16/08/2017

Ela disse que o cheiro da morte a excita

ATENÇÃO : ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE (EROTISMO/CONTEÚDO SEXUAL).
NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 

Apresento para você as melhores coisas da vida:

Amor, Sexo e liberdade. 

Essa é uma história sobre a segunda coisa na minha lista, mas a primeira também aparece brevemente. 

O nome dela era Marla e parecia uma obra de arte. Não como uma estátua Grega; mais como uma boneca sexual ultrarrealista. Isso pode parecer uma ofensa, mas não é. Marla não era perfeita, mas era a versão perfeita do que era. Na vida, isso é o máximo que uma pessoa pode desejar ser.

A primeira vez que a vi, estava fumando um cigarro do lado de fora do prédio da nossa faculdade, parecendo totalmente entediada com a vida. 

"Estou sem," Anunciou para ninguém em particular quando terminou de fumar. Olhou para mim de cima a baixo como se analisasse um carro à venda. 

"Chupo seu pau por um cigarro," Falou. 

Tossi tanto que quase engoli inteiro o que eu acabara de acender. Dei um para ela, naturalmente. Mais tarde naquela noite, depois de chupar meu pau, ela enfiou a mão dentro da bolsa e pegou uma carteira cheia de cigarros. Era simplesmente assim. Nunca entendi Marla totalmente, só ficava feliz por poder acompanhá-la naquela jornada. Então quando descobri que ela nem sequer estudava naquela faculdade, não sei porque fiquei surpreso. Mas fiquei. 

"Eu não entendo." Falei. "Porque você fica por aqui?"

Ela deu de ombros. 

"Mas-" Fui interrompido quando uma unha comprida deslizou pela parte da frente das minhas calças e ela foi se ajoelhando lentamente. Quando Marla não estava afim de falar sobre algum assunto, fazia questão de ficar com a boca ocupada. E Marla não gostava muito de falar. 

Se eu passava um dia inteiro com ela, no final da noite o meu pau tinha mais batom do que nos lábios de uma adolescente insegura. 
Mas o jeito mais fácil para o coração de um homem, também é o mesmo jeito de fazê-lo perder metade de suas células cerebrais. Consequentemente, acabei perdendo muitos sinais vermelhos que devia ter notado sobre Marla. 

Por exemplo, como eu nunca vi ela comendo. Ela sempre tinha acabado de comer, ou estava se sentindo cheia. 

Ou que nunca dormia. Quando passava a noite lá em casa depois de termos trepado a tarde inteira, ficava apenas deitada na cama olhando para o teto. Eu acordava no meio da noite e a encontrava me encarando, com um olhar que se assemelhava muito com o de uma pessoa faminta. 

Me convenci que havia algo de errado com Marla no dia em que encontrei sua carteira de motorista. Deslizou para fora de sua bolsa quando a jogou com displicência na mesa da cozinha. 

Era uma foto de Marla, uma foto que parecia ter sido tirada ontem, mas a data de emissão do documento ela de 1979. Como alguém podia não envelhecer uma ruga em 30 anos?
Me pegou olhando e arrancou das minhas mãos. 

"Gostou da minha carteira falsa?" Perguntou, jogando o cabelo e passando a mão no meu peito. 

"Marla, como- oh."

Ela me empurrou com força e quando vi estávamos transando em cima da mesa. 

"Você é um filho da puta doente, sabia?" Sussurrou no meu ouvido, seus quadris se mexendo -se ritmicamente em círculos. 

Eu já havia esquecido sobre a carteira de motorista. 

Estávamos juntos faziam seis meses quando as coisas começaram a se revelar. 

"Marla," Comecei, enquanto ela quicava no meu colo, "Somos exclusivos?"

E então um barulho de estalo quando desgrudou a boca da minha. 

"Por que?" Perguntou. "Você quer transar com outras garotas?"

"Que? Não, eu só queria saber se eu sou o único que você está..."

"Fodendo?"

"Sim, fodendo."

"Sim." Falou enquanto deslizava os seus lábios pelo meu peito até chegar perto da minha cintura. 

"Então aonde você vai o tempo todo?" Perguntei. 

Ela parou e olhou para mim. 

"Tenho coisas para fazer." Disse secamente. 

"Que coisas?"

"Coisas." Falou monotonamente. "Você quer que eu termine ou não?"

"Ah, uh, sim."

Marla sorriu diabolicamente e sua cabeça começou a se mexer para frente e para trás com um incrível vigor. 

Eu sei que não devia ter seguido Marla, devia ter ficado feliz em estar tendo meu pau chupado com frequência. Mas as vezes a curiosidade obscurece nosso bom senso. Bem, minha curiosidade quase me matou.

O primeiro lugar no qual a segui foi ao banheiro. Ela foi em um privado para pessoas com deficiência física em um museu de arte, e ouvi a tranca ser fechada. Então, através da porta, o inconfundível som de vômito e logo depois o de descarga. Marla era bulímica? Não parecia ser algo que se encaixava na Marla que eu conhecia. 

Me escondi atrás de uma viga e depois que ela saiu, entrei no banheiro para investigar. Ela tinha conseguido acertar a maioria no vaso, mas por volta da borda haviam pequenas gotas de sangue na porcelana branca. 

Mas que porra é essa? Pensei. 

Então Marla foi para o hospital. A segui enquanto ela visitava dúzias de pacientes, a maioria em leito de morte. Depois de cada visita, encontrava um banheiro vazio e vomitava. Todas as vezes eu encontrava gotículas de sangue na tampa. Comecei a me preocupar com seu estado de saúde. Não me parecia concebível que alguém vomitasse toda aquela quantidade de sangue e continuasse vivo. 

