23/08/2017

A vida e o amor podem acabar com um bang (PARTE 1)

ATENÇÃO : ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE (EROTISMO/CONTEÚDO SEXUAL).


NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 

"Gosto de trepar." 

Sua descrição em seu perfil no site de encontros eram apenas essas três palavras junto de uma foto que podia ter sido facilmente tirada quando fora presa. 

Mesmo assim, era gostosa. Não podia esconder isso nem com a falta de maquiagem, roupas largadas ou o cabelo desarrumado. 

Será que mando uma mensagem? Pensei. 

Por um lado, toda minha experiência de vida, meu intelecto e meus instintos diziam para eu deixar isso de lado. Não era possível que uma mulher tão linda como aquela tivesse criado um perfil em um site de namoro para arranjar transas. Só podia ser uma armadilha. Mas por outro lado, eu estava morrendo de tesão. 

Então mandei uma mensagem. 

Ei, é o John. Vamos ficar pelados e dançar ridiculamente e suados.

Não, não mandei exatamente isso. Quando estou mandando uma mensagem por esses sites, geralmente apago a mensagem umas 47 vezes antes de mandar uma definitiva. Mas naquela hora meu gato resolveu correr por cima do meu teclado, e a mensagem foi mandada desse jeito. Na real, vou colocar aqui em baixo a mensagem exata que mandei:

Ei, é o John. Vamos ficar pelados e dançar ridiculamente e suados aserkkjllll

Antes de fechar meu notebook enjoado, fiz uma anotação mental de matar depois aquele gato filho da puta. Prometi para mim mesmo que não olharia o site por pelo menos uma hora, deixei meu notebook de lado e fui dar um rolê até o café que ficava logo na esquina de casa. Cinco minutos depois o app de namoro estava aberto no meu celular. Achei que uma olhadinha não faria mal. Deve ser por causa dessa linha de pensamento que não consigo parar de fumar. 

Para minha surpresa, eu já havia recebido uma resposta daquela garota, Marla M. 

Ei, John, estou disposta a participar da parte de ficar suados, mas vamos deixar o ridículo de lado.  Só caso ficarmos afim de filmar. 

Eu não consigo acreditar que ela me respondera depois da mensagem que eu mandei. Todo mundo sabe que o segredo para app de namoro é não parecer tão desesperado quanto realmente está.

Fiquei encarando meu telefone, pensando em uma resposta inteligente, quando vi uma frase em itálico na parte inferior da tela do chat.

Marla está digitando...

O endereço dela apareceu na tela seguido de uma palavra só.

Ocupado?

Pensei por alguns segundos antes de mandar uma resposta. 

Como você sabe que eu não sou um serial killer haha

Marla está digitando...

Como você sabe que EU não sou?

Uma resposta justa. Pelo o que eu sabia, podia nem ser uma mulher que estava do outro lado daquela tela. Certamente não agia como uma. A coisa certa a se fazer seria verificar isso de certa forma. Entretanto, eu ainda estava explodindo de tesão. Respondi.

A caminho.

Quando cheguei na casa eu soube que não tinha como estar no endereço certo. Haviam pelo menos vinte carros estacionados no jardim. Chequei a mensagem mais umas três vezes. Sim, era o endereço certo. Mandei uma mensagem para ela no app. 

Sentimos muito, mas Marla M. está offline no momento. 

Suspirei e sai do carro. Se eu estava prestes a ser assassinado, pelo menos teriam várias testemunhas no meu caso. Caminhei e bati na porta. Uma senhora de idade usando um vestido preto atendeu.

"Uh, oi." Falei. "Marla está?"

"Claro que está." A senhora falou me olhando com um olhar suspeito. "Você é amigo da família?"

"Uh... família?" 

"Família de Henry."

"Quem é Henry?"

A senhora começou a inchar como se fosse um balão indignado. Mas ainda bem, uma voz soou lá de dentro. 

"É o John? Deixe-o entrar."

A velha estreitou os olhos mas deu espaço para que eu passasse. Todas as pessoas naquele lugar estavam vestidas de terno ou vestido, menos eu. Eu usava jeans rasgado e uma camiseta do Metallica. Havia uma vibe pesada no lugar. Marla caminhou até mim. 

"Uau." Falei. "Você é de matar pessoalmente."

"Logo você será de matar." Sussurrou no meu ouvido. 

A mulher balão estava me olhando com raiva. 

"John, essa é a mãe de Henry." Marla disse. "Gertrude, esse é meu novo amor, John."

"Uh, olá, eu-"

Mas a senhora se virou e saiu andando a passos duros de raiva. 

"Não ligue para ela." Marla disse. "Está mais chata ainda desde que Henry morreu."

"Ok, mas quem é Henry?" Perguntei exasperado. 

"Ele é o cara ali no caixão. Era meu marido antes de levar um tiro na cara." 

Meu estômago despencou. 

"Marla... isso aqui é um funeral?" 

