22/11/2017

A parte da Deep Web que não deveríamos ver - Parte 3 - A Caçada

Bem, aqui estou novamente.

Para os que não sabem ainda do que se trata, aqui está a PARTE 1 e aqui está a PARTE 2.

Atualmente estou em um avião indo para Scottsdale, Arizona. Na verdade não estive fora da cidade por mais de seis anos. Pensei que iria eventualmente, só... não esperava que fosse nessas circunstâncias.

De qualquer forma, vamos recapitular um pouco. Eis o que aconteceu:

Logos após eu ter descartado o notebook, ouvi a fechadura ser arrombada. Alguém estava tentando entrar. Nunca fui muito bom em agir sob pressão, então você pode imaginar como eu estava me sentindo. Mas a mente humana é uma coisa interessante. Quando você pensa que está no fim da linha, seu desejo por sobrevivência realmente aumenta.
A varanda. Pensei. A única saída disso. Sem hesitar, corri e pulei. Felizmente, eu estava no segundo andar, então não quebrei as pernas. E então veio uma decisão. Correr ou se esconder? Ambas não pareciam muito promissoras. Merda. Pensei. Estava em pânico. Foi aí que eu avistei uma salvação. - um táxi estacionado do outro lado do lote. Corri em sua direção.

Bati na janela, assustando o motorista. "Sr. Horvat?" Ele perguntou.

Bem, não era. Mas concordei com a cabeça, de qualquer forma.

"Você disse 8:40, não foi?" Ele me olhava, confuso.

Terminei cedo. Vamos lá." Havia ansiedade em minha voz, mas tentei ao máximo escondê-la. A última coisa que precisava era esse cara pensar que eu era um louco e fugir.

Entrei, disse o endereço e seguimos viagem. Assim que saímos do lote, olhei para trás. Os dois homens que eu vi saindo do carro estavam agora na varanda que eu estava há poucos minutos. Poderia dizer que havia um olhar mortífero em minha direção por trás daqueles óculos escuros. Apesar disso, o alívio tomou conta de mim. Porém, pouco tempo.

Eu relia a mensagem em minha cabeça. "Faça isso antes que a mensagem seja intercepytada." Isso significava que eu não tinha muito tempo. Se eles ainda não sabem pra onde eu estou indo, saberão em breve.

Finalmente chegamos ao lugar cerca de quinze minutos depois. Assim que entrei, corri para os vestiário. Estava na maior parte vazio. Continuei a repetir a combinação em minha cameça. Era a única coisa que eu tinha. Eu realmente nem ligava em ter respostas antes, mas... parecia que eu já não tinha mais escolha. Finalmente encontrei o armário. Não sei porquê esse cara escolheu um lugar tão grande. 12 à esquerda, 27 à direita, 33 à esquerda. Abri.

Lá dentro, havia um modelo antigo de Blackberry e um envelope. Abri e encontrei uma passagem de avião, 2000 em dinheiro e um post-it. Em uma caligrafia horrível, as palavras "CHECAR TELEFONE, SENHA: SNAKETRACKS" estavam escritas nele. Obedeci e liguei o dispositivo. Lembro de achar aquilo um pouco divertido. Sempre implorei aos meus pais um desses quando era criança. Isso era muito diferente daquilo.

Dei uma rápida olhada pelo celular. Estava na maior parte em branco. Nenhum aplicativo baixado, sem fotos, nada. Havia apenas um contato, nomeado de "ME LIGUE". Então eu liguei. Após apenas um toque, uma voz respondeu. Havia um tom hesitante em sua voz. Mas de alguma forma me soou familiar.

"Quem é?"

"Uh..." Bem, como caralhos eu deveria responder isso? Eu deveria dizer meu nome? "Recebi sua mensagem." Finalmente respondi. Houve uma breve pausa. Sua resposta me surpreendeu.

"Qual é a sua afiliação religiosa?" Seu tom tinha ficado muito mais agressivo. Por que ele estava me perguntando aquilo?, pensei. Porém não tinha energia o suficiente para questioná-lo.

