05/12/2017

A parte da Deep Web que não deveríamos ver - Parte 5 - Final

PARTE 1 • PARTE 2 • PARTE 3 • PARTE 4


ATENÇÃO : ESTE CAPÍTULO É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE : TORTURA.

NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 


Sabe quando dizem que o tempo voa quando está se divertindo? Bem, isso também se aplica a quando se está prestes a ser assassinado.


Não demorou muito para eles derrubarem a porta. O fato é que... pular pela janela não era uma opção aqui. Tentei abrir um respiradouro no banheiro, mas eles já estavam dentro do apartamento. Lembro de ter visto Caine pegar uma pistola no armário da cozinha antes de ser derrubado por um cara gigante. Tudo isso aconteceu no que se pareceu segundos.

A última coisa que eu vi antes de desmaiar foi o cano de um rifle contra minha cabeça.

Acordei um tempo depois, em uma quarto vazio com piso empoeirado. Minha cabeça estava latejando. Eu não estava preso, mas não havia nenhum lugar para onde ir. A porta estava trancada. Virei a cabeça e vi Caine andando de um lado para o outro.

"Olha, eu não os trouxe aqui." Tentei explicar para ele. Ele parecia chateado.

"Oh, eu não duvido disso." Respondeu. "Não de propósito, pelo menos. Eles sabem que eu não posso ajudá-los. Teriam tentado antes." Soltou um suspiro. "Isso é uma merda."

Me afastei e comecei a tatear as paredes. Estava sob a ilusão de que haveria alguma saída secreta. Após minha tentativa inútil de escapar, apenas me sentem em um canto. Não haveria um bom final para isso, pensei.

Caine pareceu ler minha mente pois disse: "Você sabe que não pode contar a eles como chegar lá." Ele me olhou novamente. Desta vez, sua atitude era séria. "Você não pode deixar aquela coisa solta por aqui. Essa não é uma opção."

Inicialmente, eu estava irritado. Ele estava me pedindo para acetar o que certamente seria uma tortura e depois morte. Mas então eu pensei sobre isso. Isso era maior do que eu. Não havia como sair.

A porta de repente se abriu. Cerca de cinco pessoas entraram, todos usando aqueles malditos sacos na cabeça. Dois deles estavam armados.

"Estão acordados. Ótimo." Disse o que estava liderando. Eu instantaneamente reconheci aquela voz. Será que era ele mesmo? Ele tirou o saco da cabeça, revelando um sorriso assustador. Era Jackson.

"Não precisava ser assim, você sabe. Você poderia ter apenas me contado como chegar lá."

Pensei na conversa que tivemos no restaurante. Eu claramente havia contado a ele o que eu digitei no prompt. Aquilo não funcionou para ele? Preferi não ficar pensando naquilo. Naquele momento eu estava extremamente irritado.

"Como se isso importasse. Vocês, psicopatas, teriam arruinado o mundo, independente de qualquer coisa."

Ele apenas suspirou. "Arruinar? Olha, eu não espero que entenda. Apenas que coopere. Mas... este mundo... não está certo. Foi um erro."

"Então você apenas segue as ordens de um cara morto, né?" Caine riu. "Parece que vocês são o erro."

Um dos homens se aproximou e  bateu com a espingarda em seu rosto. Houve um terrível som de algo se partindo quando ele caiu no chão. Então ele começou a tossir sangue.

"Por que vocês apenas não me matam? Não posso ajudá-los. Nem ajudaria se pudesse." Ele murmurou enquanto se encostava na parede.

Jackson riu. "Não. Isso é algo que todos precisamos ver. Quanto mais testemunhas, melhor. É a maior salvação que alguém poderia pedir."

Neste ponto ele já estava apenas dizendo coisas sem sentido. Entretanto eu não estava a fim de argumentar. Não havia como fazê-lo mudar de ideia. No entando eu tinha perguntas.

"Como você me encontrou? Isso não faz sentido."

Ele andou até mim levou a mão por trás da minha orelha. Senti uma dor aguda na nuca quando ele puxou o que parecia um pequeno chip de computador. Então era isso. Apenas soltei um suspiro exasperado.

"Engraçado, isso não foi coisa nossa." Ele disse enquanto guardava no bolso.

