09/08/2017

Passe Uma Noite No Hotel Kings Inn e Ganhe $25.000!!!




O anúncio não falava muito mais que isso. 

Apenas um telefone local e um endereço. 

Ligue Hoje e Faça Sua Reserva!

Eu passei os olhos por anúncios iguais a esse mais umas três vezes - em uma caligrafia fina quase invisível - antes de pegar o telefone e discar. 

RING
RING
RI--

"Recepção." O homem no outro lado da linha parecia entediado e até um pouco enjoado. 

Me sentei direito em minha cadeira. "Ah, eu, hm. Eu vi o anúncio." 

"Sim, senhor. O quarto ainda está disponível."

"Esse prêmio em dinheiro - vinte e cinco mil - é sério isso?"

O homem no outro lado da linha soltou um suspiro. "Sim, senhor. Gostaria de fazer uma reserva?" 

"Mas qual o esquema? O que eu tenho que fazer?"

"Olha cara, é um lance promocional, eu acho. Eu não sei - só sou o cara atrás da mesa da recepção. Fiquei uma noite, ganhe o prêmio. Simples."

"É, ok, mas qual o -"

"É um quarto com duas camas. Sessenta e nove dólares a noite. Não-fumante. Estará disponível na quarta-feira depois das 16h. Quer fazer a reserva ou não?" 

Vinte e cinco mil para ficar uma noite em um hotel pulguento? 

Dei meu nome e informações pessoais e ouvi enquanto ele digitava meus dados no computador. 

"Certo, senhor," voltou a falar o script. "Sua reserva está confirmada e esperamos vê-lo aqui na quarta-feira. Por favor, tenha em mão sua identidade e cartão de crédito na entrada. Em que mais posso ajudá-lo?"

Pigarreei. "Isso não é um tipo de golpe, né?"

"Não. Estamos autorizados a realizar uma transferência para a sua conta bancária assim que fizer o check out. Se conseguir passar a noite toda."

"Só mais uma pergunta," falei rapidamente. "Quantas pessoas já ganharam?" 

Mas a ligação já tinha sido desconectada. 

***
O Hotel Kings Inn é um daqueles lugares. 


Você conhece o tipo. 


Um prédio decadente de tijolos vermelhos que fica no acostamento de uma rodovia interestadual. Uma placa de néon que fica zumbindo, iluminando em vermelho e azul o estacionamento praticamente vazio, a não ser por garrafas de cerveja quebradas e bitucas de cigarro.  


 KIN_S INN
WIFI & TARIFAS SEMANAIS DISPONÍVEIS
TEMOS VAGAS

Um sino eletrônico soou em algum lugar dos fundos quando eu abri a porta e pisei dentro do lobby. 

Dentro o ar estava quente; pesado e cheirando a cloro e desinfetante. Como o cheiro de uma piscina coberta ou um lar para idosos.

Clorado.

O jovem rapaz atrás da escrivaninha de madeira falsa mal tirou os olhos de seu celular quando me aproximei com minha mochila. 

"Estou de intervalo," falou sem rodeios. 

"Hm, eu fiz uma reserva." 

Ele largou o celular na bancada. "Ah. Então, você é o cara. Bem, bem-vindo ao Kings Inn - aonde lhe tratamos como realeza. Eles me obrigam dizer isso, foi mal." 

Seus dentes, que eu via quando sorria, eram amarelos e marrons - encostados um contra os outros como um grupo de bêbados. 

"Identidade e cartão, por favor," falou. 

Eu coloquei ambos na bancada. 

"Certo," falou arrastadamente. "Tudo parece em ordem. Você ficará no quarto 205. As camareiras acabaram de terminar de arrumar, então deve estar limpinho para você. No final do corredor - depois da máquina de gelo."

Peguei meus documentos de volta e perguntei, "Sobre esse... desafio. Qual a pegadinha?" 

"Pegadinha?"

"É," falei. "Você sabe, o que vai fazer eu desistir?"

"Se eu soubesse, te falaria. Meus gerentes que lida com essa parte."

"Posso falar com eles?"