"Era. Agora é uma festa, amor." Marla mordeu meu lóbulo. 

"Mas, eu não... por que você me convidou para transar no enterro do seu marido?" 

"Ah, ele gostava de me bater também." Marla disse sem rodeios. "Todos aqui fingem que não sabiam." 

"Ah... Isso é...."

“Está tudo bem." Marla me cortou, me levando por um corredor que tinha uma porta no final. "Sabe, eu contei para cada uma dessas pessoas que ele estava me batendo e nenhum deles levantou um dedo para me ajudar." 

"Ah. Você chamou a polícia?" 

"Ele era da polícia."  Marla disse, abrindo a porta. O quarto estava iluminado pelo brilho alaranjado de luz de velas, e uma cama de casal estava coberta de pétalas de rosa bem no meio. 

"Ficava repetindo todos os dias que queria uma filha, sabe? E quando eu não dava uma a ele, descontava em mim." Continuou. 

Tive a sensação de que ela estava querendo despejar aquelas palavras a muito tempo, então fiquei só ouvindo.  

"Ah, sinto muito por isso. Você não pode ter filhos?" 

"Eu podia." Marla falou. "Mas depois que eu encontrei a pasta escondida em seu computador, percebi o motivo para querer tanto uma filha. Então fiz uma histerectomia sem contar para ele." 

"...ah."

"Você pode dobrar uma mulher, Daniel, mas não quebrá-la."

"Meu nome é John, na verdaaaaa..."

Marla deslizou as mãos na minha calça. 

Vou deixar de fora o que aconteceu depois. Gosto de pensar que eu havia inexplicavelmente melhorado na cama, mas acho que Marla só estava querendo fazer muito barulho para a plateia do lado de fora. 

"Sabe com o que você se parece?" Marla falou depois que terminamos. "Um cachorrinho perdido." 

Eu não sabia o que isso significava, então só agradeci e coloquei minhas calças de novo. 

"Tenho que checar uma coisa." Ela disse. "Então depois podemos sair daqui." 

"Uh... ok?"

Marla saiu e fechou a porta, e ouvi a tranca ser fechada. Então percebi que a porta se trancava pelo lado de fora, e que estava preso até que ela voltasse. Não estava muito afim de ficar trancafiado na casa de uma estranha e, francamente, Marla parecia meio instável. Mas provavelmente estava exagerando. 

BOOM

A porta tremeu enquanto uma explosão balançava a casa. 

Mas que porra é essa? Minha mente vagou por milhares de possibilidades. 

E então ouvi os tiros e gritos, seguidos pela risada histérica de Marla, e eu soube. 

Tentei abrir a porta freneticamente; mas não tinha jeito. Me joguei de ombro contra ela, mas meu ombro sentiu muito mais que a porta. Corri através do quarto para sai pela janela e percebi que tinham instalado grades muito recentemente ali. 

BANG

Um tiro soou bem atrás de mim e me virei para ver Marla, uma espingarda na mão e chutando a porta aberta, que agora tinha um buraco enorme no lugar onde antes era a fechadura. 

"Foi mal por isso." Falou. "Perdi a chave. Pronto para ir, amor?" Jogou os cabelos. 

"Eu, uh..."

Marla me olhava esperançosamente, olhos tão arregalados que achei que cairiam de seu crânio a qualquer momento. 

"Ok?" Falei fracamente, esperando que não atirasse em mim. 

Dentro da casa era uma carnificina de ossos quebrados e sangue, e tentei não olhar muito enquanto saíamos de lá. 

"Oh, carro maneiro." Marla falou. "Posso dirigir?" 

"C-claro?"

Dei as chaves para Marla e subi no banco do passageiro. 

"Uau, a festa realmente bombou." Marla falou, rindo e acendendo um cigarro. "Você fuma?" Perguntou, me oferecendo um. 

Minha boca abriu, mas não consegui formar palavras. Silenciosamente fiz que não com a cabeça. 

"Bem que você faz," falou. "Faz muito mal."

Ela pisou no acelerador e voamos pela rodovia. 

"Hm... Marla?" Falei. 

"Sim, John?"

"Onde estamos indo?"

Marla deu uma longa tragada no cigarro. 

"Algumas pessoas não vieram ao funeral." 


Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 


14 comentários:

  1. Muito boa! Divina sempre divando nas postagens. Mas porque a maioria das personagens principais das ultimas creeps se chamam Marla?

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  2. Essas Marlas... uma mais doidinha que a outra
    6/10

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  3. Só falta todo mundo da próxima creepy que for mulher se chamar Marla 7/10

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  4. sinto muito mas rachei cm essa creepy ahuahauhau

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  5. Parece mais um roteiro de um filme de ação/vingança do que uma creppy , mas é legal 7/10

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  6. Parece aquele filme do Tarantino huehurhue

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  7. Todo mundo de repente se inspirou na Marla Singer de "clube da luta"?

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