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As histórias de um Oficial de Resgate no Serviço Florestal dos EUA (PARTE 5)

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ATENÇÃO: ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE. NÃO É RECOMENDADA PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE.

Peço desculpas pela pequena atualização, pessoal. As coisas ficaram um pouco loucas por aqui e não tenho certeza de com que frequência poderei atualizar. Realmente aprecio todo o apoio que vocês me deram, mas hoje só tenho poucas histórias para compartilhar com vocês; estou muito interessado em saber o que acham!

  • Um bombeiro que estava nos ajudando na operação de treinamento me contou sobre uma chamada que ele recebeu, supostamente para ajudar a resgatar uma criança de uma árvore absolutamente gigante. Disse que não lhe deram muitos detalhes, só que precisavam que viesse e ajudasse pois faltava o equipamento adequado. Tinha sido chamado porque a árvore era tão grande que os oficiais não se sentiam seguros tentando escalá-la. Antes de ser bombeiro, ele tinha sido um derrubador de árvores, então era fácil o suficiente para ele pegar seu equipamento antigo e ir ajudar.

    Foi conduzido por cerca de três quilômetros, e a equipe parou em uma das maiores árvores da área e apontou para cima. Ele riu, perguntou como o menino tinha subido lá e fez a velha piada do gato em cima da árvore, mas o capitão apenas balançou a cabeça e disse para ir lá e pegar a criança. Falou que sentiu que havia algo estranho na situação, mas não insistiu. Enquanto escalava a árvore começou a se perguntar se estavam fazendo alguma brincadeira com ele. "Não havia nenhuma maneira do garoto ter conseguido escalar aquela coisa. Era enorme na base, mas na metade do caminho começava a diminuir, e quase tive que voltar várias vezes, porque realmente não achava que isso me seguraria"

    Mas ele continuou, e quando estava no topo, viu um brilho azul nos galhos. "Eu vi a camisa do menino presa em um galho, eu o chamei e disse para chegar o mais perto de mim que pudesse, mas ele não disse nada. Continuei me movendo, chamando-o e dizendo para não ter medo, que eu estava lá para ajudá-lo. Quando cheguei a ele entendi a causa de não ter me respondido. Eu o encontrei, ou o que restava dele, preso em um galho, e o fato dele estar lá era pura sorte. Se ele estivesse em outra posição teria caído. Isso não importa, porque a criança estava morta muito antes de acabar naquela árvore. Eu não sei quem o colocou lá, ou como, ou porquê, mas era um doente maldito. Os intestinos do menino saíram pela boca e estavam pendurados nos galhos. Da forma que foi feito parecia com uma porra de uma árvore de Natal. Olhei melhor e vi que as tripas estava saindo do traseiro dele, saindo do fundo de suas calças. Ele estava sem os olhos, presumo que eles foram empurrados para fora por qualquer força que o apertou como uma bola anti-estresse. Você já viu um corpo que está flutuando na água por um longo tempo, com a língua inchada e para fora? Era assim. Me lembro porque havia moscas por toda parte.

    Acho que devo ter entrado em choque, porque... Cara, eu simplesmente empurrei aquele garoto com uma vara. Eu não sei por que fiz isso... Quase perdi meu emprego por causa disso. Mas cara, eles queriam que eu transportasse aquele menino em meus ombros por todo o caminho, juntando suas tripas e enrolando-as em torno de mim como uma corda para que não fossem enganchadas... Não conseguiria fazer isso. Eu já vi muitas crianças mortas. Mais do que jamais admitirei. Eu vi um menino que se escondeu em uma banheira cheia de água durante um incêndio e foi cozido vivo, se transformou em uma sopa, literalmente. Mas isso... Eu não sei porquê, mas a ideia de tocar o corpo daquela criança me fez ter a sensação que enlouqueceria. Eu o ouvi bater no chão e achava que todos ficariam loucos, mas todo mundo sabia que ele estava morto quando me enviaram para lá. Não disseram nada, não gritaram, nem perderam a cabeça, ou algo do tipo.