Fez que não com a cabeça. "Isso é contra a regras." 

"Tem regras?"

Ele se inclinou sobre a bancada com um ar conspiratório. Sua respiração era quente e cheirava a pão de alho. "Se fosse eu? Trancaria a porta, tomaria uns 2 ou 3 Xanax, me arrastaria para cama e dormira a noite inteira até a hora do check out. Mas esse sou só eu." 

Assenti como se tivesse entendido e peguei o cartão de acesso de plástico. 

"Check out é as nove da manhã. Boa estadia." 

***
O quarto 205 realmente ficava depois da máquina de gelo - no final do longo corredor formado em L, encostado em um bosque denso cheio de copas árvores amontoadas. 

Estacionei meu carro debaixo de um poste de luz e andei alguns metros - passando as diversas janelas com grade e cadeiras de plástico vazias - até a porta do 205. 

A porta não apresentava nada de especial. Era de um verde oliva enjoativo e com os números brancos escritos logo acima do olho-mágico. Nada diferente das outras milhões de porta que se esticavam daqui até onde Judas perdeu as botas. 

Minha chave de acesso encaixou perfeitamente na fechadura e empurrei a porta para dentro. 

Talvez, momentos antes de acender as luzes, eu esperava algo diferente. Um assassino com uma machadinha agachado no canto da sala, uma mensagem escrita com sangue no espelho do banheiro, algo fantástico ou obscuro. Algo que valesse a pena contar depois. 

Ao invés disso, a luz amarela demais iluminava uma cena bastante familiar. 

Paredes cor de coral contrastando com o carpete verde-jade. Um cinzeiro velho parecendo meio mofado, cobertas com estampa floral e chão de madeira falsa. Eu quase podia sentir o cheiro do sexo - os atos feitos e lembrados pela metade - e aquilo permanecia grudado firmemente na superfície de tudo, quente e sujo.

Presunçoso, mas ainda sim com aquela simulação de ares reconfortantes de casa.

Larguei minha mochila em cima da pequena mesa redonda que ficava no lado esquerdo da porta e me joguei na cama mais próxima. 

Quantos projetos de bebês tinham sido derramados naquelas cobertas? Quantos jatos de porra foram jorrados na cabeceira cor-de-rosa? O suficiente para criar uma coisa pensante e viva?

Chequei meu relógio - passava um pouco das seis da tarde. Haviam quinze horas entre eu e vinte e cinco mil dólares. 

O que o rapaz da recepção tinha dito? Fiquei uma noite, ganhe o prêmio.

Peguei minhas chaves do carro e fui em direção da porta. 

Se fosse conseguir aquilo, precisava de uma pizza. 

***
O ar parecia diferente quando voltei.

Usado é a melhor forma que posso descrever. 

Reciclado. 

Aquele estímulo seco de longo desuso com traços de algo que eu não conseguia identificar. Como se fosse os últimos suspiros do perfume barato de alguém. 

A TV estava ligada - alguns comerciais e propagandas de canais pornô em canais pagos - e de onde eu estava, pude ver o conteúdo da minha mochila; tudo espalhado no chão. 

Derrubei minha pizza e congelei - tentando identificar o som de algum intruso. 

"Olá?" 

Silêncio. 

Chequei o banheiro pequeno e sujo. 

Nada. 

Olhei debaixo da cama. 

Ninguém.

Juntei minhas coisas - apenas uma muda de roupa e produtos de higiene pessoal - em uma pilha e liguei para a recepção. 

O rapaz não se preocupou com minha indignação e colocou meus problemas de lado. 

Não havia mais nenhuma chave de acesso para o meu quarto, me assegurou. E ninguém tinha estado na recepção desde que eu chegara. 

"Alguma camareira passou por aqui enquanto eu saí?" Eu quis saber. 

"As funcionárias da limpeza terminam seu expediente as 17h30. Provavelmente sua mochila apenas caiu da mesa." 

"Posso trocar de quarto?" 

"Todos os quartos estão ocupados." 

"Então quer dizer que você não vai fazer nada a respeito de alguém ter invadido meu quarto e mexido nas minhas coisas? Que tipo de lugar é esse?"