"O que diabos você está falando?" Eu cospi nele. Mas então eu pensei sobre aquilo. Quando aqueles caras estavam atirando em mim no vestiário, eu juro que senti algo me atingir na nuca. Mas no momento, você simplesmente deixa pra lá.

Jackson sorriu quando viu o horror em meu rosto. "Nós podemos agradecer esses caras por isso. É uma pena que eles não estarão aqui para ver isso. Todos sempre resistem. Apenas os sortudos realmente entendem." Lembrei-me da mensagem de Ben. Muitos grupos estão atrás disso. Mas nó tememos um.


"Quem eram eles?" Eu perguntei.


"Não sei." Ele respondeu. "Nunca importou, de qualquer maneira."

Estava revivendo toda a viagem na minha cabeça nesse momento. Pensando onde eu errei.

"Como você chegou ao terminal? Precisava de um cartão-chave."

Jackson tirou um de seu bolso. -Ah sim.- Tinha esquecido. Eles mataram todos que tinham um. Eu estava completamente frustrado nesse momento. Não só com ele. Mas com toda essa maldita situação.

"Essa coisa que você quer trazer para cá. Você ao menos sabe o que é?"

Ele parou por um segundo. Um olhar de pura contemplação surgiu em seu rosto.

"Vou lhe dizer o que Blake me disse: Não é para nós sabermos. Nós não pertencemos a este lugar. E a cada secundo que permanecemos aqui, o universo se deteriora. Nós precisamos corrigir isto."

É engraçado. Esses caras realmente pensavam que estavam indo atrás de algo bom.

"Fé cega, hein?" Retruquei. "Vocês são patéticos."


Jackson não gostou daquilo. Sua expressão era de pura raiva.

"Já chega."

Ele gesticulou para os dois homens de pé ao lado dele. Eles começaram a me arrastar para fora da sala. Quando saímos, pude ouvir Craine gritando para mim. Gritando que eu não podia ceder.

Tentei jogar a espingarda longe, mas foi uma tentativa patética. Não havia nada que eu pudesse fazer. Eles me jogaram em outra sala. Desta vez era maior. Eu acho que o resto do culto também estava lá, porque havia cerca de 15 pessoas lá, alinhadas pela sala. Todos com o saco na cabeça. Também havia um computador lá no meio, fios por todo o lugar. Eles me forçaram a sentar em uma cadeira em frente ao computador e amarraram minhas pernas.

"Vá em frente." A voz de Jackson ecoou por trás de mim. "Todos estão esperando."

No início eu recusei. De verdade. Mas acho que é isso que eles esperavam. Primeiro veio o afogamento simulado. Não sei se você já passou por isso, mas isso definitivamente não era agradável. No entanto, também não foi o suficiente.

Porém o que veio depois quase foi. Um dos homens pegou um canivete-borboleta e começou a cortar meu dedo mindinho. Lentamente. Ele fez isso pelo que pareceu uma hora inteira. Então veio o sal. Foi uma dor que transcendeu qualquer coisa que já senti antes. Ele finalmente finalizou cauterizando.

"Você tem mais nove." A voz de Jackson ecoava pela sala. "Você pode acabar com isso a qualquer momento. Você pide morrer da forma que deve."

Ouví-lo dizer aquilo só me deu mais motivação para mandá-lo tomar no cu. Mas vou admitir, eu estava próximo de colapsar. A próxima parte foi mais excruciante ainda, e eu não estou exagerando. Eles começaram a raspar a pele do meu ombro. Não teria sido tão ruim se não fosse pela água fervente que derramaram depois.

"Tudo bem, tudo bem!" Eu finalmente exclamei. Eles pararam e começaram a aplicar um pouco de creme na queimadura. Me senti extasiado.

Ouvi Jackson suspirar, o que soou como um suspiro de alívio.

"Cara esperto."

Aquilo foi um truque, entretanto. Eu apenas precisava de uma breve pausa. Meu plano era chegar até o prompt e depois derrubar a maldita mesa. Se eles iam me torturar até a morte, eu iria com um bang. O espírito humano é difícil de quebrar. Um bilhão de pensamentos passavam por minha cabeça conforme eu passava por todo o processo novamente. Memórias de família e amigos. Tempos melhores. Resolvi aqueles enigmas e criptografias até aquela maldita pergunta aparecer novamente. "Quid quaeris?" (N.T.: "O que procura?" em latim)

Eu estava prestes a concretizar minha onda de destruição quando notei algo. Algo pequeno, no canto do monitor. Era difícil de ler então eu tive que forçar a vista. Era um texto. Apenas duas palavras. Dessa vez em inglês.