    Cheguei ao solo e comecei a ir em direção ao capitão, perguntando a ele quem achava que era para me mandar buscar uma criança morta. Mas ele simplesmente me disse que não era da minha conta e me agradeceu por ter obtido a evidência. Eu lembro que disse isso, lembro-me especificamente porque era tão estranho ouvir ele se expressar daquela maneira. 'A evidência'. Como se não fosse uma pessoa. Como se nunca tivesse sido um garotinho que tivesse se perdido e algo inexplicável aconteceu com ele. O capitão mandou a equipe me levar para fora da floresta, mas ele e outros dois homens ficaram para trás; achei muito estranho. Por que não me ajudaram a pegar o menino? Tentei perguntar, mas os caras que me levaram me disseram que não podiam discutir um caso aberto.”

    Perguntei o que ele achava que havia acontecido com o garoto, ele ficou realmente pensativo e demorou um pouco para responder "Eu teria dito uma lesão por algum tipo de esmagamento, com base em como suas tripas ficaram, mas no caso dessas lesões você vê contusões e machucados na pele. Mas não havia nada. Era como se aquele garoto tivesse entrado em um grande aspirador e tivesse suas tripas sugadas. Mas mesmo assim, não houve nenhum trauma ou machucado. Nenhum mesmo. Isso me perturba, cara. Isso me perturba pra caralho."
  • Um dos veteranos leu minhas postagens e reconheceu minhas histórias. Ele me conhece muito bem e já trocamos histórias antes. Me perguntou se ele poderia compartilhar algo que notou sobre as escadas, e alguns ideias que tinha. "Estou muito feliz por você ter decidido compartilhar isso. Acho que é importante que as pessoas estejam cientes do que há lá fora, especialmente porque o Serviço Florestal está fazendo um bom trabalho encobrindo tudo." Perguntei o que ele queria dizer. "O que você quer dizer com o que eu quero dizer? A falta de qualquer tipo de atenção da mídia? Nenhuma cobertura de crianças desaparecidas, ou corpos encontrados a distâncias enormes de onde desapareceram? Eles estão fazendo tudo o possível para que as pessoas venham aqui, mesmo que não seja seguro. Quero dizer, para ser justo, não é como se essas coisas acontecessem todos os dias. Mas os números somam, e vale a pena procurar e pesquisar. Especialmente as escadas. Fiquei surpreso que você não mencionou as escadas invertidas.” Eu não sabia do que ele estava falando, não conseguia lembrar dele falar sobre algo assim. Ele parecia um pouco incrédulo. "Cara, não posso acreditar que você nunca tenha visto. Ninguém falou sobre elas?" Encolhi meus ombros e pedi para contar o que sabia.

    "Bem, há as escadas normais, as que aparecem quando estamos lá fora. Eu sei que você sabe sobre elas. Mas, às vezes, eu vejo aquelas que estão virados de cabeça para baixo. Eu acho que seria como se você tivesse uma casa de bonecas e as escadas fossem uma peça separada. Pegue e a coloque de cabeça para baixo; a parte de cima ficará presa na terra e será colocada na floresta. Elas são assim. Não as vejo tão frequentemente, mas são estranhas, para dizer o mínimo. Se parecem com filmagens feitas logo após um tornado, quando as casas ficam destruídas e coisas aleatórias ficam de pé. Elas me assustam mais do que as normais, não posso descrevê-las tão facilmente. Eu vou tentar descobrir mais informações sobre elas”.

    Também mencionou quantas pessoas foram incomodadas pelo cara sem rosto. Ele ficou realmente animado e me disse que tinha visto algo parecido. "Eu estava em treinamento há alguns anos. Estava dentro da minha barraca no acampamento e ouvi alguém andando ao redor. Sempre nos avisam para não ir longe, o que você sabe, então achei que talvez fosse um novato que tivesse ido fazer xixi e não conseguiu encontrar o caminho de volta. Você lembra daquele cara do nosso grupo que há alguns anos quase caiu de um maldito penhasco? Bem, eu sou um pouco paranoico sobre isso acontecer novamente, então me levantei para ver o que estava acontecendo. Fui até o limite do acampamento e gritei, informando que era o limite do mesmo. Mas a 'pessoa’ continuou indo em direção a floresta, então eu fui atrás dele.

