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Quinta-feira, 27 de Julho de 2017, 19:13:00

Telefonista: 911, qual o endereço sua emergência?

Anônimo: Estou nas paredes.

Telefonista: Senhor, preciso do endereço da sua emergência. 

Anônimo: Ela não sabe que estou na casa. 

Telefonista: Preciso que você me informe qual sua emergência. Você ou alguém está em perigo? 

Anônimo: Em breve. 

Telefonista: Você consegue me informar o motivo da sua emergência?

Anônimo: Estou aqui a tanto tempo. Estive esperando. Continuarei esperando. 

Telefonista: Senhor, preciso lhe informar que passar trotes para a polícia é crime. Se isso não é uma brincadeira, preciso que me informe imediatamente. 

Anônimo: Não é brincadeira. Estou escondido. 

Telefonista: Se você não pode me informar o endereço, terei que desligar. 

Anônimo: Estou na 50 Hill Street em Falmouth.

Telefonista: ... Senhor?

Anônimo: Sim...

Telefonista: .... Esse... esse é o meu endereço.

Anônimo: sim......

Telefonista: Eu - Isso - usando a polícia para fazer trotes - 

Anônimo: Você pode confirmar minha localização. Na verdade, tenho certeza de que já fez isso. 

Telefonista: Ai meu Deus (inaudível). 

Anônimo: Sim. 

Telefonista: Por que você está fazendo isso? 

Anônimo: Quando o vento acaba de soprar, não volta mais. A destruição é o seu mausoléu.

Telefonista: Isso não faz sentido. Você está na minha casa? Tem algo de errado aí?

Anônimo: Sim.

Telefonista: O que?!

Anônimo: Eu. 

Telefonista: Isso - eu não consigo entender.

Anônimo: Eu te observo.

Telefonista: Que?

Anônimo: Eu vivo na sua casa e te observo. Estou nas paredes. 

Telefonista: Não.

Anônimo: Sim.

Telefonista: (inaudível)

Anônimo: Fale mais alto, Alice. 

Telefonista: Como você sabe meu nome?

Anônimo: Sei mais do que você pode compreender, Alice. 

Telefonista: (choro)

Anônimo: Se controle, Alice. 

Telefonista: A polícia está a caminho.

Anônimo: Eu sei.

Telefonista: Você está cometendo um crime.

Anônimo: Eu sei. 

Telefonista: Você vai ser preso.

Anônimo: Duvido. 

Telefonista: Como assim? 

Anônimo: Você deve entender, Alice, que sou bastante cauteloso. Já terei sumido faz tempo quando a unidade 45 chega na sua localização.

Telefonista: Como...?

Anônimo: Claro, eles vão achar onde eu me escondia. Vão descobrir como tenho entrado e saído das paredes. 

Telefonista: Então fique longe. Só fique longe de mim.

Anônimo: Eu vou. 

Telefonista: Bom.

Anônimo: Por pouco tempo. 

Telefonista: (inaudível) nunca. Nunca mais volte!

Anônimo: Voltarei quando você ficar complacente de novo. Você ficará alerta, até paranoica por um tempo. Você terá surtos emocionais e se assustará com a própria sombra - e claro, isso é justificável. Seus amigos e familiares te ajudaram a passar dessa fase. Mas, lentamente, você começará a se curar do trauma. Esses amigos e familiares já citados irão te ajudar com a cura. Te encorajarão a colocar isso tudo no passado, para superar. Assim que estiver curava, assim que tudo ser nada mais que uma lembrança ruim, eu voltarei. 

Telefonista: (inaudível)

Anônimo: É melhor assim. A cura será a sua dor. 

Telefonista: Eu vou me mudar.

Anônimo: E eu vou te seguir. 

Telefonista: (inaudível)

Anônimo: Obviamente, você tem que compreender que, sendo que eu sei tanto sobre a sua vida agora, você nunca conseguirá se mudar sem que eu saiba. Você nunca vai se livrar de mim. A melhor coisa é que, mesmo quando estiver longe de você fisicamente, ainda estarei na sua mente. Eu nunca vou ir embora. 

Telefonista: (inaudível)

Anônimo: Boa noite, Alice.

Ligação terminada às 19:18:50

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!