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O homem que me deu uma carona pra casa

18 comentários
De certa forma, eu fiz um favor ao mundo. Deixe-me contar uma história sobre algo que aconteceu há vinte anos. Quando eu tinha 11.

Eu estudava em uma escola particular ao norte do estado do Maine. Situada entre duas grandes florestas de pinheiros, isso dava à escola um ar sinistro. Não havia nenhum prédio localizado na área do campus.

Minha casa ficava a poucos quilômetros de distância da escola. Eu tive a sorte de ter meus dois pais, mas nós éramos pobres. Eu dizia aos meus colegas de classe que os miseráveis salários que meus pais ganhavam não eram suficientes para pagar um carro.

Eu caminhava até a escola todos os dias. E assim, todas as manhãs eu começava minha caminhada de cinco quilômetros pelo ar gelado do norte, através do complexo labirinto de cascalhos que ligava toda a área rural. Ao contrário da maioria das crianças de 11 anos que frequentavam minha escola, conhecia todo o mapa como a palma da minha mão. Ou melhor, o único caminho que conhecia era o de ida e volta.

O que foi prejudicial quando o inverno chegou.

Nosso período escolar termina às 6:00 da tarde. Eu sei, é simplesmente ultrajante yma criança ficar na escola por 10 horas.  Mas esta escola era minha única opção.

Quando saíamos, o anoitecer já engolia as árvores.

A escuridão. Essa era a pior parte. Engolia a realidade à medida que os troncos das árvores eram envolvidos com uma camada espessa de névoa. O som ocasional emanava de algum lugar profundo dentro da escuridão enquanto os ventos do norte soltavam um gemido gutural enquanto sopravam através dos galhos de árvores apodrecidas.

E eu ainda era obrigado a caminhar para casa.

Os caminhos de cascalho eram quase invisíveis. Sombras estranhas cruzavam o caminho, sob a luz do luar. O frio e a escuridão esmagadora tornaram o próximo caminho impossível.

Uma noite de inverno, fiz uma curva errada. Estava andando por pelo menos 30 minutos agora, e neste momento eu não podia ver nenhum aspecto reconhecível do caminho usual que havia feito centenas de vezes antes. O pânico ainda não havia tomado conta, enquanto eu vagava cegamente pelo caminho sombrio e iluminado apenas pela lua, esperando encontrar alguém que pudesse me levar para casa.

Levou por volta de 20 minutos até eu ver. Uma van, estacionada quase dentro da floresta, com um homem vestindo um terno tão escuro quanto a floresta ao seu redor, quase criando a ilusão de que ele era uma cabeça flutuante. Meus pais sempre me diziam que pessoas estranhas moravam nessas florestas. Eu raramente tive qualquer contato com qualquer um deles, então eu não saberia o que é estranho.

Ele estava acenando para mim, me chamando para me aproximar. Eu pensei na possibilidade de ele me levar para casa, então caminhei em sua direção.

Conforme eu me aproximava, vi através da escuridão que se tratava de um homem com cerca de quarenta anos. Sua van era pintada com um branco sombreado, somo se tivesse sido usada por décadas. Ele tinha um sorriso em seu rosto, mas mesmo tendo onze anos eu podia dizer que o sorriso era desonesto. Suas características faciais eram ásperas, com uma barba aparada e cabelo oleoso.

Suas pupilas estavam dilatadas. Estavam dilatadas ao ponto em que eu podia facilmente ver pelo brilho tênue da lua. Um sinal de pura luxúria.

Ele começou a falar. Sua voz era baixa e calma, e eu ouvia atentamente.

"Olá, garotinho. Onde estão seus pais? Alguém como você não deveria estar vagando por aí quando estiver tão escuro lá fora."

Eu respondi, "Acho que peguei um caminho errado há uns 30 minutos. Eu quero ir pra casa."

"Mas por que você não liga para seus pais?" Ele disse. "Eles estão em casa? Se não, posso te dar uma carona em minha van."

"Não, eles não estão em casa. Eu acho que eles disseram que estavam ocupados trabalhando no escritório", respondi. "Está apenas meu irmão em casa sozinho. Ele tem 6 anos, então ele não pode dirigir."

Assim que ouviu que meu irmão estava em casa sozinho, eu vi seu braço direito flexionar, fechando o punho. Ele suspirou profundamente, e eu vi uma nuvem enevoada sair de sua boca no ar frio de Maine. Assim que ele fez isso, eu vi o brilho de uma lâmina em sua manga.

Eu não fugi. Nem pedi ajuda. Eu dei a ele meu endereço e entrei em sua van. Quando olhei por dentro, vi marcas de arranhões e cordas, como se ele intencionalmente tentasse arruinar a van. Uma pequena mancha de sangue localizada em um dos cantos da van brilhava na luz do interior da van.

Neste ponto, até a criança mais ingênua teria percebido. Mas eu não. Sentei calmamente na parte de trás da van enquanto ele dirigia para minha casa.

Eu pensava sobre quão grande e forte aquele homem era. Um grande monte de carne e ossos. Vi que meus pais tinham estacionado dentro da garagem hoje, ambos os carros fora de vista. Graças a Deus. Ser filho único significava que meus pais raramente saíam de casa, o que tornou as coisas ainda mais fáceis para mim.

Meus pais não tinham um emprego. Eles me ensinaram que o único motivo para que as pessoas ganham dinheiro é comida. Tudo o resto é desnecessário. Carros e motos podem ser roubados. Moradores podem deixar de morar em suas casas.

E comida? Meus pais não tinham dinheiro para isso também. A comida estava cominhando pela minha varanda, se preparando para derrubar a porta com sua perna carnuda, onde meus pais esperavam lá dentro com um rifle.

Então eu acho que pessoas estranhas realmente moravam naquelas florestas.








Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

18 comentários :

  1. O garoto era canibal não esperava

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Igual aquela do garoto dos cookies que a familia se alimentava de pedófilos

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    1. Eu pensei nessa creepy no momento em que ele descreveu a van e não se impressionou

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  4. Seria muito boa, se não tivessem tantas creepies com histórias quase iguais :/

    Mas a narrativa foi bem envolvente

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    1. E se isso for uma série com histórias diferentes de uma mesma família canibal agindo? Viajei

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  5. Previsível porém boa. Realmente muito parecida com a do garoto dos biscoitos.

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  6. Me lembrou aquela dos açougueiros de carne humana que davam uma carta pra vítima levar até o abatedouro e lá entravam na saroba... antigona.
    Gostei!!

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  7. Reviravolta um pouco sem sentido
    Virou clichê?
    3/10

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  8. Outro garoto que engana os homens heueheuheueheueheuejeue

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  9. So senti pena do menino do começo ao fim.

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  10. Cara, adorei a creepy, e por incrível que pareça, eu não espera esse final. Eu só acho que ficou um pouco confuso as informações que o menina falava (tipo dos pais estarem trabalhando e de ele ter um irmão de seis anos) e depois desmentia e inventava de novo ;-;.

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