Um suspiro longo. "Eu vou registrar sua queixa e você pode resolver isso com os gerentes pela manhã. O que posso fazer por você agora é te oferecer um café-da-manhã continental." 

Desliguei.

Admito, pensei em ir embora naquele momento. Só pegar minha mochila, minha pizza fria e vazar. Ir para casa soava bom. Ir para casa soava seguro. Mas o pensamento no dinheiro me manteve firme. 

Já passava das nove agora. Algumas horinhas a mais não doeriam, certo? 

Tranquei e passei a corrente na tranca na porta antes de subir na cama. 

As cobertas eram finas e duras. Tipo de hospital. Arranhavam minhas e pernas e pés e fazia um barulho irritante quando eu fazia o menor movimento possível. Minha cabeça estava apoiada em travesseiros que não eram nada mais que tábuas com caroços.

Eu era banhado pela luz azul daquela velha TV e logo cai no sono, já contando vitória...

...
RIING
RIING

Tateei no escuro a procura do telefone sem fio que ficava na cabeceira. 

"Hm? Alô?" Falei, mais dormindo do que acordado. 

Com os olhos semicerrados consegui discernir levemente os dígitos no alarme digital que piscava em amarelo. 

2:11 AM

"Senhor," A voz no outro lado soava entediosamente familiar. "Preciso que você mantenha silêncio." 

"Coméquié? Fazer o que?" Eu estava achando difícil voltar a plena consciência. "Quem é?"

"Tivemos várias queixas de barulhos de outros hospedes. Por favor, mantenha as vozes em baixo tom. É tarde."

"Vozes?"

"Você e seu visitante. Só fiquem em silêncio, tá bom, amigão?"

Me sentei na velocidade de um raio e cegamente apalpei o abajur para ligá-lo - fazendo o quarto ser iluminado por um brilho enjoativamente laranja. 

Vazio. 

Jogando minhas pernas para o lado da cama, esfreguei os olhos. O quarto estava congelante. 

O que ele havia falado? Algo sobre um convidado?

Sacudi a cabeça tentando pensar melhor. Meu céu da boca parecia seco - minha língua inchada e pesada. Quando me levantei para mijar e pegar um copo de água, o quarto girou ao meu redor e tive que me apoiar na parede para não cair. 

Me sentia enjoado. Ou levemente tonto. Tipo quando eu era apenas um menino e uma febre de 42ºC tomou conta de mim, fazendo o mundo parecer elástico e brilhante demais. 

O banheiro era pequeno e encardido. A banheiro que um dia fora branca, era amarelada. Joguei um pouco da água da torneira no rosto e respirei fundo. Minhas bochechas estavam quentes; meu estomago revirado. A pizza estava estragada?

BRIING
BRIING

Voltei para o quarto enquanto o telefone ainda tocava. 

Aquela sensação voltara - a estranheza imperceptível - como se o ar que eu respirava já tivesse sido respirado por outro alguém. 
BRIING
BRIING

Era duas e meia passada, agora. Quem ligava? 

"Alô?" Atendi. 

Mas um "tuuuuuuu..." contínuo foi a única resposta que eu obtive. 
BRIING
BRIING

"Mas que porra..."

"Não atenda! Provavelmente é o Tony, querendo saber quem roubou seus últimos cinco comprimidos de codeína."

Pulei como se tivesse recebido um choque, segurando um grito enquanto olhava em direção do banheiro.

Uma moça usando um vestido largo de verão estava na porta do banheiro, de costas para mim. Sua pélvis estava pressionada fortemente contra a pia enquanto passava batom olhando para seu reflexo no espelho. 
 
"Não fale para Tony que eu estou aqui, ok? Ele virá tentar pegar minha jaqueta" Ela sorriu conspirativamente antes de entrar na banheira. 

"Ei!" Eu atravessei o quarto o mais rápido que pude e agarrei as cortinas que envolviam a banheira. "Quem diabos é você?"

Puxei a cortina agressivamente para o lado.

A banheira estava vazia. 