"Criado protestante, mas agora agnóstico... Eu acho" Foi minha resposta. Ele pareceu suspirar aliviado. Então desligou. Bem, merda. Esse cara é louco ou algo assim? Meus pensamentos foram interrompidos quando recebi uma mensagem. Ele tinha me mandado um endereço e um número de quarto. "ME ENCONTRE", foi a única coisa que ele tinha digitado. Olhei por um tempo antes de cair na real. Eu sou um idiota. Deveria ter apenas pegado as coisas e fugido.

Ouvi um barulho. A porta do vestiário estava sendo aberta. Então ouvi passos caminhando vindo até onde eu estava. Pra falar a verdade estava correndo. Fiquei desesperado. Enfiei as coisas nos bolsos e comecei a procurar por uma saída. Novamente, havia apenas uma opçãoa aqui. Corri para a entrada da piscina. Assim que comecei a correr, tiros eram disparados atrás de mim. Eu poderia dizer que eles estavam usando silenciadores, mas cara, isso não adianta muito quando você está a apenas 12 metros de distância. De repente senti uma dor no corpo. Vi uma bala acertar um armário logo a frente. Deus, por pouco não me acertou. Corri mais rápido do que jamais pensei que fosse capaz. Quase caí na piscina quando eu tropecei. O salva-vidas gritava enquanto eu fugir pela saída de ermegência.

Não poderia para aqui. Me apressei, fazendo turnos a cada minuto, olhando por trás do ombro o tempo inteiro. Era uma coisa boa eu estar no centro da cidade. Me misturava no mar de pessoas facilmente. Certo ponto eu vi um par de policiais. Eu até considerei contar a eles, de verdade. Mas o que aconteceria? Eles iriam procurar por esses dois caras, não daria em nada, monitorariam minha casa por alguns dias e então deixariam pra lá. Isso não iria resolver nada.

Finalmente entrei em um salão de cabeleireiro. Eu não podia mais fugir. O barbeiro apenas olhou para mim como se eu fosse louco. Dane-se, pensei. Poderia ao menos parecer meus reconhecível enquanto estou aqui. Pedi para que ele raspasse tudo.

Passei o resto do dia fazendo várias compras. Um notebook usado, um novo conjunto de roupas, algumas bandagens e um par de persianas - ao menos algo bom veio disso. O vôo deveria ser em algumas horas neste momento. Chamei um táxi e segui para o aeroporto.

E cá estou eu agora. Ainda tenho uma longa viagem pela frente. Vamos ver o que acontece.

Quando cheguei ao aeroporto, me impressionei com o calor. Deus, é novembro. Como alguém consegue morar aqui durante o verão? Pedi outro táxi. Cheguei ao endereço. Era uma pousada de férias. Eu ri comigo mesmo. Bem sinistro, pensei.

Subi para o quarto e bati na porta. Milhões de pensamentos estavam correndo pela minha cabeça. E se isso for uma armadilha? Na verdade pensei em apenas fugir por um segundo. Mas percebi que não adiantaria. Após cerca de um minuto, a porta abriu. Fiquei bastante surpreso. Mas em retrospectiva, era exatamente quem eu deveria estar esperando.

Era o outro cara que veio na minha casa na outra noite. O que não foi estrangulado. Entretanto ele não parecia muito bem. Tinha um olho preto e lábios rachados. E apenas parecia cansado no geral. Ele me olhou por um tempo antes de fazer o gesto para que eu entrasse, e além disso ele mancava um pouco enquanto caminhava.

"Corte de cabelo legal." Murmurou suavemente.

Ele se sentou na cama e eu me sentei no sofá de frente para ele. Houve um lonfo silêncio. O tempo todo, ele apenas encarava o chão. Pra ser honesto, eu não sabia o que dizer. Então não disse nada. Depois de um bom tempo ele finalmente falou:

"Agora eu te contarei o que está acontecendo."

Então ele prosseguiu colocando tudo pra fora:

"Cerca de 4 anos atrás, houve um incidente nas catacumbas de Paris." Senti um calafrio após ouvir aquilo.