"Não se preocupe."

Apenas encarei aquilo por um segundo. O que diabos aquilo queria dizer?  Foi então que a ficha caiu. Me lembrei do que Ben tinha dito ao Caine. Apenas Blake estava sentado em frente ao computador na base. Ele era o único assistindo. Todos que viram aquela coisa ficaram loucos e se mataram. De alguma forma, a IA também sabia disso. Eu sorri.

Senti alguém me cutucar. "Não me diga que mudou de ideia. Nós podemos convencê-lo novamente." Disse Jackson.

"Não se preocupe." Respondi.

Eu respondi a pergunta do prompt. O que também me procura. A familiar lista de links logo apareceu na minha frente. Rolei a tela, cliquei em vários links até uma pergunta familiar aparecer no canto. Cliquei em "Sim".

E simples assim, lá estavam eles. Os quatro links. Me recostei na cadeira.

"Bem, aqui está. O primeiro link é o que está procurando."

Eles se reuniram ao meu redor. "Essa é a primeira vez que irão ver?" Perguntei. Pude ver de canto de olho Jackson confirmando com a cabeça.

"Blake cometeu um erro. Ele pensou que não estávamos prontos. Nós sempre estamos prontos."

Eles me desprenderam da cadeira. Jackson colocou sua mão em meu ombro.

"Você não sabe disso, mas acaba de fazer algo bom."

"Me poupe." Respondi. "Ben ainda está vivo?" Eu precisava saber.

Jackson assentiu.

"Bem, onde ele está?"

"Por que isso importa agora?"

"Apenas quero dizer a ele para se preparar. Eu devo isso a ele, pelo menos."

Jackson suspirou. Pegou um pedaço de papel com um endereço e um código postal rabiscados e me entregou.

"Boa sorte com isso." Ele fez um gesto para alguns dos membros armados.

"Siga-o. Para o caso de ele mentir novamente."

Eles obedeceram. Eu mal pude segurar o sorriso enquanto caminhava para fora. Eles fecharam a porta sobre mim a apontaram suas espingardas em minha direção. Havia apenas uma coisa que eu poderia fazer neste momento. Esperei, ouvindo atentamente.

Houve algumas vozes abafadas antes do silêncio. Comecei a contar. Um. Dois. Três. Quatro. E então vieram os gritos.

Apesar de eu estar esperando aquilo, ainda assim me encolhi. Caine estava certo. Aqueles sons não deveriam ter saído de um ser humano. Os dois caras de guarda surtaram. Um deles correu para dentro enquanto o outro tropeçava nos próprios pés. Ele estava olhando para frente e para trás, entre mim e a sala, então eu o desarmei facilmente e atirei em seu joelho. Acho que ele bateu a cabeça forte no chão porque seu corpo ficou mole. Então tiros puderam ser ouvidos de dentro da sala. Durou cerca de dez segundos e foi seguido de um silêncio mortal.

Com uma espingarda na mão, eu entrei. Corpos estavam caídos, brutalmente espalhados pela sala. Pedaços dos sacos que eles usavam na cabeça estavam agora presos às paredes manchadas de sangue. O monitor estava caído no chão, pedaços da tela por todo lado.

Havia apenas uma figura agonizando restante – Jackson. Acho que ele realmente era dedicado à isto. Ele murmurava algo incompreensível enquanto se arrastava em direção à uma arma.

Eu pensei em terminar o trabalho por ele. Mas isso apenas acabaria com sua miséria. Em vez disso, caminhei pela sala e tirei os cartuchos de cada arma. Ele me deu um último olhar antes de eu sair. Sua pele estava mais branca que neve. Braços e pernas tremendo. Sua expressão era um misto de choque, tristeza e confusão. Parecia que ele estava implorando por algo. Apenas me afastei e fechei a porta. Era isso que ele queria, não era?