Liguei a luz com um movimento ágil e fiquei olhando estático para a porcelana com cor de mijo e para o chão de linóleo. Não havia lugar nenhum que ela poderia ter se escondido. Meu peito apertou e meu intestino revirou. Foi difícil respirar. Usando a parede para me apoiar, me guiei até a cama e me sentei nas cobertas emboladas. 

Eu ia vomitar. 
 
Só precisava me deitar. Apenas descansar os olhos - só por um segundo. É, era aquilo que eu precisava. Tinha certeza. Estava só cansado. Doente. Nada que descansar não curasse. 

Os travesseiros pareciam abençoadamente macios agora; as cobertas quase santas. Como pude pensar o contrário antes? O ar não estava mais fedendo a mofo. Era doce - de roupa de cama recém lavada. 

Respirei fundo pelo nariz. 

"Prontinho!" A garota da banheira falou cantarolado do banheiro escuro. "Vá dormir, querido. Descanse." 

"Sim, senhora," Resmunguei, me virando de lado. 

"Estarei aqui quando você acordar." Dessa vez, quase pude sentir seus lábios na minha orelha. Quase pude sentir seu perfume terroso. 

Fiz que sim com a cabeça. Sim. Dormir. 
BRIING

Abri os olhos com dificuldade. 

BRIING

No relógio digital agora estava 03:04

Certamente eu tinha fechado os olhos fazia apenas um segundo. 

BRIING

Encontrei o telefone. "Sim?" Minha voz soava engraçada. Abafada.

Uma onda de estática correu sobre mim. Muitos "buzzzz" e estalos e assovios. Como uma internet discada tentando ligar. 

"Olá?" Tentei novamente.

Nada. 

Fechei meus olhos - pareciam tão pesados - e me preparei para desligar o telefone quando ouvi. 

"Jimmy."

Apenas um sussurro - menos que isso. Quase perdido entre os barulhos bizarros que tomavam conta da linha. 

"Sim?" Despertei levemente do o som do meu nome. Fez minhas pálpebras se desgrudarem novamente. 

"Jimmy, é a mamãe. Ouça, Jimmy. Eu preciso que você acorde."

"Mãe?" As palavras não soavam familiares. Não parecia certo. 

"Ouça, Jimmy. Você tem que acordar."

"São três da manhã," resmunguei. 

"Levante-se. Rápido. Os gerentes não querem que eu fale com você. Você tem que se LEVANTAR!"

Sentei na cama com dificuldade, ainda com o telefone no ouvido. "Mãe? Como assim é você? Você não pode estar ligando. Você está mort-" 

A voz entre a estática me cortou. "Você tem que se levantar. Pegue suas chaves e saia daí. Agora. Você não pode adormecer de novo, ok?" 

"Mas e o dinheiro?"

"Rápido, Jimmy. Eu te amo."

A ligação caiu de imediato. 

Olhei para o telefone e pensei em minha mãe. Lembrando da última vez que havia a visto. Parecia tão pequena no caixão - mal cabendo em seu vestido de verão rosa preferido. 

Uma enxaqueca crescente começou a nascer por trás de meus olhos. 

"Seja lá o que Tony tenha dito, ele está mentindo."

Virei minha cabeça e quase podia vê-la, passando rímel nos cílios. 

Pegue as chaves

"Só volte a dormir, docinho."

Saia daí

Quando me levantei rápido demais, o quarto girou e eu quase caí. 

Cuidado. Cuidado. Andei com pernas bambas pelo carpete verde até a mesinha do lado da porta. 

Minhas chaves pareciam pesadas. 

"Amor, aonde você vai? Volte para a cama. Podemos dividir essa Oxicodona que encontrei." Soava forçada. 

Preciso que você acorde

Lutei contra a tranca e a corrente da porta. Meus dedos pareciam idiotas. Não respondiam meus comandos. "Desculpe," foi o que consegui dizer. "Preciso ir. Desculpe." 

Rápido, Jimmy

"Ei! Ei, volte aqui!"

Puxei a porta forte demais e abriu para dentro com força, batendo contra a parede com um estrondo seco. 

