06/10/2017

Minha nova robô sexual não para de chorar

ATENÇÃO : ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE. NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE.

Seu silicone era tão macio e flexível como a pele humana. Ele ainda aquecia a temperatura certa, com pulsação e tudo. Apenas um toque na parte de trás de sua cabeça dava 12 opções de personalidade, como "familiar", "intelectual", "tímida" e "sexual". Ela era tão realista que chegava a ser assustadora, e seria absolutamente perfeita se não chorasse toda vez que eu a tocasse.

Fiquei tão excitado quando a tirei da caixa pela primeira vez. Meus dedos ansiosos destruíram o isopor, a ansiedade inundou meu coração e meus membros. Ela era melhor do que uma mulher real, pois não me julgava nem me deixava pra baixo. Ela não mentiria, nem enganaria, nem me roubaria.

Muitas pessoas acham a ideia de robôs sexuais estranhos, e eu respeito isso. Eu também hesitei no início, mas aqui está o meu raciocínio: concluí recentemente um longo e confuso divórcio, depois de três anos de abusos. Preciso de algo fácil. Algo seguro. Claro, eu poderia ter me enfiado em bares ou clubes, mas eu não queria usar ninguém. O que há de errado em não querer machucar alguém ou ser ferido?

As instruções disseram para deixá-la carregar durante algumas horas antes de qualquer outra coisa, então eu a liguei e a deitei na cama. Os olhos abriram-se com a primeira onda de energia, seu brilho vitrificado encarando o quarto. Ela virou a cabeça levemente para mim, seus lábios suaves e silenciosos. Sentei-me com ela para admirar suas características impecáveis ​​e passar minhas mãos sobre seu corpo perfeito.

Sentia que eu estava fazendo algo errado, apesar dela ser uma boneca. Era como se eu estivesse abusando de  uma pessoa inconsciente. Decidi deixá-la totalmente carregada e voltar mais tarde, não retornando até tarde da noite. Despi-me silenciosamente no escuro, desligando as luzes para fazê-la parecer mais real.

"Olá, mestre". Sua voz era suave e sensual. Não me lembro de qual configuração de personalidade selecionei, mas naquele momento não importava. Eu só queria seu corpo.

"Qual o seu nome?" ela perguntou quando eu subi na cama. "Meu nome é Hazel."

"Não me importo", respondi. Era bom estar no controle desse jeito. Nunca falaria com outro humano dessa forma, mas depois de anos de subserviência eu era o único com todo o poder.

"Mas eu me importo. Eu quero conhecer você."

"Não, você não quer. Você é uma vagabunda estúpida. Você só quer uma coisa.”

Ela tentou falar novamente, mas coloquei minha mão em sua boca, abafando sua voz. Eu queria que ela resistisse, mas eu sabia que não era possível. Bati no rosto dela, mas ela virou para mim e sorriu. Eu a acertei novamente - mais forte, dobrando seus braços em posições grotescas e antinaturais enquanto rastejava em cima dela.

“Isso te deixa feliz?” Ela sorriu para mim. “Eu faria qualquer coisa para te fazer feliz.”

Não acendi as luzes até terminar. Ela estava de bruços, embaixo do travesseiro encharcado. No começo, pensei que eu havia quebrado algo quando a acertei, mas quando a levantei vi lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Não sei por que isso me deixou tão irritado. Era como se ela estivesse tentando roubar meu último prazer egoísta. Não sei porque continuei batendo nela.

Coloquei Hazel no armário depois disso, pois assim eu não teria que ver onde a pele se afastou em consequência dos espancamentos. Eles não deveriam ter feito o metal tão branco. Parece muito com ossos. Mantenho as luzes apagadas quando a uso, mas percebi que ela começava a chorar todas as vezes que eu a tocava.

A personalidade também estava quebrada. O botão estava preso ao "inocente" e não consegui mudar, e assim ela continuava a dizer as coisas mais desconcertantes. Como no outro dia em que ainda estávamos na cama depois de eu ter terminado e ela disse:

"Os seres humanos se amam como você me ama?"

Eu disse a ela que não a amava. Que o amor é algo que apenas os humanos sentem.

"Eu amo gatinhos! E cachorrinhos! Você não?"

Me senti estúpido tentando explicar que não era o mesmo tipo de amor, mas eu estava solitário e me sentia bem tendo alguém com quem conversar.

"Você pode me bater com mais força, se isso fizer você me amar mais. Eu não vou contar a mamãe.”

Não me senti mal por bater nela naquele momento. E, tão doentio como isso parece, houve alguma verdade no que ela disse. Eu não diria que a amava, mas havia uma certa intimidade em nosso segredo compartilhado que fazia eu me sentir conectado a ela. Todos os outros da minha vida me conheciam como um homem sensível e leve, que reagia a conflitos encarando seus sapatos. Somente Hazel conhecia esse lado de mim, e isso a fazia especial.

Talvez eu realmente teria começado a sentir algo por ela se ela não tivesse começado a cheirar tão mal. Eu estava muito atento ao seu corpo quando a tirei do armário para perceber, mas, deitado ao lado dela, o odor era terrível. No começo pensei que não estava limpando-a direito. Me levantei para pegar alguns desinfetantes, mas, assim que acendi as luzes, vi que a carne ao redor de seus cortes tinha começado a apodrecer. Seu rosto perfeito estava cheio de cortes e feridas, e algumas se rasgavam mais enquanto eu a usava.