    Eu sabia que era uma atitude estúpida, mas eu estava meio sonolento e eu realmente não queria lidar com um idiota se machucando. Eu o segui por um caminho reto por cerca de um quilômetro e meio, e então ele parou na beira de um pequeno rio. Eu podia ver o esboço dele porque a água estava refletindo a lua, e parecia exatamente com um cara comum. Parecia que ele estava de frente para mim. Peguei minha lanterna de bolso. Perguntei se ele estava bem, se precisava de ajuda, e ele inclinou a cabeça como se não me entendesse. Ele estava respirando devagar e profundamente, então me perguntei se era um sonambulo. Cheguei mais perto e perguntei novamente se estava bem. Movimentei a luz e algo não pareceu certo, então eu parei. Ele continuou respirando de forma lenta e profunda, e descobri que era isso que me incomodava. Era como se ele estivesse fingindo respirar, mas na verdade não o fazia. Suas respirações eram tão profundas e todos os seus movimentos eram exagerados, com os ombros subindo e o peito se movendo.

    Falei para se identificar, e ele fez um barulho abafado. Movi a luz para cima e não acreditei. Esse cara não tinha rosto. Apenas pele lisa. Me assustei e isso fez a luz se movimentar. Então comecei a ver ele se movendo em minha direção, mas ele não moveu um só músculo. Eu realmente não sei como explicar, mas num segundo ele estava no limite do rio e no outro ele estava a cinco metros de mim. Nunca desviei o olhar ou pisquei, era como se ele se movesse tão rápido que meu cérebro não conseguia o acompanhar. Tropecei, caí de bunda, e pude ver uma linha se abrindo na garganta daquilo. Ela se esticou até as orelhas, sua cabeça se inclinou para trás e ele sorriu com a garganta. Não havia nenhum sangue, apenas um buraco escuro, e eu juro que ele sorriu para mim com esse corte na garganta. Me levantei e corri o mais rápido que pude para voltar ao acampamento. Eu não podia ouvi-lo me seguindo, mas senti que sempre estava bem atrás de mim, mesmo quando eu olhava para trás e não conseguia vê-lo.

    Me acalmei quando voltei ao acampamento. Havia uma fogueira e corri em direção dela; parei e respirei um pouco. Esperei e escutei atento, tentando identificar se havia algo me seguindo. Não ouvi mais nada, então voltei para a minha barraca. Eu sei que isso parece estranho, mas foi tão surreal que parece que inventei tudo.

  • Nós estávamos contando histórias de fantasmas uma noite antes de irmos dormir, apenas para assustar e perturbar os mais medrosos. Na maioria das vezes são os novatos, mas uma mulher contou uma história que realmente ficou na minha cabeça, e sei que o mesmo aconteceu com os outros. Ela disse que era verdade, mas, toda história de fantasmas contada em torno de uma fogueira é dita como verdadeira. De alguma forma, não acho que ela estava inventando. Sua expressão tinha uma forma que só os eventos realmente traumatizantes produzem.

    Contou que quando era uma criança, ela e sua amiga costumavam ir muito na floresta atrás de sua casa. Ela morava no norte do Maine, onde há muitas florestas nacionais densas e despovoadas. Disse que os bosques de lá não são como os daqui. Eles são densos, e há lugares em que as árvores bloqueiam o sol quase que completamente. Ela e sua amiga cresceram lá, então não tinham medo de estarem lá sozinhas, mas sempre mantiveram cautela em certas áreas. Sempre souberam para não ir mais do que um quilômetro ou dois além de suas casas. Os adultos nunca disseram o porquê, mas era uma regra tácita, e ninguém se aventurava a ir tão longe.

    Ela e sua amiga inventavam histórias sobre ursos tão grandes quanto as casas que viam do lado de fora, se assustavam, se escondiam e faziam barulhos de grunhidos enquanto uma procurava a outra. Ela disse que em um verão houve uma série de tempestades terríveis que derrubou muitas árvores e até fez com que ocorresse um incêndio florestal em um bosque alguns quilômetros atrás de sua casa. Os bombeiros conseguiram controlar as chamas, mas ela disse que alguns deles voltaram e "não pareciam os mesmos". "Era como se tivessem voltado de uma guerra. Eles tinham um olhar apavorado no rosto. Minha amiga até comentou que pareciam mortos. Eles não sorriram, nem diziam nada, e a maioria deles deixou a cidade assim que tudo acabou.