"Quatro adolescentes decidiram quem seria uma boa ideia vagar por ali durante uma tour. Eu acho que eles se perderam ou algo do tipo porque eles nãoe estavam lá, no final. A polícia praticamente varreu todo o perímetro. Nenhum sinal deles. Eventualmente, o governo decidiu colocar câmeras por todo o lugar. Apenas para ver o que aconteceria. Um dia, uma das câmeras captou um movimento. Ninguém imaginou o que veriam a seguir. Era o Inferno manifestado. Uma abominação de membros, braços, pernas, de alguma forma presos uns aos outros, se contorcendo pela tela. Haviam quatro cabeças humanas presas no topo desta coisa. Você pode adivinhar que eles eram."

Fiquei sem palavras. Lembrei daquele vídeo das catacumbas que eu havia visto. Ainda bem que não esperei pela grande revelação. Ele continuou:

"Eles decidiram enviar forças da "elite" para lá para exterminá-la. Aparentemente, 12 homens foram perdidos antes deles acabarem com a coisa. Agora a pergunta era o que eles iriam fazer com o vídeo. Eles não poderiam apenas se livrar dele. Mas eles também não querem que ninguém veja. E isso foi na época que toda a coisa com o Snowden estava acontecendo, então eles não se sentiram confortáveis em usar os servidores do governo. Então é aí que o site que você viu entra em jogo. Eles tinham os especialistas técnicos  mais experientes para enterrar isso em alguma parte profunda na internet. E eu estou falando tão profunda quanto eles poderiam ir. Ninguém deveria saber disso, ninguém deveria encontrar isso, e ninguém deveria nem sequer saber o que procurar."

Pensei sobre aquilo. Claro, eu sabi meu caminho, mas não havia chance de eu ser tão bom quanrto esses especialistas do governo. Então como eu encontrei? Ele continuou:

"E isso funcionou bem por um tempo. Eles fizeram um pacto com o governo de todo o mundo. Qualquer coisa que fosse considerada imprópria para o conhecimento público era jogada nesse site. Mas haviam algumas precauções. Para cada coisa real ali, eles postavam quatro falsas. Para os poucos selecionados que poderiam realmente encontrar o site."

"Espera, o que?" Eu não podia acreditar naquilo. Ele simplesmente riu.

"Sim. A maiora das coisas que você viu eram mentira. A maioria. Os vídeos são mais difíceis de falsificar." Eu não sabia como me sentir sobre isso. Estava um pouco aliviado, eu acho. Apenas um pouco. Ele continuou:

"A lógica por trás disso era que uma vez que as pessoas encontrassem essas coisas, elas olhariam mais a fundo sobre aquilo. Entretanto, uma vez que foram fabricados, nada surgiria e a página seria desconsiderada. Apenas um site de piadas. Pelo menos, essa foi a ideia."

Eu sabia onde ele estava chegando. "E sobre as pessoas que comçaram a olhar a fundo sobre as coisas reais?" Ele suspirou.

"Olha, ninguém teria dado a mínima se eles começassem a falar sobre isso com os amigos ou na internet. As pessoas pensariam que eles são loucos. São as malditas pessoas que apenas vão lá e encontram provas. As que planejam divulgá-las. Sim, esses foram silenciados." Eu estava prestes a dizer algo. Acho que ele notou pois me interrompeu.

"Olha, não venha com essa droga de moralismo pra cima de mim. Elas não tinham que fazer isso. Era a escolha deles, elsas estavam cometendo um crime. Você realmente pensa que conhecimento público sobre qualquer uma dessas coisas ajudariam alguém? Não, não ajudaria. Às vezes, a ignorância é uma bênção, certo?"

Para ser honesto, eu tive que concordar. "Mas aqui é onde as coisas realmente ficam tensas." Ele prosseguiu.

"Antes, haveria talvez duas brechas por mês. E então disparou para vinte. E então cinquenta. Eles examinaram isso. Aparentemente, houve rumores clirlando sobre a Deep Web e a Dark Web. Um rumor sobre uma uma página que continha segredos que ninguém deveria ver. Eles decidiram descobrir o quão fácil era acessar este lugar apenas lendo fóruns e essas besteiras. Para os especialistas levou apenas cerca de vinte minutos para encontrar, apenas resolvendo enigmas esquisitos e então seguindo esses links ocultos que eram gerados deles. E então havia o prompt final. "O que você procura?" Você viu isso, não?" Eu assenti.

