03/01/2018

As histórias de um Oficial de Resgate no Serviço Florestal dos EUA (PARTE 6)

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ATENÇÃO: ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE E LINGUAGEM INADEQUADA. NÃO É RECOMENDADA PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE.

Faz bastante tempo desde que não posto uma atualização, e sinto muito por isso. Bem, essas próximas histórias vão ser postadas um pouco diferente, por causa de algumas confusões que aconteceram nas outras partes. Elas estarão em ordem cronológica, e darei meu melhor para relacionar uma a outra para que não fique nada de fora. 

Quando era ainda um novato, ninguém me falou muito sobre o trabalho no sentido de que coisas estranhas acontecem o tempo todo. Creio que isso tenha sido feito para prevenir que eu surtasse e abandonasse o parque. Mas com alguns meses de trabalho, quando ainda era recruta, um amigo e eu ficamos bêbados em uma festa e ele se abriu um pouco: 

"É, as coisas as vezes ficam meio doidas lá. Acho que os piores casos é quando as pessoas morrem quando não deviam morrer, sabe? Ou quando encontramos as pessoas mortas tipo dez minutos depois que alguém tenha os visto com vida. 'Ele estava bem quando passei por ele agora mesmo na trilha! Eu juro!' Esse tipo de coisa. Por exemplo, tipo aquele cara que encontrei na primavera em uma trilha bastante movimentada. Alguém veio até a cabana de vigia surtando porque tinham encontrado alguém deitado em uma poça de sangue no meio do caminho. Então a gente correu até lá e encontrou o cara mortinho da Silva. O qual realmente devia estar, porque a parte de trás de sua cabeça estava esmagada que nem purê de batata. O crânio está detonado, o cérebro vazando como um molho rosê, e o cara era velho, então você pensa, é, provavelmente ele caiu e bateu a cabeça. Gente velha cai o tempo todo, nada de novo nisso. Exceto que nesse lugar que ele caiu não tem NENHUMA pedra grande. Não tem nem tocos de madeira ou um galho grande no caminho. E pra ajudar, não tinha nenhuma trilha de sangue, então basicamente morreu aonde caiu. E aí que você começa a suspeitar de assassinato, porém é certo que tinha alguém bem perto dele na hora. Se alguém viesse por trás dele e o matasse ali na trilha, não existe probabilidade de não haver testemunhas oculares ou auditivas. E novamente, se esse fosse o caso, devia ter uma trilha de sangue, respingos para todos os lados. Mas todos na cena disseram que parecia exatamente como se o homem tivesse caído de cabeça em uma pedra. Então no que ele bateu a cabeça, porra?

E também teve essa tem essa moça que encontrei em outro parque, uns cinco anos atrás, quando eu estava no norte do estado. A encontramos em uma área de Juníperos, bem junto da base de um dos troncos, como se estivesse abraçando a árvore. Nós a pegamos para retirá-la dali, e uma cachoeira de água sai de sua boca, molhando meus sapatos. Suas roupas estavam secas, seu cabelo estava seco, mas a quantidade de água que tinha em seus pulmões e estômago era impressionante. Não fazia sentido, cara. No relatório de autópsia? Causa da morte foi afogamento. Seus pulmões estavam completamente cheios de água. Mesmo que a encontramos no meio do deserto, não tendo um rio ou lago ou diabo que seja em quilômetros e quilômetro de lá. Nem uma poça. Nada. Nenhum sinal de outra pessoa ter estado lá, também. Quero dizer, tem a possibilidade de terem sido assassinados. Mas para que fazer desse jeito? Porque não dar uma facada ou um tiro como todo mundo? Sei lá, mano, isso aí me perturba." 


Agora, é óbvio que essas histórias me fizeram surtar um pouco. Mas estávamos doidões, e acho que qualifiquei aquilo como meras casualidades. Também acreditei que ele estava apenas exagerando, abusando de hipérboles, sendo que, bem, estávamos muito bêbados.