    Perguntei a meus pais sobre isso, mas disseram que não sabiam sobre o que eu estava falando. Uma vez que fomos informadas que os bosques estavam seguros novamente, minha amiga e eu decidimos seguir a trilha do fogo. Não dissemos aos nossos pais para onde estávamos indo e foi muito excitante pensar que estávamos os desobedecendo. Caminhamos por cerca de 5 quilômetros ou mais, e começamos a ver árvores queimadas e outras coisas. Me recordo de que minha amiga ficou realmente triste quando encontramos o esqueleto de um cervo enrolado embaixo de uma árvore e praticamente tive que arrastá-la. Ela queria enterrá-lo, mas eu não queria que ela o tocasse porque seus chifres eram estranhos. Não consigo lembrar por que, mas havia algo de errado com ele e não queria que nenhuma de nós ficasse perto.

    Quanto mais longe íamos mais coisas queimadas víamos. Não havia árvores de pé, era como estar em outro planeta. Quase nada verde, apenas marrom e preto por todos lados. Estávamos de pé lá, olhando tudo, e nós duas ouvimos alguém gritando a distância. Entrei em pânico, pensei que era meu pai me dizendo que eu estava encrencada. Minha amiga se escondeu atrás de uma grande rocha, dizendo que não queria ser pega naquele lugar. Seus pais lhe proibiram de ir até a floresta, e ela mentiu dizendo que íamos assistir um filme. A segui e continuamos ouvindo. Eu podia ouvir a voz se aproximando, até que percebi que estavam pedindo ajuda. Pensei que talvez fosse alguém fazendo uma trilha que tivesse se perdido e que precisava de ajuda para voltar a cidade. Isso costumava acontecer o tempo todo e eu costumava ajudar essas pessoas.

    Eu vi que estava seguindo minha voz, então continuei gritando até o ver correndo na direção. Ele se aproximou e pude ver que seu rosto estava vermelho. Falei para minha me dar sua mochila, ela tinha um kit de primeiros socorros. Ela fez um barulho como se estivesse espantada, e perguntou se eu vi o rosto do homem. Falei para calar a boca e fui até ele. Parei na metade do caminho e, quando ele parou na minha frente, pude ver que não tinha o nariz, lábios e parte de sua testa. Era como se tivessem sido cortados. Ele estava sangrando muito, e vi que a parte dos joelhos de suas calças estavam vermelhos também. Dei um passo para trás, mas estava com medo de me mover demais, e ele agarrou meus ombros. Senti como se eu tivesse levado um choque e ele me empurrou para trás. Ele começou a balbuciar, e eu não conseguia entender o que ele estava dizendo, exceto as perguntas de por quanto tempo havia sumido. Me perguntou onde estava "sua unidade", mas simplesmente balancei a cabeça. Ele me olhou, viu meu Walkman e gritou. Ele continuou tagarelando e tocando seu rosto, e percebi que ele não estava vestindo roupas 'compatíveis’. Ele usava algum tipo de jaqueta de pano cinza e estranha e calça formal; a jaqueta tinha botões estranhos e bordas vermelhas. Continuei balançando a cabeça e dizendo que não conseguia entender o que ele estava dizendo.

    Abri o kit de primeiros socorros, mas ele apenas gritou novamente e disse uma única coisa que consegui entender perfeitamente: "Não me toque! Você vai me fazer voltar para lá!” Depois disso ele fugiu, e pude ouvi-lo gritando o tempo todo. Quando não consegui mais ouvi-lo, me virei e minha amiga estava chorando. Simplesmente me virei e comecei a caminhar de volta para a cidade. Ela me perguntou repetidamente o que aconteceu e quem era, mas eu não disse nada. Quando chegamos em casa, eu disse que não queria mais brincar na floresta com ela. Ainda somos amigas, mas não falamos sobre esse cara. Nunca.
Vou atualizar assim que possível, pessoal. Agradeço o apoio constante!


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