Lá fora era cedo, ou tarde, e maravilhosamente gelado e silencioso. Parecia que o asfalto puxava meu pé para baixo enquanto eu me arrastava pelo estacionamento. O aperto no meu peito - aquele que mal tinha percebido ter - começou a se afrouxar. 

Cambaleei até meu carro e encostei minha testa contra a janela do motorista. Foi bom poder respirar normalmente de novo

Me sentei atrás do volante e dei partida. Comecei a dar ré. 

"Ei!"

Uma voz alta e masculina. Uma silhueta obscura e enorme mal iluminada pelas minhas sinaleiras.

Alguém batendo com os punhos no porta-malas do meu carro. Tentando agarrar a maçaneta da parta.

Gritei e pisei fundo no acelerador. Disparei com o carro por aquele estacionamento vazio e sinistro. Não estava nem aí. Passei pela recepção. Passei pelo letreiro de néon. Saí de perto daquele lugar e fui dirigindo pela autoestrada. 

No entanto, acho que eu estava bem mais sonolento do que imaginava. 

Bem, não me lembro dos olhos pesados se fechando, nem de deixar a cabeça cair em cima do volante e também não lembro do carro saindo da estrada. Nem da árvore que acelerou na minha direção.

Se eu forçar a memória, consigo lembrar vagamente do carro capotando. O barulho do metal se contorcendo e do vidro se quebrando.

A escuridão finalmente tomou conta de tudo.

***
Intoxicação por dióxido de carbono. 

Essa foi a frase que eu mais ouvi nos dias seguintes. 

Era sussurrada por médicos e enfermeiras, escrita também em formulários que pediam que eu assinasse. 
Isso tudo foi uma semana antes de um policial - Mitchell, acho que esse era o nome o nome em seu distintivo - refrescar minha memória. 

A polícia respondeu às chamadas sobre um motorista na autoestrada que havia se acidentado perto do Hotel Kings Inn. Desmaiei no volante e bati de frente em um carvalho gigantesco. Ou foi em uma árvore de bordo?  

De qualquer forma, os primeiros socorristas me retiraram do carro enquanto delirava sobre pessoas que estavam atrás de mim.

Acharam que eu estava drogado ou tinha tido uma concussão. 

Eu ainda estava com a cartão de acesso do quarto 205 comigo, então a polícia fez uma varredura na propriedade. 

As luzes estavam desligadas e a porta estava trancada.

No meu quarto, encontraram meus pertences bagunçados e uma cama desarrumada.

No quarto 204, encontraram um gerador a gás - bombeando altos níveis de CO2 através do respiradouro que conectava os dois quartos.

"Concentração de doze por cento, os médicos falaram", me disse. "Níveis altos como esse podem causar um grande número de sintomas. Náuseas, dores de cabeça, confusão mental, alucinações auditivas e visuais."

"Pensei que estava vendo fantasmas", falei.

Assentiu com a cabeça. "Não havia ninguém registrado no quarto 204 e será difícil descobrir as procedências do gerador. É antigo. Pode se comprar um daqueles em qualquer esquina. Mas estamos investigando."

"E o garoto da recepção?"

"Desaparecido. Acho que é algo aleatório. Um doente tentando atrair qualquer pessoa para chapá-los com gás e fazer sabe-se Deus o que. Você teve sorte de sair correndo de lá, mesmo desorientado. Se tivesse adormecido, os médicos disseram que podia ter entrado em coma ou pior." 

Olhei para a intravenosa no meu braço. "Descobriu mais alguma coisa?"

O oficial Mitchell franziu a testa por um tempo e se aproximou da minha cama.

"Bem," Limpou a garganta, "como eu disse, não havia nada no quarto 204. Sem impressões digitais, sem pertences pessoais, exceto por isso." Ele estendeu um plástico grande de evidência na minha direção.

"Foi deixado na cama do quarto 204. Mas não posso entregar para você, claro. É evidência." 

Olhei bem para o plástico.

Havia um cheque no meu nome.

De $25.000. 


Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 


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