Andei até a sala onde Caine ainda estava. Eu havia pegado as chaves de um dos corpos. Neste ponto, o creme em meus ombros, assim como a adrenalina, estavam acabando. Uma onda de dor me atingiu de uma vez. Cambaleei um pouco antes de chegar até a porta e destrancá-la.

Caine deu um salto quando entrei. Ele pareceu aliviado no começo. E depois horrorizado.

"V... você?" As palavras saíam de sua boca. Apenas balancei minha cabeça. Ele respirou fundo, em consolo. Ele queria dar uma rápida examinada na sala antes de partirmos, apenas para ter certeza. Jackson ainda estava lá, se contorcendo violentamente pelos cantos.

Essa foi a última vez que o vi.

"Esta será uma grande surpresa para alguém." Caine disse antes de fechar a porta. Conseguimos saír após tudo isso. Descobrimos que estávamos no porão de alguma fábrica abandonada fora dos limites da cidade. Pegamos carona de volta para a cidade.

Voltamos para o apartamento de Caine onde ele decidiu comprar uma passagem de avião de volta para mim. "O mínimo que eu poderia fazer", afirmou.

"Então, para onde? Você disse que era de Delaware?"

Olhei para o endereço na minha mão. "Não. Preciso ir para Vegas antes."

Caine riu. "Bebendo pra esquecer toda essa experiência, hein? Compreensível." Ele começou a reservar a passagem.

"Você quer vê-lo?" Perguntei quando estava terminando. Ele levantou a sobrancelha.

"Ver quem?"

"Ben."

Ele parou, olhando para o chão por um tempo antes de responder: "Não. Na verdade não." Olhou de volta para mim. "Porém diga a ele que eu o desejo tudo de bom. Diga para ele tomar cuidado." Ele disse isso em um tom meio sombrio. Eu poderia dizer que ele só queria acabar com tudo isso. Para nunca mais pensar nisso novamente. Ver Ben não ajudaria.

Ele me deu um pouco de dinheiro para o táxi antes de nos despedirmos. Eu tinha que perguntá-lo uma última coisa antes de partir:

"Você acha que é o fim deles?"

Ele pensou sobre aquilo antes de responder:

"Tem que ser."

Segui para o aeroporto. Eu tenho que dizer, é estranho andar com um dedo faltando. Vou me acostumar com isso, suponho.

Chegando em Vegas, peguei outro táxi para o endereço. Era uma casa acabada no meio de uma vizinhança comum. Me apressei e comecei a procurar.

Eu devo ter examinado todo o liugar antes de ouvir um gemido no porão. Desci e comecei a gritar o nome de Ben. O gemido ficou mais alto. Estava vindo de uma sala nos fundos. Tentei abrir a porta. Trancada. Eventualmente acabei derrubando a porta aos chutes. Poeira caiu no meu rosto enquanto entrava.

Ben estava deitado ali, num colchão sujo no meio da sala. Ele tinha hematomas em todo o rosto e parecia que não comia há dias. Havia pacotes de lámen instantâneo espalhados por todo o chão. Ele se virou para me olhar e sorriu.

"Sabia que você ppodia fazer isso." Ele disse. Olhei ao redor. Havia uma pequena TV, esmagada no chão.

"Sim, eles queriam que eu assistisse as notícias." Ele sorriu novamente. "Pro inferno que eu iria."

O peguei e levei para fora dali. "Está tudo bem, estou bem." Ele disse enquanto se estabilizava. Quando chegamos lá fora, ele respirou fundo. "Deus, eu nem quero pensar sobre o que peguei naquele quarto empoeirado."

Eu ri. Essa merda finalmente havia acabado, pensei. Ben foi examinado e medicado. Também examinei meus ombros. Nós terminamos nas máquinas caça-niqueis, indo para um buffet de frutos do mar e um bar karaokê depois. Foi uns dos melhores momentos que eu já tive em um bom tempo.

Estava me preparando para partir na manhã seguinte. Ben disse que ele tinha um trabalho para retornar. Verdade seja dita, eu também tinha. Quero dizer, não é como se meu emprego estivesse me esperando quando eu voltar.

"Você na verdade nunca me disse pra quem você trabalhava e o que você faz." Eu disse a ele quando estávamos nos preparando para sair do hotel. Ele riu.

