terry em seu escritório pessoal, usando fones de ouvido enquanto assistia clipes da Taylor Swift. Marla e eu fomos nos aproximando silenciosamente; Estávamos atrás dele com a espingarda a cinco centímetros de sua cabeça quando o vídeo terminou. A tela ficou preta e Terry nos viu no reflexo. Lentamente levantou seus braços para cima. 


"Vocês não pode atirar em mim." Falou. "Os vizinhos vão ouvir. Não vão conseguir fugir antes da polícia aparecer." 


Olhei para Marla. 


"Ele está certo." Ela falou. "Não podemos atirar nele."


Marla arrancou os fones de ouvido do plug in e a próxima música começou a tocar no último volume pelas caixas de som. Pegou o cano da arma como se fosse um taco de beisebol e deu com tudo na parte de trás da cabeça dele, fazendo-o bater com a cara na tela do computador. O grito foi abafado pela voz estridente de Taylor Swift cantando "Shake it Off". Marla continuou a bater na cabeça de Terry como se estivesse jogando "Acerte a Marmota" contra apenas uma marmota que acabara de chamá-la de vagabunda. Os gritos dele não duraram mais do que cinco segundos antes de serem silenciados e apenas o som úmido das batidas ecoarem pelo escritório. Apenas trinta segundos depois essas batidas foram substituídas pelo silêncio absoluto. 


"Isso," Marla falou, arfando. "foi muito mais satisfatório do que atirar nele. É uma pena que temos que ir. Eu adoro essa música." 


"Hm, tenho no meu celular."

"Ah. Legal."

Logo estávamos de novo na autoestrada e Marla estava cantando Shake it Off a plenos pulmões no meu carro. 

"Posso fazer uma pergunta pessoal?" Perguntei depois que ela terminou sua performance. 

"Claro, marujo."

"Você falou que Henry te batia, certo?"

"Falei."

"Então porque você continuou lá? Por que não ir embora na primeira vez que ele te bateu?"

Marla franziu os lábios. 

"Por que você veio comigo?" Falou.

"Honestamente? Acho que só parecia mais fácil ir com a onda. E achei que talvez você atirasse em mim caso eu não fosse." 

Marla assentiu com a cabeça. 

"Eu não atiraria em você." Respirou fundo. "Acho que fiquei porque, quando Henry não estava com raiva, se sentia muito culpado e era um doce comigo. Era mais fácil eu me deitar e acreditar que não aconteceria de novo. Naqueles momentos em que era bom para mim, parecia exatamente o homem por quem eu me apaixonara. Era de novo o homem que um dia achei que fosse, não o monstro que eu conhecia." 

Houve silêncio por um momento. 

"Acho que é sempre difícil mudar." Falei. "Mesmo que seja uma mudança necessária." 

"É..." Marla olhou pela janela. 

"Bem, ele era a última pessoa que você precisava matar, certo?" Perguntei. "Para onde vamos?"  

"É muito clichê se formos para o México?" 

"Sim, provavelmente."

"Bem, podíamos matar mais algumas pessoas. Tenho certeza que existe muitos que merecem."

"Nós podíamos..." Falei. "É estranho que eu estou pegando gosto pela coisa?" 

Marla se virou e olhou para mim. Com a maquiagem preta dos olhos escorrendo pelas bochechas, algumas gotas de sangue pelo rosto, os lábios vermelhos borrados se viraram em um largo sorriso. 

"Você é um doente filho da puta." 
Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 


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