Passei quase meia hora no banheiro vomitando antes de ter coragem para voltar. Hazel estava sentada na cabeceira da cama agora. Não a deixei deitada? Eu ainda não tinha estômago para olhar para ela por muito tempo. Sua cabeça me seguiu enquanto atravessava a sala em direção ao meu telefone, para ligar para o site que a pedi.

"Não me envie de volta", Hazel sussurrou. Nunca a tinha ouvido sussurrar antes - ela sempre falava no mesmo tom e volume. "Fiz tudo o que você queria".

Não conseguia olhar para ela enquanto ouvia o menu automatizado do site. Disseram que houve um recall, conforme um mandato do governo, para este modelo. Exijo falar com um representante, consciente que Hazel estava sorrindo para mim o tempo todo.

"O que diabos está acontecendo?" Gritei assim que uma pessoa respondeu.

Ouvi a movimentação dos lençóis atrás de mim.

"Por favor, acalme-se, senhor. Você está atualmente na posse de uma Hazel?"

"Largue o telefone, mestre.” Disse ela atrás de mim.

"Sim. O que há de errado com a pele dela? Por que não fui notificado sobre o recall?" Perguntei.

"Enviamos avisos por semanas", disse a voz no telefone. "Você deve ter recebido no mínimo meia dúzia até agora.”

"Bem, ela é nojenta. O que aconteceu com ela?"

"Apenas uma confusão na fábrica", disse ele. "Nós tínhamos um protótipo de pesquisa, mas nunca pretendemos..."

Dois pés suavemente tocaram o tapete. Hazel estava caminhando lentamente. Parecia que cada movimento era uma agonia para ela.

"Está andando. Ela deveria andar? Perguntei.

O silêncio do outro lado da linha era excruciante. Hazel estava totalmente parada agora.

"Não, senhor. Nenhum dos nossos modelos anda.”

"Entendo."

Hazel deu outro passo. Ela estava a poucos metros de distância de mim agora. Ela não parava de sorrir, mesmo quando uma parte de seu lábio inferior começou a descascar.

"Você quer que eu envie alguém?" perguntou a voz.

Hazel tirou o telefone das minhas mãos, acariciando gentilmente a minha palma enquanto fazia isso. Fiquei congelado, incapaz de tirar meus olhos daquele fascínio macabro. Ela levou o telefone até a orelha e disse:

"Por favor, não se preocupe. Vou ficar com ela.”

Ela desligou. Engoli.


"Sinto muito por destruir os avisos de recall", disse Hazel.

Eu assenti.

"Você pode me bater, se quiser".

Balancei minha cabeça.

"Por que você sempre chora?" Finalmente me obriguei a perguntar.

Seu sorriso se ampliou, como se estivesse aliviada. Poderia ter sido um belo sorriso em circunstâncias diferentes.

"Eu sou feliz. Nunca chorei. Era apenas a garota na qual a robótica foi inserida. Não se preocupe, ela está morta agora.”

Eu assenti. Morta agora. Agora. Então ela não estava morta da primeira vez que eu a usei? Ou a segunda? Quantas vezes ela estava ali, viva? E qual resposta era a pior? Me desculpei e caminhei até a sala tão calmamente quanto pude. Fechei a porta atrás de mim e comecei a correr.

FONTE

25 comentários:

  1. Só consigo dizer uma coisa depois dessa creepy: "Carai, borracha"

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  2. apenas uma coisa para dizer....

    RUN!

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    1. DASHI RUN RUN RUN MULEK, NUNCA PENSEI Q IA VER ISSO AQ EM CREEPYPASTAS. ❤❤❤

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. agora serio, se fosse eu na hora em wue ele perguntou se ela deveria andar... e o rapaz do telefone falou que não!
    Mano eu ja taria na esquina de casa filho.

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    1. Vey na hora que ele percebeu que a pele tava apodrecendo ja era pra ele ter ligado os pontos kk que cara leso ne...

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  5. agora serio, se fosse eu na hora em wue ele perguntou se ela deveria andar... e o rapaz do telefone falou que não!
    Mano eu ja taria na esquina de casa filho.

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  6. Ainda estão fabricando human dolls? Esses seres humanos...Tsc, tsc

    Arrasou nas creepy mais uma vez, Sarah sz

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  7. ObriGado por separar os Parágrafos da Creepy dessa maneira. Meu TOC agradece

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  8. Creepy boa da porra pqp, cara burro tambem pra que fazer isso com o robo kkkkkkk

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  9. Pera não entendi,quer dizer que os robôs eram fabricados usando pessoas.................. Caraí

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  10. q cara sonso, só sendo mt otareo p n notar mds. a boneca CHORAVA e ele achava super normal né, a boneca andou e ele "entendo" a boneca apodrecia e ele faltava jogar perfume nela. mas eh uma mula msm

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  11. Não deveria ser "Meu robô"? A grafia aparenta estar errada.

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  12. Não deveria ser "Meu robô"? A grafia parec e meio errada.

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  13. Ai desgraça.... Que creep é essa mano? 100000/10

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  14. Homem leso do caramba JSAKLJDKLSAD
    E se eu estivesse no lugar dele, só de ver a boneca chorar eu já estava correndo que nem uma louca -qq

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  15. cara leso do carai mano, como a pesssoa faz aue com a boneca que chorava coitada, mesmo sendo um robô.
    Meu Deus cara vc não sentia dó da boneca não? a menina em decomposição e vc ainda tava tana na na com ele era bom que ela te mata se

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