"Sim. Isso foi de propósito."

"Ah, vamos, depois de tudo isso você ainda vai guardar segredo?" Eu dei um empurrão casual.

"Depois de tudo isso, você ainda quer saber mais?" Ele me empurrou de volta.

Foi minha vez de rir. Touché. A viagem de táxi até McCarran foi quieta. Assim como minha caminhada até o terminal. Eu estava voltando para Delaware e ele estava indo para a Coréia do Sul. Ele finalmente disse cerca de dois minutos antes de sua chamada de embarque.

"Eu gostaria de pensar que faço o meu melhor  para tentar proteger o mundo daquela merda estranha que habita dentro dele. Para manter seguro as coisas que a humanidade nunca deve ver. Para colocá-los em contenção para sempre."

Ele deu um tapinha em minhas costas e se levantou para partir. "Mantenha contato, hein? Você sabe como me encontrar." E assim ele se foi. Eu aguardei por mais trinta minutos antes do meu avião estra pronto para decolar.

Dormi como um bebê durante o vôo inteiro. Quando eu finalmente cheguei em casa, havia uma fita policial em torno dela. Eu bati na porta da minha vizinha para perguntá-la o que tinha acontecido. Quero dizer, eu jpa sabia. Mas eu tinha que fingir algum tipo de ignorância. Ela pareceu surpresa quando abriu a porta para mim. Aparentemente ela viu dois homens entrando na minha casa e chamou a polícia na noite em que eu fui ao restaurante.

"Todo mundo esteve procurando por você. Pra onde você foi?"

"Uh... viajando." Respondi. "Eles o pegaram?"

"Não." Ela respondeu. "Mas eles acharam esses cartões estranhos pela sua casa. Dizia FDDP atrás ou algo assim. Quem diabos eram aqueles malucos?"

Eu ri levemente e a agradeci. Após explicar a situação aos policiais e dar uma declaração, eu estava finalmente de volta à estaca zero - normalidade. Arranjei um novo emprego logo após voltar à rotina. Havia acabado, hein?

Mas...

Embora eu tente não pensar mais nisso, parece uma tarefa assustadora. Às vezes eu deito na cama, apenas olhando para o teto e tentando visualizar o que vi em minha cabeça. Eu ainda tinha muitas perguntas. Haviam outros três links, não haviam? O que será que eles continham? Eu tentei me convencer de que não me importava. Mas era mentira.

Eu penso no que Caine me disse naquele dia. "Você e Blake são exceções. Talvez isto signifique algo." Talvez isto realmente significasse algo.

Eu sinto aquele site me chamando constantemente. Eu sei que isso soa estranho, mas eu posso sentir isso. Aqueles links estão apenas esperando para serem vistos por alguém. Por mim. A IA também continua tentando se comunicar. Tenho recebido pequenas mensagens no canto da minha tela mesmo quando navego na internet surface agora. "Está satisfeito?" Era o que dizia.

Boa pergunta. Eu estou?











Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!


12 comentários:

  1. Imagina se esse vídeo de alguma forma fosse transmitido simultaneamente pra todos os computadores, celulares, dispositivos móveis, TVs, e veículos de comunicação do mundo inteiro?

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  2. Uma das nelhores séries q eu já vi, no início eu achei que ia ser só mais um clichê mas depois foi melhorando.
    Só perde pra Butcherface

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  3. Achei que seria mais um cliché exaustivo e apelativo da deep web, mas confesso que me surpreendeu.

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  4. Realmente de início eu não pus muita fé pois não gosto de creepys que remetem a deep web, mas uau essa aqui ta de parabéns foi muito boa!

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  5. N está. Continua assisitindo e postando aqui kk

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  6. Muito legal, digna das creepies mais famosas.

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  7. Cara, eu nunca havia comentado em nenhuma creepy, ja zerei o site 1 vez e todo dia vinha aqui pra ver se havia saído uma creepy nova.
    mano do ceu que série foi essa, continua por favor, foi a melhor até hoje N A M O R A L ( Só ajeita as palavras

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  8. Espetacular, creepy fodastica, a melhor que li ultimamente. MUITO BOA.

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  9. EU QUERO CONTINUAÇÃO PELO AMOR DE DEUS

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