28/08/2017

O Homem Lá Fora



Aconteceu comigo e minha esposa duas noites atrás e só tem piorado. Antes que alguém diga para chamar a polícia ou atirar no bastardo, eu aviso que a polícia não pode ajudar, nós tentamos. Tenho uma arma, mas não quero acabar na prisão por assassinato. As leis são tão fodidas nesse país que nem sequer vou tentar e correr o risco de ir preso. Tendo dito isso, continuarei contando o que tem acontecido e ver se mais alguém teve alguma experiência como essa que possa, talvez, nos ajudar.

Lá pelas 22:00, nós decidimos assistir a um filme antes de ir para a cama, nossa filha estava adormecida e pensamos que não seríamos interrompidos dessa vez. Fizemos pipoca e eu fumei alguns cigarros, para que quando eu saísse no meio do filme não demorasse uma eternidade para voltar. De qualquer forma, já tínhamos assistido uma meia hora quando decidi sair para fumar novamente.

A noite estava especialmente escura, sem lua devido às nuvens, nem mesmo estrelas eu conseguia ver. Havia uma brisa fraca e parecia que todos os animais estavam dormindo. Estava um silêncio absoluto. Na metade do meu cigarro, ouvi uma risadinha. Minha cabeça se virou para o bosque logo atrás da nossa garagem. Não vi nada, então permaneci em silêncio e tentei ouvir concentradamente. Juro que poderia ouvir até mesmo se uma gota tocasse o chão, de tão quieto.

 “Anda logo, querido!”, minha esposa gritou da janela.

Eu pulei uns 3 metros no ar e gritei como um cãozinho machucado.

“Jesus Cristo, Carol! Me assustou pra porra!"

Ela riu histericamente e acredito que se eu tivesse visto minha reação, eu teria rido muito também.
Soltei a fumaça e entrei em casa rindo de mim mesmo, enquanto meu coração ainda batia acelerado pelo susto.

Então continuamos o filme. Um pouco depois, escutei batidinhas ou alguma coisa se chocando no vidro.

 “Que merda é essa?”, pausei  filme.

 “O quê?”, Carol ficou emburrada por eu ter parado em uma parte interessada.

Ficamos lá parados por bons 30 segundos até que ouvimos de novo. Nos olhamos confusos e escutamos atentamente. Dessa vez o barulho estava um pouco mais alto e nós dois fomos o investigar
Parecia estar vindo da nossa janela lateral, atrás da garagem. O mesmo lugar de onde ouvi a risadinha. Desligamos as luzes para enxergar lá fora e foi aí que meu coração caiu para o meu estômago.

 “Dan.. Dan, mas que porra...?” Carol estava tão assustada quanto eu.

"Ssshhh."

Tinha um homem sem camisa apoiado em suas mãos, de ponta cabeça (n/t: “plantando bananeira”), sorrindo enormemente. Quer dizer, o sorriso dele era tão grande que seus lábios poderiam se partir. Seus dentes eram bizarramente grandes e não pareciam humanos por serem tão quadrados. E lá estavam seus olhos, arregalados como se ele estivesse muito chapado. Aliás, eu não sentia que ele estava drogado, ele só parecia completamente insano e era a coisa mais estranha que eu já vira.

 “Rápido Carol, liga pra polícia pelo amor de Deus” sussurrei o mais baixo que pude.

Ela assentiu e lentamente saiu do quarto. Não havia como o homem nos ver, estávamos no quarto escuro e tinha uma luz acesa lá fora. Mas parecia que ele tinha ouvido e fez que não com a cabeça bem devagar. Sem tirar aquele sorriso gigante.

 “Vai Carol!” sussurrei mais impaciente.

Ela se apressou até o celular e eu fiquei lá parado assistindo o homem louco. Como diabos ele permanecia em suas mãos daquele jeito sem se desequilibrar ou algo assim. Eu me virei para ver minha mulher no telefone e me senti aliviado.

Quando voltei para a janela quase caguei minhas calças. Ele estava à centímetros do vidro, ainda de ponta cabeça e ainda sorrindo.

 “Puta merda!” Gritei e caí no chão, pelo susto.

Eu me virei por 5 segundos e de alguma maneira ele fez todo aquele percurso sobre suas mãos até a janela. Então ele negou com a cabeça novamente e falou. Mas não era uma voz humana. Soava como uma mistura de criança com gato, da melhor forma que posso descrever.

“Eles não podem ajudar vocês hehehe”, e mais rápido que qualquer um conseguiria, ele voltou para o bosque plantando bananeira.

Corri para a sala onde Carol estava e a vi sentada chorando com o rosto entre as mãos.

 “Por favor me diga que eles chegarão logo”, implorei.

“Vão chegar em menos de 10 minutos”, ela respondeu soluçando incontrolavelmente.

A abracei apertado e esperamos...

Pouco depois vimos as luzes vindos e ouvimos a sirene antes dos policiais invadirem. Os contamos o que aconteceu e eles nos olharam como se estivéssemos pregando uma peça. Ainda assim, conferiram tudo e não encontraram nada, saindo rapidamente.

O que quer que aquele homem fosse espero que nunca volte à minha casa. O temos visto desde aquele dia, mas ele só nos assiste. Postarei uma atualização caso algo aconteça, o que acredito que irá. Acho que esse homem tem algo sinistro para minha família e preciso encontrar um meio de nos proteger.

FONTE

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

P.S: postarei a continuidade caso venha a ter uma. 

14 comentários:

  1. Muito show! Deveria ter continuação...

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  2. tomara que isso vire uma série, muito bom!

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  3. Adorei, e parece até um Tommy Taffy ainda mais bizarro!

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  4. Essa creepy tá idêntica a do telefonista, a diferença é q o cara tava sozinho e morreu kkkkkk

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  5. Lembrei daquela O Dançarino Sorridente (acho q era assim o nome), eu acho aquela merda bizarra e achei essa tbm kkk

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  6. Nunca mais vou ler um "hehehe" sem lembrar do maldito Tommy taff

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  7. Muito bom! Uma parte dois seria algo maravilhoso.

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  8. Acho que esse "personagem" já apareceu numa outra creepy, mas não estou me lembrando qual. Enfim, a história é ótima, seria bom que tivesse uma continuação para saber o que esse homem pode fazer com a família dele.

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