"Aparentemente, há várias respostas diferentes que poderiam funcionar. De qualquer forma, não fazia o menor sentido. Todo mundo que deveria saber disso era interrogado. Alguém tinha que fazer isso, certo? Ninguém confessou. Honestamente, todos pareciam genuinamente verdadeiros quando diziam que não haviam feito nada. Eles sabiam as consequências. Após uma investigação brutalmente aprofundada, nada foi resolvido. E então os atingiu. Em 2010, eles também haviam finalizado uma IA (n.t: inteligência artificial) experimental. Vou poupar-lhe dos detalhes, mas aquilo saiu dos trilhos. Ninguém pôde controlar. Assim que eles pensaram que poderiam encurralá-la em uma armadilha virtual, ela simplesmente desapareceu. E não voltou a aparecer. Até agora." Ele fez uma pausa após isso. Como se estivesse esperando eu ligar os pontos.

"Então, você pensa que essa IA veio à tona e agora está controlando pessoas lá?" Perguntei. Ele disse que não achava que era o caso. Ele SABIA que era. "É a única explicação plausível." Afirmou.

"Mas por que?"

"Eu não sei." Ele respondeu.Eu estava começando a fazer uma ideia agora. Sobre o porquê disso estar acontecendo comigo.

"Essas pessoas... elas não estão atrás de mim porque eu vi aqueles links, estão?" Ele apenas assentiu.

"É o que eu vi depois. E você acha que essa IA tem algo a ver com isso?" Assentiu novamente.

"Bem, o que eu vi?"

Ele levou um segundo antes de falar. "Eu não poderia lhe dizer. Há algumas coisas que eu nem sei a respeito. Tudo que eu posso lhe dizer é que há alguns grupos, algumas pessoa lá fora, por trás do governo que estão atrás desse tipo de coisa. Esse conhecimento proibido. E de alguma forma, eles sabem que você viu. E eles querem saber o que você sabe."

"E eles também vieram atrás de você?" Perguntei.

"Sim. Eles sabem que falamos com você."

Uma onda de culpa tomou conta de mim. Aquele cara morreu por minha causa?

Entretanto, aquela culpa rapidamente se transformou em frustração. "Bem, o que diabos eu deveria saber?! Eu não sei que merda eu vi!

Um riso seco saiu dele. "Bem, eles não ligam, ligam? Eles vão pular para qualquer coisa."

"E para quem você trabalha? Pro governo?" Finalmente perguntei. A pergunta estava em minha mente desde que eu cheguei aqui.

"Mais ou menos" Foi tudo o que ele me respondeu.

Ele levantou, pegando um par de chaves de carro. "Nós temos que descobrir isso. Temos que ir."

"Ir para onde?" Perguntei.

"Vegas."

Em qualquer outra situação, eu teria ficado em êxtase.

Nós fomos lá fora e ele me levou para um Sedan antigo e surrado. "Discreto." Ele disse com um sorriso. Eu poderia dizer que ele estava tentando aliviar o humor.

A corrida foi longa e árdua. Nós mal falamos. Meu cérebro estava a este ponto, então não me importei em fazer mais perguntas. Porém eu me lembrava de uma conversa em particular que tivemos:

"Ouça, se algo acontecer comigo, deve haver um arquivo no blackbarry chamado "contingencia". Tudo que vocÇe precisa saber estará lá."

Lembro-me de me sentir desapontado.

"O que? O que poderia acontecer com você?" Respondi.

"Eu não sei. Apenas pra garantir, eu acho. Não perca este telefone."

Na realidade, eu sabia que havia um monte de coisas que poderiam acontecer. Eu apenas não queria admitir.

Ele me acordou quando chegamos ao McCarran. Eu estava confuso.

"Você tem passagens de avião?" Perguntei.

"Não precisa delas." Ele respondeu. Então saiu do carro e eu o segui. O que aconteceu em seguida foi estranho. Ele simplesmente passou por todos. O check-in, segurança, todos. Eles nem prestaram atenção nele. Nem em mim, aliás. Foi quando eu comecei a imaginar quem diabos esse cara realmente era.