Finalmente, segui Marla até um beco deserto. 

O que diabos ela está fazendo aqui? Pensei.

Mas ela só ficou parada lá, sem se mover. E então-

"Eu sei que você vem me seguindo." Disse. "Pode sair de trás dessa parede."

Dei um passo para o lado e ela se virou para me encarar. 

"Como descobriu?"

"Posso sentir seu cheiro, babaca." 

"Meu cheiro?"

"Ah, sim. Consigo sentir seu cheiro a quilômetros de distância. Foi assim que te encontrei. Acha mesmo que não posso senti-lo quando está atrás de mim?"

Dei uma fungada no meu sovaco. Eu não estava fedendo. 

"Do que você está falando?" Perguntei. 

"Você cheira como a morte." Falou, me encarando com olhos famintos. "Você é um filho da puta doente." 

"Você não está fazendo sentido nenhum. Sou eu mesmo o doente?"

Marla deu de ombros. 

"Consulte com um médico. Porque eu ligaria?"

"Que?" 

"Você não entendeu ainda? Estou me alimentando da sua doença. É o que eu faço."

É obvio que ela havia enlouquecido. 

Nos separamos depois disso, mas algo ainda ficou preso na minha mente. Será que eu realmente estava doente? Fui ao médico só para tirar esse peso da consciência. Quando meus exames de sangue voltaram, recebi uma ligação urgente para fazer uma nova marcação o mais rápido possível. Nesta consulta descobri que, por estimativa, eu já devia estar morto a mais de três meses. Uma ressonância magnética revelou que o câncer, um tipo raro e agressivo, havia se espalhado por todo meu corpo. Poucos dias depois eu já não conseguia andar nem me levantar. Estava por um fio. 
Liguei para Marla, apenas para me despedir. Comecei a dizer em qual hospital estava, mas ela me cortou. 

"Eu sei bem onde você está." Falou. "Posso sentir seu cheiro." 

Chegou lá cinco minutos depois, em ponto. Puxou as cortinas privativas do meu leito para o lado e foi tirando minhas calças. Fiquei feliz por seu entusiasmo em me ver, mas sabia que não havia jeito nenhum de que pudesse ficar de pau duro. Nossa, como eu estava errado; logo sua cabeça estava indo para cima e para baixo na minha virilha. Cai no sono depois, como sempre. Acordei com o barulho de vomito e de descarga, e me sentia cem por cento melhor. 

Marla voltou do banheiro e sentou no pé da minha cama, retocando o batom. 

"A maioria dos vampiros rouba vida." Explicou. "Eu roubo a doença. Mas tenho que me livrar das partes ruins. É aí que a parte do vômito entra." 

"Não consigo entender." Falei. "Você pode me manter vivo chupando... meu pau?"

"Que?" Falou em tom de surpresa. "Não, claro que não. Eu chupo a doença do seu sangue enquanto você dorme. Eu só chupo seu pau porque o cheiro da morte me deixa excitada." 

"Ah..."

"É..." Marla olhou para o teto. "Quer um cigarro?"

"Quero." 

Estou com Marla desde então, e deixamos todos os médicos de lado. Ela jamais envelheceu um dia e eu ainda não morri. Me formei na faculdade, nos casamos e nos mudamos para um pequeno apartamento perto de um hospital, onde ela faz algumas visitas para se alimentar. 

Antigamente eu achava que só existiam três melhores coisas na vida, mas acabei descobrindo que existe mais uma: Marla. 


Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 


27 comentários:

  1. 2 +18 em um dia o creepypasta brasil ta perfeito com o bruce e a divina

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  2. Ate q acabou melhor doq eu esperava, achei q alguem ia morrer ou ela ia matar o cara kkkkkkk

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  3. Uma creepy com final feliz, macabro, mas feliz :v

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  4. sei lá kk por ser um final feliz até broxei kkk

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  5. 6 comentarios e o sperer n pintou aqui acho que ele ta analisando até agora acreepy

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  6. Nossa, final e feliz? Não sabia que isso existia em uma creepy, bom pelos menos o final foi feliz, sarcástico e bizarro. E muito difícil ver uma historia dessas por ai. Como sempre a Divina e a melhor!!!

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  7. Muito boa mesmo, passa muitas fanfics de amor por aí haha, bem inovadora e dá uma diversão de ler como se eu ninca fosse enjoar
    10/10

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  8. Eu amei isso! Vou narrar lá no canal <3

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  9. Primeira história fechada que leio no site que faz jus à categoria.
    Uma pergunta: Ainda aceitam Creepypastas dos fãs?

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  10. Hoje comecei à ler creepypastas. Eu só costumava ler mangás, livros e light novel. Até que eu tive a idéia de começar à ler creepypastas e ver o que eu acho disso tudo. A minha primeira foi a "Jeff the killer" e a minha segunda foi essa. Até agora estou gostando muito de ler creepypastas, só precisa melhorar em uma coisa relacionada à tradução: corrijam os erros de ortografia e pontuação. Presumo que assim ficaria mais fácil de entender.

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  11. Vou arrumar o número da Marla e arranjar um câncer

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  12. ou seja, ela chupava o pau de outros caras, final nada feliz ainda mais pra mim que sou ciumento pra caramba kek

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  13. Opesteee kkk que Creepy hein kk

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  14. Creepy com final feliz EU TÔ CHOCADA...que medo!!

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