Bem, não gosto de falar muito sobre esse próximo caso. Foi horrível e dei o meu melhor para esquecê-lo, mas claro que é mais fácil falar do que fazer. Aconteceu cerca de seis meses depois dessa conversa que tive com meu amigo no bar, e até aquele ponto nada de muito estranho tinha acontecido nos meus turnos. Alguma coisinha aqui ou ali, as escadas, é claro, mas era estranhamente fácil se acostumar com coisas desse tipo quando são tratadas como algo normal. Mas isso aqui foi diferente. 

Um cara com Síndrome de Down por volta dos 20 anos sumiu depois que sua família o perdeu de vista em uma das trilhas principais. Isso já era estranho por si só, porque esse rapaz nunca saia do lado de sua mãe. Ela estava completamente certa de que ele tinha sido sequestrado e, infelizmente um patrulheiro que não está mais trabalhando no parque, insinuou que ninguém iria querer sequestrar alguém que... bem, com aquele tipo de deficiência. Nem um pouco delicado, para se dizer no mínimo. Perdemos muito tempo tentando acalmá-la para conseguir informações suficientes sobre ele, e então fizemos a chamada oficial de pessoa desaparecida. 

Por causa da urgência da situação, ele não tinha capacidade de fazer tarefas básicas sozinho, conseguimos que a polícia local viesse para ajudar. Não o encontramos na primeira noite, o que foi devastador. Nenhum de nós queria imaginá-lo sozinho por lá, durante a noite. Acreditávamos que ele continuava andando, sempre à nossa frente. No dia seguinte chamamos os helicópteros, e encontraram o rapaz em um pequeno desfiladeiro. Eu ajudei a trazê-lo de volta, mas estava em um péssimo estado, e acho que todos sabíamos que não iria suportar. Tinha caído e quebrado a espinha dorsal, não conseguia sentir da cintura para baixo. Tinha também quebrado as duas pernas, uma no fêmur, e também perdeu muito sangue. Estava confuso e com medo enquanto estava sozinho, então provavelmente piorou seus ferimentos tentando se arrastar para lá e para cá. Sei que soa horrível, mas enquanto eu e ele estávamos no helicóptero, perguntei porque tinha saído de perto de sua família. Eu só queria algo para falar para a mãe, para ela saber que não era sua culpa, porque o garoto estava desfalecendo rápido e provavelmente ela não ia conseguir ter suas últimas palavras com o filho. 

Estava chorando, e falou algo tipo que o "menininho triste" queria que os dois brincassem juntos. Disse que o menininho queria "trocar" para que pudesse "ir para a casa". Então ele fechou os olhos e quando abriu de novo, estava no desfiladeiro. Não tenho certeza se foi exatamente isso que disse, mas mais ou menos nessa ideia. Continuava chorando, perguntando onde estava sua mamãe, e eu segurei sua mão e dei meu melhor para tentar acalmá-lo. "Está muito frio lá", continuava dizendo. "Estava muito frio lá. Minhas pernas estavam congeladas. Está frio em mim." Ele estava ficando mais fraco, então eventualmente parou de falar e fechou seus olhos por um tempo. Então, quando estávamos a cinco minutos do hospital, olhou diretamente para mim, com aqueles enormes olhos e lágrimas que corriam por suas bochechas, e disse "Mamãe não vai mais me ver. Eu amo a mamãe, queria que ela estivesse aqui." Então fechou os olhos e só... nunca mais os abriu. Foi horrível, e não gosto de falar sobre. Esse caso foi um dos primeiros que me afetou severamente. 

Por ter me afetado tanto, contatei um patrulheiro mais antigo, o qual me ajudou bastante a superar isso. Com o passar do tempo, e porque começamos a conhecer melhor um ao outro, ele acabou por dividir comigo uma de suas histórias. Era perturbadora, mas me ajudou a saber que eu não era o único afetado pelas coisas que aconteciam lá. 

"Acho que isso aconteceu antes de você começar aqui, porque se você já estivesse na equipe, se lembraria. Sei que não chegou a virar notícia, por certas razões, mas a maioria das pessoas que estão aqui a algum tempo sabem sobre. O parque vendeu uma porção de terra para uma empresa madeireira, e foi algo bastante controverso. Mas não era um terreno tão grande ou com arvores super antigas, e foi logo depois do recesso, então precisávamos da grana. De qualquer forma, eles estavam lá trabalhando no pedaço de terra, quando recebemos uma ligação dizendo que nossos supervisores precisavam ir lá imediatamente. Não sei porque, mas acabei indo junto com outros caras, mais os mandachuvas, provavelmente para ficar em número maior, pra ver qual era o caso. 