Ao atravessarmos as várias lojas e restaurantes instalados perto das partidas, ele deu uma virada brusca. Eu tropecei, mas me mantive em pé. Ele caminhou em direção a uma porta que estava no meio de duas lojas. Abriu e o segui. Caminhamos por um monte de corredores, virando de vez em quando. Diversos homens de terno passaram por nós mas pareciam não notar nossa presença. Finalmente chegamos a outra porta. Esta precisava de um cartão-chave. Ele pegou um e o escaneou.

Eu não tinha percebido quão grande aquele lugar realmente era até pensar sobre isso depois. Nós devíamos ter passado por pelo menos 15 corredores. De qualquer forma, a porta se abriu para o que parecia ser um longo lance de escadas. Nós descemos por cerca de cinco minutos antes de chegar ao que parecia ser um outro terminal. Não parecia futurístico nem nada disso. Apenas um terminal comum.

"Certamente não há aviões decolando aqui." Perguntei. Ele disse que eu estava certo. Foi quando eu reparei nos trilhos de trem.

"Agora nós esperamos." E então sentou em um banco. Bem, ótimo. Eu já tinha desistido de tentar juntar as peças na minha cabeça então nem me incomodei em perguntar o que era esse lugar. Vamos só ver o que acontece, pensei. Mas como eu logo descobriria, as coisas não seriam fáceis. Notei um banheiro nos fundos e fui até ele.

Quando estava lavando minhas mãos depois de terminar, notei o que parecia ser um cartão preso dentro ao lado do espelho. Eu arranquei e o examinei.

Era um cartão de visita em tamanho padrão. Branco com um texto preto. Mas eis o que dizia:

"De longe, procuramos por um significado,

À medida que os segundos passam, desde o tempo do desmame,

Nosso destino é selado, nós enfrentaremos o fantasma,

Nós não precisamos de esperança, pois temos nossa fé,

Não vamos parar até virarmos pó,

Tudo por Deus, em quem confiamos."

Assustador, pensei. Então o virei. Em letras grandes e em negrito, estava escrito "FDDP". Não tenho ideia do que isso deveria ser. No entanto, naquele momento eu senti como se algo apenas não estava certo. Aquela sensação aterradora de há algo estranho. Eu precisava contá-lo, quem quer que ele seja, sobre isso.

Abri a porta e ele havia sumido. Procurei pelo terminal por um tempo, mas não encontrei em nenhum lugar. Merda, não havia mais ninguém aqui. O lugar começou a tremer levemente. O trem estava chegando. Com certeza eu não entraria ali sozinho.

Olhei ao redor um pouco mais, então ouvi passos descendo as escadas. Ótimo, pensei. Ele voltou. Então eu percebi que não era apenas um par de passos. Eram vários. Em vez de ver um rosto familiar, fui recebido com quatro do que pareciam ser homens. Eu não conseguia dizer porque seus rostos estavam cobertos com um saco com apenas dois buracos para a visão. Tipo o que o Espantalho usa em Batman Begins.

A única diferença era um símbolo que parecia ter sido pintado por spray na testa. Era simples. Um semi-círculo vertical com setas angulares passando por ele. Como eu me lembro, o resto de suas roupas era normal. Apenas roupas de rua.


Eu estava congelado. Então percebi que um deles tinha um líquido escorrendo de sua luva. Um líquido escuro. Os próximos momentos foram tensos. Lembro do trem sair e os caras começarem a correr atrás de mim.

Comecei a correr atrás do trem. Era estranho. Apenas uma seção e um conjunto de portas. Acho que não vi um motorista. Assim que subi nele, as portas abriram automaticamente. Lembro-me de ter olhado um botão, mas não havia um.

Eu apenas olhei horrorizado enquanto aquelas aberrações chegavam cada vez mais perto. Quando chegaram a cerca de dez metros, fechei os olhos e apenas rezei para o melhor. Os abri quando ouvi batidas e chutes na porta. Não estava abrindo para eles. Eu vi seus olhos enlouquecidos me seguirem quando o trem começou a se mover. Eu estava seguro. Mas apenas por enquanto.

Liguei o telefone novamente e o examinei por completo. Com certeza o arquivo de texto que ele mencionou estava lá. Acho que lerei em breve. Após terminar com isso.

Agora eu não sei para onde vou, e não sei o que está me esperando lá. Minha cabeça dói. Tudo o que sei é que deveria ter ficado no google.









Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!


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