Chegando lá, todos os caras estavam reunidos em volta de uma árvore que tinha acabado de ser cortada. Todos estavam putos e surtando e o patrão vem dizendo que queria saber o que estávamos tramando. 'O que diabos é isso aqui, uma piada de mal gosto? Vocês são muito corajosos pra fazer esse tipo de brincadeira, compramos essas terras justamente!' Bem, nós não fazíamos ideia do que ele estava falando, então ele nos levou até a árvore derrubada e disse que, quando cortaram, estava daquele jeito, e aquilo ali não servia para eles. 

Uma parte de dentro da árvore estava apodrecida e oca, e quando cortaram a madeira no meio para expor essa parte, lá dentro tinha uma mão. Tipo, uma mão perfeitamente decepada. E parecia ter literalmente se fundido perfeitamente com a parte de dentro da árvore. Bem, então começamos a achar que ELES que estavam fazendo uma piada, então falamos que não gostamos de que façam brincadeirinhas idiotas conosco, e começamos a ir embora, mas então eles falaram que já tinham chamado a polícia, e que chamariam a mídia se não esperássemos junto. Isso chamou a atenção dos nossos supervisores, então eles ficam por lá e conversam com a polícia. Todos estão negando que tenham colocado a mão lá, e além disso, como alguém teria conseguido fazer isso? Claramente era uma mão de verdade, mas não estava mumificada ou esquelética. Era fresca, não parecia nem ter sido cortada a mais de um dia. E definitivamente estava fundida na madeira, da pra ver que estava grudada. Os lenhadores insistiam que não tinham a colocado lá. Os policiais fizeram que cortassem aquela parte da árvore em um pedaço menor. Então, levaram a mão embora, e a área foi fechada. Houve uma investigação gigante, mas sei que não encontraram respostas. E agora virou essa lenda, e pelo que sei, nunca mais vendemos terrenos para madeireiras."

Como todos vocês sabem, fui para um treinamento recentemente, e ouvi histórias maravilhosas e outras horríveis lá. Um dos caras com quem conversei lá me contou uma história enquanto estávamos todos reunidos em volta de uma fogueira. Nós dois estávamos bem bêbados, acho que você vê que esse padrão se repete bastante aqui, e trocamos algumas histórias. Ele me contou a seguinte:

"Eu e outro cara estávamos em uma viagem de campo porque alguns campistas relataram ouvir gritos durante a noite. Então fomos para lá para procurar seja lá qual maldito leão da montanha que estava vagando pela área, e fiquei puto da vida. Já tinham aparecido três deles nas regiões onde as pessoas acampavam e não aguentava mais ter que lidar com aquelas porras. Além do mais, eu odeio essas desgraçados de qualquer forma. São um pé-no-saco, são barulhentos e me deixam cagado de medo. Malditos gatos. Grandes merdas. 

Estou lá, resmungando sobre isso com o cara e ele acha que realmente é uma grande coisa. Encontramos vários galhos quebrados e o que parecia ser uma toca e achamos que tínhamos descoberto onde aquela coisa estava. Ligo para os outros cara e me pedem para eu confirmar se possível, o que significa que querem que eu procure a porra de um monte de cocô para provar a existência do bicho. Eu não achei merda nenhuma, literalmente, então mandei eles enfiarem no cu a prova e que pra mim já era. Era óbvio que aquela desgraça estava lá em algum lugar, mesmo que eu não tivesse pisado na merda dele ou dado um chute na cara da porra do gato gigante. 

O cara que está junto comigo se afasta para dar uma mijada ou sei lá o que, e eu fico pra trás observando essa pequena toca que tem debaixo de uma árvore, porque deve ser de uma raposa ou algo assim e, porra, eu amo raposas, mano. São fofas pra caralho. Mas, de qualquer forma, tava olhando para a árvore e começo a ouvir barulho de galhos se quebrando vindo da direção oposta que meu colega tinha ido. Já fiquei com minha pistola na mão, mas eu e você sabemos que isso não faz nem cosquinha contra um gatão. Me abaixo e dou um gritão para meu colega arrastar sua bunda gorda de volta pra lá, mas ele tá longe demais e não me ouve. 

Me levando e tento ver de onde essa coisa está se aproximando, e não tô zoando, mano, eu quase me mijei. Tinha um cara vindo na minha direção, e ele tá dando mortais pra trás no meio da porra da floresta. Tipo, ao invés de andar, ele estava dando essas piruetas doidas no ar, e juro por deus, ele não batia em nenhuma árvore ou arbusto, como se soubesse aonde estava indo perfeitamente. Gritei pro cara parar onde estava, apontando a arma pra ele, mas ele continua vindo, e eu meio que comecei a surtar. Dou um tiro no chão perto dele, e foi uma coisa absurdamente retardada a se fazer, mas eu não queria esse louco perto de mim. Quando dei o tiro, ele estava 15 metros de distância, e assim que o tiro ressoou, ele deu meia volta e começa a dar mortais de volta pra dentro da merda da floresta. Meu parceiro ouviu o tiro e correu de volta pra mim perguntando o que tinha a acontecido, eu contei que tinha um doido por aí chapado de sabe-se lá o que, e tínhamos que sair o mais rápido dali. Contei para a polícia o que aconteceu, e não me encrenquei por atirar, mas mano, não faço ideia que tipo de droga aquele filho da puta estava usando, mas nunca vi nada do tipo na minha vida. Foi a coisa mais doida que vi na vida."  

Acho que podemos concordar que tem coisas acontecendo nas florestas e, embora eu não vá dar sugestões do que possa ser, ou teorizar, o que quero mostrar com isso é que é importante demais fazer essas caminhadas e acampamentos em segurança. Eu sei que muitos de vocês acham que são invencíveis, mas o fato é que você PODE morrer por lá, se machucar, ou desaparecer para sempre. Isso é mais comum do que imaginam. 

Peço desculpas por essa atualização curta, mas logo apareço com mais atualizações. 

EM BREVE PARTE 7


Este conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!


22 comentários:

  1. Ufs... Minha creepy favorita voltou novamente e... cheio de histórias pra contar

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  2. Aaaa aaaah não acredito 😍 voltou 💜💜

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  3. Aaaaaah, finalmente 😍😍

    Aquelas histórias do entregador de pizza voltam tbm??

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  4. Gente, a próxima temporada da série Channel Zero vai ser sobre essa Creepypasta.A série é mt boa pra quem curte Creepys...

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    1. Sim! Chama Channel Zero. A Primeira temporada foi inspirada na Creepypasta "Candle Cove", a segunda na "Casa sem fim" e agora a terceira é inspirada nessa aqui.

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    2. Eu assisti online, deve ter pra baixar no torrent.

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  5. Parabéns, Divina, por ter continuado a tradução dessa série. Ficou ótima. Você é show. Ansioso pela próxima parte

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  6. Acho essa creepy tão ruim... Monte de fatos aleatórios, nada tem explicação, pelo visto sou só eu que acho isso. Mesmo assim obrigada por postar.

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  7. Seria essa mão decepada na arvore, aquela que foi cortada do patrulheiro que tentou alcançar o galho quando estava no topo de uma das escadas ?

    rapaz.... to curioso !

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  8. Se essa creep não é a melhor ta entre as cinco

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  9. Se essa creep não é a melhor ta entre as cinco

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  10. Fiquei imaginando um cara dando piruetas no ar enquanto anda
    Desculpa se eu ri jkkkkkkkkk

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  11. Piruetas no ar enquanto anda KKKKKKKKK (ESSE É O BIXO QUE DÁ O C# Ó BIXO PIRULEEETAAAAA)

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  12. Piruetas no ar enquanto anda KKKKKKKKK (ESSE É O BIXO QUE DÁ O C# Ó BIXO PIRULEEETAAAAA)

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  13. aaaaaa que saudade dessa creepy